PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo do coqueiro

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo do coqueiro

  1. 1. CULTIVO DO COQUEIRO Fotos: Toda Fruta
  2. 2. Origem • Sudoeste do Pacífico (Purseglove 1972, Child 1974, Ohler, 1984) citados por Schuiling e Harries (1994). • De Candolle (1895), citado por Ohler (1984), argumentos em favor da origem Asiática.
  3. 3. Botânica • Classe: Monocotyledoneae • Ordem: Palmales • Família: Palmae (Arecaceae) • Subfamília: Cocoideae • Gênero: Cocos • Espécie: Cocos nucifera L. Fonte: www.google.com.br/images
  4. 4. Variedades • Duas principais: typica Nar., (gigante). nana Griff., (anão).
  5. 5. Variedade typica Nar., (coqueiro gigante) • Polinização cruzada: flores masculinas se formam antes das femininas. • Caule estipe: circunferência média de 84 cm e altura de 18 m. • Folhas: comprimento médio de 5,5 m.
  6. 6. Variedade typica Nar., (coqueiro gigante) • Florescimento: seis a oito anos pós-plantio (contínuo). • Frutos: médio a grande (4.000 a 5.200 para produzir 1 tonelada de copra. • Tolerantes: diversos tipos de solos e climas. • Produção econômica: 60 anos.
  7. 7. Variedade nana Griff., (coqueiro anão) • Predomina autopolinização (formação das flores masculinas e femininas coincidentes). • Estipe estreito: circunferência média – 56 cm e altura média de 10,7 m. • Folhas curtas: comprimento de 4 m. • Florescem cedo: 3 a 4 anos pós-plantio. • Frutos: geralmente pequenos (9.000 a 12.000 para produzir 1 tonelada de copra).
  8. 8. Variedade nana Griff., (coqueiro anão) • Solos profundos, férteis e regiões com precipitação bem distribuída (sofrem com déficit hídrico). • Susceptíveis: pragas e doenças. • Produção econômica: 40 anos. • Usada em programas de melhoramento genético (produção de coco verde para fornecimento de água).
  9. 9. Produção Mundial Fonte: FAO, 2006.
  10. 10. Produção Mundial 1º) INDONÉSIA: 16.300.000 (t) – 2.670.000 (ha) 2º) FILIPINAS: 14.500.000 (t) – 3.300.000 (ha) 3º) ÍNDIA: 9.500.000 (t) – 1.860.000 (ha) 4º) BRASIL: 3.033.000 (t) – 280.000 (ha) Fonte: FAO, 2006.
  11. 11. Produção Brasileira (Fonte: FAO, 2006)
  12. 12. Produção Brasileira (Fonte: FAO, 2006)
  13. 13. Fruto Fonte: www.google.com.br/images
  14. 14. Fruto Fonte: valminillo.blogspot.com Endosperma (Albúmen – Copra – desidratado a 6% para produção de óleo e outros produtos.
  15. 15. Planta de coqueiro-anão verde irrigado (36 meses de idade). Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros
  16. 16. Coco verde Fonte: www.google.com.br/images
  17. 17. Descrição da Planta • Sistema Radicular: Fasciculado, muito ramificado e numeroso. • Sequeiro: coqueiro-anão verde (fase de produção), concentra-se principalmente entre profundidades de 0,2 a 0,6 m e cerca de 90% das raízes encontram-se até uma distância de 1,5 m do tronco.
  18. 18. Descrição da Planta • 1º ano de cultivo até idade adulta: > 80% das raízes absorventes do coqueiro-anão irrigado concentram-se até 0,6 m de profundidade. • 1 ano e meio pós-plantio: > 80% das raízes absorventes encontram-se até 0,6 m de distância do tronco. • Fase adulta: 80% das raízes absorventes encontram-se até 1,8 m do tronco (5 anos).
  19. 19. Localização de 80% ou mais das raízes absorventes do coqueiro anão irrigado. 5,0 4,0 2,5 1,5
  20. 20. Diâmetro molhado na irrigação em função da idade do coqueiro-anão 4 anos em diante 2,0 m 4,0 m 2 a 3 anos Até 2 anos 5 a 6 m Diagrama adaptado pelo autor
  21. 21. Descrição da Planta • Caule: Estipe, cilíndrico e não ramificado. • Folha: Penada e de grande porte (Ideal: Pecíolo largo, forte e curto). • Inflorescência: Panícula com flores unissexuais - protegida por grandes brácteas (espatas) Coqueiro Anão X Gigante. • Fruto: Drupa, geralmente arredondada Epicarpo, mesocarpo, endocarpo, tegumento e endosperma.
  22. 22. Clima • Pluviosidade: 1.500 e 2000 mm anuais (três meses < de 50 mm prejudicial). Excesso: < fecundação < aeração do solo > lixiviação dos minerais. • Temperatura mínima mensal > 18 ºC para vegetar e produzir. • 27 ºC temperatura média anual ótima (oscilações diárias 5 a 7 ºC. Temperaturas < 15 ºC (desordens fisiológicas - paralisação crescimento e aborto de flores < produção. • Insolação > 1.800 horas ano-1. • Umidade relativa > 60 %.
  23. 23. Solo • Textura arenosa ou areno-argilosa. • Profundidade > 1 m (sem camadas compactadas). • Boa aeração. • pH > 5,0. • Não sujeitos ao encharcamento. • Boa fertilidade.
  24. 24. Mudas Fonte: www.google.com.br/images
  25. 25. Preparo das Mudas • Frutos-sementes colhidos maduros (11 a 12 meses após abertura do cacho floral). • Fungicida benomyl + inseticida monocrotophós. • Não colher frutos caídos (< % germinativo). • Ponto de colheita: secamento e coloração marrom do fruto, depois de perda de peso de 2 kg (verde), para 1,0 a 1,5 kg (ideal).
  26. 26. Preparo das Mudas • Frutos-sementes pós-colheita: estocar ao ar livre e sombra (10 dias - fim da maturação). • Entalhe do fruto (corte de parte da casca fibrosa para > hidratação e germinação da semente). • Sem ganhos significativos na germinação (> custo de produção).
  27. 27. Preparo das Mudas • Canteiro: 1,0 a 1,5 m de largura, 15 cm de profundidade e comprimento variável (nº de sementes e tamanho da área). • Espaço entre canteiros de 0,5m (trânsito de pessoas). • Instalar a pleno sol, sem cobertura.
  28. 28. Disposição das Mudas no Viveiro Fonte: www.cpafro.embrapa.br
  29. 29. Preparo das Mudas • Semente posição vertical: inserção no cacho para cima. • Vantagens: facilidade de transporte, < quebra de coleto, > nº de sementes m², > centralização da muda na cova, > enraizamento da planta no campo e plantio da muda em > profundidade.
  30. 30. Preparo das Mudas • Sementes no viveiro: 6 a 7 mm de água dia-1 (6 a 7 litros de água m² dia-1). • Irrigação diária: 2 turnos (manhã e tarde).
  31. 31. Preparo das Mudas • Eliminar sementes não germinadas até 120 dias pós-plantio. • Eliminar: mudas raquíticas, deformadas, estioladas, albinas e aspecto ruim. • Queimar material descartado.
  32. 32. Preparo das Mudas • Métodos: • 1 - Semente: germinador, viveiro e campo. • 2 - Semente: germinador e campo.
  33. 33. Preparo das Mudas • Densidade: 15 sementes m² - cobrir 2/3 da sua altura com terra (restante com palha de arroz ou serragem). • Germinador: 5 a 7 meses (descartar mais fracas). • Produção: 10 a 15 mudas m² de canteiro. • Boa qualidade: ereta, 4 a 6 folhas, altura de 50 a 70 cm, > 11 cm de diâmetro do coleto, cor uniforme, sem deformações e sem sintomas de ataques de pragas e doenças.
  34. 34. Preparo das Mudas • Solos pobres (antes de colocar sementes): 5 kg de esterco de curral curtido m2. 200 g de superfosfato simples m2. 100 g de cloreto de potássio m2. 5 g de FTE BR 12 m2 (micronutrientes). • Calcário (resultado da análise de solo).
  35. 35. Preparo das Mudas • Germinador-viveiro-campo (não adubar solo do germinador – adubar viveiro): 30 g de uréia planta-1 60 g de superfosfato simples planta-1 30 g de cloreto de potássio planta-1 • Aplicar 30 dias após repicagem das mudas. Após 60 dias + 50 g de uréia + 30 g de KCl.
  36. 36. Sintomas de Deficiência Nutricional (Micronutrientes) • Boro: • Redução do tamanho dos folíolos, presença de folíolos unidos, folhas novas retorcidas, ausência de folíolos na base da ráquis, deformações e escurecimento do ponto de crescimento, paralisando desenvolvimento da planta. • 3 vezes, cada 30 dias, 20 g de bórax plantas-1 jovens e 30 g plantas-1 adultas (projeção da copa com umidade no solo).
  37. 37. Sintomas de Deficiência Nutricional • Cobre: (Micronutrientes) • Arqueamento da folhas mais novas, seguido de um secamento da extremidade dos folíolos. • 100 g de sulfato de cobre planta-1 (projeção da copa com umidade no solo).
  38. 38. Marcação das covas de plantio arranjadas em triângulo equilátero. Fonte: EMBRAPA (1993).
  39. 39. Orientação do plantio e distância entre plantas - coqueiro anão. Fonte: Portal São Francisco
  40. 40. Adubação na Cova • Covas: 0,80 m x 0,80 m x 0,80 m ou 0,60 m x 0,60 m x 0,60 m. • 800 g de superfosfato simples + 30 a 50 kg de esterco bovino + 30 g de FTE BR 12 (ou 20 g de bórax + 20 g de sulfato de cobre).
  41. 41. Enchimento da cova e plantio da muda Fonte: EMBRAPA (1993).
  42. 42. Enchimento da cova e plantio da muda CASCA DE COCO ESTERCO SUPER SIMPLES TERRA SUPERFÍCIE Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros
  43. 43. Esquema de coroamento e área de distribuição de fertilizantes. Fonte: EMBRAPA (1993)
  44. 44. Raio de coroamento e distância de aplicação de fertilizantes 0,20 m 1,0 m 1,5 m Fonte: www.cpatsa.embrapa.br:8080
  45. 45. Consórcio e Adubação Verde Crotalária spectabilis Foto: Toda Fruta Foto: iac.sp.gov.br
  46. 46. Consórcio • Plantio até 3 anos e após 20 anos de implantação da cultura: olerícolas e feijão. • Evitar: banana, cana-de-açúcar, mamão e abacaxi (broca-do-olho). • Evitar: gramíneas (arroz, milho, pastagens) na implantação - mudas muito suscetíveis helmintosporiose - altamente agressivas e fonte de inóculo da doença.
  47. 47. Expectativa de produção de frutos do coqueiro anão verde (Fonte: Embrapa) Ano de Plantio Lavoura de sequeiro (frutos planta ano- 1) Lavoura Irrigada (frutos planta ano- 1) 1 0 0 2 0 0 3 20 50 4 35 80 5 50 120 6 70 150 7 e seguintes 80-100 150-200
  48. 48. Produção • Escalonada todo ano: média 14 cachos ano-1 (Fontes, 2003).
  49. 49. Colheita • Consumo in natura de água: 6º a 7º mês após abertura natural da inflorescência. • > peso de fruto, > produções de água, > valores de frutose, glicose e grau brix, e > sabor da água (rica em minerais - Potássio). • Água (5 meses) > doce (> teores de glicose e frutose e > grau brix).
  50. 50. Colheita • Fruto (8 meses) < teores de glicose e frutose e grau brix e > teor de sacarose e gordura (sabor rançoso água). • Culinária ou agroindustria (11 a 12 meses) - cor castanha, manchas verdes e pardas irregulares, peso inferior ao coco verde. • Alimentos "light" em gordura: culinária ou agroindústria (polpa do coqueiro anão menos da metade do teor de gordura da polpa do coqueiro gigante e do híbrido).
  51. 51. Colheita Fonte: www.google.com.br/images
  52. 52. Colheita (Armazenamento) • Frutos (cachos) manuseados com cuidado e transportados mais rápido possível (veículos com lona clara - temperatura amena); • Forrar caminhão (palha ou serragem - evitar danos mecânicos aos frutos das camadas inferiores); • Sem transporte pós-colheita: armazenar em galpão bem arejado e seco (máximo 2 dias);
  53. 53. Colheita (Armazenamento) • Fruto granel – unidade - retirar do cacho com tesoura de poda (não arrancar pedúnculo e cálice floral, proteção natural contra fungos e bactérias – qualidade da água); • Entrega ao distribuidor: máximo de 3 dias após colheita;
  54. 54. Colheita (Armazenamento) • Local de consumo (nos cachos): boa ventilação, evitar exposição aos raios solares e temperaturas elevadas. • Temperatura ambiente > 20 ºC (consumir no máximo 10 dias após colheita. • Câmara fria 12 ºC: mais 15 a 20 dias ( > acidez da água).
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