O que é uma loja maçonica e os cargos a compõe 6

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LOJA MAÇONICA

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O que é uma loja maçonica e os cargos a compõe 6

  1. 1. O QUE É UMA LOJA MAÇÔNICA
  2. 2.  Na maior parte do mundo, os maçons juntam-se, formando lojas maçónicas (que não são os edifícios onde se reunem, mas a própria organização) de modo a trabalhar nos graus simbólicos da Maçonaria:  Aprendiz  Companheiro  Mestre  As diversas maçonarias nacionais estão divididas por "Oficinas" que podem ser constituídas por Lojas (com no mínimo sete "Mestres Maçons") ou Triângulos Maçônicos (com no mínimo de 3 "Mestres Maçons"), independente do rito praticado.  São compostas, geralmente, pelos seguintes cargos:  Venerável ou Presidente.  Primeiro Vigilante: responsável pelos companheiros ou aprendizes (*);  Segundo Vigilante: responsável pelos aprendizes ou companheiros (*);  Orador: representante da Lei maçónica e que sintetiza as conclusões de cada reunião(**);  Secretário: redige as atas e serve como mediador entre a Loja e a Obediência;  Chanceler: responsável pelos documentos de frequencia e visitas (***);  Tesoureiro.  (*) As funções desses cargos mudam conforme o rito seguido e Obediência pertencente; (**) Esse cargo é inexistente no rito de York; (***) No rito de York esse cargo é acumulado com o de Secretário.  A que se juntam:  Mestre de Cerimónias, responsável pelo protocolo.  Guardião (do Templo), responsável por verificar a entrada do Templo ou Loja, podendo impedir a entrada de pessoas ou Irmãos não autorizadas a entrar em seus recinto Loja Maçônica Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
  3. 3. O QUE É UM TEMPO MAÇONICO
  4. 4.  A EGRÉGORA NO TEMPLO MAÇÔNICO   Este trabalho tem por finalidade discorrer sobre a egrégora no templo maçônico através de estudo das reuniões ordinárias que ao terminar o giro do saco de propostas e informações entregue pelo mestre de cerimônia após a conferência dos demais, “participamos atentamente” daquele momento litúrgico.  Quando não há coleta de material, ouvimos da parte do venerável mestre a expressão: o saco de proposta e informações só colheu bons fluídos.  Para isto foi estudado e analisado o que determina este fluído e procurado entender os ditames dos sinônimos: egrégora no universo da maçonaria.  Este estudo esbarra com várias teorias, com isto foi dado mais ênfase nas interpretações simbólicas, sem ser contrário e nem causar divergências de idéias.   EGRÉGORA  È a energia de quintessência (além da percepção dos cinco sentidos dos seres humanos), que nem todos a percebem, mesmo vivendo mergulhado neste “mar de energia” que forma tal fenômeno. A maioria permanece no mundo das ideias, na subjetividade, tendo opiniões formadas como utopia por seres crentes nas formas de energia palpável (matéria) percebida pelos sentidos básicos. Para o famoso cientista da psicanálise (Carl Gustav Jung) podemos ter percepção intuitiva por meio da exploração do inconsciente coletivo. Para o célebre psicanalista o inconsciente pessoal descansa sobre outro mais profundo extrato, que não se origina nem da experiência e nem de uma aquisição pessoal. Diante e disto a busca se faz por teoria e cientificidade fidedigna, com os estudos de astrologia, arqueologia, biologia, etc.  Para Valdir Aguilera, a matéria que constitui os corpos é definida como matéria organizada, que são: molécula e núcleo atômico, para diferenciar da matéria quintessenciada. Esta matéria é a matéria-prima de que são formadas todas as partículas que se organizam, naquelas estruturas.
  5. 5.  No dicionário brasileiro da enciclopédia “o mirador”, vemos que a quinta-essência, é substância etéria e sutil, considerada pelos alquimistas como o quinto elemento após a água, terra, ar e fogo, que é obtida após cinco “destilações sucessivas” e é o elemento mais puro do organismo humano.  Provavelmente quem definiu primeiro a existência do quinto elemento foi Aristóteles, que segundo sua tese deveria haver uma substância etérea que penetrasse em todos os compostos e impedissem os corpos celestes de caírem sobre a terra. Depois disso houve muita discussão até que Isaac Newton a defendeu sobre os conceitos de matéria e energia.  Hoje a ciência tenta comprovar a sua existência através da física quântica. Portanto, através da somatória de energias emocionais e mentais de duas ou mais pessoas reunidas é que nasce a egrégora, podendo assim ser geradas em vários agrupamentos humanos como: religiões, clubes empresas etc. Toda essa energia é o resultado da transformação de micro partículas da energia “primária” pelo ser humano.  Sendo uma somatória de energias não há limites para que o nível de frequência seja sua fonte criadora, assim pode existir em potencialidades energéticas com vibrações elevadas ou baixas vibrações ditas “negativas”. Pode-se afirmar que forças estranhas rodeiam, a todos os momentos o ser humano sem que esse a perceba. Há provas empíricas de pessoas que sentiram perturbações físicas e psíquicas em determinados locais de agrupamentos de gente e em lares com desequilíbrios psíquicos.  Por axioma, um ser humano nunca vence a influência de uma egrégora caso se oponha a ela. Uma pessoa, por mais forte que seja, permanece uma só. A egrégora acumula energia de várias pessoas. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estaria emprestando à egrégora para que ela incorpore as demais e o domine.  Portanto, um ambiente carregado com energia positiva, não será vencido pela minoria de forças negativas, mesmo que for de encontro à egrégora. Para as energias negativas, acontece no mesmo sentido. Mas há um paradoxo. Existe uma ferramenta poderosíssima neste sentido que é a prece ou a oração por meio de vibrações positivas de pensamento e encontro com o amor universal. O ser quando reza/ora com fé no criador, emite energia positiva e esta supera qualquer intencionalidade malévola que seja gerada por um grupo ou por uma unidade.
  6. 6.  Portanto, se for positiva será somada e se for negativa, poderá ser eliminada de uma vez por todas, pois ali esta a forca do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.   O INTERIOR DO TEMPLO  No interior do templo, quando em sessão, todos os irmãos sentem-se envolvidos por vibrações diferentes e é no momento da “ leitura” dos mistérios da ordem que cada maçom com sua objetividade, reflete e analisa no seu ego os problemas em sua particularidade e começa a enxergar o inicio do caminho da retidão.  Durante a iniciação no momento do juramento perante os irmãos e o legado do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO que a união de pensamentos no interior do templo faz com que comece a construção de vibrações de elevadas frequências, energia quintessenciada, alem da percepção dos sentidos básicos do ser humano.  A união de pensamentos, tanto no oriente quanto no ocidente, constrói e transmite o complexo de ligações magnéticas formadas pela egrégora.  Mesmo a palavra não existir em nosso idioma, não ser listada em nossos dicionários e o seu aparecimento na maçonaria ter iniciado nos anos 80, a egrégora existe desde os primórdios da humanidade com o aparecimento da segunda criatura humana.  Nós somos formados por células e estas por átomos, moléculas e núcleos e, sendo assim, somos um condensador de energias; um corpo energizado. Sabemos também que a energia pode ser positiva ou negativa, no caso do ser humano depende do seu estado de saúde física ou psíquica conforme a sua intenção.  Quando estamos com a saúde perfeita, bem com a família, bem com os irmãos da ordem, nós estamos positivos, em caso contrário estamos negativos.  Não há porque duvidar da existência da egrégora no interior do templo maçônico, pois ela se forma a partir do encontro de duas pessoas ou mais para um determinado objetivo.  Rizzardo de Camino define que egrégora deriva do grego egregorien que significa “vigiar”. a maçonaria aceita a presença da egrégora em sua sessões litúrgicas.
  7. 7.  Para que surja esta energia é necessária a preparação do ambiente, formada pelo ”som”, pelo “perfume do incenso” e pelas vibrações dos presentes. Antes de ingressarmos no templo devemos deixar no átrio todos os pensamentos inapropriados, impuros para o culto maçônico. A ritualística e liturgia preparam o momento do surgimento (...) da energia no exato momento em que o oficiante (orador) termina a leitura em voz alta do trecho do livro sagrado, que diz no salmo 133: da agradabilidade convivência em união fraterna, e a compara com “ o oleo precioso sobre a cabeça o qual desce para a barba, a barba de Aarão... é como o orvalho de Hermom que desce sobre o monte de Sião... ali ordena o senhor sua benção e a vida para sempre.” o que quer traduzir que o amor fraterno é comparado ao óleo santo da consagração e ao orvalho que umedece Jerusalém dando vida à natureza  Esta energia, como tênue fio espiritual, para adquirir corpo etéreo com as características humanas. Os mais sensitivos percebem esta entidade, que se mantém silenciosa, mas que atua de imediato em cada maçom presente, dando-lhe assistência espiritual de que necessita, manipulando a fraternidade.  Os cépticos não aceitam esta entidade; porem estudos aprofundados revelam a possibilidade de seu surgimento. A “egrégora não é um motivo de adoração, pois surge a partir da força mental e das vibrações do conjunto; em resumo poder-se-ia dizer que a egrégora é a materialização da força do maçom, quando em sessão”. Portanto, não requer idolatria, mas sim uma total concentração sem esforço durante a ritualística para que esta egrégora possa permanecer o maior tempo possível ativa, constante e homogênea.  BIBLIOGRAFIA  CAMINO, Rizzardo de. Literatura maçônica. Simbolismo do primeiro grau – aprendiz. Ed. Aurora, São Paulo: 1989.  kabbalah e maçonaria.  www.cabalamaconaria.blogspot.com  www.maconaria.net/portal/index  www.freemasons-freemasonry.com
  8. 8. Templo Maçônico Um Templo Maçónico, é um lugar onde se reúnem os Franco-Maçons a fim de celebrar os seus rituais, no âmbito do que eles chamam de "comportamentos". A sua concepção, disposição e a sua decoração, obedecem à regras simbólicas precisas, que podem variar mais ou menos de acordo com os ritos e graus maçônicos. Muitas vezes, é bastante extensa a referência feita ao Templo de Salomão, como descreve o primeiro livro de Reis, na Bíblia (Capítulo 5-6-7) e o II Crônicas - ( no Livro de Crónicas) (Capítulo 3 e 4). 1 Concepção e disposição do Templo Maçônico O arranjo e decoração do templo para cumprir os objetivos simbólicos. A "Praça" Na maçonaria, o termo "praça", no plural, se refere as áreas, imediatamente na parte da frente, à entrada do templo. Segundo os textos, os adros eram três e sucessivamente acessíveis de acordo com determinada hierarquia. Eles procediam a Oulam,2 primeira parte do templo de Salomão. O pórtico e a porta de entrada A entrada do templo está localizado no lado ocidental (oeste). Em ambos os lados da porta, da esquerda para a direita estão duas colunas, chamado Boaz e Jachin, e comumente referido por suas iniciais, J.(Jachin) e B.(Boaz), sendo as mesmas cobertas, com um capitel decoradas com "granadas", parcialmente aberta..1 A granada foi utilizada como decoração para o templo de Salomão..3 De acordo com os ritos, as colunas são colocados de maneira diferente: No Rito Escocês, é para o norte e Boaz e Jachin para o sul e é o oposto dos Ritos Francês e do Rito egípcio. O templo é composto por uma sala rectangular e sem janelas. É uma representação do mundo e do Cosmos. O templo, é simbolicamente orientado de oeste para leste (de oeste para leste) sobre a duração do Norte (norte) ao meio-dia sobre a largura do nadir e do zénite da sua altura. O limite máximo é idealmente as cúpulas e o decorado, como um céu (azul escuro ou preta, estrelas). A linha é rematado, por vezes, suspenso acima do centro do Templo. O solo, é constituído por uma calçada em mosaico, quer na sua totalidade, ou pelo menos um na central do rectângulo. Em alguns rituais, no centro do templo, estão três pilares dispostos em um triângulo e uma "mesa de casas" nos principais símbolos maçônicos.
  9. 9. Dois escritórios, chamados de placas, são organizados contra os parapeitos do Oriente, Norte e Sul, face-a- face. Outra secretária/placa, é colocada ao lado da coluna do norte, de frente para leste. Nos Ritos Francês e do Egipto, a Quarta Câmara está disposta perto da coluna do Sul, que também, está em frente ao leste. No Rito Escocês, o quarto platô se localiza no meio das cadeiras e nos bancos para o almoço, de frente para o norte. Estes quatro "platôs", estão ocupados por um funcionário da apresentação. Oriente A leste, existe uma plataforma levantada, o que pode ser acessada por pelo menos três etapas. Balaustradas de ambos os lados da escada, entre o leste do templo. Existem outros lugares e mais três chapas: a maior, média e voltada para o Ocidente é a doVenerável Mestre, Presidente do Loja. A Sul e Norte, contra o gradeamento, os outros dois platôs são ocupados por outros oficiais, face-a-face. A pedra bruta, pedra cúbica e mais três lustres, perto do Venerável..1 Ocidente No Ocidente, um banco é colocado entre as colunas, mesmo ao lado da porta, onde se senta o "Couvreur", Guardião do Templo. Septentrion e o meio-dia Septentrion - Quanto a norte para o sul, ao longo das paredes, estão instalados assentos ou bancos chamados de "colunas". Isto é onde os construtores têm lugar durante trajes. Podem ser encontrados ao longo do número de lugares, uma bainha (ou manga) de escorregamento de espadas maçônicas. Anexo Anexada, está a "empresa de reflexão", utilizado para as iniciações, sempre separados do templo. Decoração do Templo A decoração do templo também é codificada. Uma parte é fixa, mas alguns elementos o mudam, dependendo de quem ocupava o lugar, o seu ritual e seu grau maçônico.
  10. 10. Uma corda a nós, o ramalhete serrilhada, ao redor do templo abaixo do limite ao das longas paredes do lado leste, o norte e o sul. Ela simboliza a união da cadeia..4 Pelo leste, e na parede, por detrás da plataforma do Venerável, se encontra representado po um triângulo isósceles chamado delta luminoso Sol e uma Lua, chamado luminárias. Segundo grau maçônico, situada na parte ocidental, a parede no lado norte da porta, se encontra uma estrela brilhante de cinco estrelas nomeado flamboyante em forma de ramos. Este é um pentagrama. Em níveis mais elevados, cortinas pretas ou vermelhas, e raramente, outras cores mais, podem ser colocadas nas paredes. Ao mudar a partir do posto de companheiro para o Mestre, o Templo se torna sala ambiente ou Hekhal, para os Maçons do terceiro grau, onde, de acordo com o mito de Hiram Abiff, onde os Mestres receberam o seu salário. Segundo a tradição maçônica, o acesso a este "espaço", se dá por uma escada em forma de parafuso, por três séries sucessivas, respetivamente 3, 5 e 7 etapas. Na Bíblia, o Hekhal, ocupa uma posição intermediária entre o pórtico e a dosanto dos santos..5
  11. 11.  A ABÓBADA CELESTE E SEU SIGNIFICADO NA MAÇONARIA.  19 Sep 2008-09:27:41  A ABÓBADA CELESTE E SEU SIGNIFICADO NA MAÇONARIA.  Por Edílson Araújo (*)  I – INTRODUÇÃO.  O objetivo deste trabalho é o de iniciar a discussão sobre o significado da Abóbada Celeste na Maçonaria e, especificamente no Templo Maçônico.  Não tenho, nem de longe, a pretensão de esgotar a matéria, primeiro por se tratar de um assunto bastante polêmico, segundo porque os meus parcos conhecimentos não me permitiriam chegar a tanto e, em terceiro lugar, porque para um maçom não existem verdades absolutas, o que significa dizer que nenhuma análise sobre o assunto será tida como definitiva, uma vez que um de nossos princípios é a infinita busca da verdade.  Espero, pois, que este pequeno ensaio, seja o início de uma discussão e, principalmente, de um estudo aprofundado sobre o tema em discussão, tendo em vista a necessidade que temos de aprofundarmos o estudo sobre a simbologia que envolve o Templo Maçônico e a própria Maçonaria, uma vez que não se pode pretender ser um verdadeiro maçom, sem o estudo aprofundado dos símbolos sobre os quais se sustenta a doutrina de nossa Ordem.  O TETO DO TEMPLO MAÇONICO.  O templo maçônico tem o teto abobadado, na cor azul e semeado de nuvens e estrelas, onde circulam o Sol, a Lua e inúmeros outros Astros, representando claramente o Firmamento Celeste.  Nele os Astros traduzem uma simbologia especial e se conservam em equilíbrio, atraídos que são, uns pelos outros.  Ainda não houve uma definição clara de quando, onde e como surgiu o uso da Abóbada Celeste nos tetos dos Templos Maçônicos. Esta informação seria de fundamental importância ante as inconsistências e incoerências que poderiam ser resolvidas tendo-se acesso às origens,
  12. 12.  Segundo algumas obras de literatura, a Maçonaria foi incorporando elementos de Alquimia e Astrologia ao longo de sua formação ou estruturação na Europa, o que demonstra, de imediato, a incoerência da afirmação, tendo em vista que na Abóbada Celeste estão grafados planetas e estrelas, chamadas de Estrelas Fixas na Astrologia, e ainda constelações ou agrupamento de estrelas, sendo que se essa simbologia tivesse vindo da Europa, que fica no hemisfério norte, não poderia aparecer no teto o Cruzeiro do Sul, grupo de estrela que é visível somente no hemisfério sul?  Tanto isso é controverso que Hiran L. Zoccoli, autor da obra "A Abóbada Celeste na Maçonaria", na qual diz que após examinar divergentes estampas do céu maçônico, confrontando-as com a diversidade dos tetos existentes, estudou os fundamentos da Astronomia, concluindo pela incompatibilidade da presença concomitante de tais aspectos na abóbada do templo maçônico. Daí apresentar e postular, calcadas em padrões da Astronomia, duas novas abóbadas: uma para as lojas do Hemisfério Norte, e outra para as do Sul. Nelas insere todas as constelações zodiacais e todos os planetas conhecidos do Sistema Solar, acrescentando na boreal a Estrela Polar e na austral a constelação do Cruzeiro do Sul.  Outras incoerências e polêmicas existem, mas não é esse o objetivo do trabalho, pelo que nos absteremos de continuar apontando-as, não significando que devemos ignorá-las, pois em outras oportunidades temos a obrigação de investigar e continuar a discussão por se tratar de um tema que deve ser estudado com maior profundidade e, também, porque uma das coisas que aprendemos logo que recebemos a Luz é que: “Na Maçonaria tudo tem uma razão e uma lógica, nada é por acaso”.  A ABÓDADA CELESTE.  No Oriente, um pouco à frente do Trono do Venerável Mestre, vislumbra-se o Sol; acima do Altar do 1º Vigilante, a Lua e acima do Altar do 2º Vigilante, uma Estrela de cinco pontas.  No centro do teto é fácil observarmos a existência de três Estrelas da Constelação de Órion, e entre essas mesmas estrelas, figuram as Plêiades, a Híades e Aldebarãs que se situam a Nordeste do Templo. Já entre Órion e o Nordeste do templo, brilham Régulos da Constelação de Leão.
  13. 13.  Ao Norte observamos a Ursa Maior; a Noroeste, apresenta-se ARTURUS, com a sua cor avermelhada; e Leste a SPICA da constelação de Virgem; a Oeste ANTARES e finalmente FOMALHAUT que se situa no Sul. Todas essas estrelas são de Primeira Grandeza, que refulgem simbolicamente no teto do Templo, e as principais são: Três (3) da Constelação de Órion; cinco (5) da Constelação das Híades, e sete (7) das constelações das Plêiades e Ursa Maior. Já Aldebarã Arturus, Régulos, Antares e Fomalhaut, são denominadas Estrelas Reais. Interessante salientar que os planetas também se apresentam no teto do Templo, e figuram no Oriente JÚPITER; no Ocidente VÊNUS; junto ao Sol fica MERCÚRIO; enquanto que SATURNO e seus Satélites ficam próximo a Órion.  A REPRESENTAÇÃO SIMBÓLICA.  Os astros sempre exercem influência predominante no espírito do homem. A Astrologia é uma das ciências mais antigas do Mundo e através dela os magos procuram, sempre, entrever os destinos da humanidade.  Astros e planetas benéficos e maléficos atuam, segundo os astrólogos, sobre a vida dos homens e sobre os acontecimentos terrestres.  As conjunções planetárias sempre constituíram objeto de estudo acurador, e suas várias influências, dizem os astrólogos, atuam não só na vida particular do homem, como nos destinos da Pátria e de todo o Mundo.  A Maçonaria, datando dos tempos imemoriais e sendo, como o é, um repositório do mais autêntico simbolismo, não poderia fugir a influência da Astrologia e assim se explica a íntima ligação da Maçonaria e da Astrologia no aparecimento da figuração dos principais astros e dos planetas no teto do Templo que é, simbolicamente, a representação da ABÓBADA CELESTE.  O azul celeste é a cor que se vê sobre o Oriente e este azul vai se matizando até chegar ao azul escuro já sob o Ocidente. O simbolismo dessa mudança de cor significa que as ciências, as letras, as artes, as civilizações, enfim, tiveram sua origem no Oriente e de lá caminharam para o Ocidente.  A luz apresenta-se em toda a sua pujança no Oriente enquanto que, no Ocidente, as trevas são espaçadas lentamente pela luz que caminha do Leste para Oeste. Alguns hermetistas procuram no simbolismo da camblante cor azul no teto dos Templos Maçônicos a representação da Aura Humana, que envolve os corpos de todos os habitantes da Terra e que reflete os pensamentos bons ou maus das pessoas, assim formando uma Aura mais clara ou mais escura que é representada pela mudança do azul no teto dos Templos.
  14. 14.  A abóbada celeste simboliza as causas primeiras e a harmonia, eternamente ativa, de que se compõe o Universo. Já a abóbada do Templo é assim azulada e estrelada porque, como a Abóbada Celeste, cobre todos os homens sem distinção de classe ou cor  A abóbada constelada dos Templos Maçônicos é o símbolo da Universalidade da Maçonaria e de sua transcendência, porque o céu estrelado é sempre um convite à meditação favorecida pela quietude e pelo profundo silêncio que conduzem à paz e à tranqüilidade do espírito.  CONCLUSÃO.  Muitas hipóteses já foram levantadas sobre o que a Abóbada Celeste realmente simboliza na Maçonaria.  Uns dizem que se trata de um método de orientação de navegação. Outros que simplesmente retrata a simbologia dos cargos que lhe estão imediatamente abaixo. Astrologicamente, pode ser uma Carta Astral de uma data especial.  Entretanto de tudo aquilo que expomos acima podemos chegar a algumas conclusões, do ponto de vista simbólico, diferentes das hipóteses acima. Talvez esteja tentando inovar, mas acho que a conclusão que apresentamos a seguir pode ser o início de uma investigação do real significado da Abóbada Celeste.  Vejamos:  Em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, três a governam, cinco a compõem e sete a completam.  As estrelas principais que refulgem simbolicamente no teto do Templo, são três da Constelação de Órion; cinco da Constelação dos Híades e sete das constelações das Plêiades e da Ursa Maior.  Assim, em uma Loja Justa, Perfeita e Regular, os três que a governam, o Venerável Mestre o Irmão 1º Vigilante e o Irmão 2º Vigilante, são representados pela Constelação de Órion.  Os cinco Mestres Maçons que a compõem, os Irmãos Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler e Mestre de Cerimônias, são representados pelas cinco estrelas da Constelação das Híades; e os sete Mestres Maçons que a completam, os Irmãos Hospitaleiro, 1º Diácono, 2º Diácono, Porta Espada, Porta Estandarte, 1º Experto e 2º Experto, são representados pelas sete estrelas das Constelações das Plêiades e da Ursa Maior.
  15. 15.  Portanto teríamos representados na Abóbada, todos os cargos de administração da Loja  Concluímos, ainda, que além da significação simbólica acima, em nossa abóbada escondem-se vários dos princípios morais, das leis naturais e dos grandes contrastes e transformações que regem o transcurso da vida cósmica e humana, havendo em seu contexto um pensamento orientado, voltado para a tradição esotérica e para o transcendental que contribui decisivamente para a formação da aura humana e da energia que se estabelece nos momentos de concentração de todos os irmãos durante as sessões.  Por enquanto, foi o que podemos entender da Abóbada Celeste. Outros aspectos e significados existem, todavia, para o que nos propomos, entendemos ter proporcionado o inicio da discussão que espero não pare por aqui, posto que a importância do tema clama por um estudo mais aprofundado.  Aos irmãos M:. M:., peço desculpas pelas interpretações, porventura errôneas e espero deles a contribuição necessária para corrigi-las, enquanto que dos Irmãos Aprendizes, espero despertar a atenção para o estudo do tema, dada a beleza e a importância que ele encerra.   Belém-Pa. 10 de março de 2004  (*)Edilson Araújo - Mestre Maçom, Venerável de Honra da ARLS ARMANDO DO AMARAL SÁ Nº 56, Cavaleiro de Kadoshi, Gr.: 30.
  16. 16.  AS COLUNAS ZODIACAIS: NOÇÕES SOBRE O SEU SIMBOLISMO NO UNIVERSO DA RELAÇÃO MAÇONARIA E ASTROLOGIA  Ir José Ronaldo Viega Alves  Ir José Ronaldo Viega Alves ronaldoviega@hotmail.com Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS.  “Se um dia, porém, a interpretação mística se tornasse dominante, impondo suas interpretações, olvidando a tradição e os Landmarks, nesse dia teria fim a Maçonaria, pois logo seria transformada em mais uma seita religiosa, tornando-se aquilo que seus acusadores agora a consideram, afastando todos os sinceros praticantes de outras religiões, negando, assim, seus princípios basilares.” (Walter Celso de Lima em „Ensaios Sobre Filosofia e Cultura Maçônica‟) INTRODUÇÃO Gosto de assuntos estimulantes, que imponham desafios e envolvam pesquisas aprofundadas. Gosto, sobretudo, das perguntas que vão se assomando durante a busca da melhor informação, pois, elas são como gatilhos que fazem disparar os nossos pensamentos, o nosso raciocínio e atiçam de vez a nossa curiosidade. Na Maçonaria, assim como, no interior dos nossos Templos, estaremos sempre muito próximos das perguntas, e a nossa evolução dependerá muito do nosso amor pelos estudos que realizarmos. As respostas obtidas, ao longo do tempo, as que contemplem as nossas dúvidas, terão muito a ver com o nosso compromisso, o nosso interesse e a nossa vontade de saber. E aqui, a velha máxima: “Sapere aude.” Sou um adepto daquelas instruções recheadas de perguntas, onde, no momento aquele da expectativa que antecede a resposta, a mente já revirou todas as suas gavetas, para descobrir que a resposta não está arquivada lá. Por isso, a sensação única e indescritível, quando a resposta vem de forma simples e suficiente. Se quem está dentro da Maçonaria não se importar em estudar, e se quem ingressou recentemente não for incentivado a estudar, não haverá num futuro Mestres devidamente preparados para ensinar, não existirão respostas inteligentes e cultas, não serão satisfeitas as dúvidas, e muitos dos símbolos continuarão dormindo o seu sono eterno.
  17. 17.  Falo isso, até para justificar a feitura deste trabalho, pois, muitos dos símbolos e alegorias presentes em nossa vida maçônica não são devidamente analisados como deveriam, sendo que, outros certamente são passados e repassados exaustivamente. As Colunas Zodiacais, no meu entender, carecem de maiores estudos e esclarecimentos durante as sessões de instrução, ou mesmo como tema para apresentação de trabalhos. Durante o meu tempo de Maçonaria, não me lembro de ter ouvido alguém apresentar qualquer trabalho ou falar sobre o que significavam. Isso que é um dos símbolos mais visíveis e insinuantes dentro dos nossos Templos. Das tantas influências, ou heranças da Maçonaria, e aqui tomo a liberdade de acrescentar, discutíveis ou não, a Astrologia tem o seu lugar garantido no conjunto todo que constitui o legado das antigas crenças, filosofias e ciências. Sem dúvida, aí estarão se consolidando alguns aspectos do misticismo que a Maçonaria também herdou. O Irmão Castellani, uma vez, com muita propriedade, sintetizou a história da Astrologia, tendo escrito na ocasião: “Embora seja, a Astrologia, muito antiga, remontando à época dos sumerianos, que ocuparam o Sul da Mesopotâmia, junto ao Golfo Pérsico, a partir do V milênio a. C., foi somente na Idade Média que ela cresceu de importância, após ter passado por momentos bastante obscuros, nos primórdios do Cristianismo. Pode-se dizer que sumerianos e babilônios criaram-na, os egípcios desenvolveram-na, os gregos deram-lhe roupagem científica e os árabes, já no período medieval, salvaram-na do total desaparecimento. (...) Após a queda do Império Romano do Ocidente, a astrologia desceu à condição de deturpada superstição, tornando-se, o seu estado de decadência, um dos motivos para que a Igreja Ocidental fizesse recrudescer os seus ataques às práticas astrológicas, apesar da existência de muitas referências astrológicas no Novo Testamento, como, por exemplo, os magos, no Evangelho de S. Lucas e diversas passagens do Apocalipse. A Igreja Oriental, porém, iria conservar alguns conhecimentos da astrologia científica, enquanto que, na Ocidental, ela seria fulminada pelos ataques de Santo Agostinho de Hipona (354-430). Ainda na Idade Média, todavia, os principais fundamentos da moderna astrologia iriam ser lançados por dois importantes teólogos da Igreja: S. Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno. E foi nessa época de obscurantismo de todas as ciências que surgiram os árabes conquistadores, motivados pela força de sua nova religião: o Islã.(...) Donos de grande habilidade na Medicina, na Alquimia e na Astronomia, os árabes desenvolveram extensos estudos astronômicos, que mostram uma acentuada orientação astrológica.
  18. 18.  ” A ASTROLOGIA E A SUA PERMANÊNCIA ATÉ OS DIAS ATUAIS Sem dúvida, uma das questões que deram uma grande dor de cabeça aos estudiosos pertencentes à Igreja durante o Período Medieval, era quanto à classificação da Astrologia: uma arte divinatória, simplesmente, que deveria ser proibida, ou uma ciência que deveria merecer toda a credibilidade? Por outro lado, a Astronomia, ao contrário da Astrologia, não era vista com bons olhos pela Igreja, tanto que, uma das poucas obras adotadas no período da Idade Média era um compêndio de Astronomia do sábio grego Ptolomeu, onde constava sua teoria de que a Terra era o centro do Universo. Na época em que esse sábio viveu, havia um adágio latino que dizia: “os astros influenciam, mas não determinam.” Voltando à época medieval, Santo Alberto Magno resolveu de certa forma o impasse, dando a entender que os astros não podiam influenciar a alma humana, mas influenciavam com toda a certeza o corpo e a vontade dos homens. Por esse motivo, a Igreja no período da Inquisição, não “encaminhou” nenhum astrólogo para as suas fogueiras, bem ao contrário do que fez com os templários, os cátaros, os judeus e outros. Essa atitude da Santa Igreja fez com que a astrologia vicejasse ganhando o “status” de ciência, e inclusive sendo ensinada nas Universidades da época. Quanto à Astronomia, a Igreja continuava com Ptolomeu, com sua tese de que a Terra ocupava o centro do Universo, em torno da qual moviam-se os sete planetas, número referente aos que eram conhecidos na Antiguidade e ainda na época em que Ptolomeu viveu. Em vista desse quadro, não é difícil de entender o porquê dessa mesma Igreja, ter relutado bastante em aceitar as descobertas que vinham se processando no âmbito da Astronomia, fundamentadas em observações e cálculos, e que teve expoentes do calibre de Copérnico,de Kepler e de Galileu. Em nossos tempos atuais, depois de muita água correr por debaixo da ponte, aqueles que se baseiam em paradigmas científicos, vem hostilizando bastante os assuntos que se referem à Astrologia, invalidando qualquer pretensão de uma base também científica que seus praticantes insistem em defender, taxando-a de mera superstição, de ser uma pseudociência inventada pelos antigos e perpetuada até os nossos dias, por pessoas excêntricas ou charlatães. O correto mesmo, no entender de muitos, é sustentar que a influência dos astros sobre o Planeta Terra, é produto somente de uma série de leis naturais interagindo no âmbito do Universo, o que não significa dizer que guardam relação com a mente humana. A ASTROLOGIA, A MAÇONARIA E AS COLUNAS ZODIACAIS
  19. 19.  O grande estudioso e pesquisador maçom Theobaldo Varoli Filho escreveu o seguinte: “A Maçonaria respeita a astrologia como expressão de pensamento, assim como não interfere nas crenças de seus obreiros. Afinal de contas, foi da astrologia que nasceu a astronomia. Por outro lado, uma coisa é mencionar como fato histórico as idéias dos astrólogos e deixar a cada um a deliberação de pesquisar pessoalmente o que possa haurir de verdade sobre os vaticínios dos astros. Outra coisa é querer impingir aos maçons as doutrinas astrológicas. Isso é proibido na Maçonaria.” Quando pela primeira vez observei detidamente as Colunas Zodiacais no interior do Templo, logo senti a necessidade de saber mais sobre elas, pois, de maneira óbvia, analisando o conjunto todo, e os enfeites que são utilizados no conjunto todo, logo somos remetidos à Astrologia, ou ao que sabemos estar relacionamos com horóscopos e mapas astrais. À medida que fui me inteirando mais, através das leituras de alguns trabalhos afins, pude perceber que algumas informações não eram partilhadas de comum acordo por alguns autores, ou que uns eram mais astrólogos e outros mais astrônomos. Num primeiro momento até cheguei a acreditar que o tema não é mais explorado por conter um preconceito velado, ou um risco para quem se atreva a falar sobre as mesmas: em algum momento, deixar transparecer ou dar a entender que é um adepto da Astrologia, ou dos horóscopos. Mas, será que para falar das Colunas Zodiacais, teremos de obrigatoriamente falar de horóscopos? Busquemos as respostas, antecipando desde já, que não será possível esgotarmos o assunto, pois, é grande a variedade de aspectos que podem ser abordados. Quem sabe, possamos desmitificar um pouco do que anda por aí, ou simplesmente clarear um pouquinho mais. SOBRE O POSICIONAMENTO DAS COLUNAS ZODIACAIS NO TEMPLO A primeira grande questão a ser levantada aqui é a seguinte: Qual o correto posicionamento das Colunas Zodiacais no interior do Templo? Consultando o Diagrama do Templo constante do nosso Ritual e Instruções, lá estavam elas, seis de cada lado do Templo e no Ocidente. E aqui faço questão de frisar: no Ocidente. Isto, se deve ao fato de que, em alguns Templos, já observei as mesmas se espalhando também pelo Oriente. Vou usar de outra coluna, (desculpem o trocadilho) mas, estou me referindo a Coluna de “Perguntas e Respostas“ do Irmão Pedro Juk. Em determinada ocasião ele respondeu a um Irmão que lhe indagara sobre o porquê das Colunas Zodiacais não passarem da balaustrada, se elas eram a sustentação da abóbada celeste, e sendo assim, deveriam estar posicionadas do Norte ao Sul e do Oriente ao Ocidente. O Irmão Pedro Juk, depois de esclarecer sobre o que classificou como um tremendo equívoco, adiantou também que, as Colunas Zodiacais jamais serviram para sustentação da abóbada celeste.
  20. 20.  Depois de elucidar sobre o que elas representavam verdadeiramente, arrematou a sua brilhante resposta com a frase: “Via de regra – Não existem Colunas Zodiacais no Oriente.” A resposta inteligente do Irmão não exclui totalmente a possibilidade de que ocorram por aí situações diferentes. Mais autores consultados também dão o seu posicionamento correto como sendo no Ocidente, e outros omitem essa informação. O Irmão e escritor Joaquim Roberto Pinto Cortez na sua obra “ A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” assim se refere: “ Estas colunas devem ficar sempre nas paredes do Ocidente, sendo seis de cada lado.” Uma informação, no mínimo curiosa, é a que foi detectada e relatada pelo Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho, em uma das suas obras, que diz o seguinte: “(...) A sequência das Colunas é de Áries a Peixes, da seguinte maneira: primeira, ao Norte, próxima à parede ocidental – ou Noroeste –é a de Áries; e a última, ao Sul, também próxima à parede ocidental – ou Sudoeste – é a de Peixes. Isso, porque a representação do signo de Câncer deverá estar sempre ao Norte – correspondendo à coluna “B”, que marca a passagem do trópico de Câncer – e a do signo de Capricórnio estará sempre ao Sul – correspondendo à coluna “J”, que marca a passagem do trópico de Capricórnio. Esta exigência, todavia, não autoriza o erro cometido em certos Templos, com a colocação de apenas dez colunas, o que implica considerar as duas colunas vestibulares como as Zodiacais de Câncer e Capricórnio, o que é incorreto.”  AS COLUNAS ZODIACAIS E O SEU SIGNIFICADO Uma opinião de peso e que posso reproduzir aqui é aquela proveniente de um artigo intitulado “Colunas Zodiacais”, do Irmão Sergio Quirino Guimarães, onde na forma de chamamento à leitura do mesmo, ele dispara: “Como você reagiria se eu dissesse que as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria? (pausa para pensar) Nossa! Isso é que eu chamo de saber atiçar a nossa curiosidade. E no transcorrer do mesmo ele mata a charada: “Mesmo após escrever tudo isso eu ainda lhe digo: as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria! Você já ouviu falar que nossos Templos foram construídos de acordo com o Templo de Salomão? E no Livro da Lei há a descrição das doze colunas e todos esses símbolos? Portanto as Colunas Zodiacais são elementos de alguns RITOS MAÇÔNICOS e por conta disso não podemos generalizar dizendo que fazem parte da Maçonaria;” Basicamente, podemos dizer que as colunas zodiacais presentes na decoração dos nossos templos, e aqui cumpre enfatizar que estamos falando do Rito Escocês Antigo e Aceito, são Jônicas e são em número de doze, o que remete às doze constelações representadas pelo Zodíaco. Estão distribuídas da seguinte forma: seis de cada lado, e geralmente estando engastadas nas paredes do Templo.
  21. 21.  Também podem ser encontradas como meias colunas caneladas que são colocadas ao longo das paredes. Sobre os capitéis estarão postas, ou pintadas, as representações dos doze signos zodiacais, que recebem o nome de pentaclos, que são a exposição dos signos estilizados, normalmente, com seus elementos e planetas respectivos. Na Maçonaria Simbólica, o significado maior das colunas zodiacais tem ligação direta com o percurso que o iniciado deverá cumprir durante a sua vida maçônica, desde o marco inicial, ou seja, desde o seu ingresso como Aprendiz até o Grau de Mestre. Aliás, a influência da Astrologia já se faz presente desde a Iniciação por ocasião das depurações via quatro elementos: a terra, a água, o ar e o fogo. Todos eles conhecidos como elementos da natureza e formadores da Criação no estudo da Astrologia. Ainda, conforme o Irmão Pedro Juk: “(...) essa alegoria (...) está diretamente ligada ao conjunto iniciático entre o Homem e a Natureza. (...) Assim a alegoria das Colunas Zodiacais iniciam as estações do ano no Hemisfério Norte (a Maçonaria surgiu neste Hemisfério). Assim as três primeiras colunas compreendem a Primavera e as outras três, o Verão, sendo que esse grupo de seis colunas estende- se pela parede Norte denominado em Maçonaria como o Topo da Coluna do Norte. Essas colunas tem o sentido de leitura partindo do canto com a parede ocidental até a balaustrada do Oriente. Na outra face, ou topo do sul existem mais seis colunas com sentido de leitura da balaustrada do Oriente até o canto com a parede ocidental. No Sul as três primeiras representam o Outono e as últimas três, o Inverno. (...) Em síntese essas Colunas representam a senda iniciática do Rito em questão – a Primavera e o Verão, o Aprendiz no Topo do Norte, enquanto que o Outono, o Companheiro e o Inverno, o Mestre. Essa alegoria é representada ligando o Homem aos ciclos da Natureza – infância, juventude, maturidade e morte. Essa renovação significa as etapas de aperfeiçoamento do Obreiro – Aprendiz, Companheiro e Mestre – tal qual se apresenta a Lei natural de morrer para renascer. É a morte simbólica do Iniciado na Câmara de Reflexão e o renascimento de uma nova vida a partir da Primavera.  AS COLUNAS ZODIACAIS E A SUA RELAÇÃO COM O GRAU DE APRENDIZ MAÇOM  Além das ponderações anteriores do Irmão Pedro Juk, no que se refere ao Grau de Aprendiz, ainda há mais informações importantes sobre as representações. Já sabemos que as Colunas Zodiacais são representadas pelos Símbolos inerentes aos 12 signos constantes no Zodíaco. As colunas possuem uma ordem que é a seguinte: Ao Norte, e no sentido do Ocidente ao Oriente, temos: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. Ao Sul, e no sentido igual ao anterior, temos: Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
  22. 22.  Esses signos representam então toda a trajetória que é dada o Maçom percorrer a partir do momento em que é iniciado até chegar ao Grau de Mestre. Os signos diretamente relacionados com o Grau de Aprendiz são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem, como já relacionados anteriormente. Na sequência, veremos cada um desses signos relacionados com o Grau de Aprendiz e suas respectivas representatividades:  ÁRIES: Corresponde à cabeça e ao cérebro do homem. É o símbolo que corresponde ao ardor iniciático, ao fogo interno e que é encontrado no candidato que está buscando a Luz. O Planeta é Marte e o elemento é o fogo.  TOURO: Corresponde ao pescoço e à garganta. Simboliza o Recipiendário, que devidamente preparado foi admitido nas provas referentes à Iniciação. O Planeta é Vênus e o elemento é a terra.  GÊMEOS: Corresponde aos braços e às mãos. Simboliza o recebimento da Luz pelo neófito. O Planeta é Mercúrio e o elemento é o ar.  CÂNCER: Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. Representa a instrução do Iniciado, e a absorção dos ensinamentos iniciáticos. É a Lua, o astro, e o elemento é a água.  LEÃO: Corresponde ao coração, que é o centro vital. É a crítica exercida pelo Iniciando, com o auxílio da razão, para selecionar o conhecimento. O astro é o Sol, e o elemento é o fogo.  VIRGEM: Corresponde ao plexo solar, responsável pela distribuição das funções no organismo. Simboliza a reunião dos materiais de construção pelo Aprendiz, para serem utilizadas no desbaste da Pedra Bruta. O planeta é Mercúrio, e o elemento é a terra. De maneira óbvia, os signos faltantes relacionam-se com outros Graus, e que seriam, sem que entremos em maiores detalhes: Libra com o Grau de Companheiro e Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes com o Grau de Mestre. As Colunas Zodiacais estão presentes em nossos templos, servindo de referência para a nossa orientação simbólica no Universo, onde, por extensão o Universo é uma imensa oficina. A nossa familiarização com elas, o nosso entendimento delas vai demandar certo tempo e talvez a compreensão maior só venha partir do momento em que se tenha uma visão global do contexto todo em que elas estão inseridas.  RAZÕES PARA SEGUIR PESQUISANDO Motivo de decepção é recorrer a algumas obras consideradas clássicas utilizadas para consultas em pesquisas maçônicas e não achar quase nada sobre as Colunas Zodiacais. Diferenças, divergências, ritos diferentes, maneiras de interpretar, tudo tem que ser levado em consideração.
  23. 23.  A Maçonaria é uma só, mas tem suas nuances. A verdade, é que não existe uma só verdade, e ainda bem. Certamente, há muito mais para ser buscado, e como já antecipei durante o transcorrer deste trabalho, há muitos ângulos de abordagem, relações para serem estabelecidas, seja com o Templo, com o próprio homem, ou com o Cosmos. Além do mais, cabem mais esclarecimentos no sentido de livrar esses símbolos das análises carregadas de misticismo, onde o desconhecimento de alguns só faz ligá-los às predições, aos horóscopos, aos mapas astrais ou coisas do gênero, sendo que os objetivos da Maçonaria estão voltados para o que interessa verdadeiramente, que é o símbolo como objeto de estudo, de acesso ao conhecimento, levando-nos nos a compreender a trajetória do homem desde o seu começo dos tempos, para entendermos melhor o estágio em que nos encontramos agora, e até onde queremos evoluir. Como escreveu o Irmão Charles Evaldo Boller: “Na filosofia maçônica as Colunas Zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem.” Estudar o símbolo em sua profundidade, e entender que as Colunas Zodiacais tem a função de demarcar o caminho do Maçom, o caminho que ele deverá percorrer para atingir a perfeição. 13  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Internet: “As Colunas Zodiacais” – Artigo do Irmão Charles Evaldo Boller – Disponível em:Segredomaconico.blogspot.com/20…/…/as_colunas_zodiacais.htmlInformativo JB NEWS n° 876 – 26.01.13 – Bloco Perguntas e Respostas – Irmão Pedro Juk Revistas: Guia de Maçonaria – n° 1 – On Line Editora “A Trolha” n° 109 e 298. “Universo Maçônico” n° 9 Livros: CORTEZ, Joaquim Roberto Pinto. “A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. – 2011 FILHO, Denizart Silveira de Oliveira. “Da Iniciação Rumo à Elevação” Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. FILHO, Theobaldo Varoli. “Curso de Maçonaria Simbólica” - 1° Tomo (Aprendiz) – Editora A Gazeta Maçônica GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite: Vade Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2008 LIMA, Walter Celso de. “Ensaios Sobre Filosofia e Cultura Maçônica” – Editora Madras - 2012 WEST, John Anthony. “Em Defesa da Astrologia” – Editora Siciliano – 1992 Ritual e Instruções do Grau de Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito – 2010-2013 - GORGS
  24. 24. AUG.·. RESP.·. BEN.·. LOJ.·. MAÇ.·. ESTRELA UBERABENSE N°0941 - GOBMG RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO Fundada em 01/04/1918 O PAVIMENTO MOSAICO A GDGADU Em nossa segunda Instrução, nós aprendizes, tomamos contato com mais pormenores dos símbolos que até então nos eram desconhecidos, as suas significações e simbologias. É nesta instrução que são desvendadas a simbologia do templo e de alguns outros instrumentos de trabalho. Passamos a conhecer o que significa o painel da loja, as colunas, o teto, o pavimento mosaico, a orla dentada, a corda de 81 nós, o livro da lei. Também nos é desvendado o significado do esquadro e do compasso, o nível, o prumo e as jóias da loja que são a prancheta, a pedra bruta e a pedra cúbica. No entanto, neste trabalho irei me concentrar no significado do PAVIMENTO MOSAICO. O piso do Ocidente é representado por um Mosaico, constituído de lajes quadradas, brancas e pretas, dispostas, alternadamente, formando um tabuleiro de xadrez. A alternância do branco com o preto, por sua vez, demonstra a existência do contraste, representando aquilo que é contestável, uma vez que, sem o contraste, tudo seria uniforme e perfeito, confundindo-se com o nada. Se assim fosse, nada diferenciaria o Maçon do profano e, portanto, não haveria nenhuma verdade a ser revelada ao Aprendiz. Sendo a representação do contraste, dos opostos, o Piso Mosaico simboliza a presença do Bem ao lado do Mal; o Corpo e o Espírito: unidos, mas não confundidos. Os ladrilhos devem ser de tamanho que proporcione a medida dos passos regulares da Maçonaria que são seguidos com os pés em esquadria, abertos para frente. Duas correntes principais pretendem definir a origem deste ornamento. Uma diz a sua origem remontar aos templos do antigo Egito e seu nome derivar de “mouseios”, em grego, relativo ás musas, artísitico. Outra diz remontar ao tabernáculo hebraico, que Moises, daí o nome, havia ornamentado com pedras multicoloridas no piso O Pavimento Mosaico extensivo ao soalho do Ocidente foi a norma até 1942, quando, a partir de então, por iniciativa do Irmão General Joaquim Moreira Sampaio, sucessor do Irmão Mário Behring, ficou restrito ao centro do Templo, com o formato de um tabuleiro de xadrez circundado por uma orla dentada, sobre o qual era proibido pisar, salvo nas passagens ritualísticas previstas. O pavimento mosaico simboliza a dualidade presente em todas as coisas. É símbolo da união universal dos maçons independente de suas diferenças étnicas ou ideológicas. Assim as cores do pavimento mosaico deve nos levar a uma reflexão sobre a diversidade, o antagonismo de todas as coisas da natureza e da vida. Desta forma devemos apesar de todas as diferenças, sejam elas de cunho religioso, de raça, de classe social ou os princípios que regem os mais diversos povos, respeitar e viver na mais prefeita harmonia e fraternidade em toda a humanidade. PAVIMENTO DE MOSAICO: Ornamento do centro das Lojas composto de ladrilhos brancos e pretos. Simbolizam seres animados e inanimados que decoram e ornamentam a criação, bem como o enlace do espírito e matéria, da vida e forma por toda a parte, a união dos
  25. 25. maçons do globo, apesar de suas diferentes de cores climas e opiniões particulares. Referências Bibliográficas Pusci, Jaime – ABC do Aprendriz Varoli Filho, Theobaldo – Curso de Maçonaria Simbólica - Aprendiz Manual de Aprendiz Maçom Internet
  26. 26. Cargos em Loja no REAA
  27. 27. História O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerie, que significa "construção", "alvenaria", "pedreira". 8 O termo maçom (ou maçon), segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francêsmaçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. O termo maçom portanto é um aportuguesamento do francês; maçonaria por extensão significa "associação de pedreiros" (por extensão, "obreiros"). Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas.9 :10 •Maçonaria Primitiva 10 •Maçonaria Operativa 11 •Maçonaria Especulativa 12 Maçonaria Primitiva A Maçonaria Primitiva, ou "Pré-Maçonaria",10 é o período que abrange todo o conhecimento herdado do passado mais remoto da humanidade até o advento da Maçonaria Operativa. Há quem busque nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário. Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da maçonaria. A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores,13 é que a'Maçonaria Moderna descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média.11 É evidente que a falta de documentos e registros dignos de crédito,14 envolve a maçonaria numa penumbra histórica, o que faz com que os fantasistas, talvez pensando em engrandecê-la,14 inventem as histórias sobre os primórdios de sua existência.14 Há vertentes afirmando que ela teve início na Mesopotâmia, outras confundem os movimentos religiosos do Egito e dos Caldeus como sendo trabalhos maçônicos. Há escritores que afirmam ser o Templo de Salomão o berço da Maçonaria.15 16 O que existe de verdade é que a Maçonaria adota princípios e conteúdos filosóficos milenares,14 que foram adotados por instituições como as "Guildas" (na Inglaterra), Compagnonnage (na França),Steinmetzen (na Alemanha). O que a Maçonaria fez foi adotar todos aqueles princípios que eram abraçados por instituições que existiram muito antes da formação de núcleos de trabalho que passaram à história como o nome de Maçonaria Operativa ou de Ofício.17 18 Maçonaria Operativa A origem perde-se na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas,11 ou seja associação de cortadores de pedras verdadeiros, que tinha como ofício a arte de construção de castelos, muralhas etc. Na Idade Média o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo. Sendo esta a única guilda que tinha o direito de ir e vir. E para não perder suas regalias o segredo deveria ser guardado com bastante zelo. Após o declínio do Império Romano, os nobres romanos afastaram-se das antigas cidades e levaram consigo camponeses para proteção mútua para se proteger dosbárbaros. Dando início ao sistema de produção baseado na contratação servil Nobre-Povo (Feudalismo) 19 Ao se fixar em novas terras, os nobres necessitavam de castelos para sua habitação e fortificações para proteger o feudo. Como a arte de construção não era nobre, deveria advir do povo e como as atividades agropecuária e de construção não guardavam nenhuma relação, uma nova classe surgiu: Os construtores, herdeiros das técnicasromanas e gregas de construção civil.20 Outras companhias se formaram: artesão, ferreiro, marceneiros, tecelões enfim, toda a necessidade do feudo era lá produzida. A maioria das guildas limitava-se no entanto às fronteiras do feudo.19
  28. 28. Já as guildas dos pedreiros 21 necessitavam mover-se para a construção das estradas e das novas fortificações dos Templários. Os demais membros do povo não tinham o direito de ir e vir,21 direito este que hoje temos e nos é tão cabal. Os segredos da construção eram guardados com incomensurável zelo, visto que, se caíssem em domínio público as regalias concedidas à categoria, cessariam.21 Também não havia interesse em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos19 20 A Igreja Católica Apostólica Romana encontra neste sistema o ambiente ideal para seu progresso. Torna-se uma importante, talvez a maior, proprietária feudal, por meio da proliferação dos mosteiros, que reproduzem a sua estrutura. No interior dos feudos, a igreja detém o poder político, econômico, cultural e científico da época.19 Maçonaria Especulativa Em 24 de junho de 1717, na Inglaterra, é que tem origem a Maçonaria atual e a partir dessa data, a Maçonaria começou a ser denominada de "Maçonaria Especulativa". Corresponde a segunda fase, que utiliza os moldes de organização dos maçons operativos11 juntamente com ingredientes fundamentais como o pensamento iluminista, posterior ruptura da Igreja Romana com ela e a reconstrução física da cidade de Londres, berço da maçonaria regular.22 Com o passar do tempo as construções tornavam-se mais raras. O feudalismo23 declinou dando lugar ao mercantilismo, com consequente enfraquecimento da igreja romana, havendo uma ruptura da unidade cristã advinda da reforma protestante.24 Superada a tragédia da peste negra que dizimou a população européia, teve início o Iluminismo no século XVIII, que defendia e tinha como princípio a razão, ou seja, o modo de pensar, de ter "luz".25 A Inglaterra26 surge como o berço da Maçonaria Especulativa12 regular durante a reconstrução da cidade após um incêndio de grandes proporções em sua capital Londres em setembro de 1666 que contou com muitos pedreiros para reconstruir a cidade nos moldes medievais. Para se manter, foram aceitas outras classes de artífices e essas pessoas formaram paulatinamente agremiações que mantinham os costumes dos pedreiros nas suas reuniões, o que diz respeito ao reconhecimento dos seus membros por intermédio dos sinais característicos da agremiação.24 Essas associações sobreviveram ao tempo. Os segredos das construções não eram mais guardados a sete chaves, eram estudados publicamente.Todavia o método de associação era interessante, o método de reconhecimento da maçonaria operativa era muito útil para o modelo que surgiu posteriormente. Em vez de erguer edifícios físicos, catedrais ou estradas, o objetivo era outro: erguer o "edifício social ideal".1224 Maçonaria e religião A Maçonaria Universal, regular ou tradicional, é conduzida pela via sagrada, independentemente do seu credo religioso, trabalha na sua Loja sob a invocação do Grande Arquitecto do Universo, sobre o livrosagrado, o esquadro e o compasso. A tolerada presença de mais do que um livro sagrado no altar de juramento, reflete exatamente o espírito tolerante da maçonaria universal e regular. Grande Arquiteto do Universo, etimologicamente se refere ao principal Planejador e Criador de tudo que existe, inclusive do mundo material (demiurgo) independente de uma crença ou religião específica. Assim, 'Grande Arquiteto do Universo' ou 'G.A.D.U.' é a designação maçônica para um Ente superior, planejador e criador de tudo o que existe. Com esta abordagem, não se faz referência a uma ou outra religião ou crença, permitindo que muçulmanos, católicos, espíritas e outros, por exemplo, se reúnam numa mesma loja maçônica.
  29. 29. Para um maçom de origem católica, por exemplo, G.A.D.U. o remete a Deus, enquanto que para um muçulmano se referiria a Alah que, afinal, também é Deus. Assim as reuniões em loja podem congregar irmãos de diversas crenças, sem invadir ou questionar seus conteúdos, porque não permite discussões de caráter religioso sectário. Judaísmo e Maçonaria Muitos dos princípios éticos maçônicos foram inspirados pelo judaísmo27 ou melhor pelo Antigo Testamento.28 Os ritos e símbolos da maçonaria e outras sociedades secretas recordam: A reconstrução doTemplo de Salomão,29 a estrela de David,29 o selo de Salomão, os nomes dos diferentes graus, como por exemplo: cavalheiro Kadosh ("Kadosh" em hebraico significa santo), Príncipe de Jerusalém, Príncipe do Líbano, Cavalheiro da Serpente de Airain etc.29 A luz é um importante símbolo tanto no judaísmo como na maçonaria. Um dos grandes feriados judaicos é o Chanukah ou Hanukkah, ou seja o Festival das Luzes, comemorando a vitória do povo de Israel sobre aqueles que tinham feito da prática da religião um crime punível pela morte ali pelo ano 165 a. E. V. (Os judeus substituem o antes de Cristo e o depois de Cristo pelo antes e depois da Era Vulgar). A Luz é um dos mais densos símbolos na maçonaria, pois representa (para os maçons de linha inglesa) o espírito divino, a liberdade religiosa, designando (para os maçons de linha francesa) a ilustração, o esclarecimento, o que esclarece o espírito, a claridade intelectual.30 Outro símbolo compartilhado é o Templo de Salomão.30 Figura como uma parte central na religião judaica, não só, por ser o rei Salomão uma das maiores figuras de Israel, como o Templo representar o zênite da religião judaica. Na maçonaria, juntou-se a figura de Salomão, à da construção do Templo, pois os maçons são, simbolicamente, antes de tudo, construtores, pedreiros, geómetras e arquitetos. Os rituais maçônicos estão prenhes de lendas sobre a construção doTemplo de Salomão. Para alguns, existem três Salomões: o Salomão maçônico, o bíblico e o histórico.30 Outro aspecto comum, têm-se os esforços positivos na maçonaria e no judaísmo para encorajar o aprendizado. A cultura judaica tem uma larga tradição de impulsionar o maior número de judeus a se notabilizar pelo conhecimento nasartes, na literatura, na ciência, na tecnologia, nas profissões em geral.30 Durante séculos, os judeus têm-se destacado nos diversos campos do conhecimento humano e o seu empenho em melhorar suas escolas e seus centros de ensino demonstram cabalmente isto.30 Digno de notar-se é que as famosas escolas talmúdicas - asyeshivas vem do verbo lashevet, ou seja sentar-se. Deste modo para aprender é necessário sentar-se nos bancos escolares. Assim, também, na maçonaria, nota-se uma preocupação constante, cada vez maior, com o desenvolvimento intelectual dos seus epígonos, no fundo, não só como um meio de melhorar a sua escola de fraternidade e civismo como também para perpetuar os seus ideais e permanecer como uma das mais ricas tradições do mundo moderno.30 No início de 1934, logo após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, ficou claro que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer.31 Segundo as estimativas do Museu Alemão da Maçonaria em Bayreuth, esta literatura constituía o núcleo da investigação maçônica. Uma biblioteca que crescia de forma exponencial. Em1930, na Alemanha, a colecção maçônica situar-se- ia nos 200.000 livros..32 Os nazistas saquearam, a Grande Loja da Holanda e a Grande Loja da Noruega. Ocorreu o mesmo na Bélgica e em França.32 Os judeus eram vistos pelos nazistas como uma "ameaça" por seu suposto podereconômico e pelas ideias que pregavam, como o liberalismo democrático.28 A Maçonaria,liberal e democrática, pregando a fraternidade entre os homens, assustava aos déspotas e fanáticos religiosos e políticos de todas as correntes.28
  30. 30. Cronologia •10 de Dezembro de 1934 - A Grande Loja Simbólica da Alemanha, dissolvida por Hitler, suspende seus trabalhos na Alemanha e prossegue-os em Jerusalém e Sarrebrucken. •8 de Agosto de 1935 - Adolfo Hitler decreta a dissolução da Maçonaria na Alemanha. Os Templos maçônicos são saqueados, e muitos maçons alemães são presos e assassinados. A Grande Loja de Hamburgo recebe asilo da Grande Loja de Chile onde continua seu trabalho maçônico.33 •1 de Janeiro de 1938 - O partido nacional socialista de Hitler lança um manifesto contra à maçonaria Catolicismo e Maçonaria A Igreja Católica historicamente já se opôs radicalmente à maçonaria, devido aos princípios supostamente anticristãos, libertários e humanistas maçônicos. O primeiro documentocatólico que condenava a maçonaria data de 28 de abril de 1738. Trata-se da bula do Papa Clemente XII, denominada In Eminenti Apostolatus Specula.34 Após essa primeira condenação, surgiram mais de 20 outras. O papa Leão XIII foi um dos mais ferrenhos opositores dessa sociedade secreta, a qual designou de Reino de Satanás em 188435 , e sua última condenação data de 1902, na encíclica Annum Ingressi, endereçada a todos os bispos do mundo em que alarmava da necessidade urgente de combater a maçonaria, opondo radicalmente esta sociedade secreta ao catolicismo. Apesar disso, há acusações sobre Paulo VI e alguns cardeais da Igreja relacionarem-se a uma loja..36 Entretanto, todas as acusações carecem de provas. A condenação da Igreja é forte e não muda ainda que membros do clero tenham de alguma forma se associado à sociedade secreta. No Brasil Império, havia clérigos maçons e a tentativa de alguns bispos ultramontanos de adverti-los causou um importante conflito conhecido como Questão Religiosa.37 38 O principal dos bispos antimaçônicos desta época foi Dom Vital, bispo de Olinda. Recebeu forte apoio popular, mas foi preso pelas autoridades imperiais, notadamente favoráveis à maçonaria. Após ser liberto, foi chamado a Roma onde foi congratulado pelo papa, SS Pio IX, por sua brava resistência, e foi recebido paternalmente e com alegria (o Papa, comovido, só o chamava de "Mio Caro Olinda", "Mio Caro Olinda"). Até 1983, a pena para católicos que se associassem a essa sociedade era de excomunhão. Com a formulação do novo Código de Direito Canônico que não mais condenava a Maçonaria explicitamente, muitos pensaram que a Igreja havia aceitado a mesma, no entanto a Congregação para Doutrina da Fé tratou de esclarecer o mal entendido e afirmar que permanece a pena de excomunhão para quem se associa a maçonaria.39 Protestantismo e Maçonaria A Maçonaria Especulativa surgiu durante o período da reforma protestante e é negada por algumas denominações reformadas, sendo que a bíblia é a única regra de fé e conduta dos protestantes. Notadamente,James Anderson, o autor da Constituição de Anderson, era um pastor presbiteriano.40 41
  31. 31. Espiritismo e Maçonaria Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo seu pseudônimo Allan Kardec, teria sido iniciado na Grande Loja Escocesa Maçônica de Paris.42 Suas obras teriam, principalmente na parte inicial, introdutória, muitos termos do jargão maçônico e da doutrina maçônica.43 Segundo alguns biógrafos,44 depois de alguns anos de preparatórios, Hippolyte Rivail teria deixado por algum tempo o castelo de Yverdon para estudar medicina na faculdade deLyon. Vivia a França o período da restauração dos Bourbons, e então é agora em sua própria pátria, realista e católica, que ele se sentiria desambientado.44 Lyon ofereceu em todos os tempos asilo às ideias liberais e as doutrinas heterodoxas.44 Martinismo e Franco-Maçonaria, Carbonarismo e São-Simonismo vicejam entre suas paredes.44 O pseudônimo "Allan Kardec", segundo biografias, foi adotado pelo professor Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druidas, na Gália, e que então o Codificador se chamava "Allan Kardec".45 Budismo, Hinduísmo e Maçonaria A Maçonaria, como escola iniciática, tem muitos pontos de contato com o budismo.46 Ela, da mesma maneira, pugna pelos bons costumes, pela fraternidade e pela tolerância,respeitando, todavia, a liberdade de consciência do homem, a qual não admite a imposição de dogmas (apenas da lei natural, ou Darma). Embora com algumas ligeiras modificações, as Quatro Nobres Verdades e os Oito Nobres Caminhos podem ser interpretadas como presentes em toda a extensão da doutrina maçônica, que ensina, aos iniciados, o desapego às coisas materiais e efêmeras e a busca da paz espiritual, através das boas obras, da vida regrada, do procedimento correto e das palavras verdadeiras.46 O conceito de Grande Arquiteto do Universo, como o entende a Maçonaria, não existe no budismo, pois, para este, não existe começo nem fim, ou criacionismo. Há contraste com ohinduísmo e o bramanismo (forma mais requintada do hinduísmo), que são as religiões mais antigas da Índia, ambas originárias da religião védica (baseada nos Vedas, seus livros sagrados). Para o Rig Veda, o texto máximo do hinduísmo, existia, no começo dos tempos, o mundo submerso na escuridão, imperceptível, sem poder ser descoberto pelo raciocínio.47 Para explicar a presença de budistas na Ordem maçônica, já que para ser maçom, é condição essencial a crença num Ser Supremo Criador de todos os mundos e para o budista, não existe um Deus criador.47 É preciso entender que na realidade o conceito de GADU como entendemos na Maçonaria não existe no Budismo.46 Para o qual não há princípio nem fim, ao contrário do hinduísmo e do bramanismo (forma mais requintada do hinduísmo), que são as mais antigas religiões da Índia e originárias da religião védica.47 A maçonaria é considerada uma ordem iniciática teísta e algumas correntes religiosas consideram o budismo como religião ateísta, porém; os próprios budistas não se consideram ateístas pois os textos budistas transcritos pelos seus mestres, discípulos e seguidores em nenhum momento citam em seus textos e sutras a figura de Deus como nas religiões cristãs. Portanto, os budistas podem ser chamados de não- teístas e de uma forma geral ficando a critério de cada budista crer ou não em um criador do universo na personificação de Deus como os cristãos, fazendo com que os budistas possam se tornar maçons sem nenhuma reserva. O budismo para os budistas atua mais como uma filosofia de vida, pregando a prática de suas ações no dia a dia e é contraria aos dogmas presentes nas demais religiões.
  32. 32. No budismo, os seus ensinamentos são voltados principalmente para o reconhecimento da natureza da realidade como forma de libertar todos os seres da insatisfatoriedade e do sofrimento, bem como de uma lei superior ou força natural superior chamada de Dharma que rege o universo, lei da causa e efeito. Além disso, há, no budismo, um profundo respeito por todas as criaturas vivas, fazendo com que os adeptos da doutrina considerem como obrigação fundamental dos seres humanos, viverem em paz, harmonia efraternidade com seus semelhantes.46 47 Maçonaria e sociedade A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Tem sido relevante, desde a Revolução Francesa em diante, a participação da Maçonaria em levantes, sedições, revoluções e guerras separatistas em muitos países da Europae da América. No Brasil, deixou suas marcas, especialmente na independência do Brasil do jugo da metrópole portuguesa e, entre outras, a inconfidência mineira e na denominada "Revolução Farroupilha", no extremo sul do país, tendo legado os símbolos maçônicos na bandeira do Rio Grande do Sul, estado da Federação brasileira. Vários outros Estados da Federação possuem símbolos maçônicos nas suas bandeiras, como Minas Gerais, por exemplo. A divulgação dos direitos do homem e da ideia de um governo republicano inspirou a Maçonaria no Brasil, em particular depois da Revolução Francesa, quando os cidadãos derrubam a monarquia absolutista secular. As ideias que fermentaram o movimento (século XVIII) havia levedado o espírito dos colonos americanos, que emigraram para a América em busca de liberdade religiosa e política. A Maçonaria é caracteristicamente universalista por ser uma sociedade que aceita a afiliação de todos os cidadãos que se enquadrarem na qualificação "livres e de bons costumes", qualquer que seja a sua raça, a sua nacionalidade, o seu credo, a sua tendência política ou filosófica, excetuados os adeptos do comunismo teorético porque seus princípios filosóficos fundamentais negam ao homem o direito à liberdade individual da autodeterminação.48 49 Potências e Lojas são autônomas somente em sentido administrativo, Grão–Mestres e Mestres das Lojas não podem jamais se pronunciar em nome da Maçonaria Universal. No entanto se autorizados por suas assembleias, podem se pronunciar oficialmente sobre desenvolvimento dos seus trabalhos, na escolha da forma e do direcionamento de suas atividades sociais e culturais.48 Iluminismo Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.50 O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação.50 Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social.51 Devido a formação intelectual e a autonomia que cada loja tem para pronunciar-se e decidir em assembleia conforme a deliberação de seus associadas, não podemos falar em influência daMaçonaria Universal sobre determinado aspecto, mas sim de uma ou grupos de lojas. Como aconteceu no Brasil quando haviam lojas ou grupos de Lojas a favor da República e outras lojas ou grupos de Lojas a favor de reinos constitucionais durante o Segundo Império. Essas posições, aparentemente divergentes atendem às aspirações da liberdade maçônica porque ambos os mencionados sistemas políticos limitam os poderes de seus governantes máximos, o presidente ou o rei.49
  33. 33. Iluministas se filiaram às Lojas Maçônicas49 como um lugar seguro e intelectualmente livre e neutro, apropriado para a discussão de suas ideias, principalmente no século XVIII quando os ideais libertários ainda sofriam sérias restrições por parte dos governos absolutistas na Europa continental.49 e por isso certamente a Maçonaria teria contribuído para a difusão doIluminismo e que este por sua vez também possa ter contribuído para a difusão das lojas maçônicas.49 O lema, ou o símbolo, "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" se constitui de um grupo de palavras que supostamente exprime as aspirações teóricas do povo maçônico52 e que, se atingidas, levariam a um alto grau de aperfeiçoamento de toda a Maçonaria,52 o que é evidentemente utópico, como a nosso ver o são todos os lemas.52 A trilogia seria de origem revolucionaria e que se introduziu na cultura maçônica através do Imperador Napoleão a partir do início do período napoleônico.52 Revoluções Revolução Francesa Revolução Francesa era o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Ela começa com a convocação dos Estados Gerais e a Queda da Bastilha e se encerra com o golpe de estado do 18 Brumário de Napoleão Bonaparte. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime) e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade. A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade,Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios. A França tomada pelo Antigo Regime era um grande edifício construído por cinquenta gerações, por mais de quinhentos anos. As suas fundações mais antigas e mais profundas eram obras da Igreja, estabelecidas durante mil e trezentos anos. Independência do Brasil A Independência foi feita por muitos, nem todos eles eram maçons, mas certamente a ordem maçônica contribuiu de maneira intensa e de forma muito qualitativa para a formação do quadro daqueles que levaram a contento este importante feito. À frente do movimento, agindo de maneira enérgica e participativa, achavam-se muitos Pedreiros Livres de primeira hora, são citados frequentemente nos livros de história os nomes de José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros. No entanto, estes nomes mencionados não incluem os daqueles que foram realmente os grandes arquitetos do Sete de Setembro. Estes são dois e respondiam por Joaquim Gonçalves Ledo eJosé Bonifácio de Andrada e Silva. Estes dois homens lideraram os maçons divergindo principalmente com relação à forma como a independência deveria ser conduzida. Havia, sem sombra de dúvida, uma luta ideológica entre os grupos de José Bonifácio e de Ledo. Enquanto o primeiro defendia a independência dentro de uma união brasílico-lusa perfeitamente exequível o segundo pretendia o rompimento total com a metrópole portuguesa, o que poderia tornar difícil a transição para país independente. E essa luta não era limitada, evidentemente, às paredes das lojas maçônicas, assumindo caráter público e se estendendo, inclusive, através da imprensa. Embora ambos os grupos sempre tenha trabalhado pelo objetivo principal, a disputa entre eles persistiu por tão período longo que, após a Independência, face aos conflitos, D. Pedro mandou, como Grão Mestre e como imperador, que o Grande Oriente fosse fechado. Só em 1831 é que a Maçonaria renasceria no país depois da abdicação de D. Pedro através de dois grandes troncos: o Grande Oriente Brasileiro, que desapareceria cerca de trinta anos depois e o Grande Oriente do Brasil.
  34. 34. Estrutura e objetivos A maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do país em que cada maçom vive e trabalha.53 Os princípios Maçônicos não podem entrar em conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas responsabilidades públicas e privadas.53 Induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a sociedade, com uma sincera esperança de que, o progresso individual contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso da Humanidade.53 54 E é por isso que os maçons jamais participarão de conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos.54 Para um maçom, as suas obrigações como cidadão e pai de uma família devem, necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação e, portanto, não dará nenhuma protecção a quem agir desonestamente ou contra os princípios morais e legais da sociedade.53 54 Em função disso, os objectivos perseguidos pela maçonaria são: •Ajudar os homens a reforçarem o seu caráter,53 54 •Melhorar sua bagagem moral e espiritual 53 54 e •Aumentar seus horizontes culturais.53 54 A maçonaria universal utiliza o sistema de graus para transmitir os seus ensinamentos, cujo acesso é obtido por meio de uma Iniciação a cada grau e os ensinamentos são transmitidos através de representações e símbolos.55 Obediências maçônicas A Maçonaria Simbólica, aquela que reúne os três graus da Maçonaria antiga, tradicional e legítima, se divide em Obediências Maçônicas designadas de Grande Loja, Grande Orienteou Ordem, que são unidades administrativas diferentes, que agrupam diversas Lojas, mas que propagam os mesmos ideais.56 Além da Maçonaria Simbólica, e conforme o Rito praticado (sistema de práticas e normas que englobam os Rituais adotados nas Lojas Simbólicas e acrescentam ainda graus para estudos filosóficos), existem os Altos Graus,55 que se subordinam a outras entidades, assim são por exemplo, os Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito 55 estão sob a égide tutelar de um Supremo Conselho, geralmente um por país, sendo comum que os Supremos Conselhos mantenham relações de reconhecimento entre si, bem como celebrem tratados com os corpos da Maçonaria Simbólica, mas limitando-se apenas a administrar os seus ditos graus "superiores", que no caso do R.E.A.A. compreende os graus 4º ao 33º, sendo que o conteúdo de muitos destes graus não possuem qualquer ligação direta com a Lenda tradicional que fundamenta a Maçonaria Universal no mundo (ver Landmarks de A. G. Mackey). No mundo Desde a sua criação, a Maçonaria viu o paradoxo de lançar uma pesquisa para o universalismo, enquanto existentes em maneiras muito diferentes e em diferentes épocas e países. Em 2005, a maçonaria tinham entre 2 e 4 milhões de membros em todo o mundo58 contra os 7 milhões em 1950. Esta redução de efetivos, foi principalmente na maçonaria Anglo-Americana, cujo número quase dobrou nos dez anos seguintes à Segunda Guerra Mundial e, em seguida, diminuíram gradualmente com mais de 60% sobre os próximos cinquenta anos.59 Na Europa continental, os números diminuíram significativamente após a Ocupação e não tinha conhecido um aumento semelhante nos anos 1950. Eles são atualmente um pouco mais elevados. Na maioria dos países da América Latina, predomina a maçonaria dogmática. É tão presente na Europa (que é a essência da maçonaria europeia) e na América Latina. No Canadá, é bastante marginalizada e é quase inexistente nos Estados Unidos, onde as lojas são pouco "liberais" (no estilo europeu), onde são frequentado, na sua maioria, por residentes e visitantes. Todo o resto do mundo, a tendência é seguir o "mainstream" das Lojas Anglo-Americanas.
  35. 35. Em alguns países, porém, os dois movimentos existem lado a lado ou em um relacionamento amigável de compreensão mútua (especialmente em certas regiões onde a maçonaria de todas as tendências, tem sido particularmente perseguido), ou com relações mais tensas. No Brasil Apesar da maçonaria estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira no final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira surgiu filiada ao Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas no Rio de Janeiro e Pernambuco e em 1813 foi criado o primeiro Grande Oriente Brasileiro sob a direção de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva.[19
  36. 36. Cargos em Loja Maçônica do R∴E∴A∴A∴ PREFÁCIO A Fraternidade constitui a relação existente entre irmãos, sendo que, da mesma forma, a Maçonaria constitui a grande relação entre todos os maçons. Uma vez que relações fraternais pressupõem a inexistência de barreiras discriminatórias, é necessário que exista Igualdade para que os maçons possam ser denominados Irmãos. Portanto, sendo a fraternidade um predicado fundamental da Maçonaria, também o é a Igualdade. Igualdade significa não diferenciação, sendo que, sob o aspecto maçônico, significa a não-diferenciação entre os Irmãos. Considera-se, pois, que os maçons podem ser considerados iguais quando, entre eles, inexiste qualquer diferenciação em termos de condições de tratamento e oportunidades. Na maçonaria, as oportunidades apresentam-se das mais variadas formas, sendo que uma delas é a de exercer papéis ritualísticos dentro da oficina, maçonicamente denominados "Cargos em Loja". Assim, sabiamente, criou-se o termo "Jóias Móveis", que faz referência ao aspecto rotativo dos cargos que governam uma Loja Maçônica. Ninguém na Maçonaria, pode ser governo, mas sim estar no governo, sendo que, aquele que despontou no Oriente como o Sol da Sabedoria, deve retornar ao Ocidente para, humildemente, guardar a porta do templo. Evidentemente, não é possível que tais cargos sejam exercidos por todos os Irmãos da Loja, tanto pelo número de Irmãos existentes, quanto pelas qualificações exigidas pelo cargo. A despeito das considerações formuladas, há de se reconhecer que o objetivo deste prefácio é demonstrar a sobeja importância dos Títulos dos Cargos e suas respectivas Jóias no universo maçônico.
  37. 37. Em primeiro plano, as jóias em loja gozam de relevante papel na administração de uma Loja Maçônica, porquanto distinguem os cargos e elevam os seus ocupantes à honorificência, o que certamente contribui para a seriedade e disciplina dos trabalhos desenvolvidos no dia-a-dia. Assim, o Venerável, o 1° Vigilante e o 2° Vigilante são as Luzes da Loja. As dignidades da Loja constituem seu Poder Executivo, com exceção do Orador, que é membro do Ministério Público. À exceção das Luzes das Lojas, os cargos da Administração poderão ter adjuntos que auxiliarão os titulares em suas tarefas, bem como os substituirão quando necessário, sendo indicados pelos respectivos titulares e nomeados pelo Venerável VENERÁVEL MESTRE
  38. 38. ESQUADRO É o símbolo da sabedoria; por conseqüência, tal condição promove-o ao mais alto dirigente da Oficina, tornando-se o responsável pela administração geral da Loja, por isso é o portador do Primeiro Malhete, senta-se no Oriente, na cadeira do centro da mesa, denominado de “Trono de Salomão”. A sua Jóia é o Esquadro, pois representa a retidão nas decisões. O Irmão que assume este cargo passa por uma cerimônia denominada Sessão Magna de Instalação e Posse de Veneravel Mestre, recebendo o tratamento desde então de Mestre Instalado. O Irmão que deixa o cargo de Venerável Mestre recebe o título de Past Master ( ex mestre) e usa como insígnia, a jóia abaixo. O Esquadro, com ramos desiguais (triângulo pitagórico), é uma das Jóias da Loja, ele figura em todos os graus da maçonaria como um dos emblemas mais expressivos. Sendo o Esquadro o Símbolo da Retidão, como Jóia Distintiva do cargo de Venerável, indica que ele deve ser o Maçom mais reto e mais justo da Loja que preside. Como símbolo da Retidão, todo maçom deve subordinar suas ações. Como símbolo da virtude, devemos retificar nossos corações. O Esquadro é, materialmente, o instrumento empregado nas construções. No plano intelectual e espiritual seu simbolismo é abrangente, rico, belíssimo. Sozinho, isoladamente, é a Jóia do Venerável, a simbolizar a grandeza, a sabedoria de seus julgamentos e ensinamentos aos membros da Oficina. É dessa sabedoria e discernimento da Justiça que devem brotar seus julgamentos e suas sentenças. O Esquadro é formado pela junção da Horizontal com a Vertical formando um ângulo de 90 graus. Esse ângulo representa a Quarta parte do círculo. O centro do Circulo é o lugar do maçom; a circunferência marca e delimita o campo onde impera a Lei e a Virtude.
  39. 39. O Esquadro é, também, a representação do Nível (Primeiro Vigilante) e do Prumo (Segundo Vigilante) e, do equilíbrio resultante dessa união de linhas, temos o pluralismo universal o do movimento da dinâmica e o da inércia, da estática. Enfim, deve o Esquadro ser confiado àquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos. O Venerável-Mestre,tem as seguintes competências. I – presidir os trabalhos da Loja, encaminhando o expediente, mantendo a ordem e não influindo nas discussões; II – nomear as dignidades e os oficiais da Loja; III – nomear os membros das comissões da Loja; IV – representar a Loja ativa e passivamente, em Juízo e fora dele, podendo, para tanto, contratar procuradores; V – convocar reuniões da Loja e das comissões instituídas; VI – exercer fiscalização e supervisão sobre todas as atividades da Loja, podendo avocar e examinar quaisquer livros e documentos para consulta, em qualquer ocasião; VII – conferir os graus simbólicos, solicitados pelos Vigilantes em suas respectivas colunas e satisfeito o seu tesouro; se necessário for, depois de deliberação da Loja VIII – proceder à apuração dos votos, proclamando os resultados das deliberações; IX – ler todas as peças recolhidas pelo saco de propostas e informações, ou pelo modo que o rito determinar, dando-lhes o destino devido; X – deixar sob malhete, quando julgar conveniente, pelo prazo de até um mês, os expedientes recebidos pela Loja, exceto os originários da Grande Loja (GLUSA) do Delegado Regional; XI – conceder a palavra aos Maçons ou retirá-la, segundo o Rito adotado; XII – decidir questões de ordem, devidamente embasadas e citados nos landmarks, antigas leis, Constituições, Old Charges, Atos e Decretos do Grão Mestre e/ou do Estatuto ou Regimento Interno da Loja, ouvindo o representante do Ministério Público ( Orador), quando julgar necessário; XIII – suspender ou encerrar os trabalhos sem as formalidades do Ritual quando não lhe seja possível manter a ordem;
  40. 40. XIV – distribuir, sigilosamente, as sindicâncias a Mestres Maçons de sua Loja; XV – exercer autoridade disciplinar sobre todos os Maçons presentes às sessões; XVI – encerrar o livro de presença da Loja; XVII – assinar, juntamente com o Tesoureiro, os documentos e papéis relacionados com a administração financeira, contábil, econômica e patrimonial da Loja e os demais documentos com o Secretário; XVIII – autorizar despesas de caráter urgente, não consignadas no orçamento, ad referendum da Loja, até o limite estabelecido em seu Estatuto ou Regimento Interno; XIX – admitir, dispensar e aplicar penalidades aos empregados da Loja; XX – encaminhar para a Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos até 01de março de cada ano, o Quadro de Obreiros, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro; XXI – encaminhar, até 01 de março de cada ano, o relatório-geral das atividades do ano anterior, assinado por ele, pelo Secretário e pelo Tesoureiro, para a Grande Secretaria Geral da Grande Loja; XXII – recolher, na forma estabelecida na Lei orçamentária, as contribuições ordinárias e extraordinárias, bem como as taxas de atividade dos Maçons da Loja que dirige; XXIII – fiscalizar e supervisionar a movimentação financeira, zelando para que os emolumentos e taxas devidos a Grande Loja sejam arrecadados e repassados dentro dos prazos legais.
  41. 41. PRIMEIRO VIGILANTE NÍVEL Portador do segundo Malhete, simboliza a Força, do qual se exsurge a energia positiva e o vigor que impulsiona à continuidade dos Trabalhos da Loja. Sua Jóia é o Nível Maçônico, representa a igualdade social. Seu lugar em Loja é no Ocidente ao Norte. É a jóia usada pelo Primeiro Vigilante das lojas Maçônicas Simbólicas. O 1º Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Aprendizes. Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90°, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano. É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e, por tal razão, é conferido ao 1° Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência. Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inseri-lo na ordem simbólica provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural. Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos - filhos da mesma Natureza e que devemos nos interagir com igualdade fraterna.
  42. 42. Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando sua vida maçônica. O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros. A exemplo da morte, que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem. O 1º Vigilante as seguintes competências. I – substituir o Venerável Mestre; II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual. Compete-lhe, ainda: • anunciar as ordens do Venerável; • autorizar os Obreiros de sua Coluna a falarem nos devidos momentos; • comunicar ao Venerável que reina silêncio em ambas as Colunas; • manter a ordem e o silêncio em sua Coluna; • instruir os Obreiros de sua Coluna (Aprendizes), propondo o aumento de seus salários; • impedir que os Obreiros saiam de sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem observar as prescrições legais, auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes; • pedir o retorno da Palavra diretamente ao Venerável quando solicitado por Obreiros de ambas as Colunas.
  43. 43. SEGUNDO VIGILANTE PRUMO Simboliza a beleza, o amor, visando reger a harmonia, o prazer, a alegria refletindo a união dos Irmãos, buscando assim, instruir e examinar os Aprendizes que ambicionam passar da Perpendicular ao Nível. A sua Jóia é o Prumo que representa a independência, a dignidade, a altivez e imparcialidade dos justos, pois a perpendicular não pende, como acontece com as oblíquas. No Ocidente ao Sul é onde tem assento, em paralelo ao 1º Vigilante. O 2º Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Companheiros, assim como é encarregado de substituir o 1º Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável- Mestre em sua Coluna por intermediação do 1° Vigilante. Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos. Na Maçonaria é fixado no centro de um arco de abóbada. Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário. Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento e a tolerância.
  44. 44. É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem. O 2º Vigilante as seguintes competências. I – substituir o Primeiro Vigilante; II – instruir os Maçons sob sua responsabilidade de acordo com o Ritual. Compete-lhe, ainda: • anunciar as ordens do Venerável em sua coluna; • autorizar os Obreiros de sua Coluna a falarem nos devidos momentos; • comunicar ao 1º Vigilante que reina silêncio em sua Coluna; • manter a ordem e o silêncio em sua Coluna; • instruir os Obreiros de sua Coluna (Companheiros), propondo o aumento de seus salários; • impedir que os Obreiros saiam de sua Coluna ou transitem pelo Templo, sem autorização e sem observar as prescrições legais, • auxiliar o Venerável no acendimento e amortização das Luzes. • pedir o retorno da Palavra ao 1º Vigilante quando solicitado por Obreiros de sua Coluna.
  45. 45. ORADOR LIVRO ABERTO É o guardião da lei e, ainda, responsável pela expressão da Verdade, pois é orientado pelo G∴A∴D∴U∴para ser o porta-voz das boas-vindas e o dominador das escritas, com escopo de fiscalizar a Justa e Perfeita aplicabilidade das Normas Maçônicas. Sua Jóia é um livro aberto. Deve possuir muita experiência maçônica para tecer opiniões sobre a legalidade de atos e fatos jurídicos que se apresentam diante da Oficina. O Orador ou Guarda da Lei é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não compõe o Poder Executivo, sendo, um Membro do Ministério Público da Potência. A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra. Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições "trazer luzes" para uma dúvida de ordem legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador. O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida. Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos Regulamentos e dos Ritos.
  46. 46. Compete ao Orador. I – observar, promover e fiscalizar o rigoroso cumprimento das Leis Maçônicas e dos Rituais; II – cumprir e fazer cumprir os deveres e obrigações a que se comprometeram os Membros da Loja, à qual comunicará qualquer infração e promoverá a denúncia do infrator; III – ler os textos de leis e decretos, permanecendo todos sentados; IV – verificar a regularidade dos documentos maçônicos que lhe forem apresentados; V – apresentar suas conclusões no encerramento das discussões, sob o ponto de vista legal, qualquer que seja a matéria; VI – opor-se, de ofício, a qualquer deliberação contrária à lei e, em caso de insistência na matéria, formalizar denúncia ao Grão Mestrado diretamente ou ao poder competente; VII – manter arquivo atualizado de toda a legislação maçônica; VIII – assinar as atas da Loja, tão logo sejam aprovadas; IX – acatar ou rejeitar denúncias formuladas à Loja, representando aos Poderes constituídos. Em caso de rejeição, recorrer de ofício a Instancia Competente.
  47. 47. SECRETÁRIO DUAS PENAS CRUZADAS DUAS PENAS CRUZADAS É o que reflete as conclusões legais do Orador, responsabilizando-se para gravar à eternidade dos fatos acontecidos em Loja, de forma fria e exata, controlando com rigidez a ordem dos processos e zelando pela documentação dentro das Normas Maçônicas. Sua Jóia simbólica é Duas Penas Cruzadas, pois é o escrivão da Loja. O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; por essa razão lhe ser confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número. Assim como a lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em loja. A Jóia do Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do passado com o presente, a tradição que registrará a "memória" da loja para a posteridade. O Secretário registra a HISTÓRIA DA MAÇONARIA.
  48. 48. Acontecimentos e decisões que ocorrem em Loja ficam consignados com objetividade e clareza em seus balaústres, todas as ocorrências dos trabalhos de sua Loja, para a sua Memória e da Maçonaria. Ele é o espelho de uma Loja; reflete o passado e o presente. E o futuro? O futuro é o topo da Coluna do Norte, onde tomam assento os Irmãos Aprendizes. Uma Coluna do Norte cheia de Aprendizes nos da a perfeita noção de como uma loja está se comportanto, progredindo ou ruindo. Também por meio destes aprendizes podemos adivinhar o futuro de uma Loja Maçônica e profetizar sobre seus destinos. E observando-os podemos pressentir, ver e profetizar para a Loja, um futuro risonho e feliz, alegre e fraterno. É um cargo de confiança do Venerável Mestre, de sua livre escolha, eminentemente administrativa e com ele deve manter estrita sintonia. O Secretário pede a palavra ao Venenerável do seu próprio local. É o irmão autorizado a receber, abrir e responder toda a correspondência da Oficina. Toda vez que não possa comparecer aos Trabalhos, deverá enviar o Livro das Atas e Expediente a fim de que, evitados os atrasos, não sejam por sua causa embaraçadas as soluções de problemas. Planejamento das atividades – Numa Loja com administração planejada, coordenada e controlada, nenhum membro terá mais nem menos trabalho físico ou intelectual que outro, assim como não haverá trabalho mais nem menos importante que outro, que enalteça ou desmereça mais ou menos seus executores. Cada setor é tão importante quanto o conjunto deles todos e a falha em qualquer dos setores compromete este conjunto.

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