Método em Pesquisa e Redação Científica - Aula1 e 2

606 visualizações

Publicada em

Publicada em: Ciências
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
606
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
61
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Método em Pesquisa e Redação Científica - Aula1 e 2

  1. 1. METODOLOGIA CIENTÍFICAMETODOLOGIA CIENTÍFICA Prof. Dr. Amauri Nelson Beutler
  2. 2. Ementa: 1- Introdução a pesquisa científica 2- Tipos de conhecimento e classificação das áreas 3- Estrutura da pesquisa no Brasil, política, diretrizes e financiamento 4- Método científico: princípios e conceitos básicos 5- Etapas do método científico 6- Pesquisas bibliográficas, fontes de pesquisa bibliográfica 7- Técnicas de interpretação de textos 8- Formulação de hipóteses, metodologia de coleta, análise e interpretação de dados 9- Discussão dos resultados e conclusões 10- Preparação de documentos técnico-científicos, e normas de citação bibliográfica 11- Normas de resumos, figuras, tabelas e estrutura de artigos 12- Projetos de pesquisa: importância e estrutura 13- Modelos usuais de projetos 14- Elaboração de projeto de pesquisa
  3. 3. Avaliações Primeiro bimestre: 2 provas Segundo bimestre: Projeto de pesquisa (entregar individual no início da aula) Avaliação de recuperação: “Todo conteúdo” > 6,0 = Aprovado
  4. 4. 1. PESQUISA, CIÊNCIA E MÉTODO CIENTÍFICO
  5. 5. 1.1. O QUE É PESQUISA?1.1. O QUE É PESQUISA? - Pesquisar significa de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas (Silva e Menezes, 2001) - Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagrada pela ciência (Ruiz, 1991) - Pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos (Andrade, 2001)
  6. 6. - Pesquisa pura (básica): satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, sem que haja uma aplicação prática prevista. Ex. Estudar porque a pedra brita (basalto) é preta. a) QUANTO A NATUREZAa) QUANTO A NATUREZA 1.2. FINALIDADES DA PESQUISA1.2. FINALIDADES DA PESQUISA -Pesquisa aplicada: os conhecimentos adquiridos são utilizados para aplicação prática voltados para a solução de problemas concretos da vida moderna. Ex. Estudar se a batata branca ou a rosa tem mais nutrientes. (resultado pode ser utilizado na escolha de uma das duas para compor uma dieta para a população humana)
  7. 7. - Pesquisa quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, permitindo traduzir em números e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, teste te médias, análise de regressão,,,) b) QUANTO A FORMA DE ABORDAGEMb) QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM - Pesquisa qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, que não pode ser traduzido em números. É descritiva, e os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente.
  8. 8. - Pesquisa exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema, envolve levantamento bibliográfico e entrevistas Ex.: Pesquisas bibliográficas e estudos de caso c) QUANTO AOS OBJETIVOS c) QUANTO AOS OBJETIVOS - Pesquisa explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos – requer o uso de método experimental e, - na área de ciências sociais, observacional Ex. Pesquisa experimental - Pesquisa descritiva: Visa descrever as características de determinada população ou fenômeno. Envolvem o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionários e observação sistemática. Ex.: Levantamentos
  9. 9. 1.3. TIPOS DE PESQUISA1.3. TIPOS DE PESQUISA Pesquisa social: pesquisa que busca respostas de um grupo social. Ex. Descobrir os hábitos alimentares de uma comunidade específica Pesquisa histórica: é toda pesquisa que estuda o passado Pesquisa teórica: pesquisa que analisa uma determinada teoria Pesquisa exploratória: pesquisa que busca constatar algo num organismo ou fenômeno Pesquisa experimental: pesquisa que envolve algum tipo de experimento
  10. 10. MEMORIZAR: citações no textoMEMORIZAR: citações no texto Pesquisar significa de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas (Silva e Menezes, 2001) Citações no texto – trabalho a) Um autor da idéia ou resultado No final do texto (preferencial): (Souza, 2001) No início do texto: Segundo Souza (2001) b) Dois autores da idéia ou resultado No final do texto (preferencial): (Silva e Menezes, 2001) (PAB) (Silva & Menezes, 2001) (RBCS) No início do texto: Segundo Silva e Menezes (2001) c) Mais de dois autores da idéia ou resultado No final do texto (preferencial): (Souza et al., 2001) No início do texto: Segundo Souza et al. (2001) *** As citações são, em geral, grafadas em letras minúsculas, exceto algumas exceções*** As citações são, em geral, grafadas em letras minúsculas, exceto algumas exceções.
  11. 11. Pesquisar significa de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas(1) d) Identificação da citação apenas por números - No final do artigo, nas referências, aparece a descrição da citação, de acordo com os números utilizados no texto.
  12. 12. e) Figuras e fotos copiadas devem ter a fonte ou o autor citados Fonte: Soares (2010) ou Foto: Soares (2010)
  13. 13. - A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos (Gil apud Silva e Menezes, 2001) (Gil citado por Silva e Menezes, 2001) - A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos (Gil apud Silva e Menezes, 2001) (Gil citado por Silva e Menezes, 2001) - Suprimir citações de sites da internet, resumos, dissertações, teses e livros. Citar livros apenas se de extrema importância e reconhecido no meio científico. - Suprimir citações de sites da internet, resumos, dissertações, teses e livros. Citar livros apenas se de extrema importância e reconhecido no meio científico. *** Citar artigos de revistas conhecidas e reconhecidas internacionalmente pela comunidade científica e, de preferência com alto “fator de impacto” (número de citações).
  14. 14. PESQUISA: qualidades do pesquisador → Conhecimento do assunto a ser pesquisado → Curiosidade → Criatividade → Atitude autocorretiva → Sensibilidade social → Imaginação disciplinada (foco) → Perseverança e paciência → Confiança na experiência
  15. 15. PESQUISA: percepção
  16. 16. PESQUISA: etapas na área acadêmica Bolsista de iniciação científica São os primeiros passos na vida científica. A vida é maravilhosa. Bolsista de Mestrado Está completamente empolgado com o que faz e quer ser o melhor na sua área e resolver todos os problemas do mundo. Bolsista de Doutorado O dia começa às 8 da manhã e só acaba às 10 da noite. Nada dá certo e ainda tem que lidar com resumos para congressos, relatórios, disciplinas, artigos para escrever, orientar os alunos na IC, etc, etc... Bolsista de Pós-Doutorado Aumento de peso por causa do estresse. Percebeu que não pode salvar o mundo.
  17. 17. Professor O senso de humor mudou totalmente daqueles dias de iniciação (agora sou responsável e tenho muito o que fazer). Dores de cabeça são mais frequentes e começa a esquecer as coisas que foram faladas. Vive a base da cafeína. O melhor (?!) é que ninguém pode te criticar!!! Professor Titular Escuta vozes em sua cabeça. Esquece dos horários das reuniões, dos dias da semana, do trabalho de seus alunos... etc,,, etc,,,
  18. 18. Conceito: é a atividade que propõe a aquisição sistemática de conhecimentos sobre a natureza biológica, social e tecnológica com a finalidade de melhoria da qualidade de vida, intelectual ou material. Princípios: a) O conhecimento científico nunca é absoluto ou final, pode ser sempre modificado ou substituído; b) Um conhecimento é válido até que novas observações ou experimentações o substituam. c) A exatidão sobre um conhecimento nunca é obtida integralmente, mas sim, através de modelos sucessivamente mais próximos; Função: aperfeiçoamento do conhecimento em todas as áreas para tornar a existência humana mais significativa. Objeto de estudo da ciência: tudo que compõem a natureza é objeto de observação e experimentação para obtenção de novos conhecimentos. 1.4. O QUE É CIÊNCIA?1.4. O QUE É CIÊNCIA?
  19. 19. Egípcios: matemática, geometria e medicina A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência – a ciência busca respostas através de caminhos que podem ser comprovados. Conhecimento é incorporar um conceito novo, ou original, sobre um fato– necessita de experiências, relacionamentos interpessoais e muita leitura de livros e revistas. 1.1. Conhecimento empírico: é o conhecimento obtido ao acaso, através de ações não planejadas. Tipos de conhecimentos 1.5. EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA1.5. EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA
  20. 20. 1.2. Conhecimento filosófico: é fruto do raciocínio e da reflexão humana. É conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos e ultrapassando os limites formais da ciência. 1.3. Conhecimento teológico: conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa. Não pode, por sua origem, ser negado ou confirmado. 1.4. Conhecimento científico: é o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade, pois está baseado na metodologia científica. - é racional e objetivo - requer exatidão e clareza - é verificável - é explicativo - é aberto - atém-se aos fatos - é comunicável - permite fazer predições - busca e aplica leis
  21. 21. 1.6. CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS1.6. CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS
  22. 22. - CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA (matemática, estatística, física, ...) - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (biologia, genética, botânica, ...) - ENGENHARIAS (engenharia química, civil, ...) - CIENCIAS DA SAÚDE (medicina, odontologia, farmácia, nutrição, ...) - CIÊNCIAS AGRÁRIAS (agronomia, veterinária, ...) - CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (direito, economia, publicidade, ...) - CIÊNCIAS HUMANAS (filosofia, história, psicologia, ...) - LINGUÍSTICA, LETRAS E ARTES (letras, artes, ...) - MULTIDISCIPLINAR CLASSIFICAÇÃO DAS CIÊNCIAS (ÁREAS) (Capes e CNPq - Brasil)
  23. 23. - O avanço da ciência e da tecnologia deve ser considerado, indubitavelmente, entre os mais extraordinários empreendimentos da humanidade atualmente. O mundo material que observamos ao nosso redor é uma manifestação visível disto — -O progresso da ciência e da tecnologia propiciou o surgimento das sociedades industriais modernas caracterizadas pela riqueza. Além disso, possibilitou o aumento da produção de alimentos e a melhora dos sistemas preventivos de saúde, o que levou a altas taxas de crescimento populacional, principalmente nos países em desenvolvimento. Ex.: Meio de transporte: cavalo – fusca - corolla - camaro - ferari 1.7. CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO1.7. CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO
  24. 24. a) Quem faz pesquisa no Brasil?? EMBRAPA: Empresa brasileira de pesquisa agropecuária – empresa federal destinada exclusivamente a realização de pesquisas na área agropecuária, com unidades distribuídas em todo o país (41 centros de pesquisa). FEPAGRO: Fundação estadual de pesquisa agropecuária IRGA: Instituto Rio Grandense de Arroz - pesquisas voltadas ao arroz irrigado EPAGRI: Santa Catarina IAPAR: Paraná APTA: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Incorporou o IAC) UNIVERSIDADES FEDERAIS: Ensino, pesquisa e extensão UNIVERSIDADES ESTADUAIS: Universidade Estadual do Rio Grande do Sul UNIVERSIDADES PARTICULARES Empresas 1.8. ESTRUTURA DA PESQUISA NO BRASIL1.8. ESTRUTURA DA PESQUISA NO BRASIL
  25. 25. b) Quem financia as pesquisas no Brasil? Financiamentos:Financiamentos: Governo federal e estadual (54% dos recursos)Governo federal e estadual (54% dos recursos) - FINEP: Finaciadora de estudos e projetos - CNPq: conselho nacional de desenvolvimento científico e tecnológico - CAPES (coordenação de aperfeiçoamento de nível superior) -Fapergs: Fundação de amparo a pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul -A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, mantém orçamento anual superior a R$ 500 milhões. - Petrobrás - ANEEL - Boticário - Empresas particulares - ONGS - Financiamentos internacionais
  26. 26. Incorpora as duas mais importantes agências de fomento do País – a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e suas unidades de pesquisa – desde 1985. c) Gerenciamento e política relacionada aos recursos à pesquisa? Atualmente= 30% dos recursos dos editais são destinados ao nordeste e região norte = política de desenvolvimento.
  27. 27. → FINEP: financia as instituições de ensino e pesquisa → CNPq: financia o pesquisador → "Temas relacionados prioritariamente às políticas do governo e às áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento científico do País tem editais específicos” → CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) beneficia a formação de mestres e doutores a partir da concessão de bolsas de estudos. → Em 2008, Total= 45.290 estudantes → No Brasil as bolsas são distribuídas aos programas de pós-graduação
  28. 28. Despesas da União em Ciência e Tecnologia - 2000 a 2006Despesas da União em Ciência e Tecnologia - 2000 a 2006
  29. 29. d) Critérios utilizados na seleção para financiamentos de projetos de pesquisa? → Método científico do projeto com base sólida → Avaliação da vida acadêmica do pesquisador solicitante - Titulação - No de artigos indexados publicados em revistas nacionais e internacionais - Produção de patentes (Produtos novos) - Experiência na área do projeto - Contribuição na formação de recursos humanos (orientação)
  30. 30. A ciência somente aceita como verdadeiro o que é passível de verificação mediante comprovação compatível com o método científico. Método científico é “uma maneira de como se fazer algo” O método consiste em um conjunto de etapas ordenadamente dispostas, que tenham por finalidade a investigação de fenômenos para a obtenção de conhecimentos. a) Conceitoa) Conceito 1.9. METODO CIENTÍFICO1.9. METODO CIENTÍFICO
  31. 31. → Produzir um conhecimento teórico-prático aplicável que pode ser utilizado diretamente para previsão, explicação e controle de fenômenos e ocorrências → Empregar uma expressão objetiva e detalhada não somente do conhecimento produzido, mas também da forma como foi obtido, permitindo a fiel reprodução. → Ser amplamente compartilhável e transmissível → Ser passível de quantificação do grau de confiabilidade. b) Objetivob) Objetivo
  32. 32. → Análise – Relação quantitativa entre os elementos do fenômeno → Hipótese – pressuposição do conhecimento sobre o fenômeno → Teste experimental – comprovação do conhecimento c) Etapasc) Etapas → Modelo – representação do conhecimento → Generalização – generalização dos resultados em forma de lei científica (artigos científicos)
  33. 33. → Não existe uma receita de método científico, pois a humanidade vem aperfeiçoando a maneira de fazer ciência – o que é válido hoje, amanhã pode não ser. → o método é útil na disseminação de conhecimentos, desde que executado a partir dos preceitos aceitos universalmente, em dado momento histórico. d) Qual o método científico que é aceitod) Qual o método científico que é aceito → Um método é aceito quando possui confiabilidade e repetitividade
  34. 34. 2. SEMINÁRIO E RESUMO
  35. 35. 2.1.1. CONCEITO E ESTRUTURA2.1.1. CONCEITO E ESTRUTURA a) Conceito Grupo de estudos em que se debatem problemas científicos ou outras matérias expostas pelos participantes. b) Estrutura do seminário Componentes essenciais: → “Postura” (apresentação) → Título → Introdução → Objetivo → Material e Métodos → Resultados e discussão → Conclusão - Corresponde a apresentação, por um aluno ou grupo de alunos, de tema previamente definido, na forma de “palestra”.
  36. 36. b.1) “postura”: o palestrante necessita ter postura de “palestrante” - Utilizar vestimenta adequada (evite chinelos, bermudas, bonés ...) - Falar pausadamente e corretamente (evite nóis fomo, nóis fizemos, ...) - Evitar andar muito, gesticular muito, e, também não ficar parado no canto - Não passar na frente do datashow - Não falar para as paredes - Mostrar interesse, emoção, envolvimento pessoal e domínio do assunto que está sendo apresentado – demonstrar que é uma satisfação apresentar o seminário
  37. 37. Será que o seminário não seria melhor sem a presença do apresentador
  38. 38. b.2) título: curto, informativo, compreensível, sem nomes científicos e de locais– tem que ser fidedigno funções: - atrair o leitor - não aborrecer o leitor - não enganar o leitor - “vender o trabalho/artigo”
  39. 39. DIAGNÓSTICO E PROPOSTA DE DESCRIÇÃO METODOLÓGICA PARA TRABALHOS TÉCNICO-CIENTÍFICOS QUE TRATAM DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA APLICAÇÃO DE HERBICIDAS PROPOSTA METODOLÓGICA PARA TRABALHOS TÉCNICO-CIENTÍFICOS DE APLICAÇÃO DE HERBICIDAS DIAGNÓSTICO E PROPOSTA DE DESCRIÇÃO METODOLÓGICA PARA TRABALHOS TÉCNICO-CIENTÍFICOS QUE TRATAM DA AVALIAÇÃO DO EFEITO DA APLICAÇÃO DE HERBICIDAS PROPOSTA METODOLÓGICA PARA AVALIAÇÃO DE HERBICIDAS
  40. 40. b.3) introdução: dizer o que pretende dizer - pré-estréia: informa o tema - apresenta-se a idéia central e os trabalhos mais importantes, relacionados ao seminário funções: - chamar a atenção para o assunto e para si - criar interesse para a platéia - estabelecer relação com a platéia * Cuidado com piadas e evite pedir desculpas (mesmo se chegou atrasado – se voce chegou atrasado já está errado, então procure fazer a coisa certa a partir de agora)
  41. 41. b.4) objetivo: ser direto e estar de acordo com o título Ex.: Estudar o efeito da água no desenvolvimento de fungos função: - Informar o objetivo do trabalho * Título – objetivo – conclusão = diretos e estreitamente relacionados
  42. 42. b.5) Material e Métodos: apresentar a metodologia utilizada - É a entrega da mensagem com clareza, simplicidade e argumentação função: Apresentar os dados e as idéias que levam a solução da proposta do apresentador (objetivo) - É o componente mais extenso e pormenorizado b.6) Resultados e Discussão: dizer o que veio fazer – informar o conteúdo
  43. 43. Atenção: - Não apresentar idéias incompletas e que não estejam relacionadas entre si – apresentar seqüência lógica As pastagens compõem a maior parte da alimentação dos bovinos. Entre estas, o azevém quando têm 30 cm de altura foi a preferida e de melhor qualidade. Ex.: Os bovinos tem 4 patas, os carneiros tem 4 patas e a pastagem alimentou os mesmos . e daí?? * “a platéia quer entender o que está sendo dito e está ávida por novos conhecimentos”
  44. 44. b.7) conclusão: resuma o que disse brevemente Ex.: A carne bovina apresenta melhores propriedades nutricionais comparada a ovina. função: - Melhorar a retenção do que foi dito e aumentar a compreensão É o fechamento da apresentação, sem incluir surpresas!!! – “invenção de conclusões” Errado: a carne bovina do município de itaqui, situado na linha taquara, apresentou maior quantidade de N, P e K, comparada as ovelhas criadas nesse município, desde o nascimento. O fechamento é o mais permanece na memória do espectador
  45. 45. * As conclusões tem que ser generalizadas para serem utilizadas em todo o mundo, não apenas no município de Itaqui (detalhes tem no trabalho) * Um final forte deixa a audiência interessada e pensando sobre o assunto e você – “venda a sua imagem” * Um final forte deixa a audiência interessada e pensando sobre o assunto e você – “venda a sua imagem”
  46. 46. 2.1.2. AUXÍLIO VISUAL2.1.2. AUXÍLIO VISUAL a) Funções → Atrair a atenção, o interesse e “realçar a palavra” → Expor idéias de forma mais rápida, com maior eficiência e, são úteis para: - “tópicos de idéias” - valores numéricos - estruturas químicas e reações - funções matemáticas - aparelhos complicados - fluxogramas - figuras → Melhorar o entendimento, seqüência do conteúdo e realçar destaques
  47. 47. b) Critérios → Visibilidade: - utilize letras grandes - a imagem deve ser projetada no topo da tela - clareza e contraste → Evite tudo que possa complicar e distrair a visão → Evite frases longas e parágrafos completos → Elimine o que não for essencial → Apresente uma idéia de cada vez → Evite tabelas e figuras com muitos números e detalhes → Evite usar diferentes ajudas simultaneamente → Planeje, editore e revise seu seminário inúmeras vezes “evite erros de português” – são fatais
  48. 48. c) Lembretes → O seminário é um conjunto: Assunto, estrutura, conteúdo e apresentação → Pode-se fazer anotações ou lista de palavras para auxílio durante o seminário – apenas não se pode ler vários textos das anotações → Você provavelmente é o que mais conhece o assunto – sinta-se autoconfiante → Considere uma honra apresentar o seminário e seu entusiasmo é fundamental e contagioso, e a palavra falada deve ser o foco da apresentação → Não é necessário que a apresentação seja profissional, mas sim interessante e estimulante, de forma que o espectador ao final do seminário tenha aprendido algo.
  49. 49. d) Tamanho de fonte e seqüência → Tamanho da fonte: 18 a 24 pontos para textos - 24 a 36 pontos para títulos → Fonte: Preferir fonte times, courier e arial - são mais legíveis → Negrito: utilizar para enfatizar novos itens ou conceitos importantes → Itálico: usar em nomes científicos e títulos terciários → Sublinhado: usar para destacar palavras ou idéias → Orientação: usar orientação forma de paisagem → Títulos: consistentes e seqüênciais em toda a apresentação 1. TÍTULO PRINCIPAL (negrito e maiúscula) 1.1. Título Secundário (negrito e minúscula) 1.1.1. Título Terciário (itálico)
  50. 50. → “A relevância do material é mais importante que a quantidade de informação “ → Textos, tabelas e gráficos devem ser simples e legíveis → Gráficos são mais visíveis comparado a tabelas → Apresentar apenas um gráfico por lâmina → Númeração sequencial: usar arábica (1, 2, 3, 4,...) → Texto: máximo 6 linhas e 6 palavras por linha
  51. 51. e) Combinação de cores → Legibilidade: é determinada pelo contraste de cores → Plano de fundo: fundo amarelo e texto preto – alto contraste – não desejável pois cansa logo a vista. Da mesma forma, fundo vermelho, laranja e preto é indesejável. → Plano de fundo ideal: azul – não distrai e contrasta com várias cores, especialmente branco, amarelo, verde, laranja e vermelho. verde – cor vibrante e útil em salas pouco escurecidas → Para adição de cores deve haver uma razão lógica – evitar salada de frutas na lâmina e entre lâminas *** O que fica bom na tela do computador pode tornar-se ilegível quando projetado
  52. 52. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  53. 53. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  54. 54. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  55. 55. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  56. 56. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  57. 57. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  58. 58. → Exemplos de combinações de cores de alto contraste: - fundo azul escuro x texto amarelo, branco, amarelo-verde - fundo branco, claro x texto escuro ** evitar vermelho e vermelho violeta (difícil contraste e configuração )
  59. 59. 2. SEMINÁRIO E RESUMOS 2. SEMINÁRIO E RESUMOS
  60. 60. 2. SEMINÁRIO E RESUMOS 2. SEMINÁRIO E RESUMOS
  61. 61. 1.1. Manejo sustentável dos solos do cerrado → 75 milhões ha de pastagem nativa, improdutiva → 50 milhões de ha de pastagem cultivada – 80% degradada → Lotação animal de 0,3 ua/ha
  62. 62. 1. Grupo 3 – ILP cerrado - CONSERVAÇÂO DO SOLO (apresentar) 2. ILP (apresentar) 3. Seminário (apresentar) 4. Trabalho uso e manejo do solo (apresentar) 5. UMCS (apresentar)
  63. 63. 6. Eduardo caso: Quantidade de texto boa – excesso de efeitos e falta númeração e destaque dos títulos (apresentar) 7. Eduardo caso corrigido (apresentar)
  64. 64. AMIGO, LAVE MEU CARRO !!!AMIGO, LAVE MEU CARRO !!! SIM SENHORSIM SENHOR
  65. 65. 2.1.3. FUNÇÕES DO MODERADOR DO SEMINÁRIO2.1.3. FUNÇÕES DO MODERADOR DO SEMINÁRIO → O moderador do seminário deve exercer um papel discreto e ativo ao mesmo tempo, antes, durante e depois do seminário funções: - certificar-se se a sala está limpa e se está tudo em ordem. Se necessário pedir atenção dos participantes - introduzir o palestrante, procedendo sua apresentação incluindo formação, atuação profissional e título da palestra, deixar o palestrante a vontade e manter água a sua disposição - durante a palestra ficar atento a imprevistos e ajustar o ambiente, se necessário - ao final da palestra deve assumir e coordenar o debate, evitando que um participante faça excesso de perguntas, por exemplo
  66. 66. - Manter clima de cordialidade entre palestrante e participantes e evitar debates colaterais que excluam o apresentador - Controlar o tempo destinado a debates - Finalizar e agradecer o palestrante e os participantes
  67. 67. 2.2.2. Estrutura2.2.2. Estrutura → Título → Nome dos autores: “por extenso”, “incluir os que participaram do planejamento, condução da pesquisa e redação do artigo” → Resumo: Não deve conter citações bibliográficas e abreviaturas devem ser evitadas 2.2.1. Conceito2.2.1. Conceito “É uma carta de intenções” – é uma idéia geral da pesquisa “O resumo deve incentivar o leitor a ler o artigo, TCC, projeto”
  68. 68. Estrutura: 1- introdução (antecedentes) 2- objetivo 3- delineamento 4- principais resultados 5- conclusões (no presente) ex.: A é melhor que B e, não “foi”
  69. 69. → A qualificação e endereço dos autores deve aparecer no rodapé → Palavras chave ou termos de indexação: 3 a 6 - utilizar palavras que não estão no título e nem no texto do trabalho e, incluir ponto no final → “O resumo deve ser na língua do trabalho e com versão para inglês”
  70. 70. Resumos de artigosResumos de artigos
  71. 71. Resumos de simpósios, congressos, “eventos” TRADUÇÃO “EVENTOS” !!!TRADUÇÃO “EVENTOS” !!! Resumos de simpósios, congressos, “eventos” TRADUÇÃO “EVENTOS” !!!TRADUÇÃO “EVENTOS” !!!
  72. 72. EFEITO DE BACTÉRIA FIXADORA DE NITROGÊNIO NA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE ARROZEFEITO DE BACTÉRIA FIXADORA DE NITROGÊNIO NA PRODUTIVIDADE DE GRÃOS DE ARROZ IRRIGADOIRRIGADO Amauri Nelson Beutler1 , 1 Professor Unipampa/Campus Itaqui/Agronomia, email:amaurib@yahoo.com.br; 2 Aluno Unipampa/Agronomia; Figura 1. Massa seca da parte aérea, número de panículas e produção de grãos de arroz irrigado por inundação por vaso, cultivares Puitá Inta-CL e Br Irga 409, em função da dose de A. brasilense, na ausência de nitrogênio mineral. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO Para obtenção de altas produtividades de arroz são necessárias elevadas quantidades de nitrogênio (N), proveniente da adubação. No entanto, tem custo elevado e poderiam ser reduzidas em razão da fixação biológica de N pelo arroz. Em gramíneas, a fixação biológica de N2 da atmosfera por bactérias suprem parcialmente a demanda das plantas e, são realizadas por gêneros como Herbaspirillum, Burkholderia e Azospirillum, que têm sido isoladas de plantas como arroz, trigo, milho e sorgo (Rodrigues, 2003; Hungria, 2011). Os resultados de inoculação destas bactérias ainda não são muito consistentes, embora, efeitos significativos na produção de grãos tenham sido relatados (Hungria et al., 2010). Para o milho e trigo, foram observados aumentos substanciais da produtividade com a utilização de estirpes da bactéria Azospirillum brasilense (Hungria et al., 2010), cujo inoculante, com estirpes da bactéria, na formulação comercial, já está registrado no ministério da agricultura e disponível no mercado para milho, trigo e arroz. Entretanto, para arroz poucos estudos foram desenvolvidos visando avaliar os efeitos da bactéria na produtividade de arroz. O objetivo deste trabalhofoi avaliaro efeito da bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense na produtividade de arroz irrigado por inundação, com e sem tratamento de semente com inseticida e fungicida. O experimentofoi conduzido na safra 2012/13, em I taqui, RS, em um Plintossolo Háplico. coletadona camada de 0-20 cm epassado em peneira de4 mm, cujascaracterísticas químicasforam: pH H 2O= 5,1; P= 12,6 mg dm-³; K= 0,153; Ca=2,7; Mg= 0,7; Al= 0,6 cmolc dm-³; V= 50%; MO= 1,6%. Realizou-sea calagem do solo 3 meses antes da semeadura, conforme recomendação (Sosbai, 2012). Utilizaram-seas cultivaresde arrozirrigado por inundação Puitá Inta-CL e Br Irga 409, em delineamento experimentalinteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x2, com 4 repetições constituídas de vasos de 7,5 L (6 L solo vaso-1 ). Os tratamentosforam constituídosde quatro doses de bactérias Azospirillum brasilense cepasAb-V5 e Ab-V6 (0, 1, 2 e4 vezes a recomendaçãodo produto comercial Masterfix® lgram íneas) esem ecom tratamento dassementesdoarrozcom inseticidas efungicidas. Arecomendação de inoculante composto por bactéria é de 100 mL ha -1 , contendo a concentração de 2 x 108 unidades formadoras de colônia mL-1 . Notratam ento com tratamento de sementesdo arroz, este foirealizado com osinseticidas efungicidas: Fipronil(Standak ® 80mL 100 kg- 1 de semente), imidaclopride (Gaucho® 67 mL 100kg-1 de semente) e Carboxina + Tiran (VitavaxThiram 200 SC® 200 mL 100kg- 1 de semente). Na semeadura foirealizadaa adubação com 350 kg ha-1 de P, na forma de superfosfato triploe, 300 kg ha-1 de K, na formade cloretode potássio. Aadubação foide 5vezesa recomendação de campo, e foitriturada em m oinhotipo willey e homogeneizada em todo solo do vaso. Não foi aplicado N mineral durante o cultivo doarroz. Dia 17/10/2012, as sementesforam inoculadas com A. brasilense e foi realizada a semeadura de 6 sementesporvaso, na profundidade de3 cm e, aos 14diasfoi realizado o desbaste, deixandoduas plantasequidistantes porvaso. Aos 21dias após a semeadura, no estádio V3/V4, foi aplicada a lâmina de água de 4 cm que foimantida constante atéa colheita doarroz. Durante ocultivo do arroz foram realizados dois rodízios semanais dos vasos. Na colheita foram avaliadosa massa seca da parte aérea, núm erode panículase produção degrãos de arrozvaso-1 . A inoculação das sementes de arroz irrigado por inundação, cultivares Puitá Inta-CL e Br Irga 409, com bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense cepas Ab-V5 e Ab-V6 (Masterfix® l Gramíneas), não aumentou a produção de grãos de arroz. O tratamento de sementes de arroz com inseticida e fungicida (fipronil, imidaclopride e carboxina + tiran) não influenciaram o desempenho de A. brasilense cepas Ab-V5 e Ab-V6. Tratamento Massa seca (g) Número de panículas Produção de grãos (g) Puitá Inta-CL Sem tratamento de semente 27,1 b 16,2 b 29,5 a Com tratamento de semente 34,3 a 20,9 a 32,2 a Br Irga 409 Sem tratamento de semente 34,3 b 18,2 b 33,8 a Com tratamento de semente 40,9 a 20,5 a 33,6 a Tabela 1. Eficiência da A. brasilense na produção de massa seca, numero de panículas e produção de grãos vaso-1 nas cultivares Puitá Inta-CL e Br Irga 409, sem aplicação de nitrogênio, sem e com o tratamento de sementes com inseticidas e fungicidas. Médias seguidas da mesma letra, na coluna, na mesma cultivar de arroz, não diferem a 5% de probabilidade de erro. OBJETIVOOBJETIVO MATERIAL E MÉTODOSMATERIAL E MÉTODOS CONCLUSÕESCONCLUSÕES REFERÊNCIASREFERÊNCIAS RESULTADOSRESULTADOS HUNGRIA, M.; CAMPO. R.J.; SOUZA, E.M.; PEDROSA, F.O. Inoculation with selected strains of Azospirillum brasilense and A. lipoferum improves yields of maize and wheat in Brazil. Plant and Soil, 331:413-425, 2010. HUNGRIA, M. Inoculação com Azospirillum brasilense: inovação em rendimento a baixo custo. Londrina: Embrapa Soja, 2011. 36 p. (Documentos, 325). RODRIGUES, L. da S. Estudo da diversidade de bactéria diazotróficas endofíticas associadas a variedades de arroz inundado. 2003, 84 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2003. SOSBAI: Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado. Arroz irrigado: Recomendações técnicas da pesquisa para o Sul do Brasil. Itajaí: SOSBAI, 2012. 179p.

×