Imagens do Além (psicografia heigorina cunha espírito lucius)

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Imagens do Além (psicografia heigorina cunha espírito lucius)

  1. 1. CONTRA-CAPA: Os desenhos da médium Heigorina Cunha feitosapós seu retorno das excursões à cidade Nosso Lar,em desdobramento espiritual, amparada e orientadapelo Espírito Lucius - bem como as Anotações deAndré Luiz, recebidas por Francisco Cândido Xavier -,deram origem ao conhecido livro Cidade no Além. Posteriormente, estimulada por Chico Xavier,Heigorina retornou à sua tarefa mediúnica, e novasvisitas foram feitas à mesma cidade e à colônia deEurípedes Barsanulfo - esta última localizada sobre aregião em que se situa, em nossa esfera, a cidade deSacramento, MG -, originando interessantes desenhosque, com respectivos esclarecimentos, resultaramnesta obra. Cúpula do Castelo da Governadoria,Restringimento do perispírito com vistas àreencarnação, Nave individual para viageminterplanetária, Campo da Música, Cúpula do Cisne,Coreto, A Cruz, Bosque das Águas com o Rio Azul eReunião do Crepúsculo são os motivos das novasimagens da cidade Nosso Lar. Contém 16 ilustrações a cores. Obras da mesma autora: • Cidade no Além • A Força da Mente
  2. 2. HEIGORINA CUNHA ESPÍRITO LUCIUS IMAGENS DO ALÉM INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA Av. Otto Barreto, 1067 - Cx. Postal 110 - CEP 13602-970 - Araras/SP - Brasil Fone (19) 3541-0077 - Fax (19) 3541-0966 CNPJ 44.220.101/0001-43 - Inscrição Estadual 182.010.405.118IDE EDITORA É APENAS UM NOME FANTASIA UTILIZADO PELO INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA, O QUAL DETÉM OS DIREITOS AUTORAIS DESTA OBRA. www.ideeditora.com.br
  3. 3. © 1994, Instituto de Difusão Espírita a 7 edição - maio/2009 a 1 reimpressão -julho/2010 27.001 ao 28.000 exemplares FICHA CATALOGRÁFICA (Preparada na Editora) Cunha, Heigorina, 1923 –C98Í Imagens do Além / Heigorina Cunha, Espírito Lucius. Araras, SP, 7a edição, IDE, 2009. 96 p.: 16 il. 1. Espiritismo 2. Imortalidade 3. Vida Futura I. Lucius. II. Título. CDD - 133.9 - 133.91 - 133.901 3 Índices para catálogo sistemático:1. Espiritismo 133.92. Espíritos: Comunicações mediúnicas: Espiritismo 133.913. Imortalidade da alma: Espiritismo 133.901 34. Vida depois da morte: Espiritismo 133.901 3
  4. 4. ÍNDICE Apresentação 71. - Colônia de Eurípedes Barsanulfo 102. - Esferas Espirituais da Terra 163. - Um dos Templos de Iniciação, no Ministério da União Divina 224. - O Castelo de Vegetação 245. - Edifício da Governadoria - O Castelo de Nosso Lar 276. - A Cúpula do Castelo 307. - O Pavilhão do Restringimento 328. - Novos Desenhos 379. - O Registro do Palácio do Cisne 4110. - Retorno ao Campo da Música 4411. - Grande Surpresa - A Cruz 4812. - O Bosque das Águas 5213. - Reunião do Crepúsculo 54
  5. 5. ÍNDICE DAS ILUSTRAÇÕES1. Colônia de Eurípedes Barsanulfo 682. Templo de Iniciação, no Ministério da União Divina 583. O Castelo de Vegetação 594. Edifício da Governadoria - O Castelo de Nosso Lar 605. A Cúpula do Castelo da Governadoria 616. Pavilhão do Restringimento 627. Desenho do Restringimento 638. Desenhos da Nave Individual 649. Desenhos da Nave Individual 6510. Campo da Música 6611. Cúpula do Cisne 6712. Coreto 6913. A Cruz 7014. Bosque das Águas 7115. Reunião do Crepúsculo 7216. Esferas Espirituais da Terra 73
  6. 6. APRESENTAÇÃO Nossa querida irmã Heigorina Cunha estános brindando com mais um livro (1) comdesenhos de prédios e coisas que viu em suasexcursões, em estado de desdobramentoespiritual, ao Mundo Maior. A novidade, que lhe diz muito ao coração, éa planta baixa da cidade espiritual dirigida porEurípedes Barsanulfo e que está localizada sobrea região em que se situa, em nossa esfera, acidade mineira de Sacramento, terra natal deambos, a desenhista e seu tio desencarnado,porque o grande Tarefeiro do Cristo é tio por laçosconsangüíneos de nossa querida autora, e ligadoa ela profundamente no campo espiritual. Além dessa contribuição, nos traz outrasimagens de Nosso Lar (2), também de grandevalor ilustrativo uma vez que se referem aedifícios e instituições que constam nos livros de1 O outro é Cidade no Além, Francisco Cândido Xavier, Heigorina Cunha,Espíritos André Luiz e Lucius, edição IDE.2 Nosso Lar, Francisco Cândido Xavier/André Luiz, edição FEB.
  7. 7. nosso querido irmão espiritual André Luiz, comoexistentes naquela cidade do espaço, já famosano mundo inteiro em razão da revelação que nosfoi feita, naturalmente com a permissão de Deus,através do referido livro e dos que o seguiram. Cumpre anotar que estamos reutilizandoalgumas ilustrações do livro Cidade no Além,tendo em vista esclarecimentos que ali não foramdados e que agora nos chegam, como se poderáverificar no texto. Como ocorreu no livro Cidade no Além todasas ilustrações acham-se num apêndice no finaldeste livro. Quanto à continuidade do trabalho de nossaquerida irmã, nesse terreno da mediunidade,achamos conveniente trazer ao leitor algumasobservações de nosso irmão Francisco CândidoXavier que se acham no depoimento adiante denossa autora, a saber: "- Como vão os desenhos? "- Que desenhos, Chico? "- De Cidade no Além. "Para nós foi uma enorme surpresa, uma vezque entendíamos tudo terminado. Chicocontinuou: "- Lucius está dizendo que é precisocontinuar com os desenhos. *
  8. 8. "Ao terminarmos os desenhos, nosapressamos em levá-los ao nosso querido Chico,para que os visse. "Depois de dialogarmos longo tempo sobreos desenhos, e a mediunidade, Chico nosperguntou de repente: "- Você não recebeu um desenho que temuma cruz? "- Cruz, Chico? "- É. "- Não, - respondi surpresa. "Houve uma pausa e recompondo-meacrescentei: "- Não recebi não, e, aliás, não sou muitoligada à cruz. "- Mas vai recebê-lo. "- Mas cruz, Chico?! "Mudando a voz, numa atitude de respeito ecom um sorriso angélico, ele disse: "- Ela é linda! * Assim, pois, sem mais delongas e sem entrar nomérito do material aqui exposto, estamos entregandoaos queridos leitores mais esta obra de nossaabnegada irmã, em favor de melhor conhecimento domundo espiritual que nos aguarda além do túmulo e,conseqüentemente, da Doutrina Espírita. Araras, 19 de novembro de 1994. OS EDITORES.
  9. 9. 1 - COLÔNIA DE EURÍPEDES BARSANULFO A Colônia Espiritual de EurípedesBarsanulfo, a que se refere o desenho de suaplanta baixa (pág. 68), está no espaço que ficasobre a cidade de Sacramento (MG) Olhando-se a planta baixa da Colônia, ecomparando-a com a planta baixa da cidadeNosso Lar, constante de nosso livro Cidade noAlém, podemos ver que quem arquitetou aprimeira inspirou-se nos princípios arquitetônicosda segunda, uma vez que aquela lembra muitoesta em sua divisão em setores, agrupando ostrabalhadores do setor, e dividindo-se em quatroasas correspondendo cada uma a um setor deatividade. O prédio central, de forma redonda, abriga aAdministração da Colônia e, por fora dele, osParlatórios, em forma de U, símbolo do Universo,e em número de quatro, um para cada setor,destinam-se ao diálogo entre os residentes e osvisitantes à procura de orientações, em transitóriodesdobramento, para receberem instruções que
  10. 10. conseguem guardar de memória quandodespertam no mundo físico, com instruções elembranças nítidas. As quatro divisões da Colônia são asseguintes:1. O RECINTO DA ORAÇÃO Onde, naturalmente, se estuda o Evangelhode Nosso Senhor Jesus Cristo, e se ora,individualmente ou em conjunto, como o próprionome esclarece.2. O HOSPITAL Onde são recebidas as criaturas recém-desencarnadas para o tratamento que necessitamno seu processo de readaptação ao mundoespiritual, tendo em vista o equilíbrio do corpoespiritual.3. A ESCOLA Onde se ensina o respeito às Leis Divinas ematérias que interessam aos residentes comoAstronomia, Patologia Espiritual, etc.4. ARQUIVO ESPIRITUAL DA COLÔNIA Como o próprio nome define, trata-se decentro para onde convergem todas asinformações que dizem respeito aos tutelados daColônia, inclusive aqueles que ela promoveu areencarnação e se acham ainda na carne.
  11. 11. * Como se vê no desenho, as quatro divisõessão marcadas com floridas alamedas, e asconstruções obedecem a uma simetria idêntica noseu todo. Quando apresentamos o desenho ao nossoChico, dizendo-lhe ser da Colônia de Eurípedes,ele nos disse: - Uma das Colônias... E nos referiu uma que está sobre a cidadede Palmelo (GO) dizendo haver ainda outrasdelas. Tivemos notícias dessa Colônia Espiritual deEurípedes Barsanulfo pela mediunidade de nossoquerido médium Francisco Cândido Xavier, emmensagem que consta de seu livro Vozes daOutra Margem (ed. IDE, Hércio M.C. Arantes,Espíritos Diversos), no capítulo Casa deEurípedes no Mundo Maior, página 151, do qualdestacamos os seguintes trechos: "Capítulo 17 Casa de Eurípedes no Mundo Maior Quando o sr. Edem recebeu em Uberaba,pelo lápis mediúnico de Chico Xavier, a 16 dejunho de 1984, afetuosa carta de sua progenitora,D. Noêmia Natal Borges, prima de EurípedesBarsanulfo, não esperava que, juntamente com
  12. 12. notícias mais ligadas ao seu reduto familiar, elatrouxesse amplo noticiário da grande família"euripidiana", já domiciliada no Plano Espiritual. De fato, além dos consangüíneos, existeimensa família de corações, encarnada edesencarnada, gravitando em torno domissionário sacramentano que se doou àHumanidade, num apostolado de amor dos maisexpressivos. Pois, em suas múltiplas funções: dedestacado homem público, como jornalista evereador; de emérito professor, com inovaçõespedagógicas avançadas para a época, aplicadasno Colégio Allan Kardec, que ele fundou em 1907;e de dedicadíssimo espírita, atuante em váriasáreas, como orador, doutrinador e especialmentemédium, dotado de várias faculdades,destacadamente a de cura - ele soubeexemplificar a fé viva, o trabalho perseverante e acaridade sem limitações. E, bem sabemos, suas atividades no MaisAlém continuam, invariáveis, desde a suadesencarnação, em 1918. Não é de estranhar, portanto, que a "Casade Eurípedes", localizada no Mundo Maior,conforme descrição da mensagem quetranscreveremos a seguir, seja uma imensainstituição, "de extensão difícil de ser mostradacom frases terrestres", refletindo, naturalmente, aextensão de recursos espirituais que irradiamdesse tão querido servidor de Cristo:
  13. 13. Meu querido Edem, Deus nos abençoe. Agradeço a sua bondade filial, tentando aobtenção de notícias minhas. (...) Gastei alguns dias, segundo imagino,para acordar, de todo, com bastante lucidez e fuiinformada de que estava admitida à Casa deEurípedes, onde cada coração dispõe de espaçosuficiente para aprender e renovar-se. Alireencontrei a querida vovó Meca, o pai Manoel, aEulice, a Mariquinhas, o Homilton, e quanta gente,meu Deus, que me lembrava o tempo em queperguntava pelos desencarnados queridos semresposta. Não sei como descrever a moradia de nossoquerido Eurípedes, porque numa extensão difícilde ser mostrada com frases terrestres, ali sedividem o Lar, a Escola, o Hospital, o Recinto daOração e os Parlatórios para diálogos entre osresidentes e os visitantes à procura deorientações, incluindo os amigos aindaencarnados que chegam até nós em transitóriodesdobramento para receberem instruções queconseguem guardar de memória, quandodespertam no mundo, como intuições elembranças que muitos consideram fantasia. Ali, numa união fraterna em que se en-trelaçam os nossos melhores sentimentos,estavam Amália Ferreira, Maria da Cruz, MariaDuarte, Sinhazinha Cunha, e outras muitas
  14. 14. companheiras de ideal e trabalho, cuja companhianos facilita o aprendizado do amor verdadeiro. Dentre os mais novos companheiros recém-chegados, destaco a Corina, em preparativospara novas atividades na benemerência doensino; o Ismael, do Alcides, comprazendo-se emacompanhar a mãezinha e a esposa, os filhos edescendentes com o amor que lhe conhecemos; oJerônimo, sempre atraído para as boas obras dePalmelo; a Edalides, ainda presa a São Carlos; emuitos outros amigos do bem que, unidos, nosinspiram a felicidade de crer no amor fraterno e notrabalho sem qualquer idéia de recompensa. (...)
  15. 15. 2 - ESFERAS ESPIRITUAIS DA TERRA Desde que apresentamos, ao nosso queridoirmão Francisco Cândido Xavier, a planta baixa dacidade Nosso Lar que fez parte de nosso livroCidade no Além, com aquela doçura que lhe épeculiar, mas com significativo acento na voz,notificou-nos que aquilo era o começo de umtrabalho que deveríamos continuar, porque iria sedesdobrar, sendo justo confessar que o havíamosinterrompido há três anos. Ali mesmo, ao lado do companheiro quetemos em grande conta, rogamos a Jesus quenos amparasse no desenrolar desse trabalho,porque nos víamos sem recursos para tarefa tãodelicada qual a de retratar, no papel, tudo aquiloque nossos olhos espirituais, em desdobramento,viam no Mundo Maior, especialmente em nossasexcursões àquela cidade que nos afeiçoamos. As visitas à cidade espiritual, no entanto,embora possa não parecer, deixavam em nossamente um mundo de interrogações que nossosmodestos conhecimentos do Mundo Maior, por si
  16. 16. só, não sabiam responder. Por exemplo, onde seassenta, a cidade espiritual, em que consistemsuas bases, já que está sobre a nossa cabeça,num espaço de céu azul que não podemoscompreender, coberto pelo solo de Nosso Lar? O Benfeitor Amigo, que nos tutela a tarefa, jáhá algum tempo, gosta de nos ensinar atravésdas manifestações da Natureza, que sempre é umlivro aberto a nos demonstrar todos os fenômenose lições da Vida. Não se passaram muitos dias. Abrindo-se para a rua, sempre deserta aolado de nossa casa, há uma ampla janela atravésda qual, desde os tempos em que estávamospresa ao leito em virtude de abençoada paralisia,era dali que víamos o mundo exterior,contemplávamos o céu nas noites cheias deestrelas, admirávamos o mundo vegetal e animalque nos cercava, aprendendo a sentir toda a vidaque havia ao nosso lado, como a nos presentearcom alegrias simples iguais o canto dospassarinhos, a chuva fresca soando na vidrada,as cores aveludadas das flores que nasciam portoda parte. A minha janela era a luz do meu horizonte ea confidente de minhas confissões interiores,quando me analisava e lutava para conseguirsuperar as minhas limitações. Certa manhã, ao invés do chilrear dospassarinhos junto ao meu quarto, um barulho
  17. 17. estranho soava ameaçador, como um lamentoterrível e estertórico. Era uma motosserra querugia decepando frondosa árvore, que meoferecia sombra amiga e agasalhava os pássarosinquietos que sempre sonorizavam o meu quartocom o seu canto alegre. Antes que pudesse tomarciência do desastre, minha árvore amiga caía comestrondo para deixar espaço ao asfalto de novarua que se desenhava. Era o progressoavançando e nos cobrando um alto preço. O dia transcorreu ao ritmo daquele barulhotriste com a faina de jovens operários retalhandoos galhos da frondosa árvore, e confesso que nãome foi nada agradável o fato que fui constrangidaa presenciar. À tarde, fomos ver de perto o estrago. Asárvores morrem de pé. Aquela doía na alma vê-lainerme no chão, feita em pequenos pedaços,condenada à morte e condenada ao fogo. O Sol se despedia no horizonte, e só nosrestava orar. No meio da dor, sentimos a presença deuma visita amiga. Nosso Benfeitor chegava nãoapenas para suavizar nossa melancolia, mas paradar-nos uma lição através da Natureza. Deixamos de fitar o céu, que se coloria devermelho aos derradeiros raios do Sol, e voltamosnosso olhar para um pedaço do tronco decepadoque se nos mostrava pela ferida molhada deseiva, que pareciam lágrimas, onde se
  18. 18. desenhavam lindas circunferências. Uma dentroda outra. Talvez, por elas, se pudesse contar osanos de vida daquela árvore. Que graciosatessitura! Escureceu e, mais reconfortada, re-gressamos ao nosso aposento e fomos dormir,impressionada com a lição recebida. Na manhã seguinte, apesar da tristeza pelaausência da arvore amiga, estava algo confortadainteriormente. Pus-me a pensar nascircunferências, no lindo tronco serrado, namaravilha da obra de Deus. Houve umainterferência em nosso pensamento e tudo nosindica que, à noite, nosso Benfeitor completou alição da tarde, porque pareceu-me uma repetiçãoao ouvi-lo: "Se fora possível cortar a Terra pelo meio,em seu todo, quer dizer, até onde alcançam seuslimites verdadeiros, ver-se-iam círculos iguaisaqueles, uns dentro dos outros, representandoestágios da vida espiritual, ou esferas vibratóriasonde vivem os Espíritos, de acordo com a suaelevação. Numa dessas esferas estão as basesde Nosso Lar, a Colônia que conheces." (pág. 73) Diante daquela maravilhosa lição, fuiimpulsionada para elaborar o desenho. Fizemos o primeiro desenho com dozeesferas. Depois fizemos o segundo, com sete esferaspartindo da Crosta terrestre.
  19. 19. A primeira, onde pisamos e respiramos, quenos envolve e convive conosco, é o Umbralgrosso, de muito sofrimento, onde o malpraticamente impera. A segunda abriga as instituições espirituaisconhecidas como Moradias, das quais nos falouAndré Luiz, que mesmo em sendo ainda Umbral,a vida espiritual já é mais amena, conquanto osofrimento dos Espíritos que por ali estagiam. A terceira esfera, ainda Umbral, embora emseus limites extremos, é onde está a cidadeespiritual conhecida pelo nome de Nosso Lar, e écor de ouro. Ficamos emocionada e foi nesseenlevo que sentimos o auxílio direto de nossoBenfeitor Amigo ao nosso lado. Colorimos a quarta esfera de azul, a cor docéu. Estão aí os Espíritos encarregados das Artesem geral, Cultura e Ciência. A quinta esfera, que pintamos de cor-de-rosa, é a do Amor Universal, onde estagiamEspíritos que sublimaram os sentimentos. Na sexta esfera estão os Espíritos quemantém contato com a Diretriz do Planeta, quedecide os grandes planos da vida planetária. Depois dela vem a esfera externa, abertapara o Infinito, para os outros mundos econstelações, um verdadeiro Céu por representarlibertação do Espírito no Cosmo Universal. Ao terminar, estávamos encantada com abeleza da estrutura da Terra. Ela é divina, filha da
  20. 20. Natureza, e estamos dentro do seu ventre -verdadeiro ventre materno -, a meio caminho àprocura da Luz. Muito nos falta, ainda, para chegarmos àúltima esfera. Teremos que nascer e renascermuitas vezes, até que cheguemos a entender abeleza suprema da Luz e nos integrarmos nagrande família universal. * Havíamos reiniciado nosso trabalho,agradecendo a Deus e ao nosso BenfeitorEspiritual, rogando-Lhes bênçãos para hoje e todoo sempre. * Levamos os dois desenhos para nossoChico Xavier vê-los. Disse-nos, espontâneo: "É essa a forma real da Terra. Se cortarmosao meio uma cebola, nos dará essa visão, de umaesfera dentro da outra." Em poucas palavras, nosso Chico havia ditotudo. Voltamos confiante, para prosseguir notrabalho dos desenhos.
  21. 21. 3 - UM DOS TEMPLOS DE INICIAÇÃO, NO MINISTÉRIO DA UNIÃO DIVINA Um dos Templos de Iniciação, localizadonuma das pontas da estrela, representativa doPlano Piloto, onde está o Ministério da UniãoDivina (pág. 58), presta-se à iniciação, para osEspíritos que atingiram Nosso Lar, e que almejampassar à esfera seguinte, preparação que demoralongos anos. Acompanhando a forma do terreno onde selocaliza sua arquitetura tem linha triangular. O templo dispõe de uma única porta estreita. Comporta dois salões, sendo um no térreo eo outro no pavimento superior, ou cúpula. Através dos vitrais, que existem em cadacanto, durante o dia flui a iluminação natural. Omaterial da cúpula deixa passar a luz. Uma antena de captação de Força Cósmicaestá assentada na cúpula e ligada à aparelhagemadequada para o intercâmbio com os PlanosSuperiores.
  22. 22. Vê-se, ainda na cúpula, um arco-íris,simbolizando as energias solares através dascores. Também se vêem duas constelações, oCruzeiro e o Triângulo e, ao lado, as estrelas Alfae Beta. Alfa é uma estrela de primeira grandeza, eum dos sóis mais próximos do nosso. Fomos informados de que o acesso aotemplo nos era vedado. Que Jesus nos abençoe, dando-nos umanova oportunidade de trabalho.
  23. 23. 4 - O CASTELO DE VEGETAÇÃO No parque de estudos, do Ministério doEsclarecimento, está o Castelo de Vegetação(pág. 59), com forma de estrela de cinco pontas,idealizado e realizado pela Irmã Veneranda, quedirige os serviços de estudos que nele sedesenvolvem. Quando fizemos o desenho, que é umavisão aérea, de um Espírito volitando, nãoimaginávamos a beleza interior e o seusimbolismo. Depois algumas coisas nos foram reveladassobre seu projeto e execução. Foi uma homenagem da grande Benfeitoraao Criador, na decoração simples tirada daNatureza, onde procurou retratar páginas vivas doEvangelho de Jesus. Veneranda, com seu amor desmedido,plantou a trepadeira, dando-lhe a forma de umaestrela de cinco pontas. O Castelo da Vegetação é um templo deestudo, na paisagem viva da Natureza, ondepodemos estudar a evolução do Homem, a saber:
  24. 24. I - O Homem em forma de estrela. Atrepadeira acha-se plantada no centro da área,conforme se poderá ver no esquema do desenho. Cresceu, ganhou altura e, no início docaramanchão, sua ramagem tomou formaespiralada, à medida que se desenvolveu, atéchegar o momento de separar as ramagens, paraformar as pontas da estrela, que são cinco,representando o Homem, a saber: as duas pontasinferiores representam os pés; as laterais, direitae esquerda, são os braços, e a vertical da estrelasimboliza a cabeça. Veneranda deu, pois, àtrepadeira essa linda forma humana. II - A mesma trepadeira retrata A evoluçãodo Homem. A semente é o princípio da vida. EssaCentelha Divina, depois de uma longa caminhada,encontra-se na monera. O broto, no seu crescimento até atingir oteto, é o início da trajetória evolutiva do ser. Depois que inicia o espiralado, vem o iníciodo livre-arbítrio. Vai e volta nas sucessivasreencarnações. As voltas que vão sendo dadas, para ampliara circunferência, são os ciclos evolutivos doHomem, em milhões de anos, até que não maisnecessite reencarnar. É quando toca nas cincobases dos triângulos, transformando-se em umaEstrela, e fazendo-se Espírito de Luz.
  25. 25. Lembramos as palavras de Jesus: "Faça-seLuz!" Aí está a Evolução do Homem simbolizadana trepadeira que forma o Castelo da Vegetação. Veneranda cultivou-a com tanto amor queela cresceu, cobriu-se de flores luminosas (porqueem Nosso Lar as flores armazenam a luz solar) etransformou-se na forma de lindo astro, templodivino da Natureza, onde tanto se aprende comJesus. O Castelo é página viva do Evangelhoexemplificado, na nobreza do Espírito deVeneranda, a sublime Ministra de Nosso Lar, queno-lo deixou formado por uma singela trepadeira,encerrando tanta sabedoria. Agradecemos ao Benfeitor Amigo por nosauxiliar a retratar no singelo desenho tantamaravilha do céu.
  26. 26. 5 - EDIFÍCIO DA GOVERNADORIA - O CASTELO DE NOSSO LAR Por causa da atmosfera muito rarefeita daCidade Espiritual, a luz e as cores são lindas esuaves. A paisagem é magnífica. Temos limitações para descrever a beleza,realmente divina, de Nosso Lar. Na estética dascoisas mais simples, por exemplo, nocaramanchão de Veneranda, e por toda parte,encontramos a manifestação gloriosa de Deus. Na beleza dos jardins da Praça, dasalamedas, das fontes murmurantes e de toda apaisagem em floração recebendo o beijo do Sol,há uma perene festa de cor e luz. O Castelo (pág. 60), que se encontra nocoração da cidade, bem no centro da estrela quelhe dá forma, não poderia ser nota dissonantenessa esfera celeste. Sua arquitetura é magnífica. Em cor de neve, com as sete torres alvasestendidas para o céu azul, é mensagem de paz etemplo divino de trabalho, do Homem diante deseu Criador. Harmonia perfeita, em ambiente de
  27. 27. paz, luz e amor, ali tudo fala da grandeza deDeus. O prédio se divide em sete setores detrabalho, sendo seis deles em torno do sétimo. O corpo central do prédio, e a cúpula,destina-se ao Governador, sendo que os demaissão ocupados pelos Ministérios, que são seis. No anfiteatro da torre central, é onde oGovernador e os setenta e dois Ministros sereúnem, ao crepúsculo, em oração, para louvar OCoração Invisível do Céu. O anel da torre, é um amplo salão redondo,de onde se avista todo o horizonte circundante, ea cidade espiritual. A visão daquela altitude élinda. Através do material cristalino da torre, seavista ao longe. Ao som das harmoniosas vozes dosMinistros, se desenha no espaço o coração azul,que vem refletir-se dentro do salão, onde serealiza a sublime reunião do crepúsculo. Em resposta às orações das setenta e duasfiguras venerandas e do Governador, chegam dasEsferas Superiores cantos angélicos,evidenciando a comunhão com o Criador doMundo, banhando-os de paz, luz e AmorUniversal. Nota - A fotografia, existente no ParqueHospitalar, de que fala André Luiz, foi tirada emuma dessas reuniões, quando o governador
  28. 28. louvava, em pé, o Coração Invisível do Céu. Essareunião diária é sagrada em Nosso Lar.
  29. 29. 6 - A CÚPULA DO CASTELO Nesse Castelo, como dissemos, trabalha evive o Governador da cidade. A linda cúpula (pag.61), de janelas ovaisvolteadas com delicadas pérolas realçando oslindos bordados do prédio e das torres, seconfunde com as nuvens brancas como neve. Aopôr-do-sol, pontilhado de ouro, esse templo detrabalho é um poema a falar de Deus. Há numa cúpula do Castelo um centro deinformações, um verdadeiro acompanhamento davida terrestre, com todos os requintes da maisavançada técnica eletrônica. Existe ali uma enorme esfera, uma réplica doGlobo Terrestre, com a geografia dos continentese mares, dentro da qual funciona possante ecomplicada aparelhagem transceptora, viaimagem e som, com notícias detalhadas de tudoquanto se passa nas esferas circundantes. Em cada região do Globo se podemvislumbrar cenas ao vivo, registradas por essessensíveis equipamentos, muito maisaperfeiçoados que os nossos implementos de
  30. 30. comunicação. Através desse importante serviço, oGovernador, e os seus Ministros, podemacompanhar os fatos que interessam a todos. É uma aparelhagem deslumbrante.Trouxemos seu desenho para dar melhor idéia dotrabalho magnífico, do Governador e seuscooperadores, em benefício da vida em nossaTerra. Agradecida, rogo que Jesus os ilumine cadavez mais.
  31. 31. 7 - O PAVILHÃO DO RESTRINGIMENTO Quando apresentamos ao nosso ChicoXavier, o desenho do restringimento, ele nosdisse: - Heigorina é isto mesmo o Restringimento.O processo é mais lento, tratando-se dereencarnação compulsória, nesta categoria deEspírito. Leva mais de ano para completar orestringimento. Assim que se inicia a fase do sono letárgico,o corpo espiritual vai se despojando da matériagrosseira, ficando o perispírito sutil, sem trazer-lheprejuízo algum. Por exemplo: "A cobra que deixaa casca." Olhando-nos com uma pausa, acrescentoudepois: - Este despojo grosseiro é enterrado emlugar próprio, num Cemitério. Apontando depois o desenho, do resultadodo restringimento, que tem a forma ovaladalembrando uma pastilha, nos informou:
  32. 32. - Quer seja a Senhora ou a Mãe Solteira, senão tiver no ventre materno o sêmen espiritual,não há fecundação pelo espermatozóide. Há aconcepção espiritual e a material. * O Pavilhão do Restringimento (pág. 62) éinteiramente translúcido, deixando, portanto,passar os raios solares, cuja caloria éarmazenada em aparelhagens próprias, visando oaquecimento de gavetas, iguais a berços, ondesão depositados, em forma de sêmen espiritual,os Espíritos que passaram pelo processo derestringimento do corpo espiritual, para novareencarnação. São verdadeiras estufas aperfeiçoadíssimas,resguardando os reencarnantes que retornarão aocorpo físico. Nessa fase, já estão esquecidos daexistência anterior e prontos para novaexperiência. Destina-se aos Espíritos que são obrigadosa se reencarnarem, por não poderem permanecerpor mais longo período na erraticidade, para quepossam seguir sua evolução, sob a regência dasLeis Divinas. São Espíritos da terceira ordem, esua reencarnação, por esse processo, écompulsória. Nos prédios próximos ao Pavilhão - que nãosão somente os oito que aparecem no desenho -,funcionam serviços auxiliares, verdadeiros
  33. 33. hospitais, que preparam o candidato, num estágiocondicionador de sua esfera mental, a fim desofrerem, depois, o restringimento do corpoespiritual (pág. 63), reduzido a um diminuto corpoovalado onde estão preservados os seus centrosde forças, a saber: o coronário, o frontal, olaríngeo, o cardíaco, o esplênico, o gástrico, e ogenésico, que se localizam no corpo espiritual,matriz do corpo físico. Chegado o momento da reencarnação, oAnjo Guardião daquele Espírito assume seucontrole, conduzindo-o ao processoreencarnatório. Há duas fecundações, no momento daconcepção, sendo uma a que conhecemos, com apenetração do espermatozóide no óvulo,formando a célula-ovo, semente do corpo físico. Aoutra fecundação opera-se no plano espiritual, econsiste na integração do Espírito reencarnantecom o Espírito da mãe, que pode se operar demodos diversos e que, no caso, consiste naingestão, pela mãe, em estado espiritual, dosêmen espiritual a que nos referimos. É esta fecundação, a espiritual, que vaitransmitir vida ao óvulo fecundado e modelá-losegundo os planos da Divina Providência, paraque venha à luz um Ser, filho de Deus, comdeterminadas oportunidades de aprendizado ereajustamento, na certeza de que nenhuma
  34. 34. Ovelha está distante da vista e do amor de seuPastor. Assim, quando um Espírito, dessa categoria,é levado ao processo reencarnatório, seu Anjoguardião, que o preside, oferece à mãe a sementeespiritual contida no pequeníssimo corpo ovaladomostrado no desenho, que irá permitir afecundação no plano físico. Foi-nos permitido trazer o desenho dessaforma de restringimento do corpo espiritual a fimde esclarecer o leitor amigo quanto ao trabalhosublime que se realiza nos dois planos da vida,em nome de Deus, pelos Benfeitores Espirituais,especialmente nosso Anjo Guardião. Claro que existem outras categorias deEspíritos e, por isso mesmo, outras categorias deprocessos reencarnatórios. Existem os Espíritos que já guardam omerecimento de decidirem sobre o seu própriodestino, claro, dentro dos limites de sua evoluçãoe de suas necessidades. Ajudam a preparar suasfichas reencarnatórias e participam no estudo daelaboração do seu futuro corpo físico, assim comodos problemas e facilidades que deverãoenfrentar, no contexto familiar e social que lhesservirá de ambiente. André Luiz disserta sobre o assunto no livroMissionários da Luz, edição FEB, nos capítulosXIII a XV, relatando a reencarnação deSegismundo.
  35. 35. Quando o Espírito alcança determinadoestágio evolutivo, que lhe permite não maisreencarnar na Terra, ou em outro planeta domesmo nível, naturalmente, estará sujeito aoutros processos de ingresso em mundossuperiores, que nos são desconhecidos.
  36. 36. 8 - NOVOS DESENHOS Assim que o livro Cidade no Além ficoupronto, nos desligamos dos desenhos, en-tendendo que ali terminava a nossa participação,e tendo em vista as nossas limitações, que nãoestimulavam a retomada do trabalho. Em uma das nossas visitas ao abnegadoirmão Francisco Cândido Xavier, ele nosperguntou: - Como vão os desenhos? - Que desenhos, Chico? - De Cidade no Além. Para nós foi uma enorme surpresa, uma vezque entendíamos tudo terminado. Chicocontinuou: - Lucius está dizendo que é precisocontinuar com os desenhos. Ficamos pensativa e em silêncio. E elereforçou a advertência: - No Campo da Música você colocou apenasum mosaico, com uma clave de sol, para dizerque ali é o Campo da Música. Precisa fazer odesenho.
  37. 37. Regressamos apreensiva, sabendo quenosso trabalho não havia terminado e pensandona necessidade de rigorosa preparação espiritual,que deve anteceder ao desdobramento em visitaaos locais que deverão ser desenhados, comonotícias à Terra. Os dias que se sucederam, nos encontrarammergulhada na conscientização da nossa tarefa,mas a idéia dos desenhos já nos enchia ocoração de alegria. Há quanto tempo já não sentiauma vibração de paz interior tão grande!Agradecia a Jesus essa nova oportunidade,quando iria reaquecer minhas faculdadesmediúnicas paradas. Veio a tarde e, quando encerrávamosnossas tarefas cotidianas, o Sol se deitava nopoente. À noite, ainda com a alma inundadadaquela vibração sublime, fiz minha prece, ouvimúsica suave e adormeci. Vi-me sair do corpo,entendi que me achava em pleno desdobramento,rumo à Colônia Espiritual. Às vezes só registramos a saída e achegada ao corpo, ou ao local onde vamosrealizar o trabalho. Cremos que não hánecessidade de se registrar toda a trajetória daviagem, o importante é guardar na memória olugar onde vamos, para trazer o desenho. Na verdade, não temos capacidade paratudo registrar e lembrar.
  38. 38. Fomos informadas que, para irmos agrandes distâncias, existem aparelhos que sedeslocam com incrível rapidez e que pousam aquina Crosta, para o transporte de Espíritosencarnados que, à noite, têm tarefas a cumprir nomundo espiritual. Nosso Benfeitor, para não nos ofuscar, nosdesvenda pouco a pouco tanta beleza que existealém dos véus da carne. Certa feita, fez-nosconhecer uma nave de transporte individual, coma forma de um pássaro (págs. 64/65), dispondode um painel de controle; entrei dentro dopássaro, como se este fosse uma roupa que mevestia, e senti o perispírito aderir às paredesinternas da nave individual. Desta vez, registrando apenas a saída e achegada, chegamos ao Campo da Música (pág.66), em plena cidade Nosso Lar. Vimos, desde logo, um lindo edifício que é oPalácio do Cisne ou da Música. Pouca informação tivemos da origemdaquele magnífico castelo que nos surgia diantedos olhos deslumbrados de emoção, frente atanta beleza. A nossa capacidade de lembrar e desenharo que vemos, depende muito do nosso estado dealma no momento da visita, do interesse que nosdesperta o móvel de nosso trabalho, a fim detentar captar-lhe os mínimos detalhes, não só da
  39. 39. forma, mas, também, das cores e luzes. Por isso,em nosso trabalho mediúnico a disciplina é tudo.
  40. 40. 9 - O REGISTRO DO PALÁCIO DO CISNE - Vamos iniciar a memorização pela cúpula(pág. 67) - disse-nos o Benfeitor Amigo. Trata-se de uma semi-circunferência,formando uma abóboda de finíssimo cristal, emcuja extensão existem notas musicais dispersas,uma partitura de O Canto do Cisne. O colorido éde uma beleza indescritível. Em cima da cúpula há uma linda harpa. Debaixo dela, o amplo salão redondo, abertoem sua volta, com pilares, formando espécie desacada, dando visão total do Campo da Música. Em seguida o outro salão, inteirinho deparedes de cristal e, logo abaixo, aquele onde seacha o Cisne, dentro da piscina, em uma flortranslúcida. A orquestra costuma ficar dentro do Cisne. A ornamentação varia segundo as músicascelestes que são executadas naquele castelo deluz e flores. Ficamos a meditar na sublimidade dasmúsicas que devem ser ouvidas ali, uma vez que
  41. 41. lhe têm acesso apenas os Espíritos maiselevados. Registrando o nosso pensamento, oBenfeitor perguntou: - Está ouvindo as músicas que estão sendocaptadas pelos aparelhos? - Não. - Elas vêm de outras esferas celestes.Nossos aparelhos de som são muito maisaperfeiçoados do que os da Terra. Dispomos demuito mais recursos de transcepção. Aqui sãoouvidas, constantemente, músicas das maissublimes. Encerrando o diálogo, convidou: - Vamos acabar de fazer o registro dosdetalhes do Castelo, terminando no saguão, comseus pilares e piso maravilhosos, em volta doPalácio da Música, e os mosaicos de mármore,com a bela clave de sol desenhada neles. Deparando a clave de sol, recordamosnosso Chico e sua suave advertência para queretomássemos o trabalho. Foi no enlevo dessa grata recordação queacordamos, trazendo nítida visão do Castelo daMúsica, que nos possibilitou a feitura do desenhoque ilustra este livro. * Recordamos as últimas informações doBenfeitor Celeste com respeito à música: - Os Espíritos que freqüentam o Campo daMúsica têm por dever saber música. O seu estudo
  42. 42. faz parte da evolução desses ouvintes. É umaUniversidade Espiritual. Seus corações sãotocados pela música, dando-lhes sentimentosangélicos, são harpas luminosas entrando emsintonia com a harmonia celeste, participando daGrande Orquestra Divina, que toca hinos sublimessobre o Amor e a Caridade. Essas músicas sãotiradas das sinfonias dos astros, que embalamberços de humanidades no Infinito. São ritmosharmoniosos da mecânica celeste, em cujo centroestá Deus, Deus que é Amor. * A nossa eterna gratidão aos BenfeitoresAmigos, dos dois planos da vida, por nosensejarem a oportunidade de mais este desenho,do Palácio do Cisne, no Campo da Música.
  43. 43. 10 - RETORNO AO CAMPO DA MÚSICA Não transcorreram muitos dias, e estávamosde regresso ao Campo da Música. Não poderia perder mais tempo, pois Luciustinha pressa em continuar o desenho daquelerecanto de Nosso Lar. Já conhecíamos o castelo, e, agora, o quenos deslumbrava era o anel formado pelas águasazuis, refletindo a claridade prateada da lua cheia,coroado de pontos de luz, reflexo das estrelas quesalpicavam o firmamento. A água parada é oespelho a mostrar o Céu. O símbolo do anel é o traço de luz entre oCriador e o Homem, através da música divina.Nesse enlevo espiritual, o Benfeitor nos convidoupara o trabalho de memorização. O Castelo acha-se no centro do anel deágua cristalina. Pontes delicadas ligam as partes interna eexterna do anel, dando acesso a quatro salõesenormes, um em cada canto do Campo daMúsica.
  44. 44. As alamedas, em linda simetria, dandoacesso às fontes luminosas, em forma de estrela,com lindos jardins, no belo policromo do Campoda Música, formam um lindo bordado visto peloalto. Na entrada do Campo da Música, nãodestoando do conjunto harmonioso, existe umbelo Coreto (pag. 69), onde estão dois corações,símbolos do amor sublime, que é um convite àmeditação. Todos os locais são franqueados aosfreqüentadores do Campo da Música, mas elesnão se misturam. Cada um procura o seu recantode lazer. São eles mesmos que se agrupam emnúcleos afins, de conformidade com a evoluçãoespiritual de cada um. Este o motivo da divisãofeita por eles mesmos. Ouvem a musica que alimenta seu Espírito,e sentem-se felizes naquele ambiente fraterno,em que comungam corações afins. No Palácio do Cisne só se ouvem ConcertosDivinos. As músicas que se ouvem lá, não podem sercomparadas com as que se ouvem aqui na Terra. O colorido das flores obedece à notaharmoniosa da Natureza. É um verdadeiro concerto divino e celeste. Alegra nossos Espíritos e, quando sentimossua beleza, integramo-nos na Estrutura Divina.
  45. 45. A música, com sua melodia harmoniosa,arranca um doce embalo para nossas almas emascensão. Existe entre a música e as cores corres-pondência exata. Assim sentimos a grandeza detons e acordes, harmonia e afinação. Cores e música completam-se para dar aoNosso Lar, ambiente de equilíbrio. E, nesteambiente sublime, transportamo-nos àcompreensão de uma vida melhor do Espírito. Somente pelo Espírito podemos sentir agrande harmonia que se transfunde em amorpuro, pois este rege os mundos. Músicas e coresse integram definitivamente na Lei Universal,porque representam o pensamento de Deus. * O anel, formado pelas águas, representa oelo divino entre o Criador e a Música. As fontes de águas cristalinas, em forma deestrelas, são medicamentos espirituais e lindasornamentações, com flores policromas eluminosas. As árvores na simetria perfeita, sãoverdadeiros espetáculos da Natureza. Na paz eharmonia do ambiente, que embala os que láestão em profundo devaneio espiritual, faz sentir agrandeza do Criador - Deus. Na festa de cores e música, com os astros abailar na gravitação do Universo, obedecendo àgrande sinfonia celeste, os Espíritos refazem as
  46. 46. energias para o trabalho sacrossanto da Seara doMestre. Na parte externa do anel, temos os prédios quesão os Clubes. As programações do Palácio do Cisne sãodiferentes, mas somente são apresentadas músicassublimes ou celestes. A música clássica é executada nos salões eequivalem à ópera, etc. No Coreto, com os bosques, satisfazendo ogosto, é tocada música popular para os que láfrequentam. Feliz daquele que já pode freqüentar o Campoda Música em Nosso Lar, mesmo debaixo das árvores,nos Templos Divinos, sob a luz das estrelas. Quelindo!... Rogamos a Jesus, e ao Benfeitor Celeste, quenos permitam, um dia, freqüentarmos o Campo daMúsica, pelo menos o seu Coreto, debaixo dasfrondosas árvores, onde estão os dois corações,sentindo o Vosso, Mestre, junto ao nosso, noagradecimento ao Criador dos Mundos, apesar denossa imperfeição, sob a luz das estrelas, e nospermita, ainda, ouvir a Grande Sinfonia dos astros,para nós, a maior manifestação de Deus. Esta é a nossa súplica, partida de nosso coraçãoreconhecido por tanta grandeza, Senhor, que a nossaalma está sentindo ao registrar o Campo da Música. Obrigada Senhor, muito obrigada.
  47. 47. 11 - GRANDE SURPRESA - A CRUZ Ao terminarmos os desenhos, nosapressamos em levá-los ao nosso querido Chico,para que os visse. Depois de dialogarmos longo tempo sobreos desenhos, e a mediunidade, Chico nosperguntou de repente: - Você não recebeu um desenho que temuma cruz? - Cruz, Chico? - É. - Não - respondi surpresa. Houve uma pausa e recompondo-meacrescentei: - Não recebi não, e, aliás, não sou muitoligada à cruz. - Mas você vai recebê-lo. - Mas cruz, Chico?! Mudando a voz, numa atitude de respeito ecom um sorriso angélico, ele disse: - Ela é linda!
  48. 48. Houve uma pausa, um silêncio. Em minhasimplicidade de espírito, pensei que fazer odesenho de uma cruz não deveria ser tarefadifícil. Não nos esquecemos mais da expressão donosso querido Chico, quando se referiu à belezada cruz. Na realidade, quanto ao desenho, nãotínhamos a mínima noção de qual cruz se referia. Voltamos para a nossa casa, e não pen-samos mais na cruz. * Passadas umas duas semanas, um dialevantei-me, numa manhã banhada de luz, com aalma muito feliz, como se algo bom devesseacontecer comigo. Alvas nuvens corriam no azul celeste do céu.Que dia lindo! O canto dos pássaros, a Terramesclada de cores e luz, tudo era um convite àmeditação. Era-me tão confortável aquele estadovibratório que zelava para dele não sair,usufruindo a felicidade que me invadia o ser. Cumprimos nossas tarefas cotidianascontinuando a sentir como se o céu tivesse sefundido com a Terra. Assim o dia se findou. Veio o entardecer que logo cedeu lugar ànoite. Coloquei minha música suave, fiz minhaprece agradecendo a Deus por aquele dia feliz da
  49. 49. minha vida e, nessa sintonia com a vibração doAlto, logo adormeci. Vi-me no espaço, sentindo mais próximas asluzes das estrelas. Sabíamos que era umdesdobramento, assim que saímos do veículofísico, consciente até um certo momento. Depois, que agradável surpresa! Estava numlugar celeste. Lá no centro havia uma Cruz muitolinda (pág. 70). Engastada na junção das duas partes, umaestrela brilhante parecia um sol de primeiragrandeza. Controlei as emoções e pareceu-me ouvir,recordando, nosso amado irmão Chico repetir: -Ela é linda! Sabia da disciplina que o momento impunha,por estar em trabalho. As lágrimas de emoçãoimpediam-me de ver a sublimidade da paisagemviva, não podendo, assim, fazer o registro domagnífico desenho. Foi quando o Benfeitor Amigo nosesclareceu compassivo: - Estamos no Ministério da União Divina, napontinha da estrela de Nosso Lar. Memorizemospara o desenho. As árvores, com sua posturaereta, representam uma ligação com o Alto. Háaqui reuniões com a abóboda pontilhada deastros, no Céu, em pleno Céu. Cada uma dessasárvores representa um Ministro de Nosso Lar. Sãosetenta e duas, formando um triângulo. Tudo aqui,
  50. 50. na Colônia, é simbólico. A árvore de troncogrosso, onde estão os bancos, é a Árvore doEvangelho à qual Jesus se referiu, aquirepresentando o Governador. No plano mais alto,onde está o jardim, há doze árvores,resguardando a Cruz, simbolizando os Apóstolos.A Estrela de primeira grandeza representa NossoSenhor Jesus Cristo quando veio ao planeta. ACruz está sobre o Globo da Terra, dentro de umcálice de cristal, e de seus braços jorra água purae quem dela beber jamais terá sede. Contemplando aquela paisagem celeste,mais uma vez me veio à lembrança as palavrasde meu Orientador na Terra: - Ela é linda! Aqui deixo o desenho que pude executar,agradecendo ao nosso Chico e ao nossoBenfeitor Amigo, por tantas alegrias espirituaisque temos recebido, apesar de nada darmos emtroca. Obrigada, Senhor!
  51. 51. 12 - O BOSQUE DAS ÁGUAS O desenho que conseguimos registrar émuito pálido diante da realidade. É paisagemmorta, sem beleza. Por mais que nos esforcemos, através docolorido, para dar vida ao desenho, nãoconseguimos trazer a real beleza desse recanto, oBosque das Águas (pág. 71). Vamos tentar descrevê-lo. Os frondosos arvoredos obedecem àsimetria de traçado harmonioso, com suasdelicadas ramagens de folhas translúcidas eflores luminosas. Os troncos deixam ver a seiva circulando,dando-nos uma lição da bênção da vida. Asárvores são verdadeiras bailarinas no palco daNatureza, ao roçar da brisa. As folhasacompanham o ritmo, no murmúrio melódico,fazendo dueto com os pássaros que saltitam nosgalhos com a sua plumagem policroma. Ali, um nascer ou pôr-do-sol é sempre umhino de louvor ao Criador na harmonia de cores,sons e luz. À noite, sob o esplendor das estrelas,
  52. 52. com as flores luminosas, a paisagem torna-selindo panorama que não consigo traduzir com anossa linguagem. Avistamos um pequeno percurso do RioAzul, deslizando em pequena corrente tranqüila,para ganhar, depois, naquele recanto, umacascata onde, em baixo, as águas reunidasformam um lindo coração, regando o magníficolocal. Ao lado, um reservatório de água para osfreqüentadores, que para ali vão em refazimentode forças em plena Natureza, enquanto outrostecem compromissos reencarnatórios, em climade paz e amor. Nesse ângulo de visão, deixamos o singelodesenho, sem nenhuma pretensão artística,rogando ao Senhor da Vida que abençoe oscorações espirituais que ali vão em busca delenitivo, e nos conceda maiores recursos a fim de,mais fielmente, retratarmos as maravilhascelestes de Nosso Lar. Obrigada, muito obrigada, Senhor, por maisesta oportunidade que nos foi concedida, apesarda nossa pequenez! Obrigada, Senhor!
  53. 53. 13 - REUNIÃO DO CREPÚSCULO Em um dos nossos desdobramentos, fomosao Parque Hospitalar. Entramos em um lindo e enorme salão, doRecinto da Prece, do Parque Hospitalar. Tudoestava imantado de vibrações sublimes,traduzindo a harmonia do ambiente divino. Ao fundo, em alto relevo, vimos quadrorepresentando a Reunião do Crepúsculo, noTemplo da Governadoria. Os personagens, isto é,os setenta e dois Ministros e o Governador, quese acha sentado, com os braços estendidos parao alto numa posição de prece, estão todos emtamanho natural louvando o Coração Invisível doCéu. Parece cena viva, com jogo de luz e ocolorido natural dos participantes da cerimôniasublime. Verdadeira obra de arte! Há outros mais simples, não tão fiéis quantoesse que lembra, em sublimidade, a Ceia doCristo.
  54. 54. O Benfeitor procurou fazer o teste decapacidade, para gravar o conteúdo do quadro edepois desenhá-lo. Sentimo-nos tão pequenininha diante detanta grandeza e sublimidade daquela cena viva,para nós, com o coração azul espargindo luzsobre todos, iluminando-os em foco divino. Como haveríamos de desenhar um quadrocomo esse, uma obra-prima?! Naquele momento, sonhamos em ter o domartístico de um Michelângelo, para podermosretratar tanta beleza, daquela cena divina. Não pudemos esquecer a sublimidade davisão. Regressamos ao corpo físico com umatristeza nos oprimindo a alma, na impossibilidadede realizar o trabalho da noite. Quantas e quantas tardes, ao pôr-do-sol,lembro-me do quadro. Adoro o céu desde criança, a apreciação docrepúsculo me atrai fortemente. Olho aspinceladas mágicas do Pintor Celeste, o coloridona sua variedade que não se mistura. A harmoniadas cores dá uma partitura angélica às notasescritas neste poema da tela divina. Cada corcorrespondendo a um som. Colorido e música sefazem sentir nestas tardes de luz, som e cores, efaz-nos lembrar além, muito além, Nosso Lar. Em pensamento e prece, estamos a recordaressas paragens de paz e amor.
  55. 55. Vinculada à cena divina, eis-nos de retornoao Parque Hospitalar. Nos foi dada nova oportunidade de vol-tarmos ao Salão. Lá no fundo estava o quadro magnífico. Sóque, desta vez, não pudemos chegar perto dele eavistamo-lo de longe. O Benfeitor conduziu-nos a um ângulo doSalão onde havia, ampliado, um retrato ondetambém o Governador se acha em pé, com osbraços estendidos, louvando o Coração Invisíveldo Céu, com os setenta e dois Ministros sentados(pág. 72). Não é tão lindo quanto o outro, aofundo, pois se trata de uma fotografia. Mesmo assim, sentindo a incapacidade defazer o registro para o desenho, reagimos e nosdissemos que iríamos tentar levar pelo menosesse pálido esboço, para retratá-lo no papel. Registramo-lo e, ao despertar, mais feliz,procuramos, com muito esforço, desenhá-lo. Nãotemos facilidade para desenhar rostos. Fizemo-loapenas para dar uma pálida idéia, leitor amigo, dareunião divina que se realiza ao crepúsculo, emNosso Lar. Toda a colônia se põe em ligação mentaldireta com o Governador. Aí está, na medida da nossa capacidade, opálido desenho que apresento, com muito esforçoe a amorável proteção de nosso Benfeitor Amigo,
  56. 56. em benefício de quem elevamos nossa súplica aJesus. Obrigada, Senhor, por mais este trabalho!Obrigada, Senhor! Enquanto aguardamos esta alegria, dasalegrias espirituais, a de orarmos na colôniaNosso Lar, façamos aqui na Terra, ao pôr-do-sol,a nossa prece procurando haurir energias epreparando-nos, a fim de merecermos, um dia,participar do Grande Banquete Espiritual comJesus, em Nosso Lar.
  57. 57. Um dos templos de iniciação, no Ministério da União Divina,construído em estilo egípcio.
  58. 58. Nos parques de educação do Esclarecimento. "Um verdadeiro castelo de vegetação, em forma de estrela,dentro do qual se abrigam cinco numerosas classes deaprendizados. No centro, funciona enorme aparelho destinado ademonstrações pela imagem, a maneira do cinematógrafoterrestre, com o qual é possível levar a efeito cinco projeçõesvariadas, simultaneamente."
  59. 59. Edifício da Governadoria, "encabeçado de torres soberanasque se perdem no céu". No alto, o aeróbus. Desenho concluído em11.10.1981.
  60. 60. As Torres da Governadoria.
  61. 61. Pavilhão de Restringimento, no Ministério da Regeneração,onde os Espíritos são preparados para a reencarnação sofrendo orestringimento do corpo espiritual para o tamanho adequado aoprocesso.
  62. 62. Esquema muito simplificado de aparelhoeletromagnético de restringimento do corpoespiritual para reencarnações compulsóriase adiadas, e pequeníssimo corpo ovaladoem que resulta, contendo todo o substratodo Espírito reencarnante, sendo que ospontos indicados correspondem aos seuscentros de força.
  63. 63. O Campo da Música vendo-se, no centro, o Palácio do Cisne e,ao redor, fora do espelho de água, os Coretos.
  64. 64. Cúpula do Palácio do Cisne.
  65. 65. Coreto popular do Campo da Música
  66. 66. A taça com o globo terrestre e a Cruz.
  67. 67. Vista aérea do Bosque das Águas, onde aparece o Rio Azul.
  68. 68. A oração do Crepúsculo com a formação do Coração Azul.
  69. 69. A cidade Nosso Lar, assinalada com uma estrela, estálocalizada na terceira esfera acima da Crosta, sobre uma extensaregião do Estado do Rio de Janeiro (entre as cidades do Rio deJaneiro e Campos / Itaperuna), em faixa que pode ser definidacomo a periferia do Umbral.

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