Profetismo. pr. david rubens

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Profetas. Israel
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David Rubens

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Profetismo. pr. david rubens

  1. 1. PROFETISMOOs profetas doséculo VIII a.C.Prof. David Rubens
  2. 2. A sociedade tribal• A sociedade tribal israelita era baseada nas relações de parentesco, criando fortes vínculos sociais entres seus membros e exigindo solidariedade mútua de modo muito rigoroso. Prof. David Rubens / 2013 2
  3. 3. A Monárquica• Já a organização monárquica baseava-se na centralização do poder nas mãos do governante dinástico, recriando a oposição cidade x campo e minando a solidariedade antes estabelecida pela retribalização israelita. A relação agora é de Prof. David Rubens / 2013 exploração do Estado sobre os camponeses, exploração que inclui desde a apropriação do excedente dos produtos da terra até o trabalho compulsório. A ética javista vai sendo progressivamente abandonada e a baalização é incentivada pela classe dominante. 3
  4. 4. O surgimento dos profetas• Quando se aprofunda a crise do javismo e os camponeses estão sendo duramente explorados, surgem os profetas. Denunciam a ruptura das relações de solidariedade, apontando o comportamento Prof. David Rubens / 2013 dominante como idolátrico e despótico. 4
  5. 5. A injustiça no períodomonárquico• Os profetas percebem a inadequação existente entre o javismo que se diz praticar em Israel e as ações sociais reais anti-javistas que de fato predominam. Denunciam o mau funcionamento das instituições do Estado monárquico e pregam uma Prof. David Rubens / 2013 recuperação dos valores do javismo para salvar o país. 5
  6. 6. Pós-exílio• No pós-exílio, os profetas acabam por pactuar com a nova ordem construída em torno do Templo e por isso caminham para a falência e o descrédito. Além de o poder sacerdotal se solidificar no Templo, a Lei escrita (Torá) passa a ser interpretada por Prof. David Rubens / 2013 especialistas, tornando o discurso profético desnecessário e perigoso. No seu lugar desenvolve- se o discurso apocalíptico, quase uma espécie de profecia escrita. 6
  7. 7. Dois reinos• Israel: Exílio na Síria• Judá: Exílio na Babilônia Prof. David Rubens / 2013Exílio: dominado ou tomado por outros povos, sãdestruídos ou se tornam servos ou escravos deoutro reino. 7
  8. 8. Amós• Um dos mais clássicos exemplos de atuação profética é o do camponês Amós que, progressivamente, se inquieta com a situação reinante e parte para o protesto. As chamadas "visões simbólicas" de seu livro apresentam esta maturação vocacional do pastor de Técua. Prof. David Rubens / 2013 8
  9. 9. Amós• A época em que atuou Amós é a da aparente prosperidade criada pelo governo de Jeroboão II em Israel. O Estado alargou suas fronteiras geográficas, políticas e comerciais e aprofundou a divisão campo/cidade, típica do regime tributário. Prof. David Rubens / 2013 O javismo foi sendo abandonado, outros deuses e outros valores foram sendo incorporados e desenvolvidos, legitimando a exploração dos camponeses. 9
  10. 10. Amós• Pastor, vaqueiro e cultivador de sicômoros, homem rude e simples, Amós era de Técua, cidade de Judá, mas por alguma razão acabou indo pregar em Betel no reino do norte e, talvez, em Samaria, a capital, até ser expulso do santuário por contrariar Prof. David Rubens / 2013 os interesses reais. Deve ter atuado por volta de 760 a.C. 102 10
  11. 11. Amós• Dirigindo-se aos seus ouvintes do norte, Amós acusa-os de espoliar o pequeno camponês, que está perdendo sua herança e sua liberdade. Olhando ao redor de Israel, Amós vê uma série de crimes e desmandos cometidos por reinos e Prof. David Rubens / 2013 cidades vizinhas. Mas vê em Israel um processo mais acelerado de despotismo e o denuncia com todas as letras. 11
  12. 12. Amós• O seu livro passou por repetidos processos redacionais, feitos por seus discípulos e por teólogos deuteronomistas posteriores à sua época. A redação definitiva do livro tomou forma só após o exílio babilônico. Prof. David Rubens / 2013• O núcleo do livro de Amós é composto por uma série de palavras e ameaças contra Israel. O profeta denuncia o luxo dos ricos, sua costumeira prática da injustiça contra os pobres, o falso culto prestado a Iahweh e a falsa segurança religiosa que seus ouvintes imaginam possuir. Conclama os israelitas à prática do bem para que possam salvar um resto do país que caminha rapidamente para a ruína. 12
  13. 13. Oseias• O profeta Oseias, quase contemporâneo de Amós, parte de uma aparente experiência pessoal - um casamento desastrado - para denunciar a ruptura da fidelidade israelita à aliança javista e a procura dos ídolos que se generaliza no Israel de sua época. Prof. David Rubens / 2013 13
  14. 14. Oseias• Vivendo numa época de grande instabilidade política, Oseias assiste durante sua vida a sucessivos golpes de Estado e à crescente e desastrosa interferência assíria na região, que acaba por destruir Samaria em 722 a.C. Prof. David Rubens / 2013 14
  15. 15. Oseias• Observando os acontecimentos de sua época, Oseias aponta a falta de apego à ética javista como problema central e definitivo em Israel. Os responsáveis pela desagregação social, membros da elite dominante, são devidamente denunciados Prof. David Rubens / 2013 por Oseias. 15
  16. 16. Oseias• Natural do norte, Oseias parece que atuou em Samaria de 755 a 725 a.C. Apesar da crítica social e da veemente condenação da idolatria, Oseias vislumbra uma possibilidade de saída da crise, pois crê na misericórdia de Iahweh que não abandonará Prof. David Rubens / 2013 o seu povo. Neste ponto, Oseias pecou pelo otimismo exagerado, porque o reino do norte conheceu seu fim definitivo poucos anos após o término de sua pregação. 16
  17. 17. Oseias• Oseias apela, no final de seu livro, de várias maneiras e com imagens poéticas de grande sensibilidade, à volta ao javismo, para que Efraim possa se salvar. Prof. David Rubens / 2013 17
  18. 18. Isaías• Isaías de Jerusalém é contemporâneo de Oseias e de Miqueias. Sua pregação obteve tamanha fama que seu livro foi sendo aumentado pelo acréscimo de oráculos de outros profetas do exílio e do pós- exílio, transformando-o na mais clássica das obras proféticas. Entretanto, apenas cerca de 20 Prof. David Rubens / 2013 capítulos, de um total de 66, pertencem ao profeta Isaías, que atuou entre 740 e 701 a.C. Nos primeiros anos de sua atuação, Isaías denuncia o afastamento do javismo que leva Judá à idolatria, à soberba e ao despotismo dos grandes que avançam sobre a herança dos pobres. Comparando o seu país a uma vinha que não produziu uvas boas, em clássico e charmoso poema, Isaías percebe o risco 18 que corre o seu povo se não se converter a Iahweh.
  19. 19. Isaías• Isaías foi um observador privilegiado dos conflitos gerados na região pela intervenção assíria. Durante o governo de Acaz, quando se desencadeia a guerra siro-efraimita, Isaías faz constantes apelos ao jovem rei para que confie mais em Iahweh e 103 Prof. David Rubens / 2013• menos nas perigosas alianças com a potência hegemônica da região. Isaías vê uma saída no futuro rei, o menino Ezequias, que poderá reconduzir Judá aos caminhos da solidariedade javista. 19
  20. 20. Isaías• Quando assume o governo, Ezequias, de fato, promove uma reforma bastante interessante. Mas comete o erro de se levantar contra o poderio assírio de Senaquerib, que arrasa o país em 701 a.C. e, por pouco, não toma Jerusalém. Engajado Prof. David Rubens / 2013 em todo este processo, nesta época Isaías denuncia a falsa confiança de Jerusalém nas alianças com o Egito e na esperada derrota assíria. Isaías percebe que Judá fracassará, como de fato fracassou, transformando-se num joguete de grandes potências e escusos interesses. 20
  21. 21. Isaías• Muitos oráculos do livro, mesmo dentro dos 39 primeiros capítulos, pertencem a uma releitura pós-exílica de Isaías. Vários capítulos desta releitura apresentam forte coloração apocalíptica, devendo ser datados aí pelos anos Prof. David Rubens / 2013 400 a.C. 21
  22. 22. Isaías• Talvez Isaías tenha conhecido a pregação de Amós, tal sua semelhança com o pastor de Técua no que toca à questão social. Mas Isaías crê no futuro de Jerusalém, pois Iahweh garantiu a Davi um poder eterno. Iahweh está comprometido com a Prof. David Rubens / 2013 cidade e salvará o seu povo, conduzindo-o a um reino de paz onde, um dia, não haverá mais opressão. 22
  23. 23. Isaías• Na mesma época em que Isaías pregava em Jerusalém surgiu ali outro importante profeta, originário de Morasti-Gat, situada na região limítrofe com os filisteus. O seu livro, de sete capítulos, parece ser um debate constante com Prof. David Rubens / 2013 falsos profetas que discordam de suas severas palavras de julgamento para Judá. 23
  24. 24. Miqueias• Miqueias, na sua franca linguagem camponesa, denuncia duramente as autoridades de Jerusalém como responsáveis pela crise imensa porque passa o país, já que não existe a mínima preocupação de exercer a justiça e respeitar o Prof. David Rubens / 2013 direito do pobre que é, na sua expressão, colocado na panela e cozinhado pelos poderosos de turno. Daí a discussão com seus adversários que, a serviço do poder, desmentem o profeta morastita e procuram constantemente reafirmar que não há razão para preocupação, pois tudo corre bem. Miqueias faz verdadeira cruzada contra esta "teologia da opres-são". 24
  25. 25. Miqueias• Resumindo o pensamento profético de sua época, Miqueias ataca o falso discurso Javista celebrado no culto faustoso e exige a prática do direito e da solidariedade Javista como o único caminho que poderá salvar o seu povo e o seu país. Prof. David Rubens / 2013 25
  26. 26. CRONOLOGIA DO SÉCULO VIII A.C.• 797-782 : Joás, rei de Israel• 796-767 : Amasias, rei de Judá• 753-745 : enfraquecimento da Assíria• 782/1-753 : Jeroboão II, rei de Israel• ca. 760 : o profeta Amós Prof. David Rubens / 2013• 767-739 : Ozias, rei de Judá• 755-725 : o profeta Oseias• 753 (6 meses) : Zacarias, rei de Israel• 753/2 (1 mês) : Salum, rei de Israel• 753/2-742 : Menahem, rei de Israel• 745-727 : Tiglat-Pileser III, rei da Assíria• 742/1-740 : Pecahia, rei de Israel 26• 740/39-731 : Pecah, rei de Israel
  27. 27. CRONOLOGIA DO SÉCULO VIII A.C.• 740-701 : o profeta Isaías• 739--734 : Joatão, rei de Judá• 734/3-716 : Acaz, rei de Judá• 734-733 : guerra siro-efraimita• 727-701 : o profeta Miqueias Prof. David Rubens / 2013• 731-722 : Oseias, rei de Israel• 726-722 : Salmanasar V, rei da Assíria• 722 : tomada de Samaria pelos assírios• 721-705 : Sargão II, rei da Assíria• 716/15-699/98 : Ezequias, rei de Judá• 716/15 : reforma de Ezequias• 711 : Sargão II toma Azoto• 705-681 : Senaquerib, rei da Assíria 27• 701 : invasão de Judá por Senaquerib
  28. 28. BIBLIOGRAFIAMONLOUBOU, Louis. Os profetas do AntigoTestamento. São Paulo: Paulinas, 1986.SILVA, Airton José da. A voz necessária: Encontro comos profetas do século VIII a.C. São Paulo:Paulus, 2011. Prof. David Rubens / 2013WILSON, Robert R. Profecia e Sociedade no AntigoIsrael. São Paulo: Targumim; Paulus, 2006. 28
  29. 29. SETEVALEH Prof. David Rubens / 2013 • Prof. David Rubens • profdavidfilosofia@hotmail.com• http://biblicoteologico.blogspot.com.br/ 29

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