PROF. LUIZ HENRIQUE - Cajueiro cultivo

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PROF. LUIZ HENRIQUE - Cajueiro cultivo

  1. 1. Fonte: Embrapa CULTIVO DO CAJUEIRO
  2. 2. Introdução Nativa nos campos e dunas da costa norte do país Cultivado em mais de 650 mil hectares NE – principal região produtora – Ceará – Piauí – Rio Grande do Norte (participam com 99 % da produção)
  3. 3. Introdução • Maior diversidade, única espécie cultivada e maior dispersão do gênero no Nordeste Brasileiro. • Diversos ecossistemas: zonas costeiras, compondo vegetação de praias, dunas e restingas.
  4. 4. • Provável origem de cultivo no Nordeste (tradição de exploração pelas tribo indígenas da região descrita pelos primeiros colonizadores (Lima, 1988; Barros, 1995). Introdução
  5. 5. Introdução • Grande variabilidade genética: dois grupos (porte das plantas). Comum (Gigante) Anão
  6. 6. Introdução • Comum (gigante): • mais difundido, • porte elevado - altura entre 8 e 15 m, • envergadura (expansão da copa) - até 20 m.
  7. 7. Introdução • Anão: • porte baixo: altura < 4 m, • copa homogênea, • diâmetro do caule e envergadura de copa inferiores ao comum, • Precoce: florescimento entre 6 e 18 meses (Barros et al., 1998).
  8. 8. Componente Amêndoa crua Pedúnculo fresco Umidade (%) 2,0 86,0 Proteína bruta (%) 20,9 0,7 Fibra bruta (%) 1,2 - Carboidratos totais (%) 27,2 - Cálcio (mg./100g.) 165,0 14,5 Fósforo (mg./100g) 490,0 33,4 Ferro (mg./100g.) 5,0 0,35 Brix - 10,7 Tanino (%) - 0,37 Ácido ascórbico (mg./100g) - 200 Açúcares totais (%) - 8,35 Extrato etereo (%) 49,0 - Vitamina A (U.I.) - 10,8 Fot: animais.biz
  9. 9. Introdução • Produtividade individual variável: • plantas produzindo < de 1 kg até próximo de 180 kg de castanha safra-1.
  10. 10. Fonte: Embrapa – CNPAT - 2004
  11. 11. Produtividade do Cajueiro • Cajueiro comum: média de 200 kg ha-1 ano-1; • Cajueiro anão precoce: • média de 1.200 Kg ha-1 ano-1 (sequeiro), até 5.200 Kg ha-1 ano-1 (irrigado).
  12. 12. Produção Mundial Vietnan, Nigéria, Índia, Costa do Marfim, Indonésia e Brasil 6º
  13. 13. Botânica • Família: Anacardiaceae • Gênero: Anacardium • Espécie: Anacardium occidentale L. Fonte: Esalq - USP
  14. 14. Flores masculina (A) hermafrodita (B e C)
  15. 15. ANDROCEU (ESTAME) RECEPTÁCULO CONSTITUIÇÃO DE UMA FLOR COMPLETA PEDICELO BRÁCTEAS BRACTEÓLAS SÉPALAS (CÁLICE) PÉTALA (COROLA) PISTILO (GINECEU)
  16. 16. PARTES CONSTITUINTES DO ESTAME ANTERA FILETE
  17. 17. Mecanismos de Fecundação Cruzada • Importância da reprodução sexual: cruzamento de genomas separados, vigor e adaptação genética. • Ovário: fertilizado por pólen de outra planta. • Mecanismos: facilitam fecundação cruzada: • Monóica e Dióica;
  18. 18. • Dicogamia - Órgãos sexuais amadurecem em tempos diferentes: • Protandria: Androceu amadurece antes do gineceu; • Protoginia: Gineceu amadurece antes do androceu; Mecanismos de Fecundação Cruzada
  19. 19. Mecanismos que facilitam polinização cruzada (agentes polinizadores) • Vento (anemofilia): grandes quantidades de pólen; • Animais (zoofilia): • Entomófilas (insetos): Angiospermas; • Ornitófilas (pássaros); • Quiropterófilas (morcegos). • Água (hidrofilia).
  20. 20. Gimnospermas • Raízes, caule, folhas, flores e sementes. Não formam frutos. • Grego: gymnos = nu + sperma = semente. • Óvulo exposto. • Sem ovário. • Sequóias, coníferas (pinheiros) e araucárias.
  21. 21. Angiospermas • Grego: angios = "urna" e sperma = "semente"). • Plantas espermatófitas: sementes protegidas pelo fruto. • Monocotiledôneas e Dicotiledôneas.
  22. 22. Frutos Climatéricos (amadurecem após colheita durante armazenamento). Manga Tomate Melancia Figo Ameixa Melão Caqui Banana Pêra Abacate Pêssego Maçã Azeitona Mamão
  23. 23. Frutos não-climatéricos • Pimenta doce • Cereja • Abacaxi • Citros • Uva • Morango • Caju
  24. 24. Biologia Floral • Planta andromonóica: flores masculinas (estaminadas) e hermafroditas na mesma panícula (Alógama). Fonte: Embrapa
  25. 25. Biologia Floral • Masculinas abrem-se 06:00 horas às 16:00 horas) e hermafroditas 10:00 horas às 12:00 horas); • Receptividade do órgão reprodutor feminino de 24 horas antes até 48 horas após abertura da flor;
  26. 26. Biologia Floral • Polinização predominantemente cruzada. • Frutificação: época seca 52 – 75 dias (floração à frutificação completa). Fonte: www.agroads.com.br
  27. 27. Botânica Pedúnculo (pseudo-fruto) Fruto (castanha) Fonte: Embrapa
  28. 28. Fruto • Formado por 1 ou mais ovários maduros da mesma flor ou de flores diferentes de uma inflorescência. • Desenvolvimento de outros tecidos da flor – pedúnculo (caju), receptáculo (pêra).
  29. 29. • Desenvolvimento dos óvulos fecundados no ovário, originará sementes. • Frutos: estágio final da reprodução sexual, órgãos disseminadores das angiospermas (promovem dispersão das sementes). Fruto
  30. 30. Fruto, pseudo-fruto e castanha processada Fonte: www.inacio.com.br
  31. 31. Fruto do cajueiro – castanha • Aquênio Reniforme: pericarpo – epicarpo, mesocarpo (Líquido da castanha - LCC) e endocarpo – e amêndoa (embrião) comestível, branca (crua), contendo óleo; • LCC: resina líquida (cáustica).
  32. 32. • Parte carnosa ligada ao fruto: pedúnculo floral hipertrofiado - hipocarpo ou pseudo – fruto. • Rico em suco e formato variado (cilíndrico, piriforme, alongado....). Fruto do cajueiro – castanha
  33. 33. Fruto (castanha) Fonte: fitomedicinapopular.blogspot.com
  34. 34. Exigência Climática • Clima tropical: – Temperatura: média 27 ºC; – Umidade: 70 – 80%; – Pluviosidade: 800 a 1.500 mm anuais – Ventos: velocidades > 7 m s-1 (quebra-ventos).
  35. 35. Espaçamento • 7 m x 7 m - sequeiro (204 plantas ha-1); • 8 m x 7 m - irrigação (178 plantas ha-1).
  36. 36. Preparo da cova • 40 cm x 40 cm x 40 cm: terra superficial + 20 kg esterco de curral curtido ou 3 a 4 kg esterco de galinha + 500 g superfosfato simples + 100 g FTE BR 12 ou produtos similares. • 100 g calcário dolomítico (fundo da cova). • Úmida: 30 dias (mudas transplantadas).
  37. 37. Ciclo da Cultura • Fase juvenil: características genéticas da planta e condições do ambiente; • Cajueiro anão precoce: florescimento 1º ou 2º ano; • Cajueiro Comum: 2º ou 3º ano; • Atingida idade reprodutiva: floração anual.
  38. 38. Ciclo da Cultura • Duas fases de crescimento: • Fluxo Vegetativo • Fluxo Reprodutivo Fonte: Embrapa
  39. 39. Ciclo da Cultura Fluxo Vegetativo (Ramificações) Extensiva: Cresce 20 a 30 cm e repousa (não origina, comumente, uma panícula), deste ramo origina-se outro, a 5 - 8 cm do ápice, continuando por 2 a 3 anos, sem produção de panícula.
  40. 40. Intensiva: Cresce 25 a 30 cm e termina numa panícula, deste ramo crescem, simultaneamente, 3 a 8 novos ramos, a 10 - 15 cm do ápice, podendo originar outras panículas. Ciclo da Cultura Fluxo Vegetativo (Ramificações)
  41. 41. Colheita • Pedúnculo: destacar da planta aqueles ao alcance das mãos e caídos dos galhos mais altos (bom estado de conservação, sem apresentar bolores ou sinais de fermentação). • Impróprio para consumo: após 48 horas de queda ao solo (colher diariamente). • Colheita: 52 a 75 dias após início da floração.
  42. 42. Fonte: especiesdocerrado.blogspot.com
  43. 43. Produção de Mudas • ENXERTIA (clones desejados): - Produção de borbulha: alta qualidade; - Porta-enxertos: plantas de cajueiro anão precoce, produtivas, vigorosas e livres de pragas e doenças; - Após 45 dias fazer enxertia – obtenção das mudas.
  44. 44. Tratos Culturais • Poda; • Controle de plantas daninhas; • Desbrota; • Retirada da panícula; • Coroamento. Fonte: Embrapa
  45. 45. Tratos Culturais (Poda) • Pomares jovens: copas compactas, ampla superfície produtiva, livre de entrelaçamento e concorrência de plantas daninhas; • Facilitar: mecanização dos cultivos, operações de adubação, manutenção, calagem e roçagem.
  46. 46. Poda Cajueiro anão precoce irrigado (CCP 09), com um ano e seis meses de idade, antes (A) e depois (B) da poda. A B Foto: Vitor Hugo de Oliveira
  47. 47. Tratos Culturais (Poda) • Pomares sob sequeiros: poda de formação, eliminar ramos emitidos próximos ao solo ou no porta-enxerto e, anualmente, aqueles com crescimento lateral anormal. • Maior eficiência: tratos culturais e posterior colheita, evitando problemas de entrelaçamento de galhos e dificuldade de mecanização.
  48. 48. Tratos Culturais (Poda) • Pomares adultos: balanço - crescimento vegetativo e frutificação. • Produção periférica e concentrada nos 2/3 inferiores da copa (manter planta livre e adequada iluminação, principalmente nas laterais, onde ocorre quase totalidade da floração e frutificação.
  49. 49. Tratos Culturais (Poda) Cajueiro anão precoce irrigado (CCP 09), com um ano e seis meses de idade, antes (A) e depois (B) da poda. A B Fonte: Embrapa
  50. 50. Tratos Culturais (Desbrota) • Retirar: brotações laterais inferiores da planta, próximas aos cotilédones ou desenvolvidas no porta-enxerto. • Após período chuvoso (ano de instalação do pomar). • Vantagens: menor desgaste da planta no período seco pela redução da área foliar, equilíbrio entre sistema radicular e parte aérea e redução dos custos da poda nos anos subsequentes (Parente e Oliveira, 1995).
  51. 51. Controle de Plantas Daninhas • Bom preparo da área antes do plantio. • 2 - 3 primeiros anos após plantio: roçagem mecânica nas entrelinhas de plantio e coroamento sob copa da planta. • Roçagem e coroamento (período chuvoso), aliado ao emprego da roçagem mecanizada nas linhas de plantio. Período seco (coroamento). • A partir do quinto ano ocorre uma sensível redução da população de plantas daninhas, principalmente em áreas cultivadas sob sequeiro (sombreamento natural produzido pelos cajueiros e da cobertura morta formada pela queda de folhas).
  52. 52. Retirada de Panículas • Anão (precoce) pode emitir panículas imediatamente após plantio. • Remover até oitavo mês de idade da planta (constituem fonte de desvio de energia, que deve estar direcionada ao crescimento vegetativo. • Canivete ou tesoura de poda (evitar danos às plantas). Fonte: Embrapa
  53. 53. Porte e envergadura do cajueiro anão precoce Fonte: Emepa - PB
  54. 54. Substituição da Copa Fonte: Emepa - PB
  55. 55. Comercialização e Colheita • Sazonal (frutificação com 1 ano e colheita economicamente viável à partir do 3º ano). • Desenvolvimento do pedúnculo: 5 estádios - cor da castanha: rosa, rosa/verde, verde, verde/cinza e cinza. • Fruto: pouco tempo de prateleira na temperatura ambiente • Processado de várias formas. • Principal produto castanha – Commodity de alto valor.
  56. 56. Clones (Embrapa) CLONE PESO MÉDIO CASTANHA (g) PESO MÉDIO PEDÚNCULO (g) COR PEDÚNCULO CCP 06 6,5 122 AMARELO CCP 09 9,0 105 ALARANJADO CCP 76 9,5 139 VERMELHO CCP 1001 7,2 96 VERMELHO EMBRAPA 50 10,0 125 AMARELO EMBRAPA 51 10,3 120 VERMELHO BRS 189 7,9 155 VERMELHO BRS 226 9,8 103 ALARANJADO Fonte: Embrapa Agroindústria Tropical.
  57. 57.  
  58. 58. CONECTIVO • CONECTIVO: tecido que une as tecas de uma antera. • CONECTIVO ROSTRADO: quando o mesmo se prolonga acima da antera.
  59. 59. Estes slides são concedidos sob uma Licença Creative Commons sob as condições de Atribuição, Uso Não- Comercial e Compartilhamento pela mesma Licença, com restrições adicionais: • Se você é estudante, você não está autorizado a utilizar estes slides (total ou parcialmente) em uma apresentação na qual você esteja sendo avaliado, a não ser que o professor que está lhe avaliando: a) lhe peça explicitamente para utilizar estes slides; b) ou seja informado explicitamente da origem destes slides e concorde com o seu uso. Mais detalhes sobre a referida licença veja no link: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ Autor: Prof. Luiz Henrique Batista Souza Disponibilizados por Daniel Mota (www.danielmota.com.br) sob prévia autorização.

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