Técnicas de contenção suave de crianças

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Técnicas de contenção suave de crianças

  1. 1. Técnicas para contenção suave de crianças no ambiente hospitalar (2010)<br />Dario Palhares<br />Pediatra, Hospital Universitário de Brasília<br />dariompm@unb.br<br />Desenhos de Íris Almeida dos Santos<br />irisalmeida@unb.br<br />
  2. 2. Faz parte da maturação infantil a ligação emocional forte com a mãe e com os familiares<br />Assim, crianças até os 3 anos naturalmente rejeitam adultos estranhos<br />
  3. 3. Crianças muito fáceis e que vão com qualquer um é um sinal de alerta, que pode indicar desleixo parental<br />Também, crianças que frequentam creches tendem a ser mais agressivas, decorrente dos tratos frios e impessoais a que são submetidas<br />
  4. 4. No ambiente hospitalar, as crianças comumente se manifestam com muita agressividade, pelas razões:<br />O ambiente é estranho e pouco acolhedor<br />O ambiente é chato<br />O tempo de espera é irritante<br />A criança já está doente, se sentindo mal<br />O hospital está relacionado a procedimentos desconfortáveis ou dolorosos (injeções, punções venosas, etc.)<br />
  5. 5. Por isso, os profissionais de saúde que lidam com crianças devem conhecer técnicas de contenção suave.<br />As crianças devem ser contidas, sempre de modo firme e suave e NUNCA podendo ser machucadas<br />Técnicas muito simples existem, inspiradas em artes marciais<br />
  6. 6. Técnicas para o exame físico<br />Para o exame físico de tórax e abdome, a criança fica deitada de barriga para cima. O adulto responsável segura os braços por cima, por detrás da cabeça.<br />Frequentemente a criança ainda se debate, sacodindo as pernas: o examinador apoia o antebraço sobre os joelhos da criança enquanto palpa e ausculta tórax e abdome. <br />
  7. 7. Técnicas para o exame físico<br />O exame da orofaringe é a etapa mais detestada pelas crianças, pois a espátula provoca vômitos e seu posicionamento na base da língua é desconfortável. <br />O adulto responsável deve segurar as mãos para baixo e, com o peso do corpo, impedir que a criança o chute.<br />É razoável que o examinador solicite que as mãos da criança sejam seguras, porque mesmo crianças ‘boazinhas’ e cooperativas podem, em ato reflexo, tentar remover a espátula, o que pode machucá-la.<br />O examinador se posiciona como se fosse intubar e segura a testa com a mão espalmada: a articulação do pescoço apresenta pouca vantagem mecânica, ou seja, a mão espalmada do adulto sobre a testa é suficiente para manter firme a cabeça da criança.<br />Caso a criança prenda os dentes, a espátula deve ser introduzida lateralmente até que possa chegar à base da língua<br />Caso o paciente apresente vômitos, vire imediatamente a cabeça para o lado e aguarde o vômito terminar. Limpe a criança com gaze ou papel absorvente. Especialmente lactentes que tenham mamado pouco tempo antes do exame são suscetíveis a vômitos.<br />
  8. 8. Técnicas para administração de injeções intramusculares<br />O momento de aplicar injeções em crianças é um dos mais tensos na prática hospitalar<br />A criança definitivamente não coopera e precisará ser contida de modo firme, suave e seguro<br />Uma vez que a quase totalidade das injeções é aplicada no glúteo,<br />A melhor posição, a que mais relaxa a musculatura glútea é a criança em pé.<br />O adulto responsável deve sentar-se em uma cadeira e abraçar a criança DE FRENTE<br />Detalhes importantes dessa posição:<br />>> As pernas do adulto passam por fora das pernas da criança e os pés se cruzam<br />>> O adulto abraça a criança e segura por trás dos braços: é muito comum que a criança subitamente tente segurar a agulha, o que termina por machucá-la.<br />O ombro é uma articulação de reduzida mobilidade posterior, portanto, o adulto deve impedir que a criança jogue os ombros para trás.<br />Não é preciso força para conter a criança, apenas encaixar corretamente<br />A posição de deitar a criança de lado com o bumbum para cima deve ser evitada: é uma posição de tensão da musculatura glútea, o que torna o procedimento ainda mais doloroso. <br />
  9. 9. Técnicas para administração de medicamentos orais<br />Crianças maiores aceitam remédios via oral, sobretudo se tomarem um gole de água ou suco de frutas logo após.<br />Administrar medicamentos orais é desafiador em lactentes, que comumente cospem a dose do remédio.<br />Assim, deve-se evitar a administração na região oral anterior, o que facilita o lactente de cuspir o remédio<br />Também, uma administração mais posterior pode levar o lactente a se engasgar<br />A técnica mais adequada é, usando uma seringa dosadora, direcionar o fluxo do medicamento para a parte média do palato duro: o medicamento cairá na parte médio-posterior da língua e será deglutido.<br />

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