71ª DELEGACIA REGIONAL
SEDE: UBERABA
DELEGADO REGIONAL : Ir.`. NEILTON GONÇALVES RIBEIRO .`. M .`. I .`.
DELEGADO ADJUNTO ...
VIRTUDES E VÍCIOS
Escolhi este tema de forma independente às orientações da 2ª Vig.'. para os trabalhos oficiais a minha p...
O terceiro sentido de virtude diz respeito ao comportamento moral resultante do exercício do livre arbítrio e, portanto, d...
Faço destaque à Fraternidade, ora regida por nossas temperanças, pois da importância do conjunto de nossa tríade, consider...
".'. É o oposto da Virtude. É o hábito desgraçado que nos arrasta para o mal; e é para impormos um freio salutar a esta im...
A Paixão é semelhante a um cavalo, que é útil quando dominado e extremamente perigoso quando domina. Uma paixão será por d...
O Homem, meus IIr.'., deseja ser feliz e esse sentimento é natural, por isso trabalha sem parar para melhorar sua posição ...
ORIGEM DAS GRANDES LOJAS MAÇÔNICAS
A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, tem sua origem de SOBERANIA, registrada no dia ...
O DEVER DE UM PADRINHO MAÇOM
Revista Universo Maçônico
14 de Junho de 2010
Vivência Maçônica
Normalmente observamos Irmãos...
Na prática dos meios estabelecidos pela Ordem Maçônica, deve o maçom pregar:
1º – o amor como meio primordial de resolução...
Já a palavra “candidato” tem como raiz o significado “Cândido”, ou seja; que tem alma cândida,
caracterizado pela candura....
O Padrinho deve aparecer para o seu afilhado como sendo o Mestre dos Mestres, deve ser como um Pai, um
grande amigo, um co...
Quando um Irmão recebe a incumbência determinada pelo G.’. A.’. D.’. U.’. de propor um candidato, deve se
conscientizar do...
Com esses ensinamentos básicos, de certo, as qualidades do neófito serão adequadamente desenvolvidas,
passando a compreend...
O GRANDE ARQUITETO
DO MAÇOM
O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO
Sempre que se fala em maçonaria, um termo é recorrente: O Grande Arquiteto do Universo, ou ...
No Brasil é a Bíblia que pode ser vista na quase totalidade dos templos, e ao redor do planeta, o livro sagrado muda confo...
A PEDRA E SEU NOVO DESPERTAR (CONTO)
Esta era uma pedreira enorme, com grandes veias de todos os distintos tipos de pedras...
acostumar à penumbra do lugar viu com horror que ao seu redor haviam muitas pedras bem trabalhadas e polidas, além de finí...
Centos de obreiros de distintas nacionalidades começaram a chegar de todos os confins do mundo, trazendo consigo cada um, ...
NÃO SEJA MAÇOM
.......
NÃO SEJA MAÇOM (por Moacyr Duarte)
Se queres descanso, não seja maçom, pois o trabalho do maçom deve ser contínuo.
Se quer...
A FAMÍLIA DO
MAÇOM
 CONCEITO DE FAMÍLIA NO CONTEXTO DA MAÇONARIA
Ao longo dos tempos o conceito de família vem mudando de acordo com os acontecimentos e interesses coletivos. Nesse início...
AS LUVAS BRANCAS NA MAÇONARIA
Todo Conhecimento maçônico está envolto nos véus da Simbologia. Tudo o que diz respeito a es...
Esta oferta faz parte de uma tradição maçônica muito antiga, e segundo o escritor Wirth: “As luvas brancas, recebidas no d...
CERIMÔNIA DAS LUVAS
CONTRIBUIÇÃO
COMISSÃO PARA MAÇÔNICA DA LOJA MAÇÔNICA
ESTRELA UBERABENSE N°0941 - GOBMG
Iniciação da loja maçônica Ricardo Misson n°334   GLMMG - Oriente de Uberaba
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INICIAÇÃO DA LOJA MAÇONICA RICARDO MISSON N°344-GLMMG,REALIZADO AOS 03 DIAS DO MÊS DE OUTUBRO DE 2015 DA E .`. V.`. NO TEMPLO DA LOJA MAÇÔNICA AVENIR MIRANZI N°113 - GOMG

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  • Parabéns Ir.'. Vagner pelo belo trabalho. Faz bem a pesquisa, meditação e registro das virtudes de vícios. Atualmente fala-se muito em nossa fraternidade sobre cavarmos masmorras aos vícios, mas na prática a coisa mudou bastante. Mas você faz parte de um grupo seletivo de irmãos que estão atentos na solidificação de nossos valores. TFA. Manoel Miguel - ARLS Colunas de São Paulo - 4145 - GOB/GOSP
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Iniciação da loja maçônica Ricardo Misson n°334 GLMMG - Oriente de Uberaba

  1. 1. 71ª DELEGACIA REGIONAL SEDE: UBERABA DELEGADO REGIONAL : Ir.`. NEILTON GONÇALVES RIBEIRO .`. M .`. I .`. DELEGADO ADJUNTO : Ir .`. MAURÍCIO FERREIRA .`. M .`. I .`.
  2. 2. VIRTUDES E VÍCIOS Escolhi este tema de forma independente às orientações da 2ª Vig.'. para os trabalhos oficiais a minha postura como Ap.'. M.'., pois, acredito que , enquanto Ap.'., cada passo dentro de nossa Ordem , deve ser pesquisado , compreendido e postulado aos queridos IIr.'. , e, contudo, em conjunto, tentarmos consenso na interpretação destas duas palavras que conotam uma das mais discutidas dualidades inversas de nossa vida. Outro motivo, que me pendi a este estudo/ pesquisa, foi o impacto de duas perguntas que a mim foram proferidas durante o Ritual de Iniciação, que, dentro de minha ignorância momentânea, percebi que minhas respostas não foram claras o suficiente, talvez pela emoção emanada do momento, ou até mesmo, pelo fato do desconhecimento profundo e misterioso que ambas as palavras nos submetem no dia a dia, na vida social e maçônica. Relembro neste momento as seguintes perguntas: O que entendeis por Virtude? O que Pensais ser o Vício? Relembro também as seguintes Palavras do Ir.'. Orad.'. : Se desejar tornar-vos um verdadeiro Maçom, deveis primeiro morrer para o vício, para os erros, para os preconceitos vulgares e nascer de novo para a Virtude, para a honra e para a Sabedoria. Como Homens livres e de bons costumes, entendo que além do sagrado dever de levantarmos templos a Virtude e cavarmos masmorras aos Vícios, devemos saber interpretar ambas as questões, para que no dia a dia, não sejamos submetidos ao despertar de nossa ignorância quando interpelado sobre seus significados. Daí, minhas conclusões que disserto a seguir. Comecemos com a Virtude, em suas definições Filosóficas, que nos levam a discernir como um estado de Comportamento do Homem: O primeiro desses significados se refere às qualidades materiais ou físicas de qualquer ser, inclusive do homem. São as virtudes da água, do ar, ou como as virtudes naturais dos seres vivos de respirar, reproduzir-se, ou do homem de raciocinar, de ser bípede etc. Esse significado se refere às qualidades não adquiridas, mas próprias da natureza de cada ser, tanto em razão de sua composição química como em razão de sua estrutura orgânica ou de sua evolução natural. São as qualidades e as capacidades naturais que os seres em geral manifestam, desde os átomos até os seres organizados superiores. O segundo significado diz respeito às habilidades próprias do ser humano, como tocar um instrumento musical, saber usar uma ferramenta, saber escrever, pintar, ler, raciocinar logicamente etc. São, na verdade, destrezas, habilidades ou capacidades de execução de alguma atividade, adquiridas através de exercícios e experiências, tanto em nível corporal como em nível mental. São as qualidades adquiridas pelo aprendizado.
  3. 3. O terceiro sentido de virtude diz respeito ao comportamento moral resultante do exercício do livre arbítrio e, portanto, diz respeito exclusivamente ao homem. É exatamente desse terceiro sentido, o comportamento moral, que nos interessa como Maçons, pois somente ele diz respeito exclusivamente à educação do espírito, uma tarefa extremamente valorizada dentro da Maçonaria porque conduz ao comportamento moral, ao amor e a generosidade. Comportamento moral é a pratica da solidariedade humana em todos os sentidos, e que pode ser manifestada de infinitas maneiras, pois são infinitas as maneiras que nos podem conduzir na pratica da solidariedade. Podemos, por exemplo, trabalhar com dedicação para tirar o homem de sua ignorância, podemos ajudar o nosso semelhante a superar suas necessidades materiais, podemos nos colocar ao lado do nosso semelhante em suas dores mais profundas, podemos estar ao lado dele quando abatido em seus males corporais, enfim há vários meios de praticar a solidariedade. Para que um determinado comportamento moral possa ser considerado uma virtude não é suficiente à prática de atos morais esporádicos ou isolados. É necessário antes de tudo haver uma continuidade, um hábito, um estado de espírito sempre ativo e presente na consciência, a cada dia e a cada momento. Dentro do Comportamento Moral, podemos acrescentar o próprio comportamento social que vivemos para fazermos valer na tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade , onde cujas são por excelência, os elementos para construir em nosso templo interior o verdadeiro espírito maçônico. E para tanto, ao entender das pesquisas, temos que praticar constantemente as virtudes que relacionamos a seguir: A Virtude da Justiça: por justiça entende-se como virtude moral, pela qual se atribui a cada indivíduo aquilo que lhe compete no seio social: praticar a justiça. A justiça em nossa Ordem é a verdade em ação, é a arma para as conquistas da Liberdade. A Virtude da Prudência: éa Virtude que nos auxilia a nossa inteligência para distinguir a qualidade do ser humano que age com comedimento, com cautela e moderação, enriquecendo nossa igualdade, e respeito entre os irmãos, estendendo à sociedade que vivemos em nossa vida profana. A Virtude da Temperança: podemos relacionar diretamente a virtude da Temperança com uma espícula extremamente dura a ocupar uma das infinitas arestas da Pedra Bruta, pois é ela que disciplina os impulsos , desejos e paixões humanas. Ela é a moderação e barragem dos apetites e das paixões, sendo o império sobre si mesmo. Com ela, estaremos deixando cada vez mais forte e profunda as raízes da Fraternidade.
  4. 4. Faço destaque à Fraternidade, ora regida por nossas temperanças, pois da importância do conjunto de nossa tríade, considero-a a mais direcionada às nossas causas e conquistas enquanto Maçons, pois ela é a diferença de nossa Ordem, ela que serviu de arma forte e reluzente, que fez com que nossos irmãos antepassados, entregando muitas vezes suas próprias vidas a repugnância, resistindo às perseguições e se deixando abater pela inquisição, pela própria rusga Cuibana não deflagraram nossos segredos, nossos augustos mistérios, e salvaram com os princípios fraternos a continuidade de nossa Ordem durante séculos que se passaram. A Fraternidade Maçônica sempre foi conseguida através de um laço que se poderia chamar de cumplicidade maçônica. Essa cumplicidade nasceu entre os irmãos a partir do compartilhamento de diversos sigilos, como o aspecto secreto das reuniões, os sinais de reconhecimento, o segredo dos graus, os simbolismos etc., que começa a se formar a partir do momento da iniciação. É essa gama de atos e fatos ligados à estrutura básica da Maçonaria que faz nascer essa ligação de cumplicidade que gera a inconfundível fraternidade Maçônica. Este laço material se reforça com a prática da Filosofia, das Virtudes e dos Princípios Maçônicos, principalmente da Justiça, da Prudência, do Amor, e da Generosidade. Existem certamente momentos em que afloram os instintos, ou seja, vícios ainda não convenientemente dominados, tal como o egoísmo, provocando desentendimentos pessoais. Isso é natural que aconteça mesmo depois de nos tornarmos maçons, pois é sabido que mesmo após muitos anos o espírito dentro de sua cavalgada na busca da perfeição não consegue absorver o verdadeiro sentido do que é uma fraternidade. Não conseguem deixar-se dominar pela cumplicidade maçônica. Nesses momentos deve agir o sentimento de temperança dos demais irmãos para serenar os ânimos e não deixar os ressentimentos se avolumarem. O Importante é não deixar de lutar pela fraternidade a cada dia e a cada instante, mas para isso é preciso termos em primeiro lugar domínio sobre nossos vícios, cujo também alvo desta peça, discuto a seguir, pois do que vale pregar o bem, sem o entendimento do mal? Percebi em minhas pesquisas, que pouco se fala sobre os Vícios, até mesmo a própria Bíblia Sagrada, O Livro dos Espíritos, Livros afins e várias peças de arquitetura que o entendimento da palavra e do substantivo declarado Vício é de forma singela e simploriamente declarada como o "O oposto da Virtude", havendo logicamente mais espaços destinados ao assunto "Virtude", o qual não sou contra, pois dentro dos conceitos atuais de estruturalismo, é mais fácil corrigir o mal com o reforço do ensino e prática do bem, tal como nosso Ritual de Iniciação que o Ven.'. M.'. dita o seguinte discurso:
  5. 5. ".'. É o oposto da Virtude. É o hábito desgraçado que nos arrasta para o mal; e é para impormos um freio salutar a esta impetuosa propensão, para nos elevarmos acima dos vis interesses que atormentam o vulgo profano e acalmar o ardor das paixões, que nos reunimos neste templo.'.". O Vício pode ser interpretado como tudo quanto se opõe a Natureza Humana e que é contrário a Ordem da Razão, um hábito profundamente arraigado, que determina no individuo um desejo quase que doentio de alguma coisa, que é ou pode ser nocivo. Em síntese, tudo que é defeituoso e que se desvia do caminho do Bem. Do ponto de vista abstrato, podemos dizer também que tudo que não for perfeito é Vício, mas do ponto de vista prático, é um termo relativo que depende do grau de evolução do Individuo em questão, pois o que seria um Vício para um Homem cultivado, poderia ser uma virtude para um selvagem. Na verdade, nenhum vicio poderá ser jamais uma desvantagem absoluta, pois toda forma de expressão indica um desenvolvimento de força. O que devemos realmente é estabelecer e proclamar nossa guerra interna, conflitarmos espiritualmente o combate às nossas imperfeições seja nessa vida ou nas próximas que estamos por vir. De todos os vícios que sofremos e estamos expostos no dia a dia para com a sociedade, nosso templo, nosso ego, enfim, aquele que podemos declarar como o Orientador a todos os outros vícios é o egoísmo, e este vem assolando todas as comunidades, todas as religiões, todas as irmandades, enfim, todo o Mundo está submisso ao Egoísmo, e , na prática e exercício deste de forma desequilibrada, teremos os demais vícios aflorando facilmente e deflagrando em cada canto do mundo, a discórdia,a intemperança, as guerras, o fanatismo, a injustiça, a fome, as doenças, a infelicidade, enfim, as mortes prematuras que assolam os ditos paises não desenvolvidos. Quando citei o exercício desequilibrado do egoísmo, quis demonstrar que jamais um vício pode ser uma desvantagem absoluta (dito a dois parágrafos anteriores) , pois como exemplo, podemos citar que o Egoísmo de um PAI na proteção de seu filho não pode ser tratado como um desequilíbrio egoísta e sim uma reação que não podemos condenar desde que para isso não tenha praticado o mal ao seu semelhante. Assim como tudo na vida e em nossas ações estaremos submetendo ao equilíbrio, os vícios também o são submetidos, pois com certeza, nós homens nunca seremos perfeitos, a imperfeição faz parte do Homem, e isto é lógico e notório, partindo do principio que somos Espíritos tendo experiências humanas na terra e não humanos tendo experiências espirituais. Nosso mundo nada mais é que uma grande escola espiritual e que para conseguirmos nossa evolução, temos que ser submetidos às vivências carnais tempo a tempo, até que sejamos perfeitos, e isto ocorrendo não mais estaremos de volta e sim estaremos ajudando em outro plano os demais que assim se fizerem de coração aberto para os ensinamentos. Outra citação que coloco, é a questão das Paixões, também fruto do egoísmo, que dentro de uma estrutura hierárquica, posso considerá-la como uma segunda posição depois do Egoísmo. A Paixão está no excesso acrescentado à vontade, já que este princípio foi dado ao homem para o bem, e suas paixões podem levá-lo a realizar grandes coisas.
  6. 6. A Paixão é semelhante a um cavalo, que é útil quando dominado e extremamente perigoso quando domina. Uma paixão será por demais perigosa no momento em que deixar de governá-la e resultar qualquer prejuízo para você ou aos outros. Sem dúvida grandes esforços são feitos para que a Humanidade, e nós Maçons que fazemos parte dela, avance, encoraje-se, honre-se os bons sentimentos mais do que em qualquer outra época deste nosso mundo, entretanto a desgraça roedora do egoísmo continua sendo sempre a nossa chaga social. É um mal real que cai sobre todo o mundo, do qual cada um é mais ou menos vítima. É preciso combater os vícios, equilibrá-los, assim como se combate uma doença epidêmica. Para isso, devemos proceder como médicos: ir à origem. Que se procurem , então em todas as partes de nossa organização social, desde as famílias até nossa comunidade, desde os barracos de tábuas, até as grande Mansões, todas as causas, todas as influências evidentes ou escondidas que excitam, mantêm e desenvolvem o sentimento do egoísmo. Uma vez conhecidas as causas, o remédio se mostrará por si mesmo. Restará somente combatê-las, senão todas de uma vez, pelo menos parcialmente e, pouco a pouco, o veneno será eliminado. A cura poderá ser demorada, porque as causas podem e são numerosas, mas não impossível. Isso só acontecerá se o mal for atacado pela Raiz, ou seja, pela educação, não a educação que tende a fazer homens instruídos, mas a que tende a fazer homens de bem. A Educação, bem entendida é a chave para o progresso moral. Quando conhecermos a arte de manejar o conjunto de qualidades do homem, como se conhece a de manejar as inteligências, será possível endireitá-los, como se endireitam plantas novas, mas esta arte exige muito tato, muita experiência e uma profunda habilidade de observação e vigilância. É um grave erro acreditar que basta ter o conhecimento da ciência, dos augustos mistérios de nossa ordem para que exercemo-las com proveito. Todo aquele que acompanha o filho do rico ou do pobre, desde o nascimento e observa todas as influências más que atuam sobre eles por conseqüência da fraqueza, do desleixo e da ignorância daqueles que os dirigem, quando, frequentemente, os meios que se utilizam para moralizá-lo falham não se pode espantar em encontrar no mundo tantos defeitos. Que se faça pela moral tanto quanto se faz pela inteligência e se verá que, se existem naturezas refratárias, que se recusam a aceitá-las, há, mais do que se pensam, as que exigem apenas uma boa cultura para produzir bons frutos.
  7. 7. O Homem, meus IIr.'., deseja ser feliz e esse sentimento é natural, por isso trabalha sem parar para melhorar sua posição neste mundo que vivemos. Ele procurará a causa real de seus males a fim de remediá-los. Quando compreender que o egoísmo é uma dessas causas, responsável pelo orgulho, ambição, cobiça, inveja, ódio, ciúme, que o magoam a cada instante, que provoca a perturbação e as desavenças em todas as relações sociais e destrói a confiança que o obriga a manter constantemente a defensiva, e que, enfim, do amigo faz um inimigo, então compreenderá também que esse vício é incompatível com sua própria felicidade e até mesmo com sua própria segurança. E quanto mais se sofre com isso, mais sentirá a necessidade de combatê-lo, assim combate a peste, os animais nocivos e os outros flagelos; ele será levado a agir assim por seu próprio interesse. O egoísmo é a fonte de todos os vícios, assim como a fraternidade é a fonte de todas as virtudes; destruir um e desenvolver outro ( Levantar templos a Virtude e Cavar masmorras aos Vícios ), esse deve ser o objetivo de todos os esforços do homem, se quiser assegurar sua felicidade em nosso mundo e no seu mundo espiritual. "Quem é bom , é livre, ainda que seja escravo, Quem é mau é escravo, ainda que seja livre." Santo Agostinho Moacir José Outeiro Pinto, A'.M.'. - A.'.R.'.L.'.S.'. Razão 4 / Brasil
  8. 8. ORIGEM DAS GRANDES LOJAS MAÇÔNICAS A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, tem sua origem de SOBERANIA, registrada no dia 25 de setembro de 1927, quando maçons de 08 Lojas se reuniram no Templo Maçônico da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Bello Horizonte, à rua Rio de Janeiro No. 987, onde consta em ATA da Assembléia desta reunião, pedido de autorização ao Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para fundação da Instituição; em data de 22 de dezembro de 1927, foi expedida a Carta Constitutiva, firmada pelo Soberano Grande Comendador: Dr. Mário Bhering 33. No dia 19 de janeiro de 1928 e por escrutínio secreto foi eleita a primeira diretoria da "SOBERANA GRANDE LOJA SIMBÓLICA DE MINAS GERAIS", tendo como Grão-Mestre: Dr. Manoel dos Reis Correa; Grão-Mestre Adjunto: Dr. Washington F. Pires; Grande 1o. Vigilante: Dr Raul F. de Almeida; Grande 2o. Vigilante: Cel. Pedro Jorge Brandão; Grande Orador: Dr. Geraldo Teixeira; Grande Secretário: Álvaro C. de Oliveira; Grande Tesoureiro: Ramiro de Barros; Grande Chanceler: José de Oliveira Campos; Grande Mestre de Cerimônias: Francisco Gimenes; 2 Grande diácono: Tarcísio de A. Santos; Grande Cobridor Interno: Braz Serpa; Grande Cobridor Externo: José Carlos Xavier. A regularização se deu através do ATO no. 21 de 17 de fevereiro de 1928 baixado pelo Dr. Mário Bhering 33. A CONSAGRAÇÃO PARA SEMPRE foi realizada na sede da Loja Bello Horizonte, à rua Rio de Janeiro No. 987 neste oriente de Belo Horizonte no dia 03 de março de 1928, conforme Decreto No. 01 de 14/03/28, em reunião magnífica. Hoje, com a denominação de Grande Loja Maçônica de Minas Gerais constitui-se uma Organização Maçônica Universal, Soberana, Autônoma e Independente. A Jurisdição da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, administra atualmente os interesses de 288 Lojas Maçônicas Regulares e 02 Triângulos Maçônicos, com mais de 20.000 Membros cadastrados, em todo território mineiro. Sua SEDE fica em Belo Horizonte e, possui sobre sua administração direta a ESTAÇÃO RODOVIÁRIA de Teófilo Otoni e o CLUBE DOS PELICANOS ( na cidade de Barra do Say no litoral do Espírito Santo ). A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais é Filiada à CMSB (Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil) e à CMI (Confederação da Maçonaria Interamericana), mantendo estreita colaboração com todas as Grandes Lojas Brasileiras.
  9. 9. O DEVER DE UM PADRINHO MAÇOM Revista Universo Maçônico 14 de Junho de 2010 Vivência Maçônica Normalmente observamos Irmãos tecendo comentários e até criticando Lojas que não conseguem crescer rapidamente. Chegam inclusive a perguntar se os Irmãos componentes daquelas Lojas não têm amigos. Não é bem assim. Não é qualquer amigo que deve ser convidado para engrossar as colunas da Ordem. Em verdade, a Maçonaria não tem interesse apenas na quantidade de membros, mas, principalmente na qualidade dos componentes de seu quadro, porque somente com qualidade é que perpetuar-se-ão seus propósitos e ensinamentos, que não devem ser conhecidos por não iniciados. Outrossim, o Padrinho não deve esquecer de que seu afilhado no futuro pode vir a ser um Venerável Mestre e até Grão-Mestre. Por isso, tem que ser exigente na escolha e não convidar qualquer pessoa que conheceu e achou que tem perfil para ser maçom, ou porque a pessoa lhe prestou algum favor ou ainda, porque faz parte de uma casta social de médio a alto nível. A perpetuação da Ordem Maçônica depende em muito do padrinho, pois, conforme for sua escolha ou indicação terá a Maçonaria excelentes obreiros ou simplesmente maçons incapazes de desenvolver o trabalho a que ela se propõe, que é oferecer meios que facultem melhores dias para a humanidade ser feliz. Os meios apresentados pela instituição maçônica para que possa a humanidade ser feliz, são de simplicidade ímpar, bastando que os maçons os exercite e os coloque em prática no mundo profano.
  10. 10. Na prática dos meios estabelecidos pela Ordem Maçônica, deve o maçom pregar: 1º – o amor como meio primordial de resolução de qualquer problema e união das pessoas; 2º – que por meio do aperfeiçoamento dos costumes é possível se viver em sociedade sem tumulto; 3º – que se exercitando a tolerância com paciência, se evitam atritos entre as pessoas; 4º – que todos são seres humanos com ideias próprias e como tal, devem ser tratados com igualdade e respeito, inclusive se respeitando a autoridade e a crença de cada um, não se estabelecendo para isso fronteiras ou raças, até porque todos são efetivamente iguais. Daí uma grande responsabilidade do Padrinho na indicação do candidato, porque deve ele ter perspicácia de saber se seu escolhido pode ou não, desenvolver as atividades maçônicas na forma como lhes forem ensinadas e exigidas. Por essas e outras razões é que dizemos que o padrinho ou Proponente deve ser considerado tão importante quanto o próprio candidato a maçom, vez que, é o responsável direto pelo seu afilhado. Perante a Assembleia da Loja, o Padrinho garantiu por meio de documento assinado, que seu escolhido reúne todas as qualidades exigidas pela Ordem para que ele possa pertencer a seu quadro. A responsabilidade que tem início na escolha do candidato deve continuar durante toda a vida maçônica dos dois (Proponente e Candidato), nunca o Padrinho permitindo que seu afilhado se engendre em caminhos tortuosos, orientando-o sempre da melhor forma, para que o seu convidado possa vir a galgar graus, exclusivamente por merecimento. Padrinho significa protetor, patrono, enquanto que afilhado tem o significado de protegido, patrocinado.
  11. 11. Já a palavra “candidato” tem como raiz o significado “Cândido”, ou seja; que tem alma cândida, caracterizado pela candura. Em sentido figurado: ingênuo, inocente, puro. Assim, um candidato deve, efetivamente, reunir as qualidades que lhe dão dignidade para juntar-se aos membros da instituição maçônica como base da filosofia milenar, sempre oportuna e atual. Ao Padrinho maçom compete conhecer muito bem o candidato, bem como, necessário se faz conhecer a família do candidato. Quando algum profano se inicia na Ordem Maçônica, também tem ingresso sua esposa e seus filhos e demais familiares, razão pela qual, é de suma importância a participação efetiva de todos os membros da família, para a realização dos mais diversos atos, tais como solenidades festivas, Ordem DeMolay, Filhas de Jó, movimentos caritativos etc. e etc. Logo, é necessário que o Padrinho tenha muita cautela na escolha do afilhado, devendo para isso, conhecer seu relacionamento familiar, seu procedimento com os colegas de trabalho, sua situação econômica, sua disponibilidade financeira, sua disponibilidade de tempo para acompanhar os interesses da Ordem, seu grau de cultura, sua desenvoltura no manejo das palavras e principalmente seu grau de percepção no entendimento dos assuntos a ele expostos. Um profano só deve ser convidado a ingressar na Maçonaria, quando ele demonstre sem sombra de dúvidas, interesse para isso e quando sua esposa, se casado for, não apresente qualquer sintoma de má vontade. O Padrinho, ao apresentar o nome de seu candidato através de Pré-Proposta para que a Assembleia decida se deve ou não ser liberada a Proposta Definitiva, quando aprovada, está ele investido de uma autoridade delegada por Irmãos que confiam piamente nele, entendendo que esse Padrinho traga ao seio da Maçonaria, um futuro Irmão, que preserve os costumes da Ordem. Contudo, a responsabilidade do padrinho não para por aí, porque dele depende o comportamento do seu afilhado, tendo o Padrinho como exemplo, cujo Padrinho também é responsável pela manutenção desses costumes.
  12. 12. O Padrinho deve aparecer para o seu afilhado como sendo o Mestre dos Mestres, deve ser como um Pai, um grande amigo, um confidente conselheiro procurando iluminá-lo, de forma que seus passos na conquista dos graus sejam alcançados exclusivamente por mérito. Logo, ao Padrinho compete dar bom exemplo para seu afilhado inclusive, cumprindo rigorosamente com suas obrigações pecuniárias na Ordem. É bom lembrar que o Padrinho tem o dever de procurar seu afilhado, quando esse se encontre inadimplente com a Loja ou Grande Loja, pois, quando apresentou o nome do seu proposto, afirmou categoricamente mediante documento assinado, estar em condições de responder pela idoneidade moral e financeira do candidato. Em outras palavras, o Padrinho quando apresenta à Assembleia o nome de um candidato, verifica-se que quase ninguém conhece o apresentado. Ocorre que os membros da Assembleia simplesmente acreditam nas afirmativas do Irmão e aprovam o envio da Proposta Definitiva. Todavia, quando se formaliza o processo com sindicâncias e documentos comprobatórios da idoneidade do candidato, é de bom alvitre que o Venerável Mestre oriente aos sindicantes no sentido de que sejam exigentes, não apenas confiando nas informações do proponente, porque, mesmo sendo o proponente um maçom, não deixa de ser um ser humano passível de erros. Infelizmente acontecem casos em que o Padrinho depois da iniciação do afilhado, se afasta da Ordem como se dissesse: “vou deixá-lo no meu lugar”. Outras vezes se observa o afilhado cobrando do Padrinho as responsabilidades que esse não vem cumprindo. Em verdade, conforme já dito, o Padrinho deve ser o espelho do seu convidado. Deve ser estabelecido como princípio maçônico que o nome de um candidato não surge apenas de uma vontade profana, mas de uma “predestinação divina. Resumindo: é o G.’. A.’. D.’. U.’. que passa às mãos de um maçom que recebe o título de “apresentador” ou “padrinho”, aquele que, de fato e de direito, merece ser iniciado nos AAug.’. Mistérios da sublime Ordem Real.
  13. 13. Quando um Irmão recebe a incumbência determinada pelo G.’. A.’. D.’. U.’. de propor um candidato, deve se conscientizar dos encargos que advêm com aquela apresentação. Por isso, não deve fazer a escolha motivado pela emoção, mas tão somente, por força da razão. O Padrinho tem o dever inclusive, de no dia da iniciação, conduzir seu afilhado até o local onde será iniciado. Chegando ao prédio onde funciona a Loja, na sala dos PP.’. PP.’. o candidato é vendado por seu Padrinho para que fique privado da visão. Privado do mais precioso órgão dos sentidos, o candidato deixa de ver com os olhos materiais e passa a enxergar com os olhos do espírito, tendo início verdadeiro processo esotérico que produzirá efeitos misteriosos, cujos efeitos, criarão pouco a pouco algumas imagens e alegorias na mente do iniciando dali em diante. Uma vez vendado, o candidato é entregue ao Exp.’. que colocando a mão sobre seu ombro diz: – “Sou o vosso guia. Tende confiança em mim e nada receeis”. (pág. 38 Ritual Aprendiz Maçom) Depois de iniciado, ao Padrinho compete dotar o neófito das condições básicas para que ele possa se desenvolver com satisfação e entusiasmo. Deve o Padrinho, ainda no dia da iniciação, orientar o iniciado no sentido de que não deve comentar com ninguém o que se passou, até porque ele prestou um juramento nesse sentido. Deve ainda o proponente orientar o afilhado na parte ritualística, ensinando-o a entrar em Loja quando chegar atrasado, explicando a circulação em Loja no sentido dextrocêntrico, de forma que o lado direito esteja sempre voltado para o Altar dos Juramentos. Deve orientá-lo em quais momentos se faz o sinal, deve inclusive treiná-lo no trolhamento e incentivá-lo à leitura de livros pertinentes ao Grau de Aprendiz Maçom.
  14. 14. Com esses ensinamentos básicos, de certo, as qualidades do neófito serão adequadamente desenvolvidas, passando a compreender o universo que representa a instituição maçônica. Deve também o Padrinho capacitar seu afilhado no uso da sabedoria, ensinando-o a exercitar a paciência e ficar observando de forma contínua todos os procedimentos, sejam ritualísticos ou não. Se o afilhado realmente for pessoa merecedora e tiver alcançado seu objetivo com a iniciação que o transformou em maçom, será capaz de absorver com clareza qualquer informação que lhe chegar. Ainda compete ao Padrinho, fortalecer o entusiasmo e o dinamismo do seu afilhado, levando-o ao deslumbramento da iniciação, explicando de forma inteligível todo o processo iniciático, inclusive, mostrando que o simbolismo da iniciação está exatamente na morte do homem profano para que nasça o maçom. Com isso, deve o Padrinho exaltar toda a magnitude da Maçonaria como Instituição, como elemento agregador e fortalecedor de nossos pensamentos, deixando o afilhado apto e vigoroso para enfrentar e ultrapassar todos os obstáculos, os quais, na sua maioria, são trazidos por falsos maçons imbuídos de vaidades e com imposição de ideias desagregadoras. Quando por ventura ocorrerem tais imposições capazes de desagregar provocando a desarmonia na Loja, deve aflorar na mente do afilhado a figura do Padrinho maçom que sempre deu bons exemplos de dedicação à Sublime Ordem. Na maioria das vezes, o padrinho só é lembrado no momento da indicação de um profano. No entanto, o Padrinho deve se fazer presente e nunca ser esquecido, porque ele desempenha papel fundamental na formação filosófica do afilhado que pretende alcançar os mais elevados graus dentro da Instituição. QUE O G.’. A.’. D.’. U.’. NOS AJUDE A CUMPRIR ESSA SUBLIME MISSÃO.
  15. 15. O GRANDE ARQUITETO DO MAÇOM
  16. 16. O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO Sempre que se fala em maçonaria, um termo é recorrente: O Grande Arquiteto do Universo, ou G.A.D.U. (a forma abreviada mais comum). Em quase todas as obras maçônicas e também na maioria das citações ou reportagens, há referências a esta expressão. Mas o que muitos leigos se perguntam sempre é: o que, ou quem é, exatamente, este Grande Arquiteto? Qual o real significado desta denominação? Respondendo objetivamente, e de maneira simplificada, afirmamos: o G.A.D.U. é a maneira pela qual os maçons se referem a Deus. E a razão é simples: sendo a maçonaria uma instituição que teve origem histórica nas corporações de construtores medievais – que eram formadas por arquitetos, engenheiros, artesãos, pedreiros e outros profissionais ligados à área da construção civil e militar – e, ainda nos nossos dias, valer-se de instrumentos daqueles ofícios como ícones simbólicos (o compasso e o esquadro, por exemplo), nada mais natural que denomine o projetista ou construtor de tudo o que existe como O Grande Arquiteto do Universo. Denominações adicionais para o Criador como O Grande Arquiteto dos Mundos ou O Grande Geômetra são encontradas em alguns livros maçônicos, todas com o mesmo significado. Ampliando o escopo deste artigo, consideramos importante esclarecer brevemente o conceito de Deus na maçonaria. A imagem eternizada por Michelangelo na Capela Sistina – a de um ancião de cabelos brancos, adotada como representação costumeira de Deus por grande parcela da civilização ocidental – ainda que enquanto obra de arte seja belíssima, não é suficiente para a compreensão da onipotência, onipresença e onisciência divinas. Em verdade, ousaríamos dizer que é, de fato, inapropriada. Ora, qualquer que seja o ser, se este for limitado por uma forma, não pode ter tais características. Portanto, seguindo este raciocínio, concluímos que a imagem de Deus como um velho senhor sentado em um trono de nuvens é apenas o retrato humanizado do pensamento de uma época, não devendo ser levado em conta para uma reflexão mais aprofundada. Deus é o amor infinito, a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, é aquele que não tem começo nem fim, e não pode ser conhecido através dos esforços intelectuais de uma mente humana que, por mais avançada ou capaz que seja, está sujeita a limitações. Deus, portanto, é uma força que não pode ser analisada ou mensurada, só podendo ser sentida e contemplada através de suas manifestações. Esta força é o que os maçons chamam de Grande Arquiteto, gerador do universo, do homem e da vida em todas as suas formas. Um movimento anti-maçônico, fundado nos Estados Unidos no século XX e formado quase majoritariamente por fundamentalistas religiosos, tem distorcido continuamente o conceito do Grande Arquiteto do Universo. Este movimento, que já conta com ramificações no Brasil, afirma erroneamente que o G.A.D.U. não passa de um ‘deus maçônico’, ou ainda uma divindade que representaria uma suposta união sincrética de ídolos antigos. Os mais radicais acreditam ainda que o G.A.D.U. seria uma representação do diabo. Conforme já explicado, nada mais longe da realidade. Aliás, para ser maçom, o postulante tem de, necessariamente, crer na existência de um ser supremo. Todos os trabalhos maçônicos são dedicados à glória de Deus, e os templos maçônicos conservam abertos em seus rituais o chamado Livro da Lei, que nada mais é que o livro sagrado da religião dos países onde funcionam as lojas maçônicas.
  17. 17. No Brasil é a Bíblia que pode ser vista na quase totalidade dos templos, e ao redor do planeta, o livro sagrado muda conforme o caso: para os hebreus, o Talmude ou o Antigo Testamento; para os muçulmanos, o Alcorão; para os adeptos do bramanismo, os Vedas; para os masdeístas ou seguidores de Zaratustra, ou Zoroastro, o Zenda-Avesta etc. O Livro da Lei possui esse nome por conter o código de moral e ética que devemos seguir em nossas vidas. Este nome evita ainda qualquer tipo de sectarismo. A única exigência que se faz é que o volume deve conter, de fato, as sagradas escrituras de uma religião conhecida, e fazer referência ao Ser Supremo, Deus. É importante colocar que a crença no Grande Arquiteto do Universo é encarada na maçonaria como uma realidade filosófica, e não de modo dogmático. A maçonaria, portanto, não é uma religião, mas abriga em suas fileiras homens de todas as religiões – por reconhecer a importância de cada uma delas, respeitando o conceito íntimo que cada um tem de Deus. Mas a maneira pela qual cada maçom professa a sua crença neste ser supremo é assunto de foro íntimo. Assim, em um templo maçônico poderão ser vistos, lado a lado, católicos, budistas, espíritas e assim por diante, pois a tolerância e o respeito mútuo fazem que praticantes dos mais diferentes cultos estejam unidos em prol da lapidação espiritual, da construção de um mundo justo e da busca pelo bem de toda a humanidade. Termino este artigo citando o escritor Dan Brown, em carta endereçada aos maçons americanos na época do lançamento de seu livro O Símbolo Perdido, cuja trama envolve a maçonaria: “Em um mundo onde os homens batalham a propósito de qual definição de Deus é a mais acertada, não acho palavras para expressar adequadamente o profundo respeito e admiração que sinto por uma organização na qual homens de crenças diferentes são capazes de ‘partilhar o pão juntos’ num laço de fraternidade, amizade e camaradagem”. Que o Grande Arquiteto nos ilumine e guarde. Eduardo Neves - M.•.M.•. site:http://www.antigasabedoria.blogspot.com/ e-mail:neveseduardo@gmail.com Fonte: http://ogansoeagrelha.wordpress.com/2010/03/24/o-grande-arquiteto-do-universo/ POSTADO POR FILÓSOFO DESCONHECIDO
  18. 18. A PEDRA E SEU NOVO DESPERTAR (CONTO) Esta era uma pedreira enorme, com grandes veias de todos os distintos tipos de pedras, havia nela, desde o rude granito até o apreciado mármore. Todas as pedras comuns invejavam as pedras finas, pois elas seriam escolhidas pelos grandes artistas e escultores e, iriam morar em grandes palácios e mansões convertidas em magníficas obras de arte ou pisos lisos e colunas de mármore. As pedras sabiam que elas nunca seriam as escolhidas para isto e aceitavam seu destino. Mas, isto não significava que não se cobrissem de pó para intentar clarear sua cor e ser mais parecidas ao invejado mármore ou que deixassem que o barro preenchesse as imperfeições de seus rugosos contornos para ocultá-los. Todas elas diziam vir de veias muito próximas às do mármore e por isto pertencer àquela linhagem em sua estrutura. Era uma sociedade pétrea como qualquer outra sociedade comum, com as classes baixas querendo se parecer às altas. Aquela era uma pedra a mais do montão, não tinha uma estrutura comum, mas certamente tampouco era de mármore, ela também se cobria às vezes com pó e barro para se retocar, mas o fazia mais pelo que diriam as pedras da vizinhança do que pelo que ela realmente sentia. Embora em silencio invejasse as pedras lisas, posto que elas seriam as que iriam morar em suntuosos palácios, enquanto ela continuaria sempre em aquela comum e empoeirada pedreira. Todos os dias vinham renomados artistas em suas finas charretes de cedro lavrado, puxadas por elegantes e briosos corcéis, escolhiam os melhores mármores e os colocavam com o maior cuidado no piso aveludado de suas charretes, logo partiam imaginando em suas mentes as maravilhosas obras de arte que fariam, enquanto que aquelas pedras escolhidas se despediam de suas congêneres fazendo notar o êxito que agora alcançaram. Mas certo dia passou pela pedreira um ancião a quem ninguém nunca tinha visto antes, mas, aquele homem já conhecia as pedras, pois esteve observando a pedreira desde longe durante muito tempo, antes de decidir se aproximar de uma. O ancião protegia suas roupas com um avental de couro branco, amarrado às costas, muito desgastado pelo uso continuo, ele não era nenhum artista renomado, pelo contrario, um simples obreiro que se aproximou com passo decidido, escolheu aquela pedra, a subiu na sua envelhecida charrete, cobrindo- a com uma manta, e ajudado pelo seu burro a levou até sua oficina. A pedra estava muito assustada, pois ainda não compreendia o que acontecia, pensava que talvez o ancião por ser muito velho, a teria confundido com uma pedra de fina classe ou pior, por um mármore, e temia pelo seu futuro social quando fosse devolvida à pedreira logo que o obreiro se desse conta de sua pouca valia. Já na oficina do ancião, este a descobriu e a limpou do pó e barro que a cobriam, sentiu-se nua, sem aquele disfarce, e ao se
  19. 19. acostumar à penumbra do lugar viu com horror que ao seu redor haviam muitas pedras bem trabalhadas e polidas, além de finíssimos mármores, “serei o faz-me-rir” pensou, deveria sentir-se tosca e sem valor, mas por alguma estranha razão não se sentia assim, algo naquele ancião a fazia se sentir segura e ademais estavam aquelas pedras, que em vez de orgulhar-se de suas linhagens e menospreza-la como se costumava fazer na pedreira, a olhavam com afeto. Apesar de haver tantas pedras, o ambiente era cálido e agradável. O ancião se aproximou dela e lhe disse que ela estava destinada a uma obra muito importante, mas a pedra não acreditava nas palavras do ancião, ela era uma simples pedra tosca como tantas outras e ademais nessa oficina tinham pedras melhores, mas o homem continuou falando e lhe disse que agora não havia como voltar atrás, ele a tinha escolhido dentre as demais, não por sua aparência externa, senão porque estava seguro que a estrutura interior dela era forte e apropriada para o trabalho que necessitava, lhe disse também, que poria seu melhor empenho em prepara-la, tal como o fez com as outras pedras que passaram pela sua oficina, mas sempre existiria o perigo de se a pedra não fosse a adequada, se quebraria durante o processo. “Embora vou te golpear não deveis temer” - lhe disse o homem – “eu vou dirigir meus golpes aonde os necessites para ir desbastando tua superfície, mas você deverá estar disposta a recebe-los e aceitar, de outra maneira poderás rachar interiormente e já não serás útil”. E assim a pedra começou a receber os golpes do cinzel que, habilmente a ia desbastando empurrado pelo maço do ancião, a pedra ia aceitando cada golpe que lhe arrancava parte de si mesma, esforçando-se em adaptar-se ao seu novo ser. Passaram-se muitos dias e o ancião continuava trabalhando, e embora a pedra agora luzia seus lados retos, isso já não parecia importar-lhe, em outros tempos tivesse menosprezado a suas toscas congêneres da pedreira, mas agora somente lhe importava ficar pronta para realizar esse trabalho tão importante, e tal como ela fosse tratada ao chegar a oficina, recebia com afeto as novas pedras que chegavam, embora fossem tão ou mais toscas como ela foi no principio. Quando a pedra ficou pronta, o ancião a conduziu a um terreno baldio grande e a colocou no sentido nordeste e lhe disse que estava ali não só para ser a primeira pedra, senão que ademais seria o suporte da principal coluna estrutural da imensa catedral que ali se construiria, ela suportaria o peso das outras pedras, as quais por sua vez sustentariam os decorativos mármores. Se a pedra assimilou de coração o trabalho do ancião, sua estrutura estaria preparada para a grande missão, de outro modo, ao falhar a pedra, toda a catedral viria abaixo.
  20. 20. Centos de obreiros de distintas nacionalidades começaram a chegar de todos os confins do mundo, trazendo consigo cada um, uma pedra para a catedral, já lavrada e polida em suas próprias oficinas. Todas elas foram se encaixando uma a uma com assombrosa perfeição, como se o mesmo pensamento tivesse guiado a mão de todos os obreiros por igual. Era uma obra magnífica, talvez a catedral mais bela, grande e imponente do mundo, milhares de pessoas vinham diariamente de cada canto da terra, somente para contemplar tamanha beleza. As pessoas se regozijavam em seu esplendor e saiam gratificadas com a paz espiritual que aquela vista produzia. Mas ninguém nunca via a pedra, nem sabiam de sua importante missão, nem que ela era o pilar principal da catedral. E como ninguém percebia a pedra, ninguém reconhecia seu importantíssimo trabalho, mas isto à pedra não lhe importava, ela sabia o que fazia e não o fazia certamente por reconhecimento, a pedra era simplesmente feliz, sabendo que seu trabalho brindava paz e alegria as pessoas e isto era para ela recompensa suficiente, seus pensamentos já não eram materiais, ela tinha despertado para uma nova vida mais frutífera espiritualmente, ela tinha sido abençoada com um novo despertar. Dedicado a quem escolheu minha pedra. Autor: Ir. Juan A. Geldres A.M.A.R.L.S. Fraternidade e Justiça 142 Lima – Peru
  21. 21. NÃO SEJA MAÇOM .......
  22. 22. NÃO SEJA MAÇOM (por Moacyr Duarte) Se queres descanso, não seja maçom, pois o trabalho do maçom deve ser contínuo. Se queres ser beneficiado, não seja maçom, pois o maçom deve primeiro promover benefícios a e em prol de outros. Se queres paz, não seja maçom, pois o maçom deve estar em guerra constante contra os vícios. Se sois egoísta, não seja maçom, pois, para o maçom, compartilhar deve ser um hábito. Se apenas pensas em ti, não seja maçom, pois pensar apenas em si mesmo é inviável e o maçom deve pensar e agir para todos. Se desejas enriquecer, não seja maçom, pois o patrimônio de um maçom não é avaliado pelos seus bens, mas sim pelas suas atitudes. Se sois arrogante, nunca seja um maçom, pois a humildade deve ser uma virtude constante, demonstrada em todos os momentos. Se sois demasiadamente religioso, não seja maçom, pois o maçom deve ser tolerante em suas diferenças religiosas. Se não crês em Deus, esqueça, não há como ser maçom, pois os maçons nada fazem sem antes O invocarem. Se gostas das luxúrias que o mundo proporciona, não seja maçom, pois os maçons devem ignorá-las, vez que são temporárias. Se simplesmente fazes parte de algo, não seja maçom, pois o maçom não pode só fazer parte, deve trabalhar para fazer a diferença. Se queres ser maçom, não tente ser o pior nem o melhor, seja apenas você mesmo. Se és arrogante, não seja maçom, pois o desprezo está em sintoma de maldade e a maldade é a principal inimiga do maçom. Se és omisso, não seja maçom, pois a iniciativa deve ser notável em um maçom. Se és preconceituoso, não seja maçom, pois a igualdade deve ser um pilar marcante na vida do maçom.
  23. 23. A FAMÍLIA DO MAÇOM  CONCEITO DE FAMÍLIA NO CONTEXTO DA MAÇONARIA
  24. 24. Ao longo dos tempos o conceito de família vem mudando de acordo com os acontecimentos e interesses coletivos. Nesse início de século, essas alterações apontam para uma família com alto grau de complexidade. No que diz respeito a estabilidade, percebemos que alguns problemas acentuam a crise em que a família brasileira se encontra: o alto índice de migrações, separações conjugais, dissolução de vínculos entre pais e filhos, ausência de jurisprudência nas relações, a ausência dos pais na relação cotidiana, a falta de equilíbrio financeiro. No que diz respeito a composição da família o que percebe-se é que os arranjos internos já são referência em grande parte das comunidades familiares. Lares sem a presença dos pais e quando existem podem não ser biológicos, mães que sozinhas são responsáveis pela subsistência da família, avós que cuidam dos netos e parentes e agregados que se aliam as famílias e passam a fazer parte da mesma. A Família desempenha um papel decisivo na formação da sociedade por meio da edificação dos valores morais e intelectuais. É no espaço "família" que são absorvidos os valores éticos e humanitários e onde se aprofundam os laços de solidariedade. O grau de convivência entre as pessoas de uma sociedade familiar é traduzida pela capacidade com que as mesmas conciliam interesses de forma participativa em todos os níveis: nos problemas sociais, financeiros, relacionais e estruturais. Para tanto se faz necessário que algumas regras sejam respeitadas e algumas lições sejam aprendidas, como: Não agredir o semelhante, saber comunicar-se, saber interagir, decidir em grupo, se cuidar e cuidar dos outros, cuidar do lugar onde se vive e valorizar o saber social. O exercício dessas práticas na convivência fortalece o compromisso e orienta o comportamento humano. Para a Maçonaria, a família é o Núcleo da Sociedade e precisa ser respeitada e consolidada. A família é para a Maçonaria a célula da humanidade. Quem não tem condições morais para ser um bom chefe de família, não pode ser maçom. Quando não se devota ao lar, quando não se preocupa com a família, o Maçom é considerado um traidor, porque está transgredindo os compromissos que fez, está renegando os sagrados compromissos assumidos. Sendo assim: Todo Maçom está sob constante vigilância da sua consciência e dos demais Maçons. O maçom que vier a saber que um Irmão afastou-se do cumprimento do dever para com sua família, é obrigado a comunicar o fato à Loja, para que sejam tomadas as devidas providências. VAURÉLIO DA SILVA CHUVA Membro da Loja Maçônica Estrela do Araguaia 1770 São Miguel do Araguaia - GO
  25. 25. AS LUVAS BRANCAS NA MAÇONARIA Todo Conhecimento maçônico está envolto nos véus da Simbologia. Tudo o que diz respeito a esta antiga Instituição deve ser interpretado através dos símbolos aos quais está associada. Desde os primeiros passos, totalmente indecisos e encobertos pela obscuridade, como uma venda que impede ao profano acessar os seus mistérios, até aos mais altos pináculos da Sabedoria, alcançada apenas por aqueles que perseveraram e que conseguiram enxergar a Verdadeira Luz, tudo é revelado, na Maçonaria, através dos símbolos. Para cada abordagem o Iniciado na Maçonaria deve formar sua compreensão através de estudos profundos, pesquisa e meditação. Um dos símbolos mais preciosos que a Maçonaria traz é o das Luvas Brancas. Historicamente, as luvas são usadas desde sempre para a proteção das mãos, seja no trabalho, ou seja, no frio, como também, simbolicamente, dando distinção a quem as usa porque eram o símbolo do Direito e da Soberania. Em dado instante da história, o uso das luvas era restrito à aristocracia como forma de marcar sua posição social. Os cavaleiros medievais, assumindo a postura de um verdadeiro cavalheiro, a usavam para simbolizar o golpe dado com as mãos porque não podiam ou não deviam fazê-lo diretamente. Foi daí que surgiu a expressão dar um tapa de luva, em sinal de desafio ao seu oponente. Como foi dito, as luvas brancas são de relevante importância para a Maçonaria porque é o símbolo do trabalho a ser realizado com pureza e honestidade. Quando o neófito é admitido na Maçonaria, ele recebe dois pares de luvas brancas. Um é para o seu próprio uso e será usado sempre como recordação da candura que deve existir no coração dos Maçons. Esta candura tem por significado a alvura, a pureza, a ingenuidade, a simplicidade, a inocência e a ausência de artifícios. O seu par de luvas significa também que ele nunca poderá manchar suas mãos nas impurezas lodosas do vício e do crime. O outro par de luvas que o neófito recebe é destinado a uma mulher, àquela que ele mais estima e que mais tenha direito a seu respeito, seja ela sua esposa, mãe, filha ou irmã, como uma homenagem à sua Virtude, na medida em que nos traz alívio, lenitivo, conforto e entusiasmo quando nos deparamos com obstáculos e atribulações em nossa vida.
  26. 26. Esta oferta faz parte de uma tradição maçônica muito antiga, e segundo o escritor Wirth: “As luvas brancas, recebidas no dia de sua iniciação, evoca ao Maçom a recordação de seus compromissos. E se um dia estiver a ponto de fracassar, a mulher que lhes mostrar as luvas, lhe aparecerá como sua consciência viva, como a guardiã de sua honra. Que missão mais elevada poderia confiar à mulher que mais ele ama?” A missão de se apresentar a ele como se sua própria consciência fosse? Portanto, a mulher que recebe um par de luvas de um Maçom possui uma responsabilidade das mais nobres e mais dignas que um ser humano pode assumir em relação a outro, qual seja, a de se manter como a guardiã da conduta, da honra e da vida daquele que a considerou como sendo sua parte mais importante. Esse mesmo escritor nos diz que Goethe (1749-1832), o gênio universal que nos legou imensa obra literária, foi iniciado em Weimar, a capital cultural da Alemanha, em 23 de junho de 1780. Neste dia ele homenageou Madame Von Stein com as luvas simbólicas, e fê-la sentir que se o mimo era de aparência ínfima, apresentava contudo a singularidade de não ter sido oferecido por ele a nenhuma outra mulher senão a ela, tal a sua importância em sua vida. Percebam a importância disso: as luvas brancas são ofertadas por um Maçom a uma mulher que é realmente única em sua relação, e quem as recebe, aquela mulher que mais estima, é para ele a pessoa mais importante do mundo. Em casos de extrema necessidade na vida cotidiana, movida por uma sensação de urgência, mas de caráter temporário e pontual, a mulher portadora das luvas brancas pode pedir socorro usando um procedimento que é eficaz para atrair a atenção de um Irmão da Ordem para ajudá-la em suas justas demandas. Este procedimento deve ser conduzido de forma discreta e paciente, e é transmitido de forma verbal e diretamente àquela que o Maçom elegeu, um dia, como a pessoa mais importante de sua vida. Trabalho desenvolvido em 19/12/2005 Giovanni Angius
  27. 27. CERIMÔNIA DAS LUVAS
  28. 28. CONTRIBUIÇÃO COMISSÃO PARA MAÇÔNICA DA LOJA MAÇÔNICA ESTRELA UBERABENSE N°0941 - GOBMG

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