A VERDADE
SOBRE AS
PERSEGUIÇÕES
IMPLACÁVEIS
SOFRIDAS PELA
RÁDIO K
EM CINCO ANOS
Goiânia - Goiás
2002
Uma história de corru...
Reserva dos Direitos Autorais, em Língua Portuguesa
ou em qualquer outro idioma.
Tudo aqui, escrito e carimbado, como GRAV...
Para meus amigos ouvintes,
minha história e consciência.
Desafio os bajuladores de
palácio a escreverem um
livro que desmi...
Prefácio
O que você lerá neste livro aconteceu no século passa-
do e continua a acontecer neste.
Mas lembra a longínqua In...
Porque Jorge Kajuru tem a coragem dos que têm medo e
a intuição de que a vitória não precisa, necessariamente, ser
comemor...
Índice
Janeiro de 1998........................................................ 11
Julho de 1998 .............................
Novembro de 2000 .................................................. 123
Dezembro de 2000 ....................................
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Janeiro de 1998
Com apenas um mês de vida no ar, a Rádio K
engatinhava na montagem de seu Departamento de Jorna-
lismo....
12
RRRRRelaelaelaelaelatório Sintético por tipo detório Sintético por tipo detório Sintético por tipo detório Sintético po...
13
14
JJJJJulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998
Diretamente da França, onde cobria a Copa do Mun-
do ...
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José Roberto (jornalista/Folha de São Paulo): “Mas só se
colocando no lugar do eleitor de Goiás, do Mato Grosso
do Sul,...
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OutubrOutubrOutubrOutubrOutubro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998
Marconi Perillo vence o primeiro turno e fa...
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Kajuru denuncia na Rádio K o Caso Caixego.
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20
Kajuru começa a receber ameaças de morte.
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23
24
DEPOIMENTO DE WELDON PAULO
“Depois do primeiro turno da grande eleição de
1998, com cobertura maciça da Rádio K do Bras...
25
telefonema na minha residência, do senhor Ebraim
Arantes. Ele estava no Supermercado Cristal, que fica
ali no Setor Oes...
26
Kajuru declara, no ar, que vai anular seu voto e faz
comparação entre Íris e Marconi. Aconteceu no dia 9, às 9
e meia d...
27
NoNoNoNoNovvvvvembrembrembrembrembro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998
Já eleito, antes de tomar posse, o gov...
28
DeDeDeDeDezzzzzembrembrembrembrembro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998
A Rádio K denuncia que Jalles Fontoura...
29
JJJJJaneiraneiraneiraneiraneiro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999
No dia 1º, na posse do governador Marconi P...
30
Ainda em janeiro, a Rádio K coloca no ar chamada
com a voz do governador Marconi Perillo, prometendo e
garantindo que, ...
31
A Rádio K denuncia contrato suprapartidário e outras
avenças com loteamento de cargos do Governo na cidade
de Aparecida...
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Essa última, é a rubrica de Serjão, que, até hoje, atua
no Governo e se enriquece de forma espetacular.
35
OBS.: Houve mesmo o loteamento de cargos.
36
O governador Marconi Perillo tenta, de todas as ma-
neiras, convencer a Rádio K a aceitar uma mídia técnica
de 150 mil ...
37
que o governo Marconi ofereceu pra mim, pra me
pagar, pra me comprar, e pra que eu tirasse da rádio
o Martiniano, o Lel...
38
Março de 1999Março de 1999Março de 1999Março de 1999Março de 1999
A Rádio K denuncia o uso de máquinas do governo na
Us...
39
Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999
A Rádio K denuncia esquema de corrupção e movi-
mento...
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Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999
A Rádio K denuncia o escândalo SECOM 2, envolvendo
o secre...
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56
57
58
O governador Marconi Perillo promove sua primeira en-
trevista coletiva, onde qualquer jornalista teria o direito de
qu...
59
1ª Prova
60
2ª Prova
61Audio no www.radiokdobrasil.com.br
SECRETÁRIA DO SÉRGIO CARDOSO
Jorge Kajuru: ... Alô, de onde fala, por favor?
(Secretá...
62
11 de maio de 1999: data do primeiro fechamento da
Rádio K. A emissora ficou fora do ar 32 horas. O Ministério
das Comu...
63
Documento, em degravação, enviado, pelo governa-
dor Marconi Perillo, ao Ministro das Comunicações.
OBS.: Nos dias de h...
64
Fiscal da Anatel, lacrando o transmissor
da Rádio K do Brasil, em 11/05/99.
Os ouvintes da Rádio K do Brasil
se mobiliz...
65
AgAgAgAgAgosto de 1999osto de 1999osto de 1999osto de 1999osto de 1999
A Rádio K denuncia gasto absurdo com as verbas s...
66
Documentos apurados no Tribunal de Contas, sobre as
verbas secretas gastas irresponsavelmente.
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OBS.: Uma das maiores criticas de Marconi contra o PMDB nas elei-
ções de 98, foi exatamente o gasto escandaloso com as...
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SetembrSetembrSetembrSetembrSetembro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999
A Rádio K denuncia superfaturamento na...
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OutubrOutubrOutubrOutubrOutubro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999
A Rádio K prova nepotismo no governo, com a...
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A 1ª Dama Valéria Jaime Perillo sempre se considerou
uma autoridade.
Daí a relação de seus parentes no governo. Existem...
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DeDeDeDeDezzzzzembrembrembrembrembro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999
O governador exige, de forma direta, a...
84
depoimento? Falo que foi um mal-entendido? O que
eu falo?
Sílvio: Você diz que houve um mal-entendido e que
o gerente, ...
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OBS.: Neste relatório, a queda brutal na receita da emissora, após
Marconi exigir saída dos maiores anunciantes, ameaça...
87
Fevereiro de 2000
A Rádio K denuncia compra superfaturada de equipa-
mentos para subestações da CELG, superando 100 mil...
88
Declaração de rendimento, com seu cargo na Assembléia
Legislativa do Estado de Goiás – salário de R$ 782,11 (setecentos...
89
Portarias, regularizando a disposição da referida servidora, da
Assembléia Legislativa, para a Governadoria do Estado, ...
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94
A Rádio K denuncia, com provas em fotos aéreas, o
espantoso crescimento de um sítio do governador, próximo
à cidade de ...
95
Vale lembrar que, enquanto candidato ao Governo,
Marconi Perillo declarou no horário eleitoral de Rádio e
TV, em Outubr...
96
Setembro/2002 - Piscina aquecida, guarita de seguran-
ça máxima, jardim de plantas raras, adega, charutaria
climatizada...
97
O repórter Vladimir Neto, da revista “Veja”, também
confirmou a incompatibilidade entre os salários do gover-
nador, de...
98
veja 19 de abril, 2000 47
99
Contra a Rádio K, que, em março, fez essa mesma denún-
cia, o governador e a Primeira-Dama moveram seis processos.
E ai...
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102
103
104
OBS.: Jorcelino Braga e Ronaldo testemunharam o recebimento dessa
proposta que Kajuru revelou no ar pela Rádio K.
105
Maio de 2000
A revista “Veja” cobra as duas promessas do governa-
dor, na edição do dia 10 deste mês, na página “Holof...
106
Ainda em Maio, sem constrangimentos, o governador
passou a falar publicamente, em rodas políticas e empresa-
riais, qu...
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Felizmente, a Rádio K tinha apoio do Ministério Públi-
co Federal, que questionava o motivo dessa suspensão:
111
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Motivados pela situação desesperadora de pré-falên-
cia da Rádio K, os jornalistas Juca Kfouri e Marcelo Rezende,
velh...
113
Eu, Cleuber Carlos do Nasci-
mento, brasileiro, portador da CI
2.346.237, SSP-GO;
CPF 450.596.321/72, repórter,
morado...
114
Eu, Juca Kfouri, jornalista ,
RG 3.337.194, declaro a quem in-
teressar possa:
Que me encontrei com o go-
vernador de ...
115
Este é o relato de Marcelo
Rezende, jornalista, RG
025846553-6, Instituto Felix
Pacheco, RJ, feito a quem interes-
sar...
116
Junho de 2000
Coincidência ou não, o governo de Goiás passou a
publicar anúncios de duas, três páginas coloridas na re...
117
Setembro de 2000
No dia 23, a uma semana de sua volta ao Brasil, Kajuru
é surpreendido por um telefonema de sua esposa...
118
Na Pizzaria Pitigliano da avenida Portugal, em Goiânia,
aconteceu um encontro entre Jorge Kajuru, Pedro Goulart
e o se...
119
GOVERNADOR AMEAÇANDO
“Vejam o que nós estamos fazendo juntos, e nós
vamos fazer muito mais, e eu quero dizer, se esse
...
120
DEPOIMENTO DO PREFEITO (um ano depois)
Prefeito: Abri o hospital que ele fechou; assim que eu
ganhei a eleição, num di...
121
Na cidade de Catalão, o governador também amea-
çou que, se a sua candidata não ganhasse, a cidade morre-
ria à míngua...
122
Na cidade de Cumari, o governador respondeu às vai-
as de alguns eleitores, diante de seu discurso, repetindo,
por trê...
123
Novembro de 2000
No dia 6, o governador mostrava a sua estranha força
junto ao Ministro das Comunicações Pimenta da Ve...
124
Naquele mesmo mês, os jornalistas Juarez Soares e Mar-
celo Rezende e o vereador Elias Vaz foram falar com o
governado...
125
Eu, Juarez Soares
Moreira , RG 2.997.974,
SSP-SP, CPF 504.293.698/
53, residente na Rua
Faustolo, nº 648, Vila Roma-
n...
126
Na continuidade da conversa, o governador
Marconi Perillo afirmou que estava disposto a reti-
rar os outros processos ...
127
Eu, Elias Vaz de
Andrade, Vereador por
Goiânia, RG 1.345.642,
SSP-GO, CPF
422.894.401-91, residente
à rua T-64, nº 186...
128
da Rádio. A reunião foi agendada e, por sugestão
do governador, eu e Juarez Soares fomos convida-
dos a participar, pa...
129
130
OBS.: Espontaneamente, o promotor enviou esse artigo para o Diário
da Manhã. Marconi não gostou e foi tirar satisfação...
131
Para surpresa do governador, o líder do governo na
Assembléia, deputado José Lopes (PSDB), confessou em
entrevista ao ...
132
nham a força e o desprendimento como Jorge Kajuru
para conquistar uma imprensa livre tanto aqui em
Goiás, que Goiás se...
133
Janeiro de 2001
No dia 3, o jornal “O Globo” repercutiu, em nota
publicada pelo jornalista Ricardo Boechat, que a susp...
134
Abril de 2001
No dia 9, a esposa de Kajuru volta ao Brasil. Com sigi-
losa chegada, sem que ninguém soubesse do fato, ...
135
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137
Junho de 2001
A Rádio K e a revista “IstoÉ” apresentam uma bombás-
tica denúncia sobre o esquema de propina no governo...
138
lefônico. Eis que entrou a Procuradora Geral do Estado,
Dra. Ivana Farina, conhecida como a “Geraldo Brindeiro
do Cerr...
139
140
Patrimônio preservado: na Cidade
de Goiás investimento de R$ 3,5
milhões atendeu todas as exigências
de tombamento fei...
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142
143
144
A reunião começa com uma conversa informal entre
cinco dos presentes. Jairzinho ainda não havia che-
gado. Nesse ponto...
145
Jair – Isso. Ele (Jalles) ficou responsável de fazer isso
para o governador. E eu, na época, conversei com o
Dito (Ben...
146
Manara – Eu não estou discutindo percentual. Só que-
ro saber se tem conversa.
Jair – Tudo bem.
O representante da con...
147
Começa uma discussão. Ambos falando alto.
Manara – Não, eu não tenho que achar nada. Não,
não, não... veja você...
Jai...
148
didato a prefeito, o Adailton, um baixinho...
Manara – Que me ligou algumas vezes também.
– De onde que é?
Brasil – De...
149
tirar vantagem do dinheiro liberado.
Manara – Eu só vou dizer pra você o seguinte, para
não deixar sem deixar de falar...
150
Jair – Não, lógico.
Marcelo – Peraí, deixa eu acabar de falar. Eu falei: ´ó,
o prefeito tá precisando'. Ele falou: ‘me...
151
Jair – Agora, se o (deputado estadual) Samuel foi lá e
falou com o governador e o governador autorizou, aí
eu acho que...
152
,graças a Deus. A empresa Triunfo é idônea, é uma
empresa muito séria, é um grupo forte.
Manara – Tem no Brasil inteir...
153
turma aqui em Brasília, que eu vou pagar os paga-
mentos atrasados da obra depois. Dei cheque para
um, para outro, pra...
154
foi conversa do governador com ele. Ele chamou o
Valdivino (da AGE), certo..?
Brasil – O Valdivino tá recebendo um.
Ja...
155
ra depois, não.
Jair – Não, eu não, não tenho nada a ver com isso,
não.
Brasil – Você vai ver o tanto que vocês vão se...
56956651 jorge-kajuru-dossie-k-uma-historia-de-corrupcao-e-truculencia
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Para meus amigos ouvintes,
minha história e consciência.
Desafio os bajuladores de
palácio a escreverem um
livro que desminta tudo
aqui escrito e provado.
Mas apresentem
documentos.
O que você lerá neste livro aconteceu no século passado
e continua a acontecer neste.
Mas lembra a longínqua Inquisição e a bem mais próxima
ditadura militar, que assolou o País nos últimos anos 60 e 70.
O que você lerá neste livro, fartamente documentado, é a
luta de um jornalista que parece não ser deste século, nem do
passado e nem do anterior.
A luta de um romântico que se imola em praça pública,
que abre o peito para levar balas e estocadas, que sabe ser
impotente para enfrentar forças tão maiores, mas que, mesmo
assim, não desiste, trava o bom combate, apesar de saber que
protagoniza um filme no qual o mocinho morre no fim.
Jorge Kajuru é o Don Quixote de Goiás, que fez de sua
Rádio K o Sancho Pança, na batalha contra moinhos de vento
bem concretos, dois governos sucessivos e adversários entre
si – um do PMDB, com Íris Rezende, outro do PSDB, com
Marconi Perillo.
Atenção, poderosos: o personagem de Cervantes aqui é
tratado como merece, como um herói em busca da justiça e
da liberdade e não como um ator de ópera bufa.
Como diz o genial Ariano Suassuna, “ser Quixote é uma
qualidade”. Quem procura fazer dele algo caricato é a sociedade
apodrecida, tão bem retratada nas páginas que seguem.
Ao deixar seu testemunho também em forma de livro,
Jorge Kajuru dá, mais uma vez, a cara a tapa, para que seus
ouvintes o julguem.

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  1. 1. A VERDADE SOBRE AS PERSEGUIÇÕES IMPLACÁVEIS SOFRIDAS PELA RÁDIO K EM CINCO ANOS Goiânia - Goiás 2002 Uma história de corrupção e truculência Venda proibida Distribuição gratuita Jorge Kajuru
  2. 2. Reserva dos Direitos Autorais, em Língua Portuguesa ou em qualquer outro idioma. Tudo aqui, escrito e carimbado, como GRAVADO, fica à disposição de todo cidadão que desejar buscar a cópia das gravações na sede da Rádio K ou via internet. Também a cópia de todos os documentos, que se tornam públicos. Projeto Gráfico: Graça Torres Revisão: Auricélia de P. Rodrigues Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) (GPT/BC/UFG) Kajuru, Jorge K13d Dossiê K : uma história de corrupção e trucu- lência / Jorge Kajuru. – Goiânia : Rádio K do Brasil, 2002. 268p. :il. 1. Corrupção política – Goiás – 1998/2002 2. Corrupção administrativa – Goiás – 1998/2002 II. Título. CDU: 328.185(817.3)”1998/2002" Av. Goiás nº 174 - Ed. São Judas Tadeu - 16º andar - Centro - Goiânia CEP 74.010-010 - Fone: (62) 213-2929 - Fax: (62) 521-0407 E-mail: kajuru@radiokdobrasil.com.br
  3. 3. Para meus amigos ouvintes, minha história e consciência. Desafio os bajuladores de palácio a escreverem um livro que desminta tudo aqui escrito e provado. Mas apresentem documentos.
  4. 4. Prefácio O que você lerá neste livro aconteceu no século passa- do e continua a acontecer neste. Mas lembra a longínqua Inquisição e a bem mais próxima ditadura militar, que assolou o País nos últimos anos 60 e 70. O que você lerá neste livro, fartamente documentado, é a luta de um jornalista que parece não ser deste século, nem do passado e nem do anterior. A luta de um romântico que se imola em praça pública, que abre o peito para levar balas e estocadas, que sabe ser impotente para enfrentar forças tão maiores, mas que, mesmo assim, não desiste, trava o bom combate, apesar de saber que protagoniza um filme no qual o mocinho morre no fim. Jorge Kajuru é o Don Quixote de Goiás, que fez de sua Rádio K o Sancho Pança, na batalha contra moinhos de vento bem concretos, dois governos sucessivos e adversários entre si – um do PMDB, com Íris Rezende, outro do PSDB, com Marconi Perillo. Atenção, poderosos: o personagem de Cervantes aqui é tratado como merece, como um herói em busca da justiça e da liberdade e não como um ator de ópera bufa. Como diz o genial Ariano Suassuna, “ser Quixote é uma qualidade”. Quem procura fazer dele algo caricato é a socie- dade apodrecida, tão bem retratada nas páginas que seguem. Ao deixar seu testemunho também em forma de livro, Jorge Kajuru dá, mais uma vez, a cara a tapa, para que seus ouvintes o julguem. Ao expor a sucessão de derrotas que o levaram a sepultar seu casamento, a perder seu patrimônio e a responder a uma série interminável de processos, Kajuru emerge vitorioso pelo simples fato de ter se mantido fiel aos seus propósitos públi- cos e às suas idéias, algumas vezes manifestados de maneira caótica; muitos, com a voz do coração e não da cabeça; to- dos, com profundidade, honestidade e santa indignação. Chances de capitular ele teve diversas. Propostas para sair rico da guerra não faltaram. Mas Kajuru, tal como um Darci Ribeiro, preferiu orgu- lhar-se de suas derrotas. À custa do bolso, do corpo que fraquejou, do coração despedaçado, do equilíbrio, precário, às vezes.
  5. 5. Porque Jorge Kajuru tem a coragem dos que têm medo e a intuição de que a vitória não precisa, necessariamente, ser comemorada em vida. É a História quem dirá o nome do mocinho e dos bandi- dos. E a História está ao seu lado no embate travado com os pusilânimes e covardes. Não houve nenhuma pessoa próxima a Kajuru que não lhe tenha dito, pelo menos uma vez, para largar tudo, vender a emissora, tratar da vida num centro maior, como São Paulo, deixar fluir seu incomensurável poder de comunicação e alar- gar seus horizontes. Houve momentos em que até pareceu que Kajuru con- cordaria. Só pareceu. Neste libelo recheado, por um lado, de atitudes dignas e, de outro, de torpezas quase inverossímeis, eis que emerge não só a face miserável do poder exercido de maneira arbitrá- ria, desonesta e corrupta, em nome de interesses pessoais e inconfessáveis. Vem à tona, ainda, o papel nefasto, compro- metido, calhordamente interesseiro de veículos nacionais de informação. Felizmente Jorge Kajuru sobreviveu para contar esta his- tória. Por sorte e habilidade, não teve o fim de tantos jornalis- tas de centros menores, pelo Brasil afora, que acabaram víti- mas de pistoleiros de aluguel. Seu testemunho, porém, está longe de se esgotar nos li- mites do estado de Goiás. O teor de suas denúncias tem o condão de espalhar vergonha pelo país inteiro, do Palácio do Planalto, passando pelo Ministério das Comunicações e por algumas redações do eixo Rio-São Paulo. Porque, de fato, é de fazer corar a constatação de que alguém venha lutando sozinho e, há tanto tempo, contra o dragão da maldade. Mas Quixote não desiste e Sancho não se cala para fazer ranger os dentes dos moinhos de vento. Eéaiquemoraoperigoparaoscoronéis,paraosoligarcas, para os corruptos. Há vozes que não se calam jamais. Juca Kfouri
  6. 6. Índice Janeiro de 1998........................................................ 11 Julho de 1998 .......................................................... 14 Agosto de 1998 ........................................................ 14 Setembro de 1998 .................................................... 15 Outubro de 1998 ..................................................... 16 Novembro de 1998 .................................................. 27 Dezembro de 1998 .................................................. 28 Janeiro de 1999........................................................ 29 Fevereiro de 1999 .................................................... 30 Março de 1999 ........................................................ 38 Abril de 1999 ........................................................... 39 Maio de 1999 .......................................................... 53 Agosto de 1999 ........................................................ 65 Setembro de 1999 .................................................... 74 Outubro de 1999 ..................................................... 78 Dezembro de 1999 .................................................. 83 Fevereiro de 2000 .................................................... 87 Março de 2000 ........................................................ 87 Abril de 2000 ........................................................... 97 Maio de 2000 .......................................................... 105 Junho de 2000 ......................................................... 116 Julho de 2000 .......................................................... 116 Agosto de 2000 ........................................................ 116 Setembro de 2000 .................................................... 117 Outubro de 2000 ..................................................... 117
  7. 7. Novembro de 2000 .................................................. 123 Dezembro de 2000 .................................................. 123 Janeiro de 2001........................................................ 133 Abril de 2001 ........................................................... 134 Junho de 2001 ......................................................... 137 Julho do 2001 .......................................................... 158 Agosto de 2001 ........................................................ 163 Setembro de 2001 .................................................... 171 Outubro de 2001 ..................................................... 173 Novembro de 2001 .................................................. 175 Dezembro de 2001 .................................................. 176 Janeiro de 2002........................................................ 178 Fevereiro de 2002 .................................................... 181 Março de 2002 ........................................................ 181 Abril de 2002 ........................................................... 182 Maio de 2002 .......................................................... 198 Julho de 2002 .......................................................... 222 Agosto de 2002 ........................................................ 237 Setembro de 2002 .................................................... 242
  8. 8. 11 Janeiro de 1998 Com apenas um mês de vida no ar, a Rádio K engatinhava na montagem de seu Departamento de Jorna- lismo. No esporte, a emissora já nascia herdeira da consa- grada marca “Feras do Kajuru”, desde 1987, com lideran- ça absoluta nas transmissões de futebol. A Rádio K não pensava ser diferente, apenas não queria ser igual ao res- tante da imprensa goiana, que não servia ao povo, mas se servia do povo, escondendo a verdade sobre os 16 anos de PMDB em Goiás. Milhões eram gastos em publicidade ofi- cial e pessoal. Governantes eram tão endeusados que, em todos os anos, no aniversário de Íris Rezende, havia colunista que pedia para decretar feriado. Decisões tomadas pela Rádio K: 1) Pioneirismo, dando exemplo de imprensa livre. 2) Ser a primeira emissora a recusar dinheiro público, só aceitando anúncio da iniciativa privada, com restrição a alguns produtos. Mídia de governo, jamais. 3) Estabelecer uma relação de mão dupla com o ou- vinte, que passou a ser o único censor da emissora, com liberdade de expressão, sendo nosso “ombudsman”. 4) Introduzir, pela primeira vez, a prática do jornalis- mo investigativo, com denúncias embasadas e documen- tadas.
  9. 9. 12 RRRRRelaelaelaelaelatório Sintético por tipo detório Sintético por tipo detório Sintético por tipo detório Sintético por tipo detório Sintético por tipo de VVVVVeículoeículoeículoeículoeículo 19981998199819981998 JJJJJororororornaisnaisnaisnaisnais ----- 21.565.310,0021.565.310,0021.565.310,0021.565.310,0021.565.310,00 T VT VT VT VT V ----- 20.533.470,0020.533.470,0020.533.470,0020.533.470,0020.533.470,00 RádioRádioRádioRádioRádio ----- 6.713.160,006.713.160,006.713.160,006.713.160,006.713.160,00 TTTTTotal:otal:otal:otal:otal: R$ 48.808.940,00R$ 48.808.940,00R$ 48.808.940,00R$ 48.808.940,00R$ 48.808.940,00 (Ex(Ex(Ex(Ex(Excccccluídos gluídos gluídos gluídos gluídos gastos de emprastos de emprastos de emprastos de emprastos de empresas e autaresas e autaresas e autaresas e autaresas e autarquiasquiasquiasquiasquias,,,,, comocomocomocomocomo Celg, Saneago, Beg, Detram, Crisa, Iquego,Celg, Saneago, Beg, Detram, Crisa, Iquego,Celg, Saneago, Beg, Detram, Crisa, Iquego,Celg, Saneago, Beg, Detram, Crisa, Iquego,Celg, Saneago, Beg, Detram, Crisa, Iquego, TTTTTrrrrransurbansurbansurbansurbansurb,,,,, MetrMetrMetrMetrMetrobobobobobususususus,,,,, quequequequeque,,,,, somadassomadassomadassomadassomadas,,,,, ccccchehehehehegggggaaaaavvvvvam a15 milhões de ram a15 milhões de ram a15 milhões de ram a15 milhões de ram a15 milhões de reais)eais)eais)eais)eais) Quanto custava o silêncio da imprensa goiana? Aqui, a Rádio K denunciava os gastos do PMDB, somente em mídia oficial do Governo.
  10. 10. 13
  11. 11. 14 JJJJJulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998ulho de 1998 Diretamente da França, onde cobria a Copa do Mun- do pela Rádio K, Kajuru, em comentário de uma hora, de- sabafou e desafiou a oposição política em Goiás, no senti- do de que, se não houvesse um homem capaz de enfrentar Íris Rezende, ele próprio sairia candidato de oposição ao governo. AgAgAgAgAgosto de 1998osto de 1998osto de 1998osto de 1998osto de 1998 A Rádio K inicia a cobertura das eleições para o Go- verno de Goiás, com a coragem de contar a verdadeira história dos 16 anos do PMDB e revelar as mazelas do co- ronel Íris Rezende. Marconi Perillo, único adversário de Íris na eleição, aproveitava-se dessa cobertura inédita da Rádio K, em seu primeiro ano de vida. Marconi e Kajuru nunca haviam tro- cado uma palavra. Kajuru tomara essa decisão de cobertu- ra jornalística porque, desde 1986, já enfrentava Íris sozi- nho na imprensa goiana. O único político, aliado de Marconi, que tinha relacio- namento com Kajuru era Ronaldo Caiado, embora ideologi- camente não houvesse nenhuma identidade. Todavia, Ronaldo salvou a vida de Kajuru, quando um diretor da UDR, (Wolney) já falecido, resolveu matar o jornalista.
  12. 12. 15 José Roberto (jornalista/Folha de São Paulo): “Mas só se colocando no lugar do eleitor de Goiás, do Mato Grosso do Sul, que ficou com o resultado defasado e que, quan- do chegou na hora da apuração, teve uma surpresa.” Carlos Augusto Montenegro: “Eu acho que o eleitor tem todo o direito de reclamar com a TV Anhanguera, de Goiânia ou de Goiás, tem todo o direito de chegar e man- dar uma carta pra televisão, e falar: olha, foi horrível o papel de vocês; eu, como eleitor daqui, gostaria de acom- panhar isso até o final; é, fiquei muito triste, muito chate- ado de vocês não terem contratado o Ibope até o final, então, acho que o eleitor de Goiânia tem todo o direito. Agora, fazer pesquisa de graça eu não faço.” SetembrSetembrSetembrSetembrSetembro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998 Dez dias antes da eleição, no primeiro turno, Kajuru denuncia a fraude da pesquisa do IBOPE, comandada em Goiás, pela afiliada da Rede Globo, Organização Jaime Câmara, que dava a Íris Rezende vitória no primeiro turno, com 26% de frente. Aconteceu que, em Maio (quatro meses antes das elei- ções), o IBOPE foi contratado pela afiliada da Globo para fazer 04 rodadas de pesquisa em Goiás. Foi feita a 1ª, que dava a Íris, naquele momento, 26% de frente. Estranhamente, a TV Anhanguera dispensou as outras 03 rodadas que o Ibope faria. Por sua vez, o PMDB ficou propagando essa pesquisa até 10 dias antes do 1º turno. Naturalmente, sem revelar a data em que o Ibope pesquisava. Abaixo, através do Pro- grama “Roda Viva”, da Rede Cultura de Televisão, o Sr. Carlos Augusto Montenegro revelou o segredo, que, para a Rádio K, já havia sido desmascarado, provocando revolta e a virada de Marconi no 1º turno. PROGRAMA “RODA VIVA” - TV Cultura Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  13. 13. 16 OutubrOutubrOutubrOutubrOutubro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998 Marconi Perillo vence o primeiro turno e faz agrade- cimento histórico a Kajuru. Como Íris Rezende foi mais criticado e denunciado, Kajuru era o máximo para o jo- vem político. O CANDIDATO MARCONI PERILLO DECLAROU, NO DIA DA VITÓRIA: – “...Kajuru, parabéns a você, a toda a sua equi- pe, pela cobertura e pelo trabalho jornalístico exem- plar. Corretíssimo. Você está dando uma lição de in- dependência e a sua rádio está, sem dúvida, contribu- indo para a democracia em Goiás. Vocês fizeram um trabalho sério, você chegou a ponto de colocar a sua rá- dio em jogo para que a ver- dade prevalecesse. Você deu uma grande contribui- ção à democracia em Goiás. Você teve um gesto de civismo, ao colocar em jogo seu patrimônio, para que a verdade prevaleces- se em Goiás. Você ajudou muito a democracia, em Goiás, com a sua rádio e a sua pesquisa.” Depoimento, ao vivo, às 19:35hs, pela Rádio K. 06 de Outubro de 98. Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  14. 14. 17 Kajuru denuncia na Rádio K o Caso Caixego.
  15. 15. 18
  16. 16. 19
  17. 17. 20 Kajuru começa a receber ameaças de morte.
  18. 18. 21
  19. 19. 22
  20. 20. 23
  21. 21. 24 DEPOIMENTO DE WELDON PAULO “Depois do primeiro turno da grande eleição de 1998, com cobertura maciça da Rádio K do Brasil, fui convidado por um membro do departamento co- mercial da Rádio K do Brasil a entrar em contato com a Paula Panarelo, já que eu tenho amizade com o Camarguinho (Camarguinho que casou com Paula Panarello, filha do Paulo Panarelo), pra providenci- ar um grande patrocínio, visando esse grande deba- te do segundo turno das eleições de 1998. Estive aqui na Rádio K, entrei em contato com o Paulo Panarello, ele disse que não tinha o mínimo interesse. Ao che- gar na Rádio K, fiquei de frente com o Ebraim Arantes, que estava sentado no sofá da recepção da Rádio K, cumprimentei ele, e chamei ele pra entrar no depar- tamento comercial, e aí me falaram que a Rádio K estava saindo às ruas para arrumar patrocínio visan- do patrocínio desse grande debate. Eu falei pro Ebraim, o Ebraim assistiu à reenvindicação que foi feita por mim. Ele falou: ‘Olha, já tenho os patrocíni- os, que é Viena Medicamentos, do Arione José de Paula, loja que pertence a Arnaldo Rabelo e a Torneadora Aeroporto’. Era um final de semana, eu peguei meu carro, fui na residência desses profissio- nais e desses empresários e peguei a assinatura no contrato da Rádio K do Brasil, aí peguei o contrato, preenchido, nome da firma, CGC, tudo. Recebi um Kajuru recusa, publicamente, através da Rádio K, pro- posta de 100 mil reais, como patrocínio de cobertura das eleições no segundo turno, feita por um dos coordenado- res financeiros da campanha de Marconi, Ebrahim Arantes, que, juntamente com o repórter Weldon Paulo, foi até a residência de Kajuru, levando dinheiro em espécie.
  22. 22. 25 telefonema na minha residência, do senhor Ebraim Arantes. Ele estava no Supermercado Cristal, que fica ali no Setor Oeste, perto da galeria do Cinema Um. Ele me falou que estava com o dinheiro, aí ele pe- gou um envelope do Castro´s Park Hotel, eu me lem- bro perfeitamente, escreveu no envelope, Heldon Paulo, com H e não com W, que é meu nome e fa- lou: ´olha, tô te entregando o dinheiro, 100 mil re- ais’; eu telefonei pro Kajuru, falei: ´Kajuru, eu já re- cebi do Ebraim.’ Ele pegou e falou: ‘eu não aceito esse dinheiro.’ Eu falei: ´como é que é? Não aceito esse dinheiro, eu não quero esse dinheiro’. Eu pe- guei e falei: ´ó, Kajuru, eu vou na sua residência, onde você está’; ele tava com gota, em cima da cama, aí cheguei lá com o Ebraim Arantes, entreguei o pacote de 100 mil reais, ele não aceitou, falou: ´não, não quero esse dinheiro.’ O Ebraim insistiu demais pra que ele pegasse o dinheiro, e a Rádio K tava precisando do dinheiro, o Kajuru não aceitou. O Weldon Paulo perdeu 10 mil reais nessa brinca- deira e o Kajuru não aceitou, Ebraim falou assim: ´Kajuru não gosta de dinheiro. `Eu falei: ´mas eu gos- to’; eu falei assim: ‘eu vou pegar esse dinheiro, vou à diretora financeira da rádio’. Kajuru, irritado: ´Se você pegar esse dinheiro, eu denuncio você na Rádio K’. Eu falei: ‘bom, então fim de papo, Kajuru não quer mesmo. Ebraim, tchau.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  23. 23. 26 Kajuru declara, no ar, que vai anular seu voto e faz comparação entre Íris e Marconi. Aconteceu no dia 9, às 9 e meia da manhã, em programa ao vivo, onde estavam presentes os jornalistas Altair Tavares e Cassim Zaiden, e a deputada federal Nair Lobo. "Eu, Jorge Kajuru, não tenho ne- nhum partido, acho os dois candidatos péssimos para Goiás, na minha opinião. Péssimos dos péssimos. Tanto é que o meu voto é nulo. Não vou votar em ne- nhum. Essa é a minha posição. O Jorge Kajuru não tá nem aí com nenhum dos dois. Não preciso de ne- nhum dos dois. Conheci esse Marconi Perillo agora. E dei a opinião antes de começar o primeiro turno sobre os dois, da seguinte maneira: para mim, trata- va-se de Iris Sênior e Iris Júnior. Na mi- nha opinião, o Íris não tem nenhum fi- lho tão parecido com ele, como o Marconi. Essa é minha opinião. Disse, aqui, que os mesmos erros de Íris, certamente Marconi os terá da- qui a 4 anos. A menos que ele me sur- preenda, o Sr. Marconi Perillo. A Rádio K do Brasil vai continuar fazendo oposição jornalística a qual- quer governo eleito em Goiás, porque essa é a nossa posição de independên- cia. Não queremos nenhuma relação com o governo. Não aceitamos aqui, e é o único veículo de comunicação que não aceita publicidade oficial de gover- no. Todo mundo, em Goiás, aceita. Vença quem vencer as eleições, continuaremos com esse trabalho po- liticamente jornalístico." Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  24. 24. 27 NoNoNoNoNovvvvvembrembrembrembrembro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998 Já eleito, antes de tomar posse, o governador Marconi Perillo, acompanhado dos auxiliares Demóstenes, Sandoval, Luiz Felipe e Ferrari foi até a residência de Kajuru, quando aconteceu o primeiro encontro entre ambos, dia 20. À es- pera de Kajuru, Isabela, sua mulher, e a empregada Biga ouviam da cozinha, com medo de alguma discussão. Na oportunidade, Marconi, sem constrangimento, fez duas propostas: 1) Que a Rádio K desse uma trégua em crítica a seu governo, alegando que ele precisaria de muito tempo para recuperar o Estado. Revelou o tempo de 08 anos; 2) Toda denúncia que chegasse até Kajuru que, pri- meiro, entregasse a ele, deixasse o governo resolver e apu- rar e, quando o governo terminasse esse processo, liberaria a Rádio K para falar do assunto. A resposta de Kajuru: “Imprensa não foi feita para dar trégua. E, sobre entregar a denúncia antes, trata-se de uma censura prévia, Sr. governador”. O secretário de comunicação, Luiz Felipe, ponderou que a melhor mídia técnica seria a da Rádio K. Ainda nessa conversa, o governador pediu sugestão de nome para a Secretaria de Esportes. Kajuru pediu que o governador des- se os nomes e ele faria comentários. Nada teve sequência. Sobre mídia, Kajuru pediu para que nunca mais alguém do governo falasse em assunto comercial, pois já era público, meses atrás, no ar, o compromisso da Rádio K, de jamais aceitar mídia de Governo.
  25. 25. 28 DeDeDeDeDezzzzzembrembrembrembrembro de 1998o de 1998o de 1998o de 1998o de 1998 A Rádio K denuncia que Jalles Fontoura foi escolhido como secretário da Fazenda por causa de um empréstimo na campanha eleitoral, de 3 milhões de reais, feito por seu pai, Otávio Lage, durante o 1º turno. Até hoje, a emissora não foi desmentida. 23 de dezembro de 1998 20 horas e 30 minutos – Cafeteria Bandeira Café O secretário de comunicação, Luiz Felipe, pede en- contro com Jorge Kajuru e, sem nenhum constrangimento, faz uma proposta em nome do governador Marconi Perillo: Um milhão de reais, em dez parcelas, para ser sócio da Rádio K. Kajuru, estupefato, pergunta: “Quem seria meu sócio?” Resposta de bate-pronto: “O governador, por que não?” Imediatamente, Kajuru recusa e avisa Ronaldo Caia- do que, no dia seguinte, vai ao governador, conta a conver- sa, diz que Kajuru não é homem de dinheiro e, sim, de amizade, pede uma reação de Marconi e o governador ga- rante demissão antecipada do secretário. Moral da história: O secretário, até hoje, faz parte da equipe de comunicação do governo e, somente cinco meses depois deste episódio, pediu demissão do cargo de secretário de comunicação por outro motivo. Foi denunciado por sua própria superinten- dente, Marialda Valente, por irregularidades e favorecimento na licitação de agências.
  26. 26. 29 JJJJJaneiraneiraneiraneiraneiro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999 No dia 1º, na posse do governador Marconi Perillo, a Rádio K foi a única emissora que transmitiu, recusando-se a receber os 9 mil reais que o Governo pagava pela trans- missão de cada rádio. Durante a cerimônia, a Rádio K criti- cou veementemente o discurso de Marconi, declarando que o povo de Goiás era injusto com Ari Valadão e Otávio Lage, seus maiores aliados na eleição. Dois ex-governado- res de tristes lembranças. Ao colocar no ar a chamada, com a voz do governa- dor, prometendo em campanha que, a partir do seu pri- meiro dia de governo, reduziria os impostos de 17% para 12%, eis que o secretário da Fazenda, Jalles Fontoura, veio, no ar, para dizer que o governador não havia feito essa promessa. A Rádio K o desmascarou, reproduzindo, na ín- tegra, a declaração do próprio governador, feita no horário político da campanha. Jalles calou-se. MARCONI PROMETEU “O imposto de Goiás é o mais caro do Brasil, é o mais ver- gonhoso do Brasil, e eu, no primeiro dia, vou enviar uma mensagem para a Assem- bléia, reduzindo o imposto da energia, da água, da gasolina, do gás de cozinha, porque isso é cidadania, esse é um compromisso que eu assumo aqui. Eu vou acabar com essa indecência, se Deus quiser.” Audio no www.radiokdobrasil.com.brSetembro/98 - Horário Eleitoral Não foi cumprida a promessa.
  27. 27. 30 Ainda em janeiro, a Rádio K coloca no ar chamada com a voz do governador Marconi Perillo, prometendo e garantindo que, em seu governo, a imprensa seria livre para denunciar qualquer escândalo. FFFFFeeeeevvvvvererererereireireireireiro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999 Kajuru avisa publicamente, pela Rádio e pessoalmen- te, ao governador Marconi Perillo, que empresários goianos, da iniciativa privada, estavam querendo investir na Rádio K e reclamavam que o governo não estava permitindo. Marconi desmentiu e Kajuru deu um exemplo nominal: o Sr. Rivas Resende confirmou essa versão com o testemu- nho de Jorcelino Braga, na empresa Panarello. Marconi mudou de assunto. Kajuru completou: “Pare- ce que eu tinha razão, governador, o que Íris fez em 12, o senhor vai fazer em quatro”. Perillo disse que estava sendo ofendido e, assim, acabou o 2º e último diálogo entre os dois. Mais tarde, Kajuru comprovou como o governador era capaz de se envolver em compra ou venda de emisso- ra. Bem mais covarde que Íris Rezende. MARCONI PROMETEU “.....Quando ganhássemos as eleições, a imprensa se- ria livre, não haveria mais tutela, a imprensa é livre, pode colocar todo dia na capa do O Popular, e dos outros jornais, escândalos um atrás do outro.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br Outubro/98 Comício Final, na Praça Cívica. Naturalmente, não foi cumprida a promessa.
  28. 28. 31 A Rádio K denuncia contrato suprapartidário e outras avenças com loteamento de cargos do Governo na cidade de Aparecida, com assinatura de Sérgio Cardoso, vulgo Serjão, cunhado do governador. A revista “Veja” também repercute a denúncia, tratando o caso como o primeiro da História política do País.
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  31. 31. 34 Essa última, é a rubrica de Serjão, que, até hoje, atua no Governo e se enriquece de forma espetacular.
  32. 32. 35 OBS.: Houve mesmo o loteamento de cargos.
  33. 33. 36 O governador Marconi Perillo tenta, de todas as ma- neiras, convencer a Rádio K a aceitar uma mídia técnica de 150 mil reais mensais. Em troca desta mídia, o governo pedia a imediata demissão dos funcionários da Rádio K: Martiniano Cavalcante e Luiz César Leleco. Kajuru recusa publicamente tal oferta, em programa das 8 horas da ma- nhã, e mantém os funcionários na emissora. A Rádio K lança projeto “Associa K”, em parceria com Pelé, para o ouvinte se associar à emissora, pagando 5 re- ais mensais, como alternativa para evitar falência da emis- sora, mantendo sua indenpendência. DEPOIMENTO KAJURU Jorge Kajuru: “... Vender ações pra todo mundo, como a gente vai lançar agora, graças a Deus, por- que o Pelé já cansou de esperar também e, aliás, já mandou avisar a esse governador, o Pelé, falando ao Juca, domingo em São Paulo, que esse governador pode mandar qualquer documento pra ele, porque já mandaram tudo pra ele, contra mim. O Pelé man- dou dizer pra ele: ‘fala pra ele mandar o que ele quiser, que eu não vou mudar minha opinião sobre você e sobre a Rádio K do Brasil, pode mandar o que quiser’. Então, vender ações agora, tentar ven- der 300 mil reais em ações porque, sinceramente, ouvinte, do fundo do meu coração, os seus cinco reais mensais, ouvinte, os cinco reais que você for pagar, comprando ações da Rádio K do Brasil, cinco reais por mês, que eu não quero um centavo a mais do que isso, os seus cinco reais mensais, cinco reais por mês, ouvinte, os seus cinco reais por mês, valem mais, valem muito mais pra mim, pra minha honra, valem muito mais do que os 150 mil reais mensais
  34. 34. 37 que o governo Marconi ofereceu pra mim, pra me pagar, pra me comprar, e pra que eu tirasse da rádio o Martiniano, o Leleco e o Gama, e pra que eu parasse de fazer comentário político, que foi a pro- posta que eu recebi de cento e cinqüenta mil reais, com testemunhas, do senhor Manoel de Oliveira, e os senhores secretário e superintendente da Secre- taria de Comunicação. Essa foi a proposta feita, que evidentemente eu não aceitei.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br OBS.: Kajuru desistiu, logo no segundo mês, deste projeto, antes de receber as primeiras contribuições. Martiniano Cavalcante discordou no ar, queria que o Associa K continuasse, mas Kajuru se aborreceu com críticas de jornalistas concorrentes que alegavam semelhanças deste projeto com a “Sacolinha” dos pastores. Na verdade, a finalida- de da Rádio K era ser uma espécie de TV a cabo, com assinantes- ouvintes, que poderiam tornar a emissora tão livre, que dispensaria até os anúncios da iniciativa privada.
  35. 35. 38 Março de 1999Março de 1999Março de 1999Março de 1999Março de 1999 A Rádio K denuncia o uso de máquinas do governo na Usina de Otávio Lage, pai do secretário da Fazenda Jalles Fontoura. A Rádio K relembra, no ar, chamadas das promessas de campanha do governador, tais como: 100 mil empregos em quatro meses de governo e tolerância zero em relação à segurança, bem como melhores condições de trabalho e de remuneração aos policiais. Kajuru é convidado para programa de “Jô Soares”, no SBT, com o objetivo de falar sobre as denúncias de irregu- laridades nas campanhas de Íris Rezende e Marconi Perillo. Exemplos de casos “Caixego” e “Ligue 900”. Jô - E aí, o que aconteceu? Kajuru - Nós avisamos que ía- mos fazer isso. E fizemos essa investigação profunda nos dois principais candidatos ao Governo: do PMDB e do PSDB. Três dias antes da elei- ção, recebemos a denúncia fatal, que foram sacados 5 milhões de reais “in cash”, do Banco do Estado de Goiás. E aí está essa confusão até hoje. Quando a gente denunciou, nós fomos chamados de lou- cos, acusadores sem provas. E, hoje, aí estão as provas, e falta apenas o julgamento fi- nal da Justiça. Não há dúvida que foram sa- cados os 5 milhões, e agora resta apenas provar se esses 5 milhões saíram do Banco e foram para o comitê do PMDB. E fizemos a mesma investigação na mesma cam- panha. Jô - Do PSDB? Kajuru - Do PSDB. Que tam- bém há suspeitas de irregu- laridades, mas ainda sem provas. Mas continuaremos em busca dessa reportagem. Fizemos com os dois candi- datos. O jornalismo livre e investigativo da Rádio K do Brasil provocou a primeira entrevista de Jô Soares com um jornalista de Goiás. Programa Jô Onze e Meia, do SBT, 22/03/99
  36. 36. 39 Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999Abril de 1999 A Rádio K denuncia esquema de corrupção e movi- mento financeiro ilegal de caixa 2 durante campanha de Marconi Perillo. Envolvia a empresa Ligue 900, do Sr. Vilmar Guimarães, tesoureiro de Marconi Perillo, e, naquela épo- ca, no governo, secretário de Indústria e Comércio. O Mi- nistério Público Federal, através do Procurador Hélio Telho, solicita denúncia da Rádio K e começa investigação. Com cópia de escritura em mãos, a Rádio K denuncia a estranha compra de duas fazendas no Mato Grosso, por parte do irmão do governador, Antônio Perillo, que nunca havia trabalhado. Incompatível com as rendas e salários até de seu irmão, Marconi, desde quando foi deputado es- tadual e federal. Mais de 2.000 hectares, as áreas.
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  50. 50. 53 Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999Maio de 1999 A Rádio K denuncia o escândalo SECOM 2, envolvendo o secretário Luiz Felipe, com provas de irregularidades apre- sentadas pela própria superintendente da secretaria, Marialda Valente.
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  55. 55. 58 O governador Marconi Perillo promove sua primeira en- trevista coletiva, onde qualquer jornalista teria o direito de questioná-lo. Coincidentemente, foi a primeira e última de seu governo. Motivo: Kajuru, acompanhado de documentos, questionou o nepotismo em seu governo, tão criticado por ele próprio no governo de Íris, e, principalmente, questionou o comando paralelo de seu governo, na pessoa do cunhado de Marconi, conhecido como Serjão, trabalhando dentro do Pa- lácio. Ele ainda era assessor do prefeito Nion Albernaz e con- selheiro do BEG. Ou seja, mantinha três empregos simultâne- os.
  56. 56. 59 1ª Prova
  57. 57. 60 2ª Prova
  58. 58. 61Audio no www.radiokdobrasil.com.br SECRETÁRIA DO SÉRGIO CARDOSO Jorge Kajuru: ... Alô, de onde fala, por favor? (Secretária): Assessoria... Jorge Kajuru: ...Assessoria de onde? (Secretária): Prefeitura e governo. Jorge Kajuru: ...Prefeitura e governo? Aí não é, não é aí que fica o seu Sérgio Cardoso? (Secretária): É. Jorge Kajuru: Ah, então, mas aí é a assessoria do governador ou do prefeito? (Secretária): Do governador e do prefeito, em con- junto. Jorge Kajuru: Ah! a assessoria aí é do governador e do prefeito? (Secretária): Justo. Jorge Kajuru: O assessor tá aí, doutor Sérgio Cardoso? (Secretária): Não, é horário de almoço, tá pro almoço. Jorge Kajuru: E ele fica aí que horas? (Secretária): Olha, ele hoje talvez nem venha, por- que ele foi olhar umas obras em Guapó. Jorge Kajuru: Em Guapó? (Secretária): É. Jorge Kajuru: Ah, ele é, de manhã, ele atende a pre- feitura ou o governo? (Secretária): Ele atende os dois, em conjunto. Tanto o pessoal da prefeitura, como o do governo. Jorge Kajuru: Então, pra eu falar com ele, eu tenho que ir onde? Na secretaria? (Secretária): Você tem que vir aqui no gabinete. Jorge Kajuru: Tá, o gabinete fica onde? (Secretária): Fica aqui no palácio. Jorge Kajuru: Ah, o gabinete fica aí no palácio? (Secretária): É. Jorge Kajuru: Ah, tá certo. Ele é, é..... No ar, ao vivo, no programa “Hora da Verdade”, a Rá- dio K liga e flagra pelo telefone.
  59. 59. 62 11 de maio de 1999: data do primeiro fechamento da Rádio K. A emissora ficou fora do ar 32 horas. O Ministério das Comunicações alegou irregularidade na cerca de prote- ção dos transmissores da Rádio K. Todavia, o Ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, em audiência com Ronaldo Caiado e Jorge Kajuru, confirmou o pedido do Go- vernador de Goiás e argumentou que a emissora estava ba- tendo pesado no seu amigo. O ministro exibiu, na audiên- cia, a degravação de uma fita contendo palavras chulas con- tra Marconi Perillo em programa policial terceirizado por Sandro Mabel, que, na época, era inimigo de Marconi e tra- balhava como chefe-de-gabinete do senador Íris Rezende.
  60. 60. 63 Documento, em degravação, enviado, pelo governa- dor Marconi Perillo, ao Ministro das Comunicações. OBS.: Nos dias de hoje (desde 2001), Sandro Mabel (ex-chefe-de-gabi- nete de Iris, é amigo e um dos maiores aliados de Marconi, como filiado do PFL. Enquanto que Luís Gama (que usou os baixos adjetivos acima) também é amigo, de frequentar palácio, goza de grandes patrocínios do Governo em seu programa de TV, na emissora estatal.
  61. 61. 64 Fiscal da Anatel, lacrando o transmissor da Rádio K do Brasil, em 11/05/99. Os ouvintes da Rádio K do Brasil se mobilizaram em uma manifestação popular, no dia 13 de maio de 1999, na frente da Emissora (Av. Goiás, 174), de onde saíram em passeata pelas principais ruas da capital goiana até a porta do Palácio das Esmeraldas (Praça Cívica), encerrando o manifesto em repúdio ao fechamento arbitrário da Rádio K do Brasil. Após audiência com o ministro, a Rádio K foi reaberta. Kajuru tomou duas providências imediatas: 1) Afastou o locutor responsável pelos palavrões; 2) Tirou do ar o pro- grama policial “Rádio Kadeia”. Nunca mais a emissora teve programa policial. Em tempo: Antes de a Rádio K ter sido suspensa Jorge Kajuru e Martiniano Cavalcante já haviam, no ar, criticado de forma veemente os palavrões chulos usados no programa terceirizado contra o governador.
  62. 62. 65 AgAgAgAgAgosto de 1999osto de 1999osto de 1999osto de 1999osto de 1999 A Rádio K denuncia gasto absurdo com as verbas se- cretas, acima de 1 milhão e meio de reais em comida, bebida, jóias, presentes e mordomias. O governo foi se defender, e o Porta-Voz soltou uma pérola: MARCOSVILLASBOAS “.... Essas pessoas vi- eram aqui, não vieram só passear não, nós estamos doidos para poder oferecer um vinho a elas, pra que elas fiquem num ponto tal que possam prometer ao Estado de Goiás aquilo que nós precisamos...” Audio no www.radiokdobrasil.com.br Porta-Voz do Governador OBS.: O Porta-Voz tentava explicar por que tanto vinho era consumi- do, toda noite no palácio. Depois de meses, Marcos procurou a Rádio K e solicita: “Não coloquem no ar aquela minha declaração... o meu filho disse que está com vergonha na escola”. A emissora atendeu ao apelo de pai, embora o jornalista não merecesse.
  63. 63. 66 Documentos apurados no Tribunal de Contas, sobre as verbas secretas gastas irresponsavelmente.
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  70. 70. 73 OBS.: Uma das maiores criticas de Marconi contra o PMDB nas elei- ções de 98, foi exatamente o gasto escandaloso com as verbas secretas.
  71. 71. 74 SetembrSetembrSetembrSetembrSetembro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999 A Rádio K denuncia superfaturamento na Secretaria da Saúde. Documentos vieram da própria secretaria, atra- vés de uma funcionária.
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  75. 75. 78 OutubrOutubrOutubrOutubrOutubro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999 A Rádio K prova nepotismo no governo, com a exis- tência de 17 parentes diretos de Marconi Perillo. A maioria absoluta recebendo sem trabalhar. A tão criticada paneli- nha virou caldeirão.
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  79. 79. 82 A 1ª Dama Valéria Jaime Perillo sempre se considerou uma autoridade. Daí a relação de seus parentes no governo. Existem mais seis parentes diretos, mas não conseguimos o docu- mento. Aqui, mais 04 parentes do Governador, que hoje somam 21.
  80. 80. 83 DeDeDeDeDezzzzzembrembrembrembrembro de 1999o de 1999o de 1999o de 1999o de 1999 O governador exige, de forma direta, a saída de seis dos dez maiores patrocinadores da Rádio K. O diretor do Poupa-Ganha, Sílvio Leite, maior anunciante da Rádio, só volta a anunciar após saber que o Ministério Público Fede- ral iria exigir explicações dessa pressão do governo. Três meses depois, o Poupa-Ganha rescinde, em definitivo, um contrato de dois anos. Gravação de Jorge Kajuru, conversando com Sílvio Leite, Diretor-Presidente do Poupa-Ganha, que, ao tomar conhe- cimento das reações do povo e do Ministério Público, arre- pendeu-se de atender Marconi. Sílvio: Rádio K do Brasil! Kajuru: Fala, seu Sílvio... Sílvio: Kajuru, põe o Poupa-Ganha no ar o dobro que você vinha fazendo, heim...? Kajuru: (risada) Você é um gozador! Sílvio: É sério! Kajuru: É! Sílvio: Pode estourar a boca do balão aí! Kajuru: (risada) Você tá falando sério? Sílvio: Tô falando sério! Kajuru: E como é que eu faço com o processo do Ministério? Sílvio: Humm... Kajuru: O que eu falo? Sílvio: Bom, não sei! Ministério é Ministério! Kajuru: Mas o problema é que o Ministério Público tá em cima. Como que eu faço? O que eu falo no
  81. 81. 84 depoimento? Falo que foi um mal-entendido? O que eu falo? Sílvio: Você diz que houve um mal-entendido e que o gerente, inclusive o gerente até saiu daí, né?! Kajuru: É! Sílvio: É autorização minha. Eu estou lhe dando au- torização agora. Hoje eu tomei conhecimento disso aí, e realmente veículo nosso, produto, passa épo- cas, tem vários aí que eu tenho contrato, que passa seis meses , suspende e volta depois de vinte dias, de quinze dias, um mês, e você está autorizado a partir de agora, Poupa-Ganha, a marca da sorte. Kajuru: Pode começar a publicidade amanhã? Sílvio: É, agora tá bom! Kajuru: Eu já falei tudo no ar. Como eu vou negar para o Ministério Público? Sílvio: Tá certo. Kajuru: Não tem jeito! Sílvio: Um cheiro. Kajuru: Então vai pro pau, então?!? Sílvio: Pode botar no ar a partir de agora! Kajuru: Tá combinado. Sílvio: Tá bom! Kajuru: Um abraço! Audio no www.radiokdobrasil.com.br
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  83. 83. 86 OBS.: Neste relatório, a queda brutal na receita da emissora, após Marconi exigir saída dos maiores anunciantes, ameaçando até a fisca- lização nas empresas. Relatório de faturamento da Rádio K, no ano de 1999.
  84. 84. 87 Fevereiro de 2000 A Rádio K denuncia compra superfaturada de equipa- mentos para subestações da CELG, superando 100 milhões de reais, e provoca a investigações do Tribunal de Contas, que, por sua vez, apura e proíbe a compra. Março de 2000 A Rádio K denuncia o escandaloso e inédito caso da Primeira-Dama de Goiás, que recebe mais de 9 mil reais mensais de salários e gratificações. E a distribuição de fo- tos oficiais da Primeira-Dama, confeccionadas com dinheiro público e sendo distribuídas para todas as prefeituras do Estado, fixadas nos gabinetes, como se ela também fosse uma autoridade eleita pelo povo. Foto oficial
  85. 85. 88 Declaração de rendimento, com seu cargo na Assembléia Legislativa do Estado de Goiás – salário de R$ 782,11 (setecentos e oitenta e dois reais e onze centavos) Documentos referentes à servidora Valéria Perillo Tabela de vencimentos dos órgãos estaduais. Como presidente da Organização das Voluntárias de Goiás, a servidora tem direito a vencimento de R$ 1.552,80, mais gratificação de representação no valor de R$ 3.447,20, totalizando salário de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
  86. 86. 89 Portarias, regularizando a disposição da referida servidora, da Assembléia Legislativa, para a Governadoria do Estado, onde ela passa a desenvolver as suas funções. “Eu tenho que cuidar das minhas filhas, que não contam com a presença constante do pai...” Declaração de Valéria Perillo à Revista Veja. Despacho 88/99, concedendo à servidora Gratificação de Representação Especial no valor de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais). Esta gratificação é concedida pelo governador do Estado, por despacho, sem discriminar o motivo do pagamento. Cargo Assembléia Cargo OVG Gratificação Especial TOTAL R$ 782,11 R$ 5.000,00 R$ 3.500,00 R$ 9.282,11 Resumo dos salários
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  91. 91. 94 A Rádio K denuncia, com provas em fotos aéreas, o espantoso crescimento de um sítio do governador, próximo à cidade de Pirenópolis. O terreno, que, durante a campa- nha de 1998, foi citado pelo governador como herança de sua esposa, com cinco alqueires, passava a ter, um ano depois, tamanho superior a 50 alqueires. Fevereiro/99 - Máquinas do Governo trabalhando na fazenda de Marconi Perillo.
  92. 92. 95 Vale lembrar que, enquanto candidato ao Governo, Marconi Perillo declarou no horário eleitoral de Rádio e TV, em Outubro/98, que não tinha dinheiro nem para com- pletar seus estudos . E que teve sempre uma vida simples e sem luxo. MARCONI DECLAROU “Sou de uma família simples, uma família que lutou e traba- lhou a vida toda para sobrevi- ver. Todos conhecem o meu pai, todos conhecem o comerciante que foi o meu pai. A simplicida- de e a vida difícil dele e de toda a minha família. De modo que eu não tenho nada a temer com relação a nada. E eu tenho é, graças a Deus, uma vida limpa. Tenho um apartamento de morar, tenho dois carros finan- ciados, um carro quitado e te- nho uma chácara que foi heran- ça do meu sogro. De modo que eu não tenho nada a preocupar. O meu pai trabalhou 13 anos, de dia e noite, ali na praça do Setor Oeste. Todos conhecem a vida nossa e eu não me preocu- po com relação a isto.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br Marconi, em Horário Eleitoral Outubro /98
  93. 93. 96 Setembro/2002 - Piscina aquecida, guarita de seguran- ça máxima, jardim de plantas raras, adega, charutaria climatizada. Uma estrutura suntuosa para uma vida de puro lazer. Tudo isso para quem, há 4 anos, não tinha nada e dizia, em público, que não gostava de luxo. Mágica: alguém consegue viver essa vida, adquirindo esse patrimônio, em apenas 4 anos, recebendo R$ 6.500,00 líquidos? Só mesmo um MÁGICO! Evolução Patrimonial
  94. 94. 97 O repórter Vladimir Neto, da revista “Veja”, também confirmou a incompatibilidade entre os salários do gover- nador, de R$ 6.500,00, e seus gastos com a mansão. Só em materiais de construção, apenas na loja “Irmãos Soares”, o sr. Perillo já havia comprado 96 mil reais. Porém, não tinha pago. O repórter da Veja conseguiu fotos aéreas da fazen- da de Marconi. Quando desceu do avião locado para este fim, foi surpreendido por policiais. Até hoje, não sabemos se a Veja não quis publicar as fotos ou se os policiais lhe tomaram a máquina. Abril de 2000 A revista “Veja” publica, na edição do dia 19, com detalhes, a denúncia da Rádio K sobre os salários ilegais e imorais da Primeira-Dama. Com o título “Evita goiana”, dona Valéria Perillo teve a coragem, em entrevista à “Veja”, de responder: “Eu também tenho de cuidar das minhas filhas que não contam com a presença constante do pai”. Após essa justificativa pelos salários de Primeira-Dama, “Veja” definiu como um caso único de maternidade remunerada no país.
  95. 95. 98 veja 19 de abril, 2000 47
  96. 96. 99 Contra a Rádio K, que, em março, fez essa mesma denún- cia, o governador e a Primeira-Dama moveram seis processos. E ainda conseguiu tirar mais seis anunciantes da emissora. Para com a revista “Veja”, que publicou nacionalmente igual de- núncia, e que, ao contrário da Rádio K, usou adjetivos pesa- dos contra a Primeira-Dama, como, por exemplo: “Valéria Pe- rigo, ops, Perillo”; “por causa de suas travessuras”; “foi manicu- re”; “Evita de Goiás”; “primor de marketing caboclo”. Enfim, o que fez o governador? Simplesmente, uma semana depois, dia 26deabrilde2000,enviouumacarta-respostaàrevista“Veja”, prometendodemitiraprópriamulher, informandoquepagaria, de seu próprio bolso, as fotos oficiais feitas inadvertidamente. Era a confirmação de tudo. Kajuru decidiu arrolar Marconi como sua testemunha, no processo de sua esposa Valéria con- tra o jornalista, baseando-se nessa confissão do próprio mari- do à Veja. Na página 105, as provas. No dia 21, foi feita, por escrito, uma minuta de contra- to, no escritório do conhecido advogado Dr. Felicíssimo Sena, a pedido do governador, representado por três empresários, na pessoa de Rivas Resende, uma proposta irrecusável, de três milhões e trezentos e cinqüenta mil reais, por 49,67% das ações da Rádio K. Todavia, era tão político o contrato, que, entre as diversas cláusulas, destacavam-se duas, de for- ma curiosa: “Parágrafo 2º da 3ª cláusula: o vendedor deixará de exer- cer atividade radiofônica na Rádio K até 31/12/2002”, coin- cidentemente, no final do mandato de Marconi. “Parágrafo 3º: o vendedor não exercerá atividade radiofônica em qualquer outra emissora de rádio no Estado de Goiás, até 31/12/2002”. E, por fim, a 5ª cláusula: “Letra A: não emitir juízos de valor sobre atividades político-administrativas nas esferas mu- nicipal, estadual ou federal”. Evidentemente, Kajuru recu- sou, mas guardou o documento.
  97. 97. 100
  98. 98. 101
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  100. 100. 103
  101. 101. 104 OBS.: Jorcelino Braga e Ronaldo testemunharam o recebimento dessa proposta que Kajuru revelou no ar pela Rádio K.
  102. 102. 105 Maio de 2000 A revista “Veja” cobra as duas promessas do governa- dor, na edição do dia 10 deste mês, na página “Holofote”, com o título “Onde está o decreto?”. A revista informou que o porta-voz de Marconi garantia que o governador já havia assinado o decreto, dando fim à boa vida da esposa. Só não sabia dizer por que o tal decreto não tinha sido publicado no Diário Oficial. Moral da história: A Primeira- Dama nunca foi demitida. Até hoje recebe os R$ 9.200,00. OBS.: Que semelhança com Fernando Collor! Marconi assumiu a denúncia e pro- meteu demitir a própria es- posa. Collor ameaçou fazer o mesmo no episódio LBA com Roseane. Até brincou de tirar a aliança. 10/maio/2000 26/abril/2000
  103. 103. 106 Ainda em Maio, sem constrangimentos, o governador passou a falar publicamente, em rodas políticas e empresa- riais, que, a partir dali, sua briga com o Kajuru seria pesso- al, de família contra família. Fui avisado por Ronaldo Cai- ado que, por sinal, tranquilizou-me: “Ele não é homem para colocar a mão em você”. O jornal “Folha de S. Paulo” repercute que as denún- cias de corrupção no governo de Goiás fizeram o governa- dor suspender mais uma vez a Rádio K. A “Folha” previu que seria um fato raro na história recente do País. Afirmou que, nos últimos 15 anos, nenhuma emissora foi tirada do ar no Brasil, com alegações de irregularidades técnicas (au- mento de potência do transmissor). O jornal também retra- tou que a Rádio K perdera 59 anunciantes, por pressão política, desde dezembro de 1999.
  104. 104. 107
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  106. 106. 109
  107. 107. 110 Felizmente, a Rádio K tinha apoio do Ministério Públi- co Federal, que questionava o motivo dessa suspensão:
  108. 108. 111
  109. 109. 112 Motivados pela situação desesperadora de pré-falên- cia da Rádio K, os jornalistas Juca Kfouri e Marcelo Rezende, velhos amigos de Kajuru, em companhia do ator goiano Stephan Nercesian, promoveram um encontro com o go- vernador de Goiás, no dia 22, um sábado, às 20 horas, no Hotel De Ville, em São Paulo, horas antes do embarque de Marconi para a Europa. A conversa teve início com a in- tenção de se pacificarem as relações. Quando o governa- dor disse que daria “140 tiros na cara do Kajuru se não fosse cristão”, Juca Kfouri decidiu se levantar e ir embora, pois não acreditava que, um dia, fosse ouvir isso de al- guém. Mas Juca acabou ficando, pois o governador deci- diu contar que uma pessoa fizera, em nome de Kajuru, proposta para o governo pagar, em publicidade, mídia de 150 mil reais mensais. O nome de Cleuber Carlos foi reve- lado por Marconi. Cleuber, naquele momento era, além de afilhado do governador, também um dos publicitários das contas das estatais do governo. Marcelo Rezende imagina- va que Cleuber fosse confirmar a versão de seu amigo go- vernador. Engano: Cleuber Carlos declarou, na manhã se- guinte, que o governador não estava falando a verdade e que jamais Kajuru pedira qualquer centavo de publicidade ao governo. E ainda completou que, ao contar essa pro- posta ao Kajuru, imediatamente, tudo isso, em fevereiro de 1999, foi dito em detalhes no ar. Conforme Juca havia ad- vertido ao Sr. Demóstenes Torres, testemunha do encontro no hotel, se toda essa história fosse mentirosa, nunca mais Kfouri voltaria a vê-los. Foi o que aconteceu, embora Marconi tenha insistido diversas vezes para reencontrar Juca. E ainda completou que, assim que Kajuru soube da proposta, fez questão de, em fevereiro de 1999, leva-lá ime- diatamente ao ar.
  110. 110. 113 Eu, Cleuber Carlos do Nasci- mento, brasileiro, portador da CI 2.346.237, SSP-GO; CPF 450.596.321/72, repórter, morador na Av. T-4, Nº 550, Aptº 1201-B, Setor Bueno, Goiânia, Goiás, afirmo para quem interessar possa que: E sobre o que disse o governador, ele não foi correto com as afirmações dele pelo seguinte: nunca tratei de negociação de mídia com o governador Marconi Perillo, sobre a Rádio K em nome de Jorge Kajuru; afirmo ainda que, em nome dos funcionários da Rádio K do Brasil, tentei convencer Kajuru a acei- tar mídia técnica do governo. Kajuru recusou-se. Jorge Kajuru já foi para o ar imediatamente e disse que não aceitava qualquer tipo de proposta de mídia do governo, porque ele achava que era impossível a relação Governo/Rá- dio, recebendo a mídia, mesmo sendo a mídia téc- nica. Eu, em nenhum momento, conversei com o go- vernador sobre patrocínio, publicidade na Rádio K do Brasil . O Governador Marconi Perillo nunca ou- viu de minha boca qualquer tipo de proposta da Rádio K do Brasil em nome de Jorge Kajuru. Kajuru não aceitou nem o posicionamento dos funcionários em aceitar a mídia técnica do governo, por achar que seria impossível esta relação. Posteri- ormente, conversei com Marcelo Rezende, e relatei a ele o transcrito acima. Sem mais para o momento e, por ser verdade, firmo a presente.
  111. 111. 114 Eu, Juca Kfouri, jornalista , RG 3.337.194, declaro a quem in- teressar possa: Que me encontrei com o go- vernador de Goiás, Marconi Perillo, em maio do ano passado, num ho- tel perto do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para dis- cutir as relações dele com Jorge Kajuru e sua Rádio K do Brasil. Entre outras pessoas, estavam presentes ao encontro o jornalista Marcelo Rezende e o secretário da Segurança Pública de Goiás, Demóstenes Xavier Torres. Que ouvi dele muita mágoa em relação ao jor- nalismo exercido pela emissora; que ele chegou a dizer que, se não fosse cristão, daria “140 tiros na cara do Kajuru”. Ele disse, também, que as críticas ao seu gover- no começaram depois de ele ter se recusado a pa- gar R$ 150.000,00 mensais, em publicidade, para a Rádio K. Surpreso, eu disse a ele que, se aquilo fosse verdade, eu romperia com Jorge Kajuru e faria uma declaração pública a favor dele, governador Perillo. Como supus, a “informação” dele não passava de leviandade, razão pela qual, como o adverti no encontro, não voltei a vê-lo, porque deixei de acre- ditar minimamente no que dizia ou diz. É o que eu tinha, em resumo, a esclarecer, ra- zão pela qual dou fé e firmo a presente. Juca Klouri reuniu-se com o governador Marconi Perillo, dia 22 de maio de 2000 (sábado), às 20h30min, no Hotel Deville, em São Paulo, horas antes do governador embarcar para a Europa.
  112. 112. 115 Este é o relato de Marcelo Rezende, jornalista, RG 025846553-6, Instituto Felix Pacheco, RJ, feito a quem interes- sar: "Se eu não fosse cristão, daria 140 tiros na cara do Kajuru." Esta foi uma das últimas frases ditas pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, no encontro que tivemos no Hotel Deville, próximo ao Aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Lá estavam o secretário de Segurança Pública de Goiás, Demóstenes Torres, o Chefe da Polícia Civil, Marcos Martins, o jornalista Juca Kfouri e algumas pes- soas ligadas ao governador, mas que se encontravam afastadas da mesa onde estávamos. Foi uma frase de arroubo, um desabafo, dita de ma- neira incisiva. Como foi também a outra frase: "Ele só me critica porque não aceitei colocar 150 mil reais de publicidade na Rádio K." Ou também: "O que vocês querem de mim?" O que nós queríamos, eu e Juca, era que o governa- dor parasse de perseguir a Rádio, lutasse pela Rádio não ser fechada a cada instante pelo Governo Federal, en- tendesse que críticas, às vezes, são mais saudáveis que os aplausos e que ele entendesse, de uma vez por todas, que a Rádio K nunca aceitou e jamais aceitaria publici- dade de seu ou de qualquer outro governo, para manter- se independente e fiel à verdade e aos seus ouvintes. O dinheiro de publicidade do seu governo não teria o efei- to de 30 moedas. Kajuru não iria trair seu ouvinte por dinheiro algum. A publicidade não foi aceita, os tiros eram arroubos e o preço final foi um ataque de direito à democracia, ao eleitor, em resumo, ao cidadão: A Rádio foi fechada, calada, amordaçada, mas nem em silêncio a verdade se calou. E nunca se calará.
  113. 113. 116 Junho de 2000 Coincidência ou não, o governo de Goiás passou a publicar anúncios de duas, três páginas coloridas na revis- ta “Veja”. O governador, por sua vez, foi almoçar em São Paulo com toda a direção da revista. Moral da história: Nunca mais a revista “Veja” tocou no assunto que ela mes- ma tanto cobrara, sobre os salários inéditos de Primeira- Dama, ou “Evita Goiana”, conforme publicado. Julho de 2000 A Rádio K entrevista o ex-prefeito Lilo (Francisco Agra Alencar Filho), da cidade de Itapaci, e obtém, pela primei- ra vez, uma confissão pública de que o prefeito e Marconi Perillo, quando era deputado federal, dividiram uma pro- pina no valor de 60 mil reais. Nilo desafiou Marconi a abrir o sigilo bancário de seu pai, que, na época, depositou o dinheiro em conta pessoal do Banco Sudameris. Até hoje, o governador não respondeu à denúncia e tampouco per- mitiu abrir o sigilo bancário de seu pai. Agosto de 2000 Kajuru viaja para Austrália para dar início à cobertura da Rádio K nas Olimpíadas de Sidney.
  114. 114. 117 Setembro de 2000 No dia 23, a uma semana de sua volta ao Brasil, Kajuru é surpreendido por um telefonema de sua esposa, contan- do-lhe que, naquela noite, às 10 e meia, em frente à farmá- cia “Farmação”, da avenida 85, em Goiânia, três homens encapuzados disseram que seu marido deveria ir embora de Goiás; caso contrário, ela morreria. Na madrugada se- guinte, colocaram bilhete debaixo da porta do apartamen- to, com a mesma promessa ameaçadora. Traumatizada, Isabela, nunca mais voltou a ser o que era. Outubro de 2000 Kajuru voltava ao Brasil com a esperança de ver provi- dências tomadas pela Polícia Civil de Goiás e Secretaria de Segurança Pública do Estado, conforme compromisso dos responsáveis, Marcos Martins e Demóstenes Xavier Torres, ao deputado federal Ronaldo Caiado. Como nada foi apu- rado e , baseado nas informações seguras de que tudo acon- teceu a mando do governador, Kajuru decidiu se mudar para São Paulo e convenceu sua esposa, em profunda de- pressão, a morar uns tempos nos Estados Unidos.
  115. 115. 118 Na Pizzaria Pitigliano da avenida Portugal, em Goiânia, aconteceu um encontro entre Jorge Kajuru, Pedro Goulart e o secretário da Fazenda, Jalles Fontoura. A finalidade era convencer Kajuru a deixar Pedro sozinho na direção da Rádio K, para apagar o incêndio político de Marconi con- tra a emissora. Jalles foi franco e honesto na conversa. Ali- ás, foi a única pessoa decente do governo, que fez propos- ta digna e até confessou: “Foi mesmo gente do governo que mandou perseguir e agredir a esposa de Kajuru”. Jalles lamentou o fato, alegando que não compactuava com aqui- lo. Quando Kajuru citou Wilmar Guimarães como o exe- cutor, Jalles baixou a cabeça e respondeu: “Ele é capaz dis- so”. Na cobertura das Eleições Municipais, a Rádio K de- nunciou flagrantes, com gravação em áudio, do governa- dor Marconi Perillo ameaçando os eleitores da cidade de Aragoiânia, de que, se o seu candidato não ganhasse a eleição, a cidade perderia o hospital. Conclusão: seu can- didato não venceu e, de fato, o povo perdeu o hospital.
  116. 116. 119 GOVERNADOR AMEAÇANDO “Vejam o que nós estamos fazendo juntos, e nós vamos fazer muito mais, e eu quero dizer, se esse candidato que fala mal de mim for eleito, eu não vou fazer convênio com a prefeitura; olha, eu quero deixar claro, quero deixar claro aqui, o governo paga hoje, 70 funcionários do hospital, se esse candidato que fala mal do governo não respeita o governo, o governador, for eleito, eu vou cortar o convênio do hospital. Vou deixar claro, eu tenho feito tudo, te- nho feito tudo para ajudar; pode vaiar, eu quero ver é se vocês vão dar conta de administrar a cidade sem o governador, eu quero ver. Olha, se vieram aqui pra vaiar o governador que trabalha por Aragoiânia, não merecem o respaldo, o respeito do povo. Não estão, não estão preparados para administrar nem a casa deles.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  117. 117. 120 DEPOIMENTO DO PREFEITO (um ano depois) Prefeito: Abri o hospital que ele fechou; assim que eu ganhei a eleição, num dia... Jorge Kajuru: ... Então quer dizer que ele cumpriu a pro- messa, então? Prefeito: Ele cumpriu a promessa... Jorge Kajuru: ... Ele falou que ia fechar o hospital se o candidato dele não ganhasse a eleição. Prefeito: A única promessa que ele prometeu dentro do meu município e cumpriu foi essa... Jorge Kajuru: ... Ele fechou o hospital? Prefeito: Fechou o hospital no outro dia .... Jorge Kajuru: ... Fechou depois da eleição? Prefeito: Depois, eu ganhei a eleição no dia 1º, no dia 2, as portas do hospital estavam fechadas; eu denunciei no Ministério Público... Jorge Kajuru: ... Que é isso, prefeito? Prefeito: Exatamente. Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  118. 118. 121 Na cidade de Catalão, o governador também amea- çou que, se a sua candidata não ganhasse, a cidade morre- ria à míngua, como Anápolis. GOVERNADOR “Não sei sequer se tem dignidade pra falar de alguém; eu faria com ele o que eu faço com o prefeito de Anápolis hoje, esqueceria ele de lado; desprezo pra eles. Se ele porventura ga- nhasse, o prefeito de Anápolis, que é a maior cidade de Goiás, e se- quer recebe um convite meu para uma solenida- de; e lá em Anápolis hoje, seu Moreira, Paulo, lá em Anápolis hoje, o prefeito é o quarto nas pesquisas com 10%.” Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  119. 119. 122 Na cidade de Cumari, o governador respondeu às vai- as de alguns eleitores, diante de seu discurso, repetindo, por três vezes, aos berros, da seguinte maneira: “Vai pente- ar macaco!” GOVERNADOR “Palmas pra aqueles que estão vaiando ali, eles não tiveram educação na casa deles, vamos dá edu- cação pra eles. Espera um pouquinho, senão o pes- soal não escuta: Vai pen- tear macaco, rapaz, vai pentear macaco, vai pen- tear macaco.” No dia 25, os transmissores da Rádio K são lacrados pela segunda vez. Novamente, com alegações absurdas de irregularidades técnicas. O fechamento pedido pelo gover- nador durou 37 horas. A Justiça concedeu liminar à emis- sora. Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  120. 120. 123 Novembro de 2000 No dia 6, o governador mostrava a sua estranha força junto ao Ministro das Comunicações Pimenta da Veiga. Vale lembrar que Marconi e Pimenta são sócios em algumas propriedades goianas, e o filho do ministro é Procurador do Estado. Enfim, neste dia 6, a Rádio K sofreu seu terceiro fechamento em 3 anos de vida. De novo, por irregularida- des técnicas. O fechamento durou 3 dias. Novamente, a emissora obteve liminar para voltar. Dezembro de 2000 O governador chegava ao número impressionante de 15 processos pessoais contra Kajuru. Até então, não sabía- mos se Marconi pagava seus advogados com dinheiro pú- blico ou com dinheiro do próprio bolso. Dia 5 – Chega o momento da maior covardia do go- vernador contra a Rádio K. Simplesmente os transmissores foram lacrados pela quarta vez, e, dessa feita, com motivos mal explicados, ainda referentes à primeira suspensão, ou seja, por causa do tamanho do muro de proteção do trans- missor. Dessa vez, o objetivo era mesmo levar a Rádio à falência. Foram 30 dias de suspensão, exatamente no mês mais difícil em termos de anúncios e, por coincidência, período de dupla folha de pagamento, por causa do déci- mo-terceiro salário. A emissora, sempre líder de audiência, com média mí- nima de 80% dos rádios ligados, veio a sofrer, neste mês, uma perda de 89% de faturamento. Apenas 11 de seus anun- ciantes pagaram a mídia não veiculada, ganhando reem- bolso posterior, ajudando a emissora, que registrou um pre- juízo de R$ 186.200,00, somente naquele mês.
  121. 121. 124 Naquele mesmo mês, os jornalistas Juarez Soares e Mar- celo Rezende e o vereador Elias Vaz foram falar com o governador e o ministro Pimenta da Veiga. Tiveram a pro- messa pessoal e não cumprida, por parte dos dois, de que nunca mais a Rádio seria suspensa, desde que o governa- dor não mais sofresse críticas com adjetivações, especial- mente “menino maluquinho do Ziraldo”. A Rádio K cum- priu sua parte. Os políticos, não. O Ministério Público Estadual, através de seu chefe, o Promotor Abrão Amisy Neto, publica artigo no dia 30, no jornal “Diário da Manhã”, condenando a mais arbitrária punição que um veículo de comunicação, até então, sofre- ra.
  122. 122. 125 Eu, Juarez Soares Moreira , RG 2.997.974, SSP-SP, CPF 504.293.698/ 53, residente na Rua Faustolo, nº 648, Vila Roma- na, São Paulo, Capital. Ve- nho declarar a quem inte- ressar possa: A reunião foi realizada no dia 19 de dezembro de 2000, no gabinete do minis- tro das Comunicações, Pimenta da Veiga, em Brasí- lia. Estiveram presentes o próprio ministro, o gover- nador de Goiás, Marconi Perillo, o vereador pela cidade de Goiânia, Elias Vaz, o diretor da Rádio K, Pedro Goulart, e eu, jornalista Juarez Soares. A Rádio K nessa data estava suspensa, por 30 dias fora do ar. A intenção da reunião foi tentar um acordo, para a solução do problema. O governador Perillo disse ao ministro que gostaria que a Rádio K voltasse a funcionar imediatamente e que, para isso, estava disposto a retirar o processo, que ocasionara a suspensão da emissora. O ministro ouviu, disse que “tudo bem”, mas que seu assessor direto que cuidava dessa parte jurídica, não se encontrava pre- sente, pois estava em viagem, a serviço do Ministé- rio. Afirmou que, tão logo ele voltasse, cuidaria do assunto. Eu pedi ao ministro para se empenhar a fim de resolver o problema antes do Natal, para que as fa- mílias dos funcionários pudessem passar essa data mais tranqüila. Nada disso aconteceu, a rádio cum- priu, até o último dia, a suspensão imposta. O argu- mento usado foi o de que depois de estabelecida a pena, não se poderia suspender ou diminuir o prazo da punição.
  123. 123. 126 Na continuidade da conversa, o governador Marconi Perillo afirmou que estava disposto a reti- rar os outros processos em andamento contra a emissora Rádio K. Assim, não haveria outras puni- ções. Para tal, estava sua Excelência o governador pronto para assinar um documento, oficializando sua proposta. Com o mesmo argumento de que o diretor jurídico estava viajando, tal ato não se con- cretizou. O governador de Goiás pedia apenas que, a partir daquele momento, não fosse mais adjetivado, nos comentários feitos pela emissora a respeito de sua administração. Todos os que repre- sentavam a Rádio K se declararam de acordo, achando justa a reivindicação. Assim, todos espera- vam uma convivência profissional e respeitosa, na relação Rádio K/Administração do Estado de Goiás. Como se verificou através de fatos posteriores, a emissora cumpriu sua parte; o governador, não. Por ser verdade, firmo a presente.
  124. 124. 127 Eu, Elias Vaz de Andrade, Vereador por Goiânia, RG 1.345.642, SSP-GO, CPF 422.894.401-91, residente à rua T-64, nº 186, Setor Bueno, Goiânia, Goiás, declaro a quem interessar possa: Preocupado, como cidadão goiano, com as constantes ameaças de intervenção e com as inter- rupções das transmissões da Rádio K do Brasil, efe- tivamente determinadas pelo Ministérios das Comu- nicações, me reuni, em São Paulo, com Jorge Kajuru e Martiniano Cavalcante, e ficou decidido que eu trabalharia como interlocutor frente ao go- vernador Marconi Perillo, para tentar buscar uma solução para o problema. Marconi Perillo atendeu ao apelo e nos reuni- mos, ele, eu, Marcos Villas Boas, e os jornalistas Juarez Soares e Marcelo Rezende. O governador reclamou do que chamou de excesso de adjetivação nos comentários políticos emitidos na Rádio K. Chegou a afirmar que Jorge Kajuru teria ofendido a primeira-dama do Estado. Ponderei que era de meu conhecimento e realmente havia ocorri- do comentário agressivo na Rádio, mas que eles não haviam partido de Kajuru e, por sua vez, questionou publicamente os autores dos comentários. Logo após essa reunião, a Rádio voltou a ter suas transmissões interrompidas. Pedi, então, ao Se- cretário Estadual de Infra-estrutura, Carlos Maranhão, que sugerisse ao governador uma inter- venção no Ministério das Comunicações em favor
  125. 125. 128 da Rádio. A reunião foi agendada e, por sugestão do governador, eu e Juarez Soares fomos convida- dos a participar, para testemunhar o empenho do governo do Estado em solucionar o impasse. Marconi Perillo voltou a reclamar das adjetivações. O Governador pediu ao ministro, no entanto, auto- rização para que a Rádio K voltasse a funcionar e se comprometeu a retirar todos os processos do gover- no do Estado, contra a emissora, no Ministério. Marconi Perillo disse, ainda, que a Rádio poderia manter sua posição crítica frente aos fatos políticos, mas pediu que a emissora interrompesse as adjetivações ou comentários pessoais. Isso foi o que ficou acertado. Desde então, a Rádio K do Brasil vem cumprin- do com a sua parte do acordo até hoje, por sua vez o governador e o ministro não estão cumprindo nada, tanto assim que a Rádio K foi tirada do ar, uma vez mais, em junho passado, por uma semana, e mais dezenas de processos foram abertos. Sendo verdade o que acabei de relatar, firmo o presente.
  126. 126. 129
  127. 127. 130 OBS.: Espontaneamente, o promotor enviou esse artigo para o Diário da Manhã. Marconi não gostou e foi tirar satisfação com o jornalista Batista Custódio, presidente do jornal. Batista, aliás, que tentou, diver- sas vezes, convencer o Governador a parar com essa briga. E Batista sabe e propaga que Kajuru não teve culpa. E que não mostrou radicalis- mo. Foi Ronaldo Caiado quem ouviu esse depoimento de Batista Cus- tódio em julho de 2002.
  128. 128. 131 Para surpresa do governador, o líder do governo na Assembléia, deputado José Lopes (PSDB), confessou em entrevista ao vivo, que foi mesmo o governo quem man- dou fechar a Rádio K. Presidente da Assembléia Legislativa, Sebastião Tejota, também governista, em visita à emissora, disse que foi uma loucura de Marconi. Martiniano Caval- cante ouviu tudo e registrou no ar, na hora. ENTREVISTA COM JOSÉ LOPES Ricardo Lima: Porque eu tenho uma colocação pro deputado estadual José Lopes, PSDB, líder do PSDB, a gente tá falando aqui muitas coisas sobre plantas medicinais, mas o senhor, que está na política há um bom tempo também, o que o senhor acha da imprensa, o senhor acha que a imprensa é livre aqui no estado de Goiás, deputado José Lopes? José Lopes: Olha, Ricardo, na verdade, depois que veio aqui, quero falar com toda a sinceridade, mes- mo pertencendo e sendo líder do meu partido o PSDB, na verdade, Goiás deve muito ao proprietá- rio dessa rádio aqui, o Jorge Kajuru, ele chegou e está sendo um professor, e eu não tenho razão ne- nhuma, nem conheço o Jorge Kajuru pessoalmente, nunca conversei com ele; estive aqui várias vezes, na sua rádio, como vou em outras, mas Jorge Kajuru tem, através da sua luta, eu pra mim, acredito que é até um maluco, mas tem dado uma aula de conquis- ta da imprensa livre em Goiás; a opressão que ele está sofrendo, a opressão que a Rádio K do Brasil está sofrendo é um demonstrativo nítido que a im- prensa em Goiás ainda não é livre e só vai ser quan- do existir pessoas como esse Jorge Kajuru aqui; lógi- co que vem toda a equipe, mas a equipe só existe, e todos os profissionais, e precisa de homens que te-
  129. 129. 132 nham a força e o desprendimento como Jorge Kajuru para conquistar uma imprensa livre tanto aqui em Goiás, que Goiás seja o estado a iniciar essa im- prensa livre, mas de forma alguma é livre e aqui quero prestar a minha homenagem ao Jorge Kajuru e dizer, se ele, um dia, realmente for calado, se a sua rádio for fechada, não se preocupe, onde passa uma idéia, dez milhões de anos depois, passam os canhões para defendê-la, e precisa de alguém com a força com a determinação de Jorge Kajuru para defender a imprensa livre que é o melhor para o povo. Audio no www.radiokdobrasil.com.br
  130. 130. 133 Janeiro de 2001 No dia 3, o jornal “O Globo” repercutiu, em nota publicada pelo jornalista Ricardo Boechat, que a suspen- são de 30 dias, aplicada à Rádio K, foi a mais longa puni- ção do gênero na História do Brasil. Terminou a nota de “O Globo”, com a seguinte definição: “Nem a ditadura fez igual”.
  131. 131. 134 Abril de 2001 No dia 9, a esposa de Kajuru volta ao Brasil. Com sigi- losa chegada, sem que ninguém soubesse do fato, à exce- ção exclusiva de pai, mãe e marido. Dois dias depois, em Goiânia, na residência dos pais, que já tinham mudado o número de telefone e instalado bina, Isabela volta a sofrer ameaça de morte, via telefone. Em dois dias, a própria Po- lícia Civil de Goiás veio a confirmar que o número do apa- relho pertencia ao Sr. Marcos Perillo, primo do governador e dono de uma loja de equipamentos para ginástica, no Shopping Flamboyant. Kajuru pediu socorro a seus amigos Ronaldo Caiado e Jorcelino Braga, também amigos de Mar- cos Martins e Demóstenes Torres, respectivamente diretor da Polícia Civil e secretário de Segurança Pública. Provi- dências foram tomadas. Um policial de nome Ronaldo fez o serviço completo, localizando, inclusive, o primeiro agressor e perseguidor da esposa de Kajuru, quando do iní- cio desses lamentáveis episódios, em setembro de 2000. Esperava-se, por parte do governo, as providências cabí- veis que, até hoje, não aconteceram. Kajuru decidiu, en- tão, separar-se da esposa. Na verdade, foi uma renúncia ao casamento, para segurança maior à esposa e à sua família, os quais não suportavam mais tanta pressão. Parece ter sido melhor, pois até o lançamento desse livro não voltaram a fazer qualquer tipo de ameaça ou perseguição. Por parte de Kajuru, ficou a triste ferida de ter perdido uma família. E um amor, até hoje, insubstituível.
  132. 132. 135
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  134. 134. 137 Junho de 2001 A Rádio K e a revista “IstoÉ” apresentam uma bombás- tica denúncia sobre o esquema de propina no governo de Goiás, envolvendo empreiteiras e lobistas, arrecadando fundos para as campanhas de Marconi. Teve acesso à gra- vação feita por Aniceto de Oliveira Costa, uma das seis pessoas participantes da reunião que definiu quem iria re- ceber a propina final. Um fato estranho ocorreu. A Rádio K exibiu a íntegra da gravação, onde, no final da conversa, ficou 100% claro que era o governador o responsável por receber e distribuir o dinheiro: Jair Lage Filho, o primo do secretário da Fazenda, Jalles Fontoura, terminou a grava- ção revelando, aos empreiteiros e lobistas da reunião, o que acabara de ouvir em seu telefone celular, na frente de todos, de seu primo Jalles, ou seja, “este dinheiro é para entregar para o Marconi”. Já a revista “IstoÉ”, inexplicavelmente, não publicou essa conversa final, ten- do a mesma gravação da Rádio K em mãos. Assim como aconteceu com a revista “Veja”, em 2000, dessa feita, o governador agiu de forma mais rápida: foi a São Paulo na mesma semana, almoçou com toda a direção da revista “IstoÉ”. Curiosamente, quinze dias depois, o go- verno de Goiás foi o único anunciante de todas as páginas da revista “Isto É Dinheiro”. Normalmente, essas edições vêm com anúncios de governos estaduais, no máximo de seis páginas. Foi a primeira vez na história da revista que um só governo comprou todas as páginas, sem exceção. Da capa à contracapa. Coincidência ou não, nunca mais a revista “IstoÉ” pu- blicou uma linha, uma nota sequer sobre o escândalo. O Ministério Público Estadual, através de seu Promotor Abrão Amisy, iniciou uma investigação minuciosa do caso. Ou- viu todos os depoimentos, inclusive os de Marconi. Logicamente. todos negaram. Quando o Ministério Públi- co concluiu que precisava dos sigilos bancário, fiscal e te-
  135. 135. 138 lefônico. Eis que entrou a Procuradora Geral do Estado, Dra. Ivana Farina, conhecida como a “Geraldo Brindeiro do Cerrado”, que não só engavetou o processo, como tam- bém paralisou toda a investigação. Por quê? Simples: se abrissem esses sigilos, todos descobririam a verdade, nua e crua, na gravação de toda a conversa dos senhores Francis- co, Manara, Brasil Leite, Marcelo e Jair Lage, feita por Aniceto. Ou seja, foi mesmo o governador quem recebeu e cobrou 25% de propina da Construtora Triunfo. Vale lem- brar que o governador, até hoje, processa Kajuru e a Rádio K por causa dessa denúncia. A revista “IstoÉ” jamais foi processada. E o Promotor Abrão Amisy continua inconformado, decepcionado por não ter podido seguir com a investigação.
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  137. 137. 140 Patrimônio preservado: na Cidade de Goiás investimento de R$ 3,5 milhões atendeu todas as exigências de tombamento feitas pela Unesco Química poderosa: criação da Universidade Estadual de Goiás apóia necessidades das empresas Missão possível: recordes mensais de arrecadação há mais de um ano Referência internacional: clínicas de olhos como a CBCO, de Goiânia, estão à altura das melhores do mundo Alta produtividade: investimentos de R$ 46 milhões em irrigação alavacam resultados do campo Frigorífico de R$ 400 milhões: a Perdigão escolheu Rio Verde entre 40 opções de cidades
  138. 138. 141
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  141. 141. 144 A reunião começa com uma conversa informal entre cinco dos presentes. Jairzinho ainda não havia che- gado. Nesse ponto, a conversa é morna. Pouco de- pois, Jairzinho chega ao local. Jair – Manara, tudo bem? Manara – Tudo bem. Jair – Você que é o Eduardo Manara? Manara – Sou eu, Eduardo Manara. Jair – Ah , Eduardo Manara. Eles se ajeitam nas cadeiras. Jair vai logo tratando do que interessa. Jair – O negócio do... Manara – É... Jair – Esse negócio que já tinha falado antes, bem antes com o Brasil, que era uma situação do governa- dor Marconi Perillo, que passou isso para o Jalles. Tá certo? Manara – Jalles, quem é? – Jalles, o secretário... – O secretário da... Participaram da reunião: • Aniceto de Oliveira Costa, agrimensor, ex-prefeito de Pontalina. • Francisco de Assis Camargo, ex-chefe do escritório da Triunfo em Goiânia e ainda ligado à construtora. • Eduardo Manara, chefe do escritório da Triunfo em Brasília e Goiânia. • Brasil Leite Camargo, sub-empreiteiro. • Marcelo Sampaio, corretor e lobista. • Jair Lage Filho, o Jairzinho, primo do deputado esta- dual pelo PFL e secretário da Fazenda, Jalles Fontoura. Gravação, na íntegra, da conversa sobre os pagamen- tos de propina, que somente a Rádio K exibiu:
  142. 142. 145 Jair – Isso. Ele (Jalles) ficou responsável de fazer isso para o governador. E eu, na época, conversei com o Dito (Benedito Wilson do Nascimento Júnior, um dos cinco donos da Triunfo). Falei: 'Oh, Dito, você já tinha me falado lá no veinho um dia que tava preci- sando receber isso. Tem essa oportunidade, eu tô re- cebendo isso e tal... se você quiser, eu converso lá, eu acho que... O representante da construtora quer logo saber por que Jairzinho se meteu no negócio, que já estava acer- tado entre a Triunfo e os lobbistas Marcelo e Brasil. Manara – Vamos só botar os pingos nos is. Você fa- lou com o Dito? O Dito falou para você tocar o negó- cio para frente? Jair – Exatamente. Manara – Eu falei para o Brasil há dois meses atrás... para ele tocar o negócio pra frente, tá? E uma vez, como tinha duas pessoas falando, é melhor então va- riar entre os dois, você e você. Jair – Exatamente. Manara – Na véspera de nós recebermos o dinheiro devido pelo Governo, eu não lembro a data exata agora. O Chico (Francisco Assis Camargo da Triunfo) me ligou, e falou que o... O Brasil (Brasil Leite Camargo) estava recebendo. A turma do Brasil... isso na véspera, no dia em que nós recebemos, uma quar- ta ou quinta-feira, o Chico me ligou meio-dia e meia, uma hora... e eu falei: pega o cheque, o resto do acer- to a gente vê depois. Quando foi três e meia da tar- de... o Queiroz, que é diretor-administrativo nosso, ligou para mim. O Dito ligou pro Queiroz e falou que há 15 minutos atrás você, Jair, tinha ligado para ele, dizendo que você ia receber e que você fazia por 21%. Jair – Não! Eu fazia não, é 25%. Isso é acertado com o Governo.
  143. 143. 146 Manara – Eu não estou discutindo percentual. Só que- ro saber se tem conversa. Jair – Tudo bem. O representante da construtora quer saber pra quem paga a comissão: para o lobista, com quem tinha acer- tado antes, ou com o primo do secretário, que se me- teu no negócio depois que o dinheiro já havia sido empenhado. Manara – Nesse mesmo dia... Veja, o que eu falei. Eu acertei com o Brasil, a turma do Brasil. 'Ó Manara, nós vamos pagar 25%... (...)Eu pago 25(%)... 30(%) eu não pago mais pra ninguém’. Agora, o que eu vim fazer aqui hoje, ô Jair, foi bom até que veio você, que foi intermediário da conversa com o Dito, não foi nem o tal de Milton (Onorato), chefe- de -gabine- te de Jalles) que já me encheu o saco para caralho. O que eu vim fazer aqui foi o seguinte: eu quero saber pra quem eu dou o dinheiro. Eu vou pagar, não sei se vou pagar os 25 (%), eu tô de saco cheio (...) Só de telefonema ontem eu recebi uns 30 do Milton. Ante- ontem minha esposa chegou de viagem e ele acor- dou minha esposa umas quatro vezes. Jair – O Milton? Manara – O Milton. Pra falar comigo. Meu celular quebrou, troquei por um novinho... tanto que ele li- gava. E eu tava no DNER trabalhando. E ela (a espo- sa): 'Eduardo, não sei mais o que eu faço'. E ele (Milton) duvidando dela: 'Ele não chegou mesmo?’ E tá que enche o saco. Que eu não sei nem que é o Milton, não me interessa (...) o que eu quero dizer é o seguinte: pagar eu quero. Agora, vocês vão decidir pra quem. Eu prefiro entregar na mão do secretário, ou então na mão do governador. Jair – Não, eu acho que você deve pagar para quem você acha que tem que ser.
  144. 144. 147 Começa uma discussão. Ambos falando alto. Manara – Não, eu não tenho que achar nada. Não, não, não... veja você... Jair – O problema é... Eu, por exemplo... Manara – Não, eu vou pagar(vai ser) o valor estipula- do para pagamento do recebimento. Agora, vocês dois são os dois articuladores do negócio. Vocês três, vocês quatro, não interessa... Jair – Eu conversei com o Brasil e o Brasil virou para mim e falou assim: 'Então, estou fora disso'. O lobista Brasil queria sair fora, quando o secretário entrou no negócio. Brasil – Então vamos embora. Agora eu queria falar, eu não sei se foi através do Chico ( ex-chefe da Triun- fo em Goiânia). Então, não sei se foi através do Chico, se foi através não sei de quem, dizendo que o Jairzinho estava no meio. Eu liguei para o Jairzinho e falei: - e ele Jairzinho falou...: ‘Ah, não... é... porque o negó- cio... e tava no negócio... aí’; eu virei e falei: ‘então se é assim, eu tô fora’. Jair – Exatamente. Brasil – Se é assim, eu tô fora. Aí eu peguei; me co- muniquei com ele virei e falei: ‘Chico, tá na hora ainda...’; eu conversei com Jairzinho. O Jairzinho me contou isso e eu falei no caso aí, então eu tinha con- dições de chegar para cair fora naquela época. Saía tudo numa boa, foi o que eu falei. O Chico parece que umas quatro horas depois, eu não sei... O celular de Jair toca e os outros continuam falando. Logo depois ele volta. Brasil – ... aí eu babo, não, espera aí. Chico – Se ele quiser pagar para você , por mim... Brasil – Não, não é para mim não Chico, péra aí.. aí eu pedi, então tá fácil, Chico. Eu aviso o pessoal, o Marcelo, esse mais um prefeito, na verdade, um can-
  145. 145. 148 didato a prefeito, o Adailton, um baixinho... Manara – Que me ligou algumas vezes também. – De onde que é? Brasil – De São Miguel do Araguaia, então eu tinha conversado com ele. Tô fora. Eu falei isso para você, não falei? Manara – Falou. Brasil – Chico, tá assim, eu tinha avisado você... aí o Chico virou e falou pra mim. Brasil, eu conversei com o Dr. Queiroz e com o Manara. É para mandar o trem pra frente? Foi isso, não foi, Chico? Chico – Você virou pra mim e perguntou: é para man- dar pra frente ou para parar? Eu falei: eu não sei falar para você. Tenho que falar com o Manara, e o Manara vai me retornar. Eu falei com você que é pra mandar a coisa pra frente, isso foi na véspera do recebimen- to, ou dois dias antes do recebimento. Manara – Olha, eu... não quero saber... Só quero sa- ber pra quem e de que forma, e eu acho que não devia ser na mão tua. Jair – Não, pra mim não tem problema nenhum. Manara – Então, quem leva lá pra conversa com o Jalles. Jair – Eu te levo lá agora. Manara – (...) Só vou marcar, não vou entregar hoje não. Nós vamos marcar... Jair – Tudo bem. Marana – Fica ruim pra você? Jair – Porque o problema de você ta achando ruim com o Milton... Manara – Eu não tô achando ruim com ninguém, chefe. Eu tô ficando mal-humorado... Jair – O Milton entrou nisso aí, vamos dizer, de gaia- to, como eu também entrei, tá certo? O representante da construtora deixa claro que Jairzinho só entrou no negócio na última hora, para
  146. 146. 149 tirar vantagem do dinheiro liberado. Manara – Eu só vou dizer pra você o seguinte, para não deixar sem deixar de falar, em momento algum nos últimos dois meses, você, Jair, nos procurou, você só nos procurou uma hora depois que tinha avisado o Chico. Jair – Não, não, eu conversei com ele, Queiroz, uns dois meses antes. Um dia, antes de sair, eu falei: ’ ó, Dito, o negócio tá de pé. Manara – ...eu tava junto...eu tava em São Paulo, o Dito ligou umas duas e meia e três horas da tarde para Queiroz em Porto Alegre. E o Queiroz te ligou. Eu falei Queiroz, o Dito falou com o Manara. O Jair Lage tá recebendo 25%. É melhor do que negociar pelos 30%. Chico – Deixa eu te falar... o Jair Lage não tinha nada a ver com isso. Meu negócio era o meu negócio que eu tinha para receber no estado. Eu apenas fiz por- que o Dito me falou que estava precisando receber. Tá certo, como eu tinha uma amizade com ele, pe- guei e liguei para ele, ver ser ele me orientava. Tá certo? Eu não tenho nada com isso. Eu entrei tam- bém de bobo que sou. Depois, o lobista conta que o dinheiro só saiu com a ajuda do candidato a prefeito de São Miguel do Araguaia, amigo do governador Marcelo – Deixa eu contar, só um instante. Quando a coisa falou comigo, eu falei: 'ó, eu não tenho con- dição', mas se o prefeito (Adailton), que é muito ami- go do Marconi, foi colocado na campanha pelo Marconi em São Miguel do Araguaia e perdeu... Como o Brasil tinha que passar no papel, eu falei: 'prefeito, aqui ó. Você é muito amigo... Jair – Esse é outro(...) Marcelo – Espera, você falou, agora eu tenho direito de falar.
  147. 147. 150 Jair – Não, lógico. Marcelo – Peraí, deixa eu acabar de falar. Eu falei: ´ó, o prefeito tá precisando'. Ele falou: ‘me dá o papel aqui, eu vou no Samuel Almeida (deputado estadual do PSDB) que é um deputado, e foi no governador e pegou o “autorizo” do governador'. Uma semana antes de qualquer coisa, eu liguei pra esse aqui, ele ligou pra São Paulo. Eu falei: 'eu quero um contrato desse negócio'. Uma semana antes. Nem tinha fala- do(...) Foi quando o prefeito falou que já tinha falado com o governador. Isso foi o que ele me passou. O celular de Jair toca novamente. Jair atende e a con- versa continua. O lobista conta que conversou com o secretário sobre a propina. Marcelo – Então, eu procurei o Jalles e falei: 'Jalles...Eu como sou muito amigo do Jalles, eu falei: 'tô preocu- pado com você porque o primeiro telefonema que me chegou pro Manara foi a informação de que vocês estavam cobrando 25%. E, você, como secretário, eu acho que você tem que zelar pelo seu nome'. Ele falou: 'não, Marcelo, isso foi com autorização do go- vernador'. Do jeito que você falou, ele me falou. Manara – Deixa eu dar um aparte aí. Foi o primeiro telefonema. O primeiro telefonema que ele deu foi assim: até quem ia me procurar era um cara chama- do Milton, que era chefe do gabinete do... Pois é, se o Milton é secretário Particular do Jalles... Então, tá errado... Marcelo – Então, eu falei: 'o Jalles... A minha preo- cupação, inclusive... Jair – O Jalles mesmo tá doido pra acabar isso. Ele já tá... Esse negócio tá desgastando ele, é um negócio que ele não tem porra nenhuma a ver com isso. Nós já falamos: 'sai fora disso, Jalles'.(...)Olha, quem tá no governo, infelizmente, tem que... Eu falei isso pra ele...
  148. 148. 151 Jair – Agora, se o (deputado estadual) Samuel foi lá e falou com o governador e o governador autorizou, aí eu acho que vocês devem entregar o dinheiro pra ele. A minha posição é a seguinte: pra ir agora...(...) Todos falam ao mesmo tempo Jair – (...) e foi entregue (...)porque o governador au- torizou o deputado a receber. Porque ele tá sendo cobrado pelo governador. Tá entendendo? Ele tá sen- do cobrado. Então, ele vai ter que falar: 'oh, eles estão achando que tem um que não quer pagar'. Manara – Não, em momento algum. Jair – Pois é, isso é o que eu falei. (Barulho de marteladas atrapalha a audição da con- versa) Marcelo – Isso não vai acontecer de jeito nenhum se depender... Eu não conheço ninguém lá de dentro... Mas... Sei que é um cara muito sério, então isso não vai acontecer. A maior preocupação minha foi esse motivo. Tá certo? Inclusive, eu falei com o Jalles na frente dele.. lá no auditório... falei, Jales, pelo amor de Deus, eu tô preocupado... o governador.. tá co- brando dele... Jair – Olha, eu não quero(...) Se alguém recebeu via deputado, autorizado pelo Marconi, acho que vocês têm que entregar pra ele(...) Eu tô botando aqui bem claro: eu não quero atrapalhar ninguém. Se alguém recebeu via governador, o governador falou: 'você vai lá, paga pra esse pessoal, vou pagar, você rece- be', aí eu acho que tem que pagar pra ele. Eu vou chegar no Jalles e falar assim: 'o pessoal pagou'. Vou dizer uma coisa bem clara a vocês...(...) – Você alguma vez ouviu falar de ... Jair – Não Manara – Eu sei, por isso é que falei... Jair – Não tô enganado não, tenho certeza absoluta
  149. 149. 152 ,graças a Deus. A empresa Triunfo é idônea, é uma empresa muito séria, é um grupo forte. Manara – Tem no Brasil inteiro Jair – Conheço a Triunfo de São Paulo, Triunfo de Minas, conheço aqui em Goiás,é uma empresa. Dis- so aí , pode ficar tranqüilo. Manara – Nunca deixamos de cumprir nenhum de nossos acordos (ruídos) E aí, agora eu ouvi vocês. Por mim, a minha preocupação de procurar o secretá- rio... O representante da construtora resolve ironizar Manara – Eu só quero fazer o pagamento. Jair – Se foi o governador que recebeu pra você(...) você paga(...) Eu vou falar: ‘ ó, fulano pagou pro fula- no’. E ele vai chegar no governador(...) Manara – Se fizer um rachinha - 10% para cada um - pagava tudo. (...) Sobrava 5% para encheção de saco que eu tô tendo e 10% para cada um. O representante da construtora se impacienta Manara – Vamos fazer o seguinte. Eu vou ali fora tomar mais um sorvete e vocês resolvem o caminho do dinheiro. O dinheiro eu quero dar. De preferência entregaria na mão do Jalles. Não tenho a mínima cara- de-pau de entregar na mão dele, não vou ligar nem um pouquinho. Ou pro próprio governador, porque do jeito que está tá ficando complicado. O que você acha, Chico? Eu vou dizer bem claro para os dois grupos aqui. Eu vim aqui para pagar. Jair – Acho que você tem que dar... Se ele falou que foi lá... foi no governador e o governador disse que autorizava dar, você paga pra ele. Porque eu...(...) Manara – Como é que fico eu nessa história? Se você falar assim pra mim é tal hora e tal lugar... Se você fala, Manara, te encontro dez e meia no aeroporto, dez e meia eu irei lá. Eu falei para o Chico trazer a
  150. 150. 153 turma aqui em Brasília, que eu vou pagar os paga- mentos atrasados da obra depois. Dei cheque para um, para outro, pra outro e acabou ,e não temos nada a ver com Goiás. Não estamos trabalhando aqui. Os lobistas continuam conversando Brasil – Jair, deixa pagar pra você.(...) Marcelo – Não, não. Eu prefiro que, se o Jalles tem autorização, e ele tá autorizado para fazer isso, que você vá pessoalmente no secretário e entrega para ele. – Faço, faço... Marcelo – Eu, por mim, tá liberado. Manara – Que dia você quer ir? (falando com Jair) Deixa eu falar pra você como é que fica. Só precisa me falar, que eu tenho o valor lá(...) eu até preferia que alguém fosse em São Paulo buscar, eu até prefi- ro... Barulho de martelo Brasil – Senta aí, Manara. Você se considera meu ami- go? Manara – Como amigo seu, quero falar duas coisas procê. Primeiro, pega o Jalles e vai a São Paulo(...) Jair – Não, isso eu já falei com ele. (Mais barulho). Jairzinho conta que, como o governador chamou Jalles e listou as empresas que tinham dívidas a rece- ber em 98, segundo ele, era só chamar o pessoal e cobrar a propina. E fala em Valdivino, da Associação dos Empreiteiros. Jair – O governador chamou ele(Jalles) e falou: quero que você faça isso. Você chama o pessoal e eu vou pagar 98, eu tô aqui com uma conta de 6 milhões e tanto para pagar de campanha. Passou para ele as contas(...) e disse: ‘ó, você paga o pessoal de 98, que vem aqui pra receber e vai recebendo 25%(...)’ Isso
  151. 151. 154 foi conversa do governador com ele. Ele chamou o Valdivino (da AGE), certo..? Brasil – O Valdivino tá recebendo um. Jair – Não, tá recebendo um não. Tá recebendo de várias pessoas. Pegou todo mundo que tinha crédito alto lá... de verba de 98. Ligou pra cada um... Eu não tinha visto o nome da Triunfo na lista. Eu falei: 'oha, Jalles, a Triunfo eu sei que tem, posso falar com eles? 'Pode'. Aí eu liguei pro Dito, conversei com o Dito: 'pode pôr'. Depois, quando nós fomos chegar, na hora que fui levantar, tava no nome da Queiroz, e a Queiroz já estava na lista... do Jalles. Ele pegou todos os créditos altos lá. Aí a Tratex não quis receber...a Andrade Gutierrez não quis receber. Falou assim: ‘Não, nós não queremos receber para pagar 25%...’ Brasil – E eu aqui encarrascado(sic). Nós aqui pagan- do 26%... Eu como subempreiteira. E tô com o papel por escrito.(...) (...) Então o governador mandou ele passar o dinhei- ro... Jair – O Valdivino ficou responsável por contactar com as empresas e acertar isso. E a Triunfo, como eu já tinha combinado com o Dito(...) Ali foi operacionalizado, isso foi feito em três etapas, nós inclusive fomos a segunda a receber. A primeira foi(...) a Coesa, nós recebemos segundo... levantar esse di- nheiro, passar para a Agetop, providenciar os contra- tos todos(...) e pagar. O lobista não se entende com o primo do secretário Brasil – Jair, Jair, eu tô dizendo como amigo seu: pas- sa pra ele esse dinheiro. Jair – Eu não tenho que passar nada. Brasil – Mas pode abrir mão. Jair – Não posso abrir mão de um negócio que não é meu. Brasil – Então, pronto, acabou a conversa. Não cho-
  152. 152. 155 ra depois, não. Jair – Não, eu não, não tenho nada a ver com isso, não. Brasil – Você vai ver o tanto que vocês vão se ma- chucar... Jair – Eu? Eu não vou ser machucado... não tenho nada a ver com isso não. Manara – Só vou deixar bem claro: a Triunfo não tem nada a ver com isso. Não tem não. Não tem. Manara – Meu telefone o Chico tem, a hora que qui- ser você me liga. Fala: 'Manara, vamos marcar a data, a hora e local'...Não é isso? - Agora, se você quer pagar pra ele... Jair – Essa opção... Eu não quero nada...(...) Em outro trecho, Jair volta a vincular propina com caixa de campanha. Jair – Ele tá pegando, passando para o governador, o governador tá pagando as contas de campanhas, eu não sei o que ele tá fazendo com o dinheiro, pra mim eu não quero nem saber o que ele tá fazen- do...(...) A partir desse ponto, a conversa se torna repetitiva, até que Jairzinho resolve ligar direto para Jalles. Ten- ta primeiro o escritório e atende uma mulher cha- mada Maria: Jair – Qual é o celular dele? É o Jair, primo dele ( ele repete o número em voz alta) Jairzinho liga no celular. Jalles atende. A conversa dura 2 minutos e 10 segundos Jair – É o Jalles? Ô Jalles, tá bom? Beleza. Tudo tran- qüilo? Tá aonde? Heim? Ah, de Catalão pra Goiânia. Ah, de Bom Jesus pra Goiânia. Tá, né? Oh, Jalles, deixa eu falar aqui. Eu tô com o Eduardo Manara, da Triunfo, e tô com o Aniceto, ex-prefeito de Pontalina,

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