CONTROLE BIOLÓGICO DE
PRAGAS
MIP – Manejo Integrado de Pragas
• Alemanha Ocidental (1960): L. Furst.
• Agricultura Ecológica (1971) nos EUA.
• “Primave...
MIP
• “Sistema de manejo de pragas que associa
ambiente e dinâmica populacional da
espécie, usa técnicas e métodos de form...
MIP
• Exploração do controle natural, dos níveis
de tolerância das plantas aos danos
causados pelas pragas, no monitoramen...
MIP
• Fatores naturais de mortalidade,
definições das densidades populacionais
ou quantidade de danos causados pelas
espéc...
MIP
• Função da flutuação da densidade da
espécie alvo e sua posição relativa aos três
níveis (NE, NDE E NC) ao longo do t...
MIP
• Atual: nível de não-controle (NNC),
densidade populacional de uma ou mais
espécies de inimigos naturais capaz
de red...
Monitoramento
Método
• 1. Legislativo:
• Serviço quarentenário.
• Medidas obrigatórias de controle (leis,
decretos).
• Fiscalização do c...
Método
• 2. Cultural:
• Rotação de culturas.
• Aração do solo.
• Local e época de cultivo e colheita.
• Destruição dos res...
Método
• 3. Biológico:
• Inimigos naturais: nematóides, fungos,
ácaros, bactérias, vírus, insetos predadores e
parasitas.
Métodos
• 4. Genético:
• Cultivares resistentes.
• 5. Mecânicos:
• Catação manual de pragas.
• Formação de barreiras ou su...
Método
• 6. Comportamento:
• Atraentes de alimentação.
• Cultivares tolerantes e repelentes.
• Hormônios (atrativos sexuai...
Métodos
• 7. Físicos:
• Fogo, drenagem, inundação, temperatura,
radiação eletromagnética, infravermelha.
• 8. Mecânicos:
•...
Métodos
• 9. Químico:
• Produtos fitossanitários.
• Tratamento térmico.
• Refrigeração.
• 10. Integrado:
• Combinação de t...
Uso de sementes resistentes
• Mecanismos de defesa: plantas resistentes ou tolerantes,
repelem ou são menos infestadas.
• ...
Agente Biológico O que ele ataca Como se aplica
Fungo Metarhizium anisopliae Cigarrinha da folha da cana-de-
açúcar
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Controle com práticas agrícolas
• Rotação de culturas, seleção de áreas
de plantio, plantio de culturas-
armadilhas, ajust...
Controle físico e mecânico
• Barreiras físicas: como valas e coberturas
plásticas, dificulta a locomoção dos insetos
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Natural
• População de inimigos naturais que
ocorrem naturalmente no meio
ambiente.
• Devem ser sempre preservados, (se
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Clássico
• Importação e colonização de inimigos
naturais (parasitóides, predadores,
microrganismos) visando controle de
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Aplicado
• Liberações inundativas de
parasitóides, predadores, patógenos e
outros, após criação massal em
laboratório.
INFESTAÇÃO
TEMPO
NÍVEL DE
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ECONÔMICO
Controle Biológico Natural
Controle Biológico Clássico
(Cochonilha da mandioca na África)
Controle Biológico Aplicado
Percevejo
(Podisus nigrispinus) - hemiptera
Cochonilha (Hiperaspis notata)
predando pulgão
Larva de neuroptera predando
pulgão
Neuroptera
• Famílias Chrysopidae e Hemerobiidae:
mais importantes por se alimentarem de
diversas pragas agrícolas.
• Alim...
Neuroptera
Gênero: Leucochrysa
Crisópas
Formiga Leão
Myrmeleonbrasiliensis
Joaninha sete pintas (Coccinella
septempunctata) predando pulgões
Ácaros predadores
Vírus de granulose (Pseudoplusia
includens) - VGPi
Tratamento de sementes
Vespa (Telenomus remus
Nixon, 1937 – hymenoptera)
Adulto: 0,5 a 0,6 mm
comprimento, corpo preto e
brilhante. Ovo ao adulto...
Vespa (Campoletis flavicincta) e lagarta-do-
cartucho (menor parasitada)
Vespa: 15 mm
envergadura. Resto da
lagarta fica a...
Vespa (Exasticolus fuscicornis)
Larva parasitada por essa
vespa reduz o consumo
alimentar. Larva do parasitoide
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Tesourinha (Doru luteipes)
Trichogramma galoi parasitando
ovos de Diatraea saccharalis
T. pretiosum Riley, 1879
(controle de ovos de espécies
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Baculovírus em lagarta da soja
Lagarta falsa medideira morta pelo
fungo Nomuraea rileyi
Larva de percevejo do arroz morto
pelo fungo Metarhizium sp
Larvas de Tiphia sp. predando larvas de
Diloboderus abderus
Predador: aranhas
Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative
Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não-
Comercial e Comparti...
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  1. 1. CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS
  2. 2. MIP – Manejo Integrado de Pragas • Alemanha Ocidental (1960): L. Furst. • Agricultura Ecológica (1971) nos EUA. • “Primavera Silenciosa” de Rachel Carsonem (1962)
  3. 3. MIP • “Sistema de manejo de pragas que associa ambiente e dinâmica populacional da espécie, usa técnicas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico“ (FAO).
  4. 4. MIP • Exploração do controle natural, dos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas, no monitoramento das populações para tomadas de decisão e na biologia e ecologia da cultura e de suas pragas.
  5. 5. MIP • Fatores naturais de mortalidade, definições das densidades populacionais ou quantidade de danos causados pelas espécies alvo equivalentes aos níveis de dano econômico (NDE) e controle (NC), que fica imediatamente abaixo do NDE. • Outra variável importante: determinação do nível de equilíbrio (NE) das espécies do agroecossistema estudado.
  6. 6. MIP • Função da flutuação da densidade da espécie alvo e sua posição relativa aos três níveis (NE, NDE E NC) ao longo do tempo, espécies podem ser classificadas em pragas-chave (densidade populacional sempre acima do NDE), pragas esporádicas (densidade na lavoura raramente atinge o NDE) e não-pragas (densidade da espécie em questão nunca atinge o NDE).
  7. 7. MIP • Atual: nível de não-controle (NNC), densidade populacional de uma ou mais espécies de inimigos naturais capaz de reduzir população da espécie alvo a níveis não econômicos, dispensando utilização de medidas de controle.
  8. 8. Monitoramento
  9. 9. Método • 1. Legislativo: • Serviço quarentenário. • Medidas obrigatórias de controle (leis, decretos). • Fiscalização do comércio de defensivos.
  10. 10. Método • 2. Cultural: • Rotação de culturas. • Aração do solo. • Local e época de cultivo e colheita. • Destruição dos restos de culturas. • Competição entre plantas. • Nutrição e irrigação.
  11. 11. Método • 3. Biológico: • Inimigos naturais: nematóides, fungos, ácaros, bactérias, vírus, insetos predadores e parasitas.
  12. 12. Métodos • 4. Genético: • Cultivares resistentes. • 5. Mecânicos: • Catação manual de pragas. • Formação de barreiras ou sulcos. • Uso de armadilha.
  13. 13. Método • 6. Comportamento: • Atraentes de alimentação. • Cultivares tolerantes e repelentes. • Hormônios (atrativos sexuais). • Esterilização de insetos.
  14. 14. Métodos • 7. Físicos: • Fogo, drenagem, inundação, temperatura, radiação eletromagnética, infravermelha. • 8. Mecânicos: • Catação manual de pragas. • Formação de barreiras ou sulcos. • Uso de armadilha.
  15. 15. Métodos • 9. Químico: • Produtos fitossanitários. • Tratamento térmico. • Refrigeração. • 10. Integrado: • Combinação de todos os métodos.
  16. 16. Uso de sementes resistentes • Mecanismos de defesa: plantas resistentes ou tolerantes, repelem ou são menos infestadas. • Vantagens: facilidade de uso, compatibilidade com outras táticas de controle de pragas, baixo custo e impacto cumulativo sobre praga (mínimo impacto ambiental negativo). • Variedades tolerantes: tempo e investimentos consideráveis (nem sempre se tornam permanentes).
  17. 17. Agente Biológico O que ele ataca Como se aplica Fungo Metarhizium anisopliae Cigarrinha da folha da cana-de- açúcar O fungo é pulverizado e, em contato com o corpo do inseto, causa doença. Fungo Metarhizium anisopliae Broca dos citrus O fungo é polvilhado nos buracos da planta contaminando a praga. Fungo Beauveria bassiana Besouro "moleque-da-bananeira" O fungo é aplicado em forma de pasta em pedaços de bananeira que são colocados ao redor das árvores servindo de isca. Fungo Insectonrum sporothrix Percevejo "mosca-de-renda" O fungo é pulverizado e, em contato com o corpo do inseto, causa doença. Vírus Baculovírus anticarsia Lagarta da soja Pulverizado sobre a planta o vírus adoece a lagarta que se alimenta das folhas. Vírus Baculovírus spodoptera Lagarta do cartucho do milho Pulverizado sobre a planta, o vírus adoece a lagarta que se alimenta da espiga em formação. Vírus Granulose Mandorová da mandioca Pulverizado sobre a mandioca o víris é nocivo à praga. Nematóide Deladendus siridicola Vespa-da-madeira Em forma de gelatina, o produto é injetado no tronco da árvore esterelizando a vespa. Bactéria Bacillus thuringiensis (Dipel) Lagartas desfolhadoras Pulverizado sobre a planta o Dipel é nocivo às lagartas.
  18. 18. Controle com práticas agrícolas • Rotação de culturas, seleção de áreas de plantio, plantio de culturas- armadilhas, ajuste do plantio e colheita na época menos favorável às infestações.
  19. 19. Controle físico e mecânico • Barreiras físicas: como valas e coberturas plásticas, dificulta a locomoção dos insetos para a plantação. • Armadilhas plásticas, fitas adesivas.
  20. 20. Natural • População de inimigos naturais que ocorrem naturalmente no meio ambiente. • Devem ser sempre preservados, (se possível, aumentados).
  21. 21. Clássico • Importação e colonização de inimigos naturais (parasitóides, predadores, microrganismos) visando controle de pragas exóticas (eventualmente também pragas nativas).
  22. 22. Aplicado • Liberações inundativas de parasitóides, predadores, patógenos e outros, após criação massal em laboratório.
  23. 23. INFESTAÇÃO TEMPO NÍVEL DE AÇÃO DANO ECONÔMICO
  24. 24. Controle Biológico Natural
  25. 25. Controle Biológico Clássico (Cochonilha da mandioca na África)
  26. 26. Controle Biológico Aplicado
  27. 27. Percevejo (Podisus nigrispinus) - hemiptera
  28. 28. Cochonilha (Hiperaspis notata) predando pulgão
  29. 29. Larva de neuroptera predando pulgão
  30. 30. Neuroptera • Famílias Chrysopidae e Hemerobiidae: mais importantes por se alimentarem de diversas pragas agrícolas. • Alimentam-se de artrópodes praga: pulgões, cochonilhas, mosca branca, ovos e pequenas lagartas de lepidópteros e ácaros (AGNEW et al., 1981; FREITAS, 2001).
  31. 31. Neuroptera Gênero: Leucochrysa Crisópas Formiga Leão Myrmeleonbrasiliensis
  32. 32. Joaninha sete pintas (Coccinella septempunctata) predando pulgões
  33. 33. Ácaros predadores
  34. 34. Vírus de granulose (Pseudoplusia includens) - VGPi
  35. 35. Tratamento de sementes
  36. 36. Vespa (Telenomus remus Nixon, 1937 – hymenoptera) Adulto: 0,5 a 0,6 mm comprimento, corpo preto e brilhante. Ovo ao adulto: 10 dias. Machos emergem 24 horas antes das fêmeas. Alta especificidade para Spodoptera. frugiperda (fêmeas parasitam mais de 250 ovos durante período de vida).
  37. 37. Vespa (Campoletis flavicincta) e lagarta-do- cartucho (menor parasitada) Vespa: 15 mm envergadura. Resto da lagarta fica agregado ao casulo do parasitóide, tornando facilmente identificável ocorrência desse inimigo natural. (Foto: Ivan Cruz / Embrapa Milho e Sorgo)
  38. 38. Vespa (Exasticolus fuscicornis) Larva parasitada por essa vespa reduz o consumo alimentar. Larva do parasitoide completamente desenvolvida, lagarta-do-cartucho abandona planta e dirige-se ao solo, à semelhança da lagarta parasitada por Chelonus insularis. Desenvolve pupa da vespa até aparecimento do novo adulto, (nova geração).
  39. 39. Tesourinha (Doru luteipes)
  40. 40. Trichogramma galoi parasitando ovos de Diatraea saccharalis T. pretiosum Riley, 1879 (controle de ovos de espécies de Lepidoptera como Spodoptera frugiperda – lagarta- do-cartucho, Helicoverpa zea – lagarta-da-espiga e Diatraea saccharalis – broca da cana-de- açúcar), T. atopovirilia Oatman e Platner, 1983 (controle de S. frugiperda) e T. galloi (Zucchi, 1988) (controle de Diatraea saccharalis).
  41. 41. Baculovírus em lagarta da soja
  42. 42. Lagarta falsa medideira morta pelo fungo Nomuraea rileyi
  43. 43. Larva de percevejo do arroz morto pelo fungo Metarhizium sp
  44. 44. Larvas de Tiphia sp. predando larvas de Diloboderus abderus
  45. 45. Predador: aranhas
  46. 46. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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