Esquema jesus nos 4 evangelhos

1.698 visualizações

Publicada em

Jesus nos 4 Evangelhos

Publicada em: Espiritual
  • Seja o primeiro a comentar

Esquema jesus nos 4 evangelhos

  1. 1. José H. Prado Flores Jesus nos quatro evangelhos _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 1
  2. 2. Etapa I Curso 4 Nihil Obstat Salvador Carrillo Alday M.Sp.S. Censor Imprimatur Presbítero. Lic. Guillermo Moreno Bravo 12 de Dezembro de 1999 México D.F. México Desenhos Héctor Narro Tradução ________________________ 2 Jesus nos 4 evangelhos
  3. 3. Base Nacional da Escola Santo André Brasil, Rio de Janeiro, 19 de março de 2002 São José, Esposo de Nossa Senhora E-mail: sandrebrasil@hotmail.com Escola Santo André – Guadalajara/México Pagina web: www.evangelizacion.com Correio eletrônico: evangelizacion@evangelizacion.com _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 3
  4. 4. CONTEÚDO I. VISÃO PANORÂMICA 1. Objetivo 2. Enfoque 3. Pedagogia 4. Síntese conceitual 5. Mapa Panorâmico II. TEMÁRIO Apresentação: Quatro amigos do paralítico 1. Marcos 2. Mateus 3. Lucas 4. João Conclusão: Toma tua maca III. RESUMO LOGÍSTICO DO CURSO ________________________ 4 Jesus nos 4 evangelhos
  5. 5. IV. ANEXOS _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 5
  6. 6. I. VISÃO PANORÂMICA 1. OBJETIVO DO CURSO Conhecer Jesus, no qual consiste a vida eterna (Jo 17,3). Portanto, o curso será uma viagem à gloria eterna. Vamos conhecê-lo, experimentá-lo em diferentes facetas, para amá- lo, servi-lo e anunciá-lo. 2. ENFOQUE DO CURSO Não é um estudo dos evangelhos, mas um encontro com Jesus em cada evangelho. Cada evangelista imprime uma cor diferente em Jesus para obter um Jesus “colorido”, completo, multicor. 3. PEDAGOGIA DO CURSO Cada tema possui três partes: Evangelista. Seu escrito. Sua visão de Jesus. Quando um evangelista se apresenta, é o mais importante e bonito dos quatro. Em todo o curso são feitos grupos de cinco pessoas, que representam o paralítico e seus quatro amigos. Os textos bíblicos são retirados da Bíblia de Jerusalém, da língua espanhola. Quando recorremos a uma tradução mais de acordo com o texto original grego, a citação vem acompanhada do sinal TG. Vínculos pedagógicos: A cor de cada evangelista. O Mapa panorâmico é desenhado nas cores preto e branco. No final de cada evangelista, pede-se a uma comunidade que o pinte com uma cor diferente. ________________________ 6 Jesus nos 4 evangelhos
  7. 7. 4. SÍNTESE CONCEITUAL DO CURSO INTRODUÇÃO Os quatro evangelistas, como os quatro amigos do paralítico de Mc 2,1-12, nos conduzirão a Jesus. CONTEÚDO 1 Marcos nos mostra Jesus como a Boa Notícia, que realiza 18 milagres e que ao morrer na cruz é reconhecido verdadeiramente como o Filho de Deus. 2 Mateus, por sua vez, nos apresenta Jesus Mestre que cumpre as profecias do Antigo Testamento e que com seus cinco discursos, proclama o Reino dos Céus. 3 Lucas nos oferecerá uma visão de Jesus misericordioso, como o Salvador universal, que anuncia a Boa Notícia aos pobres e aos pecadores. 4 O evangelho de João, não apresenta Jesus, uma vez que o próprio Jesus que se apresenta proclamando sete vezes "Eu Sou" e com sete sinais revela a sua missão neste mundo. CONCLUSÃO Assim como o paralítico curado por Jesus, tomou a sua maca para ir buscar outro paralítico e levá-lo a Jesus, também, cada um de nós tem que buscar outros que necessitem de Jesus. Mas como sozinhos não podemos carregar a maca com o paralítico, temos que fazê-lo em comunidade. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 7
  8. 8. 5. MAPA PANORÂMICO JESUS NOS QUATRO EVANGELHOS ________________________ 8 Jesus nos 4 evangelhos
  9. 9. OS QUATRO EVANGELISTAS NOS LEVAM A JESUS _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 9
  10. 10. II. TEMÁRIO APRESENTAÇÃO 1. OBJETIVO Entusiasmar os participantes com o objetivo e o conteúdo do curso. 2. IDÉIA CHAVE Visão panorâmica do conteúdo e do objetivo do curso. 3. METODOLOGIA a. Enfoque Temos quatro amigos: Marcos, Mateus, Lucas e João, que nos carregaram até Jesus. Trata-se de apresentar a pessoa de Jesus em cada um dos quatro evangelhos. Não se trata de um estudo bíblico, mas sim estudo, isto é, uma experiência que entusiasme os participantes a mergulhar nos evangelhos. b. Atividade dos participantes Folha de trabalho “A”. c. Dinâmicas O melhor amigo. Início do evangelho. d. Recursos didáticos Pergunta da maca. Quatro amigos. e. Materiais e Anexos Papel adesivo colorido. Maca. ________________________ 10 Jesus nos 4 evangelhos
  11. 11. 4 cartolinas com os nomes e os desenhos dos evangelistas. f.Tempo 30 minutos. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 11
  12. 12. 4. ESTRUTURA DO ENSINAMENTO A. INTRODUÇÃO a. Evocação Você ganhou um prêmio que consiste em uma viagem para duas pessoas, para que lugar você quer ir? Onde irá e com quem? Vamos partilhar. b. Motivação e Apresentação do Curso Os que vieram a este curso foram sorteados: Todos nós vamos fazer um excursão até à vida eterna. Este curso será uma ida à vida eterna, a qual consiste precisamente em conhecer Jesus, o único Deus verdadeiro (Jo 17,3). Teremos um contato direto com Jesus, que é a Palavra de Deus. Algo inesperado irá acontecer, porque vamos trabalhar com um material que é altamente explosivo pelo poder que possui: a Palavra de Deus. Se chama Jesus nos quatro Evangelhos, porque veremos Jesus na ótica de cada um dos quatro evangelistas. c. Apresentação e localização no Programa da Escola O mais indispensável para um evangelizador é conhecer Jesus, que é o maior evangelizador e o próprio Evangelho. O centro da evangelização é o anúncio do Nome, da doutrina, da vida, das promessas, do Reino, do mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (Evangelii Nuntiandi 22). B. CORPO DO ENSINAMENTO: OS QUATRO AMIGOS DO PARALÍTICO Ñ R ecurso didático: Quatro amigos Objetiv o: Vivenciar a atitude que deve ter um verdadeiro amigo. Motivaç ão: Vamos contemplar o que aconteceu há dois mil anos e que é o texto fundamental deste curso (Mc 2,1-12) ________________________ 12 Jesus nos 4 evangelhos
  13. 13. Procedi mento: A. Representação sem palavras Entram na sala de palestras, quatro pessoas carregando uma maca com um paralítico, o qual é colocado aos pés de Jesus. Jesus perdoa seus pecados, cura-o e o envia. B. Comentário pessoal O pregador convida os protagonistas que expliquem a cena. Cada personagem narra a cena de forma coloquial, acentuando o que compete à sua pessoa. - O paralítico narra sua experiência, enfatizando que não conseguia se mover para encontrar-se com Jesus e ser curado. Jesus narra o acontecimento naquele dia. Os quatro amigos contam o mesmo, enfatizando o seu papel na cura do seu amigo. Ensinam ento: Somos chamados a ser como estes cinco personagens. Em alguns momentos, somos aqueles que levamos outros a Jesus, mas em determinados momentos, necessitamos de sermos levados até Jesus. Ñ R ecurso didático: maca Objetiv o: Conhecer seus melhores amigos. Motivaç ão: Se insiste em fazê-lo, não ficticiamente, mas de verdade. Se não, é melhor reconhecermos que não temos estes amigos. Procedi mento: Escrever nas bordas da maca o nome dos amigos que nos levam a Jesus. Ensinam ento: Vamos conhecer agora os verdadeiros amigos que nos levam a Jesus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 13
  14. 14. Aplicação Nós também seremos levados por quatro amigos: Marcos nos mostrará Jesus como a Boa Notícia por excelência. Mateus nos apresentará Jesus como mestre com uma palavra sem igual. Lucas nos oferecerá um Jesus misericordioso como salvador universal. João tem uma surpresa para cada um de nós . Nos transportará até Jesus, para termos uma experiência similar a dele. Nos meterá pelo teto para nos encontrarmos pessoalmente com Jesus. Seremos perdoados de todos os nossos pecados. Qual é o pecado que ainda não apresentou a Jesus para que te perdoe? (3 minutos de silêncio para que cada um faça um exame de consciência). Seremos curados de nossa paralisia, que nos impede de caminhar e servir. De qual paralisia você precisa que Jesus te cure? Ao final nos ordenará carregar a nossa maca. Desa fío: Contudo, há algo incompreensível neste texto: Para que carregar a maca, se esta não é mais necessária? Damos a oportunidade para que 3 ou 4 pessoas respondam.  D inâmica: Melhor amigo Objetivo: Perceber o nível de conhecimento dos participantes. Motivaçã o: O paralítico tinha quatro amigos, mas não sabemos o nome de nenhum deles. Nós sim, sabemos o nome de nossos quatro amigos: Marcos, Mateus, Lucas e João. ________________________ 14 Jesus nos 4 evangelhos
  15. 15. Qual deles é o seu melhor amigo e por quê ? Procedi mento: No grupo 3 ou 4 respondem para comprovar que entenderam a dinâmica. Trabalho em comunidade. Cada um responderá a seguinte pergunta: Qual dos quatro evangelistas é o meu melhor amigo, com qual eu mais falo, escuto, oro e que me leva a Jesus? Qual é o seu evangelho favorito e por quê ? Ao final faz-se uma lista, indicando quantos participantes selecionaram cada evangelista. Aplicaçã o: Estes são nossos melhores amigos. C. CONCLUSÃO a. Resumo Vamos transpassar as fronteiras da vida eterna com o passaporte: A Bíblia. Oração com a Bíblia. b. Frase para repetir Nisto consiste a vida eterna, que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a seu enviado Jesus Cristo. c. Encerramento Ao final, deveremos carregar a maca para ir buscar outro paralítico e levá-lo a Jesus. O paralítico de Betsedá (Jo 5,1-18) ficou 38 anos enfermo, porque não tinha nenhum amigo que o levasse a Jesus. Nós temos quatro amigos que nos levarão até Jesus, mas com um, compromisso de nossa parte: carregar a maca. Nós teremos que fazer isso, uma vez que há muitos que estão esperando por esta maca. Temos de encontrá-los e trazê-los logo até Jesus. Não podemos deixá-lo 38 anos enfermo. Mas necessitamos de mais três amigos que me ajudem a carregá-lo _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 15
  16. 16. (comunidade). ________________________ 16 Jesus nos 4 evangelhos
  17. 17.  D inâmica: Início do evangelho Objetivo: Perceber o nível de conhecimento dos participantes. Motivaçã o: O início de todo escrito é a chave para entendê-lo. Cada evangelista começa de uma maneira particular e diferente seu evangelho. Procedi mento: Trabalho pessoal. Sem ver a Bíblia, cada um escreverá em um papel adesivo o texto do primeiro versículo (ou dos primeiros) de cada um dos quatro evangelhos. Pega-se a cartolina que contém os desenhos dos evangelistas. Aplicaçã o: A primeira frase de cada evangelista é um resumo de seu evangelho. A tividade dos participantes: Folha de trabalho A Objetivo: Conhecer os personagens e as passagens exclusivas de cada evangelho. Motivaçã o: Vamos ter um contato direto com os evangelhos e descobrir os personagens e passagens próprias de cada um deles. Procedim ento: Entregamos a Folha de trabalho “A” para cada participante. Cada um preencherá somente a 1ª e a 2ª partes. Para verificar se entenderam a dinâmica, faz-se dois exemplos com o grupo. O trabalho será em grupos de cinco pessoas (cada comunidade pode se dividir em dois). Conclusão Estes personagens e estas passagens nos levarão a _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 17
  18. 18. : conhecer os aspectos peculiares de cada evangelista. ________________________ 18 Jesus nos 4 evangelhos
  19. 19. 1 MARCOS 1. OBJETIVO Para conhecer melhor o Jesus de Marcos, é necessário encontrarmos com o evangelista e a estrutura de seu escrito. 2. IDÉIA CHAVE O evangelho de Marcos é para nos enamorar de Jesus, pois nos apresenta de maneira viva, atrativa e pitoresca a humanidade e a divindade de Jesus, o Messias. 3. METODOLOGIA a. Enfoque Não se trata de um estudo bíblico, mas de uma visão panorâmica de Jesus. Portanto insistimos mais em Jesus que na estrutura do escrito. b. Pedagogia Monólogo: O pregador pergunta certos aspectos ao evangelista e o mesmo responde em nome do autor sagrado. c. Atividade dos participantes Contato direto. Análise de Marcos. d. Dinâmicas Quinto evangelho. Centurião da cruz. e. Recursos didáticos Perfume. Monólogo. f.Materiais e Anexos Perfume em um frasco pequeno. Post-it de diferentes cores. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 19
  20. 20. Crucifixo. Uma fita de vídeo. g. Tempo O tema todo é dividido em pelo menos três sessões de 45 minutos. ________________________ 20 Jesus nos 4 evangelhos
  21. 21. 4. ESTRUTURA DO TEMA  D inâmica: Quinto evangelho Objetivo: Conhecer o nível cultural e espiritual dos participantes. Motivaçã o: Já vimos como Marcos, Mateus, Lucas e João começaram o seu evangelho com uma frase bem escolhida que resumia a mensagem que queriam transmitir. Vamos imaginar que nós fomos tocados para escrever o quinto evangelho. Como o começaríamos ? (Primeiro versículo). Procedi mento: Trabalho pessoal: cada um escreverá o início do seu evangelho em um post-it. Apresentação em grupo: Cada um se apresenta, dizendo o seu nome e como começaria o seu evangelho: “Evangelho segundo (São) (nome da pessoa): ........". Todos os papel adesivo são colocados em uma cartolina que conterá o perfil de Jesus. Aplicaçã o: De fato, estamos escrevendo o quinto evangelho com a nossa vida. A. INTRODUÇÃO a. Evocação Escreva o nome das três pessoas mais importantes que você conhece na Igreja. Represente-os na sua imaginação. b. Apresentação e localização do tema O primeiro amigo que nos leva a Jesus se chama João Marcos, ainda que muitos só o conheçam como Marcos. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 21
  22. 22. c. Objetivo do tema e motivação Quanto mais conhecermos Marcos e a estrutura der seu escrito, melhor conheceremos Jesus, porque o evangelista é como um espelho onde podemos contemplar a pessoa de Jesus. Os que no começo do curso escolheram Marcos como seu melhor amigo e evangelho preferido, vão se dar conta porque tinham razão. Inclusive é muito provável que algumas pessoas que não escolheram Marcos acabem por mudar de opinião depois deste ensino. B. CORPO DO ENSINAMENTO 1º. O EVANGELISTA MARCOS a. Sempre estava junto com os “maiores” da Igreja primitiva Primo de Barnabé, o homem das relações internacionais da Igreja primitiva (Cl 4,10). Companheiro de Paulo, o apóstolo dos gentios, até o final (II Tm 4,11). Secretário de Pedro, o centro da comunhão dos Apóstolos (Papa). Colega de Lucas, Timóteo, Tito e outros grandes pilares da Igreja. Mas aprendeu que o maior de todos é Jesus. Em contato com as fragilidades dos pilares da Igreja entendeu que o único grande é Jesus. Desaf io: Os maiores personagens da Igreja que você conhece têm mostrado que o maior é Jesus? Como? Você está mostrando aos demais que o único grande é Jesus? ________________________ 22 Jesus nos 4 evangelhos
  23. 23. b. Filho de Maria de Jerusalém Tinha uma servente chamada Rosa (At 12,12-13). c. Espírito missionário Integra o primeiro grupo missionário (At 13,13). Mas desiste na Panfília. Se separa de Paulo. d. Fotografía Bartimeu mostra o itinerário do discípulo: crer para ver e ver para seguir. O cego de Betsaida mostra o processo da cura (10,46-52). e. Assinatura O jovem que foge nu em Getsêmani (14,51-52). f.Símbolo O leão, que é forte e rude. Jesus sempre luta para viver. 2º. O EVANGELHO DE MARCOS a. Três características do evangelho de Marcos 1ª característica: O mais antigo evangelho. É o evangelho mais próximo dos acontecimentos. A lembrança ainda está fresca na memória do evangelista. Usa muito o presente histórico, dando a idéia que o evangelho é atual (11,15.22; 12,13.18; 13,1; 14,17.32.43). Quase podemos ver e tocar em Jesus. Aramaísmos que nos transportam para aquela cultura: Abbá (14,36), Talitha kum (5,41), Boanerges (3,17), Effatha (7,34), Rabbúni (10,51), Elói, Elói (15,34). Explica costumes judeus a seus leitores estrangeiros (7,3-4). 2ª característica: Evangelho que Pedro pregava. Pedro é o grande amigo de Jesus. O caráter rude do pescador da Galiléia se reflete ao longo deste escrito. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 23
  24. 24. Pedro influenciou profundamente a vida e deixou traços característicos em Marcos. Exagerado (Como Simão Pedro) o Levavam todos os enfermos e toda a cidade estava reunida à porta (1,32- 33). o Pedro o adverte: Todos te procuram (1,36-37), e depois "todos iam até ele" (2,13). o Grande multidão, multidão imensa (3,7-8). o Todos que padeciam de alguma enfermidade lançavam-se sobre ele (3,10). o Não dava tempo nem sequer de se alimentar (3,20). Descritivo e detalhista o Grama verde (6,39) e ramos grandes da árvore de mostarda (4,32). o Pedra muito grande do sepulcro (16,4). o Jesus pregava à beira-mar (5,21); ao entardecer (4,35). o Despencaram 2.000 porcos (5,13). o Pavor e angústia no Getsêmani (14,33). Em Mateus é tristeza e angústia. o Especifica e esclarece: Casa de Pedro e de André (1,29). Fariseus e herodianos (3,6). Sua mãe e seus irmãos e suas irmãs (3,32). Pedro sobressai de forma particular o Casa, mar e barca de Pedro (1,29; 2,1, etc). o Pedro é o porta-voz da comunidade apostólica (8,29). o O primado de Pedro em Mateus é grandioso e solene. Marcos, ao contrário, não relata. ________________________ 24 Jesus nos 4 evangelhos
  25. 25. Porque Pedro tinha autoridade, não necessitava impô-la, nem ostentá-la. Não pregava a si mesmo. O grande não ostenta a sua grandeza. Somente aqueles que possuem algum complexo presumem a sua grandeza. Contudo, as negações de Pedro em Marcos estão acompanhadas de imprecações e maldições contra Jesus. Pedro reconhecia seu erro e não diminuía. Em Mateus e em Lucas estão suavizadas. Pedro transmitiu sua visão de Jesus a Marcos e deixou uma profunda marca nele. Desafío : Quem deixou uma marca em você assim como Pedro em Marcos? Quem é a pessoa que apresentou Jesus a você de uma forma mais atrativa e fascinante? 3ª característica: evangelho kerigmático: Resumo de quatro pontos: 1,14-15. Mostra o poder de Jesus. Para Marcos não interessa nem a gramática, nem a geografia, nem a cronologia, somente importa Jesus como a Boa Notícia. Todo o resto passa para segundo plano. Sacrifica a cronologia histórica nos lugares sagrados de sua proclamação kerigmática. Erros gramaticais na concordância verbal (3,13) e pobre redação (repete 678 o “e”. Ver 5,4-5). Não respeita a geografia (7,31): Jesus dá uma grande volta em vez de tomar um caminho mais curto. Não fala da Virgem Maria, porque está fascinado por Jesus e não admite nenhum outro resplendor junto dele. João Batista que continuava levantando suspeitas se ele era o Messias, morre na metade do ministério de Jesus, para não deixar nenhuma dúvida de que Jesus é o único Messias. b. Objetivo _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 25
  26. 26. Enamorar-se de Jesus, para crer Nele. Marcos faz que fiquemos enamorados por Jesus, porque ele estava fascinado por Ele. Desa fio: Você pode fazer com que outros se apaixonem por Jesus, sem antes estar enamorado Dele? c. Coluna vertebral 18 milagres de Jesus = taumaturgo (depois é explicado). d. Chave para entendê-lo Marcos é um vídeo: Para Marcos é mais importante o que Jesus faz do que o que ele diz. É para ver colorido, mais, que para escutar (4,24 TG). Vê o ruído (5,36-38TG). Não especifica o conteúdo da pregação de Jesus (1,21.27; 2,13; 4,1). Além disso, diz que Jesus pregava muitas coisas (6,34). e. Destinatários Os cristãos vindos do paganismo. É o primeiro manual do missionário que oferece uma apresentação fascinante da pessoa e da missão de Jesus, para fomentar a fé e nos apaixonarmos por Ele. f.Síntese Muitos vêm querendo encontrar uma ordem no esquema do evangelho de Marcos. É impossível, porque Marcos somente está fascinado pela pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus. O escrito de Marcos é o mais breve de todos os evangelhos (somente 16 capítulos), porque é como os mais finos perfumes que são guardados em frascos pequenos. Marcos foi o primeiro a deixar escrito os feitos (mais que as palavras) de Jesus. g. Frase para repetir O evangelho de Marcos é o evangelho que Pedro pregava, que mostra que o único grande é Jesus. ________________________ 26 Jesus nos 4 evangelhos
  27. 27. Ñ R ecurso didático: Perfume Objetiv o: Perceber o valor profundo do evangelhos de Marcos apesar de ser pequeno. Motivaç ão: Marcos é o escrito mais curto. Os perfumes finos são guardados em frascos pequenos. Procedi mento: Passamos um perfume para ser sentido por todos. Quem o entrega diz a quem o recebe: “O evangelho de Marcos é um fino perfume que é guardados em um pequeno frasco”. Ensinam ento: Como um pequeno frasco contém um fino perfume, o evangelho de Marcos apesar de pequeno contém uma profunda riqueza. A tividade dos participantes: Contato direto Objetivo: Conhecer o evangelho de Marcos. Motivaçã o: Já conhecemos o evangelista, agora vamos aprofundar o seu evangelho. Procedim ento: Cada comunidade se divide em dois grupos de cinco pessoas. Comunidade A: Ler 5 passagens próprias de Marcos em voz alta e imaginando a cena descrita por Marcos, fazendo modulação de voz de acordo com a passagem narrada. (Utilizar como referência o Anexo 8). Comunidade B: Comparar e extrair as diferenças entre Marcos e Mateus nas seguintes passagens: Paixão no Getsêmani, Primado de Pedro, Negações de Pedro e Morte de Jesus. Comunidade C: Encontrar 10 exageros de Marcos e apresentá-las numa cartolina. Comunidade D: Escolher os 10 traços mais _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 27
  28. 28. humanos de Jesus no evangelho de Marcos e apresentá-las numa cartolina. Comunidade E: Encontrar na passagem de Bartimeu (10,46-52) os diferentes elementos que enumeramos: presente histórico, aramaismos, pregação de Pedro, exageros, detalhes, etc... Termina com uma oração. Conclusão : O evangelho de Marcos faz com que nos apaixonemos por Jesus. 3º. JESUS DE MARCOS Você já experimentou um verdadeiro milagre ou uma verdadeira cura em sua vida? Quando e onde? Alguns podem responder. Cada evangelista imprime uma cor diferente na pessoa de Jesus que apresenta. Vejamos a cor que Marcos imprimiu. A pessoa de Jesus vista por este evangelista tem peculiaridades únicas que convém que todos saibamos. A pergunta fundamental e permanente do evangelho de Marcos é quem é Jesus? (1,27; 2,6; 4,41; 6,2-3; 8,27; 11,28). A resposta não a encontramos em uma página nem em um milagre, mas na totalidade do Evangelho. Recurso didático: O pregador pergunta ao evangelista e ele mesmo responde em seu nome: - Como é o seu Jesus, Marcos? - É um Jesus, que quem o conhecer se apaixonará por Ele. - Então estamos desejosos de conhecê-lo. ________________________ 28 Jesus nos 4 evangelhos
  29. 29. a. Jesus é a Boa Notícia Início de Boa Notícia de Jesus Cristo: Mc 1,1. Inicia-se um nova criação onde os animais selvagens servem ao novo Adão (1,13). A Boa Notícia não é algo, mas Alguém. Jesus é a Boa Notícia, porque: Cura os enfermos (18 milagres). De maneira especial, perdoa os pecados (2,5). Sinal mais importante: vence Satanás. Marcos conta quatro libertações: 1,21ss; 5,1ss; 7,25; 9,14ss. Todo o evangelho vai nos presentear uma pessoa maravilhosa, cuja vida é a Boa Notícia de Deus a este mundo. O Reino não é uma doutrina. É antes de tudo, uma pessoa que tem o rosto e o nome de Jesus de Nazaré. (Redemptoris. Missio 18) b. Jesus taumaturgo: 18 milagres (Ver a Folha de trabalho “A” trabalhada pelos grupos e o Anexo 1) Marcos teceu o seu evangelho com 18 milagres de Jesus. Sem os milagres o evangelho se reduziria a uma só página. Os milagres são uma experiência da salvação de Deus, mais que provas da veracidade da doutrina (Marcos possui pouca doutrina). Resumo das curas em Marcos: 1,32; 3,10; 6,5; 6,56. Jesus sempre faz milagres, somente em três exceções não o faz: Não deu um sinal do céu aos fariseus quando o pediram (8,11-13). Não cura a orelha de Malco. A Pedro, que foi o carrasco, não lhe interessa essas cura. Deseja que fique sem orelha para sempre (14,47). Não desce da cruz, porque não busca a admiração (15,30). Breve explicação de alguns dos 18 milagres de Jesus (Ver anexo 1). Conclusão: Os milagres não são para provar a doutrina, mas uma atitude de salvação. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 29
  30. 30. Jesus que cura é a Boa Notícia para o homem de hoje. Espiritualidade: Oração Senhor, fez 18 milagres aqui, porque você é o mesmo ontem, hoje e sempre. Pega-se o Anexo 1: 18 milagres de Jesus e é explicado aos participantes, pedindo a Deus que faça aqui e agora o que fez na Galiléia e em Jerusalém há dois mil anos. c. Jesus está sempre com seus discípulos Formam uma comunidade indivisível (1,21.29.31; 2,15.23; 3,7, etc.). o Se Mateus destaca Jesus do grupo, Marcos sempre o integra ao grupo; Jesus não se distingue deles (1,21.31; 5,1; 6,53; 8,22; 9,9.30.33; 10,32.46; 11,15.27; 14,22.32). o Segundo Mt 8,15 a sogra de Pedro ‘servia’ Jesus, mas em Mc 1,31 ela servia a todos. o Jesus chega com seus discípulos a Jericó e em Getsêmani em Mateus 26,36; mas em Marcos chegam todos juntos como grupo compacto (Mc 10,46; 14,32). Amigo dos discípulos o Antes de qualquer milagre, chama os quatro primeiros companheiros (1,16ss). Os chama para que fiquem com Ele (3,14). A pregação é conseqüência. o Defende seus discípulos dos ataques dos escribas e fariseus (2,23ss), mas também defende as crianças dos discípulos (10,13- 14). o Drama: Se em Mateus o drama é o povo de Israel que rechaça seu Messias, já em Marcos, são os seus, os seus amigos, que falham no momento chave.  Não o entendem (8,14-21).  Dormem no Getsêmani (14,37).  Seu amigo Pedro o nega e até maldiz a Jesus (14,66-71).  Todos o abandonaram (14,50). Sente a ausência de seus ________________________ 30 Jesus nos 4 evangelhos
  31. 31. amigos na cruz. Sempre estavam juntos, menos na hora da prova, da tentação.  Não crêem depois da ressurreição (16,11-14). d. Jesus é o Messias sofredor e Filho do homem Desde o princípio do evangelho, se apresenta o grande título de Jesus: o Cristo = Messias (1,1) que chegará ao cume na profissão de fé de Pedro como porta-voz de todos os discípulos de Jesus (8,29). Israel esperava um Messias poderoso, guerreiro e vitorioso, que os libertasse da opressão romana, com sinais do poder humano (B. de J.). Jesus, para não criar confusão, prefere: Um título mais sensível: Filho do homem (2,10.28; 8,31.38; 9,9.12.31; 10,33.45; 13,26; 14,21.41.62). Proíbe publicar os seu milagres (7,36) e divulgar a sua identidade (8,30), para não fomentar falsas expectativas. Contudo, parece que é contraditório, pois quanto mais o proibia, mas ele divulgava as maravilhas de Jesus. Guarda o seu Segredo messiânico, ocultando a sua identidade, até o momento da cruz, quando nada pode ficar mal-entendido. e. Jesus humano Contraste: O Jesus de Marcos, que é o Filho de Deus, é ao mesmo tempo 100% humano, humaníssimo, próximo de cada um de nós, que viveu as nossas mesmas situações, porque assim nos ensina a viver de uma forma nova. Paixões o Fica irritado: Expulsa os vendedores do templo (11,15ss). o Fica triste no Getsêmani (14,34). o Vê com pena seus inimigos (3,5). o Tem compaixão dos enfermos (3,5; 8,2; 10,47-48). o Ama o jovem rico (10,21). o Sente pavor no Getsêmani (14,32-36) e na cruz (15,33-34). o Abraça as crianças (9,36). Traços humanos _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 31
  32. 32. o O olhar de Jesus (8,33; 10,21; 12,41). Olha ao redor para se dar conta de tudo (3,34; 5,32; 10,23). o Está sempre com pressa (40 vezes). Portanto, urge aproveitar a oportunidade, como Bartimeu. o Canta (14,26) e Caminha (9,30; 2,23). o Come (2,15) e Dorme (4,38). o Senso de humor (característica de saúde mental).  Ao pobre cego lhe pergunta: “Que queres que eu te faça” (10,51).  O surdo mudo curado é proibido de falar (7,36).  O cego de Betsaida vê quando Jesus põe as mãos sobre os seus olhos (8,25).  Cansado, dorme uma tarde de tempestade/montanha russa (4,38).  Responde a uma figueira que não havia lhe perguntado nada (11,14TG ). Vê o ruído (5,38 TG ).  Ganha todas as discussões, menos contra uma mulher, a siro- fenícia (7,26ss).  João e Tiago querem sentar à direita e à esquerda de seu trono. Mas se Jesus está sentado à direita do Pai, um dos dois ocupará o trono do Pai! (10,37).  Vai a Jericó, mas não faz nada (somente cura Bartimeu) (10,46ss). Sempre metido em problemas; tem, problemas com todo mundo o Com os escribas (2,6), os fariseus (2,16), os herodianos (3,6) e até a sua família acredita que ele esteja louco (3,21). o Freqüentemente provoca os problemas: cura em dia de sábado (1,21), não lava as mãos para provocar seus inimigos (7,2). o O cume do evangelho de Marcos é a cruz; momento supremo. Podemos dizer que o evangelho de Marcos é o relato da cruz com uma grande introdução de 13 capítulos. o Pavor e angústia no Getsêmani (14,33). o Jesus é o Messias, mas um Messias crucificado, que grita “Eloi, Eloi...” (15,34). ________________________ 32 Jesus nos 4 evangelhos
  33. 33. o Não desce da cruz (15,29-30), porque busca amigos, não subordinados, súditos. Busca mais amor que admiração. Conclusão: O crucificado ressuscitou (16,6 TG ). Esse Jesus cheio de pavor, ultrajado e despojado que morreu com um grito angustiante, abandonado pelo seu Pai e abandonado pelos seus, esse Jesus ressuscitou. O drama foi esvaziado, esclarecido e a verdade venceu a mentira, a justiça a injustiça, o bem superou o mal. A vida venceu a morte para sempre. f.Jesus é o Filho de Deus Tese do Evangelho: Jesus, é o Filho de Deus (1,1). Todo o Evangelho será para provar esta tese. Reconhecido pelo próprio Deus, como seu Filho (1,11; 9,7). Os demônios também o reconhecem (1,23-24; 3,11; 5,6-8). Jesus mesmo confessa a si próprio como Filho de Deus (14,61-62). Cume: a profissão de fé do centurião pagão diante da cruz (15,39). Marcos apresenta uma figura de Jesus tão humana que parece que o tocamos. É tão humano, que tanto no principio (1,1), como no meio (9,7) e ao final (15,39) Marcos tem que sublinhar que esse homem é o Filho de Deus. g. Palavras na cruz. Morte dramática Em Marcos Jesus somente pronuncia uma palavra na cruz (coincide com o evangelho de Mateus). Trata-se de um grito angustiante: “Eloí, Eloí, lemá sabactaní...” (15,34). CONCLUSÃO a. Resumo O Jesus de Marcos não é como as ternas pinturas de Raffael, onde Jesus parece ter saído de um salão de beleza. É áspero, rude, forte e _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 33
  34. 34. cheio de poder, como um leão do deserto de Judá. O caráter do autor, como a sombra de Pedro, se reflete em cada página e especialmente na coluna vertebral dos 18 milagres. b. Frase para repetir Jesus taumaturgo e crucificado é a boa notícia.  D inâmica: Centurião diante da cruz Objetivo: Confessar que Jesus crucificado é o Messias. Motivaçã o: O centurião romano diante da cruz representava a cada um de nós quando professou a sua fé no crucificado como o Filho de Deus. O drama da morte de Jesus na cruz é descrito. Grito angustiante. Morte dramática. O centurião pagão que nos representava, fez a sua confissão de fé: “Este era o Filho de Deus”. Hoje nós não necessitamos ser representados e podemos proclamar que Jesus crucificado verdadeiramente é o Filho de Deus. Procedi mento: Diante de um crucifixo grande, colocando a mão direita sobre a sua Bíblia, cada um faz a sua profissão de fé em voz alta. Aplicaçã o: Que esta proclamação seja uma verdadeira realidade na nossa vida. ________________________ 34 Jesus nos 4 evangelhos
  35. 35. A tividade dos participantes: Análise de Marcos Objetivo: Analisar as particularidades do evangelho de Marcos. Motivaçã o: Já falamos do evangelho de Marcos, agora deixemos o Evangelho falar. Procedim ento: Trabalho comunitário: São divididas as tarefas pelas 4 comunidades. A. Ver a lista de personagens que somente aparecem em Marcos e anotar as características deles. B. Entre os 18 milagres de Marcos, qual aquele que é o mais importante e qual o menos importante e por quê ? C. Listar os traços do senso de humor no evangelho de Marcos. D. Representar o encontro de Bartimeu com Jesus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 35
  36. 36. 1. MARCOS ________________________ 36 Jesus nos 4 evangelhos
  37. 37. 1º O EVANGELISTA MARCOS a. Sempre com os grandes da Igreja. b. Filho de Maria de Jerusalém. c. Espírito missionário. Mas desiste na Panfília e se separa de Paulo. d. Fotografia: Bartimeu: Crer para ver e ver para seguir (10,46- 52). e. Assinatura: Jovem que foge nu em Getsêmani. (14,51-52). f . Símbolo: O leão. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 37
  38. 38. 2º O EVANGELHO DE MARCOS a. Três características. 1ª: O mais antigo evangelho. Presente histórico: O evangelho é atual. Aramaismos. 2ª: Evangelho que Pedro pregava. 3ª: Evangelho kerigmático: Jesus é o único grande. b. Objetivo: Enamorar-se de Jesus (Para crer Nele). c. Coluna vertebral: 18 milagres. d. Chave para entendê-lo: Jesus é a Boa Notícia. e. Destinatários: Cristãos provenientes do judaísmo. ________________________ 38 Jesus nos 4 evangelhos
  39. 39. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 39
  40. 40. 3º O JESUS DE MARCOS a. Boa Notícia. b. Taumaturgo: 18 milagres. c. Jesus está sempre com seus discípulos e é amigo deles. Ausentes no final. d. Messias sofredor. Segredo messiânico. Cume: na cruz. e. Humano, com senso de humor. f. Filho de Deus. g. Palavras na cruz: somente uma: Eloi, Eloi ... ________________________ 40 Jesus nos 4 evangelhos
  41. 41. JESUS TAUMATURGO E CRUCIFICADO É A BOA NOTÍCIA _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 41
  42. 42. 2 MATEUS 1. OBJETIVO Para conhecer melhor o Jesus de Mateus é necessário nos encontrarmos com o evangelista e a estrutura do seu escrito. 2. IDÉIA CHAVE Trata-se de um escrito catequético, centrado nas Palavras de Jesus, destinado aos crentes provenientes do judaísmo, que apresenta Jesus como Mestre. Se Marcos é para crer, Mateus é para aqueles que crêem. 3. METODOLOGIA a. Enfoque Não se trata de um estudo bíblico, mas de uma visão panorâmica de Jesus. Portanto se insiste mais em Jesus do que na estrutura do escrito. b. Pedagogia O pregador pergunta certos aspectos ao evangelista e ele mesmo responde em nome do escritor sagrado. Deve-se fazer constantes alusões e comparações com Marcos, para que o novo conhecimento de Mateus seja edificado sobre o alicerce colocado por Marcos. O tema “O Jesus de Mateus” deve conter “Mateus”, falando na primeira pessoa, transmitindo a sua própria experiência. Deve ser preparada a vela que ainda fumega. c. Atividade dos participantes Convidados ao banquete. d. Dinâmicas Testemunho. Teatro com parábolas. Drama de Israel. e. Recursos didáticos Convidados ao banquete. Mateus que regressa por ________________________ 42 Jesus nos 4 evangelhos
  43. 43. A mecha que fumega. Testemunho. Diálogo. seus manuscritos motiva o tema “O Jesus de Mateus”. f.Materiais e Anexos Círio que ao ser apagado fumega. Manuscritos. Um radio gravador. Dois telefones celulares Fotocópia do anexo 2. g. Tempo Divide-se todo o tempo em pelos menos três sessões de 45 minutos. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 43
  44. 44. 4. ESTRUTURA DO TEMA A. INTRODUÇÃO a. Evocação Por que crês que o Evangelho de Mateus foi o preferido por tantos séculos na Igreja? b. Apresentação e localização do tema Vejamos o nosso segundo amigo que nos leva a Jesus. Se chama Mateus, o coletor de impostos. c. Objetivo do tema e motivação Estamos diante do relato evangélico mais querido, lido e comentado pela Igreja durante muitos séculos. Por isso, aqueles que escolheram Mateus como seu melhor amigo tinham razão e pode ser que ao final do dia alguns que escolheram outro evangelista mudem de opinião, e escolham Mateus como seu melhor amigo. Quanto mais conhecermos Mateus, seu ambiente e seu pensamento, melhor conheceremos Jesus, porque o evangelista é como um espelho onde podemos contemplar a pessoa de Jesus. Afortunadamente neste caso, teremos dados essenciais para conhecer Mateus, também chamado de Levi. B. CORPO DO ENSINAMENTO 1º. O EVANGELISTA MATEUS Ñ R ecurso didático: Celular Objetiv o: Interessar-se pelo pessoa e pelo escrito de Mateus. Motivaç ão: Anteriormente já foi pedido aos participantes que desligassem seus telefones celulares. Procedi Neste momento toca um telefone celular ________________________ 44 Jesus nos 4 evangelhos
  45. 45. mento: interrompendo o ensino e deixando todos confusos. A ligação é para o pregador. É Mateus que está chegando e vem visitar o curso. O grupo é motivado para aproveitar a sua visita e formular algumas perguntas. a. Judeu, filho do povo eleito, versado nas Escrituras Judeu, protótipo do Escriba, que escreve aos judeus, também se chama Levi (Mt 9,9; Mc 2,14; Lc 5,27). Mateus conhecia muito bem a Lei, os Escritos e os Profetas. Por isso interessa-lhe mostrar a união entre o Antigo e o Novo Testamento: Usa 16 vezes a fórmula: "Para que se cumpram as Escrituras". Usa 41 citações do Antigo Testamento: Em Jesus se cumprem as profecias. Jesus e seu ministério são enraizados nas profecias do Antigo Testamento. o Da linhagem de David (1,1.6.17). o Nasce de uma virgem (1,23), em Belém (2,6). o Permanência no Egito (2,13ss). o Estabelecimento em Cafarnaun (4,13-16). o Entrada messiânica em Jerusalém (21,5.16). Para Mateus não existe divisão entre Antigo e Novo Testamento, mas sim continuidade. Na transfiguração acompanham Jesus duas grandes colunas do Antigo Testamento: Elias, o pai do profetismo e Moisés, o mediador da Antiga Aliança (17,2-3). Mas ao mesmo tempo o Novo supera o Antigo Testamento: Sua doutrina não cabe em velhos moldes. Necessita de odres novos (9,16-17). _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 45
  46. 46. Conclusão Jesus dá cumprimento à Lei (5,17); colocando-a num nível sublime (5,21-48). O Novo Testamento está latente no Antigo e o Antigo está patente no Novo. (Dei Verbum 16). b. Coletor de impostos: contador, que lhe interessam os números e seus significados Por isso importa que todo mundo, até Jesus e Pedro, paguem seus impostos (17,24ss). Gosta da simbologia numérica, especialmente o número 7: o Seu evangelho: 7 partes. 7 petições do Pai Nosso (6,9-13). o Perdoar 70 X 7 (18,21-22). Sete espíritos (12,45). o Jesus multiplica 7 pães (15,34). Os 7 irmãos (22,25). o 7 maldições contra escribas e fariseus (23,13ss). Contrasta a dívida dos 10.000 talentos (360 toneladas de prata) com a de 100 denários (salário de cem dias) (18,23-35). Outros números preferidos: 3, 5, 10 e 12. Muito ordenado e esquemático, como um bom contador: Organiza e edita o ministério de Jesus em cinco partes, mais introdução e conclusão. Cada parte contém uma seção narrativa e um discurso. c. Um dos Doze Apóstolos Mateus, diferente de Marcos, foi membro do seleto grupo dos 12 Apóstolos, a quem simplesmente chama “os Doze" (10,1; 20,17). Para Mateus, os Apóstolos são os profetas, sábios e patriarcas do Reino dos Céus. Por isso deu tanta importância à comunidade, e sua estrutura eclesiástica. Com razão seu evangelho se chamava "o evangelho eclesiástico", e foi o preferido da Igreja por muitos séculos. d. Assinatura: Testemunho pessoal (9,9). ________________________ 46 Jesus nos 4 evangelhos
  47. 47. Indo adiante, viu Jesus um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me”. Este, levantando-se, o seguiu: 9,9. Ñ R ecurso didático: Testemunho Objetiv o: Perceber o conhecimento dos participantes acerca do evangelho de Mateus. Motivaç ão: O que aconteceria se neste instante Mateus aparecesse por aqui? O que perguntariam a ele? Procedi mento: Mateus chega com uns pergaminhos, porque está escrevendo um livro. O grupo é motivado para que aproveitem a oportunidade, para fazer várias perguntas referentes ao seu evangelho, ao mesmo tempo que algumas recomendações são feitas para o livro que está escrevendo. Mateus não responde a nenhuma pergunta. O pregador faz a última pergunta: Por que deu tanta importância às palavras de Jesus ? Então Mateus conta o seu testemunho em primeira pessoa, associado à cena. - Eu estava sentado, ocupado com meus afazeres, contado dinheiro ... quando fui avistado. Jesus tomou a iniciativa. Me chamou com a força de uma só palavra: “segue-me”. Me levantei, deixei tudo. Em primeiro lugar o Reino de Deus, todo o resto virá em acréscimo. O mais importante não foi o que deixei, mas a quem segui. Não me arrependi. Encontrei o tesouro escondido e a pérola preciosa. Eu organizei um banquete convidando pessoas muito especiais. Minha vida mudou com somente uma palavra. “segue-me”. Por isso valorizo tanto as Palavras de Jesus. Cada uma é como uma pérola preciosa e as _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 47
  48. 48. tenho guardado como um rico tesouro no campo de meus escritos, para quem encontre este tesouro e esta pérola, deixe todo o resto para adquirir a pérola da Palavra de Jesus. Mateus se despede porque está com pressa, mas esquece os seus manuscritos sobre a mesa. Ensinam ento: Para Mateus lhe importava cada Palavra de Jesus. A tividade dos participantes: Convidados ao banquete Objetivo: Conhecer os amigos de Mateus. Motivaçã o: Mateus depois de sue chamado, organizou um banquete, convidando seus amigos (9,10-13). Você, no lugar de Mateus, a quem convidaria? Procedim ento: Escrever os três primeiros convidados da lista. Conclusão : Agora apresenta estas três pessoas a Jesus que te chamou.  D inâmica: Teu testemunho Esta dinâmica pode ser cancelada se não tiver tempo suficiente Objetivo: Aprender a apresentar o próprio testemunho. Motivaçã o: Assim como Mateus sintetizou o seu testemunho, assim cada um de nós devemos aprender a fazê-lo. Procedi mento: Cada um sintetiza por escrito o seu testemunho de seu encontro com Jesus em uma frase de não mais de 4 linhas (10'). ________________________ 48 Jesus nos 4 evangelhos
  49. 49. Partilha-se em comunidade o que cada um escreveu (10'). e. Fotografía: O escriba que aceita o Reino (13,52). Ao final do discurso em parábolas, Mateus nos oferece a sua própria experiência: “Todo escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas”: 13,52. (Novo e Antigo Testamento). f.Símbolo: O Anjo. Mateus se identifica com o Anjo, porque este simboliza a Palavra de Deus. "O anjo de Deus foi enviado a ...", significa que a Palavra de Deus foi dirigida a ... 2º. O EVANGELHO DE MATEUS A tividade dos participantes: Convidados ao banquete Objetivo: Ter contato direto com o evangelista Mateus. Motivaçã o: O evangelho somente se entende se é lido. Procedim ento: Atividade pessoal. Ler em voz alta o capítulo 13 do evangelho de Mateus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 49
  50. 50. a. Três características do evangelho de Mateus 1ª característica: O drama de Israel em três atos AÇÃO PALAVRA DE MATEUS Primeiro ato: O Messias foi enviado às ovelhas da casa de Israel. Portanto, os judeus são os primeiros destinatários da salvação. Jesus veio para salvar o seu povo (Israel) de seus pecados (1,21; 10,6) e apascentá-lo (2,6). Os judeus são os primeiros convidados (15,24) a trabalhar na vinha (20,1ss) e a quem é confiada a herança (21,33ss). Segundo ato: Mas nem as autoridades nem o povo o recebem, mas o rechaçam. Decidem matá-lo. A salvação é oferecida então a todos os homens sem distinção nem raça. Os convidados à festa não aceitam (22,2-6). A figueira (Israel) não dá fruto e seca (21,18ss). O convite é estendido a todos os homens (8,11-12; 12,18-21;22,8-14). Os trabalhadores da vinha decidem matar o herdeiro (21,33-46; 27,22-23). Aos últimos é pago o salário completo (20,1-16; 21,43; 22,7-10; 28,19). Terceiro ato: O drama se transforma em tragédia: "Em verdade vos digo que os publicanos e as prostitutas estão vos precedendo no Reino de Deus": Mt 21,31. ________________________ 50 Jesus nos 4 evangelhos
  51. 51.  D inâmica: O drama de Israel Objetivo: Viver de maneira intensa o drama. Motivaçã o: Identificar e dramatizar os três atos do drama de Israel. Procedi mento: Grupos de cinco pessoas para que cada um leia em voz alta uma parábola de Mateus: - Os convidados ao banquete nupcial: 22,1-13. - Os trabalhadores da vinha: 20,1-16. - Os dois filhos: 21,28-30. - A figueira: 21,18-22. - Os vinhateiros homicidas: 21,33-39. Fazer a relação entre as cinco. Cada grupo partilhará em um minuto. Aplicaçã o: Deus é livre para fazer o que quer e quando quiser, porque é Deus. 2ª característica: Evangelho eclesiástico É centrado o papel da Igreja e dos Apóstolos. Pedro, é o primeiro dos Doze (10,2). Pedra especial da Igreja, que confessa a fé da comunidade (16,16- 18). Os Doze Apóstolos tinham um lugar privilegiado quando o Filho do Homem sentar no seu trono de glória (Mt 19,28). Dedica um discurso completo para mostrar os elementos da comunidade (18). Se Marcos sublinha o papel do KErigma e dos KArismas (Jesus que cura), Mateus sublinha a KOinonia: Apresenta a carta magna do cristianismo, que é o Sermão da Montanha (5-7). A vitória final da Igreja apesar das provas (16,18). A presença de Jesus com os seus até o final dos tempos (28,20). A comunidade é portadora da mensagem de salvação (28,16-20). _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 51
  52. 52. 3ª característica: Evangelho catequético Para os que crêem e buscam aprofundar a sua fé. Não é para os neófitos. Tema: O Reino dos Céus (de Deus). Mostra o estilo de vida no Reino, que supera os parâmetros do Antigo Testamento. b. Objetivo Para o crescimento dos já convertidos. c. Coluna vertebral Discursos e parábolas, que explicam o mistério do Reino. d. Chave para entendê-lo Jesus não é somente Mestre, mas Ele mesmo, com seu estilo de vida, é a matéria de ensinamento. Aprendam de mim: 11,29. e. Destinatários Não neófitos, mas sim aqueles que crêem e buscam a perfeição (5,48). Judeus convertidos ao cristianismo. f.Síntese Se Marcos é um videocassete, Mateus é um rádio gravador. Para Mateus é mais importante o que Jesus diz do que aquilo que Ele faz. Mateus elaborou um evangelho para seus irmãos judeus que conhecem a Escritura, para mostrar como Jesus cumpre e supera o Antigo Testamento e que o novo Israel tem a sua base na história da salvação. Estamos diante de um relato para sustentar e acrescentar a fé dos crentes judeus que tinham deixado o estável e seguro esquema de uma religião milenar, para passar a uma cambaleante barca agitada pelas tempestades e perseguições. ________________________ 52 Jesus nos 4 evangelhos
  53. 53. O drama do evangelho de Mateus fixa-se nos primeiros destinatários da salvação que não aceitam o convite. Ainda pior, os trabalhadores da vinha, decidem matar o herdeiro para ficar com a herança. Desafio: Que Deus deve fazer com os assassinos do Herdeiro e com os ladrões da vinha? Ñ R ecurso didático: Mecha que ainda fumega Objetivo: Aprender que nem tudo está acabado. Motivação: O drama da recusa de Israel. Na parábola dos vinhateiros homicidas de Lucas, Deus mesmo declara a sentença contra os assassinos (Lc 20,15-16), mas em Mateus, Deus simplesmente pergunta o que fará (21,40). Não apagar a mecha que ainda fumega: l2,20. Procedimento : Vela grande, acesa por 10 minutos, no mínimo. A vela é apagada e acesa desde o pavio. Não estava apagada!!! Ensinamento: Não apague a mecha que ainda fumega. Pode acender. Tem fogo dentro: a sua família, a sua vida, a sua comunidade, a Igreja. Não se dê por vencido. Nem tudo está perdido, ainda há fogo e luz nessa escuridão. g. Frase para repetir Não apague a mecha que ainda fumega. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 53
  54. 54. O Novo Testamento está latente no Antigo e o Antigo está patente no Novo (Dei Verbum 16). Oração final Não me pergunte, Senhor, que deverá fazer comigo, porque a sentença cairá automaticamente sobre mim. Faça segundo o seu plano maravilhoso. ________________________ 54 Jesus nos 4 evangelhos
  55. 55. 3º. O JESUS DE MATEUS Recorde e escreva a parábola da pérola preciosa ou do tesouro escondido. Cada evangelista imprime uma cor diferente à pessoa de Jesus que apresenta. Vejamos a cor própria de Mateus, que é diferente dos outros três. Agora vamos pedir a Mateus que nos apresente o “seu” Jesus. É o mesmo Jesus, só que visto de outra perspectiva, onde se captam certos aspectos e características singulares. CORPO DO ENSINAMENTO Recurso didático: “Mateus” regressa nesse momento porque esqueceu seus manuscritos. Aproveita-se este momento para que ele mesmo apresente Jesus. Mateus, você conheceu Jesus, esteve com Ele, viu Ele morrer na cruz, nos conte qual é o seu Jesus? (“Mateus” divide o tema identificando-se com o evangelista, e falando na primeira pessoa). a. Filho em diferentes perspectivas e níveis De Abraão, o pai do povo de Israel. Lucas o apresenta como filho de Adão, porque a missão de Jesus é para toda a humanidade (teologia do Evangelho de Lucas) enquanto que Mateus, que escreve aos judeus, Jesus é filho do pai do povo (1,1). De David (1,1; 1,20; 9,27; 12,23; 15,22; 20,30; 20,31). Por um lado fixa suas raízes no glorioso passado, e por outro lado estende seus ramos até o futuro. É o Messias prometido que se sentará eternamente no trono de Israel. Será rei, como seu pai David, e será maior do que ele (22,42-45; 21,9). Do homem: (29 vezes: 8,20; 9,6; 10,23; 11,19; 12,8.32.40; 13,37.41; 16,13.27.28; 19,28; 20,18.28; 24,27.30.37.39.44; 25,31; 26,2.24.45.64). Título misterioso e glorioso que recorda o profeta Daniel (Dn 7). De Deus: (11 vezes: 3,17; 4,3.6; 8,29; 14,33; 16,16; 17,5; 26,63; 27,40-43.54). O cume, a confissão de Pedro: "Tú és o Cristo, o Filho de Deus vivo": 16,16, no coração do Evangelho. De Maria (1,18-20; 2,11; 13,55). No relato do nascimento de Jesus, _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 55
  56. 56. Mateus deixa perfeitamente claro que Jesus nasceu de Maria, a esposa de José (1,16). Do carpinteiro: segundo a visão e tradição dos nazarenos (13,55). b. Novo Israel (pode ser cancelado este ponto devido à escassez de tempo) Mateus escreveu seu evangelho aos judeus convertidos, que sofriam uma crise terrível: Haviam deixado o judaísmo que oferecia todo tipo de segurança religiosa e social, para pertencer a uma comunidade que não tinha muitas garantias; eram perseguidos; condenados à morte e celebrar com portas fechadas. O propósito de Mateus era mostrar que Jesus é o Novo Israel, e que portanto Nele, temos tudo e mais que o antigo sistema religioso: Um novo Faraó (Herodes) trata de matar os recém-nascidos (2,13). Por vingança, mata todos os recém-nascidos (que representam os primogênitos que foram mortos no Egito). Este fato suscita um grande lamento de Raquel (2,16-18), a esposa de Israel. O filho chamado do Egito é o próprio Jesus (Cf. B de J.: Mt 2,15). Jesus vive o Êxodo de Israel: sai do Egito e entra na terra de Israel (2,19-21). Passa pelo rio Jordão (3,13ss), onde recebe a confirmação de ser o Filho predileto de Deus (3,17). Se Israel permanece 40 anos no deserto, Jesus passa também 40 dias no deserto, sofrendo fome e sede. Sofre as tentações do deserto: Tomar o caminho fácil: as pedras em pão; e se apresenta um novo bezerro de ouro para ser adorado: O demônio lhe oferece todos os reinos da terra (4,8-9). As estrelas mais luminosas da história de Israel giram em torno de Jesus: Moisés e Elias (17,3). É mais que Jonas (12,38ss). Supera o Templo (12,6), a Salomão (12,42) e até o próprio David (22,44). Seus Apóstolos, herdeiros das doze tribos de Jacó (Israel), julgarão as tribos de Israel (19,28). A grande promessa de Deus para Jacó-Israel: "Eu estarei contigo" (Gn 31,3), é o compromisso final do próprio Jesus aos seus: "Eu estarei convosco até o final dos tempos" (28,20). ________________________ 56 Jesus nos 4 evangelhos
  57. 57. Assim, para o judeu que aceita o Reino, Jesus é o novo e verdadeiro Israel de Deus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 57
  58. 58. c. Novo Moisés com uma nova Lei Os judeus esperavam o cumprimento da promessa de Deus feita a Moisés: "Vou suscitar para eles um profeta como tu, no meio de seus irmãos. Colocarei as minhas palavras em sua boca e ele lhes comunicará tudo o que eu lhes ordenar": Dt 18,18. Mateus sublinha de diversas formas que Jesus é o novo Moisés: Que sobe ao monte para pronunciar as oito bem-aventuranças. Que apresenta uma nova Lei (não uma nova edição da Lei). Em seis ocasiões usa a frase: "Ouvistes o que foi dito (um mandamento do Antigo Testamento),mas eu porém vos digo... ". Em outra ocasião, corrige o mesmo Moisés, que havia escrito um mandato transitório referente à carta de divórcio (19,7). Mediador da Nova Aliança, em seu sangue (Mt 26,28). O próprio Jesus é a Nova Lei: "Aprendam de mim, que sou manso e humilde de coração": 11,29. A regra de vida não está em tábuas de pedra, mas na pessoa de Jesus Cristo. Como Ele é, assim devem ser seus discípulos (10,25). d. Juiz poderoso e universal O Filho do homem, acompanhado dos anjos e de seus doze Apóstolos (19,28), hão de vir na glória de seu Pai, no juízo final (25,31-46), onde separará as ovelhas dos cabritos e então dará a recompensa a cada um, segundo o tratamento das necessidades dos pequeninos. Desaf ío: Michelangelo pintou "O juízo final" na Capela Sistina, condenando certos inimigos seus e colocando no céu outras pessoas. Se fosse você a pintar o juízo final, que atitudes (não pessoas) condenaria ao inferno e quais atitudes seriam correspondentes às pessoas destinadas ao céu? ________________________ 58 Jesus nos 4 evangelhos
  59. 59. e. Servo de YAHWEH Jesus é o Servo de YAHWEH, predito por Isaías, que leva nossas enfermidades e por suas chagas fomos curados, cuja obra de salvação se realiza mediante sua morte. Toma sobre si nossos pecados (8,17). Nele se cumpre a profecia do Servo de YAHWEH: Eis o meu Servo, a quem escolhi, o meu Amado, em quem minha alma se compraz. Porei o meu Espírito sobre ele e ele anunciará o Direito às nações. Ele não discutirá, nem clamará; nem sua voz nas ruas se ouvirá. Ele não quebrará o caniço rachado nem apagará a mecha que ainda fumega, até que conduza o direito ao triunfo. E no seu nome as nações porão sua esperança: Mt 12,18-21; Is 42,1-4. Sofre e morre para se cumpra o oráculo do profeta Isaías: Levou nossas fraquezas e carregou nossas enfermidades: Mt 8,17. Em Marcos, Jesus mostra o poder de Deus curando as enfermidades (A febre se vai e os demônios se jogam no mar), mas a teologia de Mateus é distinta e mais profunda: Jesus carrega sobre si mesmo as enfermidades e por suas chagas fomos curados. Sua morte é uma morte voluntária; morre no nosso lugar. f.Mestre, com uma palavra sem igual. Cinco discursos. Se Marcos mostra o poder taumaturgo de Jesus que cura, Mateus mostra o poder da Palavra de Jesus que ensina, desafia e profetiza. Se Marcos mostra o poder das ações de Jesus, Mateus manifesta o poder da Palavra de Jesus, através de discursos e parábolas. É um Jesus majestoso que tem uma palavra sem igual, que ensina com ternura, mas desnuda as intenções perversas dos fariseus. Enfrenta os mestres de Israel, chamando-os de, "raça de víboras, sepulcros caiados, que só limpam a taça por fora”. Se opõe a eles em sete ocasiões, maldizendo suas intenções perversas (23). Palavra poderosa. Valente defensor dos direitos divinos. Sem medo, diante de seus inimigos e dos poderosos deste mundo. Jesus não fala porque tem autoridade, mas porque fala com autoridade, e pronuncia uma palavra sem igual, não como os escribas e fariseus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 59
  60. 60. Mateus organizou e reuniu cinco discursos da pregação de três anos de Jesus. Tema dos cinco discursos: O Reino dos Céus = de Deus. (Ver o desenrolar dos cinco discursos no Anexo 3). 1º: DISCURSO EVANGÉLICO: A interiorização da Lei: 5-7. É a carta magna do cristianismo, onde se promulga a Nova Lei do discípulo de Cristo Jesus. A Nova Lei do discípulo, onde Jesus supera a lei de Moisés; interiorizando e aprofundando-a. Três ações positivas: Esmola, oração e jejum onde o importante não é o que se faz, mas a intenção com que se realiza. 2º: DISCURSO APOSTÓLICO: A missão evangelizadora: 10. O manual do apóstolo: Dedicado à comunidade de missionários, tendo Pedro como cabeça (10,1ss). 3º: DISCURSO PARABÓLICO: O Reino de Deus: 13,1-52. Revelação do mistério do Reino, usando o método pedagógico das comparações e das imagens, chamado parábolas. Ver a síntese das parábolas e a síntese da História da Salvação tecida com parábolas - anexo 2. 3 parábolas Assim como em Marcos explicamos alguns milagres, vamos explicar rapidamente algumas parábolas: Tesouro e pérola: 13,44-46 Não se renuncia para encontrar, mas porque se encontrou se renuncia com alegria. O campo é comprado. O tesouro não tem preço, é gratuito. A pérola simboliza o valor supremo. Trabalhadores da última hora: 20,1-16 O dono da vinha não é justo com os últimos, é misericordioso, livre e generoso. ________________________ 60 Jesus nos 4 evangelhos
  61. 61. Nos ofendemos quando cremos que trabalhamos tanto, mas nos alegramos quando damos conta que somos os últimos, a quem Deus dá (não paga) o salário completo. Esta é a boa notícia do Evangelho de Mateus: Espera um salário completo? Pois fique sabendo que não depende de seu trabalho, nem das suas boas obras; mas sim da misericórdia de Deus. As virgens: 25,1-13 Não podemos partilhar a nossa luz se cairemos em trevas, ou então não entraremos na festa. Viver o evangelho é saber dizer não quando deve ser dito. 4º: DISCURSO ECLESIÁSTICO OU COMUNITÁRIO: 18. Mostra elementos essenciais da vida comunitária: Hierarquia dos filhos, renúncias para entrar no reino, a correção fraterna, a oração e o perdão. 5º: DISCURSO ESCATOLÓGICO: 24-25. Ao final, Jesus pedirá a conta dos administradores dos talentos e se realizará o exame definitivo no juízo final onde será feita a separação das ovelhas dos cabritos. Conclusão: O caminho mais curto entre Deus e os homens não é a reta, mas aquele que passa pelos homens. g. Transcendência do Evangelho: grande missão: Fazer discípulos: 28,16-20 Todo discípulo de Jesus tem o direito e a obrigação de evangelizar: formar outros discípulos de Jesus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 61
  62. 62. Ñ R ecurso didático: Diálogo Pregado r: Graças Mateus por nos apresentar este Jesus maravilhoso. Alguns dos participantes querem agradecer a Mateus pela sua apresentação? Alguns podem participar. Mateus: “Eu tentei mostrar o poder da Palavra de Jesus em Discursos e Parábolas que sintetizaram a pregação do Mestre. Pregado r: Qual é a sua conclusão, Mateus? Mateus: Em Jesus se cumprem as Escrituras.  D inâmica: Teatro com parábolas Objetivo: Aplicar aos dias de hoje a mensagem das parábolas mediante uma dramatização. Motivaçã o: As parábolas de Jesus se aplicam aos nossos dias. Procedi mento: Cada comunidade representa uma parábola: A: Trabalhadores da hora XI: No centro, o proprietário da vinha (20 1-12). À esquerda, os trabalhadores cansados e indignados por receber somente um denário. À direita, os trabalhadores felizes sem cansaço que receberam um denário. Cada grupo faz cinco perguntas ao proprietário, que não responde. B: Os dois filhos: Ao centro o pai que envia seus dois filhos a trabalhar na vinha (21,28-32). Exagerar nas atitudes de cada um dos dois filhos. C: 10 virgens: Discussão e pleito entre os dois ________________________ 62 Jesus nos 4 evangelhos
  63. 63. grupos de 5 virgens. D: Juízo final: Ao centro o juiz universal. À esquerda, os que mostram suas devoções e boas obras, uma vez que estão seguros de que ganharam o céu. À direita, os que foram surpreendidos, porque ganharam o que não esperavam. C. CONCLUSÃO a. Resumo O evangelista deixou a sua marca no evangelho. É ordenado e sistemático. A marca de seu testemunho está impressa em todo seu evangelho, pois o Mestre que o conquistou com somente uma palavra, “segue- me”, fez com que ele valorizasse cada uma de suas palavras. b. Frase para repetir Em Jesus mestre se cumprem as Escrituras. c. Encerramento O Jesus de Mateus tem uma Palavra sem igual, e cumpre as Escrituras. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 63
  64. 64. 2. MATEUS 1º O EVANGELISTA MATEUS a. Judeu versado nas Escrituras. b. Coletor de impostos. c. Um dos Doze Apóstolos. d. Assinatura: Seu testemunho pessoal (9,9). e. Fotografia: O Escriba que aceita o Reino (13,52). f. Símbolo: O anjo que anuncia a Palavra do Senhor. ________________________ 64 Jesus nos 4 evangelhos
  65. 65. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 65
  66. 66. 2º O EVANGELHO DE MATEUS a. Três características. 1ª: O Drama de Israel em três atos. Se converte em tragédia. 2ª: Evangelho eclesiástico. 3ª: Evangelho catequético. b. Objetivo: Formar e instruir. c. Coluna vertebral: Discursos e Parábolas. d. Chave para entendê-lo: Aprendam de mim, Mestre. (11,29). e. Destinatários: Judeus convertidos ao cristianismo que buscam a perfeição. ________________________ 66 Jesus nos 4 evangelhos
  67. 67. 3º O JESUS DE MATEUS a. Filho: de Abraão, de David, do homem, de Deus, de Maria, do carpinteiro. b. Novo Israel: sua vida, síntese da história de Israel. c. Novo Moisés com uma Nova Lei. d. Juiz poderoso e universal. e. Servo de YHWH. f. Mestre: 5 discursos e parábolas. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 67
  68. 68. g. Transcende a história: Grande missão: Fazer discípulos. EM JESUS MESTRE SE CUMPREM AS ESCRITURAS ________________________ 68 Jesus nos 4 evangelhos
  69. 69. 3 LUCAS 1. OBJETIVO Para conhecer melhor o Jesus de Lucas é necessário nos encontrarmos com o evangelista e a estrutura do seu escrito. 2. IDÉIA CHAVE A personalidade, cultura e espiritualidade de Lucas se refletem na sua pintura de Jesus misericordioso e salvador universal. 3. METODOLOGIA a. Enfoque Não se trata de um estudo bíblico, mas de uma visão panorâmica de Jesus. Portanto, insistimos mais em Jesus do que na estrutura do escrito. b. Pedagogia O pregador pergunta certos aspectos ao evangelista e ele mesmo responde em nome do autor sagrado. Devem ser feitas contínuas alusões e comparações com Marcos e Mateus, para que o novo conhecimento trazido por Lucas se edifique sobre aquilo que os participantes já sabem. c. Atividades dos participantes Monumento. d. Dinâmicas Entrevista. Magnificat. Teatro. Três dramas. Homens e mulheres. e. Recursos didáticos _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 69
  70. 70. Dois coros. Fariseu e publicano. Viúva. f.Materiais e Anexos Perfil do fariseu. g. Tempo Todo tema é dividido em pelo menos quatro sessões de 45 minutos. ________________________ 70 Jesus nos 4 evangelhos
  71. 71. 4. ESTRUTURA DO TEMA A. INTRODUÇÃO a. Evocação Lembrar quem é a pessoa mais amável e misericordiosa que você já conheceu e quisera conhecer. b. Apresentação e localização do tema Vejamos o terceiro amigo que nos leva a Jesus. Ele tem muita experiência, pois já levou milhares de pessoas a Jesus. c. Objetivo do tema e motivação Estamos diante de uma pintura fina e elegante, com o pincel de um excelente artista: "Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós,como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. Também a mim,depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti, segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo, para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido. ": 1,1-4. Lucas foi o primeiro jornalista que investigou cuidadosamente tudo que se referia a Jesus, recorrendo às testemunhas autorizadas. Mas sobretudo, é o homem mais misericordioso e amável que podemos encontrar. B. CORPO DO ENSINAMENTO Quanto mais conhecermos o ambiente e o pensamento de Lucas, melhor conheceremos Jesus; porque o evangelista é como o marco que faz ressaltar a pintura. 1º. O EVANGELISTA LUCAS a. Judeu não palestino Mentalidade aberta e universal. Não conheceu Jesus pessoalmente. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 71
  72. 72. Desa fio: Então como é possível falar tão maravilhosamente bem de uma pessoa que não se conhece? b. Fiel companheiro de Paulo Paulo o chama de “médico querido" (Cl 4,14). Fiel até o fim, no cárcere de Roma (IITm 4,11). Gozava de fama e autoridade moral em todas as Igrejas (IICor 8,18). c. Literato fino, educado e delicado Conhece perfeitamente o grego clássico. Rico vocabulário. Homem culto. Profissional. Tem especial cuidado com o papel das mulheres: Isabel, Ana, a viúva de Naim, a pecadora perdoada, as mulheres que acompanham Jesus, Marta e Maria, a mulher encurvada, a mulher da moeda perdida, a viúva inoportuna, as mulheres de Jerusalém, as mulheres no sepulcro, etc. d. Assinatura “Médico, cura-te a ti mesmo”: 4,23. Atribui a Jesus a sua própria profissão. Desa fio: Se Lucas comparou Jesus com a sua profissão de médico, em que aspecto Jesus se parece com a sua profissão, com o seu trabalho? Alguns podem partilhar. ________________________ 72 Jesus nos 4 evangelhos
  73. 73. e. Fotografia Lucas reflete a si mesmo na parábola do bom samaritano (10,29-37). Assim era Lucas, sempre disponível para ajudar o necessitado. Por isso, goza de especial confiança de Paulo. Por isso o seu evangelho é um evangelho da misericórdia. f.Símbolo O boi manso, que não faz a ninguém. Sempre se desculpa: Os Apóstolos adormecem de tristeza e não crêem na alegria da ressurreição (22,45; 24,40-41; 9,45; 18,34). Suprime a pretensão de São Tiago e São João que querem sentar à direita e à esquerda do trono do Messias.  D inâmica: Entrevista de imprensa Objetivo: Dar-se conta como Lucas traz à tona testemunhas de primeira mão. Motivaçã o: Lucas fez um trabalho de jornalismo com as testemunhas que experimentaram a salvação. Procedi mento: Por comunidades preparamos a entrevista de Lucas com algumas testemunhas (30´). Comunidade A: Lucas entrevista os discípulos de Emaús (7´). Comunidade B: Lucas entrevista Zacarias e Isabel (7´). Comunidade C: Lucas entrevista Zaqueu e sua família (7´). Comunidade D: Lucas entrevista o ladrão da cruz (7´). Comunidade E: Lucas entrevista Maria e José (7´). As representações são feitas ao longo do tema, no princípio e no fim de cada exposição. Sugere-se fazê-lo de maneira humorística, porque o evangelho de Lucas é o evangelho da alegria, onde cada _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 73
  74. 74. entrevistado deixa transparente a alegria da sua relação e da sua experiência com Jesus. Conclusã o: Lucas coloca em evidência testemunhas diretas com testemunhos autênticos. 2º. O EVANGELHO DE LUCAS a. Três características do evangelho de Lucas 1ª característica: Escrito para os cristãos vindos do paganismo Lucas, judeu não palestino e companheiro de Paulo em suas missões entre os pagãos, escreve para os cristãos convertidos do paganismo (não tanto para os judeus-cristãos). Portanto, é destinado especialmente para cada um de nós. Papel dos estrangeiros Sendo um evangelho para os não-judeus, Lucas sublinha o papel positivo e simpático dos estrangeiros (não-judeus): O samaritano curado de lepra é o único que agradece a sua cura (17,11-19). O centurião romano se aproxima com fé para pedir a cura de seu servo (7,9). Um centurião romano reconhece a inocência de Jesus (23,47). O cume (que até foi escandaloso); o modelo de quem cumpre a Lei não é um judeu, mas um samaritano, forte inimigo dos judeus (10,25-37). Evangelho da salvação universal Lucas insiste na Boa Notícia da salvação universal: todos somos chamados a participar do Reino. Já chegou o tempo da salvação das nações (21,24). Não é devido a recusa dos judeus (idéia de Mateus), mas por desígno e plano divino. Entramos no plano de Deus. Jesus não veio salvar somente os filhos de Israel, mas todos os homens. Por isso, não se apresenta como filho de Abraão (pai do povo de Israel), mas como filho de Adão, pai de toda a humanidade (3,38), porque sua missão é para todos os homens. Assim havia ________________________ 74 Jesus nos 4 evangelhos
  75. 75. profetizado o Batista: "Toda carne verá a salvação": 3,6. Por isso, os anjos cantam paz a todos os homens de boa vontade (2,14), e Jesus é Salvador e luz para todas as nações (2,11.32). Estamos diante de um relato cativante, escrito diretamente para nós, que abre as portas da salvação a todos os homens, especialmente os pecadores. Conclusão: Se a mensagem é universal, o evangelho deve ser proclamado a todas as nações (24,47). 2ª característica: Escrito para os pecadores É uma Boa Notícia para os pecadores, ou seja, especialmente escrito para nós. Sublinha a misericórdia de Jesus com os pecadores (7,34). Jesus sente compaixão pela pecadora e a defende de seus inimigos (7,36-50). (Jesus nunca defende a nenhum fariseu, nem algum justo). O publicano pecador é justificado, ao invés do observante fariseu (18,10-14). Jesus se convida pessoalmente à casa do maior pecador de Jericó, Zaqueu (19,1-5). Jesus perdoa a Pedro (nós), desde antes da sua negação (22,61). Supera a súplica do ladrão da cruz, oferecendo-lhe muito mais do que pedia (23,39-43). Conclusão: Jesus veio salvar e buscar o que estava perdido (19,10). 3ª característica: Evangelho do Espírito Santo O terceiro evangelho sublinha tanto o papel do Espírito Santo, que com razão é chamado "o Evangelho do Espírito Santo": O Espírito Santo move os pais do Batista (1,41.67), preenche o ser do Batista (1,15.80) e ilumina Simão (2,25-27). O Espírito Santo realiza em Maria a concepção de Jesus, o Filho de Deus (1,35). Unge a Jesus (3,22) e pelo seu impulso é levado ao deserto (4,1). O unge para o seu ministério (4,14). Repousa sobre o Messias para realizar o plano de Deus (4,18). Com _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 75
  76. 76. seu poder expulsa os demônios (11,20). Segundo Mateus, Jesus assegura que Deus dará coisas boas a quem o pedirem, mas a versão de Lucas é um pouco diferente. Para Lucas “coisas boas” é por excelência o Espírito Santo (11,13). Lucas termina seu evangelho com a grande promessa do Espírito, que o Pai enviará sobre os discípulos de Jesus (24,49). O livro dos Atos também pode ser chamado de “Atos do Espírito Santo" uma vez que continua a ação do mesmo Espírito na Igreja. Sem o Espírito Santo não haveria Jesus-Messias, nem existiria a Igreja. Fruto do Espírito Santo: a paz e a alegria, que são como as asas do Espírito. Fruto do Espírito é a paz: (a paz messiânica: Shalom), que tanto é sublinhada neste Evangelho: Os anjos cantam paz aos homens de boa vontade (2,14). A pecadora perdoada vai em paz (7,50). A mulher que experimenta a cura, regressa em paz (8,48). Jesus chora diante de Jerusalém porque não aceita o dom da paz que o Messias traz (19,41-43). O primeiro dom do ressuscitado à comunidade atribulada pela crucifixão é a paz (24,36). Tal vez o valor mais condicionado seja a alegria. Alguns a buscam de forma enganosa, a disfarçam. Contudo, Lucas nos apresenta 10 janelas onde podemos contemplar o tesouro mais valioso do nosso mundo: o gozo e a alegria: O anjo saúda Maria dizendo: “Alegra-te, cheia de graça” (1,28). Maria, com Jesus no seu ventre, entoa um canto de alegria (1,46- 55). Os pais do Batista estão cheios de gozo (1,57-58). Os 72 discípulos encontraram a fonte da alegria: anunciar Jesus com o poder do Espírito Santo (10,17). Jesus exulta de gozo ao impulso do Espírito Santo (10,21). Toda as pesoas se alegravam com as maravilhas que Jesus realizava (13,17). ________________________ 76 Jesus nos 4 evangelhos
  77. 77. Deus se regozija com a conversão dos pecadores (15,7.10.32). Zaqueu personifica o gozo que existe ao receber Jesus em sua casa (19,6). Os discípulos se regozijam com a entrada de Jesus em Jerusalém (19,37). A pequena comunidade cristã se regozija com a glorificação do Senhor (24,41.52). Conclusão: A paz e a alegria são frutos da salvação. b. Objetivo do evangelho “Para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido”: 1,4. Este escrito é para solidificar a fé. c. Coluna vertebral A salvação universal, especialmente para os pecadores. d. Chave para entendê-lo Sede misericordiosos como vosso Pai celestail é misericordioso: 6,36. O "Sede perfeitos" de Mateus, Lucas o traduz em "Sede misericordiosos". A perfeição de Deus é a sua misericórdia. Ñ R ecurso didático: Dois coros Objetiv o: Perceber em que consiste a perfeição de Deus. Motivaç ão: Vamos contrastar os dois pontos chaves entre Lucas e Mateus. Procedi mento: Coro A diz em voz alta: “Sede perfeitos como vosso Pai celestial é perfeito”. Coro B responde em voz baixa: “Sede misericordiosos como vosso Pai Celestial é misericordioso”. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 77
  78. 78. Repete-se várias vezes. O coro A em voz cada vez mais forte. O coro B em voz cada vez mais baixa. Por isso, no coração deste evangelho encontramos as três parábolas da misericórdia, assim como o samaritano compassivo. e. Destinatários Para os cristãos provenientes do paganismo. Para os que se reconhecem pecadores. Para os que tem necessidade de crescer em conhecimento e amor por Cristo Jesus; e logo estão dispostos a deixar tudo (é o evangelho da pobreza e do despreendimento). Desa fio: Por que o fariseu que cumpria toda a lei não recebeu a bênção da salvação, enquanto que o pecador foi justificado? O que você faz reflete a misericórdia? f.Síntese Lucas era um homem misericordioso e isto refletiu em sua obra. Sede misericordiosos como vosso Pai Celestial é misericordioso. O terceiro evangelho mostra a salvação incluindo de maneira especial os pecadores e estrangeiros. Este escrito foi destinado precisamente para nós, que não somos judeus, mas pecadores. ________________________ 78 Jesus nos 4 evangelhos
  79. 79. A tividade dos participantes: Magnificat (20´) Objetivo: Concurso para memorizar a oração de Maria. Motivaçã o: Maria orava tecendo, misturando diversos textos do Antigo Testamento. Procedim ento: Cada comunidade elegerá as pessoas que a representarão no concurso. Cada pessoa toma um versículo que deve repetir de cabeça (memorizar). Ganhará a comunidade que primeiro memorizar todo o Magnificat. Conclusão : É importante também memorizar a Palavra de Deus, para que a exemplo de Maria possamos tecer o nosso próprio Magnificat.  D inâmica: Homens e mulheres Objetivo: Ver os homens e as mulheres em Lucas. Motivaçã o: Vamos identificar os homens e as mulheres que somente aparecem em Lucas e apresentá-los de uma maneira criativa. O importante não é competir, mas vivenciar cada personagem. Procedi mento: Dois grupos: homens e mulheres. - Os homens representam três personagens (homens) que somente aparecem em Lucas. - As mulheres representam três mulheres que somente aparecem em Lucas. 3º. O JESUS DE LUCAS Cada evangelista imprime uma cor diferente na pessoa de Jesus. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 79
  80. 80. Vejamos a cor própria de Lucas, que é diferente dos outros três. Se Lucas não conheceu pessoalmente a Jesus, como é que conseguiu apresentá-lo de maneira tão extraordinária e especial? Umas cinco pessoas poderão responder. Não se avaliam as respostas. Marcos e Mateus apresentaram a pessoa de Jesus de acordo com o seu próprio ponto de vista. Agora corresponde a Lucas nos oferecer os seus aspectos do mesmo Jesus. a. Jesus pobre anuncia o evangelho aos pobres Jesus foi pobre Os pais de Jesus são pobres (2,24). Nasce pobre e entre os pobres (2,7-8). Maria canta desde a sua pobreza e humildade (1,52). Jesus é o grande pobre, que não tem onde reclinar a cabeça (9,58). Evangelho para os pobres Os anjos dirigem a Boa Notícia do nascimento do salvador aos pobres (2,8). Jesus, ungido pelo Espírito para pregar aos pobres (4,18; 6,21). Os primeiros felizardos são os pobres (6,20). (Atenção: em Lucas são os pobres simplemente, não os pobres de espírito, como em Mateus). Ao banquete do Reino são convidados os pobres (14,12-14). Jesus fala muito forte contra as riquezas Atenção com a condição, porque a abundância dos bens não assegura a vida de ninguém. A parábola do rico insensato que somente pensa em seus bens materiais, sem dar-se conta que tudo isto acaba neste mundo, e que existe outro mundo (12,13-21). A parábola do rico que se banqueteia diante do pobre Lázaro, mostra como a abundância de bens faz com que fechemos os nossos corações diante das necessidades dos demais (16,19-31). Não temos que guardar para nós mesmos, mas nos enriquecermos das coisas de Deus (12,30-31). Para Jesus, as riquezas são injustas, “sê fiel nas pequenas coisas” ________________________ 80 Jesus nos 4 evangelhos
  81. 81. (16,9-12). Por isso faz um constante convite à pobreza e ao despreendimento. A condição para ser discípulo, é desprender-se de tudo (9,23); como os discípulos que deixam tudo para seguir o Mestre (5,11), Levi (Mateus) que abandona o dinheiro sobre a mesa, diante do chamado de uma só palavra: Segue-me (5,28). Aconselha a entesourar onde não chegam os ladrões, nem a traça corrói (12,33-34). Não se trata de desprendimento por desprendimento, mas porque se abandona à Providência de Deus. Deus alimenta até os corvos (12,24). Diante do grande tesouro do Reino todo o resto vem por acréscimo (12,31). Lázaro se salva não somente por ser pobre, mas porque confia em Deus (Isto significa o nome "Lázaro"). Vão juntas duas coisas: ser pobre e confiar em Deus (16,19-31). É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus (18,24-25). Os que amam as riquezas se fecham ao Evangelho e o burlam (16,14-15). Conclusão A última lição de Jesus a seus discípulos: A viúva do templo (21,1- 4). Um dia Jesus estava sentado de frente ao Tesouro do templo. Restava-lhe poucos dias de vida e estava pensando no tema do seu ensinamento a seus discípulos: o amor, a misericórdia, a salvação, a Igreja, os sacramentos, o perdão, e neste instante chegou uma pobre viúva que somente depositou duas moedinhas no Tesouro do templo. Então Jesus disse: já sei o que vou falar: Não importa o que se dá, mas como se dá. Não importa a qiantidade, mas a qualidade da oferenda. Deus não vê quanto damos, mas com quanto ficamos na bolsa. Aplicação Agora vamos nos colocar diante do Tesouro para depositar nossa _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 81
  82. 82. oferenda. Jesus está nos olhando. Qual é o seu comentário, a sua opinião? b. Missão de Jesus É Jesus quem declara para que veio (4,18-19) e o faz apoiado na Palavra. O Espírito de Deus está sobre mim, porque me ungiu e me enviou para: Anunciar a Boa Nova aos pobres. Proclamar a libertação aos cativos. Dar vista aos cegos. Dar liberdade aos oprimidos. Proclamar o ano da graça do Senhor (a salvação é gratuita). c. O Jesus que ora O Jesus de Lucas (diferentemente do evangelho Marcos) sempre está orando (19 vezes): Ora no momento do seu batismo (3,21). Durante o seu ministério (5,16; 10,21; 11,1). Nos momentos importantes, como antes de eleger os doze (6,12). Para fazer um milagre, como o da multiplicação dos pães (9,16). Antes da confissão messiânica de Pedro (9,18). Durante a transfiguração (9,28-29). Na última ceia (22,17.19). Intercede pelo seu amigo Pedro (22,32). Getsêmani: Não ordena a seu Pai que afaste o sofrimento (Marcos), nem "se é possível" (Mateus), mas mostra um total abandono nas mãos de Deus: "se queres" (22, 41). Por isso seus discípulos lhe pedem: Senhor, ensina-nos a orar e Jesus o faz não pregando um retiro, mas Ele mesmo começa a orar (o Pai Nosso), para nos ensinar que orar se aprende orando. Outras orações em Lucas: Zacarias (1,68-79) e Maria (1,46-55). d. Jesus misericordioso O traço mais importante e que sobressaía no Jesus de Lucas era a ________________________ 82 Jesus nos 4 evangelhos
  83. 83. sua misericórdia. Com os pecadores. Não os acusa, os entende: Pedro, a prostituta e o ladrão da cruz (7,36; 19,1-10). Com os discípulos (9,45; 18,34; 22,45). Com as mulheres: viúva de Naim (7,11-17), encurvada (13,11), as mulheres de Jerusalém (23,28) e as mulheres que o acompanhavam (8,1-3). Com o ladrão da cruz (23,34.43). Três parábolas da misericórdia (Dirigidas a seus inimigos). (Ver anexo 4). A ovelha perdida: A ovelha perdeu a sua capacidade de regressar porque no deserto não há caminhos. O pastor deixa as 99 e vai buscá-la no deserto até que a encontre. Você é a perdida ou uma das 99. Jesus não regressa sem você. É mais importante que as 99. Parece que Deus não sabe matemática. A mulher que perde uma moeda: Também na casa de Deus podemos nos perder. Busca cuidadosamente até que a encontre. A encontra na sujeira, no lixo. O filho perdido e encontrado: Não se explica esta parábola neste momento, porque se falará dela mais tarde na conclusão. Enfoque: ressaltar o papel do novilho gordo, porque o pai sabe que regressará. e. Ele caminha com seus discípulos e os faz caminhar A estrutura do terceiro evangelho está centrada na “subida a Jerusalém” (9,51-19,28). Jesus caminha com os seus a Emaús, os cura de suas decepções, lhes explica as Escrituras, lhes revela o sentido do sofrimento e os capacita para retornar alegres pelo mesmo caminho (24,13-35). Os leprosos foram curados quando iam pelo caminho (17,11-14). _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 83
  84. 84. f.Três palavras da cruz (Ver anexo 8). “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”: 23,34. Perdão sem limites.  D inâmica: Desculpar Objetivo: Perdoar significa desculpar. Motivacã o: O verdadeiro perdão se dá quando sabemos desculpar aquele que nos ofendeu, como fez Jesus na cruz. Somente quando desculpamos somos capazes de perdoar. Procedi mento: Identificar a pessoa que mais te prejudicou na vida. Ponha-se no lugar dela (história, condicionamentos, feridas, motivação que a levou a fazer isso, etc.) e desculpe o seu procedimento, por que se você estivesse no lugar dela teria feito igual ou pior. Repetir em voz alta identificando a pessoa por seu nome. N... você não é culpado do que me fez, eu em teu lugar teria feito pior. Estava condicionado pelas feridas de seu passado. Me feriu porque estava ferido. Aplicaçã o: Deus nos perdoa por que sabe de que é que somos feitos. Sal 103,14 “Hoje estarás comigo no paraíso”: 23,43. Nesse dia ele também entrará na festa do Reino. “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”: 23,46. Vou regressar outra vez à casa de meu Pai. ________________________ 84 Jesus nos 4 evangelhos
  85. 85. Espiritualidade: Jesus, o filho pródigo Se apresenta o quadro geral da parábola do filho pródigo, fazendo alusões a Jesus. Depois se insiste na promessa feita ao ladrão, que ele entrará nesse mesmo dia no Reino. Contempla-se Jesus nos últimos momentos de sua vida, que faz uma síntese da sua existência: Há trinta e três anos me aproximei de meu Pai e pedi a minha parte da herança. Deixei a casa de meu Pai e fiz uma longa viagem. Fiquei com os pecadores, com os ladrões e com as prostitutas para gastar toda a herança de meu Pai, oferecendo o perdão, a cura, a salvação e o paraíso. Mas tive grandes problemas naquela região. Perdi minhas roupas e tudo que possuía. Então decidi regressar para a casa de meu Pai e lhe disse: “Pai, espera-me com uma festa porque já estou voltando para a sua casa”. Meu pai, prepare a festa, o anel, as sandálias e o vestido novo. Mas eu não entrei na festa. Meu pai saiu ao meu encontro e me suplicou que eu entrasse. Mas lhe disse: “Pai, não vim sozinho, trouxe um grande amigo, e lhe prometi que estaria comigo no paraíso. Se preparou uma festa, esta também é para ele e ele também quer entrar”. Então o Pai disse ao ladrão: A festa é também para você. Tem um convite pessoal. Termina com oração. C. CONCLUSÃO a. Resumo Lucas, judeu da diáspora, pintou para nós a figura de Jesus misericordioso, salvador universal. Em seu escrito, se reflete a sua cultura e a sua educação. Jesus encarna a misericórdia de Deus (João Paulo II, Dives in misericórdia). _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 85
  86. 86. b. Frase para repetir Jesus misericordioso, salvador universal. c. Encerramento No início nos perguntamos, se Lucas não conhecia pessoalmente a Jesus, como foi que conseguiu uma apresentação tão maravilhosa e única do coração de Cristo Jesus ? Foi somente graças ao Espírito Santo. Outros conheceram pessoalmente a Jesus, mas o recusaram e não o valorizaram. Somente o Espírito Santo nos faz conhecer verdadeiramente o interior de Jesus. O ladrão da cruz, a prostituta e Zaqueu reconheceram Jesus, graças ao Espírito Santo. O mesmo sucedeu a Ana, Isabel. Maria, grávida e por conseguinte esposa do Espírito, o encarna em seu ventre virginal. Somente o Espírito Santo dá o conhecimento profundo de Jesus. Nos revela a verdade completa e nos faz experimentar o Senhorio de Jesus. Se Lucas que não conheceu a Jesus pode evangelizar com seu escrito durante vinte séculos, porque nós não podemos fazer algo semelhante? Com o Espírito Santo é possível ! Oração ao Espírito Santo para que nos revele Jesus. A tividade dos participantes: Monumento Objetivo: Perceber o que os participantes já aprenderam sobre o evangelho de Lucas. Motivaçã o: De uma maneira criativa cada comunidade vai apresentar um monumento sobre o evangelho de Lucas. Procedim ento: Se representa sem movimento nem palavras. Comunidade A: Alguma das características do evangelho de Lucas. ________________________ 86 Jesus nos 4 evangelhos
  87. 87. Comunidade B: O evangelista Lucas. Comunidade C: O Jesus de Lucas. Comunidade D: O Jesus de Lucas. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 87
  88. 88.  D inâmica: Três dramas Objetivo: Partilhar. Motivaçã o: Vamos entrar no aspecto dramático de cada evangelho. Para Mateus, é o povo eleito que não recebe o Messias enviado por Deus. Para Marcos, o drama se fundamenta em que os amigos íntimos abandonam Jesus no momento da prova. Para Lucas, é Deus quem recusa o fariseu cumpridor da lei e acolhe o pecador. Procedi mento: Trabalho em grupo. O grupo se divide em três. Cada grupo defende um drama com seus próprios argumentos. O fariseu e o publicano, que sobem ao templo para se encontrar com Deus. São somente dois personagens: Não existe um terceiro. Ou se é um ou se é outro. Devemos tomar o nosso lugar. Fariseu: Centra-se em si mesmo e seu Deus gira ao seu redor. Se compara ao publicano, e sente-se superior. Deus deve pagar porque ele merece. Publicano: Reconhece o seu pecado diante de quem pode perdoá- lo. O perdão é gratuito. Ñ R ecurso didático: Fariseu e o publicano Objetiv Reconhecer-se pecador. ________________________ 88 Jesus nos 4 evangelhos
  89. 89. o: Motivac ión: Vamos ver o contraste das atitudes do fariseu e do publicano. Procedi miento: Recorta-se um perfil de um homem em oração com as mãos para o alto (dois metros) e se coloca de frente ao altar ou ao Sacrário. Os participantes são convidados para subir ao templo (a capela) e tomar o lugar e a atitude de algum dos dois personagens. Enseñan za: Se reconhecer pecador é melhor do que sentir-se somente acusado de pecados. Ñ R ecurso didático: Os protagonistas Objetiv o: Identificar-nos com os personagens da parábola de Lc 15. Motivaç ão: Lucas nos convida a ser misericordioso como o Pai que recebeu o seu Filho. Procedi mento: A: os que quiserem expressar a misericórdia do Pai se coloquem ao fundo da sala em atitude de espera, ao Filho que regressa. B: os que se identificarem com o Filho, se coloquem na entrada da sala. C: os que sentem que estão vivendo uma situação parecida com a do irmão mais velho, se coloquem em um dos lados da sala. O Pai sai velozmente para receber o seu filho e o abraça efusivamente. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 89
  90. 90. ________________________ 90 Jesus nos 4 evangelhos
  91. 91. 3. LUCAS _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 91
  92. 92. 1º O EVANGELISTA LUCAS a. Judeu não palestino. Mente aberta. Não conheceu Jesus. b. Fiel companheiro de Paulo até o fim. c. Literato fino, educado e delicado. Sempre se desculpa e se justifica. d. Médico querido e apóstolo eficaz. e. Assinatura: Médico, cura-te a ti mesmo (4,23) f. Fotografia: O bom samaritano (10,29-37) g. Símbolo: O boi manso que não faz mal a ninguém. ________________________ 92 Jesus nos 4 evangelhos
  93. 93. 2º O EVANGELHO DE LUCAS a. Três características. 1ª: Escrito para os pagãos – salvação universal. 2ª: Escreve aos pecadores. 3ª: Evangelho do Espírito Santo: Paz e alegria. b. Objetivo: Conhecer a solidez dos ensinamentos recebidos. c. Coluna vertebral: A salvação universal. d. Chave para entendê-lo: “Sede misericordiosos” o fariseu e o publicano. e. Destinatários: cristãos provenientes do paganismo. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 93
  94. 94. ________________________ 94 Jesus nos 4 evangelhos
  95. 95. 3º O JESUS DE LUCAS a. Jesus pobre, anuncia o evangelho aos pobres. b. Missão de Jesus: 4,18-19. c. Jesus em oração. Como e quando. d. Jesus misericordioso com todos. 3 parábolas da misericórdia. 3 palavras da cruz cheias de misericórdia e perdão. e. Aquele que caminha com seus discípulos. Jesus, “o filho pródigo” que regressa à casa de seu Pai. JESUS MISERICORDIOSO, SALVADOR UNIVERSAL _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 95
  96. 96. 4 JOÃO 1. OBJETIVO Para conhecer melhor Jesus é necessário nos encontrarmos com o evangelista e com a estrutura do seu escrito. 2. IDÉIA CHAVE João tem uma teologia aprofundada, porque foi o último a escrever. Em vez de apresentarmos Jesus, é o próprio Jesus que se apresenta. 3. METODOLOGIA a. Enfoque Não se trata de um estudo bíblico, mas de uma visão panorâmica de Jesus. Portanto, se insiste mais em Jesus que na estrutura do seu escrito. b. Pedagogia O pregador pregunta certos aspectos ao evangelista e ele mesmo responde em nome do autor sagrado. Devem ser feitas contínuas alusões aos evangelhos sinóticos, para que o novo conhecimento trazido por João se edifique sobre os conhecimentos já adquiridos neste curso. c. Atividades dos participantes Hierarquizar. Adoração eucarística. Folha de trabalho “B”. d. Dinâmicas Identificar-se. e. Recursos didáticos ________________________ 96 Jesus nos 4 evangelhos
  97. 97. Monólogo. Juramento. Tomé. f.Materiais e Anexos Post it de diferentes cores. Fotocópia de quadro “B”. g. Tempo O tema é dividido em pelo menos 4 sessões de 45 minutos. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 97
  98. 98. 4. ESTRUTURA DO TEMA A. INTRODUÇÃO a. Evocação Ao final de sua vida, João recorda de maneira especial o que aconteceu há 70 anos atrás, quando encontrou Jesus no deserto. Inclusive lembra que foi às quatro horas da tarde. E você? Lembra da hora do seu encontro pessoal com Jesus? Umas cinco pessoas podem partilhar. b. Apresentação e localização do tema Vamos conhecer nosso quarto amigo que nos leva a Jesus. Mas sobretudo vamos nos deixar levar por ele, em suas asas de águia. c. Objetivo do tema e motivação Estamos diante do relato preferido pela maioria de vocês. Por isso, quem escolheu João como seu melhor amigo, tinha razão e talvez agora alguns que escolheram outro evangelista mudem de opinião. Toda obra representa o seu autor. Para compreender uma obra de arte, é necessário conhecer o autor. Quanto mais conhecermos a João, seu ambiente e seu pensamento, melhor conheceremos Jesus, porque o evangelista é como um espelho onde podemos contemplar a pessoa de Jesus. Afortunadamente neste caso, temos dados muito importantes para conhecer João. B. CORPO DO ENSINAMENTO A tividade dos participantes: Folha de trabalho B Objetivo: Conhecer o nível de conhecimentos dos participantes. ________________________ 98 Jesus nos 4 evangelhos
  99. 99. Motivaçã o: Vamos começar tendo contato com o próprio evangelho de João. Procedim ento: Dividir o trabalho por comunidade. Distribuir a “folha de trabalho B” e cada comunidade irá procurar uma parte. Conclusão : No Evangelho de João é o propio Jesus quem se apresenta. 1º. O EVANGELISTA JOÃO a. Discípulo e Apóstolo de Jesus, fiel até a cruz. b. O discípulo amado (13,23; 19,26.35; 20,2; 21.7.20-24). c. Místico que contempla o mistério do Verbo encarnado: prólogo sublime (1,1-18). Corre ao sepulcro de Jesus e chega antes que Pedro, mas não entra (20,3-8). É o primeiro a reconhecer Jesus ressuscitado no lago de Tiberíades (21,7). d. Assinatura Recorda até a hora de seu encontro com Jesus (1,35ss). e. Fotografía Recosta no peito do Mestre na última ceia (13,23-25) e na cruz (19,26-27). f.Símbolo A águia que voa alto. _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 99
  100. 100. Desaf io: Se Deus lhe dissesse para escolher apenas uma coisa: Comtemplar o mistério do Verbo, voar pelas alturas do misticismo, recostar no peito de Jesus, estar ao pé da cruz ou ser o primeiro a reconhecer a Jesus ressuscitado, que parte escolheria e porquê? Abre-se a partilha para as diversas opiniões. 2º. O EVANGELHO DE JOÃO a. Três características do evangelho de João 1ª característica: Último a escrever João escreve uns 20-25 anos depois de Mateus e de Lucas, e 35 anos depois de Marcos. Portanto é mais maduro e profundo. É diferente dos sinóticos: Não repete o que eles disseram. É original, possuindo um caminho próprio. A Igreja já tinha aprofundado a mensagem, graças ao Espírito Santo, já havendo superado muitas provações. Tem uma experiência particular, mística. 2ª característica: Evangelho dos grandes diálogos e discursos Jesus é a Palavra que põe sua tenda no nosso acampamento. Mas não se impõe. Dialoga com o homem. DISCURSOS DIÁLOGOS O pão da vida (6) Nicodemos (3) Identidade do Messias (8-9) Samaritana (4) O bom pastor (10) Tomé (20) ________________________ 100 Jesus nos 4 evangelhos
  101. 101. Despedida (15-17) Pedro (21) Além disso, encontramos freqüentes discursos - Com os judeus: 5,10.18; 7,10-24; 8,21-59; 10,19-42. - Com os fariseus: 8,12-20. 3ª característica: Teologia sacramental e ambiente festivo O quarto evangelho tem um clima sacramental. - Batismo: 3; 4,14; 9,11. - Eucaristia: 6. - Confirmação: 7,39. - Penitência: 20,22-23. - Sacerdócio: 20,21-23. - Matrimônio: 3,29. A Igreja é sacramento de salvação: 20,21-23 (Lumen Gentium 1) João busca os acontecimentos mais importantes de Jesus dentro do ambiente das festas dos judeus: - Na festa dos Tabernáculos promete o rio de água viva, o Espírito Santo (7,2; 7,37-39). - Sobe a Jerusalém cada páscoa e morre no dia em que imolava o cordeiro para celebrar a libertação de seu povo (2,23; 4,45; 19,31). - Também prefere realizar seus sinais nas festas, como a cura do paralítico de Betesda em Pentecostes (ver nota de 5,1i na Bíblia de Jerusalém). Transforma a água em vinho durante um festa de bodas. b. Objetivo Para que creiam e tenham vida eterna e vida em abundância (20,31; 10,10). _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 101
  102. 102. c. Coluna vertebral A hora da glorificação (Ver nota de Jo 2,4. da Bíblia de Jerusalém). d. Chave para entendê-lo: O barco e o submarino A diferença é a profundidade. O barco vai pela superfície, entretanto o submarino submerge nas profundidades. Nicodemos vê apenas o barco, uma vez que afirma que não pode entrar outra vez no ventre materno. A Samaritana, vê o barco, uma vez que refuta a Jesus, uma vez que não tem com que tirar a água do poço de Jacó. e. Destinatários Aqueles que já tiveram crescimento espiritual ou buscam as alturas da vida mística. f.Síntese João dá um testemunho fiel e veraz daquilo que viu e ouviu. O quarto evangelho é o escrito mais maduro e teológico do Novo Testamento. Desaf io: Você dá testemunho respaldado pela sua experiência, ou simplesmente repete aquilo que os outros te disseram ? g. Frase para repetir Somente aqueles que experimentaram Jesus podem ser testemunhas autênticas. Os demais são repórteres. A tividade dos participantes: Hierarquizar Objetivo: Ter contato com o Evangelho e partilhar com os demais. ________________________ 102 Jesus nos 4 evangelhos
  103. 103. Motivaçã o: O Evangelho nos faz refletir. No trabalho que se segue, não podemos responder “todos” ou “ninguém”, mas fazer uma reflexão e tomar uma postura. Procedim ento: Trabalho por comunidades. Cada comunidade discute para selecionar qual é o mais importante e o menos importante. Comunidade A: Sete “Eu Sou” (Anexo 5). Comunidade B: Sete sinais (Anexo 6). Comunidade C: Palavras de Jesus na cruz (Anexo 7). Comunidade D: Títulos de Jesus (Anexo 7). Conclusão : Todos têm a sua importância e estão unidos entre si. 3º. O JESUS DE JOÃO  D inâmica: Identifícar-se Procedi mento: Ler os nomes dos personagens que somente aparecem em João (Anexo 10). Com qual deles você gostaria de identicar-se e por quê? Escreve-se em um post it (5`). Já vimos Jesus de três diversas perspectivas. Agora vejamos a última que completa o quadro. Vamos conhecer o Jesus de João. É o mesmo Jesus, mas visto de outra perspectiva, onde são captados certos aspectos e características singulares. Recurso didático: diálogo imaginário do pregador com o evangelista João. - João: Mateus, Marcos e Lucas já nos apresentaram visão que eles _______________________ Jesus nos 4 evangelhos 103

×