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2 Domótica
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O Arduino Uno, que oferece todos os periféricos
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por meio de pacotes socket e seguem um padrão
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Automatização residencial com dispositivos móveis

  1. 1. AUTOMADROID - AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL COM DISPOSITIVOS MÓVEIS JAMIESON DA P. LEITTE, LEONARDO O. DA SILVA, MARCOS M. MOREIRA, ROGER R. DA SILVA Instituto de Estudos Superior da Amazônia - IESAM Av. José Malcher, 1148, CEP:66055-260 – Bairro: Nazaré - Belém – Pará - Brasil E-mails: jamieson_paz@hotmail.com, leo_hahn@gmail.com, mmorei- ra_182@hotmail.com, rogerdasilva@gmail.com Abstract This work was developed with the goal of exposing the convenience and flexibility of a project involving home automation. In the project in question was concerned to develop a low cost and easy handling that pro-porcione comfort and con- venience to its users. For this we used the Android mobile operating system, which through a wireless network, communicates with a free prototyping board, the Arduino. From this point you can drive as many simple controls (On / Off), proportional and others. Upon completion of the project is expected to achieve a high system reliability and efficiency considerably, showing therefore that there are open source technologies such as Android and Arduino, available in the market to create any type of sys- tem. Keywords Home automation, Android, Arduino, Drive. Resumo Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de expor a praticidade e flexibilidade de um projeto envolvendo auto- mação residencial. No projeto em questão preocupou-se em desenvolver um sistema de baixo custo e de fácil manuseio que pro- porcione conforto e comodidade aos seus usuários. Para tal utilizou-se o sistema operacional móvel Android, que por meio de uma rede Wireless, estabelece comunicação com uma placa de prototipagem livre, o Arduino. A partir deste ponto, é possível di- versos controles como acionamentos simples (On/Off), proporcionais e outros. Após a conclusão do projeto espera-se obter um sistema de alta confiabilidade e de considerável eficiência, mostrando, portanto que existem tecnologias de código aberto, como Android e Arduino, disponíveis no mercado para se criar qualquer tipo de sistema. Palavras-chave Automação Residencial, Android, Arduino, Acionamento. 1 Introdução Muito reconhecida no meio industrial, à automa- ção vem se expandindo rapidamente entre os grandes empreendimentos residenciais e corporativos, tudo isso se deve as grandes inovações tecnológicas cria- das para atender as exigências de um mercado ainda em expansão, mas que já mostra a cara através da automação residencial. Os fatores predominantes que vem contribuindo para rápida disseminação dessa nova tecnologia é sem sombra de dúvidas o aumento exacerbado dos gran- des centros urbanos juntamente com a violência. Hoje a população tenta, na medida do possível, trazer para dentro de suas residências as necessidades bási- cas de segurança, comunicação, gestão energética e conforto para que não seja necessária a exposição a possíveis riscos (WORTMEYER, 2005). Apesar dessas tais inovações ainda não estarem aces- síveis a todas as classes sociais, devido ao seu alto custo, o mercado de automação residencial vem crescendo de forma considerável ao longo dos anos, de tal modo que o numero de projetos do gênero, nesses períodos, tem se multiplicado rapidamente, segundo TECPAR (TECPAR, 2011). O projeto Automadroid, vem na tentativa de quebrar alguns paradigmas das inovações tecnológicas assim como solucionar problemas simples, através de seu baixo custo e de sua capacidade de realizar coman- dos similares a sistemas mais sofisticados. Dessa forma busca-se atender os anseios de uma grande parte da sociedade, promovendo de forma rápida e confiável a ascensão dessa nova tecnologia. Com o sistema proposto é possível controlar, de forma prática, a intensidade luminosa das lâmpadas LED RGB, acionar travas eletrônicas, assim como também ligar e desligar quaisquer equipamentos eletroeletrônicos dentro de uma residência. Todos esses comandos são feitos através do smartphone do usuário que se encontra conectado, via Wi-fi, a um servidor de acionamentos localizado a um ponto especifico da casa. O principal objetivo do sistema é expor a aplicabili- dade e funcionalidade de um projeto de automação residencial (Domótica), desenvolvendo-o de forma mais acessível economicamente, assim como prover aplicações e serviços através da automação de uma área habitável de modo a poder proporcionar confor- to aos seus ocupantes, mediante um estudo racional em termos de iluminação, conforto e dos aspectos de segurança. O processo de funcionamento do sistema inicia-se com a escolha de um comando feita pelo usuário através do smartphone e que por sua vez envia informações através de uma conexão socket, via Wi-fi, para um software localizado no microcon- trolador do Arduino. Este dispositivo envia esses dados através de suas portas analógicas (PWM) e digitais para realizar os acionamentos solicitados. O software desenvolvido pela Automadroid, ainda conta com recursos de interface de fácil manuseio e amigáveis aos usuários, pois proporciona aos mes- mos o direito de personalizar seus perfis de acordo com o estilo de vida em que levam em suas residên- cias.
  2. 2. 2 Domótica A domótica é a tecnologia responsável pela ges- tão de todos os recursos habitacionais. Esse termo nasceu da fusão da palavra “Domus” (casa), com a palavra “Robótica” (eletrônica + informática), que está ligada ao ato de automatizar (ELIANE, 2011). São estes dois últimos elementos que, quando utili- zados em conjunto, rentabilizam o sistema, simplifi- cando a vida diária das pessoas, satisfazendo os seus necessidades de comunicação, conforto e segurança. O projeto que tem por base de funcionamento o acio- namento de dispositivos móveis via Smartphones, conta com um kit Arduino (Arduino Uno e Shield Ethernet) e duas placas de condicionamento, que com a integração amigável entre os mesmos, tem por finalidade controlar a luminosidade de uma fita de led RGB e ao mesmo tempo realizar comandos rela- tivamente simples referentes aos demais dispositivos encontrados na residência. O critério de escolha dos equipamentos levou em consideração a criação de um sistema de baixo custo e de fácil manuseio favorecendo novamente a acessi- bilidade a todos. 3 Sistema para Automação Residencial O projeto Automadroid, como já foi citado, tem o objetivo simples de facilitar o manuseio dos equi- pamentos na residência, além de trazer maior como- didade para o usuário, obtém maior controle dos equipamentos pertencente ao sistema de automação. Para facilitar o entendimento, abaixo é mostrada na figura 1, contendo os equipamentos que formam o sistema de automação residencial. Figura 01. Sistema de Automação Residencial Todo o controle do sistema está nas mãos do usuário, ele é capaz de realizar comandos ou obtém as infor- mações do projeto, como por exemplo, saber se o ventilador que está na sala de serviço está ligado ou desligado. O usuário localizado no quarto, através do seu smartphone com plataforma Android, pode con- trolar a intensidade luminosa da cozinha, na qual o dispositivo responsável por realizar esta função, é uma fita LED. Outra função que o usuário pode realizar é abrir o portão eletrônico, localizado na garagem, com ape- nas um clique no programa em android. Os dispositivos móveis ao se conectar na rede sem fio, através do roteador wireless, recebe um endereço IP (Internet Protocol) automaticamente, onde estará apito para realizar comando através no programa em android. Os comandos do usuário chegam à plata- forma Arduino, conectado ao roteador, onde tem a responsabilidade de tratar as informações solicitadas pelo usuário, formando assim o sistema de automa- ção residencial. 4 Sistema embarcado Segundo Cunha (AF Cunha, 2007), colocar ca- pacidade computacional dentro de um circuito inte- grado, equipamento ou sistema é a forma mais apro- priada de se definir o que venha a se um sistema embarcado. O uso desses sistemas tem como objeti- vos otimizar os acionamentos, minimizar custos e tamanho das placas desenvolvidas, assim como utili- zar tecnologias já presentes hoje no mercado. O usuário final não terá acesso ao programa que foi embutido no dispositivo, mas poderá interagir com o equipamento através de interfaces como teclados, displays e até mesmo com um smartphone, desde que o sistema tenha sido projetado para tanto. No sistema Automadroid, para realizar o controle dos diversos dispositivos utilizou-se de placas de condi- cionamento e de um kit Arduino, composto por um Arduino Uno e um Shield Ethernet, que terão como função principal o controle proporcional da ilumina- ção e de acionamentos simples de alguns dispositivos da residência. O Sistema como um todo, foi elaborado encima da placa de prototipagem Arduino que juntamente com seu Shield Ethernet forneceram um excelente desem- penho quanto às taxas de processamento dos aciona- mentos. Além disso, foram elaboradas placas de condicionamento de corrente visando suprir esse déficit de corrente na saída da placa Arduino Uno necessários ao bom funcionamento do sistema. 4.1 Arduino O Arduino é uma plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre responsável por realizar a leitura e a execução de comandos solicitados pelo usuário. Esta placa utiliza o microcontrolador AT- mega, que apesar de ser pequeno, é bastante robusto e atende perfeitamente os processos requisitados. O microcontrolador ATmega é programável através do software disponibilizado pelo site do Arduino.cc, com uma linguagem “C” bastante didática devido existir várias funções prontas, facilitando na sua programação.
  3. 3. O Arduino Uno, que oferece todos os periféricos necessários para o bom funcionamento do sistema, contém quatorze entradas ou saídas digitais, e seis entradas analógicas que podem ser utilizadas como saídas PWM. No sistema Automadroid foram utili- zados três saídas PWM além de algumas saídas digi- tais, responsáveis por controlar a intensidade lumino- sa da fita RGB e de realizar comandos relativamente simples, como acionamentos On/Off respectivamen- te. A placa do Arduino Uno está presente na figura 2. Figura 2. Placa Arduino Uno 4.2 Shield Ethernet O Arduino Shield Ethernet permite que a placa Arduino se conecte a quaisquer dispositivos inseridos em uma rede LAN (Rede local de computadores) ou até mesmo uma WAN (Rede mundial de computado- res - internet). Esta placa utiliza o chip ethernet Wiz- ner que é responsável por fornecer acesso a redes ethernet, possibilitando a utilização de inúmeros protocolos, como TCP e UDP. A mesma suporta até quatro conexões de soquetes simultâneos, permitindo a adição de outros Shields complementares. Para utilizar o Arduino como cliente de rede, como foi proposto no projeto Automadroid, basta utilizar bibliotecas de rede na programação do Arduino UNO e configurar IP, máscara de rede e Gateway, para construir uma conectividade com a rede local da residência. A figura 3 ilustra com mais detalhes a placa Shield Ethernet. Figura 3. Shield Ethernet 4.3 Placas de Condicionamento Estes acionamentos são realizados através de saídas digitais do Arduino Uno, porém estas saídas disponi- bilizam correntes muito baixas, em torno de 40 mA, com isso existe a necessidade de utilizar um circuito de condicionamento de corrente para amplificar esta grandeza e acionar relés, leds da fita RGB e posteri- ormente dispositivos diversos da residência. O projeto proposto consistiu em desenvolver placas de condicionamento de corrente para que fosse pos- sível controlar de forma satisfatória os acionamentos solicitados através de um smartphone. Para acionar os relés de 5V, foi disponibilizado esta tensão através da saída digital da placa do Arduino Uno, porém não basta apenas ter a tensão de 5V, também se faz necessário obter uma corrente de no mínimo 60 mA. Para isso, utilizou-se o transistor tipo NPN BC548 para suprir essa falta de corrente no circuito, através de ganhos proporcionas gerado pelo coletor do transistor. Para o transistor amplificar a corrente e obter um valor no mínimo de 60 mA, utilizou-se uma resistên- cia 1k ohms na base do transistor e no emissor foi alimentado com o GND do sistema. O relé tem a corrente requisitada através do coletor do transistor. Existem ainda os diodos (D1 e D3), chamado de diodo de roda livre, para a proteção do transistor em caso de corrente de pico reversa na condução da bobina do relé. Para um melhor entendimento, a figura 4 mostra um esquemático do circuito de acionamento On/Off. Figura 4. Circuito de acionamento On/Off Um caso parecido com o acionamento através do relé ocorre para o acionamento da fita de led RGB, pois a placa do Arduino Uno não apresenta uma corrente de saída suficiente para acionar a fita de led, nem dispo- nibiliza a tensão de 12V requerida Para realizar o acionamento e obter estas grandezas, foi necessário utilizar o transistor TIP 120. Na base do transistor foi usado um resistor de 220 ohms e foi direcionado o emissor para o GND. No coletor do transistor foi disponibilizado a saída para as três entradas da fita led RGB. Para obter a variação da intensidade luminosa, entra em funcionamento o PWM disponibilizado pela placa do Arduino Uno. Nas saídas da placa de acio- namento Tout1 à Tout3, como é mostrado na figura 5, existem uma tensão que variam dentro de uma faixa de 0V à 7V aproximadamente. Dessa forma consegue-se obter uma diferença de potencial em
  4. 4. relação a tensão de entrada da fita de 12V, cons guindo então a intensidade luminosa desejada. figura 5 é mostrado um esquemático do circuito de acionamento da fita de led RGB. Figura 5. Circuito de acionamento da fita de led Para realizar o acionamento do motor do portão trônico, foi utilizada uma placa contendo um circuito integrado com duas pontes-h (L298N) acionar um motor DC de 3 a 30 V. responsável por inverter a rotação do motor para direcionar o sentido de abertura do portão mostra a placa contendo o chip L298N. Figura 6. Placa contendo o chip L298N Através da placa contento a ponte-h é poss combinações lógicas nas entradas do chip, como mostrado na tabela 1 a seguir, e obter o sentido de rotação. Tabela 1. Combinação lógica para acionar o sentido de rotação do motor Pinagem Arduino Sentido Horário D4 1 D5/PWM 0 D6/PWM 0 D7 0 Apenas a utilização do circuito integrado L298N, não foi o suficiente para o perfeito funcionamento do motor, pois o mesmo utiliza tensão alternada de 127V, contra um tensão de 12V na saída do chip, então foi necessário utilizar a combinação de do relés para fornecer a tensão necessária relação a tensão de entrada da fita de 12V, conse- guindo então a intensidade luminosa desejada. Na é mostrado um esquemático do circuito de Circuito de acionamento da fita de led RGB Para realizar o acionamento do motor do portão ele- utilizada uma placa contendo um circuito (L298N), podendo C de 3 a 30 V. O chip L298N é sável por inverter a rotação do motor para direcionar o sentido de abertura do portão. A figura 6 mostra a placa contendo o chip L298N. Placa contendo o chip L298N h é possível fazer combinações lógicas nas entradas do chip, como , e obter o sentido de Tabela 1. Combinação lógica para acionar o sentido de rotação do Sentido Anti-horário 0 0 1 0 Apenas a utilização do circuito integrado L298N, não foi o suficiente para o perfeito funcionamento do motor, pois o mesmo utiliza tensão alternada de 127V, contra um tensão de 12V na saída do chip, lizar a combinação de dois ara fornecer a tensão necessária para acionar o motor e direcionar o sentido requisitad trado na figura 7. Figura 7. Circuito de condicionamento da rotação do motor Para realizar estas tarefas, é necessário que o sistema informe o que e quando fazer as tarefas demandadas. Para isso é necessário uma serie de abordados nos próximos tópicos. 5 Conectividade e comandos Neste projeto, realizar tarefas de ponto principal, porém, é necessário contar com uma interface de manipulação, uma estrutura de comun cação e por fim um sistema de acionamento conjunto de ferramentas deve estar alinhado para trabalhar perfeitamente de forma conjunta e o da. Para transformar um simples click na tela do smar phone em um acender e apagar de luzes, droid conta com o envio de pacotes mente padronizados no app A wifi estes pacotes são entregues vez recebidos, o Arduino interpreta os coman existentes nos pacotes e realiza as tarefas que lhe são demandadas, conforme a ilustração na figura Figura 8. Esquema de funcionamento Para toda esta estrutura funcionar, é imprescindível contar com uma rede WLAN configurada de maneira apropriada para as padronizações de rede adotadas pelo projeto. Além dos requisitos anteriormente citados, é impre cindível que o usuário disponha de um dispositivo no qual seja possível interagir com o sistema. É neste momento que surge o dispositivo móvel que será abordado no tópico seguinte. 5.1 Smartphone Segundo Euzébio (Euzébio, 2011), dos Smartphones possibilitou uma melhor utilização Android • Interação com usuário • Envio de comandos Rede • Conectividade • Entrega de pacotes Arduino • • requisitado, como mos- Circuito de condicionamento da rotação do motor Para realizar estas tarefas, é necessário que o sistema informe o que e quando fazer as tarefas demandadas. Para isso é necessário uma serie de testes que serão abordados nos próximos tópicos. Conectividade e comandos Neste projeto, realizar tarefas de controle é o é necessário contar com uma interface de manipulação, uma estrutura de comuni- cação e por fim um sistema de acionamento. Este deve estar alinhado para trabalhar perfeitamente de forma conjunta e ordena- Para transformar um simples click na tela do smart- phone em um acender e apagar de luzes, o Automa- conta com o envio de pacotes socket previa- ndroid, através da rede estes pacotes são entregues ao Arduino. Uma interpreta os comando existentes nos pacotes e realiza as tarefas que lhe são me a ilustração na figura 8. Esquema de funcionamento Para toda esta estrutura funcionar, é imprescindível ede WLAN configurada de maneira apropriada para as padronizações de rede adotadas Além dos requisitos anteriormente citados, é impres- cindível que o usuário disponha de um dispositivo no qual seja possível interagir com o sistema. É neste nto que surge o dispositivo móvel que será Segundo Euzébio (Euzébio, 2011), o surgimento martphones possibilitou uma melhor utilização Arduino • interpretaçãode comandos • controlede acionamentos Acionamentos • Motores • Lampadas • Alarmes
  5. 5. desses dispositivos móveis como interfaces de con- trole para sistemas de automação residencial. Bastante difundido atualmente, os Smartphones tem suprido com eficiência as exigências do projeto Au- tomadroid, haja visto que são equipamentos de fácil manuseio, com excelente desempenho e de custos relativamente baixos em relação aos seus concorren- tes. Através desses equipamentos o usuário passa a inte- ragir diretamente com os equipamentos configurados e instalados em pontos específicos da residência, sem que haja qualquer contato físico com os interrupto- res. A ideia dos Smartphones no projeto foi uma forma encontrada para dar dinamismo ao sistema, já que através deles quaisquer acionamentos poderão ser feitos através de um simples toque na tela. Para que o usuário possa interagir com o sistema se faz necessário que o mesmo tenha primeiramente em seu Smartphone, o aplicativo desenvolvido pela Au- tomadroid instalado, após isso o usuário estará em plenas condições a utilizar o sistema, realizando os acionamentos dos dispositivos a distancia. Mas para enviar estas informações ao restante dos equipamentos, é necessário um meio de comunica- ção. Para tal finalidade utilizou-se do recurso de rede wireless (WLAN – Rede local Wireless), presente em absolutamente todos os smartphones comerciali- zados atualmente. 5.2 Redes WLAN As redes wireless (WLAN) são um dos princi- pais meios de conectividade utilizado no mundo atualmente. Fruto da exploração das ondas de radio frequência para fins de telecomunicação, as redes wireless estão presentes em quase todos os lugares imagináveis, inclusive nas residências. Partindo deste ponto, seria possível explorar esta tecnologia para exercer a fun- ção de meio de comunicação dos ativos deste siste- ma. Para usufruir dos recursos das redes wifi, foi necessá- rio estabelecer padrões, que ditariam o comporta- mento e dos equipamentos que desenvolveríamos, funcionando em rede. Para esta escolha, frisou-se que seria necessário utilizar os recursos mais presentes nas maiorias das residências, os quais não impactari- am negativamente no funcionamento da rede local e que também provessem um certo nível de confiabili- dade e segurança ao projeto. Deste modo, adotou-se a utilização do protocolo TCP-IP v4, com endereça- mentos de rede classe A e serviço de server DHCP opcional. 5.3 Android App A aplicação de interação com o usuário é um dos pontos mais críticos na elaboração do projeto. De- senvolver uma interface amigável, fácil de usar e acima de tudo funcional eram requisitos fundamen- tais desta etapa. Desenvolvido na IDE Eclipse e em linguagem Java, o app batizado de Automadroid, possui quatro etapas de criação concluídas, são elas: menu principal, con- trole simples, controle proporcional e controle de motor. A figura 9 mostra o layout das telas. Figura 9. Telas app Androide A Interface menu, é a controladora das demais inter- faces, é onde o usuário poderá navegar pelo sistema e escolher qual interface secundária deseja abrir. Na tela de controle simples, é possível para o usuário acionar qualquer dispositivo na modalidade on/off, onde neste exemplo utilizamos a figura de uma tran- ca. A interface de controle proporcional foi a interface mais complexa de ser desenvolvida e consequente- mente a mais interessante de se utilizar, nela é possí- vel em tempo real variar a intensidade de funciona- mento de inúmeros equipamentos, neste exemplo utilizamos uma lâmpada, a qual terá seu brilho con- trolado de acordo com a preferência do usuário. Na janela de controle de motores, encontramos um funcionamento muito semelhante ao do acionamento simples, porém, nesta interface é possível não só ligar e desligar, mas também inverter o sentido de rotação do motor. Para realizar esta tarefa, é necessá- rio que o usuário clique na figura do motor e o siste- ma se encarrega de executar a ação, seguindo um modelo mundialmente utilizado nas centrais de con- trole de portões eletrônicos. Este padrão obedece à tabela 2, a qual depende apenas das variáveis status (situação atual do motor) e memoria (ultima ação executada). Tabela 2. Controle de motores Status Memoria Ação Parado Fechar Abrir Parado Abrir Fechar Ligado - Parar Esta aplicação, além de apresentar opções de mani- pulação ao usuário, tem como tarefa o envio de co-
  6. 6. mandos ao Arduino. Estes comandos são enviados por meio de pacotes socket e seguem um padrão definido de vetor caracteres, onde o vetor possui sempre cinco caracteres sendo dois para seleção de controle e três para valor de controle, conforme mos- trado na tabela 3: Tabela 3. Códigos de comandos Comando Seleção Valor Descrição A0045 A0 045 Controle analógico, canal 0, 45%. D5000 D5 000 Controle digital, canal 5, “Off”. A3100 A3 100 Controle analógico, canal 3, 100%. D0111 D0 111 Controle digital, canal 3, “On”. Além das etapas já concluídas neste sistema móvel, é esperado implementar inúmeras melhorias e com- plementos. Realizar manipulações mais completas com eletroeletrônicos, interação com multimídia, melhorar a experiência do usuário, sobretudo no quesito referente ao domínio e utilização dos equi- pamentos são metas tangíveis para próximas etapas de desenvolvimento. 6 Resultados Definir quis pontos seriam abordados e sua se- quência de execução ditaram os resultados obtidos. Deste modo observamos que nosso maior inimigo para a conclusão do projeto seria o tempo de desen- volvimento. Visando concluir as etapas principais, foram divididos pontos de elaboração, como: desen- volvimento de placas, programação Arduino, app Android e etc. No fim do período disponível para desenvolvimento observamos que as etapas seguiram seu curso esti- mado e foram concluídas dentro do previsto, porem a ideia macro do projeto infelizmente não se concreti- zou devido estas limitações impostas pelo curto perí- odo de desenvolvimento. Analisando a aplicação prática das etapas concluídas, observa-se que o conjunto funcional do projeto que inclui Arduino, Android, rede WLAN e placas de acionamento e conexões, funciona de maneira extre- mamente satisfatória. Atendendo ao proposto e acima de tudo provando a viabilidade prática do projeto. 7 Conclusão A Domótica se apresenta na atualidade como uma revolução nos ambientes domésticos por incor- porar esse novo conceito de integração entre os di- versos equipamentos e dispositivos de uma casa numa única central de comando. Apesar do ceticismo que ainda existe por parte dos consumidores, pode-se perceber que cada vez mais a sociedade e usuários demandam por soluções de automação em suas resi- dências com vistas à automatização de pequenas tarefas diárias e repetitivas, aumento da segurança e entretenimento. Nesse projeto foi apresentado o sistema de automa- ção residencial Automadroid. Ele permite que o usuário controle quaisquer eletroeletrônicos de uma residência, desde que sejam configurados para isso, através de um Smartphone, com eficiência energética e pouco investimento. Com isso, podemos concluir que a automação resi- dencial se configura num desafio do presente, deven- do prover ao usuário interfaces amigáveis e descom- plicadas, como também disponibilizar a informação e possibilidade de controle da residência a partir de qualquer lugar, através da Internet, de modo a utilizar a eletrônica como “plano de fundo” para colocar em primeiro plano a sociabilidade e bem-estar do usuá- rio. 8 Agradecimento Dedicamos nossos sinceros agradecimentos pri- meiramente a Deus, pois sem sua eterna bondade nada seria possível fazer. Agradecemos o apoio fundamental a nós dados por nossas famílias por todo carinho e compreensão dispensados durante todo o período do curso, sem os quais jamais teríamos chegado até aqui. Agradecemos a todos os nossos parceiros de faculda- de e em especial do Serpro e Celpa que sempre esti- veram à disposição para compartilhar suas experiên- cias e nos ajudar na execução de nossos projetos. Referências Bibliográficas Bolzani, C. (2007). Desmistificando a Domótica. Aureside. Artigo disponível: http://www.aureside.org.br/artigos/default.asp?f ile=01.asp&id=74. Aureside, Associação Brasileira de Automação Resi- dencial. Temas técnicos: Conceitos Básicos, Benefícios da automação. Disponível: http://www.aureside.org.br/temastec/default.asp ?file=concbasicos.asp. Pinheiro, J. M. S. Sistemas de automação, (2004). Disponível: http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artig o_sistemas_automacao.php. Mourão, L. (2012). Automação residencial: sem fio, controlada por celular e mais barata, Disponí- vel: http://casa.abril.com.br/materia/automacao- residencial-sem-fio-e-barata. Wortmeyer, C. (2005). Automação Residencial: Busca de Tecnologias visando o conforto, a e- conomia, a praticidade e a segurança do usuá- rio. Disponível: http://www.aedb.br/seget/artigos05/256_SEGE T%20-%20Automacao%20Residencial.pdf.
  7. 7. Eureka. (2010). Automação Residencial: valor agre- gado. Disponibilizado: http://www.eurekaht.com.br/noticias/automacao -residencial-valor-agredado/. Tecpar. (2011). Instituto de Tecnologia do Paraná. Disponibilizado: http://portal.tecpar.br/index.php/pt/noticias/178 1-mercado-de-automacao-residencial-da-sinais- de-crescimento. Eliane. (2011). Domótica no Mundo Educacional. Disponibilizado: http://www.mundoeducacao.com.br/informatica /domotica.htm. AF Cunha. (2007). Saber Eletrônica. Disponibilizado: http://techtraining.eng.br/conteudo/ARTIGO- SIST-EMB.pdf.

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