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Plano real

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Desdobramentos do Plano Real

Publicada em: Economia e finanças
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Plano real

  1. 1. ECONOMIA BRASILEIRA PÓS-ESTABILIZAÇÃO: FHC E LULA Fim de 1993: Implementação do Plano Real (mais engenhoso de combate à inflação). Apesar das várias crises internacionais, da crise cambial de 98/99 e da mudança do regime de política econômica, o Plano Real conseguiu reduzir a inflação e mantê-la sob controle durante bastante tempo. Mesmo com a mudança de governo (FHC para Lula) não pôs em risco a estabilidade. Embora ter alcançado o êxito, a crença de que com a estabilização o país retomaria uma trajetória estável de crescimento econômico não conferiu-se. O sacrifício de crescimento devido a estratégia de estabilização provocou um aumento significativo do desemprego no país. As taxas de juros brasileiras permaneceram extremamente elevadas ao longo de todo este período, a carga tributária elevou-se de forma contínua, o investimento permaneceu em níveis satisfatórios, inviabilizando um crescimento econômico compatível com o que vem ocorrendo em outros países. PLANO REAL E O 1º MANDATO FHC O Plano Real pode ser visto como a adoção da proposta de reforma monetária. O plano não seria adotado de surpresa, mas sim gradualmente. Não recorreria a congelamento, mas a uma “substituição natural”da moeda. Havia uma preocupação com a correção dos desequilíbrios existentes na economia. O Plano Real dividiu o ataque ao processo inflacionário e impediu que ocorressem altas inflações. Elementos principais desse ajuste: corte de despesas, elevação dos impostos e diminuição nas transferências do governo federal. - 1º ponto: Implantação do Plano de Ação Imediata (PAI) – visava o corte de gastos (desp. de investimento e pessoal); -2º ponto: Aumento da arrecadação: IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). Alíquota de 0,25% Caráter temporário 3º ponto: Aprovação do Fundo Social de Emergência (FSE) – alimentado por 15% da arrecadação de todos os impostos. Sob estes recursos a União não cumpriria as vinculações de despesas determinadas na CF 88. Essas medidas não eram soluções definitivas, apenas serviriam como um fôlego fiscal. Assim, o governo deveria realizar os ajustes necessários. 1990 – o país apresentava significativos superávits primários e déficits operacionais relativamente baixos. Ocorreu a redução da razão da dívida pública /PIB. Imaginava-se que o Brasil valia um efeito-Tanzi inverso, pois ao invés de a inflação penalizar o desempenho fiscal deviso à menor indexação da receita em relação à despesa, ocorria o contrário, sendo a receita mais indexada que a despesa e, assim, a inflação favoreceria o ajuste fiscal. 1994 – 2ª Fase: Novo sistema de indexação – Visava simular os efeitos de uma hiperinflação - “substituição parcial da moeda” Introdução da URV (Unidade Real de Valor) – valor em cruzeiros reais seria corrigido diariamente pela taxa de inflação medida pelos principais índices. O valor da URV manteria uma paridade fixa de um para um com dólar (taxa de câmbio). A URV funcionava como unidade de conta, expressando o preço das mercadorias, mas as transações eram liquidadas em cruzeiro real, que mantinha a função de meio de troca.

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