Pré modernismo

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Principais características, principais autores e obras e exercícios de fixação e aprofundamento.
Autores trabalhados nesta aula: Lima Barreto, Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.

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Pré modernismo

  1. 1. PRÉ-MODERNISMO PRINCIPAIS AUTORES PROFESSORA DANIELE LEITE
  2. 2. Principais características do Pré-Modernismo  Período cultural que compreende os primeiros anos do século XX até 1922, ano em que ocorreu a Semana de Arte Moderna;  Não pode ser considerada uma escola literária, mas um movimento de transição;
  3. 3. Principais escritores Poesia: Augusto dos Anjos Prosa: Euclides da Cunha, Lima Barreto e Monteiro Lobato, Graça Aranha.
  4. 4. Augusto dos Anjos  O público e a crítica da época eram habituados a estética parnasiana e julgaram de mau gosto o livro de Augusto dos Anjos;  Alguns de seus poemas são vistos como os mais estranhos de toda a literatura brasileira;
  5. 5. Características dos poemas de Augusto dos Anjos  Vocabulário pouco comum;  Palavras com forte carga científica;  Multiplicidade de influências literárias (que dificulta sua classificação estilística);  Desespero radical com que transforma o fim de todas as ilusões românticas ;  Fatalidade da morte e apodrecimento inexorável do corpo;  A visão do cosmos e o seu processo irreversível de destruição dos sonhos e valores dos homens
  6. 6. Um pouco mais sobre o autor  Nasceu e viveu até os 24 anos na Paraíba. Foi professor de Literatura, divulgando poemas em jornais.  Faleceu precocemente aos 30 anos em decorrência de uma pneumonia, em Minas Gerais.
  7. 7. Versos Íntimos – Agusto dos Anjos Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a ingratidão – esta pantera – Foi tua companheira inseparável Acostuma-te à lama que te espera O homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera
  8. 8. Versos Íntimos – Agusto dos Anjos Toma um fósforo, Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
  9. 9. Exercícios  Releitura – Livro didático Novas Palavras – Editora FTD Página 15, Exercícios 01, 02, 03, 04 e 05.
  10. 10. Euclides da Cunha –mais sobre o autor  Nascido no Rio de Janeiro;  Eleito como membro da Academia Brasileira de Letras e do IBGE;  Foi correspondente do Jornal A Província, no interior da Bahia , cenário da Guerra de Canudos;  Autor de os Sertões, obra que manifesta um profundo sentimento patriótico;  Foi assassinado pelo amante de sua esposa.
  11. 11. Euclides da Cunha – Os sertões  Livro de caráter científico;  Tratado geofísico e social do nosso país;  Privilegia o nordeste ( palco da chacina de Canudos);  A estrutura do livro revela a formação científica positivista e determinista de Euclides da Cunha.
  12. 12. Euclides da Cunha – Os sertões  Divide-se em três partes: 1. O meio (1° parte: A terra) 2. A raça (2° parte: O homem) 3. O momento histórico (3° parte: A luta)
  13. 13. Monteiro Lobato  Escritor, editor, diplomata, industrial, fazendeiro;  Como escritor, destaca-se por ter criado a literatura infantil brasileira;  Sítio o Picapau Amarelo (Literatura Infantil);  Na literatura adulta, destacou-se como criador de contos regionalistas.
  14. 14. Monteiro Lobato - Urupês Urupês é o nome dado a um fungo parasita, também conhecido como orelha de pau, que se alimenta da seiva dos troncos das árvores e que Monteiro Lobato utiliza como referência para um dos seus personagens: Jeca Tatu.
  15. 15. Monteiro Lobato - Urupês Jeca Tatu é um caipira caricato que vive à margem da cidade grande e da História. Esse personagem aparece em dois contos: 1. Velha praga; 2. Urupês.
  16. 16. Monteiro Lobato - Urupês Urupês reúne contos que narram histórias caipiras carregadas de humor.
  17. 17. Lima Barreto Triste fim de Policarpo Quaresma é a obra mais famosa de Lima Barreto. Nela, ele faz a caricatura do patriota ingênuo, idealista, ufanista comparando-os com aqueles que vencem na vida – figuras bajuladoras, medíocres, carreirista e burocráticas.
  18. 18. Lima Barreto- Triste fim de Policarpo Quaresma Personagem principal: Major Quaresma Características: funcionário público pontual, quer melhorar o Brasil, mas fracassa no seus projetos. No desfecho do livro acaba condenado por traição à pátria, logo ele que tanto queria melhorá- la.
  19. 19. Lima Barreto- Triste fim de Policarpo Quaresma Personagem principal: Major Quaresma Características: funcionário público pontual, quer melhorar o Brasil, mas fracassa no seus projetos. No desfecho do livro acaba condenado por traição à pátria, logo ele que tanto queria melhorá- la.
  20. 20. QUESTÃO 01 (ENEM-MEC) Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das coisas do tupi, do folk- lore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
  21. 21. QUESTÃO 01 O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente?
  22. 22. QUESTÃO 01 Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por ele no silêncio de seu gabinete. BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2011.
  23. 23. QUESTÃO 01 O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que: (A)a dedicação de Policarpo Quaresma ao conhecimento da natureza brasileira levou-o a estudar inutilidades, mas possibilitou-lhe uma visão mais ampla do país. (B) a curiosidade em relação aos heróis da pátria levou-o ao ideal de prosperidade e democracia que o personagem encontra no contexto republicano.
  24. 24. QUESTÃO 01 O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que: (C)a construção de uma pátria a partir de elemento míticos, como a cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz à frustração ideológica. (D)a propensão do brasileiro ao riso, ao escárnio, justifica a reação de decepção e desistência de Policarpo Quaresma, que prefere resguardar-se em seu gabinete.
  25. 25. QUESTÃO 01 O romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, foi publicado em 1911. No fragmento destacado, a reação do personagem aos desdobramentos de suas iniciativas patrióticas evidencia que: (E) a certeza da fertilidade da terra e da produção agrícola incondicional faz parte de um projeto ideológico salvacionista, tal como foi difundido na época do autor.
  26. 26. RESOLUÇÃO O Major Quaresma, ao pôr em prática suas ações patrióticas torna claro que a construção de uma pátria a partir de elementos míticos - cordialidade do povo, a riqueza do solo e a pureza linguística, conduz a uma frustração ideológica. Ele sabe que essa pátria que ele julgava existir, não é real. Portanto, a resposta correta é a letra C.
  27. 27. QUESTÃO 02 Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. Ótima, a dona Inácia. Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. [...] A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de escravos — e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo — essa indecência de negro igual. LOBATO, M. Negrinha. In: MORICONE, I. Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000 (fragmento).
  28. 28. QUESTÃO 02 A narrativa focaliza um momento histórico-social de valores contraditórios. Essa contradição infere-se, no contexto, pela A) falta de aproximação entre a menina e a senhora, preocupada com as amigas. B) B) receptividade da senhora para com os padres, mas deselegante para com as beatas. C) C) ironia do padre a respeito da senhora, que era perversa com as crianças. D) D) resistência da senhora em aceitar a liberdade dos negros, evidenciada no final do texto. E) E) rejeição aos criados por parte da senhora, que preferia tratá-los com castigos.
  29. 29. RESOLUÇÃO O conto “Negrinha” retrata um panorama social do Brasil patriarcal entre o fim do século XIX e o início do século XX. Os valores contraditórios referidos no enunciado encontram a sua ocorrência na alternativa D. Ao afirmar a resistência da senhora diante da criada, manifesta o preconceito racial típico dos escravocratas e a postura “embranquecedora” das famílias tradicionais, que rejeitavam a liberdade dos escravos e, por consequência, qualquer equivalência com os patrões. Resposta: D

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