A Familia Saboia (Saboya) Versão de Maio de 2011

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Milhares de Descendentes de Joseph Balthasar Augeri, que veio da Itália para o Brasil no Século XXVIII.

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  • Wilson Pereira de Saboya, Daniel estava pesquisando e encontrei sua obra. Excelente. Gostaria de poder melhor aprecia-la, de preferência em papel. Por favor me informe a sua editora e como adquirir a obra. Pelo que vi alguns nomes me são familiares, mas não encontrei o ramo com "y" nascido e residente em São Paulo. No aguardo, se possível pelo e mail wsaboya@bol.com.br
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  • Parabéns por seu trabalho. pesquisando sobre meu bisavo, achei esse seu trabalho.
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  • Meu Querido Primo Daniel,
    Parabens pelo excelente trabalho, apenas li alguns trechos, mas fiz dowload para meu computador para melhor apreciar a sua obra!
    Muito obrigada!
    Conheco pouquissimas pessoas que sao capazes de citar seus antepassados alem de avos ou bisavos, gracas a seu trabalho eu posso dizer daonde vieram os meus desde 1760. UAU!!!
    Mil beijos carinhosos

    Aninha
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A Familia Saboia (Saboya) Versão de Maio de 2011

  1. 1. Daniel Caetano de Figueiredo AFamilia Saboia (Esboço de Genealogia) 1760-2011 ISBN: 85-87906-18-6 Sobral – Ceará 29 de Maio de 2011
  2. 2. 2" Árvores seculares cobrem a região. Cedros, "Escreva sobre tua aldeia e descreverás o mundo" -aroeiras, pau darco, freijó, pau branco, oiticicas, (Tchecov)carnaubeiras, sabiás, umburanas, arapiracas,pereiros e muitas outras madeiras de lei formavamo rico tesouro de uma flora exuberante, quase "Pensar que o homem nasceu sem uma históriadespercebida hoje, protegendo o solo com a dentro de si próprio é uma doença. É absolutamentefrescura de suas sombras, entre as quais vagueavam anormal, porque o homem não nasceu da noite parainúmeros representantes da nossa fauna, como o dia. Nasceu num contexto histórico específico,sejam, onças, gatos maracajás, raposas, guaxinis, com qualidades históricas específicas e, portanto, sócapivaras, pacas, veados, caititus, macacos, cotias, é completo quando tem relações com essas coisas.e um sem número de aves de toda espécie como Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado,emas, seriemas, sericóias, papagaios, jacús, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos emaracanãs, araras, jandaias, periquitos, jaçanãs, etc, tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. Éalém de variados tipos de pássaros de lindas e o mesmo que mutilá-lo."variadas cores, como sejam cupidos, graúnas, CarlJungcorrupiões, canários, cabeças vermelhas ou galosde campina, sanhassús, bem-te-vís, pintassilgos,etc."(Dom José Tupinambá da Frota in História deSobral)"A Nação compõe-se dos mortos que a fundaram edos vivos que a mantêm" - (Ernesto Renan)"Depois dos pais que recebem o nosso primeirogrito, o solo pátrio recebe os nossos primeirospassos" - (Manuel de Macedo) A Excelência do amor fraternal
  3. 3. 3 Cântico dos degraus, de Davi Genealogia de Jesus Cristo 1 LIVRO da geração de Jesus 133 OH! quão bom e quão Cristo, filho de Davi, filho de suave é que os irmãos Abraão. vivam em união. 2 Abraão gerou a Isaque; e 2 É como o óleo precioso sobre a Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou acabeça, que desce sobre a barba, a Judá e seus irmãos; barba de Arão, e que desce à orla 3 E Judá gerou, de Tamar, a das suas vestes. Perez e a Zerá; e Perez gerou a 3 Como o orvalho de Hermom, e Esrom; e Esrom gerou a Arão;como o que desce sobre os montes 4 E Arão gerou a Aminadabe; e de Sião, porque ali o SENHOR Aminadabe gerou a Naassom; e ordena a bênção e a vida para Naassom gerou a Salmon; sempre . 5 E Salmom gerou, de Raabe, a ............ Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; 6 E Jessé gerou ao rei Davi, e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias. 7 E Salomão gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abias; e Abias Gerou a Asa; 8 E Asa gerou a Josafá; e Josafá gerou a Jorão; e Jorão gerou a Uzias; O Evangelho segundo Mateus 9 E Uzias gerou a Jotão; e Jotão
  4. 4. 4 gerou a Acaz; e Acaz gerou a catorze gerações; e desde a depor- Ezequias; tação para a Babilônia até Cristo, 10 E Ezequias gerou a Manassés; catorze gerações; e Manassés gerou a Amom; e ............... Amom gerou a Josias; 11 E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para Babilônia. 12 E, depois da deportação paraa Babilônia, Jeconias gerou a Sala- tiel; e Salatiel gerou a Zorobabel; 13 E Zorobabel gerou a Abiúde; e Abiúde gerou a Eliaquim; e Eliaquim gerou a Azor; 14 e Azor gerou a Sadoque; eSadoque gerou a Aquim; e Aquim Gerou a Eliúde; 15 E Eliúde gerou a Eleázar; e Eleázar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó; 16 E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo. 17 De sorte que todas as gera- ções , desde Abraão até Davi, sãocatorze gerações; e desde Davi até a deportação para a Babilônia,
  5. 5. 5 Provérbios PREFÁCIO24. Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla. Esta publicação é fruto de vinte e quatro anos de pesquisa. ..................... Ao chegar no Rio de Janeiro em 1972, quando ingressei no Colégio Naval(situado na cidade de Angra dos Reis), encontrei-me com várias pessoas que possuíam o sobrenome SABOIA ou SABOYA, que na realidade é a mesma família. Depois de alguma conversa, inevitavelmente acabávamos chegando a algum vínculo de parentesco. Percebí que quase todas possuíam suas origens em Sobral, o que levou-me a crer que, apesar de espalhada por este imenso País, a família SABOIA deveria ser única, e por isto os seus membros teriam um ancestral comum; o que me fez despertar o interesse em iniciar o Trabalho que ora dou por concluído. Assim, em 1986, em mesas de bares ou restaurantes, conversando com amigos ou parentes, no Rio de Janeiro, dei início ao meu Trabalho: comecei por rabiscar uma folha de papel, que depois se transformaram em duas, e com o passar do tempo e para a minha satisfação, eis que agora a quantidade de folhas já se apresenta mais volumosa.
  6. 6. 6Nesses vinte e quatro anos fui acumulando folhas e Suprimi alguns detalhes acerca da vida dasmais folhas, e, quando notei, possuia folhas pessoas citadas, é bem verdade. O que,suficientes em número para chegar a uma convenhamos, foi opção do Autor. Visei com istoconclusão, e, se possível, publicá-las. Organizei-as evitar o constrangimento dos descendentes daquelesinicialmente em um caderno e, em 1997, comecei a que poderiam ser, certamente, injustamentedigitá-las em um computador, nos meus tempos de maculados. Mesmo porque o objetivo de nossofolga como Professor do então Colégio Geo- trabalho não é este. Muitos já repousam em seusSobralense. leitos eternos e não é boa norma perturbar-lhes o Durante todo esse tempo, freqüentei bibliotecas sono; além do mais seria antiético detratar os que já- principalmente a da Universidade Estadual Vale se foram, pois a estes não é dado o direito elementardo Acaraú -, lí e relí livros e documentos, fui à de defesa. Aliás, para que citarmos certos fatos quecartórios, igrejas, passei noites insônes. Nada mais nada acrescentariam aos nossos propósitos, se estesfiz, contudo, do que procurar encaixar dados, fazem parte das fraquezas do ser humano? Osnomes de pessoas, datas de nascimento, antigos já afirmavam que errare humanum est.falecimento e casamento, da forma mais correta Louvemos e preservemos a Ética, pois.possível, buscando sempre e acima de tudo a É importante frisarmos que esse trabalhoverdade histórica, na qual procurei fundamentar certamente deve possuir algumas imperfeições -essas linhas. Visitei pessoas e com elas conversei; mesmo porque a Genealogia não é uma Ciênciaencontrei pessoas e a elas pedí informações, muitas Exata, a exemplo da Matemática ou da Física -,das quais importantes. imperfeições estas as quais de antemão compreendo, A espinha dorsal do livro que ora termino só foi aceito e as assumo; além do mais o Autor não épossível ser delineada a partir dos cinco volumes Genealogista, muito menos Historiador- considero-da CRONOLOGIA SOBRALENSE, do emérito me um principiante em tão nobre e profundohistoriador Cônego Francisco Sadoc de Araújo. assunto, a Genealogia-, assunto esse que é porNão fossem citados livros, esse trabalho nada mais demais vasto e complexo. Tenho certeza, contudo,seria que um acumulado de folhas dispersas. de que, em sua maior parte, esse trabalho apresenta- se correto.
  7. 7. 7 Aproveito a oportunidade para publicar DEDICO ESSE LIVROalgumas poesias de autoria de meu querido esaudoso pai, Cel. Caetano Figueiredo- que jamaisas publicou certamente por excesso desimplicidade e modéstia-, mas que sempre • a Deus , o Criador - Supremo Arquiteto doprocurou dar o melhor de sí para os filhos, no caso Universo- , que guiou, dirigiu e orientou as minhasestudo e educação moral adequada, contribuindo mãos na elaboração deste singelo trabalho;assim para que o Autor se considere, hoje, umhomem feliz. • a Caetano Saboia de Albuquerque Figueiredo , Agradeço antecipadamente as críticas meu querido pai e amigo insubstituível, queconstrutivas que receberei, pois assim poderei ensinou-me o amor às Letras, aos Números, àaprimorar, no futuro, o meu trabalho. Verdade e à Justiça ; Enfim, fiz o que pude. Quem puder, que o façamelhor. • à Ana Frieda e Caetano Neto , meus filhos queridos - eu diria a razão de meu viver - e motivadores de minha existência ; • à minhas irmãs Sara e Nazira ; • à Maria Veralucia Carneiro, minha esposa; • à Maria Luiza Ferreira, minha mãe; • a Ernesto Saboia de Figueiredo(i.m) , Maria Figueiredo Mendes (Ia)(i.m) , Antonina Figueiredo
  8. 8. 8Frota (Nena)(i.m) e José Albuquerque de • aos Contra-Almirantes Rodolfo Henrique deFigueiredo (Zéquinha)(i.m), meus tios; Saboia e Francisco Roberto Portela Deiana, companheiros de turma do Colégio Naval e da• a Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo(i.m) e Escola Naval (1972/1976).;Antônia Ernestina Saboia de Figueiredo(Totonha)(i.m), meus avós paternos; • a Guiomar Sabóia, Gonçalo Américo Sabóia, Maria Julia Palhano de Saboia (i.m) e ao Prof.• ao Coronel do Exército Fernando Antônio Francisco das Chagas Saboia(i.m.), que cederam-meFigueiredo Mendes(Jipe 42) e ao Capitão-de-Mar- gentilmente ricas informações acerca dos integrantese-Guerra Francisco José Passos Mota(Cidedé), da Família Saboia que tiveram suas origens emcompanheiros de mocidade e de vida militar; ao Independência, no Ceará;Médico Manoel Souza de Sabóia, meucompanheiro e amigo de infância desde os idos de • aos : Almirante Julio Saboya de Araújo Jorge,1965; Ministro da Marinha Henrique Saboia(i.m), Dr. Carlos Ernesto Saboia de Albuquerque(i.m.), José• ao Magnífico Reitor da U.V.A Professor Dr. Alberto Dias Lopes(Zealberto), Profa. BelarminaAntônio Colaço Martins, Saboia, Domingos Gérson de Saboia Amorim , Prof. Fernando Antônio Saboia Leitão, Profa. Lygia• ao ex- Reitor da U.V.A Deputado José Teodoro Maria Maurity Saboia, Profa. Teresa Maria FrotaSoares e Maria Norma Maia Soares; Haguette(i.m); Maurício Mascarenhas Sanford; Cláudia Saboya Graça de Figueiredo, Raquel• ao ex-Vice- Reitor da U.V.A Evaristo Linhares Saboia Rinaldi de Carvalho, Antonio Carlos AmaralLima e Maria Nilsa Brígido Linhares; Saboia(Tom Saboia), Médica Milena Rodrigues Coelho, Roberto Ferreira Saboya de Albuquerque,• A Dom José Tupinambá da Frota(i.m), pela obra Paulo Silva Figueiredo, Lourdinha Figueiredo,gigantesca que fez por nossa Terra Natal- Sobral; Ricardo Saboya de Albuquerque, Maestro José Wilson Brasil(i.m.), Nemo Saboya de Albuquerque,
  9. 9. 9Cláudia de Albuquerque Linhares, Carmita Saboia • a todos aqueles que me prestaram importantesde Albuquerque(i.m), Dulce Saboia de informações contidas nesse livro e de cujos nomesAlbuquerque Marcondes Ferraz(i.m), Frieda Saboia infelizmente não me recordo;de Albuquerque(i.m), Laura Kupac Saboya deAlbuquerque, Ildefonso de Holanda Cavalcante • ainda para:Neto, Arnaud de Holanda Cavalcante, FranciscoMarinho Vasconcelos Filho, José Roberto Saboia ex-Ministro da Marinha Henrique Saboia(i.m);de Mello e outros parentes e amigos cujos os Rosemarie Neves Saboia; Prof. Francisco Nazarenonomes não me vêm à mente, no momento, pelas Oliveira; Herbene Feijão Oliveira; Prof. Joséimportantes informações cedidas ao Autor, as quais Maximino Barreto (Mr. Barreto)(i.m); Simone Paulamuito contribuíram para o aprimoramento desse Pessoa Barreto; Doremberg Sá ; Dr. Pedro Olivartrabalho; Sousa Magalhães; Coronel Manoel Felizardo de Paula Pessoa Mendes(i.m); José Piragibe Figueiredo• a Evaristo Linhares Lima Filho, Rosilene Aguiar Mendes(Pira); Paulo César Figueiredo Mendes;Bezerra e Evaristo Linhares Lima Neto; Emanuel Felizardo Figueiredo Mendes; Vice- Almirante Júlio Saboia de Araújo Jorge; Dr. José• Genealogistas Cônego Francisco Sadoc de Figueira Saboia de Albuquerque (Figueirinha)(i.m);Araújo(Autor de Cronologia Sobralense), Francisco Frieda Saboia de Albuquerque(i.m); Lygia Saboiade Assis Arruda Vasconcelos(Autor de Genealogia Castello Branco; Juiz de Direito José OlavoSobralense), Francisco Augusto (Autor de Rodrigues Frota(i.m); Desembargador João ByronGenealogia Cearense) e Luiz Alberto da Costa Figueiredo Frota; Dentista Silvio GeraldoFernandes(Dom Beto), Genealogista do Rio de Figueiredo Frota(i.m); Antônio FigueiredoJaneiro (Paquetá), autor de importantes Trabalhos Frota(i.m.); José Figueiredo de Paula Pessoa (Zéde Genealogia; Figueiredo)(i.m); Professora Maria Laís Souza de Paula Pessoa; Sérgio Ricardo de Oliveira; Cláudia Beatriz de Oliveira; Luis Carlos Souza de Paula Pessoa; Professora Miriam Maia Goersch(i.m);
  10. 10. 10Aurineide Vieira Martins; Professor Antonio Ilton Forte; Dr. Luis D’Assenção Moraes de Aquino Jr.;Martins; Professor Francisco Wellington Ximenes Prof. Rômulo Carlos de Aguiar; Prof. Joaquimde Menezes; Professora Maria José de Araújo Mariano Neto; Areolina Lima Aguiar (Areó); Prof.(Mazé); Professor Edson Andrade; Professora Modesto Siebra Coelho; Aurélio Cavalcante daEliane Damasceno, Thales Andrade; Albetiza Ponte; Maria do Socorro Ponte; Victor SamuelAguiar Figueiredo; ex-Presidente do TCM Ernesto Cavalcante da Ponte; Dr. João Conrado CavalcanteSaboia de Figueiredo Jr.; Engenheiro Civil Antônio da Ponte; José Cavalcante da Ponte (Zèzinho);Figueiredo Neto (Toni ); Maria Inês Figueiredo; Aurélio Cavalcante da Ponte Filho (Aurelinho);Sandra Figueiredo; Psicóloga Silvana Maria Aguiar Sávio Cavalcante da Ponte (Savinho) e irmãos;de Figueiredo; Jornalista Joyce Figueiredo(Joyce Engenheiro Francisco Figueiredo de PaulaCavalccante); Cel. Aviador Carlos Ancillon Pessoa(Kiko),; Prof. Ms. Petrônio Emanuel TimbóCavalcanti, José Borges de Almeida Monte (Zé Braga; Prof. Petrônio Pinheiro(P.P); José FranciscoMonte)(i.m); Dr. Massillon Saboia de do Nascimento ( Zé Piru ); Engenheiro FábioAlbuquerque(i.m); Engenheiro Civil Carlos Ernesto Marinho Figueira de Saboia(i.m); Maria de LourdesSaboia de Albuquerque(i.m); Leonor Coelho Sousa Saboia(i.m); Médico Manoel Marinho SousaSaboia de Albuquerque; Maria Lúcia Coelho de Saboia ; Engenheiro Civil Gilberto de SousaSaboia(i.m); Rogério Coelho Saboia de Saboia; José de Sousa Saboia(Zèzinho); ContadorAlbuquerque; Leonardo Coelho Saboia de Artur de Sousa Saboia; Marlene de Sousa Saboia;Albuquerque; Ernesto Deocleciano Coelho Saboia; Francisco Chucha Sousa Saboia; Raimunda NonataJosé Carlos Coelho Saboia(i.m); Massillon Coelho de Sousa Saboia; Dentista Maria de Fátima SousaSaboia de Albuquerque; Lucilia Coelho Saboia; Saboia; Engenheiro Civil Plinio Pompeu de SaboiaRobert Colraine Barclay; Leonor Coelho Magalhães(i.m); Maria da Soledade SaboiaSaboia(Leonorzinha); Diogo Araújo; Lourdes (Mariinha)(i.m); José Saboia Neto(i.m) , MoacirFigueiredo Araújo(Lourdinha); Eduardo Figueiredo Mendes Saboia (Moca); Plinio Pompeu de SaboiaAraújo; Cristina Figueiredo Araújo; Paula Magalhães Neto (Plininho); Cristiane Souza;Figueiredo Araújo; João Antônio Soares Quinderé Senadora Patricia Lúcia Saboia Ferreira Gomes;Moura(i.m.)(Totonho); Carlos Alberto Mendes Engenheiro Gilberto Saboia Pompeu(i.m); Carlos
  11. 11. 11Henrique Saboia Pompeu; Dr. Hortmann; Dona Linhares; Advogado Sérgio Linhares; José FabiãoVita; Heuser Hortmannn; Jandira Aragão; Vasconcelos Neto; Klaus Dieter; Gilbert Dieter;Ildefonso de Holanda Cavalcante(i.m); Arnaud Corretor Paulo Graco; Sônia Saboia; Cícero (BethCavalcante; Advogado João Barbosa de Paula Lanches); Professor Francisco Rodrigues da Silva;Pessoa Cavalcante e irmãos; Professor Almino Professor Carlos Humberto de Sousa Andrade( Prof.Rocha Filho; Carlos Janes; Pudenciana Saboia Pepe)(i.m); Professor Francisco Sampaio Sales;Alverne (Nasinha)(i.m); Professora Glória Giovana Professor Delano Klinger Alves de Sousa;;Saboia Mont’Alverne Girão; Hilton Girão(i.m); Professor Adenilson Arcanjo de Moura; ProfessorMarta Saboia; Gilberto Napoleão Parente e Silva; José Hamilton Máximo de Almeida; Professor JoséElsie Saboia Barreto; Martônio Barreto Lima(i.m); Stálio Rodrigues dos Santos; Professor MarcusDr. Paulo César Saboia MontAlverne; Roberto Fábio Lima Ferreira(Bonet); Professor Arry RochaVieira dos Santos; Charles Chan; Dr. Carlos de Oliveira(i.m); Ary Rocha de Oliveira;ProfessorEduardo Tomé de Saboia(i.m); Jenni Araújo(i.m); Eduardo Mesquita; Totonha(UVA); Maria Lúcia dePaulo Araújo Saboia; Ligia Saboia; Arlinda Saboia; Oliveira Arruda; Liduíno Sá; Da Lineda Fialho;José da Costa Monte; Carmita Saboia de motorista Facilita -da UVA; Felipe (Bar do Felipe);Albuquerque Fiúza(i.m); Dulce Marcondes Ferraz; Tadeu Alves Medeiros; Professor Francisco LucianoFrancisco Fiuza; ex-Prefeito de Sobral José Feijão; Professora Liduína Feijão; Professor DimasEuclides Ferreira Gomes Junior(i.m); ex- Morais; Professor Carpinelli; Professor José DimasGovernador e Ministro de Estado Ciro Ferreira de Carvalho Muniz; Professor Franco Feitosa;Gomes; Prefeito Cid Ferreira Gomes; Ivo Ferreira Professora Valéria (Química-UVA) ;ProfessoraGomes; Víviam Trajano; Cesário Barreto Miriam Maia Goerch(i.m.); Farmacêutico RodolfoLima(i.m); Joaquim Barreto Lima(i.m); Ricardo Basílio; Farmacêutico Edwar Paulino Dias; MédicoBarreto Dias; ex-Prefeito de Sobral; ex-Prefeito de Tadeu Dias Xerez; Médico Aloisio Ribeiro daSobral Jerônimo Medeiros Prado(i.m); Marcos da Ponte; José Osmar de Albuquerque Filho;Cruz; Médico Vicente Cristino de Menezes Neto; Comerciante Raimundo Deocleciano FrotaJosé Maria Linhares; Analdira Linhares(i.m); (Deoclécio); Comerciante Néris Frota; ProfessorEngenheiro Luciano Linhares; Professor Haroldo Edgar de Albuquerque Neto; Professora. Nitinha;
  12. 12. 12Professora Neusita Tabosa; Benedito Lopes(Bené); José Pessoa Rodrigues dos Santos(dr. Pessoa, ChefeProfessor Luis Carlos de Mesquita e demais do Hemoce/Sobral); Irismar Peter(funcionária doprofessores do Colégio Sobralense; Almirante GEO); Elizabeth Andrade (Tia Bethu); HindenburgPaulo Bonoso Duarte Pinto(i.m); Almirante Heitor Aguiar(i.m); Comerciante João Maia(Camocim);Alves Barreira Júnior; Almirante (FN) Paulo João Sales (Bar Antárctica)(i.m); Ronaldo LeiteFrederico Soriano Dobbin; Comandante Carlos (amigo de infância); Vileimar Carneiro(i.m); MoacirAugusto da Silva Figueira(i.m); Professor Ednardo Feijão(i.m); Chagas, do Exército- Ordenança eSilveira; Professor Gabriel (Biel); Jornalista Maria companheiro de luta de meu pai CaetanoInês Pires de Saboia(i.m); Padre Domingos Figueiredo; Prof. Benedito Aguiar; Prof. ManoelitoGusmão de Saboia(i.m); Contador Lourival Peixoto(i.m); Margarida Damasceno Peixoto; LuísGadelha Jr.; Professor Marco Aurélio de Patrício Nélson Damasceno; Nádja Damasceno; MichaelRibeiro; Cel. Adyr da Silva Sampaio; Cel. José Damasceno; Francisco César Damasceno Peixoto;Nunes de Melo; Cel. Carlos Alfredo Teixeira Ana; Leonardo; José Manoelito Damasceno; Rosa;Mendes de Carvalho(i.m); Prof. José Amorim de Ivna; Maria Jehovanda Damasceno; Francisco deSousa; Dr. João Ribeiro Ramos(i.m); Dr. Francisco Assis Damasceno Peixoto; Eveline; JerônimoAntonio Tomás Ribeiro Ramos; Profa. Teresa Edgardo Damasceno Peixoto; Maria EdgardinaRamos Fonteles(Tia Teka); Dr. Afrânio Fonteles; Damasceno Peixoto; Maria Ruthênia DamscenoDr. Aloísio Ribeiro da Ponte; Dr. Vicente Abdias Peixoto; Maria Samária Damasceno Peixoto;Fernandes; Dr. Jurandir Pontes Carvalho Filho; Dr. Francisco Nélson Almeida Damasceno(ChicoDomingos Barros de Melo Neto; Dr. Francisco Nélson)(i.m); Robério Damasceno(i.m); EduardoPlácido Nogueira Arcanjo; Dra. Christianne Damasceno(i.m); Edgard Alves Damasceno;Taumaturgo; Francisco Pais; Luis Augusto Lima Enfermeiro Inácio(i.m); Motorista de Praça Cita;Vieira da Rocha; Antonio Augusto Seabra Baptista; Motorista de Praça Bibiu(i.m); RaimundoRaimundo Nonato Pimentel Gomes(i.m); Jacira Sales(Dico)(i.m); Paulo do Dico(i.m.); VicentePimentel; José Mário Pimentel Gomes; Ebe Saboia de Albuquerque Filho(i.m); Anastácia (Pimentel Luz; Valdenísio Luz; José Euclides Uva); José Arteiro Quinto( Dr. Pirrita); SeuPimentel Gomes; Tonico Figueiredo(i.m); Médico Zèquinha Martins(i.m); Jocely Dantas Filho;
  13. 13. 13Médico Ewerton Mendes Mont’Alverne(i.m); de Carvalho; Professora. Maria da Paz RodriguesMédico José Mendes Mont’Alverne(i.m); Padre. Veras(Paizinha); Professora. Juvenisia MariaJoão Mendes Lira (Padre Lira)(i.m.); Padre. José Brandão Mendes(Tia Jujú); Professora. Lilian deLinhares(Padre Zé); Padre. Osvaldo Chaves; Castro Neves; Professora Joanita RodriguesMédico Manoel Nobre; Médica Christianne Albuquerque; Profa. Edna de Oliveira Frota; Prof.Taumaturgo; José Silvestre Cavalcante Coelho( Dr. Giovanni Barros Gama; Dr. Tomáz CorreaZèquinha Silvestre)(i.m); Alcides Andrade(Alcides Aragão(i.m); Fernando Aragão(filho do Dr.Bôto)(i.m); Miguel Deroci Carneiro(i.m) e família; Thomaz)(i.m); Professora Minerva Sanford;Francisco Antonio Andrade; Régis Ferreira Professor Joahannes Peter Van Ool (Prof. Pedro);Gomes(Régis Khan)(i.m); Eng. José Gerardo Padre José Palhano de Saboia(i.m); ProfessorArruda; Profa. Agnes Barbosa Peter; Rômulo Antonio de Saboia Barros(i.m);Maria de LourdesCarlos de Aguiar; Profa. Ana Angélica Mendes Saboia; Marcos da Cruz; Libia Saboia;Albuquerque; Profa. Célia Maria Gomes Bezerra; Ariosto(UVA)(i.m); Antonio Luiz Saboia Alcanfôr;Geovana Maria Fonteles Sampaio; Profa. Maria do Gonçalo Saboia Roberto; Mara; Antônio de SaboiaCarmo Cândido de Sousa; Maria do Socorro da Roberto; Antônio Ivamar Saboia dos Reis; JoséPonte Feijão; Profa. Maria de Fátima Ponte Vieira Pires de Saboia(Sr. Pires)(i.m) e filhos; JôiroRibeiro; Profa. Melina Ponte Ximenes; Profa. Gomes da Silva; Liduíno Sá; Prof. SalmitoMaria Goretti Tavares Pereira Felipe; Profa. Campos(UVA); Professor Tupinambá Linhares eGermana Maria Cândido; Profa. Maria Neyly de Alaíde; Profa. Eliete(Colégio Estadual); Prof. CarlosQueiroz Ponte; Profa. Rosa Virginia do Vale Lima; Eduardo Mesquita; Pe. Martins de Medeiros;Profa. Vanderly Gomes Ximenes; Profa. Sandra Solange Moura Netto; Capitão-de-Mar-e-GuerraMaria Donato; Profa. Benedita Muniz Gomes; (E.N)Francisco Roberto Portella Deiana; Dr. JoãoProfa. Sandra Maria Cândido; Profa. Suelane Barbosa Pires de Paula Pessoa;Joab Aragão; HelenaGadelha; Sgt.(P.M) Waumirtes; Sd(P.M.) Acácio; Mara; Joãozinho Feitosa; Caetano Thyene; SolangeProfessora. Ene Mendes de Medeiros; Professora. Saboia; Maurício Mascarenhas Sanford; Prof. EdvarAna Cristina Gomes de Sousa; Professora. Marly Costa; Germano Leôncio, funcionário daCosta Farias; Professora. Maria do Carmo Cunha Coordenação de Matemática da Uva, Jorge Luiz
  14. 14. 14Aita Guimarães(i.m.); Arthur LopesNogueira(i.m.); Emílson Barbosa Alves(i.m.); • os que se foram desta vida e hoje em dia nosNelson Ferreira Filho (i.m); Frederico José inspiram o sentimento profundo da saudade;Cavalcanti de Oliveira e Silva(i.m.); JorgeCavalcante Paes(i.m.); Guilherme de Albuquerque • os estudiosos e genealogistas Cônego FranciscoConde(i.m.); Antonio Celso Pimentel DAvila Sadoc de Araújo, Assis Arruda, Barão deKauffmann(i.m.); Nilter Uchoa Vasconcelos(i.m.); Studart(i.m), Mário Linhares(i.m), MonsenhorFernando Aragão(i.m.), filho do Dr. Tomás Fortunato Alves Linhares(i.m), Zaqueu de AlmeidaAragão, Garçon Dodô, Gilberto Napoleão Parente e Braga, Ismar de Melo Torres, Mons. VicenteSilva, Dermeval(do Bar de mesmo nome). Martins(i.m) e muitos outros cujos trabalhos foram fundamentais para a conclusão desse livro;• meus companheiros das turmas do Colégio Dr. • Finalmente , dedico esse livro a todos osRibeiro Ramos(1965/67), Colégio Militar de estudiosos do assunto, aos bem intencionados e aFortaleza (l968/1971 ), Colégio Naval ( l972 VOCÊ, que o lê agora./1973), Escola Naval (l974/1976) e EngenhariaCivil ( Unifor , l978/1982 ) ;• os Oficiais e Praças do Exército Brasileiro e daMarinha de Guerra com os quais tive a honra deservir à nossa Pátria;• minhas queridas Professoras do Curso Primárioda Escola Dr. João Ribeiro Ramos : Da. CarolinaCavalcante, Da. Luana Rangel Borges(i.m.) e Da.Arminda, a quem muito devo do pouco que hojeem dia sei ;
  15. 15. 15• AS PRIMEIRAS VILAS DO CEARÁ • NOMES ANTIGOS DE ALGUMAS CIDADES DO CEARÁ1.a Aquirás - 25 de janeiro de 1700.2.a Fortaleza- 13 de abril de 1726. Acaraú – Porto dos Barcos do Acaraú, Barra do3.a Icó - 04 de maio de 1738. Acaraú, Oficinas, Acaracu.4.a Aracati - 10 de fevereiro de 1748. Alcântaras - Sítio São José, São José dos Alcântaras.5.a Monte Novo - 14 de abril de 1764. Barbalha- Salamanca, Cetama.6.a Crato - 29 de junho de 1764. Bela Cruz- Alto da Genuveva, Santa Cruz.7.a Sobral - 05 de Julho de 1773. Brejo- Brejo de Anapurus.8.a Granja - 27 de junho de 1776. Capistrano - Riachão, Capistrano de Abreu.9.a Quixeramobim - 13 de junho de 1789. Carnaubal – Carnaubal dos Estorgios.*Dados da História da Província do Chaval- Ibuaçu.Ceará.(Conforme Ismar de Melo Torres, in Cariré- Lagoa do Mato.GENEAGRAFIA E HISTÓRICO DE CRATEÚS.) Coreaú- Várzea Grande, Palma. Crateús- Piranhas, Príncipe Imperial. Crato- Missão do Miranda, Aldeia do Brejo, Vila Real do Crato. Granja- Macaboqueira. Ibiapina- São Pedro de Ibiapina. Iguatú - Telha.
  16. 16. 16Ipu- Vila Nova do Ipu Grande. Santana do Acarau- Olho d’Água, Curral Velho,Irauçuba- Cacimba do Meio. Licânia, Santana.Itapagé- Riacho do Fogo, São Francisco de Santa Quitéria- fazenda Cascavel.Uruburetama. São Benedito- São Benedito da Ibiapaba.Itapipoca- Imperatriz. São Gonçalo do Amarante- Anacetaba.Jaguaretama – Riacho do Sangue, Frade. Sobral- Caiçara, Vila Distinta e Real de Sobral,Lavras de Mangabeira- Mangabeira, Lavras,São Fidelíssima Cidade Januária do Acaraú.Vicente Ferrer, São Gonçalo das Lavras. Tauá - São José do Príncipe, São João do PríncipeLimoeiro do Norte - Limoeiro. dos InhamunsMarco- Marco, São Manoel de Marco. Tianguá- Chapadinha, Barrocão.Martinópole- Córrego da Angica. Ubajara- Jacaré.Massapê- Massapê, Serra Verde. Uruburetama- Sítio Arraial, Vila de São João deMilagres- Povoação Nossa Sra. dos Milagres, Vila Uruburetama, Arraial.dos Milagres. Viçosa- Vila Viçosa Real,Ibiapaba, Viçosa doMombaça- Maria Pereira. Ceará.Moraújo - Pedrinhas.Morrinhos- Alto das Flores, Morrinho Alto das *Conforme o Pe. e Historiador João Mendes Lira,Flores. em SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIANova Russas- Curtume. ECLESIÁSTICA E POLÍTICA DO CEARÁ, 1984,Palmácia- Arraial das Palmeiras, Palmácea. Rio de Janeiro.Paracuru - Alto Alegre do Parazinho.Pentecostes- Barra da Conceição. Acrescentamos, ainda:Reriutaba- Santa Cruz, Santa Cruz do Norte.Russas - Russas, São Bernardo do Governador, São Jucás - Vila de São Mateus.Bernardo de Russas. Boa Viagem - Povoação de Cavalo Morto.Saboeiro- Santa Cruz, Caracará(Carcará). Independência - Pelo Sinal. Groaíras - Riacho dos Guimarães.
  17. 17. 17Barroquinha - Paço Imperial.Paracurú - Vila de Alto Alegre.Apuiarés - Jacú.Caucaia - Soure.Meruoca - Beruoca. • NOMES ATUAIS DE ANTIGAS RUAS EMassapê - Vila Verdade. PRAÇAS DE SOBRAL*A maioria destas últimas informações foramtransmitidas ao Autor pelo Prof. UniversitárioAlmino Rocha Filho. Rua Domingos Olímpio - R. Marquês de Herval, Rua da Aurora, R. Desembargador Moreira da Rocha. Rua Cel. Ernesto Deocleciano - Rua Nova do Rosário, Rua do Campelo. Av. Dr. Guarany - Rua da Cruz das Almas, Boulevard Dom Pedro II. Av. Dom José - Rua da Vitória, Rua Senador Paula. Rua Diogo Gomes - Rua dos Cocos. Rua Pe. Fialho - Rua Nossa Senhora do Bom Parto, Rua Santo Antônio. Praça Senador Figueira - Praça da Fortaleza, Praça Dr. João Tomé. Praça Dr. José Saboia - Praça Barão do Rio Branco, Praça do Mercado, Praça da Coluna da Hora. Rua Oriano Mendes - Rua do Oriente. Rua Deolindo Barreto - Rua Maestro José Pedro. Rua Conselheiro Rodrigues Júnior - Rua da Gangorra.
  18. 18. 18Rua Cel. José Saboia - Rua Velha do Rosário.Praça Samuel Gomes da Ponte - Praça João Pessoa.Rua Cel Joaquim Ribeiro - Rua do Cisco, Rua daPalma.R. Conselheiro José Júlio - Rua Augusta, Rua • VELHOS NOMES DE RUAS DE FORTALEZAJacinto Tercio Gondim.Rua das Dores - Rua do Rio.Rua do Menino Deus - Rua Grande, Rua da Penha, Em seu interessante livro “História Abreviada deRua do Negócio. FORTALEZA e Crônicas sobre a CidadePraça da Várzea - Rua Campina da Jurema. Amada”(UFC-Fortaleza-1998), Mozart SorianoPraça Duque de Caxias - Praça Imperial, Aderaldo escreve:conhecida comoPraça do Siebra, Praça do Bosque. “A pedido do então Prefeito de Fortaleza,Praça Professor Arruda - Praça da Boa Vista, organizei há tempos lista de antigos nomes de ruasPracinha do Amor. da capital cearense,....(....)...”. Cito abaixo, naPraça General Tibúrcio - Praça da Meruoca. íntegra, alguns destes nomes: Av. Pessoa Anta – parte da antiga Rua da Praia. Av. Monsenhor Tabosa - antiga Rua do Seminário. Rua Tenente Benévolo – Antiga Travessa da Conceição (Igreja da Prainha). Rua Pereira Filgueiras – antiga Rua do Paço(Palácio do Bispo). Rua Costa Barros – antiga Rua da Aurora e Rua do Sol. Av. Santos Dumont – antiga Rua do Colégio(da Imaculada), Gustavo Sampaio e boulevard Nogueira Acioly. Rua Pinto Madeira – antiga Rua do Córrego (Pajeú)
  19. 19. 19e da Cavalaria (sediada no prédio, depois Rua Pedro Borges – (da Praça do Ferreira à Ruareformado, em que se instalou parte da Escola de Conde d’Eu) – antiga Rua do Cajueiro.Administração). Rua Sólon Pinheiro – antiga Rua da Trindade.Travessa Baturité – antiga Travessa da Escadinha. Rua Floriano Peixoto (até a Praça do Ferreira) –Rua Boris – antiga Rua da Praia. antiga Rua das Belas, da Pitombeira e da Boa Vista.Rua 25 de Março – antiga Rua do Outeiro (bairro) Rua Floriano Peixoto ( a partir da Praça do Ferreira)e do Pajeú (riacho). – antiga Rua da Alegria.Avenida Dom Manuel – antigo boulevard da Rua Major Facundo ( até a Praça do Ferreira) –Conceição(Igreja da Prainha) e Av. D. Luís. antiga Rua Nova Del Rei e Rua da Palma.Rua J. da Penha – antiga Rua da Soledade. Rua Major Facundo ( a partir da Praça do Ferreira) –Rua Nogueira Acioly – antiga Rua da Aldeota. antiga Rua do Fogo (que pode sugerir luta e tambémRua Castro e Silva – antiga Travessa das Flores e sujeira ou lixo da cidade ali queimado, bem comoRua Manuel Bezerra. casas de palha incendiadas).Rua Visconde de Saboia – antiga Travessa da Rua Barão do Rio Branco – antiga Rua Nova,Cacimba(no leito do Pajeú) e parte da Rua da Formosa, Dom Luís e Paes de Carvalho.Assembléia. Av. Tristão Gonçalves – antiga Rua da Lagoinha, 14Av. Duque de Caxias – antigo boulevard do de Maio e Trilho de Ferro(por ali passavam,Livramento(em razão da igreja, antiga do primitivamente, os trilhos da R.V.C. em demanda deLivramento e hoje do Carmo). Parangaba e do interior do Estado). Av. da Universidade – antiga Rua do Benfica e Av....(...) Dividido em dois este artigo, porque em Visconde de Cauípe.publicações este espaço também é vital, volvamos Praça da Sé – antiga Praça do Conselho( deà relação dos velhos nomes de nossa cidade: Vereadores), onde se achava o prélio, hojeRua Conde d’Eu – antiga Rua dos Mercadores, de desaparecido, em que se reunia o chamado SenadoBaixo, do Riacho (Pajeú) e da Matriz(então da Câmara.existente no lugar da Catedral).
  20. 20. 20Praça Cristo Redentor – antiga Praça da Conceição avultou Padre Mororó, Azevedo Bolão, Carapinima,( em alusão à igreja da Conceição da Prainha ou do Ibiapina e Pessoa Anta.Seminário). Praça General Tibúrcio – antigo Largo do Palácio (Praça Figueira de Melo – antiga Praça do Colégio ( do Governo).da Imaculada). Findemos esta crônica enfatizando o antigoPraça José de Alencar – antiga Praça do Patrocínio costume de se dar o mesmo nome a uma rua e a uma( em referência à igreja em sua frente construída)m travessa que se cruzavam, de que são exemplos oe Marquês de Herval. caso da Rua da Alegria(Floriano Peixoto, depois daPraça da Bandeira – antiga Praça do Asilo ( o Praça do Ferreira) com a Travessa da Alegria (Ruaprédio do atual Colégio Militar foi construído para Pedro I), e o da Rua São Luis (Rodrigues Junior)nele funcionar um abrigo a desvalidos) e Benjamim com a Travessa São Luís (Franklin Távora) etc. OConstant popularmente do Cristo Rei ( em razão da historiador, para evitar equívocos, há de estar atentoigreja construída em sua frente na década de 1930). a esses dados”Praça do Ferreira – antiga Feira Nova. Seu nomeatual é justíssima homenagem ao maior dosPrefeitos da cidade, com botica(farmácia) no localdo prédio onde depois se instalou a loja menor daschamadas lojas 4.400 (atual no. 566 da Rua MajorFacundo). Depois passou a abrigar a lojaRiachuelo.Praça dos Mártires – antigo Largo do Paiol (depólvora), então existente no seu canto noroeste.Ajardinado, foi o freqüentadíssimo PasseioPúblico, de gloriosas tradições cívicas e sociais.Sua denominação oficial é homenagem aosmártires da Revolução de 1824, entre os quais
  21. 21. 21 trocado para Farias Brito, porém ninguém aceitou a mudança e o bairro continua a ser conhecido como Otávio Bonfim. Prainha é o nome correto da área • AINDA SOBRE FORTALEZA antiga onde agora está o Centro Dragão do Mar e que o povo, por falta de informação chama Praia de Iracema. Incorreto: a Praia de Iracema é mais adiante. A parte alta daquele pequeno bairro, onde O Jornalista Marciano Lopes publicou está a Praça Cristo Redentor era o Outeiro dainteressante artigo no Jornal Diário do Nordeste de Prainha.8 de outubro de 2000 em sua Coluna “Tirada do Cercado do Zé Padre é aquele conglomerado,Baú”. arremedo de favela, entre as avenidas Duque de Com o título “Bairros de Fortaleza”, ele Caxias e Bezerra de Menezes, logo após a Praça Sãoescreveu: Sebastião. Parque Americano era uma pequena área“Alguns bairros de Fortaleza, que tinham nomes entre a Rua Padre Valdevino e o bairro da Piedade.diferentes, em décadas passadas: Parangaba era O nome surgiu devido a existência ali, de um parqueArronches, Pirocaia era o nome do atual Montese, de diversões, instalado pelo dono do famoso BarCarlito Pamplona era Brasil Oiticica, Açude João Americano. Marcou época mas hoje só existe naLopes era como se chamava o atual Morro do memória dos mais velhos.”Ouro. São Gerardo era Alagadiço, Antônio Bezerraera Barro Vermelho, a Praia de Iracema era Praia O mesmo autor, no Caderno “Gente”, também dodo Peixe. Aldeota era Outeiro e, também Aldeiota. Diário do Nordeste, com data de 7 de setembro deDionísio Torres era Estância, Castelão era Mata 2008, tece interessante comentário acerca do que eraGalinha e Parquelândia ocupa a área que antes era o Centro de Fortaleza.do Campo do Pio e do Coqueirinho. Em sua Coluna “Tirada do Baú”, com o título “O Alto da Balança era o nome original da atual Centro que não é mais”, ele escreve:Aerolândia e o Lagamar agora é Tancredo Neves.Caso peculiar: o antigo Otávio Bonfim teve o nome
  22. 22. 22“ A segunda parte de minha infância, a grandes lojas escureciam suas vitrines, cafés eadolescência e até cerca dos 23 anos, residi no sorveterias fechavam e o local ia, gradativamente, seCentro de Fortaleza, salvo dois curtos períodos de esvaziando, ficando silencioso, o único ruído ficavamenos de um ano, cada, em que morei em duas por conta das batidas do relógio da coluna da Praçacidades do interior do Pará e em São Luís do do Ferreira. Muita gente dispensava os coletivos,Maranhão, em épocas distintas. Posteriormente, preferiam caminhar até em casa, no Benfica, naapós ausência de seis anos, quando estive Jacarecanga, no Joaquim Távora, na Aldeota, natrabalhando em várias capitais do Nordeste e, Praia de Iracema. E faziam esses percursos semtambém, no Rio de Janeiro, ao retornar, também medo de qualquer ocorrência negativa, de assaltos,optei pelo Centro e só depois, face ao meu trabalho, de encontrar gente perigosa.morei na orla e depois na Aldeota, onde ainda me Mas tudo mudou e, nos dias que correm, o Centroencontro. Naqueles tempos, o Centro era tudo: de Fortaleza, a partir do momento em que oresidência das classes alta e média, ali estavam os comércio cerra as portas, se transforma em lugar doshotéis, os cinemas, o comércio lojista, os bancos, as mais perigosos, habitat de bandidos dos maissorveterias, bares e cafés, as livrarias, até as variados tipos, impraticável para a permanência dechamadas “pensões alegres” que, a partir das dez pessoas de bem. Há razões para isso. Ali nãoda noite, transformavam o Centro numa animada existem mais cinemas, nem hotéis, as lojas já nãofesta de luzes, de músicas, de ritmos, de mulheres ostentam as obras de arte que eram suas vitrines, nãocom decotes exagerados, maquilagens idem, há mais restaurantes, bares, cafés, sorveterias, nadasapatos muito altos e olhares cheios de malícia. E que sirva de atrativo para as famílias. Tudohomens sedentos por cerveja e famintos de sexo. sucumbiu, tudo acabou. Ou, mudou de endereço,Naqueles idos, os bairros eram essencialmente foram ocupar espaços menos perigosos, maisresidenciais. humanos, mais civilizados.No Centro, o movimento se estendia até a hora em Não exagero quando afirmo que o Centro de nossaque os bondes e os ônibus faziam a última viagem cidade está transformado num antro perigoso. Possodo dia, isso após as últimas sessões dos cinemas: afirmar, com certeza, que já faz mais de três anosDiogo, Moderno, Majestic. Era a hora em que as que não vou ao Centro, o meu “point” preferido
  23. 23. 23onde ia todas as tardes. (continua no próximodomingo).” • OS MENINOS" IMPERADORES "DE SOBRAL O historiador Alberto Amaral escreveu em sua excelente obra Para a História de Sobral, hoje rarissimamente encontrada : "É de 1918 o último "Imperador", extinguindo- se uma tradição que em Sobral provinha da primeira metade do século passado. Consistia na escolha anual, por sorteio, de um menino que presidia simbolicamente as festividades do Divino Espírito Santo. Esta escolha, firmada no critério de recair sobre uma criança cujos pais se credenciavam à consideração dos paroquianos, excluia por outro lado a possibilidade de contemplar mais de um filho do mesmo casal. No primeiro dia da novena de junho consagrada ao Divino Espírito Santo, tinha lugar na Matriz a entronização do “Imperador”, que, cingindo à testa sua famosa coroa, empunhava garbosamente o cetro. Era assim paramentado que ele, concluída a cerimônia na Igreja, voltava em cortejo à casa paterna, dando início às danças, que em alguns casos se repetiam todas as noite do período novenal.
  24. 24. 24 No dia seguinte ao da derrradeira novena, 1857 - Emílio, filho do Major Manoel Francisco dedomingo do Espírito Santo, após a missa, realizava- Morais.se o sorteio do “Imperador” para o ano seguinte. 1858 - José, filho do Capitão Galdino Alves(...) A relação nominal dos “Imperadores”, de 1847 Cavalcante.a 1918, que abaixo transcrevo, foi gentilmente 1859 -Alfredo, filho do Capitão Manoel Marinhoenviada a meu pedido por S. Exa Revma. D. José Lopes de Andrade.Tupinambá da Frota.(...). 1860 - Petronilho, filho do Major Trajano José Relação dos meninos “Imperadores” e dos seus Cavalcante.pais, a contar do ano em que chegou à freguesia de 1861 - João, filho do Major Frederico RodriguesSobral o Vigário Francisco Jorge de Sousa. Pimentel.1847 - Rufino, filho do Cel. Rufino Furtado de 1862 - Candido, filho do Comendador João MendesMendonça. da Rocha.1848 - José, filho do Maj. Miguel Francisco do 1863 - João, filho do Dr. João Felipe Bandeira deMonte. Melo.1849 - Francisco, filho do Maj. Joaquim Lopes dos 1864 - não houve.Santos. 1865 - Diogo, filho do Cel. Diogo Gomes Parente.1850 - Estevão, filho do Capitão Cesário Ferreira 1866 - Thomaz, filho do Dr. Vicente Alves de Paulada Costa. Pessoa.1851 - João, filho do Major João Antonio 1867 - Felinto, filho do Capitão Antonio RaymundoCavalcante. Cavalcante.1852 - não houve. 1868 -Pedro, filho do Coronel José Gomes1853 - João, filho do Cel. João Thomé da Silva. Rodrigues de Albuquerque.1854 - Vicente, filho do Major Sancho Ferreira 1869 - Vicente, filho do Major Vicente SeverinoGomes. Duarte.1855 - não houve. 1870 - Cesario, filho do Capitão Cesario Ferreira1856 - Joaquim, filho do Cel. Joaquim Lourenço Gomes.Franca.
  25. 25. 251871 - Vicente, filho do Coronel Francisco Alves 1884 - Eurico, filho do Dr. João Francisco doda Fonseca. Monte.1872 - Francisco, filho do Conselheiro Antonio 1885 - José, filho do Cel. José Figueira de Saboia eJoaquim Rodrigues Junior. Silva.1873 - João, filho do do Ten. Cel. Antonio Regino 1886 - José, filho do Sr. Manoel Arthur da Frota.do Amaral. 1887 - Luiz, filho do Sr. José Silvestre Gomes1874 - Antonio, filho do Major João Ferreira da Coelho.Rocha Frota. 1888 - Alexandre, filho do Sr. Alexandre Mendes.1975 - Joaquim, filho do Major Joaquim Rodrigues 1889 - Antenor, filho do Sr. José Vicente Francade Albuquerque. Cavalcante.1876 - José, filho do Capitão Jacinto Tercio de 1890 - Alarico, filho do Cel. Antonio Mont’Alverne.Oliveira Gondim. 1891 - Alfredo, filho do Dr. Alfredo Marinho de1877 - Julio, filho do Coronel Francisco de Andrade.Albuquerque Rodrigues. 1892 - Sergio, filho do Sr. Adolfo Saboia.1878 - José, filho do Major Joaquim da Frota 1893 - Não houve.Vasconcellos. 1894 - Massillon, filho do Cel. Ernesto Deocleciano1879 - João, filho do Major Antonio Rangel do de Albuquerque.Nascimento. 1895 - Oscar, filho do Sr. José Porfirio de Paula.1880 - Francisco, filho do Coronel João 1896 - Não houve.Evangelista da Frota. 1897 - Manoel , filho do Sr. Vicente Adeodato1881 - Fenelon, filho do Capitão Manoel Saboia Carneiro.de Castro. 1898 - Cesario, filho do Dr. Vicente Cesario Ferreira1882 - Raimundo, filho do Ten. Cel. João Felipe Gomes.Frota. 1899 - Oscar, filho do Sr. Frederico Bessa .1883 - João, filho do Maj. Manoel Felizardo 1900 - Pedro, filho do Cel. José Ignacio Parente.Pereira Mendes. 1901 - Francisco, filho do Dr. João Julio de Almeida Monte.
  26. 26. 261902 - José, filho do Coronel José Candido de 1916 - José, filho do Sr. Francisco Porfírio da Ponte.Souza Carvalho. 1917 - José, filho do Sr. Oswaldo Rangel Parente.1903 - José, filho do Sr. Francisco de Paula Pessoa. 1918 – Danilo, filho do Sr. Joaquim da Silveira1904 - Francisco, filho do Sr. Ernesto Esperidião Borges.Saboia de Albuquerque.1905 - Thomaz , filho do Sr. Cesario Pompeu (Conforme Alberto Amaral in Para a História deMagalhães. Sobral, R.J, 1951.)1906 - Antonio, filho do Sr. Antonio FrutuosoFrota.1907 - Caetano, filho do Dr. Antonio de PaulaPessoa de Figueiredo.1908 - Edson, filho do Sr. Henrique SeverinoDuarte.1909 - Nilo, filho do Sr. Domingos Deocleciano deAlbuquerque.1910 - Antonio, filho do Sr. Francisco Rodriguesdos Santos.1911 - Ernesto, filho do Dr. José Saboia deAlbuquerque.1912 - Ernesto, filho do Cel Vicente Saboia deAlbuquerque.1913 - Manoel, filho do Sr. Antonio Rodrigues dosSantos.1914 - João, filho do Sr. Francisco PetronilhoGomes Coelho.1915 - Humberto, filho do Sr. John Sanford.
  27. 27. 27 • BARÕES ANTIGOS • ORIGENS DA CIDADE DE SOBRAL Escreve Alberto Amaral em seu livro PARA ABarão de Aquiraz – Gonçalo Baptista Vieira. HISTÓRIA DE SOBRAL:Barão de Aracati – José Pereira da Graça. " DA CAIÇARA A SOBRALBarão de Aratanha – José Francisco da SilvaAlbano. O Capitão Antonio Rodrigues Magalhães e suaBarão de Canindé – Paulino Franklin do Amaral. mulher Quiteria Marques de Jesus, além da fazendaBarão de Camocim – Geminiano Maia. do Macaco, onde moravam, possuiam na mesmaBarão do Crato – Bernardo Duarte Brandão. Ribeira do Acaraú , povoação da Caiçara, um "sitio"Barão de Ibiapina – Joaquim da Cunha Freire. de 100 braças de terra em quadro.Barão de Messejana – Antonio Candido Antunes de Perante o tabelião Roque Correia Marreyros, porOliveira. escritura de 6 de dezembro de 1756, fizeram doaçãoBarão de S. Leonardo – Leonardo Ferreira do "sitio" para patrimônio de Nossa Senhora daMarques. Conceição, orago da freguesia da Caiçara.Barão de Sobral – José Júlio de Albuquerque O documento indica as esquinas da antigaBarros. Capela como pontos de referência para aBarão de Studart – Guilherme Studart. demarcação da área doada. Uma das confrontaçõesBarão de Vasconcelos – Rodolpho Smith de rumava da esquina da sacristia à ribanceira doVasconcelos. Acaraú. Segundo uma outra indicação veiculada pela tradição oral, consta que a atual rua do Portela é o logradouro mais antigo nas imediações, onde ficava a casa da Fazenda Caiçara. Havia tambem uma lagôa - a única, aliás, nas proximidades - "a lagôa da
  28. 28. 28Fazenda" , assim chamada por fazer parte da vila recem-creada : SOBRAL, ou melhor- "Vilaestância. Distinta e Real de Sobral". Caiçara, vocábulo indigena, quer dizer " Quando à septuagenária Vila foi outorgado ocercado velho ". predicamento de Cidade, os sobralenses Na humilde condição de povoado, sem experimentaram uma surpresa e uma decepção.embargo de seu acelerado crescimento, O presidente da provincia, José Martiniano depermaneceu Caiçara até o ano de 1773. Alencar, estivera um mês antes em Sobral para A 5 de julho de 1773 ganhou fóros de Vila, em sufocar a rebelião deflagrada pelas forças quecumprimento da Carta Régia de 22 de julho de seguiram para combater os balaios. Na noite de 111776 expedida ao Governador de Pernambuco, de dezembro de 1840 o grupo sedicioso capitaneadoManoel da Cunha Menezes. por Francisco Xavier Torres tentou a deposição do Não havia especifica menção da Caiçara nessa presidente, que se hospedara na casa do SenadorOrdem Real. Seu propósito era dar corretivo aos Francisco de Paula Pessoa, à rua da Vitória, hojenômades turbulentos que traziam em dasassossego Senador Paula. A hospitaleira mansão, a que oa Capitania, "para que se ajuntassem em povoações destino reservara honrosas finalidades, pois veio acom mais de cinquenta fogos, repartindo-se entre ser sede do Bispado de Sobral, e readaptada paraêles com justa proporção as terras adjacentes, sob modelar educandário, o "Ginásio SantAna", ficoupena dos refratários serem considerados inimigos e ainda em nossa história como "Residência docomo tais punidos severamente". Govêrno do Ceará", tal qual precede a assinatura do Demorou sete anos para que chegasse a vez da presidente Alencar na Ordem de 12 de dezembro deCaiçara tornar-se Vila. 1840, adiando as eleições pelo tempo necessário à Mereceu a incumbência de erigi-la o Ouvidor pacificação geral da Provincia.Geral e Corregedor da Comarca do Ceará Grande, Um dos seus primeiros atos, de regresso àDr. João da Costa Carneiro e Sá, que, capital, foi dar andamento à lei elevando a vila àcongratulando-se com os novos municipes, foi categoria de cidade, lei que tomou o no 229, de 12buscar do logar em que nascera, no concelho ou de janeiro de 1841, com o seguinte texto:distrito de Vizeu, ao norte de Portugal, o nome da
  29. 29. 29 "Art o 1o - Fica elevada à categoria de Cidade aantiga vila de Sobral, com o titulo de - Fidelissima • UM POUCO DA HISTÓRIA DE SOBRALCidade Januária do Acaraú. "Arto 2o - Revogam-se as disposições emcontrário." Li interessante Artigo sobre a História de Sobral, Reconhecido embora à hospitalidade escrito por Marta Emísia Jacinto Barbosa, Meizesobralense, o presidente provincial José Martiniano Regina Lucena Lucas, Raimundo Nonato Rodriguesde Alencar denunciava por outro lado com seu ato de Souza e Regina Ilka Vieira Vasconcelos, o qualo intuito de lisonjear a Familia Imperial, na pessoa transcrevo, ipsis litteris, abaixo:da Princesa Januária, irmã de D. Pedro II. Os sobralenses, por seu turno, não lhe “ESCOLA DE FORMAÇÃO PERMANENTE DOperdoaram a subalternidade, que lhe viria arrebatar MAGISTÉRIO – ESFAPEMo nome batismal da cidade, Ante a repulsa unânime da população ENCONTRO DE FORMAÇÃO DOSsobralense, o artigo 2o da referida lei apenas PROFESSORES DO 6º ANOconseguiu subsistir por um ano. HISTÓRIA – JANEIRO / 2009 Ao presidente Alencar sucedeu, na chefia do SOBRAL – HISTÓRICO E EVOLUÇÃOexecutivo provincial, o Dr. José Joaquim Coelho, URBANAque, sancionando a lei n.244, de 25 de outubro de INTRODUÇÃO1842, devolveu à nossa Cidade o nome que Alguns núcleos urbanos surgidos no litoralpertencia à vila: " A cidade de Januária se caracterizam-se, geralmente, pela posiçãodenominará doravante Cidade de Sobral." hegemônica que exercem desde o período colonialRio de Janeiro, 10 de maio de 1950. " em suas regiões. Salvador, Recife, Rio de Janeiro e outras cidades litorâneas, tornaram-se, nos primeiros séculos da colonização, sedes do aparelho burocrático e militar, ao mesmo em que se fixaram como centros de grande importância econômica.
  30. 30. 30Neste contexto, Fortaleza, a capital do Ceará, economicamente frágil por um longo período. Osconstituiu uma exceção. Os primeiros núcleos primeiros pontos de relevância econômica para aurbanos cearenses que alcançam relevância capitania, como já observado, desenvolveram-se naeconômica surgiram no interior, decorrentes do região interiorana cuja ocupação teve inicio ainda noassentamento de correntes migratórias oriundas, século XVII. A colonização da capitania do Cearásobretudo, da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba coincidiu, pois, com a época em que se iniciou aque penetram neste território pelo sertão. ocupação do interior do Brasil. Seguindo o curso Até o final do século XVIII, o Ceará ficou dos rios, o colonizador passou a ocupar a explorar assubordinado à jurisdição de Pernambuco, sendo terras que, aos poucos, tornaram-se local de criaçãoemancipado pela Carta Régia de 1799. Antes disso, de gado.Fortaleza e Aquiraz envolveram-se numa acirrada Do Recôncavo Baiano ganharam, as boiadas, o valedisputa política pelo privilégio de sediar a do São Francisco, alcançado junto àquelas vindasadministração local, na qual tomaram parte de Pernambuco, as várzeas do Jaguaribe, docapitães-mores, fazendeiros, padres e soldados. Acaraú, e por elas propagaram os currais,Aquiraz foi elevada à condição de vila e sede da desdobrando-se, assim, as fazendas de criar naprovíncia em 1713 e, na década seguinte, em 1726, Capitania do Ceará. ¹foi instalada a Vila de Fortaleza de Nossa Senhora Os pedidos de terras para pecuária datam do finalda Assunção. A partir de então, as duas vilas do século XVII e se referem a áreas localizadas nasdividiram o poder: Fortaleza ficou como sede da imediações do rio Jaguaribe. As fazendas foram,capitania do Ceará e Aquiraz como sede da portanto, os elementos responsáveis pela formaçãoOuvidoria. Cabe ressaltar que na estrutura do Brasil dos primeiros núcleos de povoação da capitania, quecolonial, o Ouvidor Geral era autoridade suprema se fixaram ao longo dos rios Jaguaribes e Acaraú.da Justiça. Datam dessa época as cidades de Icó, Aracati e Contudo, durante o século XVIII, Fortaleza não Sobral.conseguiu ocupar lugar de relevância na dinâmica Em meados do século XVIII, a pecuáriaeconômica da capitania. Longe dos centros de consolidou-se com a primeira atividade deprodução e comercialização manteve-se importância econômica para o Ceará, graças,
  31. 31. 31sobretudo, à produção da carne seca, cujo Estando Sobral localizada na várzea do Rioexcedente atendia à demanda da zona açucareira. Acaraú e no centro de uma área cruzada por doisNas primeiras fábricas de beneficiamento da carne importantes rios – o Coreaú e o Aracatiaçu – dosde gado, as chamadas oficinas, charqueadas ou quais mantém privilegiada eqüidistância, tevefeitorias, sempre localizadas próximas aos rios, o facilitada a sua ascensão a núcleo hegemônico dagado abatido era transformado em carne salgada e região. Ao longo das estradas que margeavam essascouro tratado, destinados à exportação. Desse ribeiras surgiam currais e núcleos de moradores quemodo, diminuíam-se os prejuízos decorrentes do escoavam sua produção para Sobral e, ao mesmotransporte do gado até os pontos de tempo, constituíam praças que alimentavam o seucomercialização e ganhava-se também com a comércio. Os produtos oriundos dovenda. Assim, foi se formando um mercado interno desenvolvimento da pecuária eram exportadosque, até essa época, era praticamente inexistente e, através do porto do Acaraú para os principais portoscom o aumento da produção, tornou-se premente o da Colônia, possibilitando, em troca, a entrada deaparecimento de pontos de comercialização. objetos de luxo como pratarias, porcelanas, cristais,Surgem, então, os primeiros núcleos urbanos móveis de jacarandá e matérias de construção –cearenses. elementos indicativos de prosperidade econômica e Em meados do século XVIII, as vilas de Icó e símbolos do poder ascendente de determinadosAracati consolidam-se como os núcleos grupos locais. ³ Essas e outras mercadorias seguiameconômicos dominantes da capitania, ultrapassando do porto para Sobral e, depois, ganhavam fazendas eos limites do Vale do Jaguaribe, onde estão povoados próximos.localizadas, para impor o seu comércio e poder Desde o início da ocupação do Vale do Acaraú ospolítico em todo o Ceará. Aracati, elevada a vila primeiros povoadores e seus descendentesem 1748 e localizada no litoral, teve sua mantiveram estreita ligação com o Maranhão, oimportância realçada em decorrência de sua maior Piauí, a Bahia e, principalmente, Pernambuco4. Asproximidade com Salvador e Recife e também em relações com essas áreas, sobretudo as de naturezafunção do seu porto, por onde era escoada a econômica, se mantiveram ao longo dos anos. Noprodução de carne seca de todo o vale. ² que diz respeito à Fortaleza, contudo, somente
  32. 32. 32durante o século XIX as relações forma pelo atual Governo do Estado, que inclui a isençãointensificadas. de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria O couro e o algodão tornaram-se dois produtos e Serviços) e facilidades de implantação para asfundamentais na economia sobralense no século fábricas, beneficiou muito Sobral. Em decorrênciaXIX5. O aumento do cultivo do algodão no final dessa política, cresceu a instalação de outras fábricasdeste século concorreu para a mudança das ligações de grande porte no Ceará, a exemplo da Dakota naente o litoral e o interior, implicando, inclusive, a região metropolitana de Fortaleza.efetivas consolidação do poder administrativo e Atualmente, ao mesmo tempo em que Sobralpolítico de Fortaleza. assiste à implantação da Grendene e à instalação de Além do comércio e das atividades diversas microempresas, assiste também ao declínioagropastorais, Sobral passou a se dedicar, durante o de duas empresas tradicionais, como, por exemplo,século XX, à atividade industrial. A instalação da as que se dedicam ao curtume e aos produtos deFábrica de Tecidos de Sobral, de propriedade da palha.firma Ernesto, Sabóia e Companhia, em 1895, foi A OCUPAÇÃO DO VALE DO ACARAÚum marco econômico que influenciou a Segundo diversas referências historiográficas jáconfiguração do espaço urbano. Para a cidade, consagradas, um dos modos de formação de espaçopassou a convergir a produção do extrativismo da territorial cearense foi a ocupação do sertão porregião (carnaúba e oiticica), da bacia leiteira e da criadores de gado oriundos de outras regiõesatividade agrícola, bem como a instalação de brasileiras, como Pernambuco e Bahia. Caio Pradoindústrias que buscavam aproveitar os recursos Júnior mostra-nos os percursos realizados quenaturais da agropecuária e do extrativismo mineral resultaram na formação sócio-espacial do interior(argila e calcário)6. Entre as fábricas instaladas se cearense:destaca o Grupo Votorantim. “No Ceará confluem os dois movimentos: o da A vinda da empresa de calçados Grendene Bahia que, de retorno do Piauí, se desvia para leste,Sobral S.A., nos anos 90, implicou uma atravessa o cordão de serras que separa estasignificativa mudança na economia da cidade. A capitania (serras da Ibiapaba,Grande), e sepolítica de interiorização da economia, promovida estabelece na região limítrofe, bacia do Poti, onde
  33. 33. 33hoje está Crateús, e que por isso pertenceu de integravam a Capitania de Pernambuco, de 1688 atéinicio ao Piauí, só sendo anexado ao Ceará em 1799: Siará, Acaracu (Acaraú) e Jaguaribe.época muito recente, 1880 (em virtude do Dec. Nº Na ribeira do Acaraú, o processo de ocupação3012 de 22 outubro daquele ano). Além disso, o iniciou-se nas fazendas de criar e contou com apoiogado do Piauí serviu para recompor os rebanhos o oficial dado aos colonos no combate aoscearenses dizimados periodicamente pelas secas. O silvícolas. As terras entre o Rio Acaraú e a Serra damovimento baiano também se infiltra no Ceará Ibiapaba eram originalmente ocupadas por diversaspelo sul, nos Cariris Novos. E enquanto isso, o nações indígenas como os Tremembés e os Anásses.Pernambucano alcança o Ceará pelo oriente e vai Na serra viviam os Ararius e Tabajaras. Osocupar a bacia do Jaguaribe”7. indígenas eram submetidos por armas ou por Os caminhos traçados pelas boiadas foram aldeamentos missionários como o da Serra dafundamentais para a ocupação do Ceará. O gado Ibiapaba, um dos maiores da América Latina.trazido principalmente de Pernambuco, Paraíba e Entre o rio Acaraú e a serra da Meruoca seRio Grande do Norte, desde do início da instalaram as fazendas do vale, graças aos incentivoscolonização, definiu percursos que tinham como reais para a ocupação do território interioranodestino as ribeiras dos rios onde foram surgindo os brasileiro, estabelecidos no Alvará Real de 1650,primeiros povoados. que regulamentava as concessões de sesmarias,“Sem sombra de dúvida, os rios Jaguaribe e determinando que:Acaraú foram os dois primeiros pontos essenciais “... os Governadores em benefício da povoação eda colonização; e, ao mesmo tempo, serviram de lavoura das terras do Brasil as dessem emestradas onde se desenvolveu a marcha de sesmarias a todas as pessoas que, com mulher eocupação da Capitania; e depois escoradouro das filhos, viessem para qualquer parte do Brasil”.9manadas de corte para os mercados As primeiras justificativas para os pedidos deconsumidores”. 8 sesmarias na região do Vale do Acaraú dirigem-se à Na região compreendida hoje pelo estado do Capitania de Pernambuco, onde as terras paraCeará, existiam três distritos ou “ribeiras” que criação tornavam-se escassas, em virtude da
  34. 34. 34expansão das plantações canavieiras, o que atividade caracterizou a constituição dos núcleosobrigava os criadores a buscar outras paragens. urbanos do Acaraú, transformando-o na segunda“porque não têm na Capitania de pernambuco região econômica do Ceará, depois da Ribeira doterras próprias capazes para a quantidade de gado jaguaribe. O florescimento da região ganhou forçavacum e cavalar, e que, os vinha comboiando até a quando, em meados do século XVIII, a serra daCapitania por distancia de duzentas léguas de Meruoca firmou-se como produtora de alimentos. Amatos fechados e terras de tapuias bárbaros... área apresentava condições propícias à cultura dedeliberaram buscar paragens convenientes, e subsistência, aos engenhos de açúcar, com produçãocaminhando desta Força para parte de Maranhão de mel e rapadura, aos alambiques para a produçãotoparam um rio por nome Caracu (Acaraú) na de aguardente e às plantações de café. Tornou-se,distância de quarenta e cinco léguas, nas ribeiras portanto, uma espécie de celeiro que vêmdo qual se podem colher fontes e pastar gados com abastecendo desde então a região e elementogrande aumento da Fazenda Real desta fundamental para a consolidação do núcleo urbanoCapitania...”.10 em estudo. Nos limites da sesmaria concedida na área A FAZENDA CAIÇARA E O CURATO DE N.correspondente à atual cidade de Sobral, em 1702, SENHORA DA CONCEIÇÃO DA RIBEIRA DOque media “03 léguas seguindo o curso do Rio ACARAÚAcaraú, com meia légua de largo para cada banda O estudo dos primeiros caminhos traçados nado rio”11, surgiram, na margem direita, as fazendas região é fundamental para a compreensão daVárzea Grande e Marrecas, e na margem esquerda, formação do espaço territorial sobralense. AsCaiçara, Cruz do Padre e Pedra Branca. trajetórias das boiadas constituíram caminhos que Esses ocupantes da Ribeira do Acaraú, - quer convergiam para a área em que se localizava afugidos de guerras holandesas, quer vindos de fazenda Caiçara. Esta, geograficamente bemPortugal em busca de melhores condições de vida disposta, pela proximidade das águas do rio Acaraúnos litorais de Camocim e Jeriquaquara ou de e do celeiro dos gêneros alimentícios na Serra danovas terras para criar seus gados – tinham a Meruoca, aglutinou em seu entorno atividades quepecuária como atividade básica de suas vidas. Esta fixaram os novos moradores e trabalhadores.
  35. 35. 35Segundo Carlos Studart Filho, a Estrada da Caiçara Magalhães e a sul com as terras da fazendavinha das praias e prolongava-se Sobrado, de Manuel Cardoso, casado com D.“pelas caatingas da Santa Quitéria (...) atingindo Francisca Diniz”.15Quixeramobim, onde passavam a estrada nova das A fazenda passou, então, atrair mercadoriasboiadas”12. viajantes que viviam da venda de seus produtos por A fazenda Caiçara servia ainda como ponto de todo o sertão. Assim, capitaneada pelo comercio doreferência na região da Ribeira do Acaraú para a gado, iniciou-se uma rede de trocas na regiãoorganização das boiadas13 com destino a quando, dos centros comerciais receptores da carnePernambuco, Maranhão e Bahia. Da fazenda, as seca, eram trazidos diversos produtos e escravos queboiadas partiam em comboio para proteger-se ali chegavam através dos portos de Camocim econtra saqueadores e índios bravios. Acaracu. Esta foi implantada em terras concedias em O desenvolvimento da técnica de conservação dasesmaria ao português Antonio da Costa Peixoto, carne de boi resultou no estabelecimento de centrosvereador da cidade Aquiraz, em 1702.14 distintos, especializados em cada um dos segmentosPosteriormente, as terras passaram em herança a da atividade pecuária: criação de gado, produção (daseus filhos sendo a parte herdada por Apolônia da carne seca) e comercialização. O salgamento dasCosta, sua filha e mulher do sargento –mor Antonio carnes além de diminuir os prejuízos decorrentes dasMarques Leitão, a que corresponde ao perímetro da viagens, colocava subprodutos do gado na pauta decidade de Sobral. A propriedade teria passado, em exportação, constituindo, no dizer de Capistrano, aseguida, para a filha deste casal, Quitéria Marques base da chamada “civilização do couro” que sede Jesus, como dote de seu casamento com o estende por todo o século XVIII. Demonstrando acapitão Rodrigues Magalhães. expansão do produto na região, já no ano de 1728, Referida fazenda media, segundo descrição no com a instituição do subsidio as bodas reais sobreAuto do Inventário de Quitéria Marques de Jesus. cada gado cavalar e vacum que fosse exportado, o“... uma légua de terra e meia de cada lado do rio Governador da Capitania de Pernambuco arrematouAcaraú e limitava-se ao Norte com a fazenda 270$000rs na Ribeira do Acaraú.Macaco, onde residia o Capitão Antonio Rodrigues
  36. 36. 36 Existia no século XVIII um intenso trânsito casas18, o que indica uma relativa prosperidade, eentre a Vila de Sobral e o porto do Acaraú. com um núcleo estruturado que possibilitava aSegundo D. José Tupinambá da Frota, nos meses instalação de mais atividades e a atração de umde verão, chegavam a trafegar por este caminho numero maior de pessoas. Segundo Vilhena, acerca de 900 carros (de boi)16. Assim, com a principal vila do distrito de Acaraú era Sobral, evantagem de localizar-se no entroncamento dos justifica sua afirmação dizendo ser ela a mais rica ecaminhos das boiadas, Sobral foi se destacando no populosa de toda capitania.interior do Ceará por meio da criação de gados, da “... couros, solas, carnes, produtos dos múltiploscomercialização de carnes, couramas, charque e gados que nele se criam podendo estender-se ooutros produtos, passando a receber habitantes de número de suas fazendas de gado até duas miloutras capitanias ou ainda do próprio termo Vila, ... Todos os gados que não se empregam noatraídos pelos serviços do novo núcleo. Em 1776, consumo dos habitantes são levados para asjá existiam 105 fazendeiros em seus arredores. matracas do Camosi, Acaraú e Itapajé, onde Segundo Valdelice Carneiro Girão17, a Estrada fabricam as suas carnes, secando-as e salgando osda Caiçara era a via da região Norte do Ceará que couros”.19cumpria a função de ligar os pontos povoados da É importante ressaltar que, durante o ciclo doribeira do Acaraú com o litoral e, na outra direção, couro, período em que o charque e o couro fizeramcom as áreas férteis do Inhamus, por onde se da pecuária uma atividade prospera no sertãopenetrava nas terras piauienses. nordestino, as oficinas de industrialização da carne Até a elevação da povoação à categoria de vila seca e salgada localizaram-se em Acaraú enquanto aem 1773, o povoado manteve-se com o nome de vila de Sobral centralizava todo o comércio com oCaiçara, quando então passou a chamar-se Vila gado. O mesmo aconteceria mais tarde com oDistinta e Real de Sobral. Uma Ordem Régia de 22 algodão e a cera de carnaúba. Outro aspectode julho de 1766 determinou a necessidade da relevante para a compreensão do processo deexistência de, no mínimo, 50 fogos na sede da ocupação do Vale do Acaraú e posteriorpovoação a ser transformada em vila. No início da consolidação de Sobral como núcleo urbano foi adécada de setenta, a povoação já contava com 75 prática religiosa. Levada pelos “desbravadores”, ela
  37. 37. 37se manifestava, sobretudo, no culto a santos e Capitão Antonio Rodrigues Magalhães, proprietáriodevoções a padroeiras, resultando, pouco a pouco, da fazenda Caiçara, funcionou de 1746 a 1762,na fixação de pequenas concentrações em torno dos quando foi demolida para a construção de uma novaespaços onde ocorriam as celebrações, festas e igreja. As referências indicam que a antiga capelaobrigações religiosas. Diversas localidades – situava-se a 2,70m à frente da atual Matriz.Acaraú, Santa Cruz, São José, Caiçara e Meruoca – De acordo com as informações sobre o Povoadotêm Nossa Senhora da Conceição como padroeira, da Caiçara, “o curato do Acaraú... tinha por centroalém de Nossa Senhora Santana e Nossa Senhora a povoação, lugar então mais populoso, que pelodo Rosário de Guimarães. seu comércio, ainda em princípio, atraía os“Foi em torno destas capelas levantadas graças à habitantes da ribeira, que ali compravam e vendiamgenerosidade e ao espírito de fé destes heróicos as suas mercadorias”21. Encontra-se aqui umahabitantes de nossa terra que nasceram as cidades relação que será predominante na composição dade Sobral, Santana do Acaraú, Meruoca, Bela Cruz sociedade sobralense: religião e comércio. Ose distrito de Patriarca”.20 trabalhos e os modos de sociabilidade ligados às Exemplo dessa tendência, a Matriz da Caiçara, fazendas e às celebrações religiosas foram oslocalizada à margem do Rio Acaraú, construída na elementos constituidores das povoações destaprimeira metade do século XVIII, tornou-se um região.ponto aglutinador dos primeiros habitantes da Cabe sublinhar uma prática introduzida na regiãoregião, tendo deslocado esse papel da povoação de com a criação do Curato, que era a obrigação de seSão José (atual Patriarca), quando a fazenda pagar ao Cura um boi por cada fazenda. Isto,Caiçara passou a ser identificada como centro de segundo Pompeu Brasil, teria implicado atoda a freguesia do Acaraú. Um ponto fundamental necessidade de comunicação periódica do Cura comnesse processo foi o fato do povoado da Caiçara todos os fazendeiros, ultrapassando, assim, suater-se tornado sede do Curato de Nossa Senhora da função sacerdotal e assumido uma atividade deConceião da Ribeira do Acaraú, em 1742, e de aí controle de rendas. O mesmo autor destaca que essaser determinada a construção da Matriz do Curato. articulação entre religião e economia pode explicarA Matriz, construída em terreno cedido pelo
  38. 38. 38uma das primeiras formas de convergência da vida em direção à igreja. A partir da construção dasocial do Curato.22 Matriz, iniciou-se, de fato, um incremento no fluxo Percebe-se também a importância da religião na de pessoas para a região da Caiçara, em torno deconstituição do espaço sobralense observando-se a casamentos, batismos, missas, festas, novenas.23evolução gradativa do espaço religioso: de um Assim, a criação de gado; o estabelecimento daoratório construído em taipa, passou-se a uma Igreja Católica, exercendo o controle religioso sobrecapela, e, posteriormente, a uma Matriz. Cada um as pessoas e os grupos; e o comércio, inicialmentedesses momentos significou a constituição de do couro e depois do algodão, definiram, durante odiferentes sociabilidades. A Caiçara passou a ter século XVIII, a ocupação do Vale do Acaraú e asua Matriz com a construção do Curato, episódio constituição do núcleo que viria a ser, mais tarde, aque representou a centralização do poder religioso. cidade de Sobral.Em conseqüência, a localidade tornou-se o Pompeu considera que a mercadoria básica doprincipal ponto de convergência das populações século XVIII era o boi, e que a prática de tangerrurais por ocasião das festas religiosas. Isto, sem boiadas para praças de mercado melhoraram edúvida, contribuiu muito para a consolidação do aumentaram os caminhos, os transportes e anúcleo urbano e para o aumento de sua dinâmica comunicação entre a zona Norte e os centroscomercial e social, bem como para o fortalecimento consumidores. Isto, sem dúvida, reforçou a posiçãodo poder religioso, anteriormente disperso e sem central de Sobral nesta região24, beneficiando-aorganização hierárquica. Neste sentido, a sobremaneira.justificativa da Igreja Católica para dar início à Sobre a virada do século XVIII para o XIX, aconstrução da Matriz é exemplar. Em 1751, mesmo historiografia comenta a decadência das exportaçõesano em que os proprietários da fazenda resolveram da carne seca no Ceará, em razão da seca dese estabelecer na Caiçara, foi proibido o uso de 1790/94, que também atingiu Sobral. Informaaltar portátil para celebrações. A proibição também sobre as modificações ocorridas nassignificou a recusa da Igreja em deslocar-se em atividades econômicas, ressaltando uma nova fase,direção às povoações mais distantes, obrigando a iniciada com os investimentos na agricultura, onde oformação de um fluxo inverso, isto é, das pessoas cultivo do algodão se sobressai.
  39. 39. 39 No começo do século XIX, iniciou-se a para dez moradas de cazas entretanto neste númeroexportação do algodão, armazenado em Sobral e as cazas do Tenente Joam Marques da Costa, eembarcado pelo porto do Acaraú. Alguns anos mais assim mais chãos para huma morada de cazas par otarde, foi instalada uma alfândega provisória para Coronel Francisco Ferreira da Ponte e Silva...”.26controle das transações comerciais. Conforme Como se constata, a escritura contém claramenteobserva Pompeu, isso mostra que esta cidade era a intenção de propiciar, além da Matriz, auma dos nós de uma grande rede de estradas que construção de um povoado. Isto fica explícito nacortava todo o estado.25 proibição aos rendeiros de terem gado vacum ouA CONSTITUIÇÃO DOS NÚCLEOS DA cavalar e na reserva de espaços para a edificação deMATRIZ E DO ROSÁRIO dez casas de moradia para os proprietários. Na escritura, de 1756, que firma a doação de Em princípio do século XVIII, os moradores doterras, pelos proprietários da fazenda, para a chão da Caiçara eram vaqueiros, agregados,construção da matriz da Caiçara, há a seguinte escravos do gentio da terra e escravos negros,descrição: ocupados com gado e outros trabalhos da fazenda.“... sem brasas de terra, pegando da Esquina da Com os arrendamentos feitos em meados do mesmomesma Igreja da dita Senhora, buscando a século eles tornaram-se os primeiros habitantes dosítuasão da dita sua Fazenda, e outras sem brasas núcleo urbano.pegando da Esquina da parte de cima da dita A criação da Vila de Sobral, em 1773, veio aIgreja buscando o lugar chamado Fortaleza, e fortalecer o Curato da Caiçara como espaço deassim mais outras sem brasas, pegando da porta aglutinação de diversos moradores ao redor daprincipal da dita Igreja, buscando a serra da Matriz. O mesmo processo de concentração deBeruoca, e da Esquina da sacristia até a moradias ocorreu em torno das Igrejas do Rosário erebanseira do rio Acaraú para de ai servir a do Bom Parto.Por essa época existiam doze ruas naSenhora arendando aos que nella quizerem fazer vila: a de Rua Nossa Senhora do Carmo(lado direitosuas cazas e não poderem ter os ditos rendeiros, da Praça da Matriz); a Rua detrás da Matriz; a Ruagados vacum nem cavalar nos ditos lugares, e Defronte da Matriz; a Rua Esquerda da Matriz; aoutros se rezervam elles doadores para si lugar Rua do Rio(atual Rua das Dores); a Rua Nossa
  40. 40. 40Senhora dos Milagres(lado Norte da Praça da A necessidade de disciplinar a nova Vila levou oPrefeitura, atual Câmara) a Rua do Negócio(atual poder público a exigir dos moradores a conclusão deRua menino Deus); a Rua Nossa Senhora do Bom suas casas em construção e a determinar que todosParto(atual Pe. Fialho); a Rua da beira do Rio(atrás os que tivessem chãos aforadas devessem “...da capela das Dores); a Rua da cadeia(atrás da construir dentro de seis meses sob pena de perderCâmara); a Rua da Campina da Jurema(Praça da seus diretos”.30 Isto não significa que o discurso daVárzea) e a Rua da Gangorra(atual Apolo, Câmara sobre a disciplina da Vila tenha, na prática,continuação da Nossa Senhora dos Milagres.27 se efetivado tal qual suas determinações. Porém, Analisando essas ruas, percebe-se que as aponta para a existência de uma necessidade deprimeiras estavam em volta da matriz ou nos seus organizar a cidade nas áreas que estavam searredores. Além delas, existiam também casas de configurando como pontos de concentração.31morar nos arrebaldes da Fortaleza e do rosário. Em No final do século XVIII, começa a se1771, a Câmara determinou que “as pessoas que desenvolver um segundo núcleo urbano em chãostivessem casas em construção dentro da Villa aforados pela irmandade de Nossa Senhora doestavam obrigadas a concluí-las dentro do prazo Rosário dos Pretinhos. Antes, na primeira metadede um ano, além de proibir a construção de casas desse século, negros livres, através dessa Irmandade,de palha, a não ser nos arrabaldes”28. No ano de conseguiram 30 braças de terra, doadas por Vicente1775, a Câmara mandou que fosse feita a planta da Lopes Freire, para a construção de uma capela ondeCadeia bem como o respectivo orçamento para sua seria colocada a imagem da Senhora do Rosário.construção.29 Este primeiro edifício foi construído Alguns autores sugerem que neste local teria havidoem área próximo à matriz, sendo substituído pelo um nicho de taipa que congregava os negros nessaatual na metade do século XIX. É provável que as devoção, o que indicaria, portanto, que já utilizavamduas Cadeias existissem em 1830, mas foi sobre a normalmente a área como ponto de reunião. De fato,nova que foi construída , em 1848, a Casa da em todo o Brasil, no século XVIII, não eraCâmara configurando a feição com que o prédio permitido aos negros entrarem na s Igrejas ouhoje apresenta, acrescido apenas de algumas Capelas dos brancos, podendo ficar apenas em seusalterações processadas no final do século XIX. adros. Ao mesmo tempo, a evangelização dos

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