SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 35
Baixar para ler offline
CRIAÇÃO DE UMA BASE DE DADOS PARA GESTÃO DE UMA
BIBLIOTECA
Gerir tabelas do sistema (XML)
Existem inúmeros ficheiros e de vários tipos associados à estrutura corrente.
Estes, apesar de já estarem preenchidos com dados standard podem necessitar de
correções ou atualizações. Os ficheiros XML estão normalmente associados ao
preenchimento de tabelas de dados predefinidos (utilizadas na recolha de dados (por
exemplo, códigos de língua, país, etc)
A edição das tabelas é feita através de um editor criado para o efeito.
Algumas Das Iniciativas De Software Livre Para Bibliotecas
Apresentamos a seguir algumas das iniciavas de desenvolvimento de
software livre para bibliotecas que já estão em uso no mercado. Sem querer
esgotar a lista, os sistemas abaixo são relacionados como exemplos, além do
ABCD, que é o objetivo principal deste trabalho, sendo dois de origem nacional
e quatro de origem estrangeira.
Gnuteca – É um sistema de automação de bibliotecas desenvolvido pela
SOLIS – Cooperativa de Soluções Livres, com apoio da UNIVATES – Centro
Universitário de Lajeado – RS. (Fonte: http://www.gnuteca.org.br).
BIBLIVRE – Fruto de um projeto chamado “Biblioteca Livre” concebido e
proposto ao MinC – Ministério da Cultura pela SABIN – Sociedade de Amigos
da Biblioteca Nacional e PEE/COPPE/UFRJ, desenvolvido valendo-se da Lei
Rouanet (Lei 8.313/91), contando com o patrocínio da IBM, na primeira fase
(Versão 1.0), e do Grupo Itautec, na segunda fase do projeto (versão 2.0).
(Fonte: http://www.biblivre.ufrj.br/).
KOHA – É considerado o primeiro Sistema Integrado de Bibliotecas de
código aberto Criado em 1999 por Katipo Communications para a Horowhenua
Library Trust na Nova Zelândia, (Fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Koha_(software).
Greenstone – É um software para criar e distribuir coleções de uma
Biblioteca Digital. Foi produzido pelo Projeto da Biblioteca Digital da Nova
Zelândia, na Universidade de Waikato, (Fonte: http://www.greenstone.org/)
Catalis - Software livre utilizando a tecnologia CDS/ISIS. Criado pelo
Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República
Argentina (CONICET).
(Fonte: http://inmabb.criba.edu.ar/catalis/catalis.php?p=licencia)
Open Marcopolo – Mantido pela Universidad Nacional de Entre Ríos,
na qual abriu o seu código fonte a partir de uma junta de bibliotecários, que
acabou batizando o projeto de "Open Marcopolo". Seu sistema de banco de
dados é CDS/ISIS. (Fonte: http://marcopolo.uner.edu.ar/index.htm).
ABCD – Sistema Integrado de Automação de Bibliotecas e Centros
de Documentação
Suas origens e conceção
Como já foi dito inicialmente, o CDS/ISIS foi criado pela UNESCO para
auxiliar na informatização de bibliotecas com poucos recursos financeiros ou de
países em desenvolvimento. Como solução barata, o MicroISIS passou a ser
adotado em diversos países como sistema de entrada e recuperação de dados
Bibliográficos. A evolução do ISIS foi bastante promissora até a chegada da
Internet. Com a consolidação da cyber-cultura, programas como o MicroISIS ou
Winisis começaram a instigar uma cobrança sobre a sua evolução para
a Web.
Ferramentas como o Google, acabaram por criar uma nova cultura na
sociedade no que diz respeito à forma de pesquisa. As bibliotecas
necessitavam colocar seus catálogos on-line, porém aquelas que utilizavam
WinISIS, por exemplo, não tinham meios de fazê-lo.
Em 1996 a BIREME ensaia seus primeiros passos para a evolução do
CDS/ISIS para a Internet, é criado o WXIS ou wwwISIS. Um componente
desenvolvido com a linguagem C que atua entre o CGI (Common Gateway
Interface) e o servidor web, juntamente com o CISIS que é um composto de
scripts que executam as operações básicas como: a recuperação de uma faixa
de registros, pesquisa, listagem de chaves do dicionário, bloqueio de registros,
inclusão e atualização de dados, exclusão de registros e funções de controle:
status, geração de dicionário e desbloqueio.
Com a criação do WXIS começaram a surgir vários programas CDS/ISIS
para web, porém, não passavam de módulos simples de catalogação e
ferramentas complementares para publicação de OPACs (Online Public Access
Catalog).
À medida que a Internet e as linguagens de programação foram
evoluindo, os hábitos do usuário final foram sendo alterados. As bibliotecas
precisavam alcançar seu usuário pela Internet, mas isto não era impossível
com o WinISIS e com a dificuldade de criação de uma ferramenta utilizando os
componentes do wwwISIS não ser uma das tarefas mais simples para os
bibliotecários, estes acabaram adotando softwares comerciais ou gratuitos
mais inferiores.
Mesmo com a criação destas ferramentas ISIS para a web, foram
surgindo alternativas também para a publicação de catálogos em bancos de
dados relacionais como o MySQL. Soluções simples através do uso do XML
gerado no WinISIS foram realizadas, na Bibliotheca Rio-Grandense
(www.bibliotecariograndense.com.br), no Rio Grande do Sul, apesar de não
funcionar em tempo real.
Em maio de 2006 a UNESCO recebeu um grupo de especialistas da
BIREME para ouvir deles uma proposta de um novo software ISIS programado
com as linguagens contemporâneas, de código aberto e que fosse compatível
com as antigas bases de dados dos tempos do microISIS e que mantivesse os
recursos da linguagem de formatação e de definição de bases de dados do
CDS/ISIS. A proposta foi aprovada e a partir disto dava-se início à construção
de um novo sistema integrado para bibliotecas.
Já batizado de ABCD por Abel Packer, diretor da BIREME, o programa
foi apresentado ao mundo durante o evento conhecido como ISIS III, em
setembro de 2008, para que vários usuários do mundo todo pudessem
colaborar com críticas e sugestões sobre o sistema. Neste evento também foi
lançado um documento chamado Declaração do Rio para o Futuro do ISIS, que
visa a abertura do código fonte do CDS/ISIS para que seu desenvolvimento
seja contínuo e descentralizado. Desde esta data o software ABCD vem
passando por diversas transformações e colaborações para sua melhoria.
SUGESTÕES - GUIA DE UTILIZAÇÃO RÁPIDA
Criação de uma biblioteca
• Entrar em Administração e Gestão de Acessos / Gerir Bibliotecas
• Clicar em “Adicionar”.
• No caso de se tratar de uma alteração, clicar em.
a) Separador “Identificação”
• Preencher os campos com a sigla, nome e departamento (caso exista) da biblioteca.
b) Separador “Contactos”
• Preencher os vários campos. O email é um campo de preenchimento obrigatório.
c) Separador “Dados Técnicos”
• Fica automaticamente fixado o utilizador que criou os dados de identificação da
biblioteca, bem como a data em que o fez.
• É possível ativar ou desativar a biblioteca, fazendo com que a catalogação e o
empréstimo possam ficar suspensos. Basta clicar em “Ativa” ou em “Não ativa”.
• Pode ser colocada uma data de fim, a partir da qual a biblioteca fica
automaticamente Não ativa. A data de início é colocada pelo sistema e é coincidente
com a data de criação dos dados de identificação da biblioteca.
d) Separador “Observações”
• Pode ser usado para colocar notas, chamadas de atenção, etc.
e) Separador “Bases de Dados”
• Clicar em “Adicionar”. No caso de se tratar de uma alteração, clicar em
• Selecionar as bases que se pretendem adicionar.
• Colocar posteriormente um visto por baixo de “Empréstimo”, de modo a
permitir que se façam movimentos naquela base.
• Clicar em “Guardar”, no canto superior direito da janela.
CRIAR UMA BASE DE DADOS
• Entrar em Administração e Gestão de Acessos / Gerir bases de dados.
• Clicar em “Adicionar”.
• No caso de se tratar de uma alteração, clicar em
• Para remover a base, clicar em
a) Separador “Identificação”
• Preencher o campo “nome” com a designação da base de dados.
• Em “tipo” e “categoria” pode-se especificar de que base se trata. Ex:
Tipo: Testes; Categoria:
Pessoal.
• O campo “descrição” permite que se descreva a base de dados em
causa, fazendo algumas observações.
b) Separador “Dados Técnicos”
• Fica automaticamente fixado o utilizador que criou os dados de
identificação da biblioteca, bem como a data em que o fez.
• Em “formato”, é possível escolher o formato da base de dados. O mais
habitual é o formato Unimarc, no entanto está disponível também o Marc21,
bem como outros formatos específicos para determinadas áreas (ex: Bibliolex).
• Em “Key Words”,
• Caso pretenda criar a base de dados num Servidor SQL diferente do
principal deve indicar o IP do Servidor, o utilizador de administração do SQL
Server e respectiva palavra-passe.
c) Separador “Bibliotecas”
• Podem-se adicionar ou remover as bibliotecas nas quais a base de
dados irá estar disponível.
• Clicar em “Guardar”, no canto superior direito da janela.
BARRA SUPERIOR DO MÓDULO “ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE
ACESSOS
Menu “Aplicação”
• Opção “Página inicial”: permite que a qualquer momento se possa
voltar à página inicial do Módulo de Empréstimo.
• Opção “Fechar este Módulo”: fecha o Módulo de Administração.
Menu “Bibliotecas”
• Opção “Gestão de Bibliotecas”: é uma alternativa à entrada pela página
inicial do Módulo de Administração / Gerir Bibliotecas
Menu “Bases de Dados”
• Opção “Gestão de Bases de Dados”: é uma alternativa à entrada pela
página inicial do Módulo de Administração / Gerir Bases de Dados
Menu “Utilizadores”
• Opção “Gestão de Utilizadores”: é uma alternativa à entrada pela
página inicial do Módulo de Administração / Gerir Utilizadores.
Base de Dados
Enriquecendo a possibilidade de pesquisa, estão indicadas algumas
bases de acesso público e gratuito. As Bases de Dados apresentam
referências bibliográficas ou resumos ou texto completo de artigos de
periódicos.
Ação Educativa (www.acaoeducativa.org.br)
Apresenta referências bibliográficas na área da Educação
Accessus/CPDOC (www.cpdoc.fgv.br/comum/htm)
Accessus é uma base de dados composto de manuscritos, impressos,
fotos, discos, filmes e fitas, na área de história e ciências sociais. O usuário
poderá fazer suas buscas pelo tipo dos documentos (textual, audiovisual,
livros...), por assunto, título, autor e data de produção. A consulta é gratuita
bastando, apenas, que o usuário se cadastre.
Banco Político das Américas (www.georgetown.edu/pdba)
O banco de dados políticos das Américas é do Centro de Estudos
Latino-Americanos da Georgetown University e o principal objetivo é
desenvolver uma completa fonte de informações políticas em forma de
documentos e estatísticas acessíveis a todo Mundo através da internet.
Base Mercúrio (www.senac.br/sics/mercurio)
Formam um conjunto de bases de dados disponíveis com acessos livres
em várias áreas do conhecimento. É atualizada periodicamente e seu universo
temático compreende as áreas de comércio, serviços, formação profissional,
trabalho, turismo, administração, moda, beleza, hotelaria, saúde, decoração,
varejo, design de interiores e fotografia, entre outras.
BDTD – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (www.ibict.br);
BVS – Biblioteca Virtual em Saúde (www.bireme.br);
CCN - Acesso ao Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas
do IBICT. (www.ibict.br);
COCHRANE (http://cochrane.bireme.br)
O acesso à Biblioteca Cochrane através da Biblioteca Virtual em Saúde
(BVS) está disponível para todos os profissionais de saúde e de informação da
América Latina e Caribe. Inclui a versão original completa, com link ao texto
completo de revisões sistemáticas traduzidas ao espanhol, quando disponíveis.
Todas as bases de dados da Cochrane podem ser pesquisadas através de
uma interface trilingue (português, espanhol e inglês), desenvolvida pela
BIREME
Domínio Público (www.mec.gov.br/dominiopublico)
Acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos,
sons, imagens e vídeos);
Editora Plenum - http://www.plenum.com.br/index.php
Eric Digests Database (www.ericfacility.net/ericdigests/index)
A base de dados ERIC Digests é constituída por relatórios em texto
integral sobre temática de interesse para as ciências da educação.
IPEA (www.ipeadata.gov.br)
Base de dados macroeconômicos. Facilita o acesso às estatísticas
brasileiras e promove a divulgação dos estudos e pesquisas do IPEA. É
disponibilizado como uma prestação pública de serviço pelo IPEA e seu
conteúdo é considerado informação pública que pode ser livremente distribuída
e copiada, resguardando-se a obrigatoriedade de citação da fonte IPEADATA
por parte do usuário.
INTAL (www.iadb.org/intal/portugues/p-default.htm)
O Centro de Documentação INTAL (CDI) possui uma coleção altamente
especializada em Integração e Comércio na América Latina e Caribe.
PERIE (www.eco.unicamp.br / wwwisis/formulario.asp)
Base de dados de documentos sobre Economia. Apresenta referência
bibliográfica de artigos de periódicos nacionais de Economia; Relatórios de
Pesquisa; Vídeos; Publicação Seriada; Folhetos de Economia.
ProLEI (prolei.cibec.inep.gov.br/prolei)
Programa de Legislação Educacional Integrada. Base de dados sobre
legislação federal, na área de políticas educacionais. Apresenta texto completo.
PROSSIGA (www.prossiga.br/basesdedados)
Bases de Dados Brasileiras na Internet é um serviço de informação
criado pelo Prossiga - Programa de Informação e Comunicação para Ciência,
Tecnologia e Inovação, que visa reunir e facilitar o acesso aos arquivos
eletrônicos da produção científica nacional, disponibilizados na Internet.
PROQUEST (www.proquest.com.br) É uma Base de Dados de
periódicos internacionais, indispensável às áreas de Administração, Economia,
Contabilidade e afins, que provê cobertura detalhada sobre assuntos
empresariais, tendências, e uma variedade de outros tópicos. Oferece mais de
1.800 títulos de periódicos indexados, com resumos de 25 a 150 palavras. Os
usuários também têm acesso ao texto completo de mais de 500 revistas.
(acesso gratuito temporário para avaliação);
SciELO (www.scielo.br)
Biblioteca virtual que abrange uma coleção selecionada de periódicos
científicos. Apresenta texto completo de artigos de periódicos nas áreas de
ciências sociais, psicologia, engenharia, saúde, biologia, botânica, veterinária,
etc.
UNESDOC (unesdoc.unesco.org/ulis/index.html)
Base de dados que permite o acesso às publicações da UNESCO em
texto integral
USP – Teses (www.teses.usp.br)
Disponibiliza as teses e dissertações defendidas na USP para consulta
ou download.
CRP - Catálogo da Rede Pergamum
Através deste serviço exclusivo do Pergamum o usuário tem acesso as
informações bibliográficas das instituições que possibilitam o acesso aos seus
acervos por meio de uma única ferramenta de busca.
Informatização de uma biblioteca
“Aderir a este movimento e integrar-se nele significa mais do que
simplesmente reconhecer essa emergência e rapidamente adoptar algumas
soluções”, citando J.A.Furtado2. Esta mudança nas bibliotecas é por um lado
inevitável, como já foi referido, e por outro lado será a responsável pela
transformação do papel tradicional da biblioteca num espaço mais dinâmico,
com competências e serviços mais amplos através da absorção e domínio da
tecnologia. Mas o domínio e introdução de tecnologias não significa apenas
automatização de funções já existentes.
As bibliotecas têm que continuar a cumprir a sua missão como “porta de
acesso local ao conhecimento e centro local de informação”3. A biblioteca deve
continuar a dar acesso aos livros impressos, mas deve também proporcionar
acesso aos novos médias e redes e deve ajudar os utentes no uso desses
meios. As bibliotecas têm de fazer face à multiplicação das fontes de
informação, em particular electrónicas e, principalmente, à Internet,
multiplicação essa que origina uma expansão sem precedentes do “universo
bibliográfico”.
Como é que uma biblioteca consegue isso?
Com software adequado e um sistema informático para gestão de
bibliotecas versátil e de interface amigável, as bibliotecas vêem os seus
serviços, como foi dito, automatizados e melhorados, não esquecendo de
incluir as outras tecnologias necessárias para dar resposta às exigências do
público em matéria de novos recursos de informação em formato digital. Tudo
isto vai permitir-lhes, primeiro, o trabalho técnico facilitado e a gestão
documental mais eficaz. Por outro lado, através da optimização do acesso a
todos os tipos de informação assiste-se a uma maior disseminação dessa
mesma informação, e a pesquisa e consulta de material bibliográfico serão
mais fáceis e rápidas.
Quais os programas que lhe permitem estas facilidades?
Existem no mercado vários produtos, conhecidos como SIGBs (Sistemas
informáticos de Gestão de Bibliotecas) que permitem a gestão integrada
de uma biblioteca , dando resposta a quase todas as suas necessidades.
Dos sistemas existentes seleccionou-se seis cujas características
principais depois de analisadas e resumidas se apresentam de seguida.
PORBASE 5
O sistema Porbase 5, desenvolvido pela Biblioteca Nacional, tem como
objectivo satisfazer os requisitos de gestão bibliográfica de uma biblioteca ou
serviço de documentação, genéricos ou especializados. Oferece um conjunto
alargado de serviços com interface amigável, em ambiente Windows. Pretende
ainda oferecer melhores condições para promover a cooperação entre
bibliotecas, possibilitando quer a integração de sistemas locais entre si através
da Internet, quer a integração destes com sistemas e serviços da BN. É um
sistema modular composto pelos seguintes módulos:
- Catwin – módulo de catalogação com uma configuração segundo o
formato UNIMARC, acompanhada por uma colecção variada de folhas de
recolha. A sua utilização não obriga, no entanto, ao conhecimento da
codificação UNIMARC, sendo adequado para vários graus de utilizadores.
- Usewin – módulo de circulação e empréstimo adequado às políticas de
empréstimo de vários tipos de bibliotecas e centros de documentação.
- Aquwin – módulo de aquisições com gestão Kardex que controla e
automatiza o processo de recepção de encomendas, incluindo a emissão de
reclamações aos fornecedores, devoluções e cancelamentos.
- Pacwin – módulo de pesquisa local, com uma inovadora filosofia de
navegação e integração com o módulo de reservas Usewin. Os resultados
podem ser apresentados em formatos próprios, com grande flexibilidade na
visualização e ordenação dos registos.
- Pacweb – módulo de pesquisa para a Internet, para bibliotecas com
servidor em linha na Internet. Este módulo tenta reproduzir o mais possível o
potencial do Pacwin, com acesso directo a índices e possibilidade de
configuração da apresentação dos resultados. Pode ainda ser integrado com o
sistema de circulação e empréstimo, permitindo à biblioteca oferecer aos seus
leitores esse serviço na Internet.
- CDS/Isis – sistema de gestão de bases de dados bibliográficos para
Microsoft Windows, que suporta todas as funcionalidades de memorização,
pesquisa, impressão e salvaguarda de registos.
DOCBASE
O Docbase é uma aplicação modular incorporando todos os programas
e bases de dados necessários à implementação e desenvolvimento de
projectos de informatização de unidades documentais. É uma aplicação
integrada composta por uma base de dados bibliográfica central e por módulos
de gestão que realizam operações complementares de aquisições, publicações
em série com kardex, empréstimo e linguagens documentais. A gestão de
dados é feita por um conjunto de programas complementares que realizam
funções de edição, criação de catálogos, bibliografias e índices, troca de
registos, seguranças, associações multimédia (imagem, texto, som), conversão
UNIMARC, configurações de sistema, atribuição de passwords, definição
de tarefas por perfil. Os interfaces são amigáveis para o utilizador
apresentando em janelas dinâmicas, os modelos de recolha de dados com
secções específicas de tratamento da informação bibliográfica e multimédia,
visualização e pesquisa, tabela de campos e informação estatística.
Os módulos que o compõem são os seguintes:
- DocBiblio – módulo de gestão de informação bibliográfica, segundo a
descrição ISBD.
- Módulo de gestão de empréstimos - cujas funções são: empréstimo e
devolução por código de barras e manual; renovações; histórico de
empréstimos; avisos de atrasos; cálculo de multas; etc.
- Módulo de gestão de linguagens documentais - este módulo constitui
um poderoso recurso de criação de linguagens documentais, terminologias,
glossários e classificações. Permite a criação de níveis hierárquicos do modelo
de dados, permite o estabelecimento de relações associativas e de substituição
bem como a tradução manual de termos para as línguas da Comunidade
Europeia, com a finalidade de troca de dados e acesso à informação, via
Internet.
- Módulo de gestão de aquisições - que realiza todas as operações
relacionadas com o processo de aquisição desde a proposta, encomenda,
reclamações, recepção, integração dos registos na base de dados bibliográfica
e actualização de saldos orçamentais. Este módulo funciona em interacção
com outros módulos de gestão como o de informação documental e gestão de
publicações em série.
- Módulo de gestão de publicações periódicas - que realiza as funções
de gestão de assinaturas de séries e interage com os módulos de gestão de
informação documental e o de aquisições. Os registos bibliográficos são
criados no módulo de gestão de informação documental segundo as normas
ISBD.
- DocWeb – este módulo foi desenvolvido por forma a disponibilizar a
pesquisa dos conteúdos bibliográficos, internamente através da sua Intranet e
para o exterior disponibilizando o acesso via Internet.
Este programa possui ainda módulos específicos para gestão de
arquivos e museus e de descrição bibliográfica de legislação e jurisprudência.
BIBLIOBASE
O Bibliobase é um dos produtos para gestão de bibliotecas, normalizado
em formato UNIMARC, tal como os outros e como está definido pela
parametrização Porbase da Biblioteca Nacional facilita e garante a cooperação
entre bibliotecas. Funciona também em sistema modular e em ambiente gráfico
amigável Windows. É composto pelos seguintes módulos:
- Módulo de catalogação e pesquisa – para criação de registos
normalizados em formato UNIMARC, facilitando e garantindo a cooperação
entre bibliotecas, tornando a recolha de dados simplificada sem necessidade
de introdução manual de qualquer informação codificada. Possui opções de
importação e exportação de registos em formato ISO 2709, garantindo a troca
transparente entre sistemas.
- Módulo de circulação e empréstimo – permite controlar um tipo de
operações que constituem a rotina vital de uma biblioteca automatizando a
gestão do empréstimo, fornecendo ao mesmo tempo indicadores que poderão
alterar procedimentos ou orientar o responsável pela biblioteca na tomada das
melhores decisões de gestão de rotinas e novas aquisições.
- Módulo de impressão de códigos de barras – permite imprimir a partir
do módulo de circulação e empréstimo ou da Porbase, códigos de barras.
- Módulo de pesquisa local (OPAC) – permite disponibilizar aos
utilizadores uma interface apenas de consulta de fácil utilização e
parametrização, permite a consulta de múltiplas bases de dados administradas
pelo módulo de catalogação e pesquisa.
- Módulo de detecção de registos duplicados – permite detectar registos
duplicados numa base de dados ou durante a importação de registos.
GIB
O Gib é um sistema de Gestão Integrada de Bibliotecas, modular e
integrado para plataformas Windows, que permite manter múltiplas bases de
dados usando UNIMARC. Abrange todas as necessidades de processamento
de informação de uma biblioteca, com os seguintes módulos do sistema:
- Módulo de catalogação – permite a catalogação em formato UNIMARC,
com ficheiros de autoridade, captura automática de registos, catalogação
assistida, formulários parametrizáveis de entrada e/ou alteração de dados.
- Módulo de circulação e empréstimo – possibilidade do utente consultar,
via www, os seus empréstimos, renovações, reservas e filas de espera via
www (através do OPAC), gestão de operadores e níveis de operação
- Módulo OPAC via Web – possibilidade de acesso ao texto integral ou à
videoteca/ audioteca a partir do catálogo, combinação de diferentes pesquisas
usando operadores boleanos.
- Módulo de controlo de periódicos – suporta as funcionalidades de
Kardex, reclamações automáticas via correio electrónico ou listagem.
HORIZON
O sistema de gestão de informação Horizon fornece uma variedade de
excelentes ferramentas, em interfaces amigáveis, por módulos para satisfazer
as necessidades de qualquer biblioteca. Módulos tais como:
- Catalogação – que fornece ferramentas que permitem uma gestão
simples da base de dados bibliográfica do sistema. Este módulo inclui o
protocolo Z39.50 e um editor em formato MARC para os registos e uma
funcionalidade que lhe indica os artigos mais populares da base de dados.
- Circulação – que simplifica as funções de empréstimo, saídas e
devoluções, importação e exportação de dados do utente, notificações e
controlo dos inventários.
- Controlo das publicações em série – este módulo permite a gestão das
publicações em série e permite ao utente através do Portal de
informação do Horizon pesquisar o que pretende ou que o item lhe seja
encaminhado.
- Aquisições – este módulo permite encomendar novos artigos em linha
e
acelerar a sua circulação. Inclui também uma função para geração de
estatísticas de utilização e selecção por via electrónica.
Além destes módulos, o Horizon oferece uma série de acessórios e
módulos
adicionais para melhorar as funcionalidades específicas do sistema de
acordo
com as necessidades de uma biblioteca tais como:
- Recuperação de dividas – identifica automaticamente os utentes em
atraso e informa.
- Gestão dos médias – simplifica o processo de planificação das salas de
reunião, do material multimédia e outros recursos ou eventos específicos
da biblioteca.
- Módulo de reservas – permite ao utente reservar um artigo. Ou
controlar
o empréstimo de artigos reservados.
- Empréstimo inter-bibliotecas – como cada biblioteca não possui todos
os
recursos pedidos pelos utentes, a solução é o empréstimo
interbibliotecas.
ALEPH
É um sistema amigável integrado para gestão de bibliotecas e centros
de
documentação. Os módulos integrados incluem: catalogação,
aquisições,
circulação, publicações em série, empréstimo entre bibliotecas, OPAC,
etc.
- Catalogação – a chave deste sistema é a catalogação com controlo de
autoridades extensivo, disponível em formato MARC e que permite
acelerar o processo de catalogação, pois, qualquer alteração introduzida
nos registos é automaticamente actualizada no catálogo.
- Web e GUIPAC – interface para pesquisa web que permite ao utilizador
aceder à informação através de log in ou com acesso directo a pontos
definidos pela biblioteca. Os utentes podem usar vários filtros na
obtenção dos resultados: por importância, por datas, língua, etc. Podem
também combinar tipos de pesquisa. O próprio utente, através deste
módulo, pode ter acesso aos seus dados e verificar multas,
empréstimos, reservas, etc.
- Aquisições – este módulo permite a gestão de aquisições e recepção
de
encomendas, gestão de fornecedores e ainda a gestão orçamental.
- Circulação e empréstimo – baseia-se na política de empréstimo flexível
que inclui dados do utilizador, dos artigos e calendário que permite
10
estabelecer data de entrega e prazo. Permite ainda o cálculo de multas
e aviso das mesmas, assim como gerar estatísticas e relatórios.
- Publicações em série – em formato convencionado, este módulo
realiza
todas as funções de gestão de assinaturas de séries, assim como a sua
actualização no catálogo.
- Empréstimo inter-bibliotecas – este módulo de empréstimo
interbibliotecas
e gestão de entrega de documentos oferece a
funcionalidade de um sistema automatizado e integrado que fornece
tanto aos utentes como aos bibliotecários acesso a uma grande
variedade de artigos que não se encontram no sistema local. Este
módulo automatiza, estandardiza e facilita todas as funções do
empréstimo entre bibliotecas.
BIBLIOTECA ESCOLAR E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO
Atualmente o uso e a transferência de informação vêm sofrendo uma
série de mudanças nas últimas décadas, devido à era do conhecimento. A
gestão da informação vem reforçando esse período e dando o devido suporte
para administrar, organizar e compartilhar a informação e o conhecimento.
Considerando a afirmação de Davenport (2004, p. 14)
A gestão da informação trata essencialmente de como coletar,
armazenar, consultar, distribuir e explorar a informação no interior das
organizações e nas redes de fornecedores, clientes e outros parceiros que,
cada vez mais, tomam parte da economia moderna.
Nessa perspectiva, a maior vantagem competitiva na nova economia é o
investimento em pessoas, e para que isto ocorra é necessário que estas
saibam reconhecer uma informação relevante, e a usem de maneira eficaz. Por
isso, a preocupação com a coleta, armazenamento e disponibilização da
informação.
O uso estratégico da informação é a alavanca para estimular e gerar
conhecimento dentro de uma organização. Sem informação não há
possibilidade de se estabelecer alternativas na tomada de decisão, não há
como gerar conhecimento.
Se a informação é um bem tão precioso para qualquer tomada de
decisão e para a sobrevivência de uma empresa, por que se investe tão pouco
em educação básica?
Por que fala-se tanto em gestão da informação e do conhecimento e
pouco se investe em escolas e em bibliotecas? Já que o berço do exercício de
se trabalhar com a informação é a biblioteca escolar, por que não investir mais
nas mesmas?
A escola prepara o educando para o convívio em sociedade. Para que
esta possa relacionar-se satisfatoriamente com as questões do seu cotidiano,
Antunes (2001), defende que a escola deve propor atividades que levem o
aluno a desenvolver certas habilidades, dentre as quais a de ser capaz de
debater, deduzir, analisar, interpretar, provar, concluir, conceituar, demonstrar,
refletir, criticar, sintetizar, reproduzir, solucionar problemas, pesquisar. Ao
serem estimulados a trabalhar tais habilidades, os educandos precisarão tomar
distância do aprendizado centrado na oralidade do professor e do uso quase
que exclusivo do livro didático adotado para as disciplinas, e aproximarem-se
cada vez mais da biblioteca da escola. Isto promoverá uma mudança no ato de
ensinar e de aprender, fazendo com que se estabeleça um trabalho mais
cooperativo e participativo entre bibliotecário e professor, resultando numa
maior aproximação do aluno com a biblioteca escolar e ao acesso às
informações ali disponibilizadas.
Campello (2003, p. 11), enfatiza a importância de se estreitar este
relacionamento:
Trabalhando em conjunto, professores e bibliotecários planejarão
situações de aprendizagem que desafiem e motivem os alunos, acompanhando
seus progressos, orientando-os e guiando-os no desenvolvimento de
competências informacionais cada vez mais sofisticadas.
Percebe-se que, dessa maneira, a biblioteca estará realmente
assegurando sua finalidade, mostrando possibilidades valiosas no
desenvolvimento de suas atividades, aproximando professor e bibliotecário na
execução das mesmas, e estimulando no aluno a busca e leitura da
informação.
Sabe-se que, na ânsia de incentivar à leitura, o papel do bibliotecário e
dos professores não são satisfatórios, pois esquecem que a leitura tem a sua
efetiva importância quando o aluno consegue ser pró-ativo, criando,
reproduzindo, socializando no ambiente em que vive e exteriorizando sua
experiência de vida com a informação recebida. Carvalho (2003, p. 22) nos
convida a repensar o papel da biblioteca, no que diz respeito a promoção do
incentivo à leitura:
...deve ser pensada como um espaço de criação e de compartilhamento
de experiências, um espaço de produção cultural em que crianças e jovens
sejam criadoras e não apenas consumidoras de cultura.
É extremamente importante que a biblioteca ofereça ambiente
agradável, tenha uma boa coleção e garanta recursos para a recuperação da
informação. É necessário que promova a dinamização do espaço investindo na
satisfação informacional do usuário para fins de estudo e de lazer: professores
e bibliotecários deverão contribuir como mediadores na formação e no
desenvolvimento do aluno leitor, crítico e criativo.
Ribeiro (apud HILLESHEIM; FACHIN, 1999, p. 69, grifo nosso), defende
que a biblioteca escolar deve possibilitar:
...acesso à leitura e as informações para dar respostas e suscitar
perguntas aos educandos, configurando uma instituição cuja tarefa centra-se
na formação não só do educando como também de apoio informacional ao
pessoal docente.
Observa-se desta forma, que a biblioteca escolar vem sendo vista como
um espaço de “crescimento” para professores e alunos, colocando-os em
situação de igualdade no que se refere à necessária condição de
aprendizagem. Talvez haja necessidade de se oferecer um ambiente de
biblioteca menos rígido. O trabalho centrado na técnica biblioteconômica tem
dado à biblioteca a conotação de espaço frio e rígido, deixando o bibliotecário
longe do usuário, ajudando a promover um certo distanciamento entre o
usuário e a informação existente na biblioteca. Se no usuário adulto esta
sensação de abandono, cultivada desde a infância, o mantém distante da
biblioteca, torna-se urgente repensar esta questão e apresentar novas práticas
para que nossas crianças e adolescentes se acostumem com serviços
diferenciados e transformem-se em adultos capazes de gerir informações e
conhecimento.
Antunes (2001) e os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, (1997)
apontam a escola como responsável em desenvolver habilidades para que os
alunos possam relacionar-se satisfatoriamente com as questões impostas pela
sociedade. E isto será possível quando a biblioteca escolar for discutida e
entendida, por educadores, bibliotecários que estão em cargos de decisão, nas
esferas federal, estadual e municipal, e pelos demais segmentos que integram
a sociedade.
Perucchi (1999, p. 80-81), entende ser finalidade da biblioteca escolar:
...contribuir ativamente com a educação colocando à disposição dos
professores, alunos e demais interessados, o material necessário para o
enriquecimento do programa escolar, habilitando-os a utilizar os livros e
desenvolver a capacidade de pesquisar, além de sustentar os programas de
ensino.
No entanto, entende-se ser necessária a participação dos demais
elementos que compõem a instituição educacional, onde a biblioteca esteja
inserida, para que esta possa cumprir tal finalidade. Para tanto, primeiramente
é necessário que a biblioteca seja discutida por todos os segmentos que
compõem a escola. São esses segmentos que determinam a forma de ser e de
existir da biblioteca escolar. Portanto, é necessário abordar os objetivos da
biblioteca escolar e destacar o compromisso que cada segmento na
contribuição e formação do cidadão.
Hillesheim e Fachin (1999, p. 68-69) enfatizam os objetivos da biblioteca
escolar: ampliar conhecimento; oferecer ambiente que favoreça a formação e o
desenvolvimento do hábito de leitura e de pesquisa; oferecer ao professor
subsídios para a implementação de seu trabalho; estimular nos alunos o hábito
de freqüência a outras bibliotecas na busca de informações e/ou lazer,
cooperar com o currículo escolar, no atendimento às necessidades da
comunidade escolar, proporcionar aos usuários materiais diversos e serviços
bibliotecários adequados ao aperfeiçoamento e desenvolvimento individual;
orientar e estimular os alunos em todos os aspectos da leitura; participar dos
programas e atividades da escola; propor atividades culturais estimulando o
uso na busca de lazer e de pesquisa, integrando-a a comunidade escolar;
orientar o uso do livro, visando à pesquisa e à educação individual. Mas, para
alcançar tais objetivos a biblioteca deve ser tema de discussão na escola,
devendo ficar explícito o compromisso que cada categoria, que integra a
comunidade escolar, deve ter para com este espaço.
Abaixo apresenta-se as categorias que interagem no ambiente escolar e
o compromisso, acredita-se, devam assumir com a biblioteca escolar para que
haja a garantia de condições que favoreçam a gestão da informação e do
conhecimento.
A) O Bibliotecário deve:
1. Cativar toda a comunidade escolar;
2. Elevar a qualidade do acervo;
3. Conscientizar o aluno de que o espaço é de uso coletivo e que as
regras devem ser observadas e respeitadas;
4. Criar atividades de garantem a participação de toda a comunidade
escolar;
5. Atender com presteza o usuário;
6. Garantir ao usuário o livre acesso às estantes, estimulando o
exercício na busca do material;
7. Organizar a biblioteca de forma que facilite o acesso, procurando
respeitar o perfil do usuário.
B) O Corpo docente deve:
1. Freqüentar a biblioteca;
2. Conhecer o acervo, principalmente de sua área e indicá-lo aos
alunos;
3. Sugerir a aquisição de material bibliográfico e não bibliográfico;
4. Usar o acervo como recurso pedagógico;
5. Incentivar o aluno a freqüentar a biblioteca;
6. Comunicar ao bibliotecário sempre que solicitar trabalhos aos alunos;
7. Observar e obedecer às normas da biblioteca.
C) O Corpo discente deve:
1. Freqüentar a biblioteca;
2. Zelar pelo acervo e demais materiais existentes na biblioteca;
3. Respeitar as normas da biblioteca;
4. Ter comportamento condizente com o espaço de leitura e de
pesquisa.
D) O Corpo diretivo deve:
1. Investir na qualidade do acervo;
2. Equipar a biblioteca visando sua dinamização e qualificação dos
serviços;
3. Incluir o bibliotecário nas reuniões da escola, principalmente as
relacionadas à biblioteca;
4. Apoiar a participação do bibliotecário em curso de capacitação.
E) O Auxiliar de biblioteca deve:
1. Orientar o usuário sobre as normas da biblioteca;
2. Ordenar os livros nas estantes;
3. Registrar o material bibliográfico e não bibliográfico;
4. Restaurar livros e revistas;
5. Operar sistemas de devolução e de empréstimo;
4. Informar sobre os serviços da biblioteca;
7. Auxiliar no inventário de bens patrimoniais e do acervo da biblioteca;
8. Organizar murais;
9. Auxiliar o bibliotecário nas atividades de extensão.
F) Os Pais devem:
1. Freqüentar a biblioteca;
2. Conhecer as normas da biblioteca;
3. Prestigiar as atividades culturais da biblioteca.
G) Os Funcionários devem:
1. Utilizar a biblioteca para aprender;
2. Manter o ambiente limpo;
3. Zelar pelo espaço.
O USO ESTRATÉGICO DA INFORMAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR
Partindo do pressuposto de que a informação é um recurso estratégico
para atingir a vantagem competitiva, é possível imaginar o importante papel da
biblioteca escolar nesse contexto. Mas é necessário repensar a estrutura de
distribuição da informação para o fortalecimento da formação de alunos críticos
e criadores de conhecimento.
No âmbito escolar, a biblioteca está passando por uma grande
transformação no que diz respeito à prestação de serviços. Assim, conforme
essas mudanças, a biblioteca escolar está apostando na gestão de informação
e do conhecimento como sendo a principal estratégia na formação e satisfação
do usuário, utilizando como suporte a tecnologia no processo de coleta,
tratamento e disseminação da informação. É necessário levantar alguns
aspectos importantes para colocar em prática a gestão de informação em uma
biblioteca escolar.
Segundo Davenport (2004, p. 18) o profissional bibliotecário tem nas
mãos as cartas para tomar responsabilidade na execução de sistemas de
informação:
...esses profissionais, com suas competências nas áreas de
classificação, pesquisa e recuperação de dados, assim como sua compreensão
das necessidades de informação, representam um grande potencial para uma
empresa que se lança na gestão da informação.
Para tanto é necessário que haja conscientização, por parte do
bibliotecário escolar, do seu potencial como encarregado no processo e
monitoramento da informação, e por parte das categorias, corpo diretivo e
discente, citadas acima, o quanto é vital investir na biblioteca da escola.
A seguir apresenta-se a concepção do processo estratégico da
informação no processo ensino-aprendizagem.
Figura 1: Representação do processo estratégico da informação no
processo ensino-aprendizagem.
Pode-se observar nesta representação que a transformação do dado,
para informação e desta para conhecimento deve-se a interconectividade da
comunicação entre bibliotecário, professores e alunos, baseado nos planos de
aula, conteúdos e projetos curriculares de cada disciplina. Portanto, é um
processo sistêmico que a biblioteca propõe para amparar e dar suporte
informacional devidamente estruturado para atender as necessidades
escolares, prestando serviços eficientes e eficazes.
4 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA
BIBLIOTECA ESCOLAR
Considerando como princípio básico à preocupação com o recebimento,
tratamento e distribuição da informação, a biblioteca deve sinalizar algumas
alternativas que possam assegurar a eficiência do processo e preparo da
disponibilização da informação. Assim, para possibilitar o desenvolvimento da
gestão da informação e do conhecimento, é necessário criar redes de
informação confiáveis e relevantes de distribuição. A intranet é uma boa opção
para tal processo e sabe-se que vários softwares de biblioteca já possuem no
seu pacote esse recurso. Seguindo esse foco, o bibliotecário selecionará,
processará e colocará na rede todo o material informacional para poder
gerenciar e compartilhar o conhecimento que estará sendo discutido no
ambiente escolar.
Para fazer a diferença, bibliotecários e professores poderão contribuir na
gestão da informação e do conhecimento utilizando-se do recurso pedagógico
para motivar e gerar conhecimento, o que contribuirá para a melhoria do
processo ensino/aprendizagem.
Nos quadros abaixo são relacionadas as atividades de pesquisa escolar
e oficina de literatura, as quais poderão ser aplicadas na biblioteca com o
auxílio do professor, e a orientação do bibliotecário, e a estimativa do resultado
que o aluno alcançará no desenvolvimento das atividades.
Pesquisa Escolar
DADO
RECURSOS
ESTRATÉGICOS
VANTAGEM
COMPETITIVA
O aluno não sabe fazer
pesquisa, ele faz cópia
de material bibliográfico
e eletrônico.
Discutir o assunto com
os professores; Oferecer
serviço de orientação à
pesquisa.
Conscientizar os alunos
da importância da
pesquisa;
Colaborar para o
desenvolvimento da
criticidade.
Pesquisa Escolar
DADO
RECURSOS
ESTRATÉGICOS
VANTAGEM
COMPETITIVA
O aluno apresenta
deficiência na escrita.;
O aluno apresenta
deficiência na
interpretação de textos;
O aluno apresenta
dificuldade em fazer
resumo.
Selecionar livros de
acordo com a faixa
etária e interesse do
aluno;
Fazer uma dinâmica de
grupo para discutir o
tema;
Elaborar atividade de
acordo com o tema.
Motivar o aluno à leitura;
Estimular no aluno o
desenvolvimento do
senso crítico;
Interpretar textos;
Elaborar análise;
Formar opinião.
Quadro 2: Oficina de Literatura
É fundamental a interação entre aluno, professor e bibliotecário para que
haja transferência de conhecimento em cada uma das atividades apresentadas
acima. Portanto, para obter bons resultados a estratégia de aprendizagem
deverá ser sistemática e contínua, considerando como processo o
monitoramento para poder avaliar cada etapa e substituí-la, quando
necessário.
CONCLUSÃO
Observa-se que a gestão da informação e do conhecimento está
liderando a nova economia baseada na inteligência competitiva. Portanto é
necessário que cada organização esteja pronta para poder competir e enfrentar
os desafios que estão cada vez mais presentes nos nossos dias. A biblioteca
escolar também precisa estar atenta e preparada para tais situações. Para
obter bons resultados e satisfação, é inevitável a estratégia de informação que
será o alicerce para cada procedimento de suas funções e fins.
Nesta visão, somente um bibliotecário qualificado poderá assumir a
responsabilidade de processar, armazenar e distribuir a informação de forma a
gerar e criar conhecimento dentro de uma instituição de ensino.
O aparelhamento da biblioteca escolar é fundamental para o processo
da gestão da informação e do conhecimento no ambiente escolar. A gestão da
informação no contexto escolar poderá ser a grande aliada na melhoria do
ensino se conciliada com o planejamento de educadores e de bibliotecários.
Capacitar e habilitar o aluno no processo ensino/aprendizagem é contribuir
para que a empresa que um dia irá recebê-lo como trabalhador, seja
competitiva.
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, Elysio Mira Soares de. CDS-ISIS Estado da arte. Disponível
em <http://www.elysio.com.br/site/artigo2.htm> Acesso em 02/04/2009.
HERNÁNDEZ, Adolfo. MicroISIS : Diecinueve años de historia. Madrid,
2001.Disponívelem: <http://www.cindoc.csic.es/isis/historia.htm> Acesso em
02/04/2009.
SOFTWARE livre. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. [S.l.]: Wikimedia
Foundation, 2006. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>.
Acesso em: 13 abril 2008.
ORTEGA, Cristina Dotta. Introdução ao MicroISIS. 2. ed. Brasília:
Briquet deLemos/ Livros, 2002. v. 1. 126 p.
SMET, Egbert de. The ISIS3 Conference : New challenges for a new
future of ISIS. Disponível em: <http://www.eventos.bvsalud.org/agendas/isis3
/public/documents/01_ISIS_challenges_ppt-163211.pdf>Acesso em
02/04/2009.
SMET, Egbert de. ABCD: a new FOSS library automation solution
based on ISIS. Disponível em: <http://www.eventos.bvsalud.org/
agendas/isis3/public/documents/04-ABCD_Intro_ppt-164234.pdf> Acesso em
02/04/2009.
ROCHA, Marcus Vinícios; COSTA, Mateus Conrad B. da; Busca por
Frases em Bancos de Dados Textuais. Disponível em:
http://homepages.dcc.ufmg.br/nivio/cursos/pa02/seminarios/seminario3/seminar
io3.html.
Como criar uma base de dados no Excel?
Se precisa de criar uma base de dados e se tem à mão o Excel, saiba como guardar os
seus dados, sem ter de conhecer a complexidade do Access.
As ferramentas de base de dados do Excel não só são fáceis de usar como são capazes de dar
grandes resultados. Com o Excel poderá criar uma simples tabela de dados, inserir os dados
através de um interface na forma de formulário e de seguida pesquisar os dados guardados
para encontrar a informação que procura. Como os seus dados estão numa folha de cálculo,
poderá ainda usar os comandos de ordenamento do Excel.
No projecto deste mês, aprenderá a usar as ferramentas de base de dados do Excel, para criar
uma simples base de dados por forma a guardar os detalhes da sua colecção de CDs. Com ela,
poderá inserir a informação dos CDs que tem, localizá-los por título ou artista e ter mesmo
uma lista ordenada dos seus CDs. Ou seja, estas são precisamente algumas das opções que
teria, se utilizasse um programa de base de dados. Depois de criar uma simples base de dados,
já terá os conhecimentos suficientes para gerir outras no Excel.
Esta base de dados de exemplo foi criada usando o Excel 2000, mas também funcionaria com o
Excel 97.
Tabela de dados básica
1
Comece por trabalhar num novo ficheiro. Escreva os cabeçalhos a partir dos quais irá guardar
as informações. Para este exemplo de base de dados, escrevemos os seguintes títulos:
A1 CD Collection
A3 CD Number
B3 Title
C3 Artist
D3 Genre
E3 Date purchased
F3 Costs.
2
Como queremos numerar os CDs automaticamente, escreva o número 1 na célula A4 e A4+1
na A5.
Com isto o Excel irá poder numerar automaticamente os seus dados.
3
Escreva os detalhes de dois CDs da sua colecção para que possa ter alguns dados com que
trabalhar. Se não tem os seus CDs à mão, copie as ocorrências que usámos.
4
Formate as células dos cabeçalhos de A1 até F3. Para centrar os títulos seleccione as células
A1:F1 e escolha Formatar, Células e Alinhamento. Active o Unir células e, da lista da opção Na
horizontal, escolha Centro. Ajuste a largura da coluna e formate os câmbios e dados, para que
os seus dados sejam mais rapidamente interpretados.
5
Para formatar as linhas de dados, de modo a manter uma formatação diferente às linhas
adjacentes, aplique um formato condicional. Para o fazer, seleccione A4:F5 e escolha
Formatar, Formatação Condicional.
Da lista seguinte, escolha A fórmula e escreva o seguinte:
=Mod(row(),2)=0
Seleccione o botão Formatar e crie um formato para a primeira linha de dados.
6
Clique em Adicionar e repita o passo anterior, para usar a formula seguinte:
=Mod(row(),2)=1
Deste modo terá um formato diferente que poderá ser aplicado nas linhas ímpares.
Clique em Ok quando acabar.
Opções avançadas
1
Para encontrar os CDs de acordo com mais de que um critério - por exemplo, todos os CDs que
custem menos de dois mil escudos e pertencem ao género Techno - terá de inserir os
elementos na área correspondente e seleccionar Localizar Seguinte ou Localizar Anterior. No
entanto, não se esqueça, para obter resultados, ambos os elementos têm de estar presentes,
ou seja, as músicas têm de ser Techno e custar menos de dois mil escudos.
2
Por outras palavras, as buscas podem ter a forma de AND, mas nunca OR. Para fazer isto, terá
de criar um filtro manualmente. Comece por fechar o formulário e copiar a linha dos títulos
para a linha 3, a começar na céla H3, e outra a copiar para baixo desta, a começar na célula H7.
3
Seleccione as células entre H3 e M6 e escolha Inserir, Nome, definir. Agora dê um critério.
Repita o processo, seleccionando as células H7 a M7 e escolhendo Inserir, Nome, Definir e
coloque o nome de Exact.
4
Agora escreva os elementos de busca nas células compreendidas entre h3:M6(repare que o
filtro está preparado para responder somente a duas entradas diferentes).
5
Para executar o filtro, escolha Dados, Filtro, Filtro avançado e seleccione a opção Copiar para
localização, para logo após clicar em OK. Os resultados serão copiados para a área Extract que
criou anteriormente.
6
Poderá gravar uma macro para executar este filtro, para eleminar a possibilidade de esquecer
de seleccionar Copiar para outra localização (provocando depois bastando confusão nos seus
dados). Para fazer isto, escolha Ferramentas, Macro, Gravar nova Macro. Escreva o nome da
Macro RunAdvanceFilter e na lista Guardar macro em :, escolha Neste livro e clique em Ok.
7
Enquanto a macro estiver a ser gravada, execute o filtro seleccinando Dados, Filtro, Filtro
avançado e escolhendo Copiar para outra localização e Ok. Agora clique em Parar gravação na
barra de ferramentas Parar gravação ou escolha Ferramentas, Macro, Parar gravação.
8
Vá à barrade ferramentas Formulários e adicione um botão ao seu documento para executar a
macro RunAdvancedFulter. Depois dê-lhe um nome.
9
Teste o novo botão alterando o critério na àrea de Critério. procure por títulos que tenham
determinada palavra (por exemplo, «whoa»), ou que custem menos de dois mil escudos. Insira
*whoa* na primeira linha por baixo do campo title e <2000 na segunda linha por baixo do
campo Cost. Execute agora o filtro usando o novo botão.
10
Os dados ficarão em risco se os ordenar tal como estão neste momento. Tudo porque, cada
célula na coluna A contem uma fórmula que faz referência a uma célula exterior à linha actual.
Para manter a precisão enquanto ordena, guarde o ficheiro e copie o seu conteúdo da Folha 1
para uma nova Folha. Para fazer isto, escolha Editar, mover e Copiar Folha. Clique no botão
Criar uma copia e clique em Ok.
11
Trabalhe agora nesta folha. Seleccione as células da coluna A e escolha Editar, Copiar. Sem
alterar a selecção, escolha Editar, Colar especial, clique em Valores e Ok. as fórmulas
transformam-se em numeros, para assim ordenar correctamente os dados.
12
Clique dentro da área de dados e escolha Dados, Ordenar. A partir deste momento poderá
ordenar qualquer coluna na base de dados, seleccionando o cabeçalho da coluna e escolher o
tipo de ordenação. Por exemplo, para ordenar por artistas e estes estarem ordenados pelo
título, faça Artist, seguido de Title. Clique em Ok para ordenar. Quando acabar, elimine a folha
do ficheiro escolhendo Editar, Eliminar folha. Repare que, se não usar fórmulas nos seus
dados, poderá evitar ospassos 10 e 11.
Agora já sabe como criar uma base de dados no Exel, como inserir os dados, como usar
buscas con AND e ainda criar formulários. Viu ainda como fazer buscas especifícas para usar
OR e como ordenar os seus dados. Ou seja, neste momento já poderá criar as suas próprias
bases de dados para guardar qualquer tipo de informação. Para saber mais sobre filtros
avançados, especialmente como usar buscas AND e pesquisas mais complexas, procure Ajuda
do Exel. Aqui, escreva no Assistente de respostas a expressão filtro avançado.
Fonte: PCGuia
www.pcguia.xl.pt
METODOLOGIA
A investigação realizada se apoiou numa metodologia de pesquisas na qual
se triangularam elementos tanto da metodologia quantitativa como da
metodologia qualitativa, em conjunção com métodos teóricos interpretativos e
matemáticos estatísticos para o processamento da informação.
Entre os métodos teóricos utilizados se encontram a pesquisa pela internet
que serve para tirar conclusões de diferentes fontes bibliográficas e sobre a
criação de base de dados. Da mesma maneira se utilizou a interpretação de
algumas páginas pesquisadas para a formação de uma Biblioteca.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Curso de HTML5 - Aula 01
Curso de HTML5 - Aula 01   Curso de HTML5 - Aula 01
Curso de HTML5 - Aula 01 Léo Dias
 
fontes de informação
fontes de informaçãofontes de informação
fontes de informaçãoIngridy Dias
 
Cap 01 administração de sistemas de informação
Cap 01 administração de sistemas de informaçãoCap 01 administração de sistemas de informação
Cap 01 administração de sistemas de informaçãoLarissa Araújo Batista
 
Questoesde fso
Questoesde fsoQuestoesde fso
Questoesde fsopaulocsm
 
Aula 3: Introdução a sistema de arquivos
Aula 3: Introdução a sistema de arquivosAula 3: Introdução a sistema de arquivos
Aula 3: Introdução a sistema de arquivoscamila_seixas
 
Aula 1: Virtualização
Aula 1: VirtualizaçãoAula 1: Virtualização
Aula 1: Virtualizaçãocamila_seixas
 
Bancos de Dados para Bibliotecários
Bancos de Dados para BibliotecáriosBancos de Dados para Bibliotecários
Bancos de Dados para BibliotecáriosLuciano Ramalho
 
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/Servidor
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/ServidorInstalação, configuração e administração de um SO Cliente/Servidor
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/ServidorEdgar Costa
 
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)Leinylson Fontinele
 
Introdução a programação para a Internet
Introdução a programação para a InternetIntrodução a programação para a Internet
Introdução a programação para a InternetLeonardo Soares
 
Introducao Base Dados I
Introducao  Base  Dados  IIntroducao  Base  Dados  I
Introducao Base Dados Iguest3118b2
 
Comandos do linux
Comandos do linuxComandos do linux
Comandos do linuxPeslPinguim
 
Sistemas de Gestão de Bases de Dados
Sistemas de Gestão de Bases de DadosSistemas de Gestão de Bases de Dados
Sistemas de Gestão de Bases de DadosClara Ferreira
 
SSD - Solid State Drive
SSD - Solid State DriveSSD - Solid State Drive
SSD - Solid State DriveVagner Leal
 
Sistema operativo servidor
Sistema operativo servidorSistema operativo servidor
Sistema operativo servidorSandu Postolachi
 
Arquitetura cliente servidor
Arquitetura cliente servidorArquitetura cliente servidor
Arquitetura cliente servidorMarcia Abrahim
 

Mais procurados (20)

Curso de HTML5 - Aula 01
Curso de HTML5 - Aula 01   Curso de HTML5 - Aula 01
Curso de HTML5 - Aula 01
 
fontes de informação
fontes de informaçãofontes de informação
fontes de informação
 
Cap 01 administração de sistemas de informação
Cap 01 administração de sistemas de informaçãoCap 01 administração de sistemas de informação
Cap 01 administração de sistemas de informação
 
Questoesde fso
Questoesde fsoQuestoesde fso
Questoesde fso
 
Aula 3: Introdução a sistema de arquivos
Aula 3: Introdução a sistema de arquivosAula 3: Introdução a sistema de arquivos
Aula 3: Introdução a sistema de arquivos
 
Aula 1: Virtualização
Aula 1: VirtualizaçãoAula 1: Virtualização
Aula 1: Virtualização
 
Bancos de Dados para Bibliotecários
Bancos de Dados para BibliotecáriosBancos de Dados para Bibliotecários
Bancos de Dados para Bibliotecários
 
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/Servidor
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/ServidorInstalação, configuração e administração de um SO Cliente/Servidor
Instalação, configuração e administração de um SO Cliente/Servidor
 
Aula gerenciamento de arquivos e pastas
Aula   gerenciamento de arquivos e pastasAula   gerenciamento de arquivos e pastas
Aula gerenciamento de arquivos e pastas
 
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)
Banco de Dados I - Aula 05 - Banco de Dados Relacional (Modelo Conceitual)
 
Introdução a programação para a Internet
Introdução a programação para a InternetIntrodução a programação para a Internet
Introdução a programação para a Internet
 
Introducao Base Dados I
Introducao  Base  Dados  IIntroducao  Base  Dados  I
Introducao Base Dados I
 
Aula 4 banco de dados
Aula 4   banco de dados Aula 4   banco de dados
Aula 4 banco de dados
 
Comandos do linux
Comandos do linuxComandos do linux
Comandos do linux
 
Sistemas de Gestão de Bases de Dados
Sistemas de Gestão de Bases de DadosSistemas de Gestão de Bases de Dados
Sistemas de Gestão de Bases de Dados
 
SSD - Solid State Drive
SSD - Solid State DriveSSD - Solid State Drive
SSD - Solid State Drive
 
Sistema operativo servidor
Sistema operativo servidorSistema operativo servidor
Sistema operativo servidor
 
Bibliotecas Digitais
Bibliotecas DigitaisBibliotecas Digitais
Bibliotecas Digitais
 
Computação nas nuvens
Computação nas nuvensComputação nas nuvens
Computação nas nuvens
 
Arquitetura cliente servidor
Arquitetura cliente servidorArquitetura cliente servidor
Arquitetura cliente servidor
 

Semelhante a Gestão Biblioteca ABCD

Aula8.pptx
Aula8.pptxAula8.pptx
Aula8.pptxacsme
 
Tecnologias para bibliotecas
Tecnologias para bibliotecasTecnologias para bibliotecas
Tecnologias para bibliotecasAnderson Santana
 
Ferramentas Web
Ferramentas WebFerramentas Web
Ferramentas WebISCAP
 
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdf
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdfaula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdf
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdfssuser7a84f91
 
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01Sugizo Akino
 
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens Computacionais
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens ComputacionaisNoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens Computacionais
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens ComputacionaisCarlo Pires
 
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREME
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREMEOficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREME
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREMEComunidadRedDes
 
Desenvolvendo Aplicativos com Zend Framework e banco de dados CDS/ISIS
Desenvolvendo Aplicativos com  Zend Framework  e banco de dados CDS/ISISDesenvolvendo Aplicativos com  Zend Framework  e banco de dados CDS/ISIS
Desenvolvendo Aplicativos com Zend Framework e banco de dados CDS/ISISDomingos Teruel
 
hibernate annotation
hibernate annotationhibernate annotation
hibernate annotationeduardo dias
 

Semelhante a Gestão Biblioteca ABCD (20)

Tema3.pptx
Tema3.pptxTema3.pptx
Tema3.pptx
 
Tema3.pptx
Tema3.pptxTema3.pptx
Tema3.pptx
 
Aula8.pptx
Aula8.pptxAula8.pptx
Aula8.pptx
 
Tecnologias para bibliotecas
Tecnologias para bibliotecasTecnologias para bibliotecas
Tecnologias para bibliotecas
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Oficina 5 confoa 2013 - Boas práticas para a construção de repositórios ins...
Oficina 5   confoa 2013 - Boas práticas para a construção de repositórios ins...Oficina 5   confoa 2013 - Boas práticas para a construção de repositórios ins...
Oficina 5 confoa 2013 - Boas práticas para a construção de repositórios ins...
 
Ferramentas Web
Ferramentas WebFerramentas Web
Ferramentas Web
 
Repositorios
RepositoriosRepositorios
Repositorios
 
Repositorios
RepositoriosRepositorios
Repositorios
 
Banco de dados
Banco de dados   Banco de dados
Banco de dados
 
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdf
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdfaula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdf
aula01_Fundamentos de Banco de Dados.pptx.pdf
 
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01
Bancodedadosesgbds 140326151327-phpapp01
 
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens Computacionais
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens ComputacionaisNoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens Computacionais
NoSQL x SQL: Bancos de Dados em Nuvens Computacionais
 
Modelos de Banco de dados e SGBDS
Modelos de Banco de dados e SGBDSModelos de Banco de dados e SGBDS
Modelos de Banco de dados e SGBDS
 
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREME
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREMEOficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREME
Oficina online para compartilhamento de experiências no uso do DSPACE: BIREME
 
Ppt curso access 2010
Ppt curso access 2010Ppt curso access 2010
Ppt curso access 2010
 
Desenvolvendo Aplicativos com Zend Framework e banco de dados CDS/ISIS
Desenvolvendo Aplicativos com  Zend Framework  e banco de dados CDS/ISISDesenvolvendo Aplicativos com  Zend Framework  e banco de dados CDS/ISIS
Desenvolvendo Aplicativos com Zend Framework e banco de dados CDS/ISIS
 
18 plat corisco
18 plat corisco18 plat corisco
18 plat corisco
 
Base de Dados
Base de Dados Base de Dados
Base de Dados
 
hibernate annotation
hibernate annotationhibernate annotation
hibernate annotation
 

Gestão Biblioteca ABCD

  • 1. CRIAÇÃO DE UMA BASE DE DADOS PARA GESTÃO DE UMA BIBLIOTECA Gerir tabelas do sistema (XML) Existem inúmeros ficheiros e de vários tipos associados à estrutura corrente. Estes, apesar de já estarem preenchidos com dados standard podem necessitar de correções ou atualizações. Os ficheiros XML estão normalmente associados ao preenchimento de tabelas de dados predefinidos (utilizadas na recolha de dados (por exemplo, códigos de língua, país, etc) A edição das tabelas é feita através de um editor criado para o efeito.
  • 2. Algumas Das Iniciativas De Software Livre Para Bibliotecas Apresentamos a seguir algumas das iniciavas de desenvolvimento de software livre para bibliotecas que já estão em uso no mercado. Sem querer esgotar a lista, os sistemas abaixo são relacionados como exemplos, além do ABCD, que é o objetivo principal deste trabalho, sendo dois de origem nacional e quatro de origem estrangeira. Gnuteca – É um sistema de automação de bibliotecas desenvolvido pela SOLIS – Cooperativa de Soluções Livres, com apoio da UNIVATES – Centro Universitário de Lajeado – RS. (Fonte: http://www.gnuteca.org.br). BIBLIVRE – Fruto de um projeto chamado “Biblioteca Livre” concebido e proposto ao MinC – Ministério da Cultura pela SABIN – Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional e PEE/COPPE/UFRJ, desenvolvido valendo-se da Lei Rouanet (Lei 8.313/91), contando com o patrocínio da IBM, na primeira fase (Versão 1.0), e do Grupo Itautec, na segunda fase do projeto (versão 2.0). (Fonte: http://www.biblivre.ufrj.br/). KOHA – É considerado o primeiro Sistema Integrado de Bibliotecas de código aberto Criado em 1999 por Katipo Communications para a Horowhenua Library Trust na Nova Zelândia, (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Koha_(software). Greenstone – É um software para criar e distribuir coleções de uma Biblioteca Digital. Foi produzido pelo Projeto da Biblioteca Digital da Nova Zelândia, na Universidade de Waikato, (Fonte: http://www.greenstone.org/) Catalis - Software livre utilizando a tecnologia CDS/ISIS. Criado pelo Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina (CONICET). (Fonte: http://inmabb.criba.edu.ar/catalis/catalis.php?p=licencia)
  • 3. Open Marcopolo – Mantido pela Universidad Nacional de Entre Ríos, na qual abriu o seu código fonte a partir de uma junta de bibliotecários, que acabou batizando o projeto de "Open Marcopolo". Seu sistema de banco de dados é CDS/ISIS. (Fonte: http://marcopolo.uner.edu.ar/index.htm).
  • 4. ABCD – Sistema Integrado de Automação de Bibliotecas e Centros de Documentação Suas origens e conceção Como já foi dito inicialmente, o CDS/ISIS foi criado pela UNESCO para auxiliar na informatização de bibliotecas com poucos recursos financeiros ou de países em desenvolvimento. Como solução barata, o MicroISIS passou a ser adotado em diversos países como sistema de entrada e recuperação de dados Bibliográficos. A evolução do ISIS foi bastante promissora até a chegada da Internet. Com a consolidação da cyber-cultura, programas como o MicroISIS ou Winisis começaram a instigar uma cobrança sobre a sua evolução para a Web. Ferramentas como o Google, acabaram por criar uma nova cultura na sociedade no que diz respeito à forma de pesquisa. As bibliotecas necessitavam colocar seus catálogos on-line, porém aquelas que utilizavam WinISIS, por exemplo, não tinham meios de fazê-lo. Em 1996 a BIREME ensaia seus primeiros passos para a evolução do CDS/ISIS para a Internet, é criado o WXIS ou wwwISIS. Um componente desenvolvido com a linguagem C que atua entre o CGI (Common Gateway Interface) e o servidor web, juntamente com o CISIS que é um composto de scripts que executam as operações básicas como: a recuperação de uma faixa de registros, pesquisa, listagem de chaves do dicionário, bloqueio de registros, inclusão e atualização de dados, exclusão de registros e funções de controle: status, geração de dicionário e desbloqueio. Com a criação do WXIS começaram a surgir vários programas CDS/ISIS para web, porém, não passavam de módulos simples de catalogação e ferramentas complementares para publicação de OPACs (Online Public Access Catalog).
  • 5. À medida que a Internet e as linguagens de programação foram evoluindo, os hábitos do usuário final foram sendo alterados. As bibliotecas precisavam alcançar seu usuário pela Internet, mas isto não era impossível com o WinISIS e com a dificuldade de criação de uma ferramenta utilizando os componentes do wwwISIS não ser uma das tarefas mais simples para os bibliotecários, estes acabaram adotando softwares comerciais ou gratuitos mais inferiores. Mesmo com a criação destas ferramentas ISIS para a web, foram surgindo alternativas também para a publicação de catálogos em bancos de dados relacionais como o MySQL. Soluções simples através do uso do XML gerado no WinISIS foram realizadas, na Bibliotheca Rio-Grandense (www.bibliotecariograndense.com.br), no Rio Grande do Sul, apesar de não funcionar em tempo real. Em maio de 2006 a UNESCO recebeu um grupo de especialistas da BIREME para ouvir deles uma proposta de um novo software ISIS programado com as linguagens contemporâneas, de código aberto e que fosse compatível com as antigas bases de dados dos tempos do microISIS e que mantivesse os recursos da linguagem de formatação e de definição de bases de dados do CDS/ISIS. A proposta foi aprovada e a partir disto dava-se início à construção de um novo sistema integrado para bibliotecas. Já batizado de ABCD por Abel Packer, diretor da BIREME, o programa foi apresentado ao mundo durante o evento conhecido como ISIS III, em setembro de 2008, para que vários usuários do mundo todo pudessem colaborar com críticas e sugestões sobre o sistema. Neste evento também foi lançado um documento chamado Declaração do Rio para o Futuro do ISIS, que visa a abertura do código fonte do CDS/ISIS para que seu desenvolvimento seja contínuo e descentralizado. Desde esta data o software ABCD vem passando por diversas transformações e colaborações para sua melhoria.
  • 6. SUGESTÕES - GUIA DE UTILIZAÇÃO RÁPIDA Criação de uma biblioteca • Entrar em Administração e Gestão de Acessos / Gerir Bibliotecas • Clicar em “Adicionar”. • No caso de se tratar de uma alteração, clicar em. a) Separador “Identificação” • Preencher os campos com a sigla, nome e departamento (caso exista) da biblioteca. b) Separador “Contactos” • Preencher os vários campos. O email é um campo de preenchimento obrigatório. c) Separador “Dados Técnicos” • Fica automaticamente fixado o utilizador que criou os dados de identificação da biblioteca, bem como a data em que o fez. • É possível ativar ou desativar a biblioteca, fazendo com que a catalogação e o empréstimo possam ficar suspensos. Basta clicar em “Ativa” ou em “Não ativa”. • Pode ser colocada uma data de fim, a partir da qual a biblioteca fica automaticamente Não ativa. A data de início é colocada pelo sistema e é coincidente com a data de criação dos dados de identificação da biblioteca. d) Separador “Observações” • Pode ser usado para colocar notas, chamadas de atenção, etc. e) Separador “Bases de Dados” • Clicar em “Adicionar”. No caso de se tratar de uma alteração, clicar em • Selecionar as bases que se pretendem adicionar. • Colocar posteriormente um visto por baixo de “Empréstimo”, de modo a permitir que se façam movimentos naquela base. • Clicar em “Guardar”, no canto superior direito da janela.
  • 7. CRIAR UMA BASE DE DADOS • Entrar em Administração e Gestão de Acessos / Gerir bases de dados. • Clicar em “Adicionar”. • No caso de se tratar de uma alteração, clicar em • Para remover a base, clicar em a) Separador “Identificação” • Preencher o campo “nome” com a designação da base de dados. • Em “tipo” e “categoria” pode-se especificar de que base se trata. Ex: Tipo: Testes; Categoria: Pessoal. • O campo “descrição” permite que se descreva a base de dados em causa, fazendo algumas observações. b) Separador “Dados Técnicos” • Fica automaticamente fixado o utilizador que criou os dados de identificação da biblioteca, bem como a data em que o fez. • Em “formato”, é possível escolher o formato da base de dados. O mais habitual é o formato Unimarc, no entanto está disponível também o Marc21, bem como outros formatos específicos para determinadas áreas (ex: Bibliolex). • Em “Key Words”, • Caso pretenda criar a base de dados num Servidor SQL diferente do principal deve indicar o IP do Servidor, o utilizador de administração do SQL Server e respectiva palavra-passe. c) Separador “Bibliotecas” • Podem-se adicionar ou remover as bibliotecas nas quais a base de dados irá estar disponível. • Clicar em “Guardar”, no canto superior direito da janela.
  • 8. BARRA SUPERIOR DO MÓDULO “ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE ACESSOS Menu “Aplicação” • Opção “Página inicial”: permite que a qualquer momento se possa voltar à página inicial do Módulo de Empréstimo. • Opção “Fechar este Módulo”: fecha o Módulo de Administração. Menu “Bibliotecas” • Opção “Gestão de Bibliotecas”: é uma alternativa à entrada pela página inicial do Módulo de Administração / Gerir Bibliotecas Menu “Bases de Dados” • Opção “Gestão de Bases de Dados”: é uma alternativa à entrada pela página inicial do Módulo de Administração / Gerir Bases de Dados Menu “Utilizadores” • Opção “Gestão de Utilizadores”: é uma alternativa à entrada pela página inicial do Módulo de Administração / Gerir Utilizadores.
  • 9. Base de Dados Enriquecendo a possibilidade de pesquisa, estão indicadas algumas bases de acesso público e gratuito. As Bases de Dados apresentam referências bibliográficas ou resumos ou texto completo de artigos de periódicos. Ação Educativa (www.acaoeducativa.org.br) Apresenta referências bibliográficas na área da Educação Accessus/CPDOC (www.cpdoc.fgv.br/comum/htm) Accessus é uma base de dados composto de manuscritos, impressos, fotos, discos, filmes e fitas, na área de história e ciências sociais. O usuário poderá fazer suas buscas pelo tipo dos documentos (textual, audiovisual, livros...), por assunto, título, autor e data de produção. A consulta é gratuita bastando, apenas, que o usuário se cadastre. Banco Político das Américas (www.georgetown.edu/pdba) O banco de dados políticos das Américas é do Centro de Estudos Latino-Americanos da Georgetown University e o principal objetivo é desenvolver uma completa fonte de informações políticas em forma de documentos e estatísticas acessíveis a todo Mundo através da internet. Base Mercúrio (www.senac.br/sics/mercurio) Formam um conjunto de bases de dados disponíveis com acessos livres em várias áreas do conhecimento. É atualizada periodicamente e seu universo temático compreende as áreas de comércio, serviços, formação profissional, trabalho, turismo, administração, moda, beleza, hotelaria, saúde, decoração, varejo, design de interiores e fotografia, entre outras. BDTD – Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (www.ibict.br); BVS – Biblioteca Virtual em Saúde (www.bireme.br); CCN - Acesso ao Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas do IBICT. (www.ibict.br); COCHRANE (http://cochrane.bireme.br) O acesso à Biblioteca Cochrane através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) está disponível para todos os profissionais de saúde e de informação da América Latina e Caribe. Inclui a versão original completa, com link ao texto completo de revisões sistemáticas traduzidas ao espanhol, quando disponíveis.
  • 10. Todas as bases de dados da Cochrane podem ser pesquisadas através de uma interface trilingue (português, espanhol e inglês), desenvolvida pela BIREME Domínio Público (www.mec.gov.br/dominiopublico) Acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos); Editora Plenum - http://www.plenum.com.br/index.php Eric Digests Database (www.ericfacility.net/ericdigests/index) A base de dados ERIC Digests é constituída por relatórios em texto integral sobre temática de interesse para as ciências da educação. IPEA (www.ipeadata.gov.br) Base de dados macroeconômicos. Facilita o acesso às estatísticas brasileiras e promove a divulgação dos estudos e pesquisas do IPEA. É disponibilizado como uma prestação pública de serviço pelo IPEA e seu conteúdo é considerado informação pública que pode ser livremente distribuída e copiada, resguardando-se a obrigatoriedade de citação da fonte IPEADATA por parte do usuário. INTAL (www.iadb.org/intal/portugues/p-default.htm) O Centro de Documentação INTAL (CDI) possui uma coleção altamente especializada em Integração e Comércio na América Latina e Caribe. PERIE (www.eco.unicamp.br / wwwisis/formulario.asp) Base de dados de documentos sobre Economia. Apresenta referência bibliográfica de artigos de periódicos nacionais de Economia; Relatórios de Pesquisa; Vídeos; Publicação Seriada; Folhetos de Economia. ProLEI (prolei.cibec.inep.gov.br/prolei) Programa de Legislação Educacional Integrada. Base de dados sobre legislação federal, na área de políticas educacionais. Apresenta texto completo. PROSSIGA (www.prossiga.br/basesdedados) Bases de Dados Brasileiras na Internet é um serviço de informação criado pelo Prossiga - Programa de Informação e Comunicação para Ciência, Tecnologia e Inovação, que visa reunir e facilitar o acesso aos arquivos eletrônicos da produção científica nacional, disponibilizados na Internet.
  • 11. PROQUEST (www.proquest.com.br) É uma Base de Dados de periódicos internacionais, indispensável às áreas de Administração, Economia, Contabilidade e afins, que provê cobertura detalhada sobre assuntos empresariais, tendências, e uma variedade de outros tópicos. Oferece mais de 1.800 títulos de periódicos indexados, com resumos de 25 a 150 palavras. Os usuários também têm acesso ao texto completo de mais de 500 revistas. (acesso gratuito temporário para avaliação); SciELO (www.scielo.br) Biblioteca virtual que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos. Apresenta texto completo de artigos de periódicos nas áreas de ciências sociais, psicologia, engenharia, saúde, biologia, botânica, veterinária, etc. UNESDOC (unesdoc.unesco.org/ulis/index.html) Base de dados que permite o acesso às publicações da UNESCO em texto integral USP – Teses (www.teses.usp.br) Disponibiliza as teses e dissertações defendidas na USP para consulta ou download. CRP - Catálogo da Rede Pergamum Através deste serviço exclusivo do Pergamum o usuário tem acesso as informações bibliográficas das instituições que possibilitam o acesso aos seus acervos por meio de uma única ferramenta de busca.
  • 12. Informatização de uma biblioteca “Aderir a este movimento e integrar-se nele significa mais do que simplesmente reconhecer essa emergência e rapidamente adoptar algumas soluções”, citando J.A.Furtado2. Esta mudança nas bibliotecas é por um lado inevitável, como já foi referido, e por outro lado será a responsável pela transformação do papel tradicional da biblioteca num espaço mais dinâmico, com competências e serviços mais amplos através da absorção e domínio da tecnologia. Mas o domínio e introdução de tecnologias não significa apenas automatização de funções já existentes. As bibliotecas têm que continuar a cumprir a sua missão como “porta de acesso local ao conhecimento e centro local de informação”3. A biblioteca deve continuar a dar acesso aos livros impressos, mas deve também proporcionar acesso aos novos médias e redes e deve ajudar os utentes no uso desses meios. As bibliotecas têm de fazer face à multiplicação das fontes de informação, em particular electrónicas e, principalmente, à Internet, multiplicação essa que origina uma expansão sem precedentes do “universo bibliográfico”. Como é que uma biblioteca consegue isso? Com software adequado e um sistema informático para gestão de bibliotecas versátil e de interface amigável, as bibliotecas vêem os seus serviços, como foi dito, automatizados e melhorados, não esquecendo de incluir as outras tecnologias necessárias para dar resposta às exigências do público em matéria de novos recursos de informação em formato digital. Tudo isto vai permitir-lhes, primeiro, o trabalho técnico facilitado e a gestão documental mais eficaz. Por outro lado, através da optimização do acesso a todos os tipos de informação assiste-se a uma maior disseminação dessa mesma informação, e a pesquisa e consulta de material bibliográfico serão mais fáceis e rápidas.
  • 13. Quais os programas que lhe permitem estas facilidades? Existem no mercado vários produtos, conhecidos como SIGBs (Sistemas informáticos de Gestão de Bibliotecas) que permitem a gestão integrada de uma biblioteca , dando resposta a quase todas as suas necessidades. Dos sistemas existentes seleccionou-se seis cujas características principais depois de analisadas e resumidas se apresentam de seguida. PORBASE 5 O sistema Porbase 5, desenvolvido pela Biblioteca Nacional, tem como objectivo satisfazer os requisitos de gestão bibliográfica de uma biblioteca ou serviço de documentação, genéricos ou especializados. Oferece um conjunto alargado de serviços com interface amigável, em ambiente Windows. Pretende ainda oferecer melhores condições para promover a cooperação entre bibliotecas, possibilitando quer a integração de sistemas locais entre si através da Internet, quer a integração destes com sistemas e serviços da BN. É um sistema modular composto pelos seguintes módulos: - Catwin – módulo de catalogação com uma configuração segundo o formato UNIMARC, acompanhada por uma colecção variada de folhas de recolha. A sua utilização não obriga, no entanto, ao conhecimento da codificação UNIMARC, sendo adequado para vários graus de utilizadores. - Usewin – módulo de circulação e empréstimo adequado às políticas de empréstimo de vários tipos de bibliotecas e centros de documentação. - Aquwin – módulo de aquisições com gestão Kardex que controla e automatiza o processo de recepção de encomendas, incluindo a emissão de reclamações aos fornecedores, devoluções e cancelamentos. - Pacwin – módulo de pesquisa local, com uma inovadora filosofia de navegação e integração com o módulo de reservas Usewin. Os resultados
  • 14. podem ser apresentados em formatos próprios, com grande flexibilidade na visualização e ordenação dos registos. - Pacweb – módulo de pesquisa para a Internet, para bibliotecas com servidor em linha na Internet. Este módulo tenta reproduzir o mais possível o potencial do Pacwin, com acesso directo a índices e possibilidade de configuração da apresentação dos resultados. Pode ainda ser integrado com o sistema de circulação e empréstimo, permitindo à biblioteca oferecer aos seus leitores esse serviço na Internet. - CDS/Isis – sistema de gestão de bases de dados bibliográficos para Microsoft Windows, que suporta todas as funcionalidades de memorização, pesquisa, impressão e salvaguarda de registos. DOCBASE O Docbase é uma aplicação modular incorporando todos os programas e bases de dados necessários à implementação e desenvolvimento de projectos de informatização de unidades documentais. É uma aplicação integrada composta por uma base de dados bibliográfica central e por módulos de gestão que realizam operações complementares de aquisições, publicações em série com kardex, empréstimo e linguagens documentais. A gestão de dados é feita por um conjunto de programas complementares que realizam funções de edição, criação de catálogos, bibliografias e índices, troca de registos, seguranças, associações multimédia (imagem, texto, som), conversão UNIMARC, configurações de sistema, atribuição de passwords, definição de tarefas por perfil. Os interfaces são amigáveis para o utilizador apresentando em janelas dinâmicas, os modelos de recolha de dados com secções específicas de tratamento da informação bibliográfica e multimédia, visualização e pesquisa, tabela de campos e informação estatística. Os módulos que o compõem são os seguintes: - DocBiblio – módulo de gestão de informação bibliográfica, segundo a descrição ISBD.
  • 15. - Módulo de gestão de empréstimos - cujas funções são: empréstimo e devolução por código de barras e manual; renovações; histórico de empréstimos; avisos de atrasos; cálculo de multas; etc. - Módulo de gestão de linguagens documentais - este módulo constitui um poderoso recurso de criação de linguagens documentais, terminologias, glossários e classificações. Permite a criação de níveis hierárquicos do modelo de dados, permite o estabelecimento de relações associativas e de substituição bem como a tradução manual de termos para as línguas da Comunidade Europeia, com a finalidade de troca de dados e acesso à informação, via Internet. - Módulo de gestão de aquisições - que realiza todas as operações relacionadas com o processo de aquisição desde a proposta, encomenda, reclamações, recepção, integração dos registos na base de dados bibliográfica e actualização de saldos orçamentais. Este módulo funciona em interacção com outros módulos de gestão como o de informação documental e gestão de publicações em série. - Módulo de gestão de publicações periódicas - que realiza as funções de gestão de assinaturas de séries e interage com os módulos de gestão de informação documental e o de aquisições. Os registos bibliográficos são criados no módulo de gestão de informação documental segundo as normas ISBD. - DocWeb – este módulo foi desenvolvido por forma a disponibilizar a pesquisa dos conteúdos bibliográficos, internamente através da sua Intranet e para o exterior disponibilizando o acesso via Internet. Este programa possui ainda módulos específicos para gestão de arquivos e museus e de descrição bibliográfica de legislação e jurisprudência.
  • 16. BIBLIOBASE O Bibliobase é um dos produtos para gestão de bibliotecas, normalizado em formato UNIMARC, tal como os outros e como está definido pela parametrização Porbase da Biblioteca Nacional facilita e garante a cooperação entre bibliotecas. Funciona também em sistema modular e em ambiente gráfico amigável Windows. É composto pelos seguintes módulos: - Módulo de catalogação e pesquisa – para criação de registos normalizados em formato UNIMARC, facilitando e garantindo a cooperação entre bibliotecas, tornando a recolha de dados simplificada sem necessidade de introdução manual de qualquer informação codificada. Possui opções de importação e exportação de registos em formato ISO 2709, garantindo a troca transparente entre sistemas. - Módulo de circulação e empréstimo – permite controlar um tipo de operações que constituem a rotina vital de uma biblioteca automatizando a gestão do empréstimo, fornecendo ao mesmo tempo indicadores que poderão alterar procedimentos ou orientar o responsável pela biblioteca na tomada das melhores decisões de gestão de rotinas e novas aquisições. - Módulo de impressão de códigos de barras – permite imprimir a partir do módulo de circulação e empréstimo ou da Porbase, códigos de barras. - Módulo de pesquisa local (OPAC) – permite disponibilizar aos utilizadores uma interface apenas de consulta de fácil utilização e parametrização, permite a consulta de múltiplas bases de dados administradas pelo módulo de catalogação e pesquisa. - Módulo de detecção de registos duplicados – permite detectar registos duplicados numa base de dados ou durante a importação de registos.
  • 17. GIB O Gib é um sistema de Gestão Integrada de Bibliotecas, modular e integrado para plataformas Windows, que permite manter múltiplas bases de dados usando UNIMARC. Abrange todas as necessidades de processamento de informação de uma biblioteca, com os seguintes módulos do sistema: - Módulo de catalogação – permite a catalogação em formato UNIMARC, com ficheiros de autoridade, captura automática de registos, catalogação assistida, formulários parametrizáveis de entrada e/ou alteração de dados. - Módulo de circulação e empréstimo – possibilidade do utente consultar, via www, os seus empréstimos, renovações, reservas e filas de espera via www (através do OPAC), gestão de operadores e níveis de operação - Módulo OPAC via Web – possibilidade de acesso ao texto integral ou à videoteca/ audioteca a partir do catálogo, combinação de diferentes pesquisas usando operadores boleanos. - Módulo de controlo de periódicos – suporta as funcionalidades de Kardex, reclamações automáticas via correio electrónico ou listagem. HORIZON O sistema de gestão de informação Horizon fornece uma variedade de excelentes ferramentas, em interfaces amigáveis, por módulos para satisfazer as necessidades de qualquer biblioteca. Módulos tais como: - Catalogação – que fornece ferramentas que permitem uma gestão simples da base de dados bibliográfica do sistema. Este módulo inclui o protocolo Z39.50 e um editor em formato MARC para os registos e uma funcionalidade que lhe indica os artigos mais populares da base de dados.
  • 18. - Circulação – que simplifica as funções de empréstimo, saídas e devoluções, importação e exportação de dados do utente, notificações e controlo dos inventários. - Controlo das publicações em série – este módulo permite a gestão das publicações em série e permite ao utente através do Portal de informação do Horizon pesquisar o que pretende ou que o item lhe seja encaminhado. - Aquisições – este módulo permite encomendar novos artigos em linha e acelerar a sua circulação. Inclui também uma função para geração de estatísticas de utilização e selecção por via electrónica. Além destes módulos, o Horizon oferece uma série de acessórios e módulos adicionais para melhorar as funcionalidades específicas do sistema de acordo com as necessidades de uma biblioteca tais como: - Recuperação de dividas – identifica automaticamente os utentes em atraso e informa. - Gestão dos médias – simplifica o processo de planificação das salas de reunião, do material multimédia e outros recursos ou eventos específicos da biblioteca. - Módulo de reservas – permite ao utente reservar um artigo. Ou controlar o empréstimo de artigos reservados. - Empréstimo inter-bibliotecas – como cada biblioteca não possui todos os recursos pedidos pelos utentes, a solução é o empréstimo interbibliotecas. ALEPH É um sistema amigável integrado para gestão de bibliotecas e centros de documentação. Os módulos integrados incluem: catalogação, aquisições,
  • 19. circulação, publicações em série, empréstimo entre bibliotecas, OPAC, etc. - Catalogação – a chave deste sistema é a catalogação com controlo de autoridades extensivo, disponível em formato MARC e que permite acelerar o processo de catalogação, pois, qualquer alteração introduzida nos registos é automaticamente actualizada no catálogo. - Web e GUIPAC – interface para pesquisa web que permite ao utilizador aceder à informação através de log in ou com acesso directo a pontos definidos pela biblioteca. Os utentes podem usar vários filtros na obtenção dos resultados: por importância, por datas, língua, etc. Podem também combinar tipos de pesquisa. O próprio utente, através deste módulo, pode ter acesso aos seus dados e verificar multas, empréstimos, reservas, etc. - Aquisições – este módulo permite a gestão de aquisições e recepção de encomendas, gestão de fornecedores e ainda a gestão orçamental. - Circulação e empréstimo – baseia-se na política de empréstimo flexível que inclui dados do utilizador, dos artigos e calendário que permite 10 estabelecer data de entrega e prazo. Permite ainda o cálculo de multas e aviso das mesmas, assim como gerar estatísticas e relatórios. - Publicações em série – em formato convencionado, este módulo realiza todas as funções de gestão de assinaturas de séries, assim como a sua actualização no catálogo. - Empréstimo inter-bibliotecas – este módulo de empréstimo interbibliotecas e gestão de entrega de documentos oferece a funcionalidade de um sistema automatizado e integrado que fornece tanto aos utentes como aos bibliotecários acesso a uma grande variedade de artigos que não se encontram no sistema local. Este módulo automatiza, estandardiza e facilita todas as funções do empréstimo entre bibliotecas.
  • 20. BIBLIOTECA ESCOLAR E A GESTÃO DA INFORMAÇÃO Atualmente o uso e a transferência de informação vêm sofrendo uma série de mudanças nas últimas décadas, devido à era do conhecimento. A gestão da informação vem reforçando esse período e dando o devido suporte para administrar, organizar e compartilhar a informação e o conhecimento. Considerando a afirmação de Davenport (2004, p. 14) A gestão da informação trata essencialmente de como coletar, armazenar, consultar, distribuir e explorar a informação no interior das organizações e nas redes de fornecedores, clientes e outros parceiros que, cada vez mais, tomam parte da economia moderna. Nessa perspectiva, a maior vantagem competitiva na nova economia é o investimento em pessoas, e para que isto ocorra é necessário que estas saibam reconhecer uma informação relevante, e a usem de maneira eficaz. Por isso, a preocupação com a coleta, armazenamento e disponibilização da informação. O uso estratégico da informação é a alavanca para estimular e gerar conhecimento dentro de uma organização. Sem informação não há possibilidade de se estabelecer alternativas na tomada de decisão, não há como gerar conhecimento. Se a informação é um bem tão precioso para qualquer tomada de decisão e para a sobrevivência de uma empresa, por que se investe tão pouco em educação básica? Por que fala-se tanto em gestão da informação e do conhecimento e pouco se investe em escolas e em bibliotecas? Já que o berço do exercício de se trabalhar com a informação é a biblioteca escolar, por que não investir mais nas mesmas? A escola prepara o educando para o convívio em sociedade. Para que esta possa relacionar-se satisfatoriamente com as questões do seu cotidiano,
  • 21. Antunes (2001), defende que a escola deve propor atividades que levem o aluno a desenvolver certas habilidades, dentre as quais a de ser capaz de debater, deduzir, analisar, interpretar, provar, concluir, conceituar, demonstrar, refletir, criticar, sintetizar, reproduzir, solucionar problemas, pesquisar. Ao serem estimulados a trabalhar tais habilidades, os educandos precisarão tomar distância do aprendizado centrado na oralidade do professor e do uso quase que exclusivo do livro didático adotado para as disciplinas, e aproximarem-se cada vez mais da biblioteca da escola. Isto promoverá uma mudança no ato de ensinar e de aprender, fazendo com que se estabeleça um trabalho mais cooperativo e participativo entre bibliotecário e professor, resultando numa maior aproximação do aluno com a biblioteca escolar e ao acesso às informações ali disponibilizadas. Campello (2003, p. 11), enfatiza a importância de se estreitar este relacionamento: Trabalhando em conjunto, professores e bibliotecários planejarão situações de aprendizagem que desafiem e motivem os alunos, acompanhando seus progressos, orientando-os e guiando-os no desenvolvimento de competências informacionais cada vez mais sofisticadas. Percebe-se que, dessa maneira, a biblioteca estará realmente assegurando sua finalidade, mostrando possibilidades valiosas no desenvolvimento de suas atividades, aproximando professor e bibliotecário na execução das mesmas, e estimulando no aluno a busca e leitura da informação. Sabe-se que, na ânsia de incentivar à leitura, o papel do bibliotecário e dos professores não são satisfatórios, pois esquecem que a leitura tem a sua efetiva importância quando o aluno consegue ser pró-ativo, criando, reproduzindo, socializando no ambiente em que vive e exteriorizando sua experiência de vida com a informação recebida. Carvalho (2003, p. 22) nos convida a repensar o papel da biblioteca, no que diz respeito a promoção do incentivo à leitura:
  • 22. ...deve ser pensada como um espaço de criação e de compartilhamento de experiências, um espaço de produção cultural em que crianças e jovens sejam criadoras e não apenas consumidoras de cultura. É extremamente importante que a biblioteca ofereça ambiente agradável, tenha uma boa coleção e garanta recursos para a recuperação da informação. É necessário que promova a dinamização do espaço investindo na satisfação informacional do usuário para fins de estudo e de lazer: professores e bibliotecários deverão contribuir como mediadores na formação e no desenvolvimento do aluno leitor, crítico e criativo. Ribeiro (apud HILLESHEIM; FACHIN, 1999, p. 69, grifo nosso), defende que a biblioteca escolar deve possibilitar: ...acesso à leitura e as informações para dar respostas e suscitar perguntas aos educandos, configurando uma instituição cuja tarefa centra-se na formação não só do educando como também de apoio informacional ao pessoal docente. Observa-se desta forma, que a biblioteca escolar vem sendo vista como um espaço de “crescimento” para professores e alunos, colocando-os em situação de igualdade no que se refere à necessária condição de aprendizagem. Talvez haja necessidade de se oferecer um ambiente de biblioteca menos rígido. O trabalho centrado na técnica biblioteconômica tem dado à biblioteca a conotação de espaço frio e rígido, deixando o bibliotecário longe do usuário, ajudando a promover um certo distanciamento entre o usuário e a informação existente na biblioteca. Se no usuário adulto esta sensação de abandono, cultivada desde a infância, o mantém distante da biblioteca, torna-se urgente repensar esta questão e apresentar novas práticas para que nossas crianças e adolescentes se acostumem com serviços diferenciados e transformem-se em adultos capazes de gerir informações e conhecimento.
  • 23. Antunes (2001) e os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, (1997) apontam a escola como responsável em desenvolver habilidades para que os alunos possam relacionar-se satisfatoriamente com as questões impostas pela sociedade. E isto será possível quando a biblioteca escolar for discutida e entendida, por educadores, bibliotecários que estão em cargos de decisão, nas esferas federal, estadual e municipal, e pelos demais segmentos que integram a sociedade. Perucchi (1999, p. 80-81), entende ser finalidade da biblioteca escolar: ...contribuir ativamente com a educação colocando à disposição dos professores, alunos e demais interessados, o material necessário para o enriquecimento do programa escolar, habilitando-os a utilizar os livros e desenvolver a capacidade de pesquisar, além de sustentar os programas de ensino. No entanto, entende-se ser necessária a participação dos demais elementos que compõem a instituição educacional, onde a biblioteca esteja inserida, para que esta possa cumprir tal finalidade. Para tanto, primeiramente é necessário que a biblioteca seja discutida por todos os segmentos que compõem a escola. São esses segmentos que determinam a forma de ser e de existir da biblioteca escolar. Portanto, é necessário abordar os objetivos da biblioteca escolar e destacar o compromisso que cada segmento na contribuição e formação do cidadão. Hillesheim e Fachin (1999, p. 68-69) enfatizam os objetivos da biblioteca escolar: ampliar conhecimento; oferecer ambiente que favoreça a formação e o desenvolvimento do hábito de leitura e de pesquisa; oferecer ao professor subsídios para a implementação de seu trabalho; estimular nos alunos o hábito de freqüência a outras bibliotecas na busca de informações e/ou lazer, cooperar com o currículo escolar, no atendimento às necessidades da comunidade escolar, proporcionar aos usuários materiais diversos e serviços bibliotecários adequados ao aperfeiçoamento e desenvolvimento individual; orientar e estimular os alunos em todos os aspectos da leitura; participar dos
  • 24. programas e atividades da escola; propor atividades culturais estimulando o uso na busca de lazer e de pesquisa, integrando-a a comunidade escolar; orientar o uso do livro, visando à pesquisa e à educação individual. Mas, para alcançar tais objetivos a biblioteca deve ser tema de discussão na escola, devendo ficar explícito o compromisso que cada categoria, que integra a comunidade escolar, deve ter para com este espaço. Abaixo apresenta-se as categorias que interagem no ambiente escolar e o compromisso, acredita-se, devam assumir com a biblioteca escolar para que haja a garantia de condições que favoreçam a gestão da informação e do conhecimento. A) O Bibliotecário deve: 1. Cativar toda a comunidade escolar; 2. Elevar a qualidade do acervo; 3. Conscientizar o aluno de que o espaço é de uso coletivo e que as regras devem ser observadas e respeitadas; 4. Criar atividades de garantem a participação de toda a comunidade escolar; 5. Atender com presteza o usuário; 6. Garantir ao usuário o livre acesso às estantes, estimulando o exercício na busca do material; 7. Organizar a biblioteca de forma que facilite o acesso, procurando respeitar o perfil do usuário. B) O Corpo docente deve: 1. Freqüentar a biblioteca; 2. Conhecer o acervo, principalmente de sua área e indicá-lo aos alunos; 3. Sugerir a aquisição de material bibliográfico e não bibliográfico; 4. Usar o acervo como recurso pedagógico; 5. Incentivar o aluno a freqüentar a biblioteca; 6. Comunicar ao bibliotecário sempre que solicitar trabalhos aos alunos; 7. Observar e obedecer às normas da biblioteca.
  • 25. C) O Corpo discente deve: 1. Freqüentar a biblioteca; 2. Zelar pelo acervo e demais materiais existentes na biblioteca; 3. Respeitar as normas da biblioteca; 4. Ter comportamento condizente com o espaço de leitura e de pesquisa. D) O Corpo diretivo deve: 1. Investir na qualidade do acervo; 2. Equipar a biblioteca visando sua dinamização e qualificação dos serviços; 3. Incluir o bibliotecário nas reuniões da escola, principalmente as relacionadas à biblioteca; 4. Apoiar a participação do bibliotecário em curso de capacitação. E) O Auxiliar de biblioteca deve: 1. Orientar o usuário sobre as normas da biblioteca; 2. Ordenar os livros nas estantes; 3. Registrar o material bibliográfico e não bibliográfico; 4. Restaurar livros e revistas; 5. Operar sistemas de devolução e de empréstimo; 4. Informar sobre os serviços da biblioteca; 7. Auxiliar no inventário de bens patrimoniais e do acervo da biblioteca; 8. Organizar murais; 9. Auxiliar o bibliotecário nas atividades de extensão. F) Os Pais devem: 1. Freqüentar a biblioteca; 2. Conhecer as normas da biblioteca; 3. Prestigiar as atividades culturais da biblioteca.
  • 26. G) Os Funcionários devem: 1. Utilizar a biblioteca para aprender; 2. Manter o ambiente limpo; 3. Zelar pelo espaço. O USO ESTRATÉGICO DA INFORMAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR Partindo do pressuposto de que a informação é um recurso estratégico para atingir a vantagem competitiva, é possível imaginar o importante papel da biblioteca escolar nesse contexto. Mas é necessário repensar a estrutura de distribuição da informação para o fortalecimento da formação de alunos críticos e criadores de conhecimento. No âmbito escolar, a biblioteca está passando por uma grande transformação no que diz respeito à prestação de serviços. Assim, conforme essas mudanças, a biblioteca escolar está apostando na gestão de informação e do conhecimento como sendo a principal estratégia na formação e satisfação do usuário, utilizando como suporte a tecnologia no processo de coleta, tratamento e disseminação da informação. É necessário levantar alguns aspectos importantes para colocar em prática a gestão de informação em uma biblioteca escolar. Segundo Davenport (2004, p. 18) o profissional bibliotecário tem nas mãos as cartas para tomar responsabilidade na execução de sistemas de informação: ...esses profissionais, com suas competências nas áreas de classificação, pesquisa e recuperação de dados, assim como sua compreensão das necessidades de informação, representam um grande potencial para uma empresa que se lança na gestão da informação. Para tanto é necessário que haja conscientização, por parte do bibliotecário escolar, do seu potencial como encarregado no processo e monitoramento da informação, e por parte das categorias, corpo diretivo e discente, citadas acima, o quanto é vital investir na biblioteca da escola.
  • 27. A seguir apresenta-se a concepção do processo estratégico da informação no processo ensino-aprendizagem. Figura 1: Representação do processo estratégico da informação no processo ensino-aprendizagem. Pode-se observar nesta representação que a transformação do dado, para informação e desta para conhecimento deve-se a interconectividade da comunicação entre bibliotecário, professores e alunos, baseado nos planos de aula, conteúdos e projetos curriculares de cada disciplina. Portanto, é um processo sistêmico que a biblioteca propõe para amparar e dar suporte informacional devidamente estruturado para atender as necessidades escolares, prestando serviços eficientes e eficazes. 4 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECA ESCOLAR Considerando como princípio básico à preocupação com o recebimento, tratamento e distribuição da informação, a biblioteca deve sinalizar algumas alternativas que possam assegurar a eficiência do processo e preparo da disponibilização da informação. Assim, para possibilitar o desenvolvimento da gestão da informação e do conhecimento, é necessário criar redes de
  • 28. informação confiáveis e relevantes de distribuição. A intranet é uma boa opção para tal processo e sabe-se que vários softwares de biblioteca já possuem no seu pacote esse recurso. Seguindo esse foco, o bibliotecário selecionará, processará e colocará na rede todo o material informacional para poder gerenciar e compartilhar o conhecimento que estará sendo discutido no ambiente escolar. Para fazer a diferença, bibliotecários e professores poderão contribuir na gestão da informação e do conhecimento utilizando-se do recurso pedagógico para motivar e gerar conhecimento, o que contribuirá para a melhoria do processo ensino/aprendizagem. Nos quadros abaixo são relacionadas as atividades de pesquisa escolar e oficina de literatura, as quais poderão ser aplicadas na biblioteca com o auxílio do professor, e a orientação do bibliotecário, e a estimativa do resultado que o aluno alcançará no desenvolvimento das atividades. Pesquisa Escolar DADO RECURSOS ESTRATÉGICOS VANTAGEM COMPETITIVA O aluno não sabe fazer pesquisa, ele faz cópia de material bibliográfico e eletrônico. Discutir o assunto com os professores; Oferecer serviço de orientação à pesquisa. Conscientizar os alunos da importância da pesquisa; Colaborar para o desenvolvimento da criticidade.
  • 29. Pesquisa Escolar DADO RECURSOS ESTRATÉGICOS VANTAGEM COMPETITIVA O aluno apresenta deficiência na escrita.; O aluno apresenta deficiência na interpretação de textos; O aluno apresenta dificuldade em fazer resumo. Selecionar livros de acordo com a faixa etária e interesse do aluno; Fazer uma dinâmica de grupo para discutir o tema; Elaborar atividade de acordo com o tema. Motivar o aluno à leitura; Estimular no aluno o desenvolvimento do senso crítico; Interpretar textos; Elaborar análise; Formar opinião. Quadro 2: Oficina de Literatura É fundamental a interação entre aluno, professor e bibliotecário para que haja transferência de conhecimento em cada uma das atividades apresentadas acima. Portanto, para obter bons resultados a estratégia de aprendizagem deverá ser sistemática e contínua, considerando como processo o monitoramento para poder avaliar cada etapa e substituí-la, quando necessário.
  • 30. CONCLUSÃO Observa-se que a gestão da informação e do conhecimento está liderando a nova economia baseada na inteligência competitiva. Portanto é necessário que cada organização esteja pronta para poder competir e enfrentar os desafios que estão cada vez mais presentes nos nossos dias. A biblioteca escolar também precisa estar atenta e preparada para tais situações. Para obter bons resultados e satisfação, é inevitável a estratégia de informação que será o alicerce para cada procedimento de suas funções e fins. Nesta visão, somente um bibliotecário qualificado poderá assumir a responsabilidade de processar, armazenar e distribuir a informação de forma a gerar e criar conhecimento dentro de uma instituição de ensino. O aparelhamento da biblioteca escolar é fundamental para o processo da gestão da informação e do conhecimento no ambiente escolar. A gestão da informação no contexto escolar poderá ser a grande aliada na melhoria do ensino se conciliada com o planejamento de educadores e de bibliotecários. Capacitar e habilitar o aluno no processo ensino/aprendizagem é contribuir para que a empresa que um dia irá recebê-lo como trabalhador, seja competitiva.
  • 31. REFERÊNCIAS OLIVEIRA, Elysio Mira Soares de. CDS-ISIS Estado da arte. Disponível em <http://www.elysio.com.br/site/artigo2.htm> Acesso em 02/04/2009. HERNÁNDEZ, Adolfo. MicroISIS : Diecinueve años de historia. Madrid, 2001.Disponívelem: <http://www.cindoc.csic.es/isis/historia.htm> Acesso em 02/04/2009. SOFTWARE livre. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. [S.l.]: Wikimedia Foundation, 2006. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre>. Acesso em: 13 abril 2008. ORTEGA, Cristina Dotta. Introdução ao MicroISIS. 2. ed. Brasília: Briquet deLemos/ Livros, 2002. v. 1. 126 p. SMET, Egbert de. The ISIS3 Conference : New challenges for a new future of ISIS. Disponível em: <http://www.eventos.bvsalud.org/agendas/isis3 /public/documents/01_ISIS_challenges_ppt-163211.pdf>Acesso em 02/04/2009. SMET, Egbert de. ABCD: a new FOSS library automation solution based on ISIS. Disponível em: <http://www.eventos.bvsalud.org/ agendas/isis3/public/documents/04-ABCD_Intro_ppt-164234.pdf> Acesso em 02/04/2009. ROCHA, Marcus Vinícios; COSTA, Mateus Conrad B. da; Busca por Frases em Bancos de Dados Textuais. Disponível em: http://homepages.dcc.ufmg.br/nivio/cursos/pa02/seminarios/seminario3/seminar io3.html.
  • 32. Como criar uma base de dados no Excel? Se precisa de criar uma base de dados e se tem à mão o Excel, saiba como guardar os seus dados, sem ter de conhecer a complexidade do Access. As ferramentas de base de dados do Excel não só são fáceis de usar como são capazes de dar grandes resultados. Com o Excel poderá criar uma simples tabela de dados, inserir os dados através de um interface na forma de formulário e de seguida pesquisar os dados guardados para encontrar a informação que procura. Como os seus dados estão numa folha de cálculo, poderá ainda usar os comandos de ordenamento do Excel. No projecto deste mês, aprenderá a usar as ferramentas de base de dados do Excel, para criar uma simples base de dados por forma a guardar os detalhes da sua colecção de CDs. Com ela, poderá inserir a informação dos CDs que tem, localizá-los por título ou artista e ter mesmo uma lista ordenada dos seus CDs. Ou seja, estas são precisamente algumas das opções que teria, se utilizasse um programa de base de dados. Depois de criar uma simples base de dados, já terá os conhecimentos suficientes para gerir outras no Excel. Esta base de dados de exemplo foi criada usando o Excel 2000, mas também funcionaria com o Excel 97. Tabela de dados básica 1 Comece por trabalhar num novo ficheiro. Escreva os cabeçalhos a partir dos quais irá guardar as informações. Para este exemplo de base de dados, escrevemos os seguintes títulos: A1 CD Collection A3 CD Number B3 Title C3 Artist D3 Genre E3 Date purchased F3 Costs. 2 Como queremos numerar os CDs automaticamente, escreva o número 1 na célula A4 e A4+1 na A5. Com isto o Excel irá poder numerar automaticamente os seus dados. 3 Escreva os detalhes de dois CDs da sua colecção para que possa ter alguns dados com que trabalhar. Se não tem os seus CDs à mão, copie as ocorrências que usámos. 4 Formate as células dos cabeçalhos de A1 até F3. Para centrar os títulos seleccione as células A1:F1 e escolha Formatar, Células e Alinhamento. Active o Unir células e, da lista da opção Na
  • 33. horizontal, escolha Centro. Ajuste a largura da coluna e formate os câmbios e dados, para que os seus dados sejam mais rapidamente interpretados. 5 Para formatar as linhas de dados, de modo a manter uma formatação diferente às linhas adjacentes, aplique um formato condicional. Para o fazer, seleccione A4:F5 e escolha Formatar, Formatação Condicional. Da lista seguinte, escolha A fórmula e escreva o seguinte: =Mod(row(),2)=0 Seleccione o botão Formatar e crie um formato para a primeira linha de dados. 6 Clique em Adicionar e repita o passo anterior, para usar a formula seguinte: =Mod(row(),2)=1 Deste modo terá um formato diferente que poderá ser aplicado nas linhas ímpares. Clique em Ok quando acabar. Opções avançadas 1 Para encontrar os CDs de acordo com mais de que um critério - por exemplo, todos os CDs que custem menos de dois mil escudos e pertencem ao género Techno - terá de inserir os elementos na área correspondente e seleccionar Localizar Seguinte ou Localizar Anterior. No entanto, não se esqueça, para obter resultados, ambos os elementos têm de estar presentes, ou seja, as músicas têm de ser Techno e custar menos de dois mil escudos. 2 Por outras palavras, as buscas podem ter a forma de AND, mas nunca OR. Para fazer isto, terá de criar um filtro manualmente. Comece por fechar o formulário e copiar a linha dos títulos para a linha 3, a começar na céla H3, e outra a copiar para baixo desta, a começar na célula H7. 3 Seleccione as células entre H3 e M6 e escolha Inserir, Nome, definir. Agora dê um critério. Repita o processo, seleccionando as células H7 a M7 e escolhendo Inserir, Nome, Definir e coloque o nome de Exact. 4 Agora escreva os elementos de busca nas células compreendidas entre h3:M6(repare que o filtro está preparado para responder somente a duas entradas diferentes). 5 Para executar o filtro, escolha Dados, Filtro, Filtro avançado e seleccione a opção Copiar para localização, para logo após clicar em OK. Os resultados serão copiados para a área Extract que criou anteriormente.
  • 34. 6 Poderá gravar uma macro para executar este filtro, para eleminar a possibilidade de esquecer de seleccionar Copiar para outra localização (provocando depois bastando confusão nos seus dados). Para fazer isto, escolha Ferramentas, Macro, Gravar nova Macro. Escreva o nome da Macro RunAdvanceFilter e na lista Guardar macro em :, escolha Neste livro e clique em Ok. 7 Enquanto a macro estiver a ser gravada, execute o filtro seleccinando Dados, Filtro, Filtro avançado e escolhendo Copiar para outra localização e Ok. Agora clique em Parar gravação na barra de ferramentas Parar gravação ou escolha Ferramentas, Macro, Parar gravação. 8 Vá à barrade ferramentas Formulários e adicione um botão ao seu documento para executar a macro RunAdvancedFulter. Depois dê-lhe um nome. 9 Teste o novo botão alterando o critério na àrea de Critério. procure por títulos que tenham determinada palavra (por exemplo, «whoa»), ou que custem menos de dois mil escudos. Insira *whoa* na primeira linha por baixo do campo title e <2000 na segunda linha por baixo do campo Cost. Execute agora o filtro usando o novo botão. 10 Os dados ficarão em risco se os ordenar tal como estão neste momento. Tudo porque, cada célula na coluna A contem uma fórmula que faz referência a uma célula exterior à linha actual. Para manter a precisão enquanto ordena, guarde o ficheiro e copie o seu conteúdo da Folha 1 para uma nova Folha. Para fazer isto, escolha Editar, mover e Copiar Folha. Clique no botão Criar uma copia e clique em Ok. 11 Trabalhe agora nesta folha. Seleccione as células da coluna A e escolha Editar, Copiar. Sem alterar a selecção, escolha Editar, Colar especial, clique em Valores e Ok. as fórmulas transformam-se em numeros, para assim ordenar correctamente os dados. 12 Clique dentro da área de dados e escolha Dados, Ordenar. A partir deste momento poderá ordenar qualquer coluna na base de dados, seleccionando o cabeçalho da coluna e escolher o tipo de ordenação. Por exemplo, para ordenar por artistas e estes estarem ordenados pelo título, faça Artist, seguido de Title. Clique em Ok para ordenar. Quando acabar, elimine a folha do ficheiro escolhendo Editar, Eliminar folha. Repare que, se não usar fórmulas nos seus dados, poderá evitar ospassos 10 e 11. Agora já sabe como criar uma base de dados no Exel, como inserir os dados, como usar buscas con AND e ainda criar formulários. Viu ainda como fazer buscas especifícas para usar OR e como ordenar os seus dados. Ou seja, neste momento já poderá criar as suas próprias bases de dados para guardar qualquer tipo de informação. Para saber mais sobre filtros avançados, especialmente como usar buscas AND e pesquisas mais complexas, procure Ajuda do Exel. Aqui, escreva no Assistente de respostas a expressão filtro avançado.
  • 35. Fonte: PCGuia www.pcguia.xl.pt METODOLOGIA A investigação realizada se apoiou numa metodologia de pesquisas na qual se triangularam elementos tanto da metodologia quantitativa como da metodologia qualitativa, em conjunção com métodos teóricos interpretativos e matemáticos estatísticos para o processamento da informação. Entre os métodos teóricos utilizados se encontram a pesquisa pela internet que serve para tirar conclusões de diferentes fontes bibliográficas e sobre a criação de base de dados. Da mesma maneira se utilizou a interpretação de algumas páginas pesquisadas para a formação de uma Biblioteca.