PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo da mangueira

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cultivo da mangueira

  1. 1. CULTIVO DA MANGUEIRA EMBRAPA SEMI-ÁRIDO – SISTEMA DE PRODUÇÃO, 2.ISSN 1807 – 0027 Versão Eletrônica – Julho/2004 – Foto: Embrapa Semiárido
  2. 2. Botânica • Família: Anacardiaceae • Gênero: Mangifera • Mangifera indica Lineu • Variedades poliembriônicas: origem nas Filipinas (Embrião zigótico e embriões nucelares - desenvolvidos pelo tecido nucelar que envolve o saco embrionário) • Variedades monoembriônicas: origem na Índia (Embrião zigótico)
  3. 3. Origem Fonte: AFN.blogspot.com
  4. 4. Origem Ah Ping Man Doc Mai Índico – Mianmar – Tailandês: Índica (Monoembriônica). Filipínico – Timor Leste: Filipínica ou Indo-chinesa (Poliembriônica)
  5. 5. Perfil • A mangueira (Mangifera indica L.) é considerada uma das mais importantes frutas tropicais cultivadas no mundo, posicionando-se logo após a banana, o abacaxi e o abacate. Na América, o precursor de seu cultivo foi o Brasil, pela introdução das primeiras plantas no Rio de Janeiro, de onde se disseminaram para o resto do País.
  6. 6. Perfil • Os principais produtores mundiais são a Índia (mais de 50% da produção mundial), China, México, Paquistão, Indonésia, Tailândia, Nigéria, Brasil, Filipinas e Haiti. Entretanto, outros países não relacionados destacam-se através de suas exportações, como África do Sul, Costa do Marfim, Israel,Costa Rica, Porto Rico, Peru e Venezuela.
  7. 7. Perfil • Consumo in natura, (fabricação de produtos industrializados), - vitamina A (2,75 a 8,92 mg 100 g-1 de polpa), vitamina C (5 a 178 mg 100 g-1 de polpa), tiamina (B1) e niacina (Alves et al., 2002). • Estados produtores: São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Bahia, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte e Alagoas.
  8. 8. Evolução das Exportações Brasileiras de Mangas Frescas (crescimento médio anual de 13,1%) Fonte: IBRAF
  9. 9. Produção no Brasil 15% 54% Fonte: IBGE, 2008 6% 14%
  10. 10. Petrolina/PE Juazeiro/BA Fonte: www.labea.ufba.br
  11. 11. Problemas que afetam a exploração • Época de produção: existe uma grande concentração de produção no final e início de ano, ocasião em que os preços não chegam a cobrir as despesas de colheita. • Torna-se, portanto, fundamental o domínio do florescimento da mangueira, alterando-o e direcionando a produção para épocas mais adequadas.
  12. 12. Mercado Interno J A N F E V MA R A B R M A I J UN J U L AGO S E T OU T NOV D E Z PPrreeççoo AAllttoo Preço Médio Preço Baixo
  13. 13. Mercado Externo J A N F E V MA R A B R M A I J UN J U L AGO S E T OU T NOV D E Z Preço Alto Preço Médio Preço Baixo
  14. 14. Problemas que afetam a exploração • Variedades: a moderna mangicultura brasileira está baseada em cerca de cinco variedades, e a Haden e Tommy Atkins representam cerca de 80% da área cultivada. • Tornando-se fundamental a diversificação e introdução de outras variedades.
  15. 15. Problemas que afetam a exploração • Problemas fitossanitários: o número de doenças e pragas atacando a mangueira, especialmente nas variedades introduzidas de outros países, tem concorrido para a baixa produtividade e o conseqüente desestímulo dos produtores.
  16. 16. Problemas que afetam a exploração • Distúrbios fisiológicos: dentre os distúrbios, destacam-se a malformação floral (embonecamento), malformação vegetativa (vassoura de bruxa) e podridão interna (colapso interno). • Esses distúrbios constituem-se atualmente nos principais responsáveis pela redução da área cultivada, pois em muitas regiões os agricultores estão erradicando os pomares.
  17. 17. DISTÚRBIO FISIOLÓGICO • Conceito: Alteração de origem não patogênica, decorrente de modificações no metabolismo normal de um vegetal, ou na integridade estrutural de seus tecidos. • Fatores: • Ambientais (antes e durante a colheita ) • Nutricionais • Temperatura (pós-colheita) • Composição atmosférica: CO2, O2 e etileno
  18. 18. a) início do estágio de colapso interno; b) estágio avançado de danos na semente; c) estágio avançado de cavidade peduncular (Raymond et al., 1998a). Sintomas visuais em frutos
  19. 19. SINTOMAS DE DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS • Danos na semente (2b) afeta somente o interior do mesocarpo; a cavidade peduncular (2c) afeta as extremidades do fruto, podendo ser encontrados cristais de oxalato de cálcio; enquanto o colapso interno (2a) se caracteriza por um amadurecimento parcial do mesocarpo e, em estágio inicial, apresenta coloração amarela, bem definida entre o caroço e o mesocarpo. sintomatologia do colapso interno (Cálcio).
  20. 20. Problemas que afetam a exploração • Pós-colheita: o principal problema fúngico é a antracnose e o fator limitante para a exportação é a mosca-das-frutas. Os tratamentos pós-colheita, em muitos casos de custo elevado e não acessíveis ao produtor, devem ser revistos e aprimorados.
  21. 21. Problemas que afetam a exploração • Alternância e baixa frutificação: a associação de fatores, como condições edafoclimáticas inadequadas, problemas fitossanitários e baixa tecnologia em termos de tratos culturais, tem acentuado ainda mais a alternância de produção e a baixa frutificação.
  22. 22. Botânica e Taxonomia • A mangueira (Mangífera indica L.) pertence à família Anacardiaceae, cujos frutos geralmente se dividem em dois grupos: • Indiano (frutos monoembriônicos, fortemente aromáticos, de coloração atraente e suscetíveis à antracnose) • Indochinês (frutos poliembriônicos, com caroços longos e achatados, pouco aromáticos, geralmente amarelados e medianamente resistentes à antracnose). • O gênero Mangífera possui 50 espécies, sendo a maioria originária do sudeste asiático.
  23. 23. Botânica e Taxonomia • A mangueira caracteriza-se por possuir porte médio a alto (10 a 30 m), com a copa variando de forma arredondada e globosa, podendo ser compacta ou aberta. • As folhas são lanceoladas, coriáceas, com pedúnculo curto e sua coloração varia de verde-claro, amarronzada ou arroxeadas, na fase jovem, até verde- escuro quando maduras.
  24. 24. Botânica e Taxonomia • O sistema radicular da mangueira é composto por uma raiz pivotante muito longa, que desenvolve-se até encontrar o lençol freático, sendo que poucas raízes de sustentação desenvolvem-se até esse ponto. • As raízes superficiais desenvolvem e formam uma densa malha imediatamente abaixo da superfície do solo, podendo alcançar 5,5 m em profundidade e 7,6 m em distância lateral.
  25. 25. Botânica e Taxonomia • Pesquisas realizadas no Vale do Rio São Francisco indicaram que 90% das raízes absorventes da mangueira encontram-se a até 1,5 m de profundidade e 1,5 m de distância da planta.
  26. 26. Botânica e Taxonomia • Flores estão reunidas em panículas terminais ou laterais, de tamanho, forma e coloração variáveis, dispostas isoladamente (terminal) ou agrupadas (laterais), em número de 200 a 3.000 panículas planta-1, cada qual apresentando de 100 a 17.000 flores. • Planta adulta em pleno florescimento poderá ter milhões de flores, das quais uma porcentagem mínima chega a originar frutos.
  27. 27. Botânica e Taxonomia • Nas panículas existem flores hermafroditas perfeitas, com possibilidades de frutificar e flores unissexuais (masculinas). • Hermafroditas possuem androceu composto de 4 a 6 estames, (apenas um é fértil), ovário súpero, unilocular, antera fértil e estigma rudimentar.
  28. 28. Botânica e Taxonomia • Os frutos são drupas com características muito variáveis quanto ao tamanho, forma, peso e coloração da casca. A casca é coriácea e a polpa com vários tons de amarelo, com muita ou pouca fibra, curtas ou longas, macias ou duras. • Drupa – Tegumento da semente junto à parede interna do pericarpo, formando um caroço. O pericarpo pode ser também coriáceo ou fibroso. • Normalmente apresenta uma só semente (abacate, ameixa, azeitona, pêssego e manga).
  29. 29. Botânica e Taxonomia • Sementes também variam em forma e tamanho, podendo ser monoembriônicas e poliembriônicas. • Sementes das mangueiras monoembriônicas originam apenas uma plântula, sementes das poliembriônicas podem originar uma plântula de origem sexuada e várias assexuadas (idêntica à planta-mãe).
  30. 30. Botânica e Taxonomia Drupa Fonte: IB-UFU
  31. 31. Botânica e Taxonomia Foto: www,fotoantesedepois.com
  32. 32. Monoembrionia: 1 embrião zigótico Poliembrionia: 1 embrião zigótico e vários nucelares Fonte: Rossetto, C. J. Embrionia
  33. 33. Semente poliembriôn ica germinada Semente monoembriônica germinada Fonte: Roseto. C. J. Embrionia
  34. 34. Botânica e Taxonomia • Esse fato é relevante para a propagação da mangueira, recomendando-se como porta-enxertos variedades poliembriônicas, pois apresentam menor variação genética.
  35. 35. Hábitos de Vegetação • Pode apresentar vários surtos vegetativos por ano, dependendo das condições climáticas de cada região. • Esses surtos estão correlacionados com os futuros florescimentos e conseqüente frutificação, uma vez que ramos de 4 a 18 meses de idade poderão emitir inflorescências. • Os hábitos de vegetação, em cada situação, devem ser estudados com detalhes.
  36. 36. Florescimento • Os surtos floríferos podem se estender por até 5 meses, ocorrendo no Brasil entre maio a setembro, em função do clima, uso de irrigação, uso de reguladores de crescimento, podas e produção anterior. • A planta apresenta tendência em retardar o florescimento após produção elevada e em condições climáticas marginais, e antecipá-lo em caso contrário.
  37. 37. Florescimento • As flores abrem-se durante a noite, e a deiscência só ocorre após às 12h30min, ocorrendo uma dicogamia protogínica (maturação dos carpelos acontece antes da maturação dos estames, inviabilizando a autofecundação). • O período de polinização é relativamente curto, isto é, as anteras emitem pólen das 12h30min as 16 horas. • As panículas desenvolvem-se em período de 35 a 40 dias, com as primeiras flores abrindo-se a partir do vigésimo dia, sendo a duração de cada período de florescimento de 20 a 25 dias.
  38. 38. Florescimento • Apesar de haver milhares de flores durante o florescimento, a frutificação é pequena, resultando apenas em algumas centenas de frutos maduros, em função de fatores como baixa percentagem de flores hermafroditas, disposição e morfologia das estruturas da flor (que dificultam a polinização), a dicogamia protogínica e a polinização não muito eficiente realizada por moscas e em pequena escala pelas abelhas.
  39. 39. Florescimento • Nas condições do Vale do Rio São Francisco, as mangueiras podem florescer (induzidas quimicamente e com estresse hídrico) aos dois anos. • Sob condições naturais (sem o uso de químicos para indução floral), o período de transição da fase vegetativa para fase reprodutiva é um pouco maior, possivelmente entre três e quatro anos.
  40. 40. Frutificação • Apresenta baixa eficiência em termos de frutificação, pois apenas cerca de 0,1% das flores hermafroditas chegam efetivamente a frutificar, além de haver uma tendência natural de alternância de produção, intercalando ano de produção elevada com outro de pequena produção.
  41. 41. Frutificação • Apenas 25% das panículas mantêm de um a três frutos até a maturação. • Ocorre um desbaste natural de frutos em que 60 a 90% dos frutos formados caem nos primeiros 30 dias; 94 a 99%, aos 60 dias, restando no final apenas 0,67 a 0,70% dos frutos inicialmente fixados, isto é, menos que 1% dos frutos atingem o estádio de maturação. • O período de desenvolvimento do fruto, de acordo com as condições climáticas e do manejo em cada região, é de 120 a 150 dias, da floração à colheita.
  42. 42. Frutificação Foto: www,fotoantesedepois.com
  43. 43. Características Morfológicas do Fruto Eixo Comprimento da haste Ápice ao ápice Ombro dorsal Dorso Cavidade basal Ombro ventral Bico Sinus Fonte: UFLA
  44. 44. Alternância de Produção e Baixa Frutificação • Condições edafoclimáticas marginais: a mangueira, exige temperaturas relativamente elevadas durante todo o seu ciclo para que possa vegetar, florescer e frutificar economicamente. • O fator temperatura não possibilita alternativas de mudanças, como também o fator chuvas, durante o florescimento. Essas chuvas são extremamente limitantes à produção, sendo as regiões com essa característica consideradas marginais ou inaptas para a exploração, pois as chuvas derrubam as flores, dificultam a polinização e fertilização, e aumentam a incidência de doenças fúngicas sobre a panícula (Oídio e Antracnose).
  45. 45. Alternância de Produção e Baixa Frutificação • Outros fatores como luminosidade, deficiência de água e ventos podem ser relativamente controlados através de espaçamentos adequados, correta exposição da área, podas, irrigação e instalação de quebra-ventos. • Com relação às características do solo, há a exigência de solos profundos e com boa drenagem.
  46. 46. Alternância de Produção e Baixa Frutificação • Características intrínsecas da variedade: baixa percentagem de flores hermafroditas, morfologia e disposição dos órgãos florais, dicogamia protogínica, baixa viabilidade dos grãos de pólen (pesados e agregados) e a própria característica genética da variedade em apresentar alternância. • Esses fatores só poderão ser solucionados através de programas de melhoramento.
  47. 47. Alternância de Produção e Baixa Frutificação Condições de manejo do pomar: Aspectos fitossanitários; Aspectos de adubação; Irrigação. Outros fatores: Os distúrbios denominados malformação floral (ou embonecamento) e malformação vegetativa (ou vassoura de bruxa) constituem-se em componentes que têm contribuído para a ocorrência da baixa frutificação, levando até mesmo à erradicação de pomares.
  48. 48. Temperatura • Entre 21 a 26ºC é ideal para o cultivo, e temperaturas extremas, acima de 42ºC e abaixo de 10ºC, já limitam o seu crescimento. • Muito elevadas (> 32ºC), quando associadas à baixa umidade relativa e ventos intensos, poderão prejudicar o florescimento e a frutificação. • Baixas (< 2ºC) e ocorrência de geadas poderão impedir a abertura de flores e o desenvolvimento do tubo polínico, provocar queimaduras nas brotações novas e panículas, e até mesmo provocar a morte de plantas jovens.
  49. 49. Umidade • Mínima de 1.000 mm ano-1, cultivada também em regiões que apresentam de 500 a 2.500 mm ano-1. • Ocorrência de período mais seco (menos de 60 mm) durante 4 a 5 meses determina altas produções, por causa da diminuição do ataque de fungos, do favorecimento da floração, polinização e fixação dos frutos. • Chuvas no florescimento podem lavar os grãos de pólen e danificar as flores. • Período seco deverá preceder a época do florescimento e continuar até a fase do início de desenvolvimento de frutos. • Áreas tropicais úmidas com temperaturas elevadas e precipitações freqüentes induzem um crescimento vegetativo intenso em detrimento de florescimento e frutificação.
  50. 50. Umidade • Áreas de baixa umidade (menos de 60%) devem preferidas (níveis de umidade elevados favorecem os surtos de doenças, como a Antracnose). • No Brasil, a associação entre os fatores temperatura e precipitação permitiu agrupar as regiões quanto à sua aptidão para o cultivo: Região apta: temperatura média anual acima de 21º C e deficiência hídrica anual acima de 40 mm. Região marginal: temperatura média anual entre 19 e 21º C e deficiência hídrica anual entre 20 a 40 mm. Região inapta: temperatura média anual menor que 19º C e deficiência hídrica anual menor que 20 mm.
  51. 51. Luminosidade • Exige altas intensidades de luz. A maioria das panículas emitidas situam-se na periferia da copa, posição que favorece a insolação sobre as mesmas, auxiliando a abertura de flores e reduzindo o ataque de fungos. • Observar a escolha de espaçamentos adequados e a orientação das linhas de plantio em campo, preferencialmente no sentido norte, nordeste e oeste.
  52. 52. Ventos • Intensos e constantes podem provocar redução significativa na produção, pois derrubam flores e frutos, causam ferimentos nos frutos pelo atrito com a folhagem e aumentam as taxas de transpiração da planta e evaporação do solo. • Em alguns casos há a necessidade de instalação de quebra-ventos, que podem ser constituídos por variedades de mangueiras resistentes e rústicas, comuns na região e propagadas por sementes.
  53. 53. Altitude • Os efeitos da altitude sobre os demais fatores climáticos influem negativamente no ciclo, produtividade e qualidade do fruto, especialmente em altitudes mais elevadas (acima de 600 m). • Para cada 150 m de aumento na altitude, ocorre um resfriamento de 1ºC, atrasando o florescimento em cinco dias.
  54. 54. Propagação por Sementes • A propagação por sementes, ainda utilizada na formação de pomares em algumas regiões do Brasil, apresenta uma série de desvantagens, como a grande variação de características entre as plantas obtidas, porte elevado e início do ciclo de produção mais tardio (5º ou 6º ano pós-plantio). • A mangicultura moderna exige plantas e frutos uniformes, de acordo com padrões exigidos pelo mercado, plantas de pequeno porte, que facilitam os tratos culturais, e colheita e produção precoces, possibilitando o retorno do capital investido em menor espaço de tempo.
  55. 55. Biologia Floral Fonte: Embrapa Semi-árido
  56. 56. Morfologia e Biologia Floral • Inflorescências: 283 a 1537 flores; Até 6000 flores (FREE, 1993). 24,7 ± 8,8 cm 22,7 ± 11,1 cm Fonte: Embrapa Semi-árido
  57. 57. Morfologia e Biologia Floral Estigma Estames Nectários ESTAMINADA MONÓCLINA
  58. 58. Morfologia e Biologia Floral • Flores com diferentes números de pétalas Fonte: Embrapa Semi-árido
  59. 59. Morfologia e Biologia Floral • As inflorescências se originam do desenvolvimento da gema terminal. • Este comportamento é hereditário, embora a remoção da gema terminal permita a produção de panícula pelas gemas laterais. • A maior porcentagem de flores perfeitas (hermafroditas) surge no início do florescimento. • Popenoe (1927), cita que cada panícula tem de 200 a 400 flores, das quais 2 ou 3 % são perfeitas, em algumas variedades.
  60. 60. Morfologia e Biologia Floral • Não há correlação entre a porcentagem de flores perfeitas e a produtividade (POPENOE, 1971), pois mesmo em condições favoráveis, a proporção de frutos para flores perfeitas é de 1: 1600. • Simão (1971), informa que o número de panículas varia de 400 a 17.000.
  61. 61. Efeito do comprimento do dia sobre florescimento • Iniciação floral refere-se ao começo do desenvolvimento de uma gema indiferenciada a qual se tornará uma gema floral após receber indução. • Indução floral refere-se ao período quando uma gema indiferenciada percebe o estímulo fisiológico para tornar-se uma gema floral. • Na maioria das áreas produtoras a iniciação floral ocorre no outono e início do inverno quando o comprimento do dia vai diminuindo. • Entretanto, a iniciação floral é controlada também por outros fatores.
  62. 62. Efeito do comprimento do dia sobre florescimento • Nunez e Elisea (1993) citados por (SCHAFFER et al., 1994) expuseram plantas da variedade Tommy Atkins em períodos de 10, 12 ou 14 horas sob temperaturas favoráveis para indução (18º C dia a 10º C noite) e não-indução (30º C dia a 25º C noite) e concluíram que as respostas foram similares entre os fotoperíodos sob temperaturas favoráveis para a indução, enquanto que nenhum período floresceu sob regime de temperatura não favorável a indução. • Pode ser considerada como uma planta neutra em relação ao fotoperíodismo.
  63. 63. Efeito do nível da luz • A interceptação solar das folhas maduras é essencial para a indução do primórdio floral em gemas. • Segundo SCHAFFER et al. (1994), tem sido observado na Índia que um significante número de flores perfeitas (hermafroditas) ocorre no lado da planta que recebe mais luz diretamente.
  64. 64. Efeito do nível da luz • Quando as plantas estão desfolhadas ou se as folhas são mantidas sob sombra no período de iniciação de desenvolvimento da gema, um ramo vegetativo será formado no lugar de um primórdio floral. • A relação entre luz e indução floral, ainda não está claramente elucidado, devido, provavelmente a influência de outros fatores como a temperatura e estresse hídrico.
  65. 65. Efeito do estresse hídrico • Fator climático de maior importância. Promove a indução floral também no cafeeiro e no limoeiro. • Em condição tropical , o estímulo a indução floral inicia-se em folhas maduras sendo que as folhas imaturas apresentam grandes quantidades de inibidores florais (CHEN, 1987). • Baixa concentração de estímulo floral em cada folha é provavelmente parcialmente compensada pelo aumento proporcional de folhas maduras.
  66. 66. Efeito do estresse hídrico • A desidratação do meristema apical pode tornar-se mais sensível a baixos níveis de estímulo floral. • Aumento da sensibilidade para a indução floral em soma ao aumento da área foliar madura pode compensar a falta de temperaturas mais baixas ideais para a indução nas regiões tropicais (SCHAFFER et al.,1994).
  67. 67. Variedades Exportação: 1- Tommy Atkins, 2- Haden e 3- Keitt 1 2 3 Fonte: Embrapa Semi-árido
  68. 68. Variedades Exportação: 1- Palmer, 2- Sensation e 3- Kent 1 2 3 Fonte: Embrapa Semi-árido
  69. 69. Variedades Dura IAC 104 Roxa Embrapa 141 Alfa Embrapa 142 Fontes: Embrapa Semi-árido e IAC
  70. 70. Variedade Regional: Rosa Fonte: Esalq - USP
  71. 71. Variedade Regional: Rosa Fonte: Esalq - USP
  72. 72. Reguladores Vegetais • Fitorreguladores são pulverizados nas plantas a partir do 4 ano de idade, entre o final da estação chuvosa e início da seca, nas horas menos quentes do dia e em ramos com aproximadamente 7 meses. (nitratos de potássio, amônio e cálcio, em concentrações que variam de um a oito porcento).
  73. 73. Poda de pós colheita Material de produção para a safra seguinte, como gemas mais homogêneas e mais férteis; árvores com menor porte, facilitando operações de raleio, colheita, árvores mais arejadas, com melhor arquitetura, facilitando as pulverizações com produtos químicos visando a sanidade das plantas, o controle de pragas e doenças e promovendo melhor qualidade de frutos com maior coloração
  74. 74. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae (Lasiodiplodia theobromae) Fotos: Embrapa Semi-Árido
  75. 75. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Pode iniciar nos ponteiros da copa, mais na panícula da frutificação anterior, progredindo para os ramos, atingindo as gemas vegetativas com exsudação clara a escura. Morte de ramos com folhas de coloração palha e pecíolo necrosado. • A penetração nas folhas pode ocorrer através das bordas, causando necrose palha e halo escuro. Nos ramos podados e sem proteção, ocorre pelo ferimento, avançando progressivamente, com necrose e abortamento de flores e de frutos.
  76. 76. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Nos ramos mais grossos e no tronco, a infecção acontece de fora para dentro do lenho, iniciando nas rachaduras naturais do tronco e das bifurcações e sob o córtex, onde são observadas lesões escuras, que progridem para o interior do lenho, causando anelamento do órgão afetado, sobrevindo a morte da planta.
  77. 77. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Estabelecer as podas de limpeza após a colheita, eliminando-se os ponteiros ou panículas da produção anterior; • Podar e eliminar, sistematicamente, os ramos e ponteiros necrosados ou secos que possam favorecer a sobrevivência do fungo no pomar; • Proteger as áreas podadas, pincelando com thiabendazole ou benomyl, a fim de evitar novas infecções;
  78. 78. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Desinfestar as ferramentas de poda, com uma solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) diluída em água corrente na proporção de 1:3; • Eliminar todas as plantas mortas ou que apresentam a doença em estádio avançado, a fim de reduzir o potencial de inóculo no campo; • Não deixar no chão materiais vegetais de, ainda que sadios, uma vez que estes podem ser parasitados pelo fungo;
  79. 79. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Adubar adequadamente o pomar, no que se refere aos macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg), com ênfase em Ca e Mg, e aos micronutrientes, com ênfase em Zn, desde a implantação do pomar; • Irrigar adequadamente o pomar, evitando a distribuição insuficiente da água e a molhação do tronco das plantas; • Evitar submeter a planta a estresse hídrico ou nutricional prolongado;
  80. 80. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Controlar os insetos que possam causar ferimentos às plantas, que serão porta de entrada para o fungo; • Cuidado no uso de retardantes de crescimentos e de indutores de floração, utilizando dosagens baixas, uma vez que estes vêm favorecendo a penetração do fungo, principalmente, quando em concentrações altas, devido a algumas queimas que causam no tecido vegetal.
  81. 81. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Pulverizações: Thiabendazole (240 ml 100 L-1), Benomyl (100g 100 L-1), períodos críticos: poda, estresse hídrico, indução floral, floração e frutificação, acompanhadas de uma aplicação de Iprodione após dez dias (200g 100 L-1) para evitar resistência do fungo. Bons resultados nas áreas irrigadas do Nordeste;
  82. 82. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Freqüência de pulverizações varia conforme a incidência da doença; • Tronco e bifurcações da planta devem ser pincelados com Thiabendazole ou Benomyl + Espalhante Adesivo a partir de dois anos de idade da planta ou antes do aparecimento de rachaduras.
  83. 83. Morte Descendente ou Podridão Seca (Botryodyplodia theobromae Lasiodiplodia theobromae) • Tratamento Hidrotérmico à temperatura de 58º C por 60 minutos, realizado em frutos para exportação, utilizado para mosca-das-frutas, tem sido satisfatório no combate à podridão basal e à antracnose; • Imersão em suspensão fungicida com Thiabendazole, na concentração de 0,1%, oferece proteção por algum tempo; • Pincelamento no corte do pedúnculo, por ocasião da colheita, com Thiabendazole na concentração de 1%, também oferece proteção por algum tempo.
  84. 84. Oídio (Oidium mangiferae) Sintoma em folhas e inflorescências Foto: Embrapa Semi-Árido
  85. 85. Oídio (Oidium mangiferae) • Caracterizada pela presença das estruturas do fungo (micélio, conidióforo e conídio) sobre a superfície vegetal, visível a olho nu, na forma de intenso crescimento pulverulento de cor branca que, em seguida, deixa a área afetada com aspecto ferruginoso. • Os sintomas são observados em folhas, inflorescências, ramos e em frutos novos.
  86. 86. Oídio (Oidium mangiferae) • Benomyl e Mancozeb, utilizados no controle de outras doenças, como Podridão Seca e Antracnose, também têm efeito positivo sobre o Oídio. Sugere-se, portanto, uma estratégia comum de controle quando essas doenças estão simultaneamente envolvidas; • Fenarimol e Pyrazophos, bastante utilizados na região, têm uma eficiência mais evidenciada quando alternados e intercalados com produtos de contato, como o Enxofre;
  87. 87. Oídio (Oidium mangiferae) • Enxofre, (0,2%), intercalados com produtos sistêmicos como Tebucunazole (0,05%) e Triadimenol (0,1%), com intervalos de quinze dias. • Efetuar quatro pulverizações, sendo duas antes da abertura das flores e duas na formação dos frutos, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia, pois pela manhã, período mais fresco, há uma melhor retenção dos produtos aplicados na planta; • Alternância de produtos é recomendada para evitar a seleção de estirpes do fungo resistentes aos oidicidas.
  88. 88. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) Fotos: Embrapa Semi-Árido
  89. 89. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • Plantas infectadas podem apresentar ou não sintomas. Afeta as inflorescências e as brotações vegetativas, aumentando os níveis endógenos das substâncias reguladoras do crescimento, principalmente as giberelinas; este desequilíbrio determina o desenvolvimento de brotações florais e vegetativas malformadas. • O sintoma característico é a inflorescência compacta, formada pela massa de flores estéreis, com eixo primário mais curto e ramificações secundárias da panícula.
  90. 90. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • A inflorescência apresenta, inicialmente, um crescimento vigoroso, para, em seguida, murchar, convergindo-se numa massa negra, que permanece nas plantas por longo tempo. • A malformação vegetativa pode ser observada em planta adulta, porém é mais freqüente em mudas no viveiro, e é caracterizada pelo superbrotamento das gemas terminais e axilares.
  91. 91. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • proceder vistoria periódica do pomar, principalmente nos casos de emergência de panícula sob temperaturas amenas; em viveiro, vistoriar as brotações vegetativas, observando as gemas; • não usar, na formação de mudas, porta-enxertos infectados, borbulhas ou garfos de plantas que apresentem ou já apresentaram sintomas da doença; • queimar mudas que apresentem sintomas de malformação vegetativa, uma vez que estas têm potencial para, quando adultas, desenvolver sintomas de malformação floral;
  92. 92. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • evitar a aquisição de mudas malformadas e/ou provenientes de viveiros e regiões onde ocorra a doença. Em plantas adultas, podar e destruir os ramos que apresentem sintomas da malformação. No caso de reincidência dos sintomas, fazer uma poda drástica. A cada estrutura ou órgão podado, deve-se fazer a desinfestação dos instrumentos de poda, através da imersão em água sanitária diluída em água, na proporção de 1:3, protegendo-se as áreas podadas da planta com Benomyl e cobre.
  93. 93. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • O controle de ácaros é aconselhável nos períodos de pré-floração, com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate. A aplicação de ácido naftaleno-acético a 200 ppm antes da diferenciação floral, em cobertura total, tem apresentado sucesso na inibição à malformação ou no equilíbrio das substâncias reguladoras do crescimento. Pulverizações com benomyl ou com outros produtos destinados ao controle de outras doenças, como oídio e podridão seca, podem diminuir as causas da malformação.
  94. 94. Malformação floral (embonecamento) e vegetativa(Fusarium subglutinans) • Com relação à resistência varietal entre as variedades de maior aceitação comercial, a variedade Haden apresenta tolerância à malformação floral, enquanto que a Tommy Atkins é a mais suscetível.
  95. 95. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) Fotos: Embrapa Semi-Árido FOLHA FRUTÍOLOS
  96. 96. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • Ramos, folhas, frutos e inflorescências. • Frutos podem apresentar manchas ou lesões escuras um pouco deprimidas por toda o sua superfície, desde o pedúnculo, e com aspecto úmido. • Casca pode se romper e os frutos infectados chegam ao mercado, geralmente apodrecidos. • Frutos novos, estes podem cair prematuramente ou pode o fungo permanecer em latência até que amadureçam.
  97. 97. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) Fonte: Embrapa Semi-árido
  98. 98. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) Foto: UFRGS Foto: IAC Foto: IAC
  99. 99. Resistência à Antracnose Cultivar Surpresa/CNPMF (Duncan) - suscetível à malformação. ALFA - variedade brasileira EMBRAPA Cerrados (Mallika x Van Dyke)
  100. 100. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • As flores afetadas enegrecem e secam o pedúnculo, prejudicando a frutificação em toda a panícula. Na ráquis da inflorescência e suas ramificações, aparecem manchas de coloração marrom escura, profundas e secas, alongadas no sentido longitudinal, destruindo grande número de flores. As folhas podem ser afetadas, ficando manchadas de marrom, de forma oval ou irregular e tamanho variável. As lesões aparecem no ápice, margem ou centro da folha, podendo esta se romper quando a incidência da doença é muito alta.
  101. 101. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • Por depender muito das condições climáticas, primeiramente, o produtor deve adotar o sistema de inspeção freqüente no pomar, quando nas condições de temperatura e U. R. favoráveis à doença, principalmente nos períodos de floração, frutificação e colheita, de modo a estabelecer um controle adequado;
  102. 102. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • Medidas culturais: espaçamento do plantio, considerando-se as copas de cada variedade, de modo que não comprometam a ventilação e a insolação entre as plantas, bem como as podas leves e periódicas, para abrir a copa e aumentar a aeração e penetração dos raios solares. • As podas de limpeza, para eliminação dos galhos secos e frutos velhos remanescentes, são recomendadas, como também, o recolhimento de materiais vegetais caídos no chão, a fim de reduzir as fontes de inóculo do fungo no pomar;
  103. 103. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • Associação do controle químico é indispensável, principalmente logo após a poda e nos períodos antes da abertura das flores, durante o florescimento e na frutificação. • Mancozeb e Benomyl, em intervalos variáveis de quinze a vinte dias, dependendo das condições climáticas e da gravidade da doença. • Alternância de fungicidas de contato com os sistêmicos, para evitar o aparecimento de estirpes resistentes do fungo;
  104. 104. Antracnose (Colletotrichum gloeosporides ) • Pós-colheita: imersão dos frutos em tanques com suspensão de Thiabendazole (0,01%). • Tratamento hidrotérmico já adotado para moscas-das-frutas, utilizado nas mangas exportadas para os Estados Unidos. • Eficiente para, dispensando qualquer outro tipo de tratamento.
  105. 105. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) Fotos: Embrapa Semi-Árido
  106. 106. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • Vale do São Francisco, os sintomas são em folhas, caracterizados por secamento das bordas contornado por uma linha não muito definida, evoluindo para o interior da folha. • Frutos em campo ainda não se constata a presença do fungo, porém existe suspeita de seus sintomas na pós-colheita, conforme análises em laboratório, não nos permitiu o diagnóstico em frutos de infecção latente.
  107. 107. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • Os sintomas são de pequenas manchas com centros escuros e bordas difusas, as manchas são concêntricas pequenas ou coalescidas de forma mais ou menos circular na lateral da superfície exteriorizado-se somente após a colheita. • A sintomatologia da Mancha de alternaria causada por A. alternata é semelhante a causada pôr A. solani, dificulta uma diagnose precisa da doença em condições de campo.
  108. 108. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • Na literatura pouco foi encontrado para o controle. Prusky et al. (1999) relatam que a combinação do tratamento com água quente em pulverização mais o fungicida Pochloraz (900 u.g. ml-1) foi mais eficiente que o tratamento Hidrotérmico convencional, com água quente a 55º C por 5 minutos. • Prusky et al. (1983) verificaram que o tratamento químico na pré-colheita reduz significativamente, 37%, as infeções latentes causadas pôr A. alternata no armazenamento, sendo esta uma alternativa para um planejamento de proteção pós colheita.
  109. 109. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • Lonsdale e Kotzé (1993) avaliaram a eficiência de fungicidas no controle de doenças pós colheita em frutos de variedades Tommy Atkins, Keitt e Irwin. • Verificaram para A. alternata a eficiência de Iprodione (50 g i.a. 100 L-1); Pochloraz (11,5 g i.a. 100 L-1) Flusilazol + Mancozeb (2 + 160 g i.a. 100 L-1), sendo estes mais eficientes na variedade Tommy, apresentando em torno de 0% de infeção, do que na Keitt.
  110. 110. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • No Vale do São Francisco, tem-se orientado as seguintes medidas de controle: Moderação em todo o processo de manejo de indução floral, como pôr exemplo, redução do período de dias de estresse hídrico;
  111. 111. Mancha de alternaria (Alternaria alternata e A. solani) • Poda de limpeza na copa da planta infectada, retirando ramos danificados ou com gemas em estresse; • Retirada de todas as folhas com sintoma, colhendo estas em um saco para posterior queima; pincelamento de todas as áreas de ferimento das podas com um fungicida sistêmico registrado para a cultura mais um produto adesivo e pulverização da planta.
  112. 112. Mancha angular (Xanthomonas campestris pv. Mangiferai indica) Fonte: Embrapa Cerrados e IAC
  113. 113. Mancha angular (Xanthomonas campestris pv. Mangiferai indica) • Em frutos, pode-se observar lesões circulares, de coloração verde-escuro, a partir das quais podem ocorrer rachaduras quando o fruto se desenvolve. Quando a parte atacada é o pedúnculo, o fruto mumifica e murcha. • Nas folhas, pode-se observar o aparecimento de pequenos pontos encharcados de coloração castanha, rodeados por um halo de cor verde claro amarelado. Com a evolução da doença, as lesões se desenvolvem, escurecem e assumem formas angulares ao tocarem as nervuras. Em seguida, o tecido do centro das lesões cai, deixando as folhas com vários orifícios.
  114. 114. Mancha angular (Xanthomonas campestris pv. Mangiferai indica) • Áreas irrigadas do Semi-árido brasileiro os sintomas da Mancha angular podem ser confundidos com os da Mosquinha da panícula (Erosomya mangiferae), as causadas pôr bactéria diferenciada pelo halo clorótico. • No Sub-médio do Vale do São Francisco, até então, a doença acontece principalmente em folhas de brotações jovens e raramente em frutos, no primeiro semestre do ano, quando se tem um aumento da umidade relativa do ar, num período curto de fevereiro a abril. Podendo em condições atípicas, ocorrer fora deste.
  115. 115. Mancha angular (Xanthomonas campestris pv. Mangiferai indica) • Embrapa Semi-árido tem orientado, uma pulverização quando nos primeiros sintomas e na época que precede as chuvas, com Kasugamicina + Oxicloreto de Cobre + Adesivo nas concentrações do rótulo para fruteiras, e ainda, o arejamento do pomar (poda).
  116. 116. Mancha angular (Xanthomonas campestris pv. Mangiferai indica) • Com doença estabelecida no pomar: fazer poda leve de limpeza dos ramos vegetativos novos e infectados, pincelamento das áreas podadas na planta, eliminação do material podado, desinfestação da tesoura de poda com hipoclorito mais água corrente, na proporção de 1:3 e pulverização com os produtos anteriormente citados.
  117. 117. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) Fotos: Embrapa Semi-Árido
  118. 118. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • A infecção pode acontecer de duas formas: através da copa e das raízes. Através da copa, a seca da planta inicia-se pelos galhos finos da parte externa, progredindo lentamente em direção ao tronco, até atingi-lo, matando toda a planta. O fungo só consegue infectar a copa se for introduzido. Desta forma, o principal disseminador é um coleóptero, normalmente encontrado sob o córtex de galhos e troncos.
  119. 119. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Os sintomas são amarelecimento, murcha e seca dos galhos, que geralmente têm início num ramo da extremidade da copa. • Podem ser confundidos com os causados por Botryodiplodia theobromae e vice-versa. • A diferença está na infecção de fora para dentro do lenho, causada pelo último, e de dentro do lenho para fora, quando causada pelo primeiro (Ceratocystis fimbriata).
  120. 120. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Preventivo: medida de exclusão, ou seja, com auxílio de medidas legais de Defesa Vegetal, para impedir que a doença entre em áreas ou regiões isentas do problema. • Impedir o transporte e a recepção de mudas produzidas em locais onde a doença ocorre para locais em que não ocorre. • Monitoramento do pomar com visitas periódicas, principalmente nos meses de maior precipitação e calor, é uma medida conveniente.
  121. 121. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Práticas culturais: aquisição de mudas de locais ou regiões onde não ocorre a doença. • Locais isentos do problema, mas sob risco, como acontece no Vale do São Francisco: eliminação da planta infectada, retirando-se todas as raízes, e queimando-as imediatamente. • No local da planta eliminada, suspender a irrigação, colocar cal e manter o solo limpo, sem vegetação, durante um tempo ainda não determinado, mas por precaução, orienta-se que sejam anos. • Medida já foi adotada em Petrolina, com sucesso.
  122. 122. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Locais onde ocorre, as infecções via parte aérea são resultantes da disseminação via vetor; infecção possível de controle, que consiste em eliminar os galhos e ramos doentes 40cm abaixo do local infectado. • Certificar-se da sanidade do ramo que vai permanecer na planta. Guiar-se pela coloração clara do lenho e pela ausência de estrias escuras no seu interior.
  123. 123. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Caso contrário, a poda deverá ser feita mais abaixo. • Os galhos podados devem ser imediatamente queimados, para evitar que os besouros infectados sejam liberados e que outros besouros incidam. Pincelar o local de poda com uma pasta Cúprica + Carbaril (0,2%). • As ferramentas devem ser limpas com solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) (2%), para evitar a transmissão do fungo a outras plantas.
  124. 124. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Controle: via sistema radicular, só é possível mediante porta-enxertos resistentes, como medida preventiva bastante promissora. • O único impasse é o número de raças que o fungo apresenta, podendo uma cultivar de mangueira, resistente numa região, comportar-se como suscetível em outra, dependendo da raça do fungo que prevalece naquele local. • A variedade de porta-enxerto Jasmim é considerada resistente a várias raças do fungo, embora seja suscetível a uma outra raça encontrada em Ribeirão Preto-SP.
  125. 125. Seca-da-mangueira ou mal-do-recife (Ceratocystis fimbriata) • Estudos de resistência têm apontado as cultivares Carabao e Manga D'agua. • Variedade Espada é um pouco tolerante e a Coquinho, muito suscetível. • Resultados de avaliação das copas, de um modo geral, apresentam alguma tolerância para as cultivares Rosa, Sabina, São Quirino, Oliveiras Neto, Espada, Jasmim, Keitt, Sesation, Kent, Irwin e Tommy Atkins.
  126. 126. Pragas • Haji et al. (1995) classificaram como praga-chave da mangueira, no semi-árido brasileiro as moscas-das-frutas (Anastrepha spp. e Ceratitis capitata). Como pragas secundárias foram relacionadas: broca da mangueira (Hypocryphalus mangiferae), lagarta sussuarana (Megalopyge lanata), besouros (Costalimaita ferruginea vulgata, Sternocolaspis quantuordecincostata), coleobroca (Chlorida festiva), microácaro da mangueira (Aceria mangiferae), cochonilhas (Aulacaspis tubercularis, Saissetia coffeae e Pinnaspis sp.), tripes Selenothrips rubrocinctus, as formigas cortadeiras (Atta sexdens rubropilosa, Atta laevigata e Acromyrmex spp.) e abelha cachorro (Trigona spinipes).
  127. 127. Anastrepha fraterculus (Wiedemann, 1830) Anastrepha obliqua (Macquart, 1835) Ceratitis capitata (Wiedemann, 1824) (Diptera, Tephritidae) • Os danos das moscas-das-frutas são causados diretamente nos frutos pela fêmea adulta (perfuração do fruto por ocasião da oviposição) e pelas larvas (consumo da polpa provocando um apodrecimento interno). Nos frutos de manga, a infestação por larvas não é notada, pois os mesmo permanecem com a aparência externa normal. Ao apalpar o fruto, notam-se pontos de amolecimento da polpa e até extravasamento de suco pelo orifício de saída das larvas. Adultos: fêmeas de Anastrepha frateculus (esquerda) e Ceratitis capitata (direita)
  128. 128. Moscas-das-frutas Adulto de Ceratitis Adulto de Anastrepha Fotos: Cherre Sade.
  129. 129. Anastrepha sp. Foto: Dr. Antonio Nascimento
  130. 130. IAC 111 • Selecionada no ano 2.000 no Pólo Regional do Noroeste Paulista,Votuporanga, SP. É muito suscetível à mal formação, mas é resistente à seca-da-mangueira e é a seleção mais resistente à mosca-das-frutas. Está sendo avaliada para produtividade. Fonte: IAC
  131. 131. Cultivar IAC 103 (Espada Vermelha) • Lançada em 1.998, na Estação Experimental de Mococa, do IAC. Precoce, produtiva, tem frutos de boas qualidades, com bom aroma e visual muito atrativo. Ela é suscetível à antracnose, mas é resistente às moscas-das- frutas e à seca-da-mangueira. Fonte: IAC
  132. 132. Armadilhas McPhail • Em plástico (uma única entrada na parte inferior). Isca líquida como atraente alimentar à base de proteína hidrolisada (5%) ou pelets de torula (levedura). Evitar a adição de inseticida na calda colocada nas armadilhas. Objetivo principal, capturar as fêmeas, que, no período anterior ao início da oviposição, necessitam grandemente de substâncias protéicas e carboidratos, embora também machos sejam coletados nos frascos. Fonte: www.nutricaodeplantas,agr.br
  133. 133. Armadilha Jackson • De papelão parafinado, (triângular), com inserção na parte inferior, removível, com adesivo de longa duração. Específica para espécie Ceratistes. capitata, que utiliza atraente sexual constituído do Paraferomônio Trimedlure, que atrai somente os machos. A atividade do trimedlure apresenta uma duração de cerca de dois meses no campo. Fonte: www.nutricaodeplantas,agr.br
  134. 134. Cochonilha branca (Aulacaspis tubercularis) • Normalmente não é praga, mas pode ocorrer desequilíbrio e tornar-se problema. Pode ser controlada com calda sulfocálcica, na proporção de 1/80, com 2 aplicações, intervalo de 40 dias, após a colheita e antes do florescimento. Fonte: Embrapa cerrados
  135. 135. Cochonilhas • Aulacaspis tubercularis é um inseto muito danoso à mangueira, por afetar os frutos. Ataque severo pode resultar em desfolha e retardar o crescimento das plantas. Nos frutos, a infestação gera manchas e deformações que os depreciam, inviabilizando-os para fins de exportação. • Pseudococcus adonidum, além de manchar o fruto, provoca grande escorrimento de látex na região próxima ao pedúnculo, deixando o fruto imprestável para a comercialização. • Pseudaonidia trilobitiformis e Saissetia coffeae atacam ramos e folhas, sendo muito prejudiciais ao desenvolvimento das plantas.
  136. 136. Cochonilhas Pseudococcus adonidum, no fruto Saissetia coffeae no pedúnculo Fotos: Marcelo Mancuso da Cunha
  137. 137. Cochonilhas • Controle químico: • Só em grandes infestações, fora do período de florescimento ou em caráter preventivo, quando os frutos se encontram no estádio de “chumbinho”. • Pulverizações; produtos à base de óleo mineral. Para obter maior eficácia no tratamento, pode-se misturá-lo com um inseticida. • Aplicação com óleo mineral deve ser feita nas horas menos quentes do dia, pois esse produto pode provocar queima de frutos e folhas.
  138. 138. Cochonilhas • Controle biológico: • Evitar o uso indiscriminado de agrotóxicos, protegendo os inimigos naturais das cochonilhas, tais como as joaninhas (Azya luteipes, Pentilia egena e outras) e demais predadores e parasitas - larvas de moscas e himenópteros (vespinhas). • O fungo Acrostalagmus albus é considerado um agente biocontrolador das cochonilhas. • Fungicidas, como a calda bordalesa, quando usados continuamente, podem favorecer a proliferação das cochonilhas, pelo fato de eliminar fungos entomófagos (que se alimentam de insetos) ou entomógenos (que se desenvolvem dentro dos insetos).
  139. 139. Trigona spinipes (Fabricius) - Arapuá Fotos: Sylvia Maria Matsuda e Marilda Cortopassi Laurino
  140. 140. BROCA-DA-MANGUEIRA (Hypocryphalus mangiferae) • Coleóptero que afeta os ramos dessa planta que, na fase de larva, penetra na região entre o lenho e a casca, abrindo numerosas galerias. Broca-da mangueira no ramo Foto: Marcelo Mancuso da Cunha
  141. 141. BROCA-DA-MANGUEIRA (Hypocryphalus mangiferae) Sinal de penetração da broca-da-mangueira no tronco Foto: Marcelo Mancuso da Cunha
  142. 142. BROCA-DA-MANGUEIRA (Hypocryphalus mangiferae) • CONTROLE (Medidas culturais): • Proceder ao corte e à destruição (queima) de todos os ramos brocados ou secos. • Evitar que as plantas sejam submetidas a estresses hídrico e nutricional prolongados, pois as coleobrocas da família dos escolitídeos geralmente atacam as árvores enfraquecidas.
  143. 143. BROCA-DA-MANGUEIRA (Hypocryphalus mangiferae) • CONTROLE (Controle químico): • Pulverizar os ramos e os troncos afetados com Parathion Methyl ou Fenitrothion. • Fazer a pulverização preventiva (com Parathion Methyl ou Fenitrothion) das mudas a serem transplantadas, por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez.
  144. 144. ÁCAROS (Eriophyes mangifera e ácaros da família tetranychidae) • Literatura brasileira de várias espécies de ácaros das famílias Tetranychidae e Eriophydae responsáveis por danos causados em folhas e gemas de mangueiras em pomares comerciais. • O eriofídeo Eriophyes mangiferae é o mais danoso dos ácaros. Sua presença é associada à malformação floral e vegetativa.
  145. 145. ÁCAROS (Eriophyes mangifera e ácaros da família tetranychidae) • Plantas adultas, podar e queimar os ramos com sintomas de malformação. Nos viveiros, descartar e destruir as mudas com superbrotação. • Proceder pulverizações preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações. Superfície do fruto atacada por eriofídeos. (épocas secas e de escassa Superfície do fruto atacada por eriofídeos precipitação). Foto: Marcelo Mancuso da Cunha
  146. 146. LAGARTAS (Megalopyge lanata) • Várias lagartas podem atacar os pomares de manga. A que o faz com maior freqüência é a Megalopyge lanata, vulgarmente conhecida como bicho-de-fogo, suçuarana ou taturana. Praga polífaga que afeta inúmeras espécies de vegetais - cafeeiro, abacateiro, pessegueiro, algodoeiro, goiabeira, jabuticabeira e plantas cítricas. • Em geral, seu controle não exige grandes cuidados da parte dos produtores.
  147. 147. LAGARTAS (Megalopyge lanata) A B Adulto de Megalopyge lanata. A - fêmea , B - macho. Fotos:Marcelo Mancuso da Cunha
  148. 148. LAGARTAS (Megalopyge lanata) Lagarta da Megalopyge lanata. Fotos: Marcelo Mancuso da Cunha
  149. 149. LAGARTAS (Megalopyge lanata) • DANOS E EFEITOS ECONÔMICOS: • Lagartas novas raspam a superfície das folhas e as mais velhas devoram todo o limbo foliar. Nas mangueiras, as lagartas são geralmente encontradas de forma isolada. • Danos que a Megalopyge lanata causa em pomares de manga são considerados inexpressivos, não exigindo medidas sistemáticas de controle.
  150. 150. Larva e adulto de Eacles imperialis magnifica (Vale do São Francisco) Fotos: Cherre Sade
  151. 151. LAGARTAS (Megalopyge lanata) • Medidas culturais: • Os casulos aderentes aos ramos e aos troncos das árvores devem ser destruídos no caso de grande infestação. • Controle químico: • Efetuar o controle químico quando forem observadas altas populações pulverizando-se com Parathion Methyl, Fenthion, Trichlorfon.
  152. 152. TRIPES (Selenothrips rubrocinctus) • Ataca as folhas e frutos , é encontrado numa ampla gama de hospedeiros, entre os quais o cacaueiro, o abacateiro, o cafeeiro, o cajueiro, a goiabeira, a roseira e a videira. • Superfície inferior das folhas, próxima à nervura central, embora nas grandes infestações o fruto também possa. • Partes inicialmente atingidas adquirem uma aparência prateada, que nas infestações graves pode evoluir para tons que vão do amarelo-pálido ao marrom desbotado, com pontos secos. • Frutos atingidos tornam-se inviáveis para comercialização. Outro tipo de dano ocorre quando os frutos são atacados após o seu pegamento. As partes afetadas cicatrizam e com o crescimento dos frutos formam-se depressões na sua superfície.
  153. 153. TRIPES (Selenothrips rubrocinctus) • Em viveiros, essa praga pode causar danos elevados, comprometendo o desenvolvimento das mudas. • Controle químico: • Pulverizações devem ser iniciadas, quando for constatada alta incidência da praga nas folhas ou nos frutos. As pulverizações podem ser feitas com inseticidas à base de Parathion Methyl, Fenthion, ou Fenitrothion.
  154. 154. TRIPES (Selenothrips rubrocinctus) Depressão/cica-trização Fotos: Marcelo Mancuso da Cunha
  155. 155. MOSCA-DA-PANÍCULA (Erosomyia mangiferae) • Larva desse inseto ataca os tecidos tenros da planta: brotações e folhas novas, panícula floral e os frutos no estádio de “chumbinho”. As larvas constroem galerias nas brotações e no eixo das inflorescências que, posteriormente, tornam-se necrosadas. • Em seguida, aparecem exsudações de goma na superfície dos órgãos atacados. Nas folhas novas, ocorrem numerosas pontuações esbranquiçadas, contendo as larvas em seu interior. • Essas pontuações, após a saída das larvas, tornam-se escuras e necrosadas, podendo ser facilmente confundidas com manchas fúngicas.
  156. 156. MOSCA-DA-PANÍCULA (Erosomyia mangiferae) Fotos: Cherre Sade
  157. 157. MOSCA-DA-PANÍCULA (Erosomyia mangiferae) • Controle químico, direcionadas para as panículas, no estágio de abertura dos botões florais. • Produtos recomendados: Fenitrothion 50% (100ml 100 l d’água-1), Dimethoato 40%, CE (90ml 100 l d’água-1) ou Diazinon 60% (150 ml 100l d’água-1). • Controle cultural: remoção e a destruição da panícula que, quando atacada, apresenta- se encurvada.
  158. 158. Produção de Mudas Colheita dos frutos e semeadura Germinação e emergência Transplante Total: 260 a 430 dias Enxertia Muda pronta 20 a 40 dias 60 a 90 dias 120 a 180 dias 60 a 120 dias
  159. 159. Aspectos Morfológicos, Fisiológicos e Fenológicos • Ritmo de crescimento interrompido ciclicamente pela ocorrência natural de condição desfavorável ao desenvolvimento vegetativo, quer seja pelas baixas temperaturas de outono e inverno, fundamental nas regiões dos subtrópicos, ou pela deficiência hídrica nas condições tropicais. Fonte: Esalq - USP
  160. 160. Aspectos Morfológicos, Fisiológicos e Fenológicos • Retorno às condições favoráveis induz a gema apical e algumas axilares ao desenvolvimento, reiniciando um novo ciclo de crescimento, agora sob um número variável de ramificações, sendo uma de origem apical, que predomina em vigor mantendo um eixo de crescimento, e um número variável de brotações verticilares. Fonte: Esalq - USP
  161. 161. Aspectos Morfológicos, Fisiológicos e Fenológicos • A quantidade de ramificações verticilares formada em cada ciclo, está fundamentalmente relacionada à duração do período estressante, quando as gemas axilares do ápice para a base do internódio são estimuladas ao desenvolvimento, em função da diminuição da ação do fito-hormônio responsável pela promoção da dominância apical. Após um período extremamente prolongado, gemas do internódio anterior podem também se desenvolver. Esta resposta está fundamentada na dominância apical, exercida pela auxina (AIA) produzida nas gemas apicais e a sua distribuição é afetada basicamente pela força da gravidade.
  162. 162. Aspectos Morfológicos, Fisiológicos e Fenológicos • Condições de baixa produção do fito-hormônio, há uma concentração maior na base da unidade produtora, diminuindo a sua concentração em seu ápice, permitindo assim, o desenvolvimento das gemas em posição mais elevada. Como ocorre uma concentração de folhas, portanto, de gemas axilares no ápice de cada internódio, cada ciclo de crescimento da mangueira se caracteriza pela formação de múltiplas unidades de crescimento, a partir de um mesmo ponto.
  163. 163. Aspectos Morfológicos, Fisiológicos e Fenológicos • Uma vez que a planta atinge um desenvolvimento apto à produção, o período desfavorável ao crescimento vegetativo, pode induzir a gema apical à diferenciação floral, passando a exercer forte dominância, impedindo o desenvolvimento das demais gemas. Aparentemente, o principal fator que determina se a gema apical será reprodutiva ou vegetativa, é a duração deste período estressante, uma vez que, a retomada das condições favoráveis antes de uma completa maturidade da gema apical resulta em um novo ciclo vegetativo na planta.
  164. 164. • MICÉLIO – Conjunto de hifas de um fungo; • HIFA – Menor unidade do micélio; • CONÍDIO – Esporo assexual (formado pelas hifas por mitose e divisão celular) formado na extremidade de uma hifa ou hifa especializada (conidióforo), destacando-se pelo vento, germina por tubo germinativo; • CONIDIÓFORO: Hifa, especializada ou não, portadora de conídio. • Esporo=Tubo Germinativo=Hifa=Micélio
  165. 165. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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