PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo do morango parte 2

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo do morango parte 2

  1. 1. CULTIVO DO MORANGO PARTE 2 Foto: portal.rpc.com.brFoto: ritasousa.net
  2. 2. Preparo do solo • Planta frágil: especialmente sistema radicular (canteiros bem preparados). Aração + gradagem + canteiro; Subsolagem + gradagem + canteiro; Microtrator + rotativa + canteiro Rotoencanteirador + canteiro
  3. 3. Solo e adubação • Exigente: condições físicas e químicas do solo; • Adapta-se melhor: de textura média, alta fertilidade e bom teor de matéria orgânica; • Análise do solo: 3 meses antes; pH ideal 5,3 a 6,2; saturação de bases 70 %; • Excesso de calagem: reduz tamanho da planta e dos frutos.
  4. 4. Adubação • Orgânica: 10 - 20 t ha-1 de cama de aviário; • Química: N - 40 kg ha-1. P2O5 - 300 a 900 kg ha-1. K2O - 100 a 400 kg ha-1. • Cobertura: N - 180 kg ha-1. K2O - 90 kg ha-1. Parcelar em 6 aplicações
  5. 5. Nutrientes • N e P: elevam produtividade; • K: qualidade do fruto, melhora sabor, aroma, coloração e consistência; • Ca (deficiência) : planta mais suscetível ao ataque de pragas e doenças, folhas enrrugadas, formação de frutos com ponta dura e frutos mal polinizados. • Quimiotropismo: tubo polínico cresce em direção ao cálcio livre que está na base do ovário.
  6. 6. Nutriente (boro) • Deficiência: deformação em frutos devido polinização deficiente (relacionado ao crescimento do tubo polínico). • Pulverizar: diretamente sobre os frutos uma solução de ácido bórico a 0,15%.
  7. 7. Adubação e calagem • Análise do solo: mínimo 120 dias antes do plantio (corrigir acidez 90 dias antes plantio). • Calcário: profundidade 20 cm. > 3,0 toneladas ha-1 (PRNT 100%) parcelar em 2 vezes. Primeira: plantio da cobertura verde na primavera (setembro). Segunda: incorporação da massa verde (janeiro), juntamente com adubação orgânica. • Adubação de correção: fósforo e potássio. Boro < 1,0 mg dm-3 (extraído com água quente) 4,0 kg ha-1 (área total, junto com adubação verde).
  8. 8. Matéria orgânica • Melhora: condições físicas e biológicas do solo e proporciona melhor aproveitamento dos adubos químicos. • Solos com bom teor: mais leves, drenam melhor água da chuva, armazenam mais água e têm maior vida microbiana. • Efetuar: sulcamento, incorporando com ancinho no momento do abaulamento do canteiro. • Feijão miúdo consorciado ao milho: problemas de incorporação devido à grande massa verde formada. • Mucuna-anã: melhores resultados na região de Pelotas/RS.
  9. 9. Plantio • Canteiro pronto: com ou sem “mulching”, marca-se local do plantio no espaçamento desejado: 30 x 30 cm, 30 x 35 cm; • Distribuição: pode ser triangular ou em quincôncio; • Cova: espaço suficiente para a distribuição das raízes.
  10. 10. Canteiros • ALTOS: > 25 cm. • ARREDONDADOS: evitar acúmulo de água. • BEM ACABADOS. • LIVRE DE TORRÕES, PEDRAS E RAÍZES. • ESTREITOS: 1 m. • FILEIRAS DE PLANTAS: 2 A 4 • DECLIVIDADE: 0,2 A 0,3%
  11. 11. Plantio • Março a julho na região Sul: canteiros com 15 a 20 cm de altura e 0,80 a 1,20 m de largura, espaçamento entre plantas de 30 x 30 cm (final da tarde facilita pegamento). • Plantio “ziguezague” (cultivos da Califórnia): proporciona melhor aproveitamento do espaço útil. Permite maior vigor do sistema radicular, favorecendo nutrição e autodefesa das plantas.
  12. 12. Canteiro Fonte: www.google.images
  13. 13. Demarcação e abertura da cova • Estrado: composto por barras longitudinais e transversais, distanciadas conforme espaçamento desejado (30 x 30 cm ou 30 x 40 cm), distribuídos de forma triangular ou quincôncio, para permitir maior espaçamento entre plantas (interseção das barras, haste de madeira, com ponta aguda, para demarcar local onde será feita cova). • Cova: espaço suficiente para distribuição uniforme do sistema radicular (tanto na profundidade como no sentido lateral). • Solo em condições de friabilidade: operação poderá ser feita com a mão, 4 a 5 cm no sentido do comprimento.
  14. 14. • Época ideal: 15 de abril a 30 de maio. • Antes de abril: sérios problemas com mortalidade de plantas, em virtude das temperaturas elevadas e da muda estar fisiologicamente imatura. Plantio (muda)
  15. 15. • Cuidado especial na distribuição do sistema radicular: de modo que fique uniformemente disperso e com as extremidades (pontas) no sentido vertical, nunca com as pontas voltadas para cima. • Não plantar: com sistema radicular embarrado, pois isto dificulta a distribuição das raízes na cova, dificulta emissão de novas raízes quando as iniciais encontram-se muito agrupadas. Plantio (muda)
  16. 16. • Profundidade: de plantio da muda em relação ao nível do solo, devendo ficar na metade do caule (coroa). • Muda plantada muito profunda: terá dificuldade para emitir novas folhas e, se muito superficial, haverá dificuldade para emissão de novas raízes laterais Plantio
  17. 17. Rega • Primeira: abundante, para que sejam eliminados os bolsões de ar junto das raízes (solo em perfeito contato com sistema radicular). • Após irrigação: proceder uma checagem detalhada, para que sejam corrigidos possíveis erros do nivelamento da muda.
  18. 18. Colocação do plástico Autor: Luis Eduardo Corrêa Antunes
  19. 19. Cobertura do solo • Produtos utilizados: palha de arroz, trigo, centeio, cevada, folhas de árvores, serragem, biruta ou maravalha de madeira, colmos picados de milho, sorgo, milheto, cana-de-açúcar, bagaço de cana- de-açúcar, etc. ou ainda, resíduos de roçadas em geral.
  20. 20. • Camada de espessura suficiente: não penetração dos raios solares, inibindo germinação das sementes das plantas invasoras existentes no solo e da própria espécie que está sendo usada como cobertura morta. • Acícula (folha) de Pinus: rica em compostos fenólicos, conferindo efeitos alelopáticos (inibição das sementes das espécies invasoras, sem prejuízos à cultura). Cobertura do solo (resíduos vegetais)
  21. 21. Resíduos vegetais (vantagens) • Menor: ataque de ácaros, em razão do microclima úmido abaixo das folhas. • Menor custo: quando resíduo for produzido no próprio estabelecimento. • Enriquecimento: teor de matéria orgânica do solo, com incorporação da cobertura morta, após colheita.
  22. 22. • Maior: ataque de podridões dos frutos. • Maior: descarte de frutos. • Produção precoce: muito reduzida. • Frutos: com coloração desuniforme (barriga branca). • Frutos: com resíduo da cobertura de solo (foto abaixo). • Custo elevado: para controle de invasoras. Resíduos vegetais (desvantagens)
  23. 23. Mulching de resíduo vegetal. Autor: Alvares dos Santos
  24. 24. Cobertura do solo • Serragem, biruta ou maravalhas de madeiras secas: evitar resinas (prejuízo desenvolvimento das mudas). • Cobertura do solo: 30 a 40 dias após transplante (muda estabelecida). • Antes da cobertura: escarificar solo. • Nesta operação: primeira adubação (N).
  25. 25. Cultivo orgânico DAROLT, Moacir Roberto IAPAR set/2001
  26. 26. Cultivo orgânico Fonte: DAROLT, Moacir Roberto - IAPAR set/2001
  27. 27. Túnel plástico • Colocação: estando solo coberto com plástico preto, colocar túnel baixo com plástico transparente aditivado (proteção da cultura). • Estrutura: arcos de arame galvanizado nº 6. • Altura mínima do túnel: parte central 60 cm e espaçamento entre arcos de 1,20 a 1,50 m.
  28. 28. • Parte superior dos arcos: amparada por uma estaca, para suportar tensão dos ventos. • Sobre estrutura: filme plástico aditivado 2,20 m de largura e comprimento de 100 ou 150 m. • Evitar movimento drástico do plástico pelo vento: estacas nas extremidades, inclinação de aproximadamente 45º, enterrados 50 a 60 cm, mantendo-se 20 cm acima do nível do solo (pontas do filme plástico atadas com corda bem esticada). Túnel plástico
  29. 29. Colocação e manejo dos túneis Autor: Jaime Duarte Filho
  30. 30. Manejo do túnel plástico ou casa de vegetação • Manhã após evaporação do orvalho: túnel deve ser aberto (levantar saia) até altura de 40 a 50 cm (eliminar excesso de umidade). • Abertura do túnel: lado oposto ao vento predominante, evitando que plástico seja danificado pela ação do mesmo. • Final da tarde: fechar túnel para que sereno não molhe folhas.
  31. 31. • Com chuva ou neblina: túnel fechado (aberto com sol). • Não irrigar em demasia: > evaporação (> encharcamento) satura interior do túnel (doenças). • Mal manejado: transforma vantagens em problemas sérios para cultivo (prejuízos equivalentes aos de sua ausência). Manejo do túnel plástico ou casa de vegetação
  32. 32. • Volume de ar maior: manejo facilitado, podendo permanecer abertas cortinas laterais, mesmo em dias de chuva (desde que não ocorra molhamento de folhas pela chuva ou pela neblina muito forte, tocadas pelo vento). • Proporcionar: maior índice de ventilação possível (sem prejudicar estado fitossanitário das plantas). Casa plástica
  33. 33. Casa plástica Fonte: Alverides Machado dos Santos
  34. 34. Manejo fitossanitário • Nível de inóculo das doenças mais baixo possível (sem agroquímicos). • Inspeção sistemática na lavoura: retirar folhas, pedúnculos secos de frutos já colhidos, flores não polinizadas e frutos atacados por doenças. • Prática eficiente: custo econômico e social significativo. • Repetir semanalmente: doenças persistirem, (agroquímicos). • Produtos registrados (período de carência).
  35. 35. Cobertura dos passeios • Época da colheita: > ou < precipitação com irrigação por aspersão, há acúmulo de água nos caminhos e, em virtude do grande trânsito de pessoas, forma-se barro, dificultando circulação, sujando cestos de colheita. • Cobrir caminhos: palha, resíduo de casca de acácia-negra (extração do tanino), cana de milho picada, folhas de árvores.
  36. 36. Limpeza da lavoura • Ausência de plantas invasoras: evita ou minimiza concorrência por água e fertilidade e proliferação de pragas e doenças. • Controle do ácaro - do - morangueiro: manutenção de faixa de 5 m de largura, totalmente limpa, em todo contorno da lavoura e ao acesso (barreira ao ácaro, devido à baixa capacidade de locomoção).
  37. 37. Colheita • 60 a 80 dias após plantio das mudas: dependendo das condições climáticas, tipo de solo, tratos culturais, método de produção de mudas e cultivar. • Pode se prolongar: 4 a 6 meses, em função do fotoperíodo e disponibilidade de água. • Época de colheita: varia de agosto a dezembro em regiões mais frias (Sul do Brasil).
  38. 38. Colheita • 30 a 40 dias: após inicio da floração, podendo prolongar 3 - 5 meses conforme variedades e condições de produção.
  39. 39. • Operação mais delicada e importante de todo ciclo da cultura. • Frutos: muito delicados e pouco resistentes, em virtude da epiderme delgada, grande percentagem de água e alto metabolismo. • Colhidos muito maduros: poderão chegar em decomposição e com podridões ao mercado. • Colhidos ainda verdes: alta acidez, ausência de aroma e adstringência (variação no sabor/amargo). • Ambos os casos: produto chega ao mercado com baixo valor comercial. Colheita
  40. 40. • Manual: ponto de colheita "maduro" para fins industriais, e de ½ maduro a ¾ maduro para comercialização "in natura". • Cor: parâmetro mais importante para definir ponto de colheita dos frutos. • Fruto: mínimo 50% a 75% da superfície de cor vermelho-brilhante (consumo fresco). • Varia: tempo de transporte, temperatura ambiente, cultivar e finalidade do produto. Colheita
  41. 41. • Condições climáticas: diariamente ou máximo cada 3 dias, para obter um ponto de maturação uniforme. • Fruto "não climatérico“: não amadurece, não melhora características organolépticas após colheita. • Evitar: golpes, feridas ou outro tipo de injúria na fruta (suscetibilidade aos microorganismos). Colheita
  42. 42. • Evitar: horas de maior calor, (frutos diretamente ao sol) ou dias chuvosos e muito orvalho (horas mais frescas do dia). • Cestas de colheita: taquara ou madeira, com uma ou mais divisões para pré- classificação (forradas com papel limpo e apropriado). • Consumo in natura: colhidos com cálices (conservação). Colheita
  43. 43. Classificação e embalagens • Classificação: não misturar frutos com graus de maturação e tamanhos diferentes na mesma cumbuca ou em cumbucas diferentes na mesma caixa. • Embalagem adequada: evitar danos físicos (novas, limpas e não provocar alterações internas ou externas na fruta). • Embalagens: caixetas (cumbucas) de madeira, papelão ou poliestireno expandido, caixas de plástico transparente com tampa ou embalagem com base de poliestireno e filme polimérico (capacidade 250 - 800 gramas de frutos).
  44. 44. Resfriamento rápido ou pré resfriamento • Retirar imediatamente calor que fruta traz do campo: antes de alcançar sua temperatura de conservação definitiva (reduz taxa respiratória e prolonga conservação). • Essencial e quase obrigatória: pouco uso no Brasil. • Ar frio forçado: adequado para resfriar frutos (rápido, evita umidade sobre fruta). • Pré-resfriamento eficiente: temperatura do fruto reduzir de mais ou menos 25º C para 5º C, em 2 ou 3 horas.
  45. 45. Conservação e comercialização • Temperatura: de 0º C com 90 - 95% de umidade relativa durante 3 - 5 dias. • Essencial: durante transporte seja refrigerado (manter frio). • Muitos locais: não oferecem condições adequadas de temperatura e manuseio das embalagens (perdas significativas).
  46. 46. Perdas pós colheita • Níveis importantes: caso não sejam utilizadas técnicas corretas de colheita e pós-colheita (quantitativo e/ou qualitativo). • Pré-classificação dos frutos: durante a colheita é muito importante, devendo ser eliminada toda fruta deformada, danificada por fungos ou insetos ou muito madura. • Processos de conservação: resfriamento rápido, armazenamento refrigerado, atmosfera modificada e tratamentos com CO2, transporte em condições especiais.
  47. 47. Frutos Climatéricos (amadurecem após colheita durante armazenamento). Manga Tomate Melancia Figo Ameixa Melão Caqui Banana Pêra Abacate Pêssego Maçã Azeitona Mamão
  48. 48. Frutos não-climatéricos • Pimenta doce • Cereja • Abacaxi • Citros • Uva • Morango • Caju
  49. 49. Pós colheita • Cassificação: não misturar morangos com graus de maturação e tamanhos diferentes. • Embalagem adequada: novas, limpas e não provocar alterações internas ou externas na fruta. Variam com mercado de destino (caixetas/cumbucas de madeira, papelão ou poliestireno expandido, caixas de plástico transparente com tampa ou com base de poliestireno e filme polimérico (capacidade 250 - 800 gr de frutos). • Resfriamento rápido ou pré-resfriamento: retirar imediatamente calor que fruta traz do campo, antes de alcançar sua temperatura de conservação definitiva. Reduz taxa respiratória e prolonga conservação do produto (reduz de 25ºC para 5ºC, em 2 ou 3 horas).
  50. 50. • Resfriamento por ar frio forçado: forma rápida de resfriamento (evita umidade sobre fruta). Pré- resfriamento eficiente, temperatura do fruto pode ser reduzida de mais o menos 25ºC para 5ºC, em duas ou três horas. • Conservado: temperatura de 0ºC com 90 - 95% de umidade relativa (durante 3-5 dias). Manter cadeia do frio com transporte refrigerado. Em alguns países "palete" tratado com dióxido de carbono para auxiliar na conservação dos frutos. Não é utilizado ainda no Brasil. Pós colheita
  51. 51. Classes de morango em função de diâmetro Classe Maior diâmetro transversal (mm) 1 > 25 2 10>15 <- 25 Fonte: Regulamento Técnico do Mercosul 85/96 para morango
  52. 52. Tipos de morangos em função do total de defeitos TIPO GRAVES (%) Total de Defeitos (%) Passado Podridão Deformado Graves Leves Extra 2 1 0 2 5 Especial ou selecionado 3 1 2 3 10 Fonte: Regulamento Técnico do Mercosul 85/96 para morango Defeitos graves: passado, podridão, deformado Defeitos leves: dano, manchado, ausência de cálices, deformação, imaturo
  53. 53. Cobertura do solo • Evita: contato do fruto com solo (fruto livre de impurezas < qualidade e < período de conservação pós-colheita). • Influencia: manutenção da temperatura do solo (termorregulador). • Evita: compactação do solo que ocorre pela ação das gotas d'água de irrigação (quando é usado um sistema por aspersão) ou da chuva. • Ação: sobre plantas invasoras, dispensando capinas manuais (danos às raízes superficiais).
  54. 54. VANTAGENS • ambiente com baixa umidade relativa, < incidência de fungos (podridões de frutos). • índice de descarte de frutos < do que nas demais coberturas. • estimula produção precoce de frutos. • mão-de-obra de transporte e colocação < do que para outras opções de cobertura. DESVANTAGENS • maior custo. • estimula desenvolvimento de ácaros (microclima seco). Cobertura do solo: plástico preto com espessura de 30 micras
  55. 55. Levantamento dos canteiros Autor: Jaime Duarte Filho
  56. 56. Vantagens do cultivo em ambiente protegido • Reduz umidade foliar: reflexos positivos na diminuição da ocorrência de doenças da parte aérea. • Amplia: período de safra. • Permite técnicas de desinfecção de solo: solarização ou aplicação de produtos fumigantes. • Facilita: uso de substrato. • Protege: contra incidência de geadas.
  57. 57. Desvantagens do cultivo em ambiente protegido • Mudanças na estrutura: dificulta rotação de áreas, (prática em função das doenças do solo). • Função básica: proteger plantas da chuva, neblinas, ou orvalho muito forte, evitando molhamento da folha. • Reduz drasticamente incidência de fungos e bactérias: condições de produzir frutos de excelente qualidadq (reduzida utilização de defensivos).
  58. 58. Cultivo protegido • Túnel baixo e casa plástica: mesmas funções do túnel. • Casa Plástica: vantagem de permitir atividades de tratos culturais, mesmo em dias de chuva, inclusive colheita de frutos com ótima qualidade, operação não aconselhada no túnel baixo, devido ao molhamento do fruto na colheita.
  59. 59. Cultivo protegido • Túnel baixo e casa plástica: regiões onde incidência de chuvas é frequente na época da colheita. • Dois sistemas: irrigação localizada (gotejamento). • Cuidado especial: ácaros (eliminar focos no início).
  60. 60. Túnel baixo Autor: Jaime Duarte Filho
  61. 61. A) Casa plástica e Túnel baixo B) Casa plástica Autor: Jaime Duarte Filho Autor: Alverides Machado dos Santos
  62. 62. A) Hidropônico vertical B) Hidropônico horizontal Autor: Cínara Morales
  63. 63. Cultivo em substrato acondicionado em sacolas plásticas no interior de estufa. Fonte: Embrapa - Sistemas de Produção, 15 - ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica - Ago./2006 Foto: Adriane R. Bortolozzo
  64. 64. Plantio • Cuidado especial: distribuição do sistema radicular (disperso e com pontas na vertical). • Não: pontas voltadas para cima; • Não: sistema radicular embaraçado: • – Dificulta a distribuição das raízes; • – Dificulta a emissão de novas raízes. • Profundidade de plantio da muda: nível do solo fique na metade do caule (coroa). • Evitar: bolsas de ar próximo das raízes (folhas foscas, sem brilho, desenvolvimento paralisado)
  65. 65. Fonte: Biagro
  66. 66. Qualidade da muda Muda com problema Folha fosca, sem brilho Muda sadia Folha com brilho
  67. 67. Mudas preparadas para o plantio. Fonte: Embrapa - Sistemas de Produção, 15 - ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica - Ago./2006 Foto: Adriane R. Bortolozzo
  68. 68. Preparo e plantio das mudas • Preparo: relação às folhas e raízes. • Viveiro: retirar folhas cortando-as na haste (3 cm de comprimento). Cortar raízes (4 cm de comprimento). • Plantio: nas embalagens com substrato previamente saturado. • Após saturação das embalagens: fazer orifícios, nos 4 cantos da embalagem, onde serão inseridas as mudas, devidamente preparadas.
  69. 69. • Espaçamento entre as plantas: 0,20 m. • Raízes: não fiquem dobradas, ao serem plantadas na embalagem (comprometer crescimento da planta). • Após plantio: fazer furos, embaixo das embalagens (drenagem da água que ficará retida no fundo). Preparo e plantio das mudas
  70. 70. Manejo das mudas • 15 dias após plantio: observadas primeiras flores. • Bom crescimento e desenvolvimento das plantas: necessário desbaste contínuo destas flores até atingirem 5 folhas. • Plantas crescendo: realização de limpezas periódicas, retirando-se folhas que envelhecem ou com alguma doença.
  71. 71. • Todo material retirado deve ser acondicionado em sacos plásticos. • Quando cheios devem ser retirados do local e colocados em covas que deverão ser cobertas por plástico incolor. • Embalagem deverá ser manuseada com cuidado para não disseminar doenças que possam estar no seu interior, e enviada para reciclagem. Manejo das mudas
  72. 72. Irrigação gotejamento Fonte: Embrapa CNPUV - Sistemas de Produção, 15 - ISSN 1678-8761 Versão Eletrônica - Ago./2006 Foto: Adriane R. Bortolozzo
  73. 73. Desordens fisiológicas • Rachadura do fruto: períodos frios ou com temperatura muito alta. • Escaldadura do fruto: manchas aquosas e moles que ocorrem com geadas ou com golpe de sol. • Queimadura das folhas: temperaturas altas, quando as folhas entram em contato com o plástico. • Deformação do fruto: falta de fecundação, que pode ser motivada pela falta de insetos polinizadores ou pela prevalência de temperaturas baixas ou altas.
  74. 74. Dificuldades • emissão de novas folhas; cresce em formação cônica e não abre coroa; demora para florescer e emitir coroas laterais, que são mais produtivas. Muda plantada muito profunda
  75. 75. Muda plantada muito rasa • Dificuldade: na emissão de novas raízes laterais e a planta abre, pega sol em demasia. • Mais raízes para pegamento ou emite parte aérea? • 1ª rega: abundante para eliminar torrões e ar junto das raízes (raízes em contato com o solo). • Após a irrigação: checagem detalhada para verificar se alguma muda não ficou enterrada demais ou ficou fora do solo.
  76. 76. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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