Reação à Doença e à Hospitalização

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Psicologia Aplicada a Saúde - Reação à Doença e à Hospitalização

  • gostava de incluir isto no trabalho para a disciplina de fundamnetos de enfermagem,pode me deixar fazer download?obrigado dava muito jeito
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Reação à Doença e à Hospitalização

  1. 1. Psicologia Aplicada a Saúde
  2. 2. Reação à Doença e à Hospitalização
  3. 3. Reação à doença e à hospitalização <ul><li>Corpo em silêncio </li></ul><ul><li>Corpo tão “nosso” (garantido, obedece aos nossos desejos) </li></ul><ul><li>Para mente corpo = imortal </li></ul><ul><li>Doença é a lembrança da mortalidade </li></ul><ul><li>Deixou de ser dona de si mesma </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Limitações das doenças / corpo não corresponde à mente </li></ul><ul><li>As reações dependem de muitos fatores: </li></ul><ul><li>- personalidade </li></ul><ul><li>- história de vida / patologia e tratamento </li></ul><ul><li>- crenças e mitos </li></ul><ul><li>- estado emocional (seqüelas / amplitude) </li></ul><ul><li>- rede de apoio familiar </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  5. 5. <ul><li>Quebra da linha de continuidade da vida </li></ul><ul><li>(existencial e temporal) </li></ul><ul><li>O impacto congela a existência </li></ul><ul><li>Freud: “Quando sofre, deixa de amar” </li></ul><ul><li>A libido retorna para si próprio e é redirecionado quando se recupera </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  6. 6. <ul><li>Strain (1978): 8 categorias de estresse psicológico sobre doença aguda </li></ul><ul><li>1) Ameaça básica à integridade narcísica: </li></ul><ul><li>- fantasias onipotentes de imortalidade, </li></ul><ul><li>- controle sobre o próprio destino, </li></ul><ul><li>- corpo indestrutível, </li></ul><ul><li>- sensações de pânico, aniquilamento e impotência </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  7. 7. <ul><li>2) Ansiedade de separação: </li></ul><ul><li>- pessoas significativas (tempo de internação prolongado) </li></ul><ul><li>- objetos </li></ul><ul><li>- ambientes </li></ul><ul><li>- estilo de vida </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  8. 8. <ul><li>3) Medo de estranhos: </li></ul><ul><li>- vida e corpo na mão de estranhos, competência e intenção desconhecidos </li></ul><ul><li>4) Culpa e medo de retaliação: </li></ul><ul><li>- doença como um castigo por pecados e omissões </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  9. 9. <ul><li>5) Medo da perda do controle: </li></ul><ul><li>- funções vitais </li></ul><ul><li>- fala, esfíncteres, marcha </li></ul><ul><li>- função na família e trabalho </li></ul><ul><li>6) Perda de amor e de aprovação: </li></ul><ul><li>- sentimentos de autodesvalorização (dependência e sobrecarga financeira) </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  10. 10. <ul><li>7) Medo da perda, ou dano, parte do corpo: </li></ul><ul><li>- mutilações ou disfunções que alterem o esquema corporal </li></ul><ul><li>- A intensidade da perda é equivalente à perda de uma pessoa querida </li></ul><ul><li>8) Medo da morte e da dor: </li></ul><ul><li>- história de perdas em hospitais </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  11. 11. <ul><li>Luto normal: passado o impacto da hospitalização e doença espera-se que o indivíduo recupere a esperança e comando da vida </li></ul><ul><li>A importância do choro (reorganizador) </li></ul><ul><li>Luto patológico: quando o sofrimento se prolonga mesmo que haja sinais de melhora = dificuldade emocional de elaborar a situação de perda </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  12. 12. <ul><li>Pessoas com padrões rígidos de controle: </li></ul><ul><li>- posição de comando </li></ul><ul><li>- despertam raiva na equipe </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  13. 13. <ul><li>Reações de Ajustamento: </li></ul><ul><li>- episódio parcial </li></ul><ul><li>- transtorno específico do humor (psiquiátrico) </li></ul><ul><li>♦ Combinação de fatores: preocupações excessivas, ansiedade, depressão e insônia; </li></ul><ul><li>- principalmente quando não há certeza sobre o diagnóstico e prognóstico </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  14. 14. <ul><li>A ansiedade surge primeiro e sintomas depressivos aparecem posteriormente </li></ul><ul><li>Sintomas transitórios: melhora com assistência psicológica e boa comunicação com a equipe </li></ul><ul><li>A persistência e a natureza dos sintomas depressivos indicam a necessidade de tratamento específico e após alta hospitalar </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  15. 15. <ul><li>Mecanismos de adaptação: Mecanismos de defesa </li></ul><ul><li>- Origem Freud, mecanismos de defesa do ego (eu) contra algo ameaçador à integridade física ou psíquica (perigos internos e externos) </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  16. 16. <ul><li>1) Negação: </li></ul><ul><li>Recurso para evitar o medo, o sofrimento e o desespero. Pode abandonar o tratamento por desacreditá-lo. Pessoas submetidas a procedimentos invasivos e não questiona, assustada ou indiferente </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  17. 17. <ul><li>a) Racionalização: discutir tecnicamente o diagnóstico e tratamento sem envolvimento emocional </li></ul><ul><li>b) Banalização: pouca importância ao problema sério </li></ul><ul><li>Negação: necessária para suportar a ansiedade e a carga emocional advinda da situação de adoecer </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  18. 18. <ul><li>É preciso respeitar o “tempo interno” do paciente e não forçá-lo a encarar “verdades” (violência) </li></ul><ul><li>Instabilidade afetiva, crises de choro, irritabilidade e insônia, demanda exagerada de atenção = indicativos da falência dos mecanismos de defesa e possibilidade de reorganização afetiva </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  19. 19. <ul><li>2) Regressão: </li></ul><ul><li>- mecanismo favorável pela própria condição que a doença e a hospitalização impõem </li></ul><ul><li>- modo de funcionamento ligado a etapas mais precoces do desenvolvimento humano = necessidades afetivas primitivas (personalidade mais dependente) </li></ul><ul><li>- perigo da adoção de posição extremamente passiva, sem forças para reagir, regredindo em comportamento e necessidades </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  20. 20. <ul><li>A incapacidade de entregar-se a regressão, de forma moderada, também pode ser prejudicial </li></ul><ul><li>Quando se prolonga incentiva a dependência e retarda a recuperação </li></ul><ul><li>Personalidade imatura </li></ul><ul><li>Expressões: “Vamos lá! Só depende de você! </li></ul><ul><li>(abandono, incompreensão, incapaz) </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  21. 21. <ul><li>É preciso tratá-lo sem infantilizá-lo </li></ul><ul><li>O paciente precisa de “gotas de otimismo” não de ordem eufórica e condenatória </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  22. 22. <ul><li>3) Deslocamento: </li></ul><ul><li>- A raiva pode ser deslocada para um familiar ou profissional da equipe </li></ul><ul><li>- culpá-los pela doença ou acontecimento = aplacar a angústia e revolta que não consegue conter dentro de si (atitude humilde neutraliza) </li></ul><ul><li>- A raiva pode ser expressa por meio de atitudes de arrogância e desprezo (atitude da equipe) – ameniza-se com o tempo </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  23. 23. <ul><li>Os mecanismos de defesa de apresentam alternando-se e variando de intensidade </li></ul><ul><li>A cada diagnóstico e novo exame os mecanismos entram em ação até mesmo os já superados </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  24. 24. <ul><li>Doente crônico: </li></ul><ul><li>- conhecimento sobre a doença </li></ul><ul><li>- idéia de cura ou de melhora </li></ul><ul><li>- vantagens e desvantagens advindas da posição de doente </li></ul><ul><li>- lugar que o médico ocupa (saber) </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  25. 25. <ul><li>- doença assintomática </li></ul><ul><li>- aprender a conviver com a doença </li></ul><ul><li>- paciente exigente, hostil, pouco colaborativo (lista de fracassos) </li></ul><ul><li>- desperta frustração, raiva e tédio na equipe corroborando com sentimentos de impotência, desesperança e desvalorização </li></ul>Reação à doença e à hospitalização
  26. 26. <ul><li>Sugestões para aumentar a adesão: </li></ul><ul><li>- dividir o tratamento em passos = simplificá-lo </li></ul><ul><li>- ser pragmático: como, quando, durante quanto tempo. Não permitir a barganha. </li></ul><ul><li>- pequena quantidade de informações por consulta </li></ul><ul><li>- informações claras, sem termos técnicos, com instruções escritas (possibilidade de assimilação) </li></ul><ul><li>- usar ilustrações </li></ul>Reação à doença e à hospitalização

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