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• A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades
imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um po...
• A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades
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“Se quisesse escolher um símbolo votivo
para saudar o novo milênio, escolheria este:
o salto ágil e imprevisto do poeta-fil...
Uma entidade triplamente caracterizada:
1. É levíssima;
3. Esta em movimento;
5. É um vetor de informação
Leveza
“a metáfora não impõe um objeto sólido,
e nem mesmo a palavra ‘pedra’
chega a tornar pesado o verso”
• Duas vocações opostas se confrontam no campo da literatura através
dos séculos: uma tende a fazer da linguagem um elemen...
• Duas vocações opostas se confrontam no campo da literatura através
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“Il faut être léger comme Poiseau,
et non comme la plume”
Paul Valéry
É preciso ser leve como o pássaro, e não como a plum...
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canalizados por um tecido verbal quase imponderável até a...
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• Ha invenções literárias que se impõem à memória mais pela sugestão
verbal que pelas palavras. A cena em que Dom Quixote ...
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Propostas para o Próximo Milênio: Leveza

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Apresentação da primeira das "Seis Propostas para o Próximo Milênio" de Italo Calvino

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Propostas para o Próximo Milênio: Leveza

  1. 1. @darleycardoso@darleycardoso UnB - Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação PPG Tópicos Especiais em Comunicação Brasília, 28 de maio de 2014 Italo Calvino Seis propostas para o próximo milênio Darley Cardoso Wagner Barja Leveza
  2. 2. Saut dans le vide - Yves Klein
  3. 3. No texto da primeira conferência, do ciclo de 6 confererências para o Charles Eliot Norton Poetry Lectures, Calvino procura explicar a razão que o fez considerar a leveza antes de qualquer outro valor que um defeito; como matéria-prima para busca do estilo literário que desejava: ágil, impetuoso, cortante. O autor faz uma análise de obras clássicas de diferentes épocas e culturas, reconhecento nelas o seu ideal de leveza; e indica o lugar que reserva a esse valor no presente e como o projeta no futuro. Leveza
  4. 4. • A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um poeta que não nutre qualquer dúvida quanto ao caráter físico do mundo. Leveza
  5. 5. • A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um poeta que não nutre qualquer dúvida quanto ao caráter físico do mundo. • Em Lucrécio como em Ovídio, a leveza é um modo de ver o mundo fundamentado na filosofia e na ciência: as doutrinas de Epicuro para Lucrécio e as doutrinas de Pitágoras para Ovídio (um Pitágoras, tal como Ovídio o apresenta, muito semelhante a Buda). Mas em um e outro caso, a leveza é algo que se cria no processo de escrever, com os meios lingüísticos próprios do poeta, independentemente da doutrina filosófica que este pretenda seguir. Leveza
  6. 6. “Se quisesse escolher um símbolo votivo para saudar o novo milênio, escolheria este: o salto ágil e imprevisto do poeta-filósofo que sobreleva o peso do mundo, demonstrando que sua gravidade detém o segredo da leveza, enquanto aquela que muitos julgam ser a vitalidade dos tempos, estrepitante e agressiva, espezinhadora e estrondosa, pertence ao reino da morte, como um cemitério de automóveis enferrujados.”
  7. 7. Uma entidade triplamente caracterizada: 1. É levíssima; 3. Esta em movimento; 5. É um vetor de informação Leveza
  8. 8. “a metáfora não impõe um objeto sólido, e nem mesmo a palavra ‘pedra’ chega a tornar pesado o verso”
  9. 9. • Duas vocações opostas se confrontam no campo da literatura através dos séculos: uma tende a fazer da linguagem um elemento sem peso, flutuando sobre as coisas como uma nuvem, ou melhor, como uma tênue pulverulência, ou, melhor ainda, como um campo de impulsos magnéticos; a outra tende a comunicar peso à linguagem, dar-lhe a espessura, a concreção das coisas, dos corpos, das sensações. Leveza
  10. 10. • Duas vocações opostas se confrontam no campo da literatura através dos séculos: uma tende a fazer da linguagem um elemento sem peso, flutuando sobre as coisas como uma nuvem, ou melhor, como uma tênue pulverulência, ou, melhor ainda, como um campo de impulsos magnéticos; a outra tende a comunicar peso à linguagem, dar-lhe a espessura, a concreção das coisas, dos corpos, das sensações. • A leveza está associada à precisão e à determinação, nunca ao que é vago ou aleatório. Leveza
  11. 11. “Il faut être léger comme Poiseau, et non comme la plume” Paul Valéry É preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma.
  12. 12. 1. Despojamento da linguagem por meio do qual os significados são canalizados por um tecido verbal quase imponderável até assumirem uma mesma consistência rarefeita. Acepções da Leveza
  13. 13. 1. Despojamento da linguagem por meio do qual os significados são canalizados por um tecido verbal quase imponderável até assumirem uma mesma consistência rarefeita. 2. Narração de um raciocínio ou de um processo psicológico no qual interferem elementos sutis e imperceptíveis, ou qualquer descrição que comporte um alto grau de abstração. Acepções da Leveza
  14. 14. 1. Despojamento da linguagem por meio do qual os significados são canalizados por um tecido verbal quase imponderável até assumirem uma mesma consistência rarefeita. 2. Narração de um raciocínio ou de um processo psicológico no qual interferem elementos sutis e imperceptíveis, ou qualquer descrição que comporte um alto grau de abstração. 3. Uma imagem figurativa da leveza que assuma um valor emblemático, como, na história de Boccaccio, Cavalcanti volteando com suas pernas esguias por sobre a pedra tumular. Acepções da Leveza
  15. 15. • Ha invenções literárias que se impõem à memória mais pela sugestão verbal que pelas palavras. A cena em que Dom Quixote trespassa com a lança a pá de um moinho de vento e é projetado no ar, ocupa apenas umas poucas linhas no romance de Cervantes; pode-se dizer que o autor nela não investiu senão uma quantidade mínima de seus recursos estilísticos; nada obstante, a cena permanece como uma das passagens mais célebres da literatura de todos os tempos. Leveza
  16. 16. • Ha invenções literárias que se impõem à memoria mais pela sugestão verbal que pelas palavras. A cena em que Dom Quixote trespassa com a lança a pá de um moinho de vento e é projetado no ar, ocupa apenas umas poucas linhas no romance de Cervantes; pode-se dizer que o autor nela não investiu senão uma quantidade mínima de seus recursos estilísticos; nada obstante, a cena permanece como uma das passagens mais célebres da literatura de todos os tempos. • A lentidão da consciência humana em sair de seu parochialism antropocêntrico pode ser anulada em um momento de invenção poética. Leveza
  17. 17. A K D Mico - Wagner Barja
  18. 18. flor(é)ser - Darley Cardoso
  19. 19. Obrigado darley.art.br n4f.blog.br @darleycardos darley.art.br n4f.blog.br @darleycardoso Darley Cardoso Wagner Barja "Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." Fernando Pessoa

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