Um estudo sobre mulheres na tecnologia da informação

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Quando se fala em informática, surge logo uma visão de participação principal ocupada pelos homens. Junto à evolução da tecnologia da informação vêm algumas mudanças relacionadas aos profissionais dessa área. A proposta deste trabalho é apresentar o início da participação das mulheres na informática e outros fatores decorrentes da presença feminina nas organizações. Estão disponíveis 3 tabelas e 3 gráficos que permitem verificar as principais áreas de atuação da mulher no mercado de trabalho, a população ocupada em algumas atividades do ramo de informática por sexo, a questão da diferença salarial entre gêneros do ramo, a distribuição dos profissionais de informática, segundo o tempo de experiência na área e a distribuição dos profissionais de Informática por idade, o que facilitará a compreensão da proeminente participação feminina no mundo da informática

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Um estudo sobre mulheres na tecnologia da informação

  1. 1. Curso de Bacharelado em Sistemas de InformaçãoUm estudo sobre Mulheres na Tecnologia da Informação Dayanna Ribeiro Quintino1, Mariana Silvino Ribeiro2, Elizabeth d´Arrochella Teixeira3 Brasília, DF - junho/2011Resumo: Quando se fala em informática, surge logo uma visão de participaçãoprincipal ocupada pelos homens. Junto à evolução da tecnologia da informação vêmalgumas mudanças relacionadas aos profissionais dessa área. A proposta destetrabalho é apresentar o início da participação das mulheres na informática e outrosfatores decorrentes da presença feminina nas organizações. Estão disponíveis 3tabelas e 3 gráficos que permitem verificar as principais áreas de atuação da mulherno mercado de trabalho, a população ocupada em algumas atividades do ramo deinformática por sexo, a questão da diferença salarial entre gêneros do ramo, adistribuição dos profissionais de informática, segundo o tempo de experiência naárea e a distribuição dos profissionais de Informática por idade, o que facilitará acompreensão da proeminente participação feminina no mundo da informática.Palavras-chave: Tecnologia da Informação (TI). Mulheres na informática.1. Introdução Segundo Franchon (2005), nas últimas décadas, os modelos organizacionaissofreram muitas alterações, modificando constantemente seu âmbito, não só noambiente econômico, mas também tecnológico influenciado principalmente porreferências geopolíticas, organizacionais e tecnológicas. Novas tecnologias abrangem novas metas para a área de Tecnologia daInformação (TI), dando ênfase ao usuário; O esforço para agregar novas tecnologiasna área de comunicação é crescente, principalmente quando se é para melhorar ainteração das organizações com seu público. (FRANCHON, 2005) Com tudo, a sociedade passa por mudanças; Dessa forma, a dominaçãomasculina já não é tão constante em todas as áreas profissionais; Ainda que sejaem menor número, as mulheres estão ingressando cada vez mais no mercado detrabalho, conquistando cargos altos e importantes, que por sua vez, acabamdestacando-se por terem uma visão abrangente, em muitas das vezes, focalizandoem certos pontos que são a chave do sucesso. Com toda essa transformação, um1 Aluna do curso de Bacharel em Sistemas de Informação, dayt_gnr@hotmail.com2 Aluna do curso de Bacharel em Sistemas de Informação, mariana.silver.r@gmail.com3 Mestra em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação, Professora no curso de BSI da Faculdade Alvorada, darrochella.alv@terra.com.br 1
  2. 2. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informaçãonovo papel na sociedade é exercido, o poder é dado à mulher dentro dasorganizações. (FRANCHON, 2005)2. Temas e Justificativas Tecnologia da Informação e Informática em geral são áreas geralmente maisprocuradas por profissionais do sexo masculino. Ainda em menor número, asmulheres vêm buscando seu espaço no mundo da informática e assim as empresasvêm também buscando uma divisão equânime de seus profissionais, ou seja,igualdade no número de profissionais homens e mulheres. Este trabalho consiste naapresentação concisa de temas relacionados à introdução da participação femininano âmbito da Informática para esclarecer alguns pontos abordados. (BARBOSA,2011)3. Objetivos Informar, através dessas pesquisas, a introdução da mulher no mundo dainformática. Um esboço sobre o início dessa participação, de como a presença damulher aos poucos vem aumentando, a questão do preconceito e com isso omachismo existente, a dedicação e conciliação da mulher da T.I com sua família e oseu reconhecimento profissional.4. A introdução da mulher no mundo da informática Algumas pesquisas vêm mostrando o crescimento da participação femininaem cargos da Tecnologia da Informação (TI), principalmente no mercado privado.Uns dos principais cargos assumidos pelas mulheres em grandes organizações sãoos de liderança, como diretoria e gerência. Segundo pesquisa realizada pela CATHO(tabela 1), a presença feminina simplesmente dobrou na última década. Essecrescimento pequeno, mas considerável decorre da superação do preconceitomachista por parte das organizações da área de TI e da dedicação e preocupaçãodas mulheres à cerca de sua formação profissional. (OLIVEIRA; BELCHIOR, 2011) Tabela 1. Principais áreas de atuação da mulher no mercado de trabalho. Fonte: Catho Online (08/03/2011).ÁREA 2008 2009 2010ADMINISTRATIVA 49,18% 51,67% 52,90%COMERCIAL 32,96% 34,39% 35,63%TECNOLOGIA 16,06% 16,14% 16,15%RELAÇÔES PÚBLICAS 60,53% 61,55% 60,76% 28,65%SUPRIMENTOS / COMPRAS 25,97% 27,14%JURÍDICA 44,15% 45,83% 46,55%INDUSTRIAL / ENGENHARIA 16,46% 17,71% 18,43%RECURSOS HUMANOS 69,78% 72,23% 72,88% 2
  3. 3. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação Conforme a Tabela 1, a atuação da mulher na área de tecnologia é asegunda menor comparada às outras profissões. Mas que nessa mesma área,houve um pequeno crescimento de 0,56% de 2008 para 2010. Hoje já é possível observar a conciliação entre as habilidades e capacidadefeminina e masculina em equipes de grandes empresas, o que resulta na eficácia deseus negócios e assim, seu desenvolvimento progressivo. Apesar de as mulheresem TI, estatisticamente, ainda serem minoria em muitas empresas do setor emnosso país, há organizações trabalhando o incentivo às mulheres para trabalhar nomundo da informática, complementa Oliveira e Belchior (2011). Mas com tantoesforço, os homens ainda ocupam quase 80% dos cargos (FILADORO, 2011),conforme mostra abaixo os microdados da Pesquisa Nacional por AmostraDomiciliar PNAD (Tabela 2). Tabela 2. População ocupada em algumas atividades do ramo de informática por sexo. Fonte: PNAD (2002/2006) Na Tabela 2, é possível observar uma comparação da ocupação deprofissionais masculinos e femininos no ramo da informática nos anos de 2002 e2006. Nota-se que na maioria das áreas específicas, apesar de inferior àparticipação masculina, houve um pequeno aumento na porcentagem referente àparticipação feminina. Gráfico 1. População ocupada em algumas atividades do ramo de informática por sexo (Brasil, 2010). Fonte: APINFO (2010). 3
  4. 4. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação No gráfico 1, através de uma pesquisa pela APINFO, feita pela internet noperíodo de 21 de Abril a 14 de Julho de 2010, nota-se ainda o pequeno número demulheres no ramo da informática, representado pelos 13% do total. Segundo a empresa de recrutamento e recolocação profissional CATHO,isto ocorre devido o fato de que as mulheres estão cada vez mais estudando, seaprimorando e se preocupando com suas carreiras (CORRÊA, 2008). Corrêa (2008) ressalta que a opção pelo sexo feminino não foi uma questãode escolha, mas de constatação, porque “elas são disciplinadas por natureza,organizadas, compreendem melhor seus subordinados, trabalham melhor com suasdificuldades, são boas ouvintes e, ao mesmo tempo, sabem cobrar e ter umapostura firme”. Há ainda outras habilidades que as mulheres dispõem na área de TI, assimcomo a facilidade de liderança, decorrente da natureza da mulher comparada à sualiderança em família; Outro detalhe importante é intuição proveniente, normalmentemais aguçada, o que é considerável em tomadas de decisões, facilitando olevantamento de requisitos, identificando as necessidades dos clientes, que nemsempre são explicitamente manifestadas e ainda detectando problemas e soluções.(FILADORO, 2011)4.1. As pioneiras As pioneiras aqui citadas são Ada King (Lady Lovelace), a primeira mulherconsiderada programadora da história (Foto 1); e Grace Murray Hopper (Foto 2),pela sua contribuição no desenvolvimento da linguagem de programa COBOL,utilizada até hoje e pelo desenvolvimento do primeiro compilador. Foto 1: Ada Augusta Byron King Foto 2 : Grace Murray Hopper Fonte: I3E (2009) Fonte: Iamalexander (2007) 4
  5. 5. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação4.1.1. Augusta Ada King - Lady Lovelace (1815-1852) Augusta Ada King - Lady Lovelace, a primeira mulher consideradaprogramadora da história, condessa de Lovelace, única filha legítima do poetabritânico Lord Byron e sua esposa Anabella, junto com seu companheiro CharlesBabbage, iniciou o ambicioso projeto de construção da Máquina Analítica. Durante operíodo em que esteve envolvida com o projeto de Babbage, ela desenvolveu osalgoritmos que permitiriam à máquina computar os valores de funções matemáticas,além de publicar uma coleção de notas sobre a máquina analítica. Casada aos 20anos, assumiu o nome do marido e o título de condessa tornando-se a Condessa deLovelace, a Sra. Augusta Ada King. E com o nome de Ada Lovelace entrou para ahistória como a primeira mulher programadora. (MOORE, 1977) Foto 3: Máquina Analítica de Babbage. Fonte: Biografiasyvidas (2004) Segundo Moore (1977), durante um período de 9 meses entre os anos de1842 e 1843, a Sra. Lovelace criou um algoritmo para o cálculo da seqüência deBernoulli usando a máquina analítica de Charles Babbage. Ada foi uma das poucaspessoas que realmente entendeu os conceitos envolvidos no projeto de Babbage edurante o processo de tradução de um documento italiano sobre o projeto deBabagge, incluiu algumas notas de tradução que constituem o primeiro programaescrito na história da humanidade. Em 1953, quase cem anos depois da sua morte a máquina analítica deBabbage foi redescoberta e seu projeto e as notas de Ada entraram para história 5
  6. 6. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informaçãocomo o primeiro computador e software respectivamente. Em 1980, o Departamentode Defesa dos EUA registrou em sua homenagem a linguagem de programaçãoADA, linguagem de programação que deu origem ao Pascal e outras linguagens.Ada Faleceu aos 36 anos de câncer no útero deixando dois filhos e uma filha.(COSTA, 2011)4.1.2 Grace Murray Hopper (1906-1992) Grace Murray Hopper, graduada em matemática e física, programou a MarkI e Mark II (Foto 3 e 4) e descreveu os princípios fundamentais de funcionamento dacomputação das máquinas. Grace sabia que a chave para a computação, era oaperfeiçoamento de linguagens de programação. A sua mais conhecida contribuiçãopara a computação foi a invenção do compilador, no desenvolvimento da linguagemde programação COBOL, utilizada até hoje e pelo primeiro relato do termo “bug” nahistória da informática. (SCHWARTZ; CASAGRANDE; LESZCZYNSKI; CARVALHO,2006)Segundo Schwartz, Casagrande, Leszczynski e Carvalho (2006), Hopper é aresponsável pelos termos bug e debug. Em 1945, enquanto escrevia um softwarepara o computador Mark I, este parou de funcionar. Ao tentar encontrar o problema,achou uma mariposa (bug) interrompendo os circuitos da máquina e, ao retirá-la(debugging), a máquina voltou a funcionar. Deve-se lembrar que o Mark I era umamáquina imensa, com "três quartos de milhão de peças, oitocentos quilômetros defios, várias rodas contadoras, mancais, garras de engate e relés" (PLANT,1999:140). A mariposa foi colada com fita adesiva em seu relatório (Foto 5), quehoje se encontra em um museu. Até os dias atuais, sempre que há um erro numprograma, diz-se que há um bug, e é necessário utilizar o debug para resolver oproblema. (SCHWARTZ; CASAGRANDE; LESZCZYNSKI; CARVALHO, 2006) Foto 4. Famous Women in Computer Science 6
  7. 7. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação Mark I. Fonte: CS (2010).Foto 5. The Colossus computer - Mark II. Fonte: Boerner (2009) Foto 6. Como surgiu a expressão Bug. Fonte: Updatefreud (2009) 7
  8. 8. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação Foto 7:Grace Murray – Teclado do Computador UNIVAC (Universal Automatic Computer,1960) Fonte: Encyclopaedia Britannica4.2. A participação feminina na T.I As mulheres atualmente estão dedicando-se e investindo cada vez mais emsua carreira profissional. Vão muito além da graduação; elas fazem pós-graduação,MBA (Master of Business Administration), inúmeros cursos extracurriculares e falammais de um idioma. Ainda segundo a Catho, tudo isto têm feito com que elas setornem candidatas cada vez mais bem preparadas para atuarem no mercado detrabalho e conquistem cada vez mais postos de liderança. Hoje muitas mulheres sãogerentes, diretoras, CIOs (Chief Executive Officer ) e CEOs (Chief InformationOfficer).(CORRÊA, 2008). Segundo Claudia Medeiros, presidente da Sociedade Brasileira deComputação (SBC), informa que em 2005, no Brasil, dos estudantes de pós-graduação em Ciência da Computação, somente 25% eram mulheres, e entre osdocentes, de 25% a 30%. Porém, nos cursos de Ciência e Engenharia daComputação tem ocorrido uma diminuição do número de mulheres nos últimos 15anos, passando de 30% para 5 a 10%. Claudia Medeiros indica que essa diminuiçãode mulheres em cursos de informática tem sido percebida na Unicamp, onde “háturmas de Engenharia da Computação com 90 alunos, que possuem duas ou trêsmulheres. Em Ciência da Computação, há quatro ou cinco mulheres em turmas de50 alunos”. (FILHO, 2005) De acordo com Filadoro (2011), sócio e diretor de tecnologia da OnlineBrasil, a participação feminina na indústria de TI ainda é bastante mínima quandocomparada à força de trabalho masculina. Não somente local, mas mundial, isso temlevado determinadas organizações, interessadas em tornar iguais ambas as partes, 8
  9. 9. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informaçãocriando cursos e propondo incentivos para aumentar o percentual de mulheres nosetor de tecnologia da informação e comunicação. De acordo com o gráfico 2, podemos observar um envelhecimento dosprofissionais de informática na comparação de 2006 e 2010; A queda de 5% entreprofissionais de até 22 pode significar uma perda de atratividade da área para osmais novos. Gráfico 2. Distribuição dos profissionais de Informática por idade. Fonte: APINFO (2010). Já de acordo com o gráfico 3, cerca de 75% dos profissionais possuem até10 anos de experiência na área de informática, os profissionais com mais de 20anos são apenas 4%. Gráfico 3. Distribuição dos profissionais de informática, segundo o tempo de experiência na área. Fonte: APINFO(2010) 9
  10. 10. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação4.3. O preconceito Médicas, advogadas, policiais, psicólogas, jornalistas, publicitárias,cientistas, artistas. São incontáveis as áreas em que as mulheres já conquistaramrespeito e marcaram seu espaço como profissionais de destaque. Entretanto, quando o assunto é tecnologia, a situação ainda não é tãoigualitária. No Brasil, “os dedos de duas mãos são quase suficientes para contar osprincipais nomes femininos no mercado de TI”, tanto na indústria quanto naliderança da área de tecnologia das corporações. A experiência mostra que estequadro deve-se menos a uma possível falta de aptidão e mais a um vício culturalque torna senso comum que, se as mulheres não sabem sequer programar o DVDplayer, jamais poderiam ser a principal executiva de TI de uma grandecorporação.(DALMAZO; CERIONI,2007) Dalmazo e Cerioni (2007) ressaltam que preconceitos são fracosexatamente por serem construídos sobre imagens facilmente destruídas pelarealidade. E é assim que as mulheres vêm conquistando cada vez mais cargos deliderança no setor de tecnologia da informação, a exemplo do que acontecem nasdemais posições executivas. De acordo com Dalmazo e Cerioni (2007), um levantamento realizado pelaconsultoria de recursos humanos Catho com mais de 95 mil companhias mostraque, atualmente, 20,2% das empresas brasileiras têm mulheres na presidência ouem cargo equivalente. O número representa um aumento significativo em relação a2001, quando eram 13,9% as corporações comandadas por elas. “Estatisticamente, o número de mulheres em diretorias ou gerências era mínimo ou quase zero há alguns anos, em qualquer profissão”, aponta Fátima Zorzato, presidente da empresa de Executive Search Russel Reynolds. Em sua visão, além das questões culturais, o crescimento deve- se à maior valorização de algumas características – notadamente femininas – em posições gerenciais. No mercado de TI, soma-se a isto a valorização de profissionais com perfis menos técnicos. “Entre os CIOs, a necessidade de se relacionar com os usuários, por exemplo, torna a sensibilidade um fator mais valorizado”, destaca. (DALMAZO; CERIONI, 2007). Fátima Zorzato, presidente da empresa de Executive Search RusselReynolds, assim como diversas executivas do segmento, acredita que o avanço dasmulheres no mercado de TI é uma questão de tempo. Com presença cada vez maisexpressiva no setor e boa parte dos CIOs próximos à aposentadoria, são grandes aschances da próxima geração de líderes de tecnologia ser mais feminina. “Se asexecutivas que vêm por aí seguirem os passos das que já se firmaram no setor, atecnologia só tem a ganhar com esta tendência”. (DALMAZO; CERIONI, 2007). A participação das mulheres no mercado e suas características particularesmotivaram a consultoria Gartner há quatro anos a promover encontros apenas comas CIOs mulheres. “No começo achávamos que seriam poucas interessadas, maspercebemos que algumas ações diferenciadas fez o número crescer de 20 para 80 10
  11. 11. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informaçãoparticipantes entre a primeira e a oitava edição [que acontece entre os dias 8 e 9 demarço]”, explica a vice-presidente do Executive Program do Gartner, Ione Coco.A executiva afirma ainda que o estilo de liderança é diferente, assim como o nível deestresse e a credibilidade. “Elas querem se reunir para discutir os assuntos do seujeito e inclusive pedem para que eu não leve analistas homens aos encontros”,revela.(DALMAZO; CERIONI,2007) A participação das mulheres no mercado e suas características particularesmotivaram a consultoria Gartner há quatro anos a promover encontros apenas comas CIOs mulheres. “No começo achávamos que seriam poucas interessadas, maspercebemos que algumas ações diferenciadas fez o número crescer de 20 para 80participantes entre a primeira e a oitava edição [que acontece entre os dias 8 e 9 demarço]”, explica a vice-presidente do Executive Program do Gartner, Ione Coco.A executiva afirma ainda que o estilo de liderança é diferente, assim como o nível deestresse e a credibilidade. “Elas querem se reunir para discutir os assuntos do seujeito e inclusive pedem para que eu não leve analistas homens aos encontros”,revela.(DALMAZO; CERIONI,2007) As diferenças de gênero nas organizações indicam mais destaque emquestão da média de remuneração. As médias salariais dos homens apareceminvariavelmente mais alta que as da população feminina. A igualdade deremuneração entre os homens e as mulheres só ocupa lugar na categoria deoperadores de máquina de escritório, na qual a média de remuneração écontabilizada em torno de R$ 630,00 para ambos os sexos (Tabela 3) em 2002.Assim, fica evidenciado que as mulheres, a despeito do seu tipo de inserção internano ramo de informática, permanecem, em geral, ganhando menos do que apopulação masculina. (OLIVEIRA; BELCHIOR, 2009) Tabela 3. Média de remuneração na ocupação principal em atividades do ramo de informática por sexo (Brasil,2002-2006). Fonte: PNAD (2002/2006).4.4. Conciliando profissão e família A construção da identidade da mulher profissional vem provocandomudanças também nas representações sociais relativas à família. O homem temassumido de maneira diferente o seu papel de marido e ampliado a sua participação 11
  12. 12. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informaçãocomo pai na criação e educação dos filhos. (MELO, 2002 apud SOUZA; MELO,2008) Segundo Souza e Melo (2008), muitas mulheres ainda encontram obstáculosfamiliares em sua ascensão, dada a concepção sexista e patriarcal ainda presentenas organizações. Da mesma forma, a imagem da mãe como profissional temtransformado a concepção que os filhos possuem dela. O apoio familiar, integração basilar do social, é fundamental. Pais, maridos efilhos atuam como parceiros e aliados nesse processo de crescimento e valorizaçãoda mulher. (SOUZA; MELO, 2008).4.5. Reconhecimento Profissional Conseguir o reconhecimento do seu trabalho por parte da empresa é, para muitas mulheres, uma das formas de chegar a um cargo de liderança. Necessita-se, por parte das mulheres, como sujeitos sociais ativos do desenvolvimento de expressões próprias que as impulsionem e motivem a buscar algo mais. A dependência do reconhecimento externo é uma forma de subordinação e espoliação patriarcal, ainda presente na conduta de algumas mulheres. No entanto, o desejo ou a vontade sem a ação efetiva. Além do mais, essa vontade e essa ação precisam ser reconhecidas e legitimadas. (SOUZA; MELO, 2008) Segundo Souza e Melo (2008), o sucesso e o bem-estar na trajetória profissionalrequerem esforços no âmbito pessoal, ou seja, investimentos no plano da identidade doindivíduo no social, traduzida como autoconfiança e auto-estima. Para algumas pessoas, tersucesso significa reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Para outras, pode denotarocupar um cargo de relevância ou ter boa condição financeira. (SOUZA; MELO, 2008) Para incentivar e inspirar mulheres estudantes da graduação ao doutorado aseguirem carreiras ligadas à engenharia e ciências da computação, em 2008 o Googleanunciou o Prêmio Brazil Women in Technology (Mulheres em Tecnologia no Brasil).(XIMENES, 2008) Segundo Ximenes (2008), o prêmio brasileiro é inspirado no prêmio Anita Borg, queem diversos países premia mulheres envolvidas com tecnologia. No Brasil, a iniciativa contacom o apoio da Sociedade Brasileira da Computação (SBC).5. Conclusão Baseado no trabalho exposto pode-se perceber o crescimento considerávelda participação feminina no mercado de trabalho, sendo especificamente na área detecnologia, tem sido progressivo, ampliando cada vez mais o espaço da mulher emum mundo que antes era predominantemente masculino. 12
  13. 13. Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação Ainda há obstáculos que por vez desanima algumas mulheres a dedicar-se àtecnologia da informação, vendo que o preconceito ainda é considerável, a mulhernem sempre tem oportunidade de ingressar numa organização devido o pré-julgamento de sua capacidade profissional por ser do gênero feminino. Porém, há excelentes profissionais na área que reconhecem a verdadeiradiferença positiva da mulher numa empresa. Assim como qualidades profissionais,as mulheres são adeptas a intuição, o que é de considerável importância emtomadas de decisões, por exemplo, de uma grande organização; Além daflexibilidade e organização, a mulher trás ao ambiente de trabalho uma essência dematuridade e determinação em cada área que exerce.6. Referencia BibliográficaAPINFO – Gráfico 1.Pesquisa: População ocupada em algumas atividades doramo de informática por sexo. 24/07/2010. Disponível em:http://www.apinfo.com.br/ Acesso em: 28/05/2011._______ - Gráfico 2.Pesquisa: Distribuição dos profissionais de Informática poridade. 2010. Disponível em: http://www.apinfo.com.br/ Acesso em: 10/06/2011._______ - Gráfico 3.Pesquisa: Distribuição dos profissionais de informática,segundo o tempo de experiência na área. 2010. Disponível em:http://www.apinfo.com.br/ Acesso em: 10/06/2011.BARBOSA, Wandrieli Nery. Revista Espírito Livre – Mulheres e TI. 02/2011.Disponível em:http://revista.espiritolivre.org/pdffiles/Revista_EspiritoLivre_023_fevereiro2011.pdfAcesso em: 28/05/2011.BIOGRAFIASYVIDAS. Foto 3. Charles Babbage – Máquina Analítica deBabbage. 2004. Disponível em:http://www.biografiasyvidas.com/biografia/b/babbage.htm/ Acesso em:28/05/2011.BOERNER. Foto 5. Computer profile of the day- The Colossus computer – MarkII. 2009. Disponível em: http://www.boerner.net/jboerner/?p=2222. Acesso em:16/06/2010. 13
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