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PPG Arte e Tecnologia II

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Mundo Codificado
de Vilém Flusse...
Vilém Flusser
Um dos maiores pensadores da segunda metade do
século XX viveu durante mais de 30 anos no Brasil.
Vilém Flus...
Vilém Flusser
Uma vez excluído da universidade, deixou o Brasil em 1972
para viver inicialmente na Itália e posteriormente...
O pensamento flusseriano
As áreas de pensamento de Flusser partem de reflexões
do existencialismo e da fenomenologia, concen...
O pensamento flusseriano
Há um convite constante à busca filosófica e críticas
à condição humana, ao risco do totalitarismo p...
O Mundo Codificado
“Viver significa ir em direção à morte.”
Viver então, significa resolver problemas para poder morrer.
Homens e coisas são an...
In-formar
In + Formação = dar forma
Fabricar é engendrar ideias (é informar)
Informar também é fabricar
Fabricar e informa...
In-formar
A partir de nossos códigos construímos versões alternativas da
realidade, mundos paralelos, múltiplas experiênci...
In-formar
“Todo projeto é ao mesmo tempo solução e obstáculo.”
Para entender o passado, presente e futuro da cultura human...
1ª Revolução Industrial
• Constante = Homem-Ferramenta
• Substituição da mão pela ferramenta
• O homem é alienado do mundo...
1ª Revolução Industrial
• Constante = Homem-Ferramenta
• Substituição da mão pela ferramenta
• O homem é alienado do mundo...
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• Constante = Homem-Ferramenta
• Substituição da mão pela ferramenta
• O homem é alienado do mundo...
“O novo homem não é mais uma pessoa de ações
concretas, mas sim um performer: Homo Ludens, e
não Homo Faber. Para ele, a v...
A não-coisa
“o aparelho só faz aquilo que o homem quiser, mas o
homem só pode querer aquilo que o aparelho é capaz”
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Códigos
O mundo tem para nós as formas que estão inscritas na informação
genética desde o princípio da vida na terra.

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“Os códigos tornam-se uma espécie de segunda
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significados em que vivemos nos faz ...
Comunicação
A comunicação humana é um processo artificial. Símbolos organizados
em códigos. Ao aprendermos um código, tende...
Imagens
As imagens dão significado ao mundo, podem encobrí-lo e substituí-lo.
Criam um universo imaginário entre homem e mu...
O pensamento pós-histórico
Um novo tipo de pensamento está sendo formado. Poderá ser uma
nova forma de barbárie, a imagina...
“O idiota, o ser-homem imperfeito,

é falta de arte.”
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Vamos dialogar?
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Introdução ao Mundo Codificado de Vilém Flusser - Parte I

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O pensamento visionário de Vilém Flusser demonstra a tentativa da humanidade de superar suas limitações físicas através da tecnologia. Suas teorias destroem lugares comuns e apontam problemas que sequer começamos a enfrentar.

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Introdução ao Mundo Codificado de Vilém Flusser - Parte I

  1. 1. UnB - Universidade de Brasília Instituto de Artes PPG Arte e Tecnologia II Introdução ao Mundo Codificado de Vilém Flusser Darley Cardoso Brasília, 22 de outubro de 2013 @darleycardoso
  2. 2. Vilém Flusser Um dos maiores pensadores da segunda metade do século XX viveu durante mais de 30 anos no Brasil. Vilém Flusser nasceu em 1920 e faleceu em 1991 em Praga. Entre 1940 e 1972 realizou no Brasil parte importante de sua obra. Em 1950, naturalizou-se brasileiro e lecionou Filosofia da Ciência na Escola Politécnica da USP, e Filosofia da Comunicação na Escola Superior de Cinema e na Escola de Arte Dramática. Em 1970 quando a reforma universitária agregou todos os professores de filosofia da USP ao Departamento de Filosofia da FFLCH, Flusser, que era professor da Politécnica, não foi recontratado. Aparentemente, a não renovação do seu contrato com a Universidade deu-se à falta de comprovação de títulos acadêmicos.
  3. 3. Vilém Flusser Uma vez excluído da universidade, deixou o Brasil em 1972 para viver inicialmente na Itália e posteriormente na França e na Alemanha. Manteve-se bastante ativo até o final de sua vida, escrevendo e ministrando conferências na área de Teoria da Comunicação. Vilém Flusser morreu em um acidente de trânsito, ao visitar sua cidade natal para ministrar uma conferência. Fonte:  Wikipedia
  4. 4. O pensamento flusseriano As áreas de pensamento de Flusser partem de reflexões do existencialismo e da fenomenologia, concentraram-se na discussão do pensamento de Martin Heidegger. São pensamentos interdependentes e frutos de um processo de significação da experiência. O humanismo de usa filosofia aponta o indivíduo do presente como nódulo em uma rede de interações e possibilidades. Vivendo em simbiose com as máquinas que criou. Obrigando-o a abrir mão da possiblidade de controle da realidade, até mesmo porque a noção de “realidade” foi transformada por sua ação.
  5. 5. O pensamento flusseriano Há um convite constante à busca filosófica e críticas à condição humana, ao risco do totalitarismo programado, à manipulação da informação e o afastamento da natureza. Vilém Flusser dedicou sua reflexão à imagens e artefatos, elaborando as bases de uma legítima filosofia do design e da comunicação. Situando a imagem e o artefato no centro da existência contemporânea. Diferente de outros “pensadores de mídias”, Flusser é um pensador de causas, e não de comportamentos.
  6. 6. O Mundo Codificado
  7. 7. “Viver significa ir em direção à morte.” Viver então, significa resolver problemas para poder morrer. Homens e coisas são animados pelo desejo de provocar desordem, e ambos são levados pelo tempo e com o tempo rumo perecimento.
  8. 8. In-formar In + Formação = dar forma Fabricar é engendrar ideias (é informar) Informar também é fabricar Fabricar e informar são aspectos de um mesmo programa, são manifestações da ação humana na tentativa de impor sentido ao mundo por meio de códigos e técnicas. “O artefato se faz modelo e informação.” Para Flusser, a base de toda cultura é a tentativa de enganar a natureza por meio da tecnologia, isto é, da maquinação.
  9. 9. In-formar A partir de nossos códigos construímos versões alternativas da realidade, mundos paralelos, múltiplas experiências do aqui e agora. As quais convencem, comovem e tornam-se reais na medida que acreditamos coletivamente em sua eficácia. “Desde que o mundo começou a ser observado e não mais lido, passou a não ter mais significado.” O totalitarismo programador, se estiver algum dia consumado, nunca será identificado por aqueles que façam parte dele. Será invisível, e só pode ser visto agora em seu estado embrionário. Somos talvez a última geração que pode ver com clareza oque vem acontecendo.
  10. 10. In-formar “Todo projeto é ao mesmo tempo solução e obstáculo.” Para entender o passado, presente e futuro da cultura humana, deve-se dedicar ao entendimento das ferramentas, maquinações e principalmente as fábricas de cada período. O resultado final de toda nossa manipulação de palavras, imagens, artefatos é um imenso acúmulo de lixo, mesmo que eletrônico.
  11. 11. 1ª Revolução Industrial • Constante = Homem-Ferramenta • Substituição da mão pela ferramenta • O homem é alienado do mundo, protegido e aprisionado pela cultura • Expulso da natureza
  12. 12. 1ª Revolução Industrial • Constante = Homem-Ferramenta • Substituição da mão pela ferramenta • O homem é alienado do mundo, protegido e aprisionado pela cultura • Expulso da natureza 2ª Revolução Industrial • Constante = Máquina-Homem • Substituição da ferramenta pela máquina • O homem em função da máquina, a fábrica como espécie de manicômio • Expulso da Cultura
  13. 13. 1ª Revolução Industrial • Constante = Homem-Ferramenta • Substituição da mão pela ferramenta • O homem é alienado do mundo, protegido e aprisionado pela cultura • Expulso da natureza 2ª Revolução Industrial • Constante = Máquina-Homem • Substituição da ferramenta pela máquina • O homem em função da máquina, a fábrica como espécie de manicômio • Expulso da Cultura 3ª Revolução Industrial • Ainda não podemos compreendê-la por estar em andamento • Substituição da máquina pelos aparelhos eletrônicos • Pode-se esperar uma louca alienação do homem em relação à natureza e à cultura • A fábrica do futuro será um lugar de potencialidades do “homo faber”
  14. 14. “O novo homem não é mais uma pessoa de ações concretas, mas sim um performer: Homo Ludens, e não Homo Faber. Para ele, a vida deixou de ser um drama e passou a ser um espetáculo. Não se trata mais de ações, e sim de sensações. O novo homem não quer ter ou fazer, ele quer vivenciar.”
  15. 15. A não-coisa “o aparelho só faz aquilo que o homem quiser, mas o homem só pode querer aquilo que o aparelho é capaz” O novo homem, o funcionário, aonde quer que vá, leva consigo os aparelhos (ou é levado por eles), e tudo o que faz ou sofre pode ser interpretado como uma função de um aparelho. O hardware se torna cada vez mais barato e o software mais caro. O entorno está se tornando impalpável, a base material desse novo tipo de informação é desprezível do ponto de vista existencial. Coisas perderão o valor e os valores serão transferidos para as informações. Um cenário nebuloso e imaterial.
  16. 16. Códigos O mundo tem para nós as formas que estão inscritas na informação genética desde o princípio da vida na terra. “As pessoas deveriam de uma vez por todas aprender a contar.” O mundo é calculável, mas indescritível, letras induzem meras conversas vazias sobre o mundo. O mundo só aceita aquelas formas que correspondem ao nosso programa de vida. E o modo como o mundo está estruturado depende de nós próprios.
  17. 17. “Os códigos tornam-se uma espécie de segunda natureza, e o um mundo codificado cheio de significados em que vivemos nos faz esquecer o mundo da primeira natureza.”
  18. 18. Comunicação A comunicação humana é um processo artificial. Símbolos organizados em códigos. Ao aprendermos um código, tendemos, a esquecer sua artificialidade. “Comunicamos não por sermos um animal social, mas por sermos um animal solitário, incapaz de viver na solidão.” A comunicação só pode dar siginificado a vida quando há equilíbrio entre discurso e diálogo. Nunca a comunicação foi tão boa, o que falta é diálogo efetivo. Enquanto que se tem excesso de discursos onipresentes.
  19. 19. Imagens As imagens dão significado ao mundo, podem encobrí-lo e substituí-lo. Criam um universo imaginário entre homem e mundo. “As imagens são mediações sobre o homem e seu mundo.” O imaginário criado a partir de imagens técnicas não mais supera a alienação. A imaginação torna-se alienação, alienação dupla.
  20. 20. O pensamento pós-histórico Um novo tipo de pensamento está sendo formado. Poderá ser uma nova forma de barbárie, a imaginação confusa - ou, no melhor dos casos, um novo homem criador de modelos. A adequação do pensamento em linha • tempo histórico » premissa cartersiana Pensamento em Linha x Pensamento em Superfície • pensamento pós-histórico • imagem » texto » imagem técnica A humanidade programada por superfícies (imagens) pode parecer tratar-se de uma volta ao estado normal. No entanto, imagens prémodernas são produtos de artíficies, e as imagens pós-modernas são produtos de tecnologia.
  21. 21. “O idiota, o ser-homem imperfeito, é falta de arte.”
  22. 22. Obrigado Vamos dialogar? Final da 1ª parte Darley Cardoso darley.art.br n4f.blog.br @darleycardoso @darleycardos

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