Primórdio..

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Primórdio..

  1. 1. Os primórdios da Psicologia – evolução como ciênciawww.prof2000.pt/.../pag_filo/watson.jpgPsicologia e FilosofiaA origem da psicologia está ligada à história da filosofia, pelo que esta coloca também questõesfilosóficas.A psicologia só surgiu como ciência no século XIX, com o contributo de Wundt. Até aí, o que se podeconsiderar hoje como psicologia estava no âmbito da filosofia.Desde cedo que o Homem interroga acerca do mundo que o rodeia, mas também acerca delepróprio. Questões filosóficas como: "O que é o Homem?", "Qual o papel do ser humano no mundo?"e "Porque é que existe o bem e o mal?" podem ser consideradas como os primórdios da psicologia.Já em 400 a. C., Hipócrates pretendeu criar uma teoria que relacionava o tipo físico com apersonalidade das pessoas. Aristóteles é outro autor conhecido que se dedicou ao pensamentosobre a alma humana, escrevendo até uma obra com o nome De Anima ou Sobre a Alma.O método introspectivo, que foi o utilizado por Wundt (embora com contornos diferentes) e éum dos métodos clássicos da psicologia em geral, foi usado por Santo Agostinho na sua obraAs Confissões.Além destes, muitos outros autores realizaram trabalhos da área da psicologia/filosofia, comoDescartes, Hobbes, Locke e Kant.Nesta perspectiva, durante séculos, a história da Psicologia e a da Filosofia foramindissociáveis.Objecto de Estudo da PsicologiaA etimologia da palavra mostra-nos que psicologia surgiu como o estudo da alma: psiché(alma) + logos (razão, estudo). No entanto, esta só se constituiu como saber no século XVI,com Rodolfo Goclénio, tendo adquirido o estatuto de ciência, muito recentemente, nos finais doséculo XIX. Foi Watson (1878-1958) que promoveu a emancipação definitiva da psicologiarelativamente à filosofia, sendo o fundador da corrente científica designada por behaviorismo.No sentido de conseguir a objectividade para esta disciplina, propõe como objecto de estudo ocomportamento (behaviour) e só o comportamento.Genericamente, a psicologia enquanto disciplina científica é definida como a ciência que estudaos comportamentos e os processos mentais. O comportamento é algo que fazemos, é umaacção que podemos observar. Os processos mentais são experiências internas e subjectivasque inferimos do comportamento: sensações, percepções, sonhos, lembranças, pensamentos,crenças... 1
  2. 2. São estes os novos objectos de estudo da psicologia que lhe conferem o estatuto de ciência epossibilitam o aparecimento de uma série de correntes: estruturalismo, behaviorismo,gestaltismo.Correntes PsicológicasAssociacionismo ou EstruturalismoO Estruturalismo tem como seu máximo representante Wundt, que encara a psicologia, nãocomo o estudo da alma, mas como o estudo dos processos mentais. Utilizando a introspecçãocontrolada (ou Introspecção na segunda pessoa) como metodologia, os fenómenos psíquicos –pensamentos, emoções e sentimentos – começam a ser intencionalmente estudados emlaboratório.Esta corrente ficou conhecida como Estruturalismo porque se dedicou a descobrir a “estrutura”ou anatomia dos processos conscientes. Para compreender a fundo a estrutura da consciência,Wundt adopta uma perspectiva analítica, decompondo-a em fenómenos mais simples e estesnoutros mais simples ainda até chegar às sensações puras. As sensações são consideradascomo unidades básicas que constituem todos os fenómenos. Contudo, a partir de muitasexperiências, Wundt e outros psicólogos concluíram que as sensações se combinam de talforma que o resultado final pressupõe, não uma mera soma de elementos, mas algo mais.Assim, conclui que os fenómenos psicológicos são diferentes da soma das sensaçõeselementares. Estas juntam-se umas às outras por associação subordinada a determinadas leis,cuja descoberta será um dos objectivos principais do Estruturalismo.BehaviorismoO behaviorismo é uma corrente científica, proposta por J. Watson, psicólogo americano,que defende que o objecto da psicologia deve ser apenas o comportamento (behaviour), porisso se chama também comportamentalismo.Assim, a psicologia para se tornar ciência, de acordo com o paradigma positivista dominante noséculo XIX, teria de se abster de estudar qualquer coisa que não fosse apenas oscomportamentos directamente observáveis, o que exclui, por exemplo um sentimento ou umasensação que não se traduza em comportamentos, como aumentar o ritmo cardíaco outranspirar.Para o behaviorismo comportamento define-se como uma relação entre um conjunto deestímulos S (situação), que provocam um conjunto de respostas R (reacção). Este binómiodefine o comportamento humano como um conjunto de respostas objectivamente observáveisque o organismo executa face a estímulos também directamente observáveis.Ao considerar que a sequência situação – reacção se processa de modo mecânico, Watsonadopta uma interpretação causalista do comportamento, elaborando leis explicativas domesmo. Estas leis pretendiam que, perante determinado estímulo, se pudesse prever areacção subsequente e que, perante dada resposta, se pudesse determinar o estímulo que a 2
  3. 3. desencadeou. Verifica-se, assim, que este psicólogo estabelece uma linear relação decausa/efeito entre as nossas respostas e os estímulos que as determinam.Watson introduz, aqui, a noção de condicionamento, pois, à semelhança de Pavlov (psicólogoestudioso do reflexo condicionado), considera que os diferentes comportamentos sãoadquiridos segundo processos de condicionamento.O condicionamento é definido como um processo que consiste em associar um estímulocondicionado a um estímulo natural, de tal modo que o indivíduo reage ao estímulocondicionado do mesmo modo que reage ao estímulo natural.Vamos apresentar a célebre experiência de Pavlov: Mostrou-se a um cão um pedaço de carne (estímulo natural) o que fez com que este começasse a salivar (reacção). Repetiu-se várias vezes a experiência, mas fazendo com que a apresentação da carne se fizesse acompanhar pelo som de uma campainha (associação do estímulo natural a um estímulo condicionado - som da campainha). Como resposta a esta nova situação, o cão continuou a salivar. Por último, tocou-se apenas a campainha e o cão respondeu salivando, pois associara os estímulos carne e som. Estamos face a um reflexo condicionado.Em suma, Watson, ao não considerar a personalidade como variável que influencia o nossocomportamento, cai numa interpretação demasiado simplista e redutora da conduta humana,encarando o Homem quase como um autómato que só é capaz de agir de modo reflexo.ConstrutivismoO Construtivismo é um movimento mais actual, de reacção ao behaviorismo, em que uma dasfiguras principais é J. Piaget, psicólogo e epistemólogo suíço, considerado um dos génios doséculo XX.Piaget propõe que o comportamento é resultado de uma interacção entre o Homem e o meio.Assim supera a questão de saber o que influencia mais o comportamento se é a genética ou ainfluência do meio, uma vez que estão ambos em profunda relação.Assim, para os construtivistas, o sujeito capta a experiência do meio, organizando-o em funçãode estruturas cognitivas, progressivamente construídas em intercâmbio entre sujeito e meio.Nesta proposta salienta-se o papel activo do sujeito no seu processo de desenvolvimento. 3
  4. 4. O termo comportamento sofreu uma enorme evolução com Jean Piaget e os construtivistas.Passou a ser preferido o termo conduta, que insere em si a interacção entre os estímulos domeio e a forma como estes foram apreendidos pelo sujeito, em função da sua personalidade.Aqui, o conceito de comportamento, ou conduta, já não é tão linear; tem em conta que sujeitosdiferentes podem reagir ao mesmo estímulo de formas diferentes, pois têm perspectivasdiferentes na forma de encarar esse mesmo estímulo. Agora o comportamento é tratado de ummodo bem mais complexo, a conduta humana inclui as emoções, sentimentos, desejos(conscientes ou inconscientes), experiências anteriores, história do sujeito; aspectos que eramignorados pelos behavioristas.O comportamento, segundo a perspectiva behaviorista, entendido como variável dependenteexclusivamente da situação, cuja fórmula é R = f (S), desemboca em interpretações demasiadosimplistas e redutoras da conduta humana, identificando o Homem com um autómato, com umser que só se comporta de modo reflexo.Neste sentido, Fraisse e Piaget propõem uma nova fórmula explicativa do comportamentohumano – R = f (S ↔P). Aqui, encontramos a presença de uma nova variável que é apersonalidade (P), responsável, a par da situação (S), pelas ocorrências comportamentais.Observamos uma dupla seta entre S e P, o que significa a existência de interacção entreambas.Por um lado, a personalidade de cada sujeito é reflexo das situações anteriormente vividas,mas, por outro, a situação é transformada pela personalidade do indivíduo que projecta nela assuas vivências, impregnando-a com a sua subjectividade.Diferindo, ainda num outro ponto, do behaviorismo, Piaget considera que as crianças sãoparticipantes activas no seu próprio desenvolvimento, na construção das suas estruturas ouesquemas interpretativos do real. Não concorda, assim, que a criança se assemelha a uma“tábua rasa” que se limita a receber passivamente as informações provenientes do meio.GestaltismoA corrente gestaltista defende que não se pode estudar algo tão complexo como a consciênciaa partir de uma análise fragmentada dos seus elementos constituintes. Nenhum fenómenopsicológico se pode resumir a uma mera soma das suas partes integrantes.O conceito de forma é de tal maneira preponderante que deu o nome a esta corrente dapsicologia (gestalt significa forma), relacionando-se, precisamente, com a teoria de que umfacto da consciência não pode ser redutível à simples soma ou combinação dos seuselementos.Para os psicólogos da gestalt, o ‘todo’ é essencial para a compreensão da actividade mental.Só a partir de uma visão abrangente da totalidade se compreende a verdadeira significaçãodos fenómenos.Só reconhecemos uma melodia ouvindo-a globalmente; as notas musicais isoladas nadasignificam, mas estruturadas revelam o seu verdadeiro sentido. Uma vez organizada a melodiaatendemos à sua forma e não às notas isoladas. 4
  5. 5. A noção de campo funciona também como pilar do gestaltismo, derivando e complementando oconceito de forma. Entende-se por campo a configuração global de um fenómeno, que écompletamente desfocada se optarmos por uma abordagem analítica das suas partesconstituintes.PsicanáliseA psicologia pode-se definir, hoje, como a ciência que tem por objecto os comportamentos eprocessos mentais conscientes e inconscientes. Para esta definição foram importantes várioscontributos, uma vez que o objecto da psicologia sofreu flutuações ao longo dos tempos.Sigmund Freud foi um médico, austríaco, que deu um contributo ímpar à psicologia. Muitosdos seus contributos decorreram da prática de tratamento de pessoas com neuroses.Freud trabalhou inicialmente com a hipnose, sob influência de Jean Charcot, mas considerou-oum método limitado, pois tinha resultados pouco duráveis. Abandonou a hipnose e falou pelaprimeira vez em psicanálise, constituindo, posteriormente, os fundamentos da teoriapsicanalítica.A psicanálise é um corpo teórico de pesquisa psicológica e um processo, método terapêutico.Como intervenção terapêutica visa "entrar" no inconsciente através de alguns mecanismos: aassociação livre de ideias, a interpretação de sonhos, a análise de actos falhados e o processode transferência inerente à relação médico-paciente.Classicamente a psicanálise faz-se com o paciente deitado num divã, sem olhar o médico,olhando em frente.Pela associação livre de ideias o paciente vai libertando o que lhe vem ao espírito sempreocupações lógicas. Com a ajuda do paciente, tenta interpretar a sequência que utilizou;porque se lembrou de umas ideias e não de outras. Acredita-se que essa sequência foi ditadapelo inconsciente.Os sonhos têm uma grande importância para Freud. Ele define-os como a manifestação de umdesejo disfarçado. É durante o sono que decorrem os sonhos. O controlo e a censura que oego e superego exercem sobre os desejos inconscientes encontram-se atenuados. Omaterial recalcado liberta-se e o desejo, geralmente de natureza afectivo-sexual, pode realizar-se, ou seja o inconsciente liberta-se. Contudo a censura não desaparece completamente, porisso não é fácil interpretar o sonho.Aos lapsos de linguagem, e não só, que cometemos durante o dia, Freud atribui uma origemrelacionada com o inconsciente. A análise dos actos falhados pode ser também um acesso aoinconsciente, mais concretamente aos recalcamentos.Finalmente, pelo transfer, entende-se a transferência de emoções, agressividade, que estãoreprimidas, inconscientemente, as quais eram dirigidas a outras pessoas e são transferidaspara o analista.Alguns Métodos da Psicologia: 5
  6. 6. A psicologia enquanto ciência possui uma grande diversidade de métodos. Diferentes correntesda psicologia adoptam diferentes métodos, trazendo, assim, um enorme problema decomunicação e compreensão dessas correntes. Cada uma, de facto, fala uma língua própria,não compreendendo a língua que é falada noutras correntes da psicologia.IntrospecçãoA introspecção consiste num voltarmo-nos para nós mesmos e analisarmos aquilo que estádentro do nosso espírito, seja um acto praticado, um estado de espírito ou um sentimento. Aintrospecção é essa análise interior. Qualquer pessoa pode e deve fazer introspecção.No entanto, o método introspectivo ultrapassa um pouco essa introspecção espontânea do serhumano, pois apresenta um carácter mais sistemático, guiado.A filosofia, enquanto génese da psicologia, utilizava essencialmente este método, uma reflexãointerior orientada pelo próprio sujeito.Quando a psicologia deu os primeiros passos, na sua construção enquanto ciência, comWundt, o método utilizado foi o introspectivo.Wundt foi o fundador do primeiro laboratório de psicologia, em Leipzig, pretendendo umapsicologia mais científica. Por isso criou o método introspectivo controlado (ou Introspecção nasegunda pessoa) em que o sujeito é provocado, através de estímulos, e analisa e descreve oque sente. Cabe ao psicólogo anotar e interpretar o que é descrito. O objectivo é analisar aexperiência consciente.Mas este método foi muito criticado, devido a algumas limitações que acarreta:Neste método, o sujeito é ao mesmo tempo observador e observado. August Comte, positivista,defende que é impossível ao mesmo tempo sentirmos e analisarmos com clareza aquilo quesentimos.Diz ele: "... Ninguém pode estar à janela para se ver passar na rua." Quer dizer, a tomada deconsciência de um fenómeno modifica esse fenómeno. Assim, devido ao uso do métodointrospectivo, considerava-se que a psicologia ainda sofria uma grande influência da suatradição ligada à filosofia, e, por isso, ainda não era ciência.Outro problema do método introspectivo é o facto de, nele, o paciente utilizar a linguagemverbal para explicar sentimentos, emoções e estados de espírito em geral. Ora, esta é, comotodos sabemos, cheia de ambiguidades; por vezes, queremos dizer uma coisa e dizemos outra,outras nem sequer há palavras para explicar bem o que sentimos. Por outro lado, quando opaciente explica o que sentiu, já é outro momento, pode haver distorção.Assim, diz-se que não é possível a verdadeira introspecção, apenas retrospecção. Há aindalimites na aplicação deste método. Ele não pode ser aplicado a crianças e doentes mentais quenão se consigam exprimir. Tem, então, limitações sérias no campo da psicologia infantil,patológica e animal.Podemos ainda acrescentar a impossibilidade de aceder, com este método, ao inconsciente.Analisam-se, apenas, os estados conscientes. Com Freud, ficou bem provada a importância doinconsciente. 6
  7. 7. Método ExperimentalO método experimental é um método das Ciências Naturais aplicado às Ciências Sociais eHumanas, que tem quatro etapas: hipótese prévia, controlo e manipulação de variáveis,técnicas de observação e registo e generalização de resultados.Em relação à segunda etapa temos alguns conceitos fundamentais:Variável dependente significa a variável cuja alteração vai ser estudada, como consequênciada manipulação da variável independente. É aquela que flutua e que permite tirar conclusõesdessa flutuação.Variável independente é a que o investigador manipula para verificar as modificaçõesprovocadas na variável dependente.Variável externa ou parasita são aspectos alheios à experiência, que, se não forem controladospelo investigador, podem interferir e alterar os resultados, pondo, assim, em causa a fiabilidadeda experiência. Estas variáveis devem ser, dentro do possível, neutralizadas.O grupo experimental é aquele em que o experimentador manipula a variável independente. Ogrupo testemunha é aquele que tem as mesmas características do grupo experimental exceptono que diz respeito à manipulação da variável independente. Permite comparar resultados,para verificar quais as alterações efectivamente provocadas pela manipulação da variável.O grupo amostra representativa é uma parte, um subgrupo da população (conjunto total depessoas acerca das quais se pretende tirar conclusões), que consiste no grupo de elementosem relação aos quais se recolhem dados e que devem ser o mais representativos possível dapopulação.Entrevista ClínicaA entrevista clínica ocorre entre o médico e o doente e para que ela se dê recolhem-se dadossociodemográficos, procura-se saber a principal queixa do doente e a fonte de referência.No caso das perturbações patológicas, a entrevista estrutura-se da seguinte maneira:antecedentes familiares; antecedentes pessoais de tipo médico; antecedentes psicossociais;personalidade prévia; antecedentes psicopatológicos prévios; episódio actual; estado mental(aparência e atitude; percepção, pensamento e linguagem; afectividade; actividade motora;comportamentos instintivos; exame cognitivo); exploração geral, física e neurológica;explorações específicas (psicometria, escalas de avaliação; impressão diagnóstica; plano detratamento.PsicometriaAs técnicas psicométricas consistem na medição da duração e intensidade das manifestaçõespsíquicas em qualquer dos seus aspectos. Genericamente, são investigações que se ocupamda medição do psíquico. 7
  8. 8. A psicometria desenvolveu-se a partir da psicofísica e ocupa-se das relações funcionais entremanifestações psíquicas ou entre variáveis psíquicas e não psíquicas. Esta técnica intervém naconstrução de escalas e testes que, posteriormente, permitem avaliar a psique da pessoa.ObservaçãoA observação tem uma longa história no contexto da psicologia, sendo hoje considerada comoum processo imprescindível na investigação, tendo, até, adquirido o estatuto de método dapsicologia.Fundamentalmente, a observação consiste em olhar atenta e sistematicamente e registar o quese observa. Ocorre sempre que alguém, diferente do observado, nota, dá conta e documenta ocomportamento.É costume falar da observação sistemática por oposição à observação ocasional.Esta última, típica do senso comum, não obedece a regras e é afectada pela subjectividade daspessoas, não sendo propriamente considerada científica. No entanto, ela pode levar àdemonstração de factos que inspiram importantes constatações posteriores. Foi no decorrer deuma observação ocasional, que Pavlov, ao estudar a digestão, descobriu o reflexocondicionado, verificando a existência de secreções nos animais que não eram provocadasexclusivamente por processos bioquímicos. Porém, quando se investiga em psicologia, aobservação utilizada é sistemática, sujeita a um projecto previamente definido e no qual sefixam a condições que delimitam com precisão os aspectos a considerar.Há muitas formas de observação em psicologia, que variam em relação ao papel doobservador (observação participante e não participante); quanto ao contexto ambiental(laboratorial e ecológico); e quanto aos instrumentos de registo (directa e indirecta).Não obstante, verificamos, hoje, que a psicologia faz uso, simultaneamente, de diferentesmetodologias para chegar a um conhecimento mais amplo e verdadeiro da realidade que éobjecto de estudo. 8

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