Judas
Prof. David Rubens
IBAD-Pindamonhangaba/SP-2014
Conteúdo
Depois do título, o autor apresenta os motivos
de seu texto: o aparecimento de falsos mestres
que negam Deus e Cr...
Como Caim, Balaão e Coré, eles provocam a
destruição da vida da comunidade, mas, assim
como profetizou Henoc, eles próprio...
Os leitores precisam ser lembrados da pregação
dos apóstolos, que predisseram o aparecimento
desses zombadores, escarneced...
O Objetivo e Caráter Literário
A epístola combate os falsos mestres
gnósticos-libertinos. Eles penetram na
comunidade, cri...
Na realidade, são “mundanos” (19) e sonhadores
(8), isto é, visionários. Desviaram-se da graça de
Deus e negam o único Che...
Esses pneumáticos fanáticos unem a seu
orgulho um modo de viver que provoca
escândalo. Transformam a graça de Deus em
lice...
São representantes de uma tendência gnóstica
que sustenta e afirma que uma existência
verdadeiramente pneumática de maneir...
Um gnosticismo libertino de tipo semelhante é
combatido em Ap 2.6-14-20, nas epístolas
pastorais e, em parte, também em 1C...
É significativo que aos pontos de vistas dos
gnósticos realmente não sejam dadas
respostas em seus pormenores. Ao contrári...
Este modo polêmico usado contra hereges
opõe-se ao combate de falsos mestres em
qualquer lugar do NT, mas está de acordo c...
A forma da Epístola de Judas nada mais faz
senão dar a impressão de uma epístola: é
dirigida “aos que foram chamados, amad...
A referência ao aparecimento de gnósticos na
comunidade (2;12) não sugere que a carta
tenha sido endereçada a comunidades
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Autor e Época da Redação
O autor chama a si mesmo de Judas, servo de
Jesus Cristo, irmão de Tiago (1). Entre vários
portad...
Judas é citado ente os irmãos de Jesus: em Mc
6.3 ele é mencionado em terceiro lugar; em Mt
13.55 ocupa o quarto lugar. A ...
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aparecer como tendo sido escrita por esse
irmão de Jesus. A suposição de que o aut...
Escritos Apocalípticos
O autor era provavelmente um cristão judeu,
porque conhece escritos apocalípticos
judaicos, tais co...
Ele não somente manifesta o conceito de uma
“fé confiada uma vez por todas aos santos” (3),
mas ainda, contra os ensinamen...
Sobre a autoria:
 Schneider. Todos esses pontos ligados a
uma fase posterior do cristianismo primitivo, e
a língua grega ...
 Schelkle. A suposição de que Jd provém da
autoria de um irmão do Senhor é improvável, e
a epístola deve ser considerada ...
Epístola Canônica
 Tertuliano e Clemente de Alexandria
consideram a Epístola de Judas canônica. Por
outro lado, Orígenes ...
 Esta dúvida se apóia no fato de Judas ter
usado os apócrifos.
 Na lista canônica da Igreja, a partir do século
IV, Jd m...
Época
A dependência de Jd em relação a Tg leva-nos
a pensar o período em fins do século I.
Outras sugestões: entre 70 e 80...
Recapitulação
Alguns escritos mais recentes do NT se
engajam progressivamente na discussão com
as falsas doutrinas (heresi...
As consequencias são, de um lado, o arbítrio
moral e, do outro, quando se trata de
demonstrar que a salvação já está consu...
Em um primeiro tempo a Igreja procura a
discussão objetiva com elas; em seguida se
distancia cada vez, mais dos hereges e,...
Bibliografia
ZIENER, Georg. A Garantia da Ortodoxia. Forma e Exigências do
Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2004. pp...
Gnosis (conhecimento), os gnósticos tornaram-se
uma seita que defendia a posse de conhecimentos
secretos que, segundo eles...
Gnosis (conhecimento), os gnósticos tornaram-se
uma seita que defendia a posse de conhecimentos
secretos que, segundo eles...
Leituras
História das religiões
Perspectiva histórico-comparativa
Adone Agnolin
Sinopse
História das Religiões é uma sínte...
Leituras
Entorno religioso do cristianismo primitivo
I - Religião civil e religião doméstica, cultos
de (O). 2 volumes.
Au...
Leituras
Dicionário das Religiões
Eliade Mircea
Wmf Martins Fontes
Sinopse
Além de extensos artigos diferentes religiões
d...
David Rubens de Souza
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Epístola de judas. prof. david rubens

  1. 1. Judas Prof. David Rubens IBAD-Pindamonhangaba/SP-2014
  2. 2. Conteúdo Depois do título, o autor apresenta os motivos de seu texto: o aparecimento de falsos mestres que negam Deus e Cristo. Diante de tal ultraje, convém lutar em defesa da fé tradicional (v.3). O mesmo castigo que atingiu Israel no deserto ameaça-os também; o mesmo castigo que tiveram Sodoma e Gomorra (5-7). O perfil dos falsos mestres (8-16) revela libertinagem. Prof.DavidRubens-2014
  3. 3. Como Caim, Balaão e Coré, eles provocam a destruição da vida da comunidade, mas, assim como profetizou Henoc, eles próprios atrairão sobre si um julgamento terrível. Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  4. 4. Os leitores precisam ser lembrados da pregação dos apóstolos, que predisseram o aparecimento desses zombadores, escarnecedores, antes do fim dos tempos (17-19). Os leitores devem manter-se firmes na fé, na oração, no amor, e na esperança da salvação final (v.20), e, ao invés daqueles que se desviaram ou que hesitaram, devem combinar o horror ao pecado com misericórdia impregnada de amor (v. 22). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  5. 5. O Objetivo e Caráter Literário A epístola combate os falsos mestres gnósticos-libertinos. Eles penetram na comunidade, criaram divisões (19) e perturbaram os ágapes (12). Falam de maneira arrogante (16); alegam ser pneumáticos, mas esta designação deve ser-lhe negada. Prof.DavidRubens-2014
  6. 6. Na realidade, são “mundanos” (19) e sonhadores (8), isto é, visionários. Desviaram-se da graça de Deus e negam o único Chefe e Senhor, Jesus Cristo (4). Colocam-se acima dos poderes supraterrestres, as autoridades celestes investidas por Deus (8). Desprezo de Deus, de Cristo e dos bons poderes celestialmente angélicos constitui seu ato religioso de revolta, exatamente como Coré, que se rebelou contra a ordem divina (11). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  7. 7. Esses pneumáticos fanáticos unem a seu orgulho um modo de viver que provoca escândalo. Transformam a graça de Deus em licenciosidade (4), pervertem sua própria carne seguindo seus desejos sensuais, como se fossem animais irracionais (7,10,18), como ondas do mar revolto engolem sua própria vergonha (13). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  8. 8. São representantes de uma tendência gnóstica que sustenta e afirma que uma existência verdadeiramente pneumática de maneira alguma é afetada pelo que a carne faz. “Tal característica não se aplica a nenhum sistema gnóstico particular do século II” (Kümmel). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  9. 9. Um gnosticismo libertino de tipo semelhante é combatido em Ap 2.6-14-20, nas epístolas pastorais e, em parte, também em 1Co. Não é possível, porém, estabelecer linhas de conexão entre as manifestações relatadas, ponto por ponto, já que, nessa época de sincretismo, semelhantes fenômenos poderiam emergir em qualquer tempo e em qualquer lugar. Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  10. 10. É significativo que aos pontos de vistas dos gnósticos realmente não sejam dadas respostas em seus pormenores. Ao contrário, os falsos mestres são repreendidos e ameaçados com o julgamento de Deus (5-7. 12-15), ao passo que os destinatários são aconselhados a se manterem firmes na “fé uma vez por todas confiada aos santos” (3;20). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  11. 11. Este modo polêmico usado contra hereges opõe-se ao combate de falsos mestres em qualquer lugar do NT, mas está de acordo com o fato de que a epístola não contém nenhuma mensagem real e verdadeiro de Cristo, e, com seu conceito “primitivamente católico” de fé, ela se conserva numa tensão insolúvel diante da compreensão de fé que têm as principais testemunhas do NT. Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  12. 12. A forma da Epístola de Judas nada mais faz senão dar a impressão de uma epístola: é dirigida “aos que foram chamados, amados por Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (1), e termina com uma conclusão litúrgica (24). Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  13. 13. A referência ao aparecimento de gnósticos na comunidade (2;12) não sugere que a carta tenha sido endereçada a comunidades individuais específicas. Não se percebe claramente se os cristãos a quem Judas se dirige eram judeus ou gentios, embora a corrupção que constitui o alvo da crítica seja mais plausível entre cristãos gentios. Conteúdo Prof.DavidRubens-2014
  14. 14. Autor e Época da Redação O autor chama a si mesmo de Judas, servo de Jesus Cristo, irmão de Tiago (1). Entre vários portadores do nome Judas conhecidos no NT, não há dúvidas a respeito de quem seja ele, pois está claramente designado como “o irmão de Tiago”. Este Tiago só poderia ser o Tiago Maior, bastante conhecido, irmão do Senhor (Tg 1.1; Gl 1.19; 2.9; 1Co 15.7). Prof.DavidRubens-2014
  15. 15. Judas é citado ente os irmãos de Jesus: em Mc 6.3 ele é mencionado em terceiro lugar; em Mt 13.55 ocupa o quarto lugar. A respeito deste Judas, porém, não sabemos nada mais além disso. Autor e Época da Redação Prof.DavidRubens-2014
  16. 16. No fim do reinado de Domiciano (95 d.C.), dois descendentes de Judas, irmão do Senhor, foram indicados como suspeitos de pertencer à linhagem de Davi, e, por isso, examinados pessoalmente pelo imperador. Logo depois, foram mandados embora como inofensivos. Dizem, que mais tarde, eles se tornaram chefes da Igreja. Mas tudo que se pode deduzir é que o nome desse irmão de Jesus ainda era conhecido no fim do séc. I. Autor e Época da Redação Prof.DavidRubens-2014
  17. 17. Evidentemente, a Epístola de Judas quer aparecer como tendo sido escrita por esse irmão de Jesus. A suposição de que o autor fosse um Judas desconhecido que tivesse um irmão chamado Tiago é extremamente improvável, por causa da semelhança linguistica entre Judas 1 e Tiago 1.1. Existe uma tradição que inclui Judas na antiga lista dos bispos de Jerusalém. Autor e Época da Redação Prof.DavidRubens-2014
  18. 18. Escritos Apocalípticos O autor era provavelmente um cristão judeu, porque conhece escritos apocalípticos judaicos, tais como a Ascensão de Moisés (9), Apocalipse de Henoc (14), e as lendas judaicas (9;11). Mas o autor “fala dos apóstolos como se fosse um discípulo de época bem posterior” (17). Prof.DavidRubens-2014
  19. 19. Ele não somente manifesta o conceito de uma “fé confiada uma vez por todas aos santos” (3), mas ainda, contra os ensinamentos dos falsos mestres do fim dos tempos, acrescenta, de maneira semelhante, predições judaicas e predições do cristianismo primitivo (14;17). Escritos Apocalípticos Prof.DavidRubens-2014
  20. 20. Sobre a autoria:  Schneider. Todos esses pontos ligados a uma fase posterior do cristianismo primitivo, e a língua grega culta bem como as citações de uma tradução do Apocalipse de Henoc, não se aplicam adequadamente a um galileu. Escritos Apocalípticos Prof.DavidRubens-2014
  21. 21.  Schelkle. A suposição de que Jd provém da autoria de um irmão do Senhor é improvável, e a epístola deve ser considerada um escrito pseudônimo. Escritos Apocalípticos Prof.DavidRubens-2014
  22. 22. Epístola Canônica  Tertuliano e Clemente de Alexandria consideram a Epístola de Judas canônica. Por outro lado, Orígenes não enfatiza o valor da epístola.  Eusébio e Jerônimo incluem Judas entre os textos “contestados”. Prof.DavidRubens-2014
  23. 23.  Esta dúvida se apóia no fato de Judas ter usado os apócrifos.  Na lista canônica da Igreja, a partir do século IV, Jd mantém-se firme sem sofrer nenhum desafio ou ameaça.  Lutero considerou Jd independente de 2Pd e pós-apostólico, deixando de incluí-la entre os “verdadeiros e certamente principais livros do NT”. Epístola Canônica Prof.DavidRubens-2014
  24. 24. Época A dependência de Jd em relação a Tg leva-nos a pensar o período em fins do século I. Outras sugestões: entre 70 e 80 d.C. Prof.DavidRubens-2014
  25. 25. Recapitulação Alguns escritos mais recentes do NT se engajam progressivamente na discussão com as falsas doutrinas (heresias). Nenhum deles, porém, expõe as heresias de modo detalhado; apenas referem traços que são comuns a todas elas: a pretensão orgulhosa de ter um conhecimento (gnose) especial, superior à fé dos cristãos; a convicção de já estar, agora, no estado de perfeição (final). Prof.DavidRubens-2014
  26. 26. As consequencias são, de um lado, o arbítrio moral e, do outro, quando se trata de demonstrar que a salvação já está consumada, uma ascese rigorosa, que adota prescrições legais judaicas. Com isso as heresias mostram claramente o seu caráter gnóstico-judaico. Recapitulação Prof.DavidRubens-2014
  27. 27. Em um primeiro tempo a Igreja procura a discussão objetiva com elas; em seguida se distancia cada vez, mais dos hereges e, finalmente, quando se mostram irrecuperáveis, expulsa-os da comunidade. Na controvérsia com a heresia a norma da verdadeira fé é a tradição apostólica, conservada através do ministério eclesiástico ligado aos apóstolos mediante a sucessão. Recapitulação Prof.DavidRubens-2014
  28. 28. Bibliografia ZIENER, Georg. A Garantia da Ortodoxia. Forma e Exigências do Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2004. pp. 371-387. Prof.DavidRubens-2014
  29. 29. Gnosis (conhecimento), os gnósticos tornaram-se uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos que, segundo eles, tornava-os superiores aos cristãos comuns que não tinham o mesmo privilégio. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao cristianismo, que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia. Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do cristianismo, o gnoticismo tornou-se uma forte influência na igreja. Os Gnósticos Prof.DavidRubens-2014
  30. 30. Gnosis (conhecimento), os gnósticos tornaram-se uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos que, segundo eles, tornava-os superiores aos cristãos comuns que não tinham o mesmo privilégio. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao cristianismo, que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia. Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do cristianismo, o gnoticismo tornou-se uma forte influência na igreja. Os Gnósticos Prof.DavidRubens-2014
  31. 31. Leituras História das religiões Perspectiva histórico-comparativa Adone Agnolin Sinopse História das Religiões é uma síntese abrangente e inédita para o público brasileiro da perspectiva histórico-religiosa realizada pela Escola Italiana de História das Religiões. Na primeira parte, são oferecidos os fundamentos básicos dessa disciplina e metodologia de estudos extremamente profícua e urgente, não somente para o estudante do curso de História, mas geralmente para o de Ciências Sociais: tendo em vista a urgência do restabelecimento de um diálogo entre várias disciplinas e vertentes. Prof.DavidRubens-2014
  32. 32. Leituras Entorno religioso do cristianismo primitivo I - Religião civil e religião doméstica, cultos de (O). 2 volumes. Autor(a): Hans-Josef KLAUCK Esta obra traz elementos que ajudam a responder a questão relativa à contribuição que o entorno do Novo Testamento pode dar para a compreensão dos escritos neotestamentários e para o esclarecimento da gênese do cristianismo primitivo. Hans-Josef KLAUCK É professor de Novo Testamento e de Literatura Cristã Primitiva no Divinity School da Universidade de Chicago. Em 2008, recebeu o titulo de Doutor Homoris Causa da Universidade de Zurique. Por Edições Loyola, publicou Evangelhos apócrifos (2007). Prof.DavidRubens-2014
  33. 33. Leituras Dicionário das Religiões Eliade Mircea Wmf Martins Fontes Sinopse Além de extensos artigos diferentes religiões do mundo, este dicionário propõe também uma série de informações sobre os fundadores de religiões, os profetas, os livros sagrados e diversas correntes espirituais que marcaram a história religiosa da humanidade. Uma obra de referência. Prof.DavidRubens-2014
  34. 34. David Rubens de Souza Formação em Teologia, Filosofia, História. Pós graduando em Filosofia na Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Professor de Teologia Bíblica e História do Cristianismo no IBAD, professor de Filosofia e Sociologia da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo.

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