Cultivo de Soja (pragas)
Fases mais importantes de desenvolvimento da cultura e 
época de maior probabilidade de ataque de insetos 
Pragas 
do Solo...
Lagartas desfolhadoras 
(Anticarsia gemmatalis e Pseudoplusia 
includens) 
• Controle: média de 40 lagartas grandes (>1,5 ...
Anticarsia gemmatalis 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrin...
Anticarsia gemmatalis 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrin...
Pseudoplusia includens (falsa-medideira) 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… ...
Pseudoplusia includens (falsa-medideira) 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… ...
Baculovírus 
• 20 g ha-1 de lagartas mortas pelo próprio vírus (50 
lagartas ha-1): maceradas em um pouco de água, ou 20 
...
Baculovírus (preparo) 
• Bater quantidade de lagartas mortas ou pó: água, em 
liquidificador (coar calda em tecido tipo ga...
Percevejos 
• Controle: 4 percevejos adultos ou ninfas com 
mais de 0,5 cm por pano-de-batida. 
• Produção de sementes: 2 ...
Coleópteros desfolhadores: (a) Aracanthus mourei, (b) 
Maecolaspiscalcarifera, (c) Diabrotica speciosa e 
(d) Cerotoma sp....
Aracanthus mourei (Col.: Curculionidae) 
(Torrãozinho) 
• Adulto (4,6 mm): aparência de partículas 
de solo aderidas aos é...
Maecolaspis calcarifera 
(Col.: Chrysomelidae) 
• Paraná, Goiás e Mato Grosso 
• Raramente atinge nível de dano. 
• Adulto...
Diabrotica speciosa 
(Col.: Chrysomelidae) (Patriota) 
• Alimenta-se: folhas. 
• Adultos: 4,5 mm (verde com manchas 
amare...
Cerotoma sp. (Col.: Chrysomelidae) 
• Oeste e Sudoeste do Paraná (lavouras 
precedidas de feijão). 
• Capacidade de causar...
Outros organismos que atacam as folhas 
• Tripes (Thysanoptera): insetos 
pequenos, de 1 a 2 mm de comprimento, 
cor marro...
(a) virose queima do broto (tripes), (b) larva de Omiodes 
indicatus e (c) adulto de mosca branca Bemisia argentifolii 
B ...
(d) ataque de ácaros e (e) gafanhotos. 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [e...
Omiodes indicatus (Lep.: Pyralidae) 
• Lagarta: enrola ou une folhas através de fibras 
muito finas de cor branca, secreta...
Mosca branca 
Bemisia argentifolii (Hom.: Aleyrodidae) 
• Ninfas: liberam grande quantidade de 
substância açucarada, poss...
Ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus) e 
rajado 
(Tetranychus urticae) 
• Suga: seiva das folhas e pecíolos de 
plantas...
Rhammatocerus schistocercoides 
(Ort.: Acrididae) (Gafanhoto) 
• Inseto gregário: facilmente população 
atinge 500 insetos...
Percevejos sugadores de vagens e grãos 
• Redução (rendimento e qualidade da 
semente): picadas e transmissão de moléstias...
Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) 
(Sugadores de sementes) 
• Menor adaptação: climas quentes (não 
se expandiu para Re...
Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) 
(Sugadores de sementes) 
• Ninfas: 1 e 2 ínstares 1,3 e 3,1 mm, preta 
e manchas bra...
Nezara viridula: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas 
recém-eclodidas e (d)ninfas de 5º ínstar. 
B 
C D 
Pragas da soja no Br...
Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) 
(Sugadores de sementes) 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Bea...
Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) 
(Percevejo verde pequeno) 
• Adulto: 10 mm, cor verde amarelada, 
1 listra tran...
Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) 
(Percevejo verde pequeno) 
• Ninfas recém-eclodidas: 1 mm, 
comportamento gregá...
Piezodirus guildinii: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas 
recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. 
A B 
D 
Pragas da soja...
Euschistus heros (Hem.: Pentatomidae) 
(Percevejo marrom) 
• Adulto: marrom-escuro, 2 prolongamentos 
laterais do pronoto,...
Euschistus heros: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas 
recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. 
A 
Pragas da soja no Brasi...
(a) Dichelops furcatus, (b) Edessa meditabunda, 
(c) Thyanta perditor e (d) Acrosternum sp. 
A B 
D 
Pragas da soja no Bra...
Lagartas das vagens e grãos (folhas) 
1 - Spodoptera latifascia: ovos (massas sobre 
folhas). 
• Após eclosão: marrom para...
Lagartas das vagens: 
(a)Spodoptera latifascia e (b) Spodoptera 
eridania 
A B 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo inte...
Broca das vagens: Maruca testulalis (Lep.: Pyralidae) e 
Etiella zinckenella (Lep.: Pyralidae) 
• Maruca testulalis (larva...
Brocas das vagens: 
(c) Maruca testulalis e (d) Etiella zinckenella. 
C D 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado...
Tamanduá ou bicudo da soja 
Sternechus subsignatus 
(Col.:Curculionidae) 
• Adulto: raspa caule e desfia tecidos no local ...
Tamanduá ou bicudo da soja 
Sternechus subsignatus 
(Col.:Curculionidae) 
• Adulto (8 mm): preto com listras amarelas, 
fo...
Tamanduá ou bicudo da soja 
Sternechus subsignatus 
(Col.:Curculionidae) 
• Fase ativa: larvas no interior da haste princi...
Tamanduá ou bicudo da soja 
Sternechus subsignatus 
(Col.:Curculionidae) 
• Larva hibernante não se alimenta: 
quando pert...
Tamanduá ou bicudo da soja 
Sternechus subsignatus 
(Col.:Curculionidae) 
Plantas mortas pelo adulto Galha: causado pelas ...
Sternechus subsignatus: (a) adulto, 
(b) ovos, (c) larva e (d) galha 
B 
D 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrad...
Sternechus subsignatus: 
(e) larva hibernante 
e (f) pupa. 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatri...
Broca do colo (Lagarta elasmo) 
Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) 
• Corta e broqueia colo da planta: início do 
...
Broca do colo (Lagarta elasmo) 
Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) 
• Larva: penetra na planta logo abaixo do níve...
Broca do colo (Lagarta elasmo) 
Elasmopalpus lignosellus (Lep.: 
Pyralidae) 
• Mesma lagarta: pode atacar até 3 plantas 
d...
Broca do colo (Lagarta elasmo) 
Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) 
• Intensidade de danos: períodos de temperatur...
Broca do colo (Lagarta elasmo) 
Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) 
www.google images: lagarta elasmo soja
Broca das axilas 
Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) 
• Penetra no caule: através da axila dos brotos 
terminais (base d...
Broca das axilas 
Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) 
• Lagarta (pequena): branca e cápsula 
cefálica preta, nos últimos...
Broca das axilas 
Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Ho...
Broca das axilas 
Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Ho...
Outros organismos que atacam plântulas, 
hastes e pecíolos 
(a) Piolho-de-cobra, 
(b) caracóis, (c) lesmas 
(Artrópodes). ...
Corós (raízes) 
• Ataque: reboleiras (manchas) com plantas 
amareladas, murchas e sem raízes secundárias 
(início de cresc...
Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) 
Coró 
• Adultos: 15 a 20 mm. 
• Larvas: eclodem 2 semanas após 
oviposição (3 ...
Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) 
Coró 
• Larvas e fêmeas adultas: cavam galerias 
verticais visíveis na superfí...
Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) 
Coró 
Pragas da soja no Brasil e s eu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffman...
Percevejos castanhos da raiz 
(Hem.: Cydnidae) 
• Decréscimo no rendimento: ataque no 
início do desenvolvimento da cultur...
Percevejos castanhos da raiz 
(Hem.: Cydnidae) 
• Ninfas: branco amareladas. 
• Acasalamento e oviposição: solo 
• Adultos...
Percevejos castanhos da raiz (a) 
(Hem.: Cydnidae) 
A 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hof...
Inimigos naturais - hemípteros 
• Orius sp. (Anthocoridae) 
• Geocoris sp. (Lygaeidae) 
• Tropiconabis sp. (Nabidae) 
• Po...
(a) Geocoris sp., (b) Podisus sp. e 
(c) Lebia concinna 
B 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatri...
(d)Callida sp. e (e) Calosoma granulatum 
D E 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Ca...
Parasitóides de lagartas 
• Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): 
microhimenópteros gênero Microcharops 
(Ichneumonida...
(a) adulto de Microcharops sp., (b) adulto de 
Patelloa similis e (c) lagarta falsa medideira parasitada por 
Copidosoma t...
Parasitóides de percevejos (ovos) 
• Eficientes: impedir que hospedeiro cause 
danos à cultura (interrompe ciclo biológico...
Trissolcus basalis (Scelionidae) 
• Pequena vespa preta (1 a 1,3 mm): de ovo a 
adulto (dentro de ovos de percevejos). 
• ...
Trissolcus basalis (Scelionidae) 
• Ciclo (10 dias): potencial reprodutivo alto 
(1 fêmea parasita em média 240 ovos de 
p...
Telenomus podisi (Hym.: Scelionidae) 
• Controle: Euschistus heros. 
• Preferência: ovos do percevejo marrom. 
• Observado...
(a) Trissolcus basalis adulto, (b) Ovos de percevejo 
parasitado por T. basalis e (c) Telenomus podisii 
C 
Pragas da soja...
Parasitóides de adultos e ninfas 
• Díptero Trichopoda nitens (Tachinidae): 
regulação das populações de Nezara viridula 
...
(d) Trichopoda nitens e (e) Hexacladia smithii 
E 
Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffman...
Baculovírus da lagarta da soja: Baculovirus anticarsia 
(letal às larvas de Anticarsia gemmatalis). 
• Lagarta infectada: ...
Nomuraea rileyi (fungo) 
• Ataca: lagarta-da-soja e outras espécies de lagartas. 
• Elevada prevalência: períodos de alta ...
Fungos menos conhecidos (grande importância como 
agentes reguladores de populações de lagartas) 
• Zoophtora radicans: Pl...
(a) Lagarta da soja infectada por vírus, (b) lagarta da soja infectada por 
Nomuraea rileyi e (c) Plusiinae atacada por Zo...
(d) Lagarta da soja infectada por Paecilomyces tenuipes, 
(e) Plusiinae infectada por P. tenuipes e 
(f) Plusiinae infecta...
(a) Diabrotica speciosa infectada pelo fungo Beauveria 
bassiana e (b) Euschistus heros infectado por B. bassiana. 
A B 
P...
Amostragem das pragas (monitoramento) 
• Lagartas desfolhadoras, percevejos 
sugadores de sementes e insetos de um 
modo g...
Amostragem das pragas (monitoramento) 
• Espaçamento reduzido: 
entrelinhas e plantas 
desenvolvidas (bater 
apenas planta...
Amostragem das pragas (monitoramento) 
• Percevejos: início da formação de vagens 
até maturação fisiológica (avaliação vi...
Amostragem das pragas (monitoramento) 
• 1m de fileira (pano-de-batida): examinar 
hastes, pecíolos, ponteiros e vagens. 
...
Amostragem das pragas (monitoramento) 
• Nível populacional de pragas de hábito 
subterrâneo: amostragens de solo (linhas ...
Controle biológico de percevejos por 
Trissolcus basalis (vespa) 
• Ocorrência: naturalmente nas lavouras. 
• Uso inadequa...
Controle biológico de percevejos por 
Trissolcus basalis (vespa) 
• Aumentar populações do parasitóide 
nas lavouras e man...
Controle biológico de percevejos por 
Trissolcus basalis (vespa) 
• Melhor eficiência: 
vespinhas liberadas 
no final da f...
Não utilizar Trissolcus basalis (vespa) 
• (i) não houver percevejos na cultura (parasitóide 
necessita de hospedeiro para...
Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative 
Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- 
Comercial e Compar...
PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas

2.305 visualizações

Publicada em

PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas

Publicada em: Educação
0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.305
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
8
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
186
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo de soja pragas

  1. 1. Cultivo de Soja (pragas)
  2. 2. Fases mais importantes de desenvolvimento da cultura e época de maior probabilidade de ataque de insetos Pragas do Solo Lagartas Percevejos e Broca das Axilas Broca das Vagens
  3. 3. Lagartas desfolhadoras (Anticarsia gemmatalis e Pseudoplusia includens) • Controle: média de 40 lagartas grandes (>1,5 cm) por pano-de-batida (duas fileiras de plantas), ou com menor nº se desfolha atingir 30%, antes da floração, e 15% tão logo apareçam primeiras flores. • Controle Baculovírus: máximos 40 lagartas pequenas (no fio) ou 30 lagartas pequenas e 10 lagartas grandes por pano-de-batida. • Seca prolongada e com plantas menores de 50 cm de altura: reduzir esses níveis para metade.
  4. 4. Anticarsia gemmatalis Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  5. 5. Anticarsia gemmatalis Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  6. 6. Pseudoplusia includens (falsa-medideira) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  7. 7. Pseudoplusia includens (falsa-medideira) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  8. 8. Baculovírus • 20 g ha-1 de lagartas mortas pelo próprio vírus (50 lagartas ha-1): maceradas em um pouco de água, ou 20 g ha-1 da formulação em pó molhável. • População que já tenha ultrapassado limite para a aplicação de Baculovírus puro (mais que 10 lagartas grandes pano-1) e for inferior ao nível preconizado para controle químico (40 lagartas grandes pano-1): utilizar em mistura com inseticida Profenofós ou com endossulfam, na dose de 30 g i.a. ha-1 e 35 g i.a. há-1.
  9. 9. Baculovírus (preparo) • Bater quantidade de lagartas mortas ou pó: água, em liquidificador (coar calda em tecido tipo gaze, no momento de transferir para tanque do avião ou do pulverizador). • Aplicação pela manhã: material pode ser realizado durante a noite anterior. • Aplicação por avião: mesma dose + água (veículo), 15 l ha-1 (ajustar ângulo da pá do “micronair” para 45º a 50º, estabelecer largura da faixa de deposição em 18 m e voar a uma altura de 3 a 5 m, a 105 milhas hora-1, com velocidade do vento não superior a 10 km h-1).
  10. 10. Percevejos • Controle: 4 percevejos adultos ou ninfas com mais de 0,5 cm por pano-de-batida. • Produção de sementes: 2 percevejos por pano-de-batida. • Insetos das plantas de apenas 1 m de fileira: reduzir população crítica para metade (2 e 1 percevejos). • Broca das axilas: 25% a 30% de plantas com ponteiros das plantas atacados.
  11. 11. Coleópteros desfolhadores: (a) Aracanthus mourei, (b) Maecolaspiscalcarifera, (c) Diabrotica speciosa e (d) Cerotoma sp. A B C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  12. 12. Aracanthus mourei (Col.: Curculionidae) (Torrãozinho) • Adulto (4,6 mm): aparência de partículas de solo aderidas aos élitros. • Alta população: principalmente na fase inicial do desenvolvimento da cultura. • Causa serrilhado: bordas das folhas. • Ataque inicial: bordaduras da lavoura, podendo causar destruição da parte aérea da soja (começa pelas folhas). • Casos extremos: pode atingir pecíolos.
  13. 13. Maecolaspis calcarifera (Col.: Chrysomelidae) • Paraná, Goiás e Mato Grosso • Raramente atinge nível de dano. • Adultos: alimentam das folhas e medem 5 mm. • Coloração geral verde-metálica: com sulcos e pontuações em toda extensão do corpo. • Ovos: tamanho inferior a 1 mm (cor branca amarelada). • Larva: 7 mm (cor branca acinzentada).
  14. 14. Diabrotica speciosa (Col.: Chrysomelidae) (Patriota) • Alimenta-se: folhas. • Adultos: 4,5 mm (verde com manchas amarelas ou alaranjadas sobre élitros). • Postura: solo (30 ovos massa-1). • Larvas: cor amarela pálida, alimentam-se de raízes de plantas cultivadas e plantas daninhas (tórax, cabeça e patas torácicas pretas). • Pupa: casulo no solo.
  15. 15. Cerotoma sp. (Col.: Chrysomelidae) • Oeste e Sudoeste do Paraná (lavouras precedidas de feijão). • Capacidade de causar dano: pequena. • Adultos: geral bege, com quatro manchas marrom escuras, 2 grandes e 2 pequenas, em cada élitro (5 mm. alimentam-se das folhas). • Ovos (0,8mm, formato ovalado): incubação 10 dias. • Larva (branca e cabeça preta): 10 mm (alimentam-se dos nódulos de rizóbio de 20 a 25 dias, diminuindo disponibilidade de N e podendo afetar produção de grãos).
  16. 16. Outros organismos que atacam as folhas • Tripes (Thysanoptera): insetos pequenos, de 1 a 2 mm de comprimento, cor marrom ou preta (anos secos podem atingir altas populações. • Raspam folhas: tornam-se prateadas após ataque (geralmente não causam reduções de produtividade da cultura). • Situação agravada: queima-do-broto, transmitido principalmente por espécies de Frankliniella).
  17. 17. (a) virose queima do broto (tripes), (b) larva de Omiodes indicatus e (c) adulto de mosca branca Bemisia argentifolii B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C A
  18. 18. (d) ataque de ácaros e (e) gafanhotos. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  19. 19. Omiodes indicatus (Lep.: Pyralidae) • Lagarta: enrola ou une folhas através de fibras muito finas de cor branca, secretadas pelo inseto. • Alimenta-se: apenas do parênquima das folhas (evitando sua destruição). • Mariposa: alaranjada e pontos pretos nas asas. • Lagarta (12 e 15mm): verde escura e aspecto oleoso. • Pupa: marrom e permanece no abrigo até emergência do adulto.
  20. 20. Mosca branca Bemisia argentifolii (Hom.: Aleyrodidae) • Ninfas: liberam grande quantidade de substância açucarada, possibilitando crescimento de fumagina sobre as folhas que, tornando-se pretas, absorvem muita radiação solar, provocando ”queima” e queda das folhas.
  21. 21. Ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus) e rajado (Tetranychus urticae) • Suga: seiva das folhas e pecíolos de plantas novas. • Evolução do dano: folhas ficam amarelas. • Ataque muito intenso: folhas podem cair (diminui capacidade fotossintética das plantas).
  22. 22. Rhammatocerus schistocercoides (Ort.: Acrididae) (Gafanhoto) • Inseto gregário: facilmente população atinge 500 insetos m-1 (podendo causar desfolhamento de até 100%, principalmente nas bordaduras da lavoura.
  23. 23. Percevejos sugadores de vagens e grãos • Redução (rendimento e qualidade da semente): picadas e transmissão de moléstias (Nematospora coryli). • Grãos atacados: menores, enrugados, chochos e mais escuros. • Má formação vagens e grãos: retenção das folhas que não amadurecem na época da colheita. • Espécies mais importantes: Nezara viridula, Piezodorus guildinii e Euschistus heros.
  24. 24. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) • Menor adaptação: climas quentes (não se expandiu para Região Central com a mesma intensidade que Euschistus heros e Piezodorus guildinii). • Adulto: verde 12 e 15 mm): sobrevive 70 dias. • Ovos: amarelos e depositados na face inferior das folhas (massas regulares de 50 - 100 ovos).
  25. 25. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) • Ninfas: 1 e 2 ínstares 1,3 e 3,1 mm, preta e manchas brancas sobre dorso (permanecem agregadas e não causam danos). • 3 ínstar: alimentam-se dos grãos com intensidade crescente até 5 e último ínstar - 9 mm - (período ninfal 20 e 25 dias).
  26. 26. Nezara viridula: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d)ninfas de 5º ínstar. B C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A
  27. 27. Nezara viridula (Hem.: Pentatomidae) (Sugadores de sementes) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  28. 28. Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo verde pequeno) • Adulto: 10 mm, cor verde amarelada, 1 listra transversal marrom avermelhada na parte dorsal do tórax próxima da cabeça (pronoto). • Ovos: pretos, em fileiras pareadas (10 a 20 por postura). Preferencialmente, depositados nas vagens (podem ser encontrados na face ventral ou dorsal das folhas, caule e ramos.
  29. 29. Piezodorus guildinii (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo verde pequeno) • Ninfas recém-eclodidas: 1 mm, comportamento gregário, permanecendo próximas à postura. • Danos: prejudica do 3 ao 5 ínstar (8 mm). • Prejudica mais qualidade das sementes e causa mais retenção foliar: que os demais.
  30. 30. Piezodirus guildinii: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. A B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C
  31. 31. Euschistus heros (Hem.: Pentatomidae) (Percevejo marrom) • Adulto: marrom-escuro, 2 prolongamentos laterais do pronoto, em forma de espinhos (116 dias). • Ovos: depositados em pequenas massas de cor amarela (5 - 8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Depositados nas folhas ou vagens). • Ninfas recém-eclodidas: 1 mm e permanecem sobre os ovos, causando danos às sementes de soja do 3 ao 5 ínstar, quando atingem tamanho de 5 e 10 mm, respectivamente.
  32. 32. Euschistus heros: (a) adulto, (b) ovos, (c) ninfas recém-eclodidas e (d) ninfas de 5º ínstar. A Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). B C D
  33. 33. (a) Dichelops furcatus, (b) Edessa meditabunda, (c) Thyanta perditor e (d) Acrosternum sp. A B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C
  34. 34. Lagartas das vagens e grãos (folhas) 1 - Spodoptera latifascia: ovos (massas sobre folhas). • Após eclosão: marrom para preta (listras longitudinais brancas e marrons). • Depois (preto brilhante): 16 pontuações douradas sobre dorso em 2 linhas longitudinais alaranjadas. 2 - Spodoptera eridania (50 mm): castanha a cinza escura (3 listras longitudinais sobre dorso). • Adulto: cor cinza (1 mancha preta no 1º par de asas).
  35. 35. Lagartas das vagens: (a)Spodoptera latifascia e (b) Spodoptera eridania A B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  36. 36. Broca das vagens: Maruca testulalis (Lep.: Pyralidae) e Etiella zinckenella (Lep.: Pyralidae) • Maruca testulalis (larva): broqueia vagens, axilas, hastes e pecíolos da soja, podendo eventualmente, danificar inflorescências, apresentando hábitos e danos semelhantes aos da broca-das-axilas. • Etiella zinckenella: amarela esverdeada ou azulada, manchas negras na porção anterior do corpo (20 mm). Penetra nas vagens e consome grãos (pode danificar diversas vagens).
  37. 37. Brocas das vagens: (c) Maruca testulalis e (d) Etiella zinckenella. C D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  38. 38. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Adulto: raspa caule e desfia tecidos no local do ataque. • População alta (fase inicial da cultura): dano é irreversível e plantas morrem (podendo haver perda total de parte da lavoura). • Ataque tardio: larvas se desenvolvem na haste principal, formando galhas, a planta pode quebrar pela ação do vento e das chuvas.
  39. 39. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Adulto (8 mm): preto com listras amarelas, formadas por pequenas escamas, no dorso da cabeça e nos élitros (asas duras). • Postura: fêmea faz anelamento, cortando todo córtex (casca) da haste principal. • Ovos: coloração amarela, postos em orifícios, na região do anelamento, e protegidos pelas fibras do tecido cortado (podem ser depositados nos ramos laterais e pecíolos).
  40. 40. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Fase ativa: larvas no interior da haste principal (região do anelamento). • Enquanto crescem: engrossamento do caule, formando uma galha (constituída externamente por tecidos ressecados). • Período larval: 25 dias. • 5 e último ínstar: Após desenvolvimento no interior da galha, larva movimenta-se para solo, onde hiberna em câmaras (5 cm e 10 cm de profundidade, até a 25 cm).
  41. 41. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) • Larva hibernante não se alimenta: quando perturbada ou exposta ao sol, se movimenta muito (fototropismo negativo). • Pupa: branca amarelada (vista dorsalmente mostra primórdios das asas). • Período pupal médio: 17,2 dias.
  42. 42. Tamanduá ou bicudo da soja Sternechus subsignatus (Col.:Curculionidae) Plantas mortas pelo adulto Galha: causado pelas larvas. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  43. 43. Sternechus subsignatus: (a) adulto, (b) ovos, (c) larva e (d) galha B D Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A C
  44. 44. Sternechus subsignatus: (e) larva hibernante e (f) pupa. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). E F
  45. 45. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Corta e broqueia colo da planta: início do desenvolvimento (redução no estande de plantas). • Prefere solos arenosos: necessita de período de seca prolongado (fases iniciais da cultura). • Ataque: após germinação (por 30 a 40 dias). • Ovos: colocados sobre planta ou solo (eclosão em 2 ou 3 dias). • Larvas (16,2 mm): branca esverdeada a amarelada, com faixas transversais marrom ou marrom avermelhada.
  46. 46. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Larva: penetra na planta logo abaixo do nível do solo (cava uma galeria ascendente na haste). • Junto ao orifício de entrada: larvas tecem casulos cobertos com excrementos e partículas de terra. • Plantas: podem morrer imediatamente ou sofrer danos, posteriormente (sob ação de chuvas, vento ou implementos agrícolas).
  47. 47. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Mesma lagarta: pode atacar até 3 plantas durante ciclo vital. • Pupa: inicial amarelada ou verde, nos segmentos abdominais, passando a marrom (antes da eclosão do adulto preta). • Adulto: cinza amarelada (20 mm de envergadura).
  48. 48. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) • Intensidade de danos: períodos de temperatura elevada e baixo teor de água no solo. • Áreas de semeadura direta (em geral): ocorrência tem sido menor. • Áreas de semeadura convencional (condições normais): temperatura do solo é favorável. • Períodos longos de estiagem: aquecimento a níveis letais para praga.
  49. 49. Broca do colo (Lagarta elasmo) Elasmopalpus lignosellus (Lep.: Pyralidae) www.google images: lagarta elasmo soja
  50. 50. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) • Penetra no caule: através da axila dos brotos terminais (base do pecíolo, unindo os 3 folíolos com uma teia, cavando uma galeria descendente - abrigo). • Alimenta-se: medula do caule ou ramos da planta (pode causar sua quebra e ocorrer infecções por patógenos). • Broto atacado: larva pode também alimentar-se de pequenas porções do tecido foliar (pode causar desenvolvimento anormal ou morte).
  51. 51. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) • Lagarta (pequena): branca e cápsula cefálica preta, nos últimos ínstares (10 mm) bege (cápsula cefálica marrom). • Além do broto foliar, pecíolos e hastes: pode se alimentar de flores e vagens.
  52. 52. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  53. 53. Broca das axilas Epinotia aporema (Lep.: Tortricidae) Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  54. 54. Outros organismos que atacam plântulas, hastes e pecíolos (a) Piolho-de-cobra, (b) caracóis, (c) lesmas (Artrópodes). Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  55. 55. Corós (raízes) • Ataque: reboleiras (manchas) com plantas amareladas, murchas e sem raízes secundárias (início de crescimento da planta) ou amareladas e com desenvolvimento retardado e raízes parcialmente danificadas (tardio). • Larvas: podem causar morte das plantas, principalmente, quando ocorre sincronia da fase inicial da cultura com larvas de mais de 15 mm de comprimento.
  56. 56. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró • Adultos: 15 a 20 mm. • Larvas: eclodem 2 semanas após oviposição (3 ínstares até 35 mm e ativas por 130 dias). • Áreas de semeadura direta: larvas de outros corós que podem atingir 50 mm.
  57. 57. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró • Larvas e fêmeas adultas: cavam galerias verticais visíveis na superfície do solo (geralmente não danificam soja, mas danificam trigo em sucessão). • Benéfico: auxiliam na reciclagem da matéria orgânica (incorpora palha da qual se alimenta e galerias permitem infiltração de água).
  58. 58. Phyllophaga cuyabana (Col.: Melolonthidae) Coró Pragas da soja no Brasil e s eu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Cam po… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  59. 59. Percevejos castanhos da raiz (Hem.: Cydnidae) • Decréscimo no rendimento: ataque no início do desenvolvimento da cultura. • Espécie mais comum: Scaptocoris castanea. • Adulto: marrom-claro (7 mm).
  60. 60. Percevejos castanhos da raiz (Hem.: Cydnidae) • Ninfas: branco amareladas. • Acasalamento e oviposição: solo • Adultos e ninfas: reboleiras e sugam raízes (murchamento, redução de crescimento e morte da planta).
  61. 61. Percevejos castanhos da raiz (a) (Hem.: Cydnidae) A Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A
  62. 62. Inimigos naturais - hemípteros • Orius sp. (Anthocoridae) • Geocoris sp. (Lygaeidae) • Tropiconabis sp. (Nabidae) • Podisus sp. (Pentatomidae) • Alimentam-se (são insetos pequenos): especialmentede ovos, lagartas pequenas ou pequenas ninfas de percevejos.
  63. 63. (a) Geocoris sp., (b) Podisus sp. e (c) Lebia concinna B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). C A
  64. 64. (d)Callida sp. e (e) Calosoma granulatum D E Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  65. 65. Parasitóides de lagartas • Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): microhimenópteros gênero Microcharops (Ichneumonidae), principalmente lagartas pequenas e díptero Patelloa similis (Tachinidae) lagartas grandes. Ovos: Trichogramma spp. (Hym.: Trichogrammatidae). • Lagartas Pseudoplusia includens: Copidosoma truncatellum (Hym.: Encyrtidae) - população níveis reduzidos (naturalmente).
  66. 66. (a) adulto de Microcharops sp., (b) adulto de Patelloa similis e (c) lagarta falsa medideira parasitada por Copidosoma truncatellum Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  67. 67. Parasitóides de percevejos (ovos) • Eficientes: impedir que hospedeiro cause danos à cultura (interrompe ciclo biológico da praga, impedindo crescimento populacional). • Percevejos: ovo até fase adulta. • Dentre 20 espécies: microhimenóptero Trissolcus basalis (Scelionidae), produzido em laboratórios comunitários para liberação no campo.
  68. 68. Trissolcus basalis (Scelionidae) • Pequena vespa preta (1 a 1,3 mm): de ovo a adulto (dentro de ovos de percevejos). • Além de ovos do percevejo verde (hospedeiro preferencial: parasita também ovos do percevejo pequeno, percevejo marrom e outras espécies de pentatomídeos que ocorrem na cultura. • Ovos parasitados: acinzentados a castanhos (pretos próximos à emergência dos adultos).
  69. 69. Trissolcus basalis (Scelionidae) • Ciclo (10 dias): potencial reprodutivo alto (1 fêmea parasita em média 240 ovos de percevejos). • Após oviposição no interior do ovo hospedeiro: fêmea faz marcação do ovo parasitado, servindo para discriminá-lo. • Adultos: 80 dias (1 macho : 5,5 fêmeas).
  70. 70. Telenomus podisi (Hym.: Scelionidae) • Controle: Euschistus heros. • Preferência: ovos do percevejo marrom. • Observado: mortalidade também em ovos de Piezodorus Guildinii.
  71. 71. (a) Trissolcus basalis adulto, (b) Ovos de percevejo parasitado por T. basalis e (c) Telenomus podisii C Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B
  72. 72. Parasitóides de adultos e ninfas • Díptero Trichopoda nitens (Tachinidae): regulação das populações de Nezara viridula (até 95% de parasitismo na entressafra,). • Microhimenóptero Hexacladia smithii (Encyrtidae): em populações de Euschistus heros (2 a 39 hospedeiro-1, média de 35 dias, afetando potencial reprodutivo do percevejo marrom. • Maior contribuição de Hexacladia smithii: dezembro e janeiro.
  73. 73. (d) Trichopoda nitens e (e) Hexacladia smithii E Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). D
  74. 74. Baculovírus da lagarta da soja: Baculovirus anticarsia (letal às larvas de Anticarsia gemmatalis). • Lagarta infectada: movimentos lentos no topo das plantas (morrem cerca de 7 dias após infecção - corpo mole e amarelado, ficando presa ao substrato pelas falsas pernas). • Após a morte: escurece e apodrece (corpo se rompe após alguns dias, liberando grande quantidade do vírus sobre plantas - inóculo para contaminar populações subsequentes de lagartas). • Controla apenas lagartada-soja: sem efeito sobre outros insetos-pragas e inimigos naturais (predadores e parasitóides). Restrito aos invertebrados: inócuo aos vertebrados (homem).
  75. 75. Nomuraea rileyi (fungo) • Ataca: lagarta-da-soja e outras espécies de lagartas. • Elevada prevalência: períodos de alta umidade relativa (> 80%) desnecessária aplicação de outras medidas de controle. • Lagartas atacadas: coloração branca (crescimento vegetativo do fungo) aspecto seco e mumificado, não apodrecendo como as lagartas mortas por baculovírus. • Condições de umidade apropriadas: esporulação passando de branco à verde.
  76. 76. Fungos menos conhecidos (grande importância como agentes reguladores de populações de lagartas) • Zoophtora radicans: Plusiinae (Pseudoplusia includens e Rachiplusia nu – falsa medideira). • Paecilomyces tenuipes: lagarta-da-soja e referidas plusines (maior parte das vezes processo de infeção na lagarta, só ocasionando sua morte na fase pupal). • Lagarta-da-soja: suas estruturas reprodutivas podem ser encontradas sobre superfície do solo (Plusiinae sobre folhas). • Baixa virulência: anos mais úmidos pode controlar naturalmente grande número de lagartas. • Pandora gammae: Plusiinae
  77. 77. (a) Lagarta da soja infectada por vírus, (b) lagarta da soja infectada por Nomuraea rileyi e (c) Plusiinae atacada por Zoophtora radicans Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  78. 78. (d) Lagarta da soja infectada por Paecilomyces tenuipes, (e) Plusiinae infectada por P. tenuipes e (f) Plusiinae infectada por Pandora gammae. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30). A B C
  79. 79. (a) Diabrotica speciosa infectada pelo fungo Beauveria bassiana e (b) Euschistus heros infectado por B. bassiana. A B Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  80. 80. Amostragem das pragas (monitoramento) • Lagartas desfolhadoras, percevejos sugadores de sementes e insetos de um modo geral, inclusive alguns inimigos naturais: pano-de-batida, branco, preso em duas varas (1m de comprimento), estendido entre 2 fileiras de plantas). • Plantas: sacudidas vigorosamente sobre o mesmo (queda das pragas a serem contadas). • Repetir: vários pontos da lavoura (média de todos pontos amostrados).
  81. 81. Amostragem das pragas (monitoramento) • Espaçamento reduzido: entrelinhas e plantas desenvolvidas (bater apenas plantas de uma das fileiras). • Percevejos: primeiras horas da manhã (até 10 horas ou à tardinha, período de menor atividade de outros insetos). Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  82. 82. Amostragem das pragas (monitoramento) • Percevejos: início da formação de vagens até maturação fisiológica (avaliação visual não expressa população presente na lavoura). • Período de colonização: amostragens (maior intensidade nas bordaduras da lavoura - percevejos iniciam ataque).
  83. 83. Amostragem das pragas (monitoramento) • 1m de fileira (pano-de-batida): examinar hastes, pecíolos, ponteiros e vagens. • Importante: Sternechus subsignatus, E. aporema, Maruca testulalis e lagartas das vagens (níveis de ação para controle baseados no nº de insetos encontrados ou percentagem de dano nas diversas partes da planta).
  84. 84. Amostragem das pragas (monitoramento) • Nível populacional de pragas de hábito subterrâneo: amostragens de solo (linhas de plantas). • Observar: ínstar e tamanho dos insetos (profundidade onde estão). • Maior número de amostragens: maior segurança de previsão correta da infestação de insetos-pragas. • Amostras: 6 - 10 ha 8 - 30 ha e 10 - 100 ha. • Maiores: divisão em talhões de 100 ha.
  85. 85. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Ocorrência: naturalmente nas lavouras. • Uso inadequado de inseticidas: reduz drasticamente sua população, prejudicando sua eficiência no controle dos percevejos. • Utilizar preferencialmente: áreas com controle de lagarta-da-soja realizado com produtos biológicos (Baculovirus anticarsia ou Bacillus thuringiensis) ou produtos fisiológicos altamente seletivos.
  86. 86. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Aumentar populações do parasitóide nas lavouras e manter praga abaixo do nível de ação no período crítico de desenvolvimento de vagens e formação das sementes: liberação de adultos (5000 ha-1) ou ovos parasitados em cartelas de papelão (3 cartelas ha-1) nas plantas (1 ou 2 dias) antes da emergência dos adultos do parasitóide.
  87. 87. Controle biológico de percevejos por Trissolcus basalis (vespa) • Melhor eficiência: vespinhas liberadas no final da floração, preferencialmente, nos dias de menor insolação. • Início da colonização: bordas das lavouras. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado / Clara Beatriz Hoffmann-Campo… [et al.]. - Londrina: Embrapa Soja, 2000. 70p. -- (Circular Técnica / Embrapa Soja, ISSN 1516-7860; n.30).
  88. 88. Não utilizar Trissolcus basalis (vespa) • (i) não houver percevejos na cultura (parasitóide necessita de hospedeiro para multiplicação); • (ii) população de percevejos próxima do nível de dano econômico (4 percevejos pano-1); • (iii) tenha sido pulverizado produto não seletivo para controle de lagartas. • Nessas situações: Programa de MIP - Soja (orientação técnicos no uso de inseticidas).
  89. 89. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

×