A difícil tarefa de conciliar trabalho e vida pessoal

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A difícil tarefa de conciliar trabalho e vida pessoal

  1. 1. A difícil tarefa de conciliar trabalho e vida pessoalUniversia BrasilEmbora ainda reine a mentalidade de que trabalho e vida pessoal não deveriamandar na mesma passada, especialistas afirmam que uma aproximação entre elesé o caminho certo na conquista da qualidade de vidaEntrar no escritório, trabalhar. Ao fim do dia ir para casa, trocar de roupa e viveruma vida plena e feliz é possível apenas, segundo especialistas, para o super-homem, herói que nos gibis consegue manter vida dupla tendo ainda umaidentidade secreta. Para os trabalhadores, no entanto, que não contam comsuperpoderes, conciliar suas atividades profissionais com o tempo livre está longede ser uma tarefa simples para conquistar o equilíbrio.Isto porque, há muito tempo, a vida profissional deixou de se resumir a oito horasdiárias de trabalho no escritório e passou a exigir dedicação em tempo real. "Hojeo trabalhador não entra às oito da manhã e sai às seis. E mesmo que isso ocorra,ele tem ferramentas como o notebook e o celular que o acompanham onde eleestiver", diz o consultor Carlos Hilsdorf.Isto significa uma grande mudança, já que, no passado, por mais que ele tivessependências para resolver, nada poderia fazer fora do escritório, da fábrica ou emqualquer que fosse seu ambiente de trabalho. Com o avanço da tecnologia,porém, e com o reflexo da globalização, que exige cada vez mais dedicação eempenho dos profissionais, as pendências de trabalho deixaram de pairar comouma névoa para realmente tomar conta da vida das pessoas.Segundo especialistas, o trabalho interferiu de tal forma na vida do indivíduo que operfil do profissional mudou. "Antigamente, o velho modelo do taylor-fordismo, cujoprincípio prega a separação do planejameno de sua execução, funcionava paratoda e qualquer empresa. Hoje não", revela o psicólogo do trabalho da UnB(Universidade de Brasília) Wanderley Codo.Cada vez mais as empresas exigem do funcionário um novo perfil profissional."Elas querem mais empenho, engenhosidade, inovação e, sobretudo, criatividade,algo que não é permitido e não se encaixa no taylor-fordismo", explica. Sendoassim, o trabalhador passa a a ser muito mais requisitado, e, em contrapartida,dedica menos tempo a suas atividades de lazer.Justamente por este motivo, Codo defende que a solução para o equilíbrio é tratara vida como uma coisa só, sem fazer esta distinção. "O trabalho e o lazer devemcaminhar na mesma direção. Cada vez que se fala em vida profissional x vidapessoal automaticamente se cria um desequilíbrio". Além disso, ele ressalta: " Avida não pode ser só trabalho. A descontração é fundamental para o bem-estar
  2. 2. psicológico e emocional do indivíduo. · medida que ela começa a diminuir, deve-sebuscar uma fusão disto com o trabalho para não ficar na `desvantagemï". (Cliqueaqui e leia o artigo do professor Wanderley Codo Como escapar da loucura).Tempo para a saúdePara Hilsdorf, além de pensar de forma integrada, os profissionais precisamaprender a `se colocar na agendaï e gerenciar suas atividades de lazer. "Nadaimpede que o profissional caminhe até o trabalho, ou procure mesclar momentosde lazer enquanto está ligado em seus interesses profissionais". Segundo ele, estaé uma nova concepção que antigamente era rebatida."Não adianta brigar contra o relógio e insistir em fazer uma academia, porexemplo, para cuidar da saúde sendo que você é um conferencista que viaja todosos dias da semana", exemplifica o consultor. Neste caso, o melhor é buscar umaatividade que proporcione bem-estar dentro dos dias e horários disponíveis,mesmo que estes sejam os mais improváveis. (Leia mais sobre o tema no linkEsporte Alternativo)Foi assim que aconteceu com o coordenador de Marketing da TecnoWorld, AndréArdivino, de 23 anos. Equanto sua preocupação estava só no trabalho, ficava cadavez mais difícil dar atenção aos familiares, amigos e até mesmo a si próprio.Cansado, estressado e com a saúde em baixa, foi então que ele decidiu dar umbasta nesta situação e abrir mão de parte do tempo da agenda para dedicar-se auma atividade física.Após nove meses praticando kung-fu, ele considera a mudança exponecial."Percebi uma melhora em minha concentração e em meu equilíbrio emocional. Mesinto menos estressado e mais paciente em todos os aspectos. Até minhaalimentação melhorou", revela. "A verdade é, que quando você começa a sededicar a um dos pontos que fazem parte de sua vida, de uma forma geral, osoutros acabam sendo influenciados e tudo melhora. Passa a funcionar emconjunto", diz.Espaço para relacionamentosAté bem pouco tempo, acrescenta Codo, muitas empresas proibiam orelacionamento entre funcionários. No entanto, com a correria do dia-a-dia e como tempo cada vez mais curto para dedicar-se à afetividade, quase queinevitavelmente os relacionamentos passaram a invadir o ambiente de trabalho,algo que em sua visão, pode ser considerado positivo."? uma nova forma de encarar o trabalho e as emoções", diz. Em sua visão, éclaro que ainda há uma série de preconceitos, especialmente por parte dasempresas, mas o bom profissional certamente não irá deixar de trabalhar paraficar `namorandoï, como pregam os radicais. Muito pelo contrário, pode ser queeste fator funcione como propulsor para que ele apresente melhores resultados, já
  3. 3. que não precisará abandonar suas atividades correndo pra viver sua outraidentidade, no caso, a vida pessoal.Papel das empresasAs empresas possuem papel fundamental neste novo modelo de organização.Elas podem auxiliar para que os profissionais consigam ter uma qualidade de vidamelhor, render no trabalho contando com um ambiente profissional agradável."Com a nova organização do trabalho, é inevitável que haja uma fusão dospapéis", diz o psicólogo. Algumas empresas, em sua opinião já tem visto o quantoessa integração é necessária, enquanto outras ainda estão de olho no passado."As mais modernas já levam os filhos dos funcionários para conhecer a "firma damamãe e do papai" aos sábados, buscando uma aproximação. Outras, jápermitem que seus funcionários se relacionem, e existem aquelas empresas queinvestem nos homeworkers, profissionais que trabalham de sua casa e nem porisso têm rendimento inferior em relação aos que estão fechados nos escritórios",afirma Codo.Para ele, as empresas que ainda não entenderam este novo modelo precisamassimilar que o espaço doméstico não só colide com o profissional, mas tambémpode agregar valores importantes trazendo bons resultados quando trabalham emsinergia. "Quanto maior for a relação de promiscuídade do trabalho com a vidapessoal melhores serão os resultados", encerra o psicólogo.Fonte: CM Consultoriahttp://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2005/07/26/469696/dificil-tarefa-conciliar-trabalho-e-vida-pessoal.html

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