Conferência de berlim final de verdade

2.167 visualizações

Publicada em

  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Conferência de berlim final de verdade

  1. 1. 1Conferência de Berlim - A distribuição territorialda África durante o Imperialismo europeuGuia de EstudosDIRETORES: Fábio Pongelupe, Bruno Fontenelle e David Peixoto.ASSESSORA: Ana Clara Crepaldi
  2. 2. 2Índice:1. Apresentação dos diretores2. Introdução3. Antecedentes da Conferência de Berlim3.1. Revolução Industrial3.2. Nacionalismo3.3. Imperialismo4. Os objetivos da Conferência de Berlim5. A África Pré-Conferência6. Posicionamento dos Países7. Referências
  3. 3. 31. Apresentação dos diretores:Meu nome é Fábio de Almeida Pongelupe e estou no 3º ano do EnsinoMédio. Já participei de outras simulações internas e intercolegiais comodelegado, sendo a SIA 4ª Edição, minha segunda experiência como moderadorde um comitê juntamente com meus colegas de mesa.Desde meu primeirocontato com uma simulação, acredito fielmente que essa é uma experiênciasingular. Para nós jovens, simulações nos levam a possuir um olhardiferenciado, em relação aos fatos e instituições que estão ligados ao nossomundo, além da chance do delegado de melhorar sua oratória diante de certopúblico, já pensando futuramente em uma profissão em que tal habilidadecontribua.Meu nome é Bruno Fontenelle Gontijo e estou cursando o 3º ano doEnsino Médio. Esta é a minha décima simulação, sendo a minha segundacomo moderador de um comitê. As simulações, tanto internas como nacionais,promovem um grande enriquecimento na arte de conhecer e debater sobre osassuntos que aconteceram e acontecem ao redor do nosso mundo. Assimulações nos tornamcapazes de mudar o mundo por meio da diplomacia e,quem sabe, servir de inspiração para afutura carreira. Espero que asdiscussões sejam produtivas e que tenhamos uma ótima simulação.
  4. 4. 4Meu nome é David Costa da Cunha Peixoto e curso o segundo ano doensino médio. Sou uma pessoa extrovertida, com fortes tendências a exatas.Porém, isso nunca impediu de me dedicar a projetos de simulações como aSIA. Participei da SIA pela primeira vez ano passado. Foi uma experiência tãorevigorante que resolvi participar da organização do grande projeto que é aSIA.Acho que a Simulação Interna Agostiniana é uma ótima experiência paraquem deseja ingressar no mundo com uma grande bagagem de conhecimento.Ela desenvolve todas as habilidades necessárias para nos tornarmos umcidadão global. Recomendo esta experiência para todos, ate mesmo aquelesque não possuem muita aptidão com a dialética e com os temas propostos.Meu nome é Ana Clara, participei da SIA 2012, no nono ano e achei quefoi uma experiência bastante válida. Desenvolvi mais o censo crítico sobre omundo, e o que acontece ao redor dele. Se sentir dentro da ONU, vestido àcaráter e ainda discutir sobre os mais variados temas foi para mim, umgrande momento.
  5. 5. 52. IntroduçãoNo século XIX, os movimentos abolicionistas, inspirados nospensamentos liberais do século anterior, promoveram a proibição do tráficonegreiro no atlântico, colocando um fim na escravidão em todos os países daAmérica. Contudo, a abolição da escravidão não representou o fim dasinterferências estrangeiras no continente africano.Os governos europeus, em conjunto com as igrejas cristãs, aumentaramsuas ações missionárias dentro da África, alegando ter o fardo de converter edoutrinar as populações. Essas ações facilitaram o desejo do europeu empartilhar o continente africano entre as grandes potências europeias, que aessa altura encontravam-se na corrida imperialista. A dominação do territórioafricano, seja de modo direto ou indireto, significava o aumento do mercadoconsumidor e de matéria-prima, o que resulta no lucro do Império, ou seja, osucesso no regime imperialista.Tendo em vista essa necessidade do lucro, o Chanceler alemão, OttonVon Bismarck, em 1884, com o apoio de Portugal, convoca 13 nações para arepartição do continente africano. A partir desse momento, os principais paísesda Europa não apenas decidirão o futuro da África, mas da própria Europa emsi.
  6. 6. 63. Antecedentes:3.1. Revolução IndustrialA partir do século XVIII, a ciência iniciou um constante processo deevolução, que desencadeou uma série de novas tecnologias quetransformaram de forma rápida a vida do homem, sobretudo, no modo deproduzir mercadorias. Nesse último caso, serviu principalmente ao setorindustrial, acelerando o desenvolvimento do sistema capitalista. Essa aceleradatransformação no setor produtivo industrial é denominada historicamente comoRevolução Industrial.A Primeira Revolução Industrial ocorreu na Grã-Bretanha no final doséculo XVIII e início do século XIX. Logo, mais outros países como França,Bélgica, Holanda, Rússia, Alemanha e Estados Unidos ingressaram nessenovo modelo de produção industrial.Essa revolução ficou caracterizada por duas importantes invenções quepropunham uma reviravolta no setor produtivo e de transportes: a ciênciadescobriu a utilidade do carvão como meio de fonte de energia e a partir daídesenvolveram simultaneamente a máquina a vapor e a locomotiva. Ambosforam determinantes para dinamizar o transporte de matéria-prima, pessoas edistribuição de mercadorias, dando um novo panorama aos meios de selocomover e produzir.Graças a essas máquinas, a produção de mercadoria e lucro cresceu, eas fábricas começaram a se espalhar pela Inglaterra trazendo váriasmudanças. A maior delas as indústrias como alternativa de trabalho, fazendocom que houvesse um grande êxodo rural, pessoas deixando o campo emdireção as cidades, criando-se uma nova classe social: o proletariado.As cidades iam ficando cada vez mais cheias, e não absorviam o fluxo depessoas de forma planejada, modificando de maneira drástica a configuração
  7. 7. 7da paisagem urbana e formando bairros marginalizados e pobres. Algumascidades da Europa aumentaram três vezes o número de sua população emmeio século.Enquanto os burgueses comemoravam seu crescimento e lucro, ostrabalhadores começaram a agir em busca de seus direitos.A mão de obradeixou seu trabalho para grandes máquinas e vivendo na miséria, enquanto aburguesia lucrava, acelerando o desenvolvimento do capitalismo. E assim foicriado o movimento ludista, movimento nos quais grupos de trabalhadoresinvadiam as fábricas e quebravam as maquinas. Porém, a revolta não trouxemudanças substancias na sociedade britânica.Em 1830, formou-se o movimento cartista, movimento que lutava pelainclusão política da classe operária, representada pela associação Geral dosOperários de Londres. Teve como principal embasamentona carta escrita pelosradicais William Lovett e Feargus OConnor, intitulada “Carta do Povo”. Aprincipal reivindicação era o direito do voto para todos os homens (sufrágiouniversal masculino), mas somente em 1867 esse direito foi conquistado.No desenrolar da Revolução Industrial percebemos que a necessidadecrescente por novas tecnologias se tornou uma demanda comum a qualquernação ou dono de indústria que quisesse ampliar seus lucros. Com isso, omodelo industrial estipulado no século XVIII sofreu diversas mudanças eaprimoramentos que marcaram essa busca constante por novidades.Particularmente, podemos ver que, a partir de 1870, uma nova ondatecnológica sedimentou a chamada Segunda Revolução Industrial.Nessa nova etapa, o emprego da energia elétrica, o uso do motor àexplosão, os corantes sintéticos e a invenção do telégrafo estipularam aexploração de novos mercados e a aceleração do ritmo industrial. Dessa forma,percebemos que vários cientistas passaram a se debruçar na elaboração deteorias e máquinas capazes de reduzir os custos e o tempo de fabricação deprodutos que pudessem ser consumidos em escalas cada vez maiores.
  8. 8. 8A eletricidade já era conhecida um pouco antes dessa época, mas tinhaseu uso restrito ao desenvolvimento de pesquisas laboratoriais. Contudo,passou a ser utilizada como um tipo de energia que poderia ser transmitido emlongas distâncias e geraria um custo bem menor se comparado ao vapor. Noano de 1879, a criação da lâmpada incandescente estabeleceu um importantemarco nos sistemas de iluminação dos grandes centros urbanos e industriaisda época.O petróleo, que antes tinha somente o uso no funcionamento desistemas de iluminação, passou a ter uma nova utilidade com a invenção domotor à combustão. Com isso, ao lado da eletricidade, este material passou aestabelecer um ritmo de produção mais acelerado. Sob tal aspecto, nãopodemos deixar de destacar outras descobertas empreendidas no campo daquímica que também contribuíram para essa nova etapa do capitalismoindustrial.Novas experiências permitiram o aproveitamento de minérios antes semimportância na obtenção de matéria-prima e outros maquinários. O aço e oalumínio foram largamente utilizados pela sua maior resistência emaleabilidade. Métodos mais simples de fabricação permitiram que o ácidosulfúrico e a soda cáustica fossem acessíveis. Por meio desses doiscompostos a fabricação de borracha, papel e explosivos pôde ser feita emlarga escala.Com relação aos transportes, podemos ver que as novas fontes deenergia e a produção do aço permitiram a concepção de meios de locomoçãomais ágeis e baratos. Durante o século XIX, a construção de estradas de ferrofoi o ramo de transporte que mais cresceu. Nesse período, Estados Unidos eEuropa possuíam juntos cerca de 200 mil quilômetros de trilhos construídos.Segundo outros dados, somente na década de 1860, mais de dois milhões depessoas eram empregadas na manutenção desse único meio de transporte.Por meio dessas inovações, as indústrias puderam alcançar lucros cadavez maiores e dinamizar o processo que se dava entre a obtenção da matéria-prima e a vendagem do produto ao consumidor final. Ao mesmo tempo, ocontrole mais específico sobre os gastos permitiram o cálculo preciso dasmargens de lucro a serem obtidas com um determinado artigo industrial. Dessaforma, o capitalismo rompia novas fronteiras e incidia diretamente naaceleração da economia mundial, levando ao Imperialismo de diversasnações anos depois.
  9. 9. 93.2. NacionalismoO Nacionalismo é uma ideologia denominada como um sentimento deadoração, orgulho e identificação com alguma nação. Essa ideologia tem suasraízes na Revolução Francesa, durante o fim do século XVIII, mas daremosenfoque nos movimentos nacionalistas do século XIX até o ano de 1884, quefortificaram as unidades nacionais dos países imperialistas do Congresso deBerlim.A Revolução Francesa deu início ao nacionalismo, quando a burguesiadeclarou que o poder político emanava do povo e da nação, contrapondo aconcepção sagrada do poder, pregada até então pelo clero e pela nobreza. Aascensão burguesa foi resultado da união das camadas populares contra oregime absolutista, o que demonstra a vontade comum da população francesa,como um grupo que deseja o bem para todos da França.O Nacionalismo se assemelha com outro sentimento comum de umpovo, chamado de Patriotismo. Porém, essas duas ideologias não devem serconfundidas, uma vez que o Nacionalismo se restringe à defesa dos interessesda nação acima de quaisquer outros, enquanto o Patriotismo consiste naadoração dos símbolos do Estado, a exemplo da bandeira nacional, do hino.No final do século XVIII e no decorrer do século XIX, houve um avançodo sentimento nacionalista pelos territórios europeus por meio de filósofosdefensores dessa corrente, como Giuseppe Mazzini, Camilo Benso e GiuseppeGaribaldi, todos italianos, nos quais lutaram contra os regimes monárquicos emnome do direito natural de um povo dentro de uma unidade nacional. Essaascensão da doutrina nacionalista fez eclodir a Primavera dos Povos na Itália,em 1848.
  10. 10. 10A Primavera dos Povos, em 1848, é considerada por alguns como aprimeira revolução potencialmente global, em que os regimes monárquicosforam pressionados a adotarem uma constituição, ou a renunciarem os tronose instalarem regimes republicanos. Nos movimentos de unificação da Itália e daAlemanha, lutava-se também por cidadania (direitos civis e direitos políticos). Oconjunto dessas manifestações em nome dos direitos iguais resultou tambémpara definir novas fronteiras na Europa; separar a Igreja Católica dos governos;introduzir o proletariado como grupo a ser considerado na participação políticae abrir caminho ao voto universal.Na Alemanha, o processo de unificação foi liderado pelo principal Estadoda Confederação Germânica, a Prússia, que era detentora de um armamentobélico de alta tecnologia para a época. O início do processo se deu com acriação da Zollvenrein (Liga Aduaneira), quando foi superado o entrave dasaltas tarifas alfandegárias entre os Estados confederados. Com isso, omercado consumidor germânico foi ampliado e a exploração de minas decarvão e ferro foram cada vez mais incentivadas, acompanhadas de ferroviasentre os Estados para distribuir a produção e levar a matéria-prima até asindústrias.Depois de uma tentativa falha da Prússia de unificar o territóriogermânico e, com a morte do rei Frederico Guilherme IV, subiu ao tronoGuilherme I, em 1861. Guilherme I nomeou Otton von Bismarck a primeiro-ministro da Prússia, líder conservador favorável a unificação sem o Reino daÁustria. Bismarck adotou políticas de impostos altos para fortalecer cada vezmais seus exércitos e reprimiu a liberdade de imprensa dos opositores liberais,dando origem a uma política autoritária. Diante disso, Bismarck convidou ogoverno da Áustria a conquistarem juntos os ducados de Schleswig e Holstein,para simplesmente ampliar seus territórios. Porém, Bismarck criticou, a todotempo, a administração austríaca de Holstein, o que fez a Áustria declararguerra à Prússia.
  11. 11. 11Neste momento, Otton von Bismarck utiliza do nacionalismo comoferramenta para convencer todos os outros Estados germânicos que a Áustriaera uma nação inimiga, fadada à derrota . Em poucas semanas de confronto, oexército prussiano aniquilou o exército austríaco. Com isso, Bismarck usa donacionalismo como pretexto para convocar um exército muito expressivo,numeroso e tecnológico, capaz de anos depois derrubar a França paraconquistar os territórios de Alsácia e Lorena, consolidando a unificação alemã.Surgiu assim, o Império Alemão (II Reich), que aparecia para o cenário mundialcomo uma grande unidade nacional com poder bélico, disposta a ganhar seuespaço na corrida imperialista.Na Itália, o processo de unificação teve seu início no Rissorgimento(ressurreição), movimento liberal e nacionalista emergente que guiou a lutapela unificação do país. O movimento começou em 1815 e foi liderado porGiuseppe Mazzini, e anos depois por Camilo Cavour. Mazzini cria sociedadessecretas para adesão do povo a unificar os Estados do território italiano, ondehavia também debates a respeito de como seria o processo até unificar todosos Estados. A mais famosa sociedade secreta ficou conhecida comoCarbonários, sociedade composta por jovens da camada popular quedesejavam um governo formado por Italianos.Mazzini, posteriormente, cria a Jovem Itália em 1831 e a Jovem Europaem 1834, movimentos baseados no nacionalismo e no liberalismo, levando afundação da Federação Democrática da Jovem Europa, o que organiza omovimento e cria repercussões até o Rei do Estado de Piemonte-Sardenha,Victor Emmanuel II. Com isso, Camilo Cavour resolveu fazer um plano demodernização do exército do Piemonte, liderado por Victor Emmanuel II e, coma ajuda do exército francês, venceram o exército austríaco, conquistando oterritório ao norte da península itálica.
  12. 12. 12Pelo sul, Giuseppe Garibaldi comandou o exército dos “camisasvermelhas”, exército pró unificação, conquistando territórios em direção aonorte da Itália, parando nos Estados Pontifícios. Com isso, a França envioutropas aos Estados Pontifícios para a proteção do Papa Pio IX, porém retirapor causa da da Guerra Franco-prussiana. Dessa forma, Victor Emmaniel IIaproveita da situação e conquista as terras sagradas, mantendo o Papa retidono território italiano.Depois de agregar os Estados Pontifícios e o território da Lombardia, foicriado o Reino da Itália. Com isso, foi realizado um plebiscito para que avontade do povo seja feita, ou seja, se seguiria com um regime monáquirco ourepublicano. Isso aponta que após diversas lutas com o ideal nacionalista, avontade de povo foi concretizada, acima de qualquer interesse exterior ouindividual.A ascensão do nacionalismo foi totalmente atrelada ao crescimento daRevolução Industrial no século XIX, como vimos na unificação alemã. Essesdois crescimentos são proporcionais em função da corrida imperialista, tendoem vista que uma nação unida esta mais comprometida a aderir às propostasfeitas pelo governo para investir mais na matéria-prima e na industrialização.Todos esses componentes são determinantes para o Imperialismo.
  13. 13. 133.3. ImperialismoO Imperialismo foi uma política econômica expansionista marcada pordesdobramentos políticos e sociais. Essa política, efetuada pelas potênciaseuropeias, Estados Unidos da América e Império Japonês, começou no séculoXIX e ainda é encontrado nos dias de hoje. No entanto, abordaremos até o anode 1884, quando se deu início a Conferência de Berlim.À medida que essa política entrou em prática, foram criadas duasvertentes diferentes a respeito da execução de fato do Imperialismo: a vertenteindireta, quando não há uma dominação política de fato, sendo a região“dominada” considerada área de investimento da dominante, criando umadependência econômica e até de certo ponto ideológica entre os países. Avertente direta é marcada pelo colonialismo de fato, sendo a colôniadependente política e economicamente da metrópole.Essa vertente investidora, sob liderança do Reino Unido da GrãBretanha e Irlanda, tinha como base uma justificativa baseada em umainterpretação da Teoria da Evolução, chamada de darwinismo social. Osdefensores dessa ideia acreditavam na superioridade da raça de seurespectivo país e alegavam deter direito de invadir regiões do território africanoe asiático para impor a chamada civilização para aqueles habitantes. Para eles,existiam três tipos de raças de humanos: os “negróides”, sinônimos deselvageria e de intelecto primitivo; os mongoloides, sendo marcados pelabarbárie; e os caucasianos, líderes da civilização, seriam responsáveis detrazer a própria civilização para os chamados “inferiores”. Também chamadode “o fardo do homem branco”, essa missão civilizatória foi apresentada para asociedade europeia por meio do livro “Ensaios sobre a desigualdade das raçashumanas”, proposto pelo britânico Arthur de Gobineau.
  14. 14. 14Além do etnocentrismo declarado, o nacionalismo exacerbadoconstruído desde a época das Revoluções de 1848 contribuiu para essa ideiade superioridade em vários países, como Alemanha e França.Os desdobramentos do Imperialismo podem ser vistas até hoje, como aquantidade de países anglófonos em todos os continentes habitáveis da Terra;entre eles Inglaterra (Europa), Canadá (América do Norte), Guiana (América doSul), Jamaica (América Central), África do Sul (África), Índia (Ásia) e NovaZelândia (Oceania).O Imperialismo foi resultado também do desenvolvimento das novastecnologias proporcionadas pela revolução industrial, levando à expansãodemográfica e a busca por mercados consumidores, matéria-prima, mão deobra barata (com o fim da escravidão em diversos países da Europa), basesestratégicas e áreas para investimentos de capitais. Esse processo foidenominado pelo russo Vladimir Lênin como o último e mais avançado estágiodo capitalismo.Com esse alto investimento dos governos na economia dos países, esseperíodo histórico foi conhecido como “A Era dos Impérios”, sendo que cadarepresentante das potências europeias marcaram tanto social quantoculturalmente o seu respectivo país: O Império Britânico com a Rainha Vitória,o Segundo Império Francês com Napoleão III, o Império Alemão com OttonVon Bismarck e no Império Italiano com Vitor Emmanuel II.Para a manutenção de seus respectivos impérios, os governantestravaram várias guerras durante o período do Imperialismo, entre elas asGuerras do Ópio, Revolta dos Simpaios e a Dominação Egípcia, Guerra Sino-Japonesa, entre outras.
  15. 15. 15A partir de 1880, começou o período chamado “corrida imperialista”:quando a disputa das grandes potências se tornou mais enérgica, com oavanço de vendas de manufaturados, metais preciosos para as colônias e abusca por áreas ricas em ferro, carvão, cobre e outras matérias primas.Buscavam-se áreas de investimento, onde fosse possível instalar ferrovias econceder empréstimos a juros altos.A Grã-Bretanha, maior potência industrial da época foi a principalbeneficiada da corrida imperialista, sendo conhecida como o império “onde osol nunca se punha”, graças ao tamanho da sua superfície territorial (ocupavacerca de ¼ do globo). Bem abaixo dos britânicos, a França, Bélgica e PaísesBaixos se destacavam com seu território. Portugal, EUA e Japão tiveramtambém seus territórios expandidos. Já a Alemanha e Itália, se saíramdesprivilegiados devido à unificação tardia (1871).Tendo em vista essa diferença econômica entre os países, o Chanceleralemão, Otton Von Bismarck, em 1884, com o apoio de Portugal e em busca deterritórios para investimento, convoca 13 nações para a repartição docontinente africano. A partir desse momento, os principais países da Europanão apenas decidirão o futuro da África, mas da própria Europa em si.
  16. 16. 164. Os objetivos da Conferência de BerlimOs países membros da Conferência de Berlim devem se atentar aosrespectivos temas, que carecem de uma resolução:1º Uma Declaração referente à liberdade do comércio na Bacia do Congo,em suas embocaduras e países circunvizinhos, com algumas disposiçõesconexas;2º Uma Declaração concernente ao tráfico dos escravos e às operaçõesque, por terra ou por mar, forneçam escravos para tráfico.3º Uma Declaração referente à neutralidade dos territórios compreendidosna bacia convencional do Congo;4º Uma Ata de Navegação do Congo, que levando em conta circunstânciaslocais estende a esse rio, e seus afluentes e às águas que lhes sãoassimiladas os princípios gerais enunciados nos artigos 108 e 116 da Atafinal do Congresso de Viena e destinados a regular entre as potênciassignatárias dessa Ata, a livre navegação dos cursos de água navegáveisque separam ou atravessam vários Estados, princípios convencionalmenteaplicados depois a rios da Europa e da América, e notadamente aoDanúbio, com as modificações previstas pelos tratados de Paris de 1856,de Berlim de 1878, e de Londres de 1871 e de 1883;5º Uma Ata de Navegação do Níger que, tomando-se igualmente em contaas circunstâncias locais, estende a esse rio e a seus afluentes os mesmosprincípios inscritos nos artigos 108 a 116 da Ata final do Congresso deViena;6º Uma Declaração introduzindo nos relatórios internacionais, regrasuniformes referentes às ocupações que poderão no futuro realizar-se nosterritórios do continente africano.Além desses temas, é de suma importância que sejam considerados ostópicos:• as soberanias estatais de cada país e os seus respectivosterritórios ultramarinhos;• a manutenção da paz entre africanos e europeus, a fim de que não hajaconflitos que gerem mortes por ambos os lados;• o comprometimento de cada país em estabelecer uma divisão justa queatenda às demandas de cada nação
  17. 17. 175. A África Pré-ConferênciaOs interesses europeus no continente africano são de longa data. Desdeo século XV, com as expansões marítimas, nações como Portugal e Grã-Bretanha utilizavam da população africana como escrava, tratando-a comomercadoria. Essas expedições para a captura de africanos foi responsável pelacolonização do continente, sendo majoritariamente na costa africana.Após quatro séculos de exploração e domínio, países como Portugal,França e Grã-Bretanha possuíam territórios na continente africano. Osportugueses detinham como território os arquipélagos de Cabo Verde e SãoTomé e Príncipe e as regiões de Angola, na costa Oeste, e Moçambique, nacosta Leste. As colônias francesas eram a região da Argélia, Senegal e Gabão,além de grande influência no Egito britânico. Os territórios ultramarinhosespanhóis eram as Ilhas Canárias, as regiões de Celta e Melilla, encontradasno extremo norte da África e a Guiné Espanhola, território espanhol desde1777. Os britânicos, por sua vez, possuem o território do Egito desde o ano de1882 sob ordem provisória, a região da Costa do Ouro, tomada dosportugueses em 1874, além das províncias de Cabo e Natal, na região sul docontinente.Ainda é importante ressaltar da Associação Internacional do Congo,criada pelo rei Leopoldo II da Bélgica em 17 de Novembro de 1879 com ointuito de utilizar a região para a exploração de recursos econômicos e ocontrole da Bacia do Congo. Apesar de a região apresentar extrema influênciabelga, não é oficializado como território ultramarinho do país.
  18. 18. 186. Posicionamento dos Países6.1 Império AlemãoO Imperador alemão Othon Von Bismarck, juntamente com o Rei dePortugal Marquês de Penafiel, tomou a iniciativa de promover a Conferênciade Berlim. Antes disso, a Alemanha passou pelo processo de unificação deseus territórios ao longo do século XIX, incentivando o crescimentoeconômico por meio do sentimento nacionalista. Em 1882, Bismarck cria aTríplice Aliança, acordo militar em que o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Reino da Itália, formam um grande bloco no centro da Europade alianças. Em função de todo esse crescimento econômico e político,mesmo que tardiamente, a Alemanha inicia sua política imperialista aoconquistar os territórios de Togo e Camarões.O Império Alemão tem como objetivos na Conferência de Berlim: aexpansão de seus domínios no território africano, entre Togo e Camarões,compreendendo todo o sudeste africano; a neutralidade e liberdade dabacia do Congo; liberdade para uso da bacia do rio Níger.6.2 Império Austro-HúngaroO Império Austro-Húngaro firmou-se como uma monarquia dual desde oano de 1867, graças ao Compromisso Austro-Húngaro e à Dieta de 29 deMaio da Hungria. Após essa unificação, o Império aumentou seus laçoscom o Império Alemão com a aliança proposta pelo Chanceler alemão OttonVon Bismarck em 1879 e a promoção da Tríplice Aliança, união entreAlemanha, Áustria-Hungria e Reino da Itália no ano de 1882. Com isso, oImpério Austro-Húngaro se esforça para que, junto da Tríplice Aliança,consiga territórios ultramarinhos no continente africano, fazendo que tanto oEstado em questão quanto os países vigentes do acordo possam aumentarseu poder político e econômico perante a comunidade internacional.6.3 Reino da BélgicaApós dois séculos sob domínio espanhol, o Reino da Bélgica conquistasua independência. O Rei Leopoldo II, após uma tentativa fracassada deconquistar o território das Filipinas, criou a Sociedade Internacional doCongo com o auxílio de Henry Stanley, um famoso explorador da época, em1876. Em 1878, Leopoldo II demitiu Stanley e delimitou o território do Congocomo colônia belga a ser explorada.Na Conferência de Berlim, é de suma importância para a vontade dopovo belga e para o crescimento dessa nação a manutenção do territóriocongolês aos domínios do Reino Belga.
  19. 19. 196.4 Império BritânicoO Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda é a maior potência econômicaimperialista do século XIX, sendo que já possui vários territóriosultramarinhos ao redor do globo, como a Índia Britânica e a Comunidade daAustrália. O Reino Unido busca manter sua hegemonia no continenteafricano, como na região do Egito, conquistada provisoriamente desde1882, e a Província de Cabo, local com um histórico conflituoso graças àGuerra dos Bôeres.O Império Britânico tem como objetivo, também, em construir uma linhaferroviária ligando as cidades de Cairo e a Cidade do Cabo, cortando deNorte a Sul o território africano. Com isso, se esforça para que toda a regiãoem que a linha se encontra seja território britânico. Além disso, o Impériocom maus olhos o avanço econômico em que o Império Alemão apresentae fará o possível para se manter como a maior potência mundial.6.5 Reino da DinamarcaA Guerra Dano-Prussiana ou Guerra Dinamarquesa,travada em 1864entre a Dinamarca, de um lado, e, de outro, o Reino da Prússia e o ImpérioAustríaco, enfraqueceu ainda mais a Dinamarca, que já não tinha umaeconomia muito forte. com a perda de territórios pra Prússia, a Dinamarcateve uma tendência a ficar mais neutra no continente europeu, o quesignificou que ela não participou efetivamente das alianças que vinhamsendo formadas. Porém, tomando como exemplo a Suécia-Noruega,participou da conferência mais pelo fato de ser um importante país europeue ter relações econômicas com as colônias africanas.6.6 Reino da EspanhaEntre os séculos XVI e XVII, os interesses econômicos europeusestavam direcionados essencialmente para a América, em busca demercados fornecedores de produtos tropicais e metais preciosos. Portugal eEspanha assumiram a liderança no colonialismo, orientados pela políticaeconômica mercantilista e sustentada pelo monopólio do pacto colonial. Noentanto, a industrialização européia nos séculos XVIII e XIX obrigou asmetrópoles a buscarem novos mercados consumidores, diante da produçãoem grande escala, substituindo o exclusivismo comercial pela políticaeconômica liberal.Com a escassez de ouro nas colônias, o Reino Espanhol enfrentagrande crise desde o século XVII. Desesperada por um mercadoconsumidor, a Espanha tenta manter seus territórios na África e ampliá-lofrente a investida das outras nações frente à partilha do continente. Valelembrar que a Espanha ainda era um Reino e seu monarca aderiu as idéias
  20. 20. 20iluministas, se tornando um déspota esclarecido. Também vale lembrar quea escravatura já tinha sido abolida nas colônias americanas. Logo, oargumento que a Espanha deseja a África para conquistar mais escravosestá totalmente descartado, pois é um argumento invalido.Colonizar a África seria a única maneira de civilizar os habitantes que laviviam na visão espanhola. Como um país extremamente católico, aEspanha deseja aplicar tal conceito nas suas colônias africanas. Semaliados de deveras importâncias na partilha, a Espanha somente desejamanter seus territórios já conquistados (Ceuta).6.7 Estados Unidos da AméricaA primeira metade do século XIX na História dos EUA foi marcada pelaconquista de territórios em direção ao Oceano Pacífico, conhecida como "amarcha para o Oeste". A população passou de 3.900.000 em 1790 para7.200.000 em 1810, compondo uma sociedade essencialmente agrária,formada por granjas no Nordeste e grandes latifúndios exportadores noSudeste.Fora da Europa, os Estados Unidos foi o único país da América queencontrou condições de industrializar-se, graças à descoberta de ouro naCalifórnia, à Guerra de Secessão e ao investimento de capitais ingleses. Nofinal do século XIX, a produção industrial norte-americana já superava aInglaterra e a Alemanha. Além disso, o expansionismo dos Estados Unidoschegou ao Japão, cuja modernização provocada pela Revolução Meiji (Eradas Luzes), em 1868, assimilou a tecnologia norte-americana, partindo daípara um programa sistemático de industrialização.Apesar dos Estados Unidos não possuírem colônias no continenteafricano, era um poderio que se encontrava em fase de crescimento,visando assim à conquista de novos territórios. Focados principalmente emsuas colônias na América e na Ásia, os EUA participaram da conferênciaem função de ser uma nação em ascendência e que ganhava espaço nocenário mundial. Porém, não terá o intuito de brigar ferozmente porterritórios na África.6.8 República FrancesaA República Francesa iniciou seu processo colonizador na décadaanterior à Conferência de Berlim, ao tomar posse dos territórioscompreendidos pela Tunísia, ao norte da África, e Guiné, na ÁfricaOcidental. Em 1881, o Presidente Francês Barão de Courcel Afonso anexouo território de Brazzaville, localizado ao oeste do Congo, aos domínios deseu país.A concorrência Com isso, a República Francesa busca, a todo a custo ea: expandir seus territórios entre a Tunísia e Guiné, ao longo da porção
  21. 21. 21ocidental do continente africano; obter controle parcial da bacia do RioNíger; assegurar seus territórios já conquistados no continente africano,como a região de Brazzaville.Reino da ItáliaCom o objetivo de aumentar o mercado consumidor, além de facilitar ocomércio com a unificação de padrões, impostos, moeda, etc., na segundametade do século XIX,teve início o movimento de unificação italiana que foiliderado pelo reino de Piemonte-Sardenha. Mesmo com algumas conquistaspor causa da unificação, a Itália não conseguiu ficar tão forteeconomicamente em relação ás outras nações imperialistas, e aconsequência disso foi ter como maior objetivo obter territórios na África,para aumentar seu poder econômico. É importante ressaltar a entrada daItália na Tríplice Aliança em 1822 junto com a alemana e Áustria-hungria,oque fez com que a tríplice desejasse territórios ultra-marinhos, fortalecendoeconomicamenteas trêsnações.6.9 Reino da NoruegaApós a Convenção de Moss em 1814, o Stortinget (Parlamentonorueguês) deveria manter lealdade ao rei sueco da época, Carlos XIII.Apesar dessa união pessoal, o Reino da Noruega ainda é independente aoReino da Suécia, permanecendo ainda com as suas instituições, estrutura elegislação próprias. Sendo assim, com a relação plena entre os dois reinos,os dois países ganharam força no cenário internacional, mas nãosuficientemente equiparada com as das potências imperialistas. Com isso,os esforços da delegação da Noruega deverão ser enormes para que seusinteresses na Conferência de Berlim sejam atendidos.6.10Império OtomanoA Guerra Russo-Turca (1877-1878) terminou com uma vitória decisivapara Rússia, e por consequência, houve uma rivalidade entre o ImpérioOtomano e a Rússia pelo fato das participações do Império Otomanodiminuir drasticamente. Tanto em Chipre quanto no Egito, o impérioOtomano perdia terras, entrando assim em declínio. Isso fez com que oprincipal objetivo do Império Otomano na Conferência de Berlim fossereconquistar a posse das terras perdidas.No retorno para a defesa primeiro-ministro britânico Benjamin Disraelipara restaurar os territórios otomanos na Península Balcânica, durante oCongresso de Berlim, a Grã-Bretanha assumiu o governo de Chipre em1878 e, posteriormente, enviou tropas para o Egito em 1882, com o pretexto
  22. 22. 22de ajudar o governo otomano para acabar com a revolta Urabi; eefetivamente ganhar o controle em ambos os territórios. Até então, a naçãoOtomana tentam recuperar suas terras, que estão sob liderança dosingleses.6.11Reino dos Países BaixosO Reino dos Países Baixos foi marcado em sua história pelo podereconômico e colonialista, principalmente nos séculos XVI e XVII. Nocontinente africano, o Reino possuía territórios ultramarinhos como aColônia do Cabo, tomada pelos britânicos no ano de 1797, e a região daCosta do Ouro, na qual foi vendida para a Grã-Bretanha no ano de 1871.Além disso, apesar de ser um Estado influente no mundo oriental, nãoconseguiu revolucionar a sua economia suficientemente para se tornar umapotência imperialista. Sendo assim, o Reino dos Países Baixos vai fazer opossível para que consiga novos territórios ultramarinhos no continenteafricano, mesmo sabendo que será uma tarefa muito árdua.6.12Reino de PortugalO Reino de Portugal foi o país idealizador da criação da Conferência deBerlim junto com o Chanceler alemão Otton Von Bismarck. O propósito dePortugal na Conferência é, além manter a integridade das suas colônias deAngola e Moçambique, unir esses territórios ultramarinhos, formando umaimensa região que ligue o Oceano Atlântico com o Índico. É importanteressaltar a aliança de séculos entre o país e o Reino Unido da Grã-Bretanhae Irlanda, evidenciando a provável troca de interesses entre as duasnações.6.13Império RussoNo século XIX, a tendência foi no sentido do desenvolvimento derelações capitalistas, que levaram a crescente diferenciação social dentrodo campesinato, tornando-se a servidão um entrave ao desenvolvimentodaquelas relações. Tal situação explica a progressiva diminuição daoposição da nobreza a reformas na agricultura e a uma possívelemancipação dos servos. Em 1861 aboliu-se a servidão e se deu aocamponês a propriedade da terra em que construíra sua casa.A reforma acentuou a crise social, uma vez que a organização socialbaseada no mir foi rompida. A reforma de 1861 transformou o mir em umacélula administrativa, pois a comunidade era coletivamente responsávelpelo pagamento da dívida ao Estado: este assumira o pagamento dasindenizações aos senhores da nobreza. Ao mesmo tempo, aumentava acompra e venda de terras por elementos urbanos ou por camponeses
  23. 23. 23enriquecidos saídos da própria comunidade aldeã - eram os kulaks,burguesia rural dona de terras mais vastas.Uma boa parte da nobreza rural não se adaptou à "conversão para umaprodução de mercado": Nos Zemstvos, assembléias provinciais, osrepresentantes da nobreza constituíam opositores moderados do governo:protestavam contra a política de elevação das tarifas alfandegáriasdestinada a favorecer a industrialização, mas que não beneficiava aagricultura; mostravam-se também favoráveis a instituição de umaMonarquia constitucional.A Rússia não possuía uma política imperialista, diferente dos outrospaíses da conferência. Ela deseja aumentar seus territórios com base naidéia absolutista, onde quanto maior seu território, maior seu poder.6.14 Reino da SuéciaNo ano de 1814, após a guerra entre a Suécia e a Noruega, foi propostapor meio da Convenção de Moss a união entre esses dois países. Desde odia 4 de Novembro de 1814, foi estabelecido que o Parlamento norueguêstivesse como Chefe de Estado o Rei Carlos XIII da Suécia. Com isso, oReino da Suécia possui relações plenas com o Reino da Dinamarca, porémnão possui tanta relevância no cenário mundial quanto às potênciaseuropeias, sendo que dificilmente terá seus desejos atendidos naConferência de Berlim.
  24. 24. 247. Referências bibliográficashttp://www.brasilescola.com/geografia/primeira-revolucao-industrial.htmhttp://www.coladaweb.com/geografia/as-tres-revolucoes-industriaishttp://www.infoescola.com/historia/revolucao-industrial/http://www.portalbrasil.net/historiageral_revolucaoindustrial.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/CartismoGOLLWITZER, Heinz. O Imperialismo Europeu. Editora Verbo, 1969VAINFAS, Ronaldo ET AL. História volume único. 1. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2010

×