PROF. LUIZ HENRIQUE - Feijão

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Feijão

  1. 1. FEIJÃO
  2. 2. Origem • Tipos selvagens, similares a variedades crioulas simpátricas (ocupa mesma área geográfica), encontrados no México e existência de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 A.C., na Mesoamérica: hipótese de domesticação na Mesoamérica e disseminado, na América do Sul.
  3. 3. Origem • Domesticados na América do Sul 10.000 A.C. (sítio de Guitarrero, Peru), indícios domesticação na América do Sul e transportado para América do Norte.
  4. 4. Origem • Dados mais recentes (3 hipóteses - espécies silvestres cultivadas): • mesoamericano (sudeste dos Estados Unidos até Panamá, zonas principais México e Guatemala); • sul dos Andes (norte do Peru até províncias do noroeste da Argentina); • norte dos Andes (Colômbia e Venezuela até norte do Peru).
  5. 5. Origem • Populações selvagens de feijão: Norte do México até Norte da Argentina, (altitudes entre 500 e 2.000 m). • Não são encontradas naturalmente no Brasil (Debouck, 1986).
  6. 6. Top Ten Dry Bean Producers — 11 June 2008 Country Production (Tonnes) Footnote Brazil 3,330,435 India 3,000,000 F People's Republic of China 1,957,000 F Myanmar 1,765,000 F Mexico 1,390,000 F United States 1,150,808 Kenya 535,000 F Uganda 435,000 Argentina 328,249 Indonesia 320,000 F World 19,289,231 A No symbol = official figure, P = official figure, F = FAO estimate, * = Unofficial/Semi-official/mirror data, C = Calculated figure A = Aggregate (may include official, semi-official or estimates); Source: Food And Agricultural Organization of United Nations: Economic And Social Department: The Statistical Division
  7. 7. Gênero Phaseolus • 55 espécies (5 cultivadas): • Feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris); • Feijão-de-lima, fava (P. lunatus), andes e mesoamérica; • Feijão ayocote (P. coccineus), México; • Feijão tepari (P. acutifolius), sudoeste de Estados Unidos a noroeste do México ; • Phaseolus polyanthus (México, Guatemala, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru).
  8. 8. Feijão comum (Phaseolus vulgaris)
  9. 9. Feijão-de-lima, fava (P. lunatus)
  10. 10. Feijão ayocote (P. coccineus)
  11. 11. Feijão tepari (P. acutifolius)
  12. 12. Espécies Altitude (m) Temperatura (°C) Precipitação (mm ano) Ciclo (dias) Produção (kg ha-1) Phaseolus coccines 1400–2800 12–22 400–2600 90–365 400–4000 Phaseolus acutifolis 50–1900 20–32 200–400 60–110 400–2000 Phaseolus lunatus 50–2800 16–26 0–2800 90–365 400–5000 Phaseolus polyantus 800–2600 14–24 1000–2600 110–365 300–3500 Phaseolus vulgaris 50–3000 14–26 400–1600 70–330 400–5000
  13. 13. Características • Herbácea, anual (Maroto, 1989); • Encontradas: plantas perenes, com ciclo vegetativo relativamente rápido (EVANS, 1976); • Germinação epígea (OLIVEIRA, 1940) e velocidade medida pelo vigor das sementes (SANCHEZ e PINCHINA, 1974);
  14. 14. Sistema radicular • Bem desenvolvido e profundo: 90 a 150 cm (Doorembos e Kassan, 1987). • Raiz principal, raízes secundárias e terciárias: crescimento rápido e pode facilmente ser interrompido por obstáculos do solo (Chaux e Foury, 1993). • Raiz principal: não domina durante muito tempo.
  15. 15. Caule • Herbáceo, delgado e frágil, anguloso, de secção quadrangular, levemente pubescente e por vezes raiado de púrpura (TAMARO, 1981; cit. PALHA, 1990). • Ápice do caule principal pode ser sempre vegetativo, sendo as plantas indeterminadas, ou dar origem a uma inflorescência, no caso das plantas determinadas.
  16. 16. Folhas • Primeiras 2 folhas (primárias): simples, inteiras e opostas (POLHIL, 1981; LAKEY, 1981). • Restantes: alternas e trifoliadas (compostas por dois folíolos laterais, mais ou menos assimétricos e um central simétrico).
  17. 17. Folhas • Folhas com pequenas estípulas na base do pecíolo. Dimensões dos folíolos variam com teor de nitrogênio existente no solo (MAROTO, 1989). • Mais N: > dimensões dos folíolos (SPRENT e MINCHIN, 1985).
  18. 18. Folhas • Carências de água, forte luminosidade e temperaturas elevadas: folhas orientam-se para cima, permitindo reduzir sua temperatura por captarem menos radiação (YU e BERG, 1994).
  19. 19. Inflorescência • Agrupadas em 4 a 8 flores, inseridas pelo pedúnculo nas axilas das folhas (variedades do tipo indeterminado), ou nos gomos terminais de alguns ramos (variedades do tipo determinado), (CERMEÑO, 1979). • Número de flores por inflorescência muito variável: até 30 flores.
  20. 20. Inflorescência • Cor da flor: relacionada com elevado número de genes, possibilitando existência de várias tonalidades e desenhos nas flores (BASSET, 1992). • Um gene responsável pela perda de cor da flor é dominante em relação aos demais, mas cujo efeito pode ser contrariado por um gene restaurador (BASSET, 1993).
  21. 21. Inflorescência • Cor vermelha: indica ocorrência de cruzamentos com Phaseolus coccineus. • Algumas plantas apresentam esterilidade masculina controlada por 2 genes, que não afetam os órgãos femininos (Mutschler e Bliss, 1980). Foram, mais tarde, detectados genes restauradores.
  22. 22. Fruto (vagem) • Legume, deiscente, constituído de 2 valvas unidas por 2 suturas (dorsal e ventral), (Vieira e Rava, 2000). • Mais compridos do que largos, lisos e não apresentam pêlos (Vasconcellos, 1949; cit. Gardé e Gardé, 1988). • Cor verde após fecundação, diferentes tonalidades à medida que vai ocorrendo a maturação.
  23. 23. Fruto (vagem) • Madura: apresenta coloração que varia de cultivar para cultivar (Tinoco, 1982; cit. Palha, 1990). • Forma: controlada por vários genes, situados em diferentes loci (Basset, 1991) e dimensão afetada pela fecundação cruzada, possivelmente relacionada com hormônios produzidas pelo embrião (Freytag, 1979).
  24. 24. Sementes • Desenvolvem-se dentro das vagens: número e forma variáveis (Mateo Box, 1961; cit. Teles, 1987). • Peso da semente: 25 a 500 mg – pequenas: > 260 mg, médias: 260 a 400 mg e grandes: < 400 mg (NIENHUIS e SINGH,1986).
  25. 25. Adubação • Quantidade de fertilizantes: época de plantio, quantidade e tipo de resíduo deixado na superfície do solo pela cultura anterior e expectativa de rendimento. • Nitrogênio: 60 a 150 kg ha-1 (2) vezes. • Fósforo: 60 a 120 kg ha-1 de P2O5. • Potássio: 30 a 90 kg ha-1 de K2O.
  26. 26. Inoculante • Brasil: espécie de rizóbio adaptada aos solos tropicais, Rhizobium tropici. • Resistente: altas temperaturas, acidez do solo e altamente competitiva. • Condições de cultivo favoráveis: capaz de formar maioria dos nódulos da planta, predominando sobre população de rizóbio presente no solo.
  27. 27. Nódulos (colônias de bactérias)
  28. 28. Inoculante • Saco de 50 kg de sementes: 500 g de inoculante turfoso. • 7 colheres de sopa: açúcar em 1L de água. • Misturar: 200 a 300 ml da solução ao inoculante (500 g) até formar uma pasta homogênea. • Misturar: pasta 50 kg de sementes até que sementes fiquem totalmente recobertas com camada uniforme do inoculante.
  29. 29. Nódulos (colônias de bactérias)
  30. 30. Inoculante • Usar: tambor rotativo (eixo descentralizado). • Sementes inoculadas: secar à sombra, local fresco e arejado, até semeadura. • Plantar: máximo 2 dias. • Validade do inoculante: 6 meses.
  31. 31. Inoculante • Sem formação dos nódulos: em boa quantidade e nas folhas (cor verde mais intensa), ou observada presença de muitos nódulos com interior de cor branca, realizar adubação de cobertura com adubo nitrogenado. • Adubação nitrogenada de cobertura: mesmo com nódulos ativos (vermelhos). • Usar: adubação em cobertura com 30 a 40 kg de Nitrogênio há-1 aos 20 - 25 dias após plantio. • Inoculação eficiente: produtividade entre 1.500 e 2000 Kg ha-1. • Sob irrigação: produtividade até 3.000 kg ha-1.
  32. 32. Inoculante de rizóbio para sementes (Embrapa Agrobiologia)
  33. 33. Espaçamento • Matraca ou enxada: 0,70 m x 0,40 m, (período recomendado) e 0,60 m x 0,4 0m, (final do período). 2 a 3 sementes por cova, profundidade de 4 cm. • Semeio mecanizado: 0,60 m entre sulcos e cerca de 10 a 12 sementes por metro linear, (estande de 240.000 plantas na colheita).
  34. 34. Clima • Períodos prolongados de baixa luminosidade: redução do número de ramos laterais e número de folhas por planta. Folhas menores, mais espessas e menor quantidade de estômatos por área foliar. Alta umidade relativa do ar: doenças foliares. • Pluviosidade: 300 a 400mm de chuvas (germinação, florescimento, formação e enchimento de vagens). Excesso de chuvas: doenças de solo ("Mela“).
  35. 35. Clima • Temperatura média: 18 a 24 ° C (dia) e 15 a 21° C, (noite). Temperaturas de 35º C, praticamente não ocorre vingamento de vagens. Altas temperaturas e baixos níveis de umidade no solo, elevado abortamento de flores e vagens, formação de vagens mal granadas e aumento da ocorrência de grãos chochos.
  36. 36. Solos • Pouca inclinação, bem drenadas e não sujeitas à inundação. • Textura: média, friáveis (soltos e leves), boa aeração, boa capacidade de retenção de umidade, isentos de camadas adensadas. • pH: 5,8 a 6,2.
  37. 37. Solos • M. O.: rica em N, P e S (armazenamento de água e nutrientes). Teor > 2%. • M. O. (químico): pH, troca de cátions e disponibilidade de nutrientes. • M. O. (físico): agente cimentante dos solos desestruturados, favorece granulação e formação de macro e microporos, (movimentação da água, gases no solo e controle da temperatura e arejamento junto às raízes. • M. O. (biologia): desenvolvimento de maior diversidade de organismos, < incidência de pragas e doenças que podem afetar o sistema radicular das plantas.
  38. 38. Outros feijões • Feijão-de-corda (Vigna unguiculata), provável origem africana e introduzido no país através da Bahia, (colonização): caupi, feijão-macassar, feijão-fradinho, feijão-do-norte, feijão-de-estrada, feijão-miudo. • Feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), empregado como forragem.
  39. 39. Mosaico comum do feijoeiro (VMCF) vírus • Perdas na produção: cultivar, estirpe vírus e idade da planta no momento da infecção. • Transmissão: semente (espécies de pulgões, principalmente Myzus persicae). • Sintomas: áreas verde-claro, intercaladas por áreas verdes normais e rugosidade e enrolamento das folhas. Folhas menores que sadias. Folíolos infectados formato mais alongado que os das plantas normais. • Plantas infectadas: crescimento reduzido e atrofiamento com deformações nas vagens e botões florais. • Controle: cultivares resistentes, sementes sadias e controle do inseto vetor (inseticidas fosforados). • Controle Biológico: inimigos naturais.
  40. 40. Myzus persicae pulgão - homoptera
  41. 41. Mosaico dourado do feijoeiro (VMDF) vírus • Vetor: mosca branca, Bemisia tabaci. • Perdas: > 80% na produção - infecção até 30 dias após emergência. • Época seca: > população da mosca branca (vetora do vírus). • Soja: hospedeira na alimentação e reprodução da mosca branca. • Controle: cultivares resistentes, época adequada de plantio e aplicação de inseticidas, controle biológico, armadilhas para eliminar mosca branca.
  42. 42. Mosca branca, Bemisia tabaci
  43. 43. Mosaico Dourado do Feijoeiro (Mosca branca, Bemisia tabaci)
  44. 44. Mosaico dourado do feijoeiro (VMDF) vírus • Folhas novas: salpicamento amarelo vivo, tomando limbo foliar ou toda planta, delimitado pela coloração verde das nervuras (aspecto de mosaico). • Sintomas: depende da cultivar e desenvolvimento das plantas na ocasião da infecção, deformações, encarquilhamento e redução no tamanho das folhas, vagens e ramos. • Infecção antes ou até florescimento: aborta flores e reduz número de vagens e grãos. • Agravamento: altas temperaturas, períodos prolongados de umidade relativa baixa, alta população de hospedeiros da mosca branca e cultivo contínuo, durante ano.
  45. 45. Oídio (Oidium sp.) - fungo • Sem cultivares resistentes: algumas tolerantes. • Maior susceptibilidade: grupo Manteiga - Jalo e Pintado, baixa umidade relativa e temperaturas moderadas de 20° a 25° C no pré florescimento. • Controle: cultivares do grupo Manteiga, em safras e localidades favoráveis à incidência da doença. Sannazzaro et al. (2003).
  46. 46. Oídio (Oidium sp.) Sintomas nas folhas, B.C. Micélio pulverulento e branco do patógeno em microscópio estereoscópico, D. Corte histológico apresentando uma célula conidiogênica (barr = 15 μm), E. Conídios ovóides e hialinos de Oidium sp. (barr = 20 μm). F. Conídios ovóides e hialinos de Oidium sp. (barr = 12 μm).
  47. 47. Oídio (Oidium sp.) - fungo • Cercobin 700 WP ® (tiofanato-metílico) aplicar 70 g L-1 de água (800 L ha-1 da calda), • Cerconil ® (isoftalonitrila + tiofanato-metílico) aplicar 1,5 a 2 kg ha-1 do produto, • Cover DF ® (enxofre inorgânico) aplicar 300 g 100 L-1 de água (400 a 500 L ha-1 da calda), • Dithiobin 780 WP ® (mancozebe) aplicar 2 a 2,5 Kg ha-1 do produto, • Kumulus DF ® (enxofre inorgânico) misturar 300 g em 100 L de água (400 a 500 L ha- 1 da calda), • Kumulus DF-AG ® (enxofre inorgânico) misturar 300 g em 100 L de água (400 a 500 L ha-1 de calda), • Morestan BR ® (quinometionato) aplicar 400 a 600 g ha-1 (200 a 300 L ha-1 da calda),
  48. 48. Oídio (Oidium sp.) - fungo • Sulficamp ® (enxofre inorgânico) aplicar 600 g 100 L água-1 (200 a 400 L ha-1 de calda), Tiofanato Sanachem 500 SC ® (tiofanato-metílico) fazer a mistura de 100 ml do produto com 100 L de água (400 a 500 L ha-1 de calda), Viper 500 SC ® (tiofanato-metílico) aplicar 0,5 a 0,75 L ha-1 (700 a 1000 L ha- 1 de calda) e Viper 700 ® (tiofanato-metílico) misturar 70 g 100 L de água-1 (700 a 1000 L ha-1 de calda) (Agrofit, 2010). • Regiões de incidência precoce e rotineira da doença: rotação com espécies não hospedeiras como cereais e milho, pode ajudar reduzir inóculo inicial (KIMATI, et al., 2005).
  49. 49. Podridão do colo (Sclerotium rolfsii Sacc) A. Sintoma de murcha da parte aérea, seca, queda das folhas e morte, B. Crescimento micelial branco produzindo escleródios em condições de câmara úmida, C. Escleródios imaturos (bar = 0,4mm), D. Escleródios escuros de superfície lisa (bar = 1,3mm).
  50. 50. Podridão do colo (Sclerotium rolfsii Sacc) Letal para planta infectada: independe do estádio fenológico. Perdas: redução do estande durante ciclo da cultura. Perdas significativas: solos leves, umidade próxima à capacidade de campo e elevada densidade de inoculo.
  51. 51. Podridão do colo (Sclerotium rolfsii Sacc) • Controle químico: • Cercobin 700 WP®: I.A. tiofanato-metílico (benzimidazol), água de 700 - 1000 litros ha-1. • Metiltiofan®: I.A. tiofanato-metílico (benzimidazol), de 700 – 1000 L ha-1 (Agrofit, 2010).
  52. 52. Podridão do colo (Sclerotium rolfsii Sacc) • Tratamento de sementes: baixo custo, localizado, pouco volume, menos poluente e menor impacto ao ambiente, comparando com pulverizações da parte aérea (0,1 % a 0,5 % do custo total da produção). • KOTUBOL 750®: I.A. princípio ativo quintozeno, 350 g 100 kg-1 de semente e TERRACLOR 750 PM BR UNIROYAL®: I.A. quintozeno, 150 a 300 g 100 kg-1 de semente (ITO, 2010).
  53. 53. Podridão do colo (Sclerotium rolfsii Sacc) MEDIDA OBJETIVO MECANISMO Tratamento da semente com fungicidas’ -Proteger a semente e a plântula -Inibição do crescimento micelial Aração profunda com tombamento da leiva -Reduzir o potencial de inóculo -Diluição dos propágulos no perfil do solo -Estresse nutricional e anaerobiose Adubação com uréia (ou outra forma de N amoniacal) -Reduzir o potencial de inóculo -Inibição da germinação dos escleródios -Redução do crescimento micelial Semente livre de patógenos -Impedir a entrada do patógeno na área -Exclusão do patógeno Adubação com nitrato de cálcio -Proteger os tecidos -Aumento da resistência dos tecidos do hospedeiro Destruição dos resíduos -Reduzir a densidade do inóculo -Destruição do inóculo
  54. 54. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo
  55. 55. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo • Pequenas manchas: aquosas, arredondadas, cor mais clara que parte sadia, rodeadas por bordos de cor castanho-avermelhada, parecendo escaldadura. • Micélio de cor castanho-clara: ambas as faces das folha, formando teia micélica (condições climáticas favoráveis, afeta folhas adjacentes da própria planta, interligando parte aérea e folhas das plantas vizinhas. • Grande desfolha. • Teia micélica: interliga folhas com outras partes da planta (impede, algumas vezes, a desfolha total).
  56. 56. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo
  57. 57. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo • Controle integrado: • Controle químico, cultivares tolerantes. • Utilização de sementes livres de patógenos. • Época de plantio e espaçamento. • Cobertura morta do solo. • Estado nutricional da planta. • Rotação de culturas. • Eliminação dos restos culturais. • Cultivo mínimo.
  58. 58. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo
  59. 59. Mela ou murcha da teia micélica Thanatephorus cucumeris - fungo MEDIDA OBJETIVO MECANISMO Rotação de cultura Reduzir densidade de inóculo Estresse do pátógeno Promoção de controle biológico Época de semeadura Promover o escape à doença Redução das condições favoráveis à doença Pre-incorporação dos resíduos culturais e aração profunda com tombamento de leiva Reduzir a densidade e o potencial de inóculo Desalojamento dos propágulos, tornando-os mais vulneráveis à intempéria Diluição dos propágulos no perfil do solo Estresse nutricional e anaerobiose Cultivo mínimo e cobertura morta Reduzir a eficiencia da disseminação do inóculo primário Criação de barreira física entre o patógeno e o hospedeiro Promoção do controle biológico natural Sementes livre do patógeno Impedir a entrada do patógeno na área Esclusão do patógeno Aumento do espaçamento Reduzir a frequêncua de infecção Redução das condições favoraveis à doença Pulverização com fungicidas Proteger os tecidos suscetíveis do hospedeiro Inibição do crescimento micelial e/ou da germinação dos basidiósporos Destribuição dos resíduos de culturas infectadas Reduzir a densidade e o potencial de inóculo Distruição do inóculo
  60. 60. Mancha angular Isariopsis griseola Sacc - fungo • Manchas: formato angular, delimitadas pelas nervuras e coloração castanho-escuro. • Alta umidade: temperatura > 24 ° C. • Disseminação: longas distâncias (correntes de ar) ou sementes contaminadas. • Pequenas distâncias: respingos da chuva e insetos. • Solo: patógeno pode sobreviver por cerca de 19 meses (restos culturais).
  61. 61. Mancha angular Isariopsis griseola Sacc - fungo • Controle preventivo: sementes sadias, rotação de culturas e incorporação dos restos de cultura controle preventivo da mancha angular. • Tratamento de sementes e pulverização: fungicidas.
  62. 62. Mancha angular Isariopsis griseola Sacc - fungo
  63. 63. Mancha angular Isariopsis griseola Sacc - fungo
  64. 64. Mancha angular Isariopsis griseola Sacc - fungo • Nome técnico e comercial (químico): • Azoxystrobin: Amistar • Fetin hidroxide: Mertin 400 • Chlorotalonil: Bravonil/Daconil/Dacosta • Óxido cuproso: Cobre Sandoz BR • Bromuconazole: Condor 200 • Mancozeb + oxicloreto de cobre: Cuprozeb
  65. 65. Antracnose Colletotrichum lindemunthianum - fungo • Vagens: lesões circulares, coloração marrom a escura (depressões no centro dessas lesões,com massa de esporos de cor rosada). • Folhas: parte inferior, lesões necróticas, cor marrom escuras nas nervuras. • Folhas (severo): lesões na face superior da folha, com região clorótica e folhas curvam-se (área necrótica por todo tecido foliar). • Caule e pecíolos: lesões alongadas escuras e depressões. • Sementes contaminadas: plântulas com cotilédone (lesões marrons de claro a escuro, até negras).
  66. 66. Antracnose Colletotrichum lindemunthianum - fungo • Controle: sementes sadias, de cultivares resistentes, e por intermédio do controle químico. • Sementes livres do patógeno: correlação entre número de sementes contaminadas e número de plantas doentes no campo. • Sementes: tratar com fungicidas.
  67. 67. Antracnose Colletotrichum lindemunthianum - fungo
  68. 68. Crestamento bacteriano comum (CBC) Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli (Smith) • Lesões: secas e quebradiças rodeadas por halo amarelo. • Controle: práticas culturais (sementes sadias e rotação de culturas) produtos químicos e resistência genética. • Químico: • Oxytetracicline + sulfato de cobre: Agrimaicin • Hidróxido de cobre: Garant.
  69. 69. Crestamento bacteriano comum (CBC) Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli (Smith)
  70. 70. Crestamento bacteriano comum (CBC) Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli (Smith)
  71. 71. Mofo branco -Sclerotinia sclerotiorum - fungo • Mais destrutiva: áreas irrigadas no Brasil. • Plantio adensado: favorece aumento da incidência da doença, devido à barreira que folhas fazem à entrada de luz solar e por dificultar a aeração das plantas. • Plantas daninhas: picão e carrapicho são hospedeiras do fungo.
  72. 72. Mofo branco -Sclerotinia sclerotiorum - fungo • Primeiros sintomas: aparecem em reboleiras (plantio adensado e acamamento de plantas). Hastes, folhas e vagens (manchas encharcadas, seguidas por uma espécie de massa branca e de aspecto cotonoso - estruturas do fungo). Plantas murcham: evoluindo para tecidos secos e quebradiços. “Bolinhas” duras (estruturas fúngicas chamadas de escleródios).
  73. 73. Mofo branco -Sclerotinia sclerotiorum - fungo • Sementes livres do patógeno: limpeza dos implementos, evitar tráfego de pessoas, carros e animais de áreas contaminadas para áreas não-contaminadas. • Rotação de culturas: com gramíneas e destruição de restos culturais. • Evitar: plantios adensados (melhor aeração e cultivares com porte mais ereto e menos acamamento. Fungicidas (preventivo) em locais com relato do fungo).
  74. 74. Mofo branco -Sclerotinia sclerotiorum - fungo
  75. 75. Caruncho - Acanthoscelides obtectus adulto e fases larval - coleoptera
  76. 76. Caruncho - Acanthoscelides obtectus adulto e fases larval - coleoptera • Adulto: < 5 mm, coloração marrom, com dimorfismo sexual (fêmea e macho são diferentes, com fêmea maior). • Ovos: colocados sobre vagens ou sementes. • Larvas: penetram e danificam sementes após eclosão.
  77. 77. Vaquinha ou bicho-alfinete (Diabrotica speciosa – coleoptera)
  78. 78. Lagarta elasmo ou Broca do caule Elasmopalpus lignosellus (Zeller, 1848)
  79. 79. Lagarta-rosca Agrotis ipsilon (Hufnagel, 1776)
  80. 80. Lagarta das vagens Maruca testulalis (Geyer, 1832)
  81. 81. Deficiência de potássio
  82. 82. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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