OS SETE DE GRAUS
OS SETE DEGRAUS E SUA IMPORTÂNCIA
SIMBÓLICA NO APRIMORAMENTO
MAÇÔNICO.
Luis Henrique Miranda Griffo – MM
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analisarmos a linha que compreende entre o último degrau do
Ocidente e o primeiro degrau que dá acesso ao Trono de
Salomão...
pois uma vez ali posto este irmão representará a Sabedoria de
todos nós. Deste processo dependeu, depende e sempre
depende...
A CAMINHO DA LÚZ
O Cristo profetizado (Salmo 118.22, no hebraico, pinnah), a pedra que os
edificadores rejeitaram, mas que se tornou a PEDR...
O que é Pedra Angular:
Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra fundamental, a
primeira a ser assentada na esq...
- A Pedra Rejeitada
Vocês já leram nas Escrituras que a pedra rejeitada pelos
construtores passou a ser a mais importante ...
Nos Rituais, Manuais e Catecismos Maçônicos pululam em todas as páginas,
personalidades, símbolos, tradições, mitos e lend...
A meu entender, não há força capaz de sustentar uma instituição como a
nosso sem o apoio do conhecimento, sem a transmissã...
hábitos inveterados; e, por fim, recordação, memória.
Poderia me contentar, apenas, com as duas últimas palavras: recordaç...
Observa-se, contudo, nas consultas efetivadas, que a ideia central
perpassada é a mesma, a tradição é uma forma de pereniz...
atuais e futuras.
Trazendo esses conceitos e argumentos para o interior da Ordem, podemos
entender que a tradição maçônica...
(Arão, História da Maçonaria no Brasil: desde os tempos coloniais até nossos
dias, Recife, 1926, p. 35).
As diversas Escol...
Ciência que obriga o Maçom a ser bom, sincero, modesto, honrado, generoso
e caridoso;
- Admitir a prevalência do Espírito ...
gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como
pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alter...
gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como
pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alter...
que possa ser transmitido, como uma herança. A Maçonaria refere-se aos "
Antigos Deveres " e aos " Landmarks " da Fraterni...
confiança e motivação, pois, a alegria da expansão do saber tomou conta de
seus ânimos”. Fica lançado o desafio:
aprender ...
O TEMPLO MAÇÔNICO E SEUS SÍMBOLOS
Daremos início a estas reflexões sobre o Simbolismo do Templo,
revisando previamente alg...
mesmos. Ela é, então, o somatório das Luzes de todos e de cada
um de seus membros. Também na Loja se encontram
simbolizada...
utensílios ou ferramentas para edificar nosso templo interior, o
qual vive dentro da dialética d o movimento do mundo, de ...
tinham razão estrutural alguma e cuja intenção era estritamente
simbólica. Da análise destes conceitos e os de muitos outr...
Quarto (Câmara) das Reflexões”. Finalmente, para refe rirmos as
colunas B e J, é importante destacar como resultado das
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sociais, idéias políticas e crenças religiosas dos maçons, os quais,
apesar da diversidade de critérios de cada um, podem ...
Diego Rodriguez Marino, no livro “Os Mestres Construtores”: “O
recipiente simboliza a matriz onde se gera a vida que surge...
Círios, que permanecerão acesos durante os trabalhos na Loja
(estrelas). Estas três Luzes que ardem, simbolizam a Ciência,...
destacar que, quando esta se realiza ao final das Reuniões, está
se conseguindo, segundo o manifesta Juan Carlos Daza, “um...
dois degraus, em cujos lados se encontram o Sol e a Lua. O
Oriente é a fonte da Sabedoria, motivo pelo qual os maçons
marc...
Grade do Oriente
As igrejas católicas foram, sem dúvidas, juntamente com o Parlamento Inglês, os principais
arquétipos dos...
Aspectos relativos a Maçonaria Universal
ORIENTE COM DESNÍVEL GEOGRÁFICO E OS MESTRES INSTALADOS
Em 12 de outubro de 1804,...
No entanto, o Grande Oriente manteve com vigor o funcionamento do Rito Moderno e, ao mesmo tempo, lutou,
ostensivamente, c...
foi difundido para os países de língua latina, em maioria. Os países anglo-saxônicos, no entanto, não se
submeteram às dec...
ritual de 1820. Um terço da área do templo foi cercada por uma balaustrada com uma abertura no centro para a
passagem dos ...
. A cerimônia de Instalação faz parte da história cultural da maçonaria inglesa.
Da outra parte, os primeiros rituais das ...
O PAST MASTER (MESTRE INSTALADO) DO SANTO ARCO REAL
O Ritual Emulação tem uma extensão do terceiro grau, que não é conside...
Foi a continuação da maçaroca.
Fonte: http://www.oficina-reaa.org.br/Trabalhos.html
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3. A Maçonaria é uma religião?
A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas
é um culto...
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credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade
assim como a verdade de todas as religiões, ...
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A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito
sem a correspondente prestação de deveres,...
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.
Mas, ela reconhece que todos os homens tem uma só origem,
participam da mesma natureza e tem a mesma es...
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  1. 1. OS SETE DE GRAUS OS SETE DEGRAUS E SUA IMPORTÂNCIA SIMBÓLICA NO APRIMORAMENTO MAÇÔNICO. Luis Henrique Miranda Griffo – MM A complexidade e a diversidade dos símbolos que nos são apresentados na maçonaria são muitos e todos, sem exceção, nos servem para uma profunda reflexão visando principalmente o aprimoramento interior e a conseqüentemente evolução do Homem Maçom. Podemos classificar de uma forma geral este simbolismo maçônico em duas classes bem definidas: os símbolos materiais e as virtudes, ou idéias, que estes exprimem. Tal complexidade se dá pelo fato da maçonaria ter herdado de diversas escolas (sejam estas de cunho místico, esotérico, religioso ou político), uma grande quantidade de símbolos, sendo necessário ao Maçom um estudo constante e atencioso do momento histórico da humanidade quando este ou aquele símbolo foi introduzido em nossa Ordem. O Templo maçônico é uma alegoria que nos remete a construção do Templo do Rei Salomão, sendo o mesmo dedicado a “morada” do Deus de Abraão, Isaac e Israel (Jacó), sendo esta casa antes prometida em diversas passagens bíblicas e efetivamente erguida por Salomão, filho de Davi. Temos diversas referências da arquitetura deste Templo no livro de Reis II, mas, ao observarmos seus utensílios não conseguimos ver ornamentos e paramentos como corda de 81 nós, pavimento mosaico, Delta luminoso, Estrelas, etc. Este fato nos atesta à influência que outras culturas deixaram ao passarem seus adeptos pela Maçonaria. O REAA baseia-se, fundamentalmente, nas origens israelita- salomônica, onde herdamos ensinamentos de altíssimo esoterismo. Vamos agora, após esta breve introdução, voltarmos nossos esforços para o tema deste trabalho, qual seja, os sete degraus que dão acesso ao Trono de Salomão e sua importância no aprimoramento moral do Maçom. Os quatro primeiros degraus estão situados no Ocidente e dão acesso ao Oriente, entre a balaustrada que divide os dois pontos cardeais no eixo da Loja. O primeiro degrau representa a Força, virtude esta que está relacionada com a vontade de empreender esforços ilimitados para sairmos da inércia que nos aprisionam em um determinado ponto que nos impede o progresso. É somente através da Força que iremos efetivamente acessar ao segundo degrau, que é o Trabalho. O Trabalho aqui pode ser decifrado como o resultado da Força antes empreendida, pois é através de seus resultados que podemos afirmar que todo o tipo do mesmo enobrece o Homem. O Trabalho aqui não é exclusivamente o que nos dá “o pão nosso de cada dia”, mais também o Trabalho incessante do Maçom, que está em desbastar constantemente a sua Pedra Bruta em busca de seu aprimoramento. Uma vez concluído este trabalho toma o Maçom conhecimento da Ciência, que é o nosso terceiro degrau em ascensão ao Trono da Sabedoria. Ciência é à base das Artes ou Ciências Liberais, decomposta e, a saber: em trívio (Gramática, Retórica e Dialética); e em quatrívio (Aritmética, Geometria, Astrologia e Música), que formam à base do desenvolvimento e consolidação do nosso atual sistema educacional. Avançando-se no estudo e compreensão da Ciência podemos então somá-la a Virtude, que em nossa concepção é um montante de conceitos latentes no Ser Maçom. Diz-se que a Virtude é o último degrau do Ocidente pelo fato de, somente após a escalada dos demais, pode o Maçom, através da introspecção, alimentar sua alma com os conceitos aprendidos anteriormente. Sem eles não teria como se ter princípio basilares para as principais Virtudes, onde podemos destacar, dentre outras, a Lealdade, a Fidelidade, a Honestidade, a Bondade, o Desapego e o Amor, dentre outras tão necessárias para que os Irmãos vivam em União Fraternal. Acima deste “último degrau” do Ocidente observa-se uma superfície plana, onde a denominamos como Oriente. Ao
  2. 2. analisarmos a linha que compreende entre o último degrau do Ocidente e o primeiro degrau que dá acesso ao Trono de Salomão temos, ao centro, o Altar dos Juramentos e, sobre este, o Livro da Lei. Não foi por acaso que este foi ali introduzido. Sua disposição atual deve nos remeter a reflexão de que nada terá real praticidade se não forem observados e cumpridos os códigos morais estabelecidos no Livro da Lei. Este cumprimento não deve aqui ser encarado como uma rigidez dogmática e inflexível. Devemos primeiro interpretar, já que a Bíblia é um livro complexo, a mensagem cifrada contida em seus infinitos ensinamentos. Há cerca de 2.000 anos, o mestre cabalista Rabi Shimon bar Yochai disse que “quem aceita o Tanach literalmente é um tolo”. Um dos problemas mais conflitantes das religiões ditas cristãs está justamente na forma como o líder destas interpretam as leis contidas em seu Livro Sagrado e, a seu “bel prazer”, conduzem o povo na ignorância e nas rédeas de um sistema intimidador e penitencial onde “deus” (com letra minúscula mesmo) castiga o homem que não dá seu dízimo em detrimento de seu crescimento espiritual e, principalmente, material. Maçonaria é tarefa de Libertação e em nada se assemelha a quaisquer sistemas escravocratas. O Livro da Lei nos serve como referência das grandes conquistas e a libertação de um povo em busca da Luz Permanente. E são estas lições e passagens que irão preparar o Maçom a ascender ao Trono de Salomão, ou o tão justamente denominado Trono da Sabedoria. No primeiro degrau do Oriente temos a Pureza, pelo qual podemos associá-la a Fé. Só podemos cultuar a Fé quando estamos puros de todas as influências malignas, pois a Fé é um estado constante e divino de conexão com o GADU. Ser puro é limparmos nossos corações antes de comungarmos com o Criador nossas fraquezas e sucessos, pois “até o mais puro Mel azeda em um recipiente sujo”, e é sobre estas condições que subiremos ao segundo degrau. Chegamos então na perspectiva da Luz, onde a Esperança nos faz julgar que existe um mundo melhor que este em que nosso corpo físico veste nossas almas. Ver a Luz é abrirmos nossas mentes para um novo conceito, para uma nova fase, para um verdadeiro renascimento; tendo em vista que devemos sepultar o velho homem que vivia nas trevas da ignorância. Na maçonaria a Luz nos é dada no momento de nossa Iniciação. Mas esta só nos é revelada em um momento oportuno. Estar na Luz é rasgar definitivamente o véu que protege o Sanctum Sanctorum e ver, face a face, a Verdade. Este último degrau, a Verdade, só poderá ser alcançado após um longo período de aprimoramento interior. Todas as escolhas deverão ser fruto de intensa meditação, para então serem refinadas. A Verdade é o nossa maior conflito, posto que existem em um único acontecimento três perspectivas da mesma. Ou seja, a versão de um lado, a versão do outro e a Verdade de fato. E é neste ponto, a Verdade absoluta, que muito de nós se julgam mais sábios, mais conhecedores, mais sagazes que os outros. Como a Maçonaria está além do que os nossos cinco sentidos possam conceber, podemos considerar que a mesma é dotada de um “sistema de autodefesa”. Este dito “sistema” expurga de seus quadros os excessos e posturas não condizentes com seus princípios, sempre praticado por àquele que não se deixa iniciar. Não adianta dissimular, pois o GADU nos conhece na essência, forma etérea do Ser. Todos os nossos defeitos podem ser mascarados, mas ninguém consegue ser o que não é por muito tempo, e logo a Verdade vem à tona. Deste aprendizado concluímos que a Caridade não é tão somente o que efetivamente fazemos para com os menos afortunados. A Caridade para com a Loja física também advém da Loja Celestial. Não é a nossa Oficina quem, através de um processo eleitoral, elege um irmão Mestre Maçom para o veneralato. Esta decisão não poderia ser unicamente através das falhas mãos humana, já que a figura do Venerável Mestre transcende as obrigações administrativas, tornando-se este também um líder espiritual do grupo. Uma espécie de “célula matriz” na formação do arquétipo da Loja, onde o sucesso e o fracasso do grupo dependem de sua Força, seu Trabalho, sua Ciência e sua Virtude, para que uma Sessão dedicada ao GADU seja plena em Pureza, Luz e Verdade. Finalizando, após discorrer sobre todos os aspectos ora citados, podemos concluir que não é tão somente o tempo de Ordem que determina se um Irmão Maçom tem os preceitos para ser Venerável Mestre de Loja. Mais sim pelo fato do mesmo ter atravessado um percurso árduo até, por merecimento e experiência, tomar assento no Trono de Salomão. E o motivo para tal processo é louvável e necessário,
  3. 3. pois uma vez ali posto este irmão representará a Sabedoria de todos nós. Deste processo dependeu, depende e sempre dependerá a Maçonaria Universal e, neste Universo de símbolos que estamos imersos, os sete degraus que estão em nosso Templo representam o caminho que deverá ser seguido por todos nós, com passos firmes, sempre para frente e para o alto.
  4. 4. A CAMINHO DA LÚZ
  5. 5. O Cristo profetizado (Salmo 118.22, no hebraico, pinnah), a pedra que os edificadores rejeitaram, mas que se tornou a PEDRA PRINCIPAL, - correspondendo ao sentido da palavra hebraica, que significa "principal" ou "da frente". Esse feito divino é uma maravilha aos nossos olhos. Envolve importantíssima doutrina do Novo Testamento. (Veja Mateus 21.42; Marcos 12.10; Lucas 20.17; Atos 4.11 e 1 Pedro 2.7). A idéia envolvida é que pedreiros insensatos (a nação judaica, no caso, para a qual viera o Messias, Jesus), tinham rejeitado o mais importante elemento de seu edifício espiritual, a saber, o Messias. Mas Deus corrigiu tal injustiça, assegurando que a "Pedra" que é Jesus e não Pedro, encontrasse seu devido lugar no templo espiritual, que somos todos nós, os salvos e lavados no Sangue Precioso de Jesus Cristo. O Apostolo Paulo, em Ef 2.20,21, faz Cristo ser a PEDRA DE REMATE" (embora nossa tradução Portuguesa diga "PEDRA ANGULAR"; mas o sentido da palavra grega é "angulo extremo"), completando e unindo toda a estrutra. Sem essa Pedra, não haveria como unir judeus e gentios no Edifício Espiritual, que é a Igreja. O trecho de Isaías 28.16 parece referir-se às maciças pedras que formavam o templo, simbolizando a presença de Yaweh (Jeovah/Deus), em todo o seu poder, entre o seu povo. Isso é interpretado como profecia messiânica, em Romanos 9.33 e 1 Pedro 2.6, em conjunto com Isaías 8.14. A passagem de Salmos 144.12 invoca o Senhor pedindo-lhe que as moças israelitas fossem como "pedras angulares", isto é, fossem sustentáculos, em virtude de suas altas qualidades morais e espirituais. SIMBOLICAMENTE, a "Pedra Angular", que é Cristo, é o mais importante fator do templo Espiritual. Esse templo não é material, e nem mesmo é alguma organização terrena, e, sim, uma entidade espiritual, da qual Cristo é o Construtor (Marcos 14.58; Mateus 16.18). Cristo é o Sumo-Sacerdote desse organismo espiritual (Hebreus 9.11)O. Seu corpo é a essência do templo espiritual (João 2.21). Os crentes, por sua vez são "pedras vivas" que fazem partre da sobrestrutura desse templo espiritual (1 Pedro 2.5). Ainda, meu amigo, de acordo com uma outra metáfora, Cristo é retrado como o alicerce inteiro desse templo espiritual, e não meramente a "PEDRA ANGULAR" (1 Corintios 3.11). Os apóstolos e profetas do Novo Testamento formam o alicerce do templo espiritual como líderes, e não em sentido soteriológico, ou seja, em sentido salvífico. No sentido salvífico, somente Cristo pode servir de fundamento da Igreja. O Catolicismo romano advoga que PEDRO é a Pedra e Não Cristo. Conforme pudemos verificar, essa afirmação e posição da Igreja Católica Romana é completamente errada. Por isso não sou católico. Graça e paz. Deus te abençoe e te dê a luz do entendimento espiritual, pois somente através do conhecimento de Cristo é que iremos alcançar nossa liberdade para a Vida eterna. Jesus disse: "E conhecerleis a Verdade e ela te libertará. (João 8.32) Source: Bíblia Sagrada - Enciclopédia de Bíblia, Teologia e filosofia.vol 5.
  6. 6. O que é Pedra Angular: Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra fundamental, a primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. Servia para definir a colocação das outras pedras e alinhar toda a construção. A pedra angular é o elemento essencial que dá existência àquilo que se chama de fundamento da construção. No Cristianismo, a Pedra Angular é simbolicamente representada por Jesus Cristo, o filho de Deus. Em diversas passagens da Bíblia Sagrada há referências sobre a pedra angular. No Livro dos Salmos, capítulo 118, versículo 22, há uma metáfora sobre os construtores (a nação judaica) rejeitarem o mais importante elemento na construção do templo espiritual (Jesus Cristo, o Messias), conforme se lê: "A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular". A Pedra Angular escolhida por Deus para edificar a Igreja, conforme a planta divina, foi Jesus Cristo. Portanto, uma pedra angular na construção de um edifício é a base sólida que ele necessita para conseguir chegar à altura programada, sem cair. Para um cristão, Jesus Cristo é essa base fundamental na qual se assenta toda a construção da Igreja, formada por todos aqueles que acreditam na Palavra de Deus.
  7. 7. - A Pedra Rejeitada Vocês já leram nas Escrituras que a pedra rejeitada pelos construtores passou a ser a mais importante do edifício? Isto é obra do Senhor e é uma coisa admirável de se ver. S. Mar. 12:10 (A Bíblia Viva). Durante milênios, uma pedra permaneceu sem ser tocada por mãos humanas no leito de um riacho no Estado da Carolina do Norte, Estados Unidos. Certo dia, um homem ergueu a pedra, viu que seu peso era fora do comum e decidiu usá-la como retentor de porta em sua casa. Ali ficou durante anos. Um dia, um geólogo passou por aquele caminho e percebeu a pedra. Seus olhos experientes reconheceram nela uma pepita de ouro - o maior volume de ouro nativo encontrado a leste das Montanhas Rochosas. Uma antiga tradição rabínica diz que, quando foi construído o templo de Salomão, as pedras maciças para as paredes e os alicerces foram cortadas da rocha viva e modeladas na própria pedreira, sendo depois transportadas para o monte onde se erguia o templo. De acordo com a história, uma pedra de tamanho incomum foi levada para o local, mas os construtores não encontraram o lugar certo para colocá-la, de modo que ficou de lado, sem uso. Enquanto continuavam o trabalho do alicerce, aquela pedra parecia estar sempre no caminho deles. Durante longo tempo permaneceu negligenciada e até rejeitada. Então, um dia, os construtores chegaram ao local onde devia ser colocada a pedra angular. Para poder suportar o tremendo peso do templo, a pedra precisava ter tamanho e resistência enormes. Tentaram colocar várias pedras, mas nenhuma era apropriada. Por fim, a atenção deles foi chamada para a pedra rejeitada fazia tanto tempo. Exposta às intempéries durante aqueles anos todos, ela não revelava nenhum defeito ou rachadura e, quando colocada no devido ângulo, encaixou-se perfeitamente. O salmista, em nosso texto, alude a essa tradição, e os rabis reconheciam que fazia referência ao Messias.
  8. 8. Nos Rituais, Manuais e Catecismos Maçônicos pululam em todas as páginas, personalidades, símbolos, tradições, mitos e lendas plenos de mistérios, mas que se completam de forma autônoma, ao longo dos Graus, enriquecendo, não só a Literatura Maçônica, mas o aprendizado e a Cultura da Arte Real. Alguns desses personagens, símbolos e tradições, lendas e mitos estão por completos ou parcialmente esquecidos. A ideia é caminhar em sua direção com o objetivo de promover resgates. O Rito Escocês Antigo e Aceito, formatado em 33 Graus, apresenta-se como um conjunto harmônico, entrementes, cada Grau possui sua própria ritualística, personagens, simbolismo, lendas, tradições e mistérios que se de desvelam aos iniciados em cada um dos Graus respectivos, e no momento preciso, como num jogo de juntar peças. O mesmo se pode afirmar com relação aos demais Ritos que tiveram origens no Velho Continente, notadamente Inglaterra, Escócia, França e Alemanha. No nosso modesto e humilde entender, as tradições, em especial, as lendas, os personagens, os fatos e acontecimentos que serviram (e ainda servem) de repositório de conhecimentos e/ou informações acumuladas pela Ordem na sua longa marcha civilizatória, estão perdidas e/ou se perdendo em face das alterações desfigurativas dos Rituais; da ausência de métodos instrucionais eficazes na transmissão dos saberes; e da falta de interesse dos maçons em se aprofundarem no conhecimento das tradições maçônicas.
  9. 9. A meu entender, não há força capaz de sustentar uma instituição como a nosso sem o apoio do conhecimento, sem a transmissão da tradição, dos usos e costumes, e do simbolismo subjacente, que passam a representar, essencialmente,a pedra angular, a argamassa, o elemento de coesão da Maçonaria e dos Maçons. Neles se exprimiram todos os sábios antigos e neles deixaram os seus rastros luminosos de saberes que chegaram até nós.A manutenção da Tradição de nossa Ordem faz com que a pratiquemos, no século XXI, a ritualista estabelecida nos séculos XVII e XVIII. Se assim não fosse a nossa Ordem já teria se pulverizado. Então, diante deste cenário, parece-nos excessivamente oportuno escrever sobre este assunto – as tradições esquecidas – na tardia esperança de reacender o fogo do interesse pelas “coisas” da Ordem, ainda que, para isto, tenhamos que inscrever no preambulo intelectual de cada maçom, marcas que expressem o sentimento de que precisamos reencontrar nas tradições maçônicas, a chave que serve para abrir e/ou fechar o cofre do tesouro do conhecimento dessas coisas que a Maçonaria conserva. Focando na questão da tradição maçônica, vamos, inicialmente, perquirir os dicionários para averiguar o que eles dizem. No meu velho e bom “Aurélio”, por exemplo, encontro:Tradição é o ato de transmitir ou entregar (algo ou alguma coisa a outrem); transmissão oral de lendas, fatos, etc., de idade em idade, geração em geração; transmissão de valores espirituais através de gerações; conhecimento ou prática resultante de transmissão oral ou de
  10. 10. hábitos inveterados; e, por fim, recordação, memória. Poderia me contentar, apenas, com as duas últimas palavras: recordação e memória.Mas, precisamos evoluir, então, recorremos ao meio mais moderno de consulta da atualidade, o Google, e lá encontramos: Tradição (do latim: traditio, tradere = entregar; em grego, na acepção religiosa do termo, a expressão é paradosis παραδοσις) é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações. Procurando refúgio e apoio nas obras maçônicas, recorro a Nicola Aslan e ao seu Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria Simbólica, que a partir do verbete especifico transcrevo: “Tradição – Palavra de origem latina usada, em Direito, para indicar a ação de entrega e particularmente de uma propriedade. Por extensão esta palavra aplica-se à transmissão de fatos puramente histórico, de doutrinas religiosas, de acontecimentos de qualquer ordem, de idade em idade, e que sem qualquer prova autentica se tem conservado de boca em boca, constituindo, porém, uma das bases da história e da religião” E prossegue aquele autor: “É por meio da tradição que os grupos humanos transmitem suas crenças, suas ideias, seus costumes, além de todas as conquistas artísticas, técnicas e cientificas. Desta forma, a tradição é um fator de progresso, pois transmite uma herança de cultura, que se renova através das gerações (...)“.
  11. 11. Observa-se, contudo, nas consultas efetivadas, que a ideia central perpassada é a mesma, a tradição é uma forma de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações,é a transmissão do conhecimento; é a conservação dos costumes, dos hábitos, de tudo o que no passado era observado. Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus contextos próprios, enquanto forma de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as gerações. A tradição toma feições peculiares em cada crença e grupamentos humanos. Fica registrado, então, que é por meio da Tradição que os grupos humanos mantêm seus costumes, seus hábitos, suas conquistas morais e sociais. A cultura maçônica adquirida é assim mantida. A manutenção dos parâmetros estabelecidos em nossos“Rituais”, “Landamarks” e “Antigos Deveres” é o que permite que a Maçonaria seja secular. Em resumo, o termo Tradição significa Transmissão. As crenças, as lendas e os mitos, gostem ou não gostem alguns historiadores da Ordem, são formas de transmissões orais, cujas personagens podem mudar segundo a geografia, padrão social e a cultura de época, mas a componente moral permanecem e transmite-se na consciência das gerações. Permito-me, nesse parágrafo complementar,sem pretender me contradizer ou confundir o leitor, asseverar que a tradição não é só regras, constituições, estatutos, rituais, e normas da Ordem, mas os usos e costumes e simbolismo que neles se inserem e que regulam a vida dos maçons e suas condutas
  12. 12. atuais e futuras. Trazendo esses conceitos e argumentos para o interior da Ordem, podemos entender que a tradição maçônica, não só diz respeito como se imagina, aos Landmarks, Constituições de Anderson e aos antigos usos e costumes da Maçonaria Universal, mas as Constituições em geral, regulamentos, regimentos, rituais,leis, decretos e normas que se relacionam, principalmente, com matérias ritualísticas. Também, se afigura como tradição, o farto simbolismo que permeia em nossas Lojas, seus adornos e objetos de uso interno, e joias e paramentos que ilustram os maçons. Neste particular, o símbolo, a lenda e o mito permanecem como uma necessidade viva, por cujo instrumento se poderiam tornar acessíveis as representações intelectuais do enunciado deste parágrafo e texto. Daqui partindo, professa Manoel Arão, que a maçonaria quis manter na sua simbologia, o essencial da sua tradição e as regras gerais que são a base de seu ensino filosófico e moral. Porque Ela sabe bem que, ao lado das coisas que evoluem, que mudam constantemente de direção, qual ampliam e se modificam, obedecendo a critérios dos intérpretes e às correntes mentais que criam as doutrinas e as escolas, há o princípio fixo e imutável que pode ser conhecido amanhã em outros detalhes, ora ignorados, mas cuja base constituem a própria essência inalterável e eterna que o homem consegue apreender e fixar. Estas razões justificam o símbolo que resume e fixa e que já é inseparável da transmissão dos conhecimentos e princípios maçônicos
  13. 13. (Arão, História da Maçonaria no Brasil: desde os tempos coloniais até nossos dias, Recife, 1926, p. 35). As diversas Escolas do Pensamento Maçônico (Autêntica, Antropológica, Mística e Ocultista) não se omitiram no estudo das antigas tradições, lendas e mitos da Maçonaria, pelo contrário, as tradições maçônicas foram dissecadas, reviradas, examinadas minuciosamente analisados em face de registros documentais, e do muito, pouco foi afastado pelos historiadores, estudiosos e defensores e propagandistas de cada Escola. Em resumo, não puderam refutar documentos conhecidos como as “Old Charges”, ou “Antigos Deveres” ou “Antigas Constituições” e nem outros documentos e relatos, na defesa da busca de autenticidade. Neste diapasão, resta indicar, na conformidade do título, quais tradições maçônicas estão ou foram esquecidas, ou para ser menos dramático, quais tradições estão ido para o esquecimento pela própria descura maçônica. Impossível relacionar todas as tradições maçônicas a que podemos nos referir neste espaço de leitura, mas uma análise atenta dos documentos antigos e atuais da Ordem permitem que iniciemos apresentando um elenco dos principais princípios (sem comentários) tradicionais da Maçonaria Universal: - Reconhecer o Grande Arquiteto do Universo, como Força Superior, Princípio Criador, Causa Primeira de Todas as Coisas; - Admitir a Moral Universal e a Lei Natural, ditadas pela razão e definidas pela
  14. 14. Ciência que obriga o Maçom a ser bom, sincero, modesto, honrado, generoso e caridoso; - Admitir a prevalência do Espírito sobre a Matéria; - Ser Tolerante, não combater ninguém por sua crença religiosa, reconhecer direito e liberdade iguais a todas as religiões e cultos; - Não discutir sobre questões religiosas no recinto das Lojas; - Não impor limites à livre e constante investigação da verdade; - Proclamar o sagrado e inviolável direito de todo o indivíduo de pensar livremente e Ser livre pensador; - Reconhecer que os homens – maçons e não-maçons – deve dirigir seus atos e sua vida exclusivamente de acordo com a sua própria razão; - Reconhecer que todos os homens são livres, iguais entre si e irmãos; - Combater e aniquilar o obscurantismo, a hipocrisia, o fanatismo, a superstição e os preconceitos; - Praticar as virtudes domesticas e cívicas, na família, na sociedade; - Respeitar as leis do País; - Ser absolutamente fiel aos juramentos, deveres e princípios maçônicos; - Reconhecer o trabalho manual e intelectual como um deve essencial do homem; - Proscrever sistemática e terminantemente o recurso à força e à violência; - Tornar feliz a humanidade pelo aperfeiçoamento dos costumes. Esses princípios podem ser interpretados e escritos de várias formas,
  15. 15. gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.Neste diapasão, a Tolerância, a Crença no Grande Arquiteto do Universo, a ideia maçônica da perfectibilidade individual e social, e o trabalho pelo aperfeiçoamento dos costumes são algumas das principais regras da maçonaria que estão sendo relegadas a segundo ou terceiro planos. No simbolismo, por seu turno, há muitos termos, relatos, lendas e costumes, que muitos maçons desconhecem, embora finja conhecer, e no caso, para não me alongar, destaco e listo apenas doze (sem comentários), a saber: Arca da Aliança; Mar de Bronze; Sanctum Sanctorum; o Silêncio Maçônico; os Banquetes Solsticiais e Ritualísticos; a Taça Sagrada; a Cadeia de União; o Simbolismo das Velas; a palavra Xibbolet e os fundamentos históricos do grau de Companheiro; a simbologia do pavimento de mosaico; do Delta Luminoso; e da corda de 81 nós. Mas bem que poderia dizer da Abelha, artes liberais, crâneo, cruz, hexagrama, menorah, quadrado dentro de um círculo, quatro coroados, e etecetera e tal. É aos maçons mais antigos, aos maçons mais sábios, através de processos que assegurem a continuidade de uma cadeia ininterrupta, a quem compete transmitir o conhecimento, a sabedoria, a cultura, as lendas, os mistérios e impedir que as tradições maçônicas se percam ou caiam no esquecimento, e para que a memória das novas levas de maçons retenha o essencial a fim de
  16. 16. gerando controvérsias de reconhecimento, mas são clausulas tidas como pétreas, portanto, não passiveis de discussão. Alterá-los significaria romper a sintonia maçônica mundial.Neste diapasão, a Tolerância, a Crença no Grande Arquiteto do Universo, a ideia maçônica da perfectibilidade individual e social, e o trabalho pelo aperfeiçoamento dos costumes são algumas das principais regras da maçonaria que estão sendo relegadas a segundo ou terceiro planos. No simbolismo, por seu turno, há muitos termos, relatos, lendas e costumes, que muitos maçons desconhecem, embora finja conhecer, e no caso, para não me alongar, destaco e listo apenas doze (sem comentários), a saber: Arca da Aliança; Mar de Bronze; Sanctum Sanctorum; o Silêncio Maçônico; os Banquetes Solsticiais e Ritualísticos; a Taça Sagrada; a Cadeia de União; o Simbolismo das Velas; a palavra Xibbolet e os fundamentos históricos do grau de Companheiro; a simbologia do pavimento de mosaico; do Delta Luminoso; e da corda de 81 nós. Mas bem que poderia dizer da Abelha, artes liberais, crâneo, cruz, hexagrama, menorah, quadrado dentro de um círculo, quatro coroados, e etecetera e tal. É aos maçons mais antigos, aos maçons mais sábios, através de processos que assegurem a continuidade de uma cadeia ininterrupta, a quem compete transmitir o conhecimento, a sabedoria, a cultura, as lendas, os mistérios e impedir que as tradições maçônicas se percam ou caiam no esquecimento, e para que a memória das novas levas de maçons retenha o essencial a fim de
  17. 17. que possa ser transmitido, como uma herança. A Maçonaria refere-se aos " Antigos Deveres " e aos " Landmarks " da Fraternidade, especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade das Lojas e Maçons de cada Jurisdição. Na abertura dos trabalhos do Rito Brasileiro desenvolve-se o seguinte diálogo entre o Venerável Mestre é o Primeiro Diácono (DerlyHalfeld Alves, Revelações maçônicas, Trolha, 2011, p. 79): - Por que usa a Maçonaria de Símbolos, 1º Diácono? - Porque se origina dos antigos mistérios, onde os Símbolos e as Alegorias eram a chave da ciência. Conserva-os por tradição e para auxiliar a memória a reter os seus ensinamentos pela impressão que causam ao espírito e aos sentidos. A guisa de conclusão, a nota triste e final é que leio em Wellington B. de Oliveira (Um conceito de Maçonaria, Trolha, 1994, p. 24), a afirmativa de“que os Mestres ... já não merecem assim ser chamados, perderam o amor pela escola, já não ensinam, não sabem o que ensinar. Não transmite confiança ou motivação, pois, a apatia tomou conta de seus ânimos”. Para os Mestres, Companheiros e Aprendizes, este é um desafio que precisa ser superado, vencido, derrotado, afastado das mentes dos maçons, para ceder lugar ao entendimento de que, efetivamente, “Os Mestres merecem assim ser chamados e reverenciados, por seu amor e dedicação pela escola e pelo conhecimento, pelo ensino e por tudo que ensinam, por transmitirem
  18. 18. confiança e motivação, pois, a alegria da expansão do saber tomou conta de seus ânimos”. Fica lançado o desafio: aprender para ensinar e ensinar para aprender. Postagem: www.unidosporbrasília.com.br – 23/06/2014 - LGR
  19. 19. O TEMPLO MAÇÔNICO E SEUS SÍMBOLOS Daremos início a estas reflexões sobre o Simbolismo do Templo, revisando previamente alguns conceitos, muitas vezes mal interpretados pelos que pertencem a esta Augusta Ordem. Refiro-me aos termos LOJA e TEMPLO. Ambos os termos analisaremos brevemente, desde o ponto de vista EXOTÉRICO e desde o ponto de vista ESOTÉRICO. LOJA MAÇÔNICA A – EXOTÉRICO É o conjunto de pessoas que integram a família maçônica. Tal como a Igreja, que é simplesmente a congregação de seus fiéis, a Loja não é um LUGAR FÍSICO, senão que a associação ou somatório daquelas pessoas que realizam o trabalho maçônico, quer dizer, a intenção de continuar o caminho que empreenderam no momento da sua Iniciação Maçônica. Única maneira – portanto – de alcançar a verdadeira iniciação, pois é inegável que a cerimônia dedicada a este propósito, está constituída somente por uma série de símbolos que se oferecem ao Recipiendário, para que ele, com o trabalho tenaz e ininterrupto, alcance a Iniciação Real. B - ESOTÉRICO A Loja é a congregação do exército de virtudes que se unem e se dispõem a luta contra os instintos, os vícios e as paixões que a escravizam e lhe roubaram o seu reino. TEMPLO MAÇÔNICO A – EXOTÉRICO É o edifício, a estrutura física, na qual se reúnem os maçons para avançar na senda até a perfeição. B – ESOTÉRICO Desde este ponto de vista, podemos assinalar que o Templo Maçônico é o Corpo Humano, onde mora o SER, a Essência Infinita, o Espírito de Deus. É chamado de Templo porque não é outra coisa que o santuário que utiliza a Divindade (o homem é a chispa divina com os mesmos atributos do Criador) para manifestar-se neste universo físico. DIFERENÇAS ENTRE LOJA E TEMPLO Do ponto de vista EXOTÉRICO existe uma diferença palpável, pois uma coisa é o conjunto de irmãos que se congregam para crescer em sabedoria e virtude, e outra, muito diferente, é o lugar onde se reúnem. Todavia, quando observamos as coisas sob o ponto de vista que está mais além das aparências (ESOTÉRICO), damo-nos conta que não existem diferenças, pois assim como à © em cima, é embaixo, ou seja, que tanto as pessoas que se reúnem como as paredes do Templo, no qual trabalham, não são outra coisa que ENERGIA CONSCIENTE E INTELIGENTE. Todo este universo é uma, e exclusivamente esta, Energia que mantém cada coisa exatamente no lugar em que deve estar. Cada Ser Humano cria seu próprio universo e o segue criando até o dia em que decide partir, para logo voltar a criar outro universo novo, na medida das suas necessidades espirituais. O QUE CONTÉM UMA LOJA E O QUE CONTÉM O TEMPLO MAÇÔNICO? A Loja sendo a congregação dos irmãos, que não são outra coisa que pequenos universos, contêm todas as virtudes e todas as boas intenções de seus membros em sua luta para alcançar a Maestria sobre si
  20. 20. mesmos. Ela é, então, o somatório das Luzes de todos e de cada um de seus membros. Também na Loja se encontram simbolizadas todas as manifestações do universo físico que, observadas desde o ponto de vista esoté rico, só refletem a imensidão espiritual que se encontra no interior do Ser Humano. O Templo, por sua parte, está pleno de Símbolos e Alegorias que servem para recordar aos Irmãos sua origem celestial (por dar- lhe um nome) e que dentro de seu próprio corpo há tantas estrelas, ou mais, das que se encontram espargidas no espaço infinito. A estes Símbolos dedicaremos alguns minutos da nossa exposição, não sem antes deixar bem assentado – bem claro – que a palavra Templo implica o conceito de SAGRADO. Um Templo pode se situar fora de nós mesmos ou pode se encontrar em nossa interioridade, ficando sempre invariável essa condição de SAGRADO. O TEMPLO MAÇÔNICO, SEUS ESPAÇOS FÍSICOS O Templo Maçônico (Exotérico), em geral está constituído por uma série de espaços entre os quais podemos destacar os seguintes: 1 – O QUARTO (CÃMARA) DAS REFLEXÕES Representa o planeta Terra no qual nascemos, morre mos e encontramos o repouso eterno. O Q.: Ir.: Pedro Barboza de la Torre, Grande Inspetor Geral da Ordem, em uma de suas importantes obras, manifesta que este simboliza, em primeiro lugar, a Matéria que é a base dos seres e que se oferece aos sentidos em diferentes estados. Representa, também, o centro da terra e a matriz da mãe, onde o novo ser se forma e se prepara para nascer. Ali morre o homem para os vícios e as paixões e nasce para praticar a virtude, a sabedoria e o bem. 2 – SALÃO DE BANQUETES Local destinado à celebração de reuniões do tipo social. 3 – CÃMARA DE MESTRE ou CÃMARA DO MEIO Lugar onde os Mestres Maçons realizam seus trabalhos. 4 – SALA DE PASSOS PERDIDOS Lugar onde se concentram os Irmãos antes de entrar no Templo propriamente dito ou lugar de trabalho (Câmara). É o lugar onde devem ser recebidos os Visitantes antes de serem anunciados. É ali e não dentro do Templo onde se assina o Livro de Presença e a Prancha Convocatória ou de Citação. Também é ali onde os Irmãos devem colocar os Aventais, Colares e demais condecorações. 5 – ÁTRIO É a linha, ou espaço físico, que separa o mundo profano do sagrado, pois é neste lugar que os maçons se recolhem e se concentram, antes de entrar no Templo. É, segundo Juan Carlos Daza, no Dicionário da Franco-Maçonaria, o “umbral do Templo e simboliza o espaço de trânsito e de união, que separa o exterior do interior, e é onde se espera, em recolhimento, para ser acolhido ou introduzido”. Para Lorenzo Frau Abrines - para citar outro autor -, é o espaço ou sala que se acha diante da entrada ou porta do Templo onde se celebram os trabalhos. Alguns autores o chamam Parvis, que segundo eles, é a peça que precede ao Templo. 6 – TEMPLO OU CÂMARA – Seus Símbolos O Templo é um lugar fechado onde se realizam os trabalhos ma çônicos no grau de Aprendiz, e que tem a forma de um paralelogramo ou quadrado oblongo, estendido do Oriente ao Ocidente, quer dizer, em direção à Luz; sua largura é de Norte ao Sul, sua profundidade é da Superfície ao Centro da Terra e sua altura do Zênite ao Nadir, porque a Maçonaria é, simplesmente, Universal e o Mundo é uma Loja. O Templo não tem janelas, por quanto não deve receber luz de fora, senão que, exclusivamente, de dentro, e só uma porta de entrada localizada no ocidente, pois o homem entre e sai deste mundo por uma só porta. O Templo Maçônico, nos diz Juan Carlos Daza, “é a matriz, é o Athanor hermético, onde renasce a vida espiritual mediante a correta utilização dos símbolos e das ciências, os quais operam como portadores de uma mensagem que nos regenera, quanto mais interiorizamos sua significação espiritual e operam com
  21. 21. utensílios ou ferramentas para edificar nosso templo interior, o qual vive dentro da dialética d o movimento do mundo, de sua criação e de sua destruição”. De sua parte, Orlando Solano Barcenas, faz uma interessante descrição em sua obra “A Loja Universal”: “O Templo maçônico não é a simples delimitação arquitetônica de um espaço qualquer, senão a consagração simbólica de um espaço considerado sagrado”. “Por sagrado não deve entender-se religioso. A respeitabilidade do templo ou sua sacralidade fazem com que este lugar participe de uma série de valores culturais, éticos e simbólicos que o convertem no reflexo de uma cosmovisão própria do pensamento maçônico...”. O Templo – antes que procedamos a entrar nele – “como lugar respeitável permanece separado do nível da experiência corrente, banal ou cotidiana. Em outros termos, permanece separado do profano e das indiscrições do mundo exterior”. Dentro do Templo, logicamente, não se deve fumar, comer nem beber e sempre há que se penetrar nele com as insà gnias do grau devidamente colocadas, em silêncio e respeito, evitando todo o tipo de conversação, por quanto é um lugar destino ao trabalho interior. A respeito, o Dr. Serge Raynaud de la Ferriere, no Livro Negro da Franco- Maçonaria, destaca que “freqüentemente o Templo não corresponde senão que a um simples nome, em vez de possuir todas as suas qualidades; com efeito o Santuário deve estar glorificado da presença do G.: A.: D.: U.: e, por tanto, não é só o ritual parafraseado o necessário, senão que um ambiente muito especial”. Como assinalamos antes, o Templo Maçônico só tem um lugar para ingressar, de maneira que vamos agora penetrar nele e, para isso, falemos em primeiro lugar da Porta, que como seu nome o indica é o lugar de entrada ou de saída de todo o aposento fechado ou, também, o elemento arquitetônico que facilita a passagem entre duas áreas separadas por algum tipo de fecho. Do ponto de vista maçônico é a abertura que comu nica dois mundos, é dizer o mundo profano e o mundo sagrado. Juan Carlos Daza: “A porta da Loja é, por si mesma, um Templo; suas duas colunas e a arquitrave representam o ternário e o elemento fundamental de toda a construção”. Este mesmo autor manifesta que “na cerimônia de iniciação, o recipiendário trespassa a primeira porta, ao ser despojado dos metais... Esta porta é muito baixa, não como sinal de humildade, senão que para assinalar a dificuldade da passagem a uma nova vida, como a criança que vem ao mundo e começa a aprender a andar avançando primeiro de gatinhas”. Jorge Adoum, em “As Chaves do Reino Interno”: “A porta do Templo é a primeira estância da iniciação interna; para aprender os mistérios do espírito, deve-se entrar no Templo interior onde estão ocultos tesouros”. Orlando Solano Barcenas, em “A Loja Universal”: “Sua forma, sua situação e sua orientação, traduzem uma série de escolhas de valores e spirituais e culturais que, em seu simbolismo, servem para diferenciar o espaço sagrado do Templo Maçônico”. “Fixa a direita e a esquerda do Templo, direções simbólicas que traduzem a base do triângulo que fixa a hierarquia da Oficina. Representa a aurora, porque em seu umbral, participa também da sacralidade ao separar e definir o interno território sagrado, vedado aos intrusos, aos profanos”. No Templo de Salomão, segundo está estabelecido no Primeiro Livro de Reis, tal como na maioria dos templos ou antigos santuários, cujas características eram similares, havia um Pórtico ou Ulam de 20 côvados de largura, por 10 de comprimento e 30 de altura, além do Lugar Santo ou Heijal ou, ainda, Hekal e o Sancto Sanctorum ou Debir. Diante do Pórtico havia duas grandes colunas de bronze, ou revestidas dele, que constituíam a Porta do Templo, que não
  22. 22. tinham razão estrutural alguma e cuja intenção era estritamente simbólica. Da análise destes conceitos e os de muitos outros autores, como Edgar Perramon, no “Breve Manual Maçônico”, que expressa que “A entrada estavam duas colunas, B (a força) e J (a beleza) sobre as quais se encontravam o Universo e uma Romã ligeiramente aberta como símbolo da maturidade”. Raymond Capt, no “Templo do Rei Salomão”; em “Meus Três Passos”, de Pedro Camacho Roncal; e também Jorge Adoum, em “O Aprendiz e seus Mistérios”, referem que “entre ambas as colunas se achava a porta do Templo”. Alec Melor, em sua obra “A Encruzilhada da Maçonaria”, Tomo II, diz que “A porta da Loja se achava no Ocidente, quer dizer, frente ao Oriente, entre duas Colunas, com capitéis ornados de lírios e coroados de maças e romãs simbolizando a família”; poderíamos então considerar que a Porta do Templo Maçônico está constituída pelas duas Colunas (B e J) e que o espaço entre a porta física e estas duas colunas poderia ser o Átrio. Todavia, outra considera ção nos poderia levar a pensar que as duas colunas sejam colocadas uma a cada lado da porta. COLUNAS No Templo Maçônico encontramos as colunas sob diversas formas. Todavia, hoje daremos maior ênfase às duas colunas que, como antes expressamos, constituem a Porta do Templo, é dizer as colunas B e J. Estas são construídas de bronze ou imitação deste metal, de Ordem Coríntia, sobre cujos capitéis se encontram romãs entreabertas e lírios e, sobre cada uma das colunas uma esfera, a primeira terrestre, para simbolizar a matéria, o inferior, e a outra celeste, para representar o espírito, ou seja, o superior. Na primeira, ou seja, a B, se localiza a terrestre e no capitel da outra – J – a esfera celeste. Estas colunas demarcam o local de trabalho dos Aprendizes e dos Companheiros e recordam as colunas que adornavam a entrada do Templo de Salomão, em Jerusalém. De acordo com estudos realizados se estima que estas colunas, como antes de indicou, eram totalmente ocas e, em sua parte posterior, para que não fossem observadas desde a entrada do Templo, tinham 3 (três) pequenas portas, uma sobre a outra, que serviam como caixas para os arquivos, para guardar o Livro da Lei e outros documentos. Estas colunas, segundo Aldo Lavagnini: “representam os dois princípios complementares, humanizados em nossos dois olhos, qualidade manifesta em quase todos os nossos órgãos, nos lados direito e esquerdo do nosso organismo e nos dois sexos que integram a espécie humana e se refletem em todos os reinos da vida e da natureza”. C. W. Leadbeater: “estas duas colunas estão colocadas à entrada do Templo, porquanto por ela havia de passar quem, procedente do mundo profano da vida ordinária, entrava no mundo superior da Loja e, sob este aspecto, simbolizavam o vencer, na natureza inferior, da turbulência das emoções pessoais e a velocidade da mente concreta”. Serge Raymond de la Ferriere, no â �oeLivro Negro da Franco-Maçonaria”: “Estas duas colunas correspondem, ademais, ao Phallus Ideal (Princípio Criador) e a Cteis Formal (Princípio Criado); a inserção do Phallus vertical na Cteis horizontal forma o staurus dos Gnósticos e, ainda, nossa Cruz Filosófica. É o homem e a mulher; o Princípio e o Verbo, o ativo e o passivo, a unidade (J) e o binário (B) ou, também, o Ying (Unidade) e o Yang (Binário), dos trigramas do FO_H (I Ching)”. Jorge Adoum: “Estas duas colunas do Templo da Sabedoria, que é o homem, são o símbolo do aspecto dual de toda a nossa experiência no mundo terrestre. É a dualidade dos nossos órgãos. São os dois lados – direito e esquerdo – do nosso corpo; são os dois sexos; são os dois princípios – positivo e negativo – que integram o homem; são, por fim, Atividade, Inércia-Espírito, Matéria- Essência, Substância-Enxofre e Sal representados no
  23. 23. Quarto (Câmara) das Reflexões”. Finalmente, para refe rirmos as colunas B e J, é importante destacar como resultado das investigações e estudos arqueológicos do Templo de Salomão, que estas não cumpriam nenhuma função na estrutura, além de decorativa e eminentemente simbólica, constituindo-se na verdadeira Porta do Templo. Esta circunstância nos faz pensar, então, que as doze colunas chamadas Zodiacais, porque sobre elas se situam os signos do Zodíaco, devem estar localizadas, seis a cada lado do Templo, sem incluir, todavia, o Oriente. Destas doze colunas poder-se-ia assinalar muitos conceitos, aos quais os estudiosos da matéria têm dedicado muitas páginas, todavia o tempo não o permite hoje, de maneira que só deixaremos como matéria de investigação, que estas simbolizam as doze pedras brancas com as quais Moisés circunscreveu o terreno sagrado ao pé do Monte Sinai, para colocação da Arca da Aliança. O Dr. Jorge Adoum, em “As Chaves do Reino Interno”, escreve a respeito: “Assim como as doz e colunas da Loja indicam os doze signos do Zodíaco, dentro do corpo físico se acham doze partes, doze faculdades que estão influenciadas por aqueles signos e que estão repartidos ao redor do Sol espiritual do homem. O ano tem doze meses, Jacob teve doze filhos, Jesus doze discípulos e o homem como contraparte da Lei cósmica tem doze faculdades do espírito nele. Durante o ano o Sol Pai visita seus doze filhos, no Zodíaco, o Sol Cristo no homem também vivifica durante o ano as doze faculdades, representadas pelos doze filhos de Jacob ou discípulos de Jesus... as doze colunas representam as doze faculdades do Espírito, colocadas no corpo físico do homemâ � . Também são colunas os bancos localizados ao Norte e ao Sul do Templo, onde se situam os membros das Lojas quando realizam seus trabalhos e recebem o nome de Colunas do Templo. A Coluna da Harmonia, que não deve faltar nos Templos Maçônicos, cuja origem corresponde à época do reinado de Luís XV, para referir-se ao conjunto de instrumentos que harmonizava as cerimônias. Hoje, em nossos dias, se refere ao dispositivo de reprodução musical que é utilizado para a execução de música apropriada, especialmente durante a execução das cerimônias rituais. Finalmente, assinalamos as Três Grandes Colunas que sustentam o Templo Maçônico, chamadas de Sabedoria, Força e Beleza. Também chamadas Colunas de Ordem. A primeira, Sabedoria, corresponde ao Venerável Mestre, ou seja, a inteligência criadora que concebe e manifesta interiormente o plano do G.: A.: D.: U.:, representada pela Deusa Minerva; a Força, que corresponde ao Primeiro Vigilante, é a força volitiva que trata de realizar o que a primeira concebe, representada por Hércules e a Beleza, consignada ao Segundo Vigilante e representada por Vênus. Estas três faculdades também as encontramos dentro do mesmo homem, segundo nos diz Jorge Adoum. Recebem, também, o nome de Colunas Morais. A Sabedoria, ou pensamento que a dirige; a Força, ou Energia Moral que a executa e a Beleza, ou Harmonia das forças mentais. Estas Colunas, e tudo quanto encontramos no Templo Maçônico, descansam sobre um ladrilhado ou Pavimento Mosaico, como um tabuleiro de Xadrez, com múltiplos significados, entre os quais hoje destacamos, somente, o aspecto positivo e o negativo que tudo tem na vida; também a diversidade de raças, classes, religiões, nacionalidades que podem ser aceitos nos Templos. Há quem o interprete como as Virtudes ou como a alma pura do iniciado, representada pela cor branca e as paixões e vícios que acompanham o profano, pela cor negra. Também a quem nos indique que os quadrados brancos e negros entre si representam o contraste de posições
  24. 24. sociais, idéias políticas e crenças religiosas dos maçons, os quais, apesar da diversidade de critérios de cada um, podem viver na mais absoluta harmonia dentro da Ordem. O Piso Concluímos sobre o piso do Templo Maçônico, assinalando que este conjunto harmônico de mosaicos brancos e pretos nos ensina que não existem desigualdades entre os seres humanos, sem importar a origem, pois, em todo o lugar, o homem sempre será o mesmo e sem divisões de nenhuma ordem. O Teto O Templo está coberto por uma Abóbada ou Cúpula, decorada com imagens celestes com a finalidade de representar as constelações, sobre uma cor azul celeste, mais clara no Oriente do que no Ocidente. Juan Carlos Daza, expressa que esta Abóbada Celeste nos indica que “o Céu (Princípio Ativo ou masculino) complementa a Terra (passiva e feminina) e da sua un ião surge o homem (filho do céu e da terra) ou o embrião do imortal (simbolismo alquímico)”. Pedra Bruta Colocada ao pé da Coluna do Norte, ou coluna B, esta pedra nos manifesta o estado de ignorância que tem o homem como conseqüência dos vícios e das paixões. O Maçom, desde o momento de sua Iniciação, tem como labor fundamental o poli-la com o malho da constância e com o cinzel da vontade, para transformá-la em Pedra Cúbica ou polida. Aldo Lavagnini, no “Manual do Aprendiz”: “Neste trabalho simbólico (polir a pedra bruta), o Aprendiz é, a um só tempo, obreiro, matéria prima e instrumento”. Federico Landaeta, no livro “Maçonaria Dinâmica”: “Deixemos de atuar inconscientemente, despertemos a realidade Maçônica, ponhamos mãos à obra e talhemos essa pedra bruta tão valiosa. Cumpramos nossa obrigação primordial: deixemos as cadeias que os vícios e os convencionalismos nos impõem e submetamos, sem pie dade, esses tiranos que nos escravizam e nos subjugam, impedindo-nos de talhar a pedra. Que possamos talhá-la habilmente para que a Luz possa ser refletida em todo o seu esplendor”. Serge Raynaud de la Ferriere: “A pedra bruta não deve ser nada mais que um seixo abandonado à entrada do Templo, nem tampouco um símbolo ao qual apenas se concede uma ligeira alusão: é necessário TRABALHÁ-LA”. A Pedra Bruta é, em definitivo, a mais autêntica representação simbólica da personalidade e do caráter do homem quando este se encontra no estado de imperfeição, quer dizer de vícios e paixões e, ao mesmo tempo, carregado de ignorância.Não deve faltar em nenhum Templo Maçônico, pois nos recorda que somos Aprendizes e que só com o trabalho, o estudo e com a prática das virtudes, poderemos alcançar uma educação exemplar e purificar nossos corações no erguimento do nosso templo espiritual. Mar de Bronze Alguns passos mais adiante da Pedra Bruta, deparamos-nos com o Mar de Bronze, que simboliza a grande pia de bronze que se encontrava no Átrio do Templo de Salomão, no lado esquerdo. Alguns autores assinalam que a colocação dos bois com os quatro pontos cardeais (sustentação do Mar de Bronze), possivelmente indicava que os sacerdotes deviam lavar as mãos todos os dias neta pia, durante as quatro estações do ano, como um símbolo da necessária purificação diária do seu respectivo ser espiritual. No Ritual e Catecismo da Grande Loja da República da Venezuela, encontramos que, em uma das viagens simbólicas, especificamente na Segunda Viagem, o Recipiendário é conduzido ao Mar de Bronze, onde são submergidas suas mãos três vezes. Concluída a viagem, o Venerável Mestre dirá: “Haveis recebido uma tríplice ablução, para purificar vosso corpo, assim com a virtude deve purificar vossa alma, representando, ademais, vossa vitória sobre o terceiro elemento: a Águaâ � . Este ato deve ser considerado, precisamente, como um símbolo da necessária purificação diária do seu respectivo ser espiritual.
  25. 25. Diego Rodriguez Marino, no livro “Os Mestres Construtores”: “O recipiente simboliza a matriz onde se gera a vida que surge da água. Os doze bois que o sustentam, as forças cósmicas atuando em um mundo da manifestação material, representadas pelos doze signos do zodíaco, relacionados com as Tribos de Israel, dirigidas no Leste, por Judá (o leão), ao Sul, por Ruben (o homem), a Oeste por Ephrain (o boi) e ao Norte por Dan (a águia), assinalando os quatro pontos cardeais e os elementos”. Max Heindel, em “Iniciação Antiga e Moderna”: “O Mar de Bronze, é o símbolo da santificação e da consagração da vida para o serviço”. Mais adiante expressa: “Tal como o Espírito Santo descendo sobre Jesus quando saiu da água batismal da consagração, assim também o maçom místico que se banha no Mar de Bronz e, começa a ouvir, debilmente, a voz do Senhor dentro do seu próprio coração, ensinando-lhe os segredos da Arte que deve usar para benefício de seus semelhantes”. Para concluir este aspecto, vou permitir-me citar uma parte do trabalho apresentado pelo Ir.: Joseph Tuza Lukas, e publicado na Revista Maçônica da Venezuela: “Só um néscio seria capaz de considerar-se limpo de manchas durante a cerimônia de Iniciação, purificado de todos os seus vícios e paixões, defeitos e pecados porque umedeceu as pontas dos seus dedos... Um espírito libertino e dissoluto por natureza, jamais será limpo, nem purificado por nenhuma água, se o mesmo não for capaz de purificar seu espírito, lustrar seu coração nas águas da bondade e purificar-se nas águas das fontes da misericórdia e da clemência”. Paredes Falamos sobre o piso e o teto e agora vamos nos referir, de maneira muito breve, às suas Paredes. O Ritual nos diz que “as paredes devem estar revestidas ou atapetadas com a cor vermelha ”. Por que essa cor? A cor vermelha se refere ao fogo que era o símbolo da regeneração e da purificação das almas. É também afeto, caridade e entusiasmo pela beneficência. Diz-se, também, que esta cor representa o ardor e o zelo que devem animar aqueles que possuem a parte suprema da Maçonaria e é a cor que adquirem o ferro e outros metais quando são submetidos a temperaturas muito elevadas. Juan Carlos Daza, no “Dicionário da Franco-Maçonaria”: “Em Maçonaria a cor vermelha é a cor do fogo e signo da afeição, caridade, filantropia e do conhecimento. Simboliza a int eligência, o rigor e a glória. É a cor da coluna B (conhecimento) e da coluna da Força (poder, potência), da fita que orla o Avental do Mestre (sabedoria), das paredes do Templo das Lojas Simbólicas (recinto sagrado). Altar dos Juramentos Avancemos agora até o centro do Templo e ali nos encontraremos com o primeiro dos Altares. O Altar dos Juramentos, chamado também ARA, que consiste em uma pequena mesa ou coluna de forma triangular, elevada sobre três pequenas plataformas, cujas faces olham para o Ocidente, o Sul e o Norte, respectivamente. Sobre o Ara ou Altar deve colocar-se um coxim de forma triangular, estofado na cor vermelha, ricamente adornado com franjas de cor vermelha. Sobre este coxim se coloca o Volume Sagrado da Lei (Bíblia), um Esquadro e um Compasso que, como sabemos, constituem as Três Grandes Luzes da Maçonaria. Além disso, coloca-se a Constituição Maçônica da Grande Loja e uma Espada Flamígera debaixo da Bíblia , apontando para o Oriente . O Altar é semelhante, segundo muitos dos autores investigados, ao Tabernáculo do Povo Hebreu e, também, aos altares egípcios e romanos, pela forma da sua construção. Representa a verdade que todo o Maçom deve descobrir pela perseverança, o estudo e a constância da prática de todas as virtudes. Ao redor deste Altar encontramos três pequenas Colunas (Sabedoria, Força e Beleza), dispostas em forma de Esquadro, sobre as quais se colocam
  26. 26. Círios, que permanecerão acesos durante os trabalhos na Loja (estrelas). Estas três Luzes que ardem, simbolizam a Ciência, a Virtude e a Fraternidade. O Dr. Pedro Barboza de la Torre, justifica a forma triangular do Altar porquanto “parece mais simbólica, porque é o rodapé de uma coluna triangular truncada, símbolo de uma vida interrompida pela morte. O homem é uma tríade e pertence, simultaneamente. Ao reino biológico, ao psicológico e ao social. O Ara é, além disso, símbolo da tumba, para a qual caminha o homem. Entre Colunas, o Maçom representa o homem que nasce, mas esse homem marcha até o Ara. Tudo está relacionado com o tempo em que deve trabalhar. Com efeito, o Aprendiz trabalha desde o Meio-Dia (quando vê a Luz, entre Colunas) até a Meia-Noite (quando morre). Se é Maçom desde o dia em que recebe a Luz, até o dia em que se apaga nele a vida e morre”. O Altar ou Ara constitui o lugar mais importante e mais sagrado do Templo Maçônico, pois a sua frente se realiza os atos mais solenes, tais como juramentos, consagrações, afiliações e outros sendo imprescindível para todo o trabalho em Loja. Nele o Candidato deposita durante sua iniciação suas paixões e seus vícios como uma oferenda e sacrifício à deidade e oferece seus pensamentos de um coração puro, como o incenso mais justo para o G.: A.: D.: U.:. É a imagem do desconhecido, do espírito, do misterioso e nos dá a imagem de ma tumba. Os outros dois altares a que se referem alguns autores, como partes do Templo Maçônico são: o Altar das Abluções, conhecido também com Mar de Bronze, do qual fizemos antes referência, e o Altar dos Perfumes onde se queimam incenso (geralmente localizado no Sul, próximo do Segundo Vigilante ). Cadeia de União A maioria dos autores que estudam o Simbolismo do Templo chama de Cadeia de União a que se localiza na parte superior do Templo e chamam-na, simplesmente, Cadeia. Outros a chamam de Cadeia da Fraternidade, deixando o termo Cadeia de União para aquela que efetuam os membros das Lojas, no final das Sessões ou em Rituais de Pompas Fúnebres. Em todo o caso, convém ressaltar, nesta ocasião, que no interior do Templo Maçônico, em sua parte superior, rodeando as paredes do mesmo, se encontra pendurada ou pintada uma cadeia de elos ou, em seu lugar, uma corda com nós que se abrem no Ocidente, no centro, sobre a porta de entrada. Esta Cadeia representa os maçons esparsos sobre a s uperfície da terra e a união entre cada um destes; manifesta-nos, além disso, a solidariedade maçônica que jamais deve romper-se. O cordão é uma alegoria da Elíptica que recorre a terra, em seu movimento de translação para produzir as quatro estações do ano. Os doze nós correspondem, também, às doze colunas que, exceto no Oriente, rodeiam o recinto da Loja; há quem os denomina de laços de amor que terminam em duas borlas que caem sobre as esferas que sustentam as duas colunas de entrada do Templo. Aldo Lavagnini, diz no “Manual de Aprendiz”: “Debaixo do teto, desde a porta ocidental, onde terminam seus dois extremos, está é a mí stica Cadeia de União, entrelaçada em doze nós laterais e descansando sobre os capitéis de doze colunas distribuídas assim: seis no lado Norte e seis no Sul, simbolizando os seis signos ascendentes e os seis signos descendentes do zodíaco”. O que parece um erro é que a Cadeia permaneça unida ou fechada em todo o comprimento e largura, dadas as múltiplas explicações que se encontram na bibliografia existente para referir-se a este símbolo, especialmente a que nos indica que o setor aberto no Ocidente, sobre a Porta do Templo, simboliza que por ali podem se integrar novos Irmãos, cuja intenção seja a de fazer maior e mais forte a Cadeia Universal. Em relação à Cadeia de União, é interessante
  27. 27. destacar que, quando esta se realiza ao final das Reuniões, está se conseguindo, segundo o manifesta Juan Carlos Daza, “uma importante união encadeada e fraterna de todas as forças vivas presentes na Loja que, desta maneira, estabelecem uma comunicaç ão sutil e espiritual entre suas respectivas individualidades, servindo isso de suporte à manifestação da influência sagrada”. Também este autor manifesta o seguinte: “Para que a Cadeia de União seja efetiva, deve assinalar-se uma finalidade a mesma, para que o Venerável Mestre, por si ou solicitando a outro irmão, proponha uma dedicação sobre a qual se concentrem todos os que a compõem. Este é o ponto material desde o qual se canalizam as vontades que, ao tender para um fim comum, se somam e projetam até os planos sutis”. Esta é uma boa prática que as Lojas deveriam seguir, porquanto se trata de uma viva alegoria do formoso símbolo que representa a fraternidade, a solidariedade e a união de todos os maçons do mundo. Francisco Ariza expressa que “ao mesmo tempo, no rito da Cadeia de União, se concentra a entidade coletiva constituída por todos os antepassados que realmente participaram da Tradição e seu conhecimento, e dos que se diz moram no Oriente Eterno...”. Percorremos o Templo desde sua Porta, quer dizer desde suas Coluna B e J, às quais dedicamos alguns minutos, revisado alguns conceitos gerais de alguns de seus símbolos básicos, tais como a Pedra Bruta, o Ladrilhado ou Pavimento Mosaico, a Abóbada Celeste, as diversas Colunas, o Altar dos Juramentos ou Ara, a Cadeia e a Cadeia de União, o Altar dos Perfumes, o Altar das Abluções ou Mar de Bronze, e a cor das paredes. Chegamos agora, através de Três Degraus , ao Oriente, que é o espaço constituído entre o início dos degraus e a parede oposta ao Ocidente. A origem dos Três Degraus a encontramos no Egito, pois em s eus Templos, era indispensável ascender através de três degraus, para alcançar a entrada ou chegar aos altares destas edificações, ao ponto em que podemos afirmar que não existe um local onde se encontre um objeto sagrado que não tenha três degraus para poder chegar até eles. Para alguns autores, estes Três Degraus simbolizam a Força, a Beleza e a Pureza , porquanto o Maçom deve ser Forte, não só desde o ponto de vista físico, senão também em seu aspecto Moral, para poder dominar com êxito, os obstáculos que vá encontrando no transcurso de sua vida. Deve o Maçom amar a Beleza, em qualquer de suas manifestações, porquanto no Belo, se man ifesta tudo quanto seja nobre, sublime e grande. E, finalmente, simboliza a Pureza, porquanto a atuação de todos os membros da Ordem deve estar sustentada pela pureza de suas ações, de suas palavras e de seus pensamentos. Para outros representa a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade, pois o Maçom deve amar a Liberdade sobre todas as coisas, porquanto constitui a mais importante aspiração humana. O maçom deve, além disso, velar pela mais absoluta igualdade entre os homens, não reconhecendo entre eles outra diferença que o talento e as virtudes. Um homem iniciado nos Augustos Mistérios da Franco- Maçonaria deve ser, também, um extraordinário propulsor da Fraternidade, muito especialmente com seus irmãos, filhos de uma mesma mãe, a natureza. A. Gallatin Mackey, diz: “Os três degraus representam, exotericamente, as três etapas ou fases da vida – juventude, virilidade e velhice – ou seja, os três degraus de progresso através dos mistérios d a vida”. Oriente É o lado oposto a Porta, localizado sobre o nível do piso do Templo. Encontrase separado do resto do Templo por uma balaustrada ou beirada que se levanta de ambos os lados e se acede como já antes mencionado, por meio de três degraus. É o lugar de trabalho do Venerável Mestre, em seu Trono, dispostos sobre
  28. 28. dois degraus, em cujos lados se encontram o Sol e a Lua. O Oriente é a fonte da Sabedoria, motivo pelo qual os maçons marcham até ele, em busca do conhecimento. J. M. Ragón, diz: “A palavra Oriente, empregada para designar o lugar em que se encontra o Venerável Mestre e os Irmãos Dignitários da Ordem , anuncia o local de onde surge a Luz Física que nos ilumina, para cuja luz dirige constantemente o homem o olhar considerando-a como origem de todas as existências... recorda-nos que os mistérios da sabedoria vieram dos povos orientais, dos quais procedem todos os conhecimentos”. O Venerável Mestre situa- se em seu Trono, disposto sobre dois degraus. Por traz do Trono, na parte superior e sobre a parede, encontra-se o Dossel, com franjas e adornos de ouro e, sobre este, um triângulo dourado com um olho dentro de um círculo, simbolizando a excelência da Criação, a perfeição divina que não tem começo nem fim, representando a universalidade do G.: A.: D.: U.:. Em alguns casos, este triângulo resplandecente ou Delta, leva inscrito em seu centro, em caracteres hebraicos, a palavra I.O.D., cujo significado é DEUS, ou seja, o nome de JEHOVÁ. O Dossel tem a forma de um quadrado oblongo , coberto por uma espécie de teto sem-circular, do qual pende, em ambos os lados, uma peça de seda simetricamente colocada. Juan Carlos Daza, diz: “O Dossel é símbolo de proteção para aquele que se situa sob ele, e por isso, tradicionalmente, era colocado sobre os tronos dos Reis, Papas e Imperadores. Representa a dignidade do que é centro de radiação e do mundo. Se é retangular simboliza o reino terreno, se é circular o reino sagrado”. O Delta ou Triângulo Resplandecente, antes referido, nos sugere a trindade do homem feita a imagem do Criador. Cada um de seus lados nos manifesta o mistério da Unidade, da Dualidade e da Trindade, quer dizer, o verdadeiro Mistério da Origem de todas as coisas e de todos os seres. Desde o Triângulo que forma o Delta propriamente dito, irradiam em seus três lados grupos de raios que terminam em uma coroa de nuvens. Estes raios simbolizam a força expansiva do Ser Interno, que desde o ponto central no homem se estende e enche o espaço infinito. A coroa de nuvens indica a força cristalizada, ou a matéria interna e invisível e se condensa com o movimento de contração (Jorge Adoum). Chegamos ao fim desta exposição depois de haver percorrido e revisado alguns dos Símbolos Fundamentais do Templo Maçônico, todavia, convém recordar o que o ilustre Irmão Luis Umbert Santos escreveu: “O Simbolismo, é alma e vida da Franco-Maçonaria, nasceu nela, é o germe do qual brotou a árvore Maçônica e o que ainda a nutre a anima. Despojar a Franco-Maçonaria do Simbolismo (Símbolos e Alegorias) como sonhou alguma vez algum iludido possuído pela febre modernista, seria tirar-lhe a alma e o corpo, e reduzi-la a uma massa inerte de mat éria, só capaz de uma rápida decomposição”. Permitam-me concluir nossa exposição de hoje, destacando que, em definitivo, o Templo é um lugar de convivência, no qual os homens se conhecem, se descobrem e se percebe o mundo mais além das doutrinas, das religiões ou das crenças. Um lugar que deve ser respeitado em toda a circunstância e momento, máxime quando nele se realizem trabalhos de Loja. O presente texto foi obtido no portal franco-maçônico de Valdívia, Chile, no seguinte site:http://es.geocities.com/cllavagnini/index/html. Tradução do espanhol para o português e notas de rodapé por José Carlos Michel Bonato Contribuição irmão Wagner da Cruz .`. M .`. i .`.
  29. 29. Grade do Oriente As igrejas católicas foram, sem dúvidas, juntamente com o Parlamento Inglês, os principais arquétipos dos Templos Maçônicos, sendo o primeiro deles erigido na Inglaterra, em 1776. Esses Templos tem a orientação dirigida do Ocidente para o Oriente, tendo a direita, de quem entra, o Sul, e na esquerda, o Norte. Normalmente, mas nem sempre é obedecido, o Ocidente é uma vez e meia maior do que o Oriente, no comprimento. Nos Templos onde se praticam alguns Ritos, como o R.:E.:A.:A.:, por exemplo, existe uma grade baixa, conhecida como Balaustrada, ou Gradil, ou Grade do Oriente, com uma passagem no meio dela, separando o Oriente do Ocidente (nos templos onde se praticam os Ritos de York e Schroeder, ela não existe). Nesses Templos onde existe a Grade do Oriente, ela nada mais é, do que uma separação física, delimitando as duas áreas citadas acima. Nas Igrejas, existe algo semelhante, a qual separa o Presbitério da Nave, e que a Maçonaria, sabiamente copiou. Assim, o Oriente dos Templos Maçônicos onde ficam o Venerável Mestre, autoridades Maçônicas, Mestres Instalados, etc, assemelha-se ao Presbitério, onde ficam os Sacerdotes. O Ocidente, onde ficam os demais Obreiros, assemelha-se à Nave, onde ficam os fiéis. M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto https://groups.google.com/d/msg/redecolmeiazonasulsp/dS34g_jQz28/n4XKhZRnnaAJ
  30. 30. Aspectos relativos a Maçonaria Universal ORIENTE COM DESNÍVEL GEOGRÁFICO E OS MESTRES INSTALADOS Em 12 de outubro de 1804, foi criado em Paris o Supremo Conselho de França, o segundo no mundo, para difundir na Europa o Rito Escocês Antigo e Aceito. Concebido, inicialmente, como Rito para Altos Graus, chegou dos Estados Unidos sem ritual próprio para os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. No dia 22 de outubro, uma Assembléia Geral do Supremo Conselho de França fundou, também em Paris, a Grande Loja Geral Escocesa para organizar o ritual francês das Lojas Azuis (Blue Lodges) do Rito Escocês Antigo e Aceito (ainda não havia sido cunhado o termo simbolismo para os três primeiros graus), tendo por base o Rito Antigo Aceito, praticado pela Grande Loja de Londres de 1751, a Grande Loja dos auto proclamados "antigos" maçons. Na França, o Grande Oriente tinha como rito oficial, o Rito Escocês dos Modernos, ou Rito Francês, semelhante ao rito praticado pelas Lojas da Grande Loja de Londres de 1717, a primeira Grande Loja no mundo e denominada, pejorativamente, pelos seus adversários, como sendo dos "modernos" (os que inventaram ritual novo). Quarenta dias depois, um acordo entre Grande Oriente e Supremo Conselho viabilizou a prática do Rito Escocês Antigo e Aceito dentro do Grande Oriente de França. COMEÇO DA CONTURBADA TRAJETÓRIA DOS GRAUS SIMBÓLICOS DO REAA O Grande Oriente fez misturas entre os dois ritos, em vários graus, principalmente porque praticou o Rito Escocês Antigo e Aceito no seu templo adornado para o Rito Francês. No ano seguinte, 1805, os maçons do Supremo Conselho afirmaram que o Grande Oriente havia violado a combinação. Retiraram-se do Grande Oriente e passaram a trabalhar sozinhos. Por carência de membros preparados adequadamente, o Supremo Conselho, junto com a Grande Loja Geral Escocesa, ambos liderados pelo conde Alexandre de Grasse-Tilly, convidaram Oficiais do Grande Oriente para dirigirem os Altos Graus. Esses maçons oriundos do Rito Francês, não conheciam bem o Rito Escocês Antigo e ainda, muitos desdenharam o direito do Supremo Conselho comandar o Rito, na França. Sob o abrigo do primeiro Grão-Mestre Adjunto, o Príncipe Cambaceres, que havia aceitado ser Grão-Mestre de cada um dos sistemas escoceses, ou mesmo, a presidência de honra, a Grande Loja Geral Escocesa e o Supremo Conselho se entregaram com intensidade em toda a atividade que suas lideranças puderam realizar.
  31. 31. No entanto, o Grande Oriente manteve com vigor o funcionamento do Rito Moderno e, ao mesmo tempo, lutou, ostensivamente, contra as tentativas das diversas autoridades do Supremo Conselho e da Grande Loja, de fazerem firmar-se o Rito Escocês Antigo e Aceito, como fora inicialmente organizado. ESFACELAMENTO DO SUPREMO CONSELHO E DO REAA NA FRANÇA O período não estava favorável ao novo rito, surgindo como agravante às pretensões do Supremo Conselho, a queda do governo francês, em 1814. Em 1804, quando o REAA chegou à França, Napoleão Bonaparte fora coroado Imperador e teve promulgado o código civil napoleônico. Em 1814, Napoleão foi derrotado pelos aliados formados por Inglaterra, Rússia, Áustria e Prússia. Napoleão se exila em Elba. O Grande Oriente, pela sua força política, não teve que cessar totalmente as atividades, mas o Supremo Conselho e a Grande Loja Geral Escocesa sofreram com a resistência que enfrentavam do Grande Oriente e pouco realizaram. O Rito Escocês Antigo e Aceito praticamente desapareceu na França, nesse período. Outro fator que muito contribuiu para o enfraquecimento do rito foram as divergências entre os próprios integrantes, divididos em Supremo Conselho de França e Supremo Conselho de América. A história dessas divergências internas mostra que não houve unidade no Supremo Conselho francês, além de mal estruturado, para enfrentar a campanha do Grande Oriente. O resultado foi a decisão do Grande Oriente, em 1814, declarando, unilateralmente, que, em virtude de diferentes acordos datados de antes e depois da revolução francesa, ele retomava todos os direitos sobre os ritos Moderno e Escocês Antigo e Aceito. PRIMEIRA IDÉIA DE LOJA CAPITULAR Em 1816, o Grande Oriente assumiu a jurisdição de parte do Rito Escocês Antigo e Aceito, decidindo que ficaria com o poder sobre o conjunto dos graus do 1 ao 18. Essa escolha baseou-se na intenção de dirigir o Rito Escocês Antigo e Aceito na mesma abrangência simbólica que já fazia com o Rito Moderno, ou seja, do grau de Aprendiz ao Rosa+Cruz. No Rito Moderno, o Rosa+Cruz é o 7º e no Escocês Antigo, o 18º. Em 1820, o Grande Oriente organiza um ritual do REAA voltado para o funcionamento seqüencial do grau de Aprendiz ao grau Rosa+Cruz. A esse conjunto de graus, sob a mesma direção, foi atribuída a denominação de Loja Capitular, presidida preferencialmente por um Cavaleiro Rosa+Cruz. O TERMO SIMBOLISMO Com o surgimento das Lojas Capitulares na França, a denominação Lojas Azuis desapareceu, passando a ser empregado o termo "simbolismo" para representar o conjunto de graus - Aprendiz, Companheiro e Mestre – dentro da então nova concepção obediencial no Rito Escocês Antigo e Aceito: Lojas Simbólicas, Lojas de Perfeição, Capítulos ( obedientes ao Grande Oriente de França ), Conselhos Kadosh, Consistórios, Supremo Conselho ( obedientes ao Soberano Supremo Conselho do Grau 33). Da França, o Rito Escocês Antigo e Aceito
  32. 32. foi difundido para os países de língua latina, em maioria. Os países anglo-saxônicos, no entanto, não se submeteram às decisões do Grande Oriente de França e seguiram o modelo inicial. O Supremo Conselho norte- americano continuou administrando o Rito Escocês Antigo e Aceito dos graus 4 ao 33, servindo-se das Lojas Azuis americanas, obedientes às Grandes Lojas, para perfazer o total de 33 graus. AS LOJAS CAPITULARES NO BRASIL O Supremo Conselho fez tratado de condomínio com o Grande Oriente do Brasil nas condições definidas na França: o GOB assumiu os graus 1 ao 18, constituindo as Lojas Capitulares e o Supremo Conselho os graus 19 ao 33. Permaneceu essa estrutura até 1927, quando o Supremo Conselho denunciou o tratado com o Grande Oriente do Brasil e recuperou seu poder sobre o Rito, do grau 4º ao 33º, reencontrando-se com o que acontecera em 1801, em Charleston, nos Estados Unidos. A tendência mundial entre os Supremos Conselhos com reconhecimento mútuo, no início do século vinte, era de padronizar a divisão: graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre com jurisdição de Grandes Lojas ou Grandes Orientes e os 30 graus superiores com jurisdição dos Supremos Conselhos. RITUAIS DESCARACTERIZADOS DO SIMBOLISMO Devido à ruptura do tratado com o Grande Oriente do Brasil, o Supremo Conselho do Brasil providenciou a criação das Grandes Lojas estaduais, que tiveram a incumbência de organizarem e coordenarem a prática dos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nessa oportunidade, o Supremo Conselho repetiu o que já acontecera em 1820, na França, deixou o simbolismo atirado à sua desventura funcional, com ritualismo confuso provocado ora pelas influências do Rito Moderno, ora dos Altos Graus do próprio Rito Escocês Antigo e Aceito. As modificações produzidas pelo Grande Oriente de França, em 1820, com o ritual que criou as Lojas Capitulares, não foram desfeitas, sendo incorporadas aos graus simbólicos do rito, definitivamente. ORIENTE ELEVADO E COM ÁREA DELIMITADA O piso do templo no ritual de 1804 é plano em toda a sua extensão. As colunas do norte e do sul se estendem de oeste a leste. O Oriente é constituído pelo Venerável Mestre, que fica no Trono num plano elevado. Não havia área demarcada do Oriente, como conhecemos hoje. O fundo do Oriente era um semicírculo e todos os Irmãos presentes, inclusive Oficiais, estavam incluídos em uma das colunas; norte ou sul. A exceção se fazia quando da presença de autoridade maçônica, dos Altos Graus do Rito ou de outros Ritos. Nessa ocasião, o Venerável Mestre mandava sentar próximo e abaixo do Trono, acompanhando a curvatura da parede de fundo, de frente para o oeste. O tratamento era pessoal, sendo concedida a palavra nominalmente, após a mesma circular nas colunas, por iniciativa do Venerável Mestre, sem, contudo, anunciar a palavra no Oriente, como presentemente. O Oriente elevado, em comparação com o restante do templo, surgiu com as Lojas Capitulares, na França, no
  33. 33. ritual de 1820. Um terço da área do templo foi cercada por uma balaustrada com uma abertura no centro para a passagem dos Irmãos, que separou Oriente do Ocidente. O acesso ao oriente se dá através de quatro degraus. O Oriente elevado e cercado foi idealizado para simbolizar o Santuário do Grau Rosa-Cruz, onde está a direção da Loja, representada pelo Sapientíssimo Príncipe Rosa-Cruz. Os Irmãos iniciados no grau 18º e acima, sentam- se no Oriente durante o desenvolvimento dos trabalhos da Loja. ORIENTE PROIBIDO PARA APRENDIZES E COMPANHEIROS Durante o período em que os graus simbólicos estiveram incluídos na seqüência ininterrupta até o 18º das Lojas Capitulares, os Aprendizes e Companheiros não tinham permissão para ingressarem no Oriente. Nessa fase, os maçons ainda aspirantes ao grau de Mestre, não desempenhavam cargos ritualísticos. Nas cerimônias de Iniciação nos dois primeiros graus, Aprendizes e Companheiros não subiam ao Oriente para passar atrás do Trono e bater no ombro do Venerável Mestre, como se faz presentemente. Nessa etapa, o Sapientíssimo Mestre descia do Oriente e lhe era apresentado o candidato no Ocidente, junto aos degraus de acesso ao Oriente. Esse procedimento alerta para o fato de que o Oriente elevado e circunscrito nunca fez parte da ritualística dos graus simbólicos e, portanto, não devia ter permanecido na descrição do Templo, após o desaparecimento das Lojas Capitulares, porque contribuiu para desinformar a respeito do Templo adequado para as Lojas Simbólicas. MESTRES INSTALADOS NO ORIENTE DOS CAVALEIROS ROSA+CRUZ Está salientado e explicado que o Oriente elevado em relação ao Ocidente permaneceu indevidamente nos Templos dos graus simbólicos por negligência da orientação dos Supremos Conselhos, a começar pelo de França. No surgimento das Grandes Lojas brasileiras, o Templo das Lojas que se transferiram do Grande Oriente do Brasil, antes ajustado para os graus capitulares, não foi readaptado para o modelo original do Rito Escocês Antigo e Aceito, anterior a 1820, ou seja, o piso plano em toda a extensão. Não bastasse essa influência capitular no simbolismo do REAA, foi acrescentada a novidade que viria transformar o REAA das Grandes Lojas num conjunto de procedimentos que representaram a presença parcial de vários Ritos em um. A figura do Past Master (o Mestre Instalado) da Grande Loja, dentro do REAA, foi outro lance que, junto com o ritual criado em 1928, deformou ainda mais o REAA antes conhecido. A ritualística de Instalação do Mestre de Loja é mais antiga que o grau de Mestre Maçom e faz parte das duas únicas cerimônias formais que os ingleses realizavam desde a época em que foi fundada a primeira Grande Loja, em Londres, em 1717. A iniciação do profano era feita sem encenações. Tinham maiores formalidades a passagem ao Grau de Companheiro e a posse do Companheiro Eleito na presidência de uma Loja Maçônica.
  34. 34. . A cerimônia de Instalação faz parte da história cultural da maçonaria inglesa. Da outra parte, os primeiros rituais das Lojas Azuis (mais tarde, Lojas Simbólicas), do REAA, em 1804, foram feitos pela Grande Loja Geral Escocesa, com cultura original de caráter operativo. O cerimonial pomposo para a posse do Respeitável Mestre eleito foi sempre um reflexo da concepção inglesa de Maçonaria Real, não influenciada pelo período operativo. A Inglaterra não teve Lojas operativas conhecidas. As posses, nas Lojas Simbólicas do REAA foram em rito mais administrativo. O surgimento da figura do Mestre Instalado no meio do espaçamento natural entre o Mestre Maçom (Grau 3) e o Mestre Secreto (Grau 4), encontrou no Oriente elevado e circunscrito um ótimo local para fortalecer nova categoria de Mestre Maçom no REAA. Não havendo Loja Capitular nas Grandes Lojas brasileiras, o Oriente, lugar antes reservado para os iniciados nos Graus Capitulares, foi ocupado pelos Mestres Instalados. Com seus segredos diferentes dos Mestres Maçons, os Mestres Instalados são considerados Mestres Maçons diferenciados e a eles é designado o Oriente elevado, região do Templo também diferenciada em comparação com o Ocidente. Dessa forma, os Mestres Instalados lembram nos graus simbólicos, os Cavaleiros Rosa-Cruz da antiga Loja Capitular. As Lojas Simbólicas do REAA que presentemente trabalham em Templo que possui o piso da parte oriental mais elevado, não estão contribuindo para mostrar como foram concebidos os três primeiros graus do REAA na França, em 1804. Por outro lado, se essas mesmas Lojas reservam o Oriente para a localização dos Mestres Maçons que têm a dignidade de Mestre Instalado, estão, as Lojas, praticando uma irregularidade ritualística, pois reconhecem uma categoria superior à de Mestre Maçom, mas que não é a do Mestre Secreto. A superioridade hierárquica do Mestre Instalado sobre o Mestre Maçom está caracterizada e confirmada na cerimônia de Instalação, no momento em que todos os Mestres Maçons não Instalados são obrigados a cobrirem o Templo. Nessa condição, estão também os Mestres Maçons do REAA que tenham sido iniciados no grau 4, 5, 6, etc... que não tenham sido eleitos Venerável Mestre. São tratados como os do grau 3 e não permanecem no Templo, no momento de Instalação do Mestre Maçom eleito para dirigir a Loja. A dignidade do Mestre Instalado é compatível tão somente com Ritos anglo-americanos, como o Craft e o York, que permitem no ritual a supremacia hierárquica do Mestre Instalado sobre o Mestre Maçom não instalado, embora, oficialmente, a Grande Loja Unida da Inglaterra não reconheça essa supremacia. O Mestre Instalado não tem lugar no REAA com 33 graus seqüenciais. Serve, sim, para o REAA que conta apenas 30 graus próprios, embora considere toda a cadeia com 33, como nos Estados Unidos.
  35. 35. O PAST MASTER (MESTRE INSTALADO) DO SANTO ARCO REAL O Ritual Emulação tem uma extensão do terceiro grau, que não é considerada oficialmente um novo grau, chamado Santo Arco Real. Embora não seja admitido pela Grande Loja Unida da Inglaterra como um grau superior, tem, porém, uma ritualística própria, na qual, em dada passagem, o Mestre Maçom é retirado do Templo e só permanecem os Past Masters. Não deve o Santo Arco Real inglês ser confundido com o corpo de Graus Superiores do sistema americano, conhecido como Real Arco, que tem vários graus. A história de que o Santo Arco Real inglês não é um grau, não é assim entendida pela maioria dos maçons ingleses. Essa arrumação foi imaginada para contentar correntes antagônicas que se debatiam em defesa de suas idéias e crenças ritualísticas, durante as reuniões de negociações que prepararam a união das duas Grandes Lojas inglesas rivais, a dos "modernos" e a dos "antigos", na Grande Loja Unida da Inglaterra, em 1813. A Grande Loja Unida, apesar de inflexível na observância dos critérios de reconhecimento de outras Potências Maçônicas, não proíbe, não faz tratados com Obediências dos Altos Graus, não interfere nos assuntos relativos a esses Graus Superiores. Simplesmente, ignora-os. Os praticantes do Santo Arco Real, surgido por volta de 1751, apregoavam serem detentores dos segredos da palavra sagrada que foi perdida, segundo a lenda do terceiro grau. Isso, despertava grande curiosidade naquela época e muitos maçons desejavam ser exaltados no Santo Arco Real. Para que o ato de união entre as Grandes Lojas inglesas rivais se efetivasse, foi encontrada essa solução que a cultura inglesa demonstrou ter assimilado bem; incluir o Santo Arco Real como um complemento do terceiro grau, mas sem se constituir no quarto grau. O Santo Arco Real é fundamentado no relato bíblico que descreve o retorno do povo judeu da Babilônia, em 538 a.C. e na antiga lenda surgida durante a construção do quarto Templo, em torno de 400 d.C., que descreve a descoberta de uma cripta, de um altar e da palavra sagrada. Assim, a estrutura da Franco-maçonaria inglesa considerou, em dado momento da história, 1813, que a Maçonaria Pura e Antiga consiste de apenas três graus, mas que se inclui nesses o Santo Arco Real. É, verdadeiramente, coisa para inglês ver. Para administrar o Santo Arco Real, os ingleses têm o Supremo Grande Capítulo que concede "Brevê Constitutivo" para a fundação dos Capítulos do Arco Real que funcionam anexo às Lojas Simbólicas inglesas. A dignidade de Past Master (Mestre Instalado) adotada pelas Grandes Lojas brasileiras tem origem nessa maçaroca inglesa que manteve aos quatro graus do Santo Arco Real, todos sob a denominação de um desses graus, o de Past Master, sem considerá-lo grau superior. O Rito Escocês Antigo e Aceito ganhou, através das Grandes Lojas, uma hierarquia formal entre os graus 3 e 4, sem considerá-la grau superior ao de Mestre.
  36. 36. Foi a continuação da maçaroca. Fonte: http://www.oficina-reaa.org.br/Trabalhos.html
  37. 37. A CAMINHO DA LÚZ
  38. 38. A CAMINHO DA LÚZ 3. A Maçonaria é uma religião? A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados. Seu credo religioso consiste apenas em dois artigos de fé que não foram inventados por homens, mas que se encontram neles instintivamente desde os mais remotos tempos da história: A existência de Deus e a Imortalidade da Alma que tem como corolário a Irmandade dos Homens sob a Paternidade de Deus. 4. A Maçonaria é anti-religiosa? A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito do homem praticar a religião ed seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularides do
  39. 39. A CAMINHO DA LÚZ credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo. 5. A Maçonaria é ateísta ou meramente agnóstica? A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus. 6. A Maçonaria é um partido político? A Maçonaria não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apóia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se afastarem de movimentos cuja tendência seja a de subverter a paz e a ordem da sociedade, e se tornarem cumpridores das ordens e das leis do país em que estejam vivendo, sem nunca perder o dever de amar o seu próprio país.
  40. 40. A CAMINHO DA LÚZ A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito sem a correspondente prestação de deveres, nem privilégios sem retribuição, assim como privilégios sem responsabilidade. 7. A Maçonaria é uma sociedade de auxílios mútuos? A Maçonaria não é uma sociedade de auxílios mútuos, ela não garante à ninguém a percepção de uma soma fixa e constante a nenhum de seus membros, na eventualidade de uma desgraça ou calamidade pode reclamar tal auxílio. Entretanto, a Maçonaria se empenha para que nenhum de seus membros sofra necessidades ou seja um peso para os outros. O Maçom necessitado recebe de acordo com as condições e as possibilidades dos demais membros da Ordem. 8. A Maçonaria é uma ideologia ou um "ismo"? A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social.
  41. 41. A CAMINHO DA LÚZ . Mas, ela reconhece que todos os homens tem uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade. 9. Então o que é a Maçonaria? A Maçonaria é uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados.

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