9.2. conceitos necessários à contabilidade nacional

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9.2. conceitos necessários à contabilidade nacional

  1. 1. 9.Contabilidade Nacional 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Prof. Maria José Rocha Economia A – 11ºAno 2013/2014
  2. 2. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Produto Interno Bruto É a desagregação do valor de mercado dos bens e serviços finais criados num território durante um determinado período de tempo. O PIB procura medir: - A despesa total de uma economia na produção de bens e serviço; - O rendimento total de todas as pessoas de uma economia.
  3. 3. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Setores Institucionais Na unidade precedente, tal como na primeira unidade de 10ºano, estudámos, entre outros assuntos, a classificação dos agentes económicos. Utilizámos, seja, para esse fim, organizámo-los consoante a um critério funcional, principal função por ou eles desempenhada. No âmbito da Contabilidade Nacional, contudo, utiliza-se um outro critério ou óptica, o chamado critério institucional. Nas Contas Nacionais Portuguesas considera-se como Unidade Institucional toda a unidade económica que goza de autonomia de decisão no exercício da sua função principal.
  4. 4. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Setores Institucionais Por esta óptica ou critério, os agentes económicos, são, então, agrupados em Setores Institucionais, sendo que cada Setor Institucional é constituído pelo conjunto de unidades institucionais que apresentam comportamentos económicos semelhantes. Nas Contas Nacionais Portuguesas são seis os Setores Institucionais considerados: - Sociedades Não financeiras e Sociedades Financeiras - Administração Pública - Famílias e Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias - Resto do Mundo
  5. 5. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Sociedades Não Financeiras Fazem parte deste sector todas as unidades institucionais cuja função económica passa pela produção de bens e serviços não financeiros que simultaneamente, pertencem a mais do que um proprietário, ou seja, excluem-se deste sector as empresas em nome individual. Características Recursos Sociedades produtoras de bens e Recursos serviços não financeiros vendas provenientes das
  6. 6. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Sociedades Financeiras Este sector abrange o conjunto das sociedades cuja função principal consista em fornecer serviços de intermediação financeira e/ou e exercer actividades financeiras auxiliares. Fazem parte deste sector todas as Instituições Financeiras monetárias e não monetárias assim como sociedades de seguros, fundos de pensões. Características Recursos Sociedades produtoras de bens e Recursos serviços financeiros pagamento provenientes dos financeiros prestados. do serviços
  7. 7. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Administração Pública Fazem parte deste sector todos os organismos da Administração Pública Central (ministérios, direcções-gerais, etc.), Regional (contas das regiões autónomas dos Açores e da Madeira) e Local (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia), assim como os organismos ligados à Segurança Social. Características Recursos Entidades produtoras de bens e Recursos serviços não comercializáveis e pagamentos que, além disso, efectuam redistribuição do rendimento a efectuados económicos. provenientes dos obrigatórios pelos agentes
  8. 8. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias Este sector compreende um conjunto de unidades institucionais com características bastante diversas, desde sindicatos, partidos políticos, clubes desportivos, até instituições particulares de solidariedade social. A função económica principal destas unidades passa pela prestação de serviços aos seus associados de forma gratuita ou a preços economicamente pouco significativos. Características Unidades que Recursos prestam serviços Recursos provenientes das contribuições gratuitos ou a preços simbólicos às voluntários dos associados, do Estado ou famílias, associados normalmente aos seus de rendimentos dos proprietários.
  9. 9. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Famílias Integram este sector todos os indivíduos ou grupos de indivíduos residentes, quer enquanto consumidores quer enquanto produtores de bens e serviços, desde que sejam empresários em nome individual ou profissionais liberais. Características Todos enquanto os agentes Recursos económicos Salários, consumidores, Rendas, os distribuídos, Juros assim e como Lucros, as empresários em nome individual e transferências dos outros sectores e os profissionais liberais integram este resultados das vendas. sector
  10. 10. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional - Resto do Mundo Não é, como já tivemos oportunidade de referir, um verdadeiro sector institucional, devido à grande heterogeneidade de funções e, consequentemente, de recursos. Tem a particularidade de englobar todas as unidades económicas não residentes no território nacional e que, de alguma forma, realizam operações económicas com não residentes.
  11. 11. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Território económico Para podermos quantificar a actividade económica realizada num país importa, antes de mais, definir alguns conceitos: Comecemos então, pelo conceito de território económico. Por território económico de um país entende-se: - O espaço terrestre delimitado pelas fronteiras, englobando também o subsolo; - O espaço aéreo nacional, assim como as suas águas territoriais; - As embaixadas e eventuais bases militares no estrangeiro; - Os navios e aeronaves propriedade de unidades económicas residentes
  12. 12. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Unidade Residente Outro conceito importante é o de unidade residente. Num território, consideram-se residentes habituais todas as pessoas e instituições que vivem ou estão localizadas normalmente nesse território, aí tendo o seu principal centro de interesses. Ramos de Actividade As actividades económicas desenvolvidas em qualquer país, assim como as relações estabelecidas entre os diferentes agentes económicos, são, como já constatamos, inúmeras e complexas; daí que a Contabilidade Nacional tenha necessidade de simplificar essa mesma realidade, sob pena de não ser possível a sua quantificação.
  13. 13. 9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional Ramos de actividade Uma das formas de simplificação utilizadas pela Contabilidade Nacional passa pelo agrupamento das actividades produtivas em ramos de actividade, conforme as características dos bens e serviços produzidos. Cada ramo de actividade é constituído por unidades de produção homogéneas, ou seja, unidades que produzem bens e serviços similares, utilizando características semelhantes. processos produtivos com
  14. 14. Nota que: Uma empresa pode pertencer a dois ramos de actividade diferentes, se produzir bens ou serviços diferentes, por exemplo, uma empresa com agrícola, características que desenvolve simultaneamente uma actividade de turismo rural. Questões: 1- Nas Contas Principais Portuguesas, os agentes económicos estão agrupados em Sectores Institucionais. 1.1. Defina Unidade Institucional e Sector Institucional. 1.2. Identifique os Sectores Institucionais considerados pelas Contas Nacionais Portuguesas. 1.3. O Resto do Mundo não é um verdadeiro Sector Institucional. Justifique esta afirmação.
  15. 15. Questões: (Resolução) 1.1. Uma unidade institucional define-se como um centro elementar de decisão económica, constituindo um agente económico com capacidade para realizar actividades económicas e operações com outros agentes, deter um conjunto de activos e subscrever passivos. 1.2. Sociedades financeiras e não financeiras, famílias, instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias, resto do mundo e administrações públicas. 1.3. O Resto do Mundo não apresenta propriamente um sector – apesar de, para efeitos de contabilização assim ser considerado -, constituindo um grupo de unidades institucionais que não é caracterizado por objectivos e tipos de comportamento similares; agrupa as unidades institucionais não residentes, na medida em que estas efectuem operações com unidades institucionais residentes.

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