247922246 a-historia-do-rito-moderno

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RITO MODERNO OU FRANCES DA MAÇONARIA

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  1. 1. A H i st ó r i a d o Ri t o M o d er n o DARCY BON IN I LOJA ORDEM E PROGRESSO N 428 RITO MODERNO GOB/GOSP darcy.bonini@preset.com.br
  2. 2. introdução • Antes de entrarmos na história do Rito Moderno, convém fazer menção ao nome. • Preliminarmente consta que o Rito se chamou Moderno em função dos ideais ou preceitos que norteavam os seus membros, adversários que eram com relação à inserção nas sessões, ou no rito, de menções religiosas.
  3. 3. introdução Os outros eram os Antigos que foram aqueles nossos irmãos que pretenderam continuar com os usos e costumes tradicionais, ou seja, a continuidade de evocar os sentimentos religiosos dentro da maçonaria;
  4. 4. PORQUÊ DO NOME ? • Rito Francês porque foi aquele adotado pelo Grande Oriente de França a partir de 1773; • Moderno, porque a intenção quando da reformulação dos Rituais, numa época que proliferavam os graus, o Grande Oriente de França, com a sua reforma, pretendia fazer voltar à prática dos Modernos, fundadores da chamada Maçonaria Moderna, de 1717, que em 1725 instituíram os três graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre;
  5. 5. Histórico • O Rito Francês ou Moderno foi criado na França em 1761, constituído a 24 de dezembro de 1772 • proclamado pelo Grande Oriente da França a 9 de março de 1773 com os três graus simbólicos; • Por sua vez, o Grande Oriente da França nasceu a 22 de outubro de 1772, sendo seu primeiro Grão-Mestre FELIPE D’ORLEANS - Duque de Chartres;
  6. 6. Maçonaria e o Rito Moderno • Para entender a origem do Rito Francês ou Moderno, é preciso voltar no tempo e recompor a história da Maçonaria especulativa. • A forma, a maneira como ela se desenvolveu foi determinante na criação deste Rito bem como as suas definições e idiossincrasias;
  7. 7. A Grande Loja dos Antigos • A partir de 1.717, com a fundação da Grande Loja da Inglaterra, passou a haver uma tentativa de regular e organizar a Arte. • Acontece, porém que havia um grande número de lojas espalhadas por toda a Inglaterra que tinham suas próprias tradições e resistiram à tentativa da primeira Grande Loja, a Grande Loja de Londres, de organizá-las. • A Em face disso, pouco tempo depois outras duas Grandes Lojas surgiriam: uma em 1.725 e outra em 1.751. A primeira delas, a Grande Loja de Toda a Inglaterra, que agregava algumas poucas lojas em York, Lancashire e Cheshire, reivindicava a primazia de várias das Antigas Instruções a uma assembléia realizada séculos antes em York.
  8. 8. A Grande Loja de Toda a Inglaterra e A Grande Loja dos Antigos • Desapareceu em 1.792 tendo dado cartas patente a apenas quatorze outras lojas. A segunda, constituída em 1.751 e denominada “A Grande Loja dos Antigos, apresentou-se como uma oponente mais séria. • Seus membros chamavam à Grande Loja da Inglaterra de “A Loja dos Modernos, e diziam que estes haviam desvirtuado os rituais, ignorando as tradições e entulhado-os de inovações embora nada explicassem sobre essas “tradições”.
  9. 9. A Grande Loja de Toda a Inglaterra e A Grande Loja dos Antigos • Sem entrar no mérito dessa disputa “Antigo-Moderno”, • interessa-nos o fato de que a Grande Loja dos Antigos tinha membros que eram maçons Irlandeses e Escoceses que viviam na Inglaterra e que podem ter tomado conhecimento de costumes e tradições anteriores, ou ao menos diferentes, daquelas conhecidas pela Grande Loja da Inglaterra..
  10. 10. A Grande Loja Unida da Inglaterra • Por quase setenta anos ambas seguiriam separadas, cooptando Lojas de uma e da outra a mudarem de obediência. Após mais de dez anos de negociações, as duas Grandes Lojas chegaram a um acordo e fundiram-se • formando em 1.813 a Grande Loja Unida da Ingraterra. Este é hoje o único órgão da Maçonaria livre e aceita na Inglaterra.
  11. 11. A Grande Loja Unida da Inglaterra • O rito que passou então a ser utilizado pela Grande Loja Unida da Inglaterra foi aquele que passou a ser chamado de • Rito de Emulação ou York e que acabou por expandir-se por todo o império colonial britânico;
  12. 12. Cruzando o Canal da Mancha • O início da Francomaçonaria na França é, geralmente, atribuída à chegada por volta de 1.688 de exilados ingleses, irlandeses e escoceses, partidários do Rei James II, • comumente chamados de Jacobitas, que durante a Revolução Gloriosa fora forçado a abdicar e acabou por refugiar-se na França. A Francomaçonaria na França
  13. 13. Cruzando o Canal da Mancha • A primeira Loja Maçônica em solo francês, denominada “La Parfaite Égualite, teria sido fundada nesse mesmo ano pelo Regimento Real Irlandês – Irish Royal Regiment, que acompanhou James II ao exílio. • Já a primeira Loja Maçônica “inglesa”, com uma carta patente da Grande Loja da Inglaterra, foi fundada em Paris em 1.725. A Francomaçonaria na França
  14. 14. A Francomaçonaria na França • Passaram então a existir na França dois “tipos” de lojas: • as “escocesas” fundadas pelos Jacobitas • e as “inglesas” filiadas à Grande Loja da Inglaterra. • Acrescente-se a isso a influência do Iluminismo. • Esse tripé: escoceses, ingleses e iluminismo tiveram papel fundamental na história da Maçonaria francesa;
  15. 15. A Francomaçonaria na França • Em 1.736 as lojas inglesas de Paris, jurisdicionadas à Grande Loja da Inglaterra, fundam a Grande Loja Provincial. • Isto ocorreu em oposição ao desejo da obediência britânica que já havia negado solicitação semelhante um ano antes.
  16. 16. A Francomaçonaria na França • Ainda em 1.736, era fundada a Grande Loja da França que, dois anos depois, em Junho de 1.738 estaria constituída de fato com a eleição do Irm Louis Pardaillon de Gondrin, Duque de Antin, Gr M Geral e Perpétuo dos Maçons do Reino da França. • A partir daí, a Francomaçonaria francesa estaria definitivamente nas mãos dos franceses.
  17. 17. A Francomaçonaria na França • Nos anos seguintes, diversas Lojas Maçônicas foram fundadas de tal forma que, apenas 6 anos depois, em 1.744, havia cerca de 20 lojas em Paris • e outras 20 espalhadas em províncias por toda a França. • Muitas dessas lojas eram fundadas por viajantes a trabalho e por militares.
  18. 18. A Francomaçonaria na França • A Grande Loja da França, que fora criada para reunir as Lojas esparsas e organizar a Arte, não chegara a bom termo nesse objetivo. • Por conta disso, em 1.771 ocorreram diversas reuniões destinadas a preparar uma nova organização, culminando, a 24 de dezembro daquele ano com a assembléia das Lojas.
  19. 19. A Francomaçonaria na França • Essa assembléia, depois de declarar extinta a antiga Grande Loja da França, anunciou sua substituição • por uma Grande Loja Nacional que seria denominada dali em diante. • Grande Oriente da França e que viria a ser solenemente instalado em 24 de junho de 1.773.
  20. 20. O Rito Francês ou Moderno • Os exilados britânicos na França levaram e praticavam o ritual da Grande Loja da Inglaterra, • dita dos “Modernos” que passou a ser traduzido, gradualmente para o francês.
  21. 21. O Rito Francês ou Moderno • Então, esta forma híbrida do rito, passou a ser conhecida como Rito Francês ou Moderno, para distingui-lo dos outros sistemas conhecidos como "escoceses". • De fato, no que diz respeito aos graus simbólicos, o Rito Francês ou Moderno é o mesmo rito que a Grande Loja da Inglaterra praticava em 1.717.
  22. 22. O Rito Francês ou Moderno • Em 1.761 é oficialmente criado o Rito Francês ou Moderno, • originalmente com apenas os 3 primeiros graus, simbólicos, ainda no âmbito da Grande Loja da França tendo sido constituído a 24 de dezembro de 1.772 e proclamado pelo Grande Oriente da França a 9 de março de 1.773.
  23. 23. O Rito Francês ou Moderno • O Rito Francês ou Moderno, que teve como base o rito original da Grande Loja da Inglaterra de 1.717, foi criado com os objetivos de dar uma identidade nacional à maçonaria francesa e também por fim à anarquia ali reinante. • Essa anarquia era causada pela proliferação desenfreada de ritos e graus que ocorriam por influência da cavalaria, da nobreza e de misticismos e que, em última análise, apenas desfiguravam a Ordem • já que o principal objetivo era o de vender paramentos, títulos e jóias dando vazão à vaidade e a necessidade de ostentação dos homens.
  24. 24. O Rito Francês ou Moderno • O novo rito buscava manter-se fiel à maçonaria moderna criada pelo movimento de 1.717, que estava sendo desfigurada pela criação desordenada de graus. • Ocorre que, o rito como fora criado, causou forte reação entre os iniciados, pois havia naquele momento grande paixão pelos “Altos Graus”.
  25. 25. O Rito Francês ou Moderno • Em face da pressão dos IIrm, o Grande Oriente da França viu-se forçado a procurar uma solução que harmonizasse as diferentes doutrinas e a proliferação de altos graus. • Assim, o Grande Oriente da França nomeou uma comissão de IIrm de reconhecida capacidade,
  26. 26. O Rito Francês ou Moderno • cuja missão seria estudar os sistemas existentes e dotar o Rito Francês ou Moderno dos desejados Graus Filosóficos • recomendando que o Rito elaborado contivesse os ensinamentos maçônicos e que fosse composto do menor número de graus possível.
  27. 27. O Rito Moderno • Novamente, houve forte reação dos IIrm pois o Rito de Perfeição ou de Heredon já contava, naquele momento, com nada menos que vinte e cinco graus. • Em razão disso, em 1.782, uma nova comissão foi formada, agora denominada Câmara dos Ritos, que após acalorados debates, recomendaram a adoção de quatro graus filosóficos.
  28. 28. O Rito Francês ou Moderno • As conclusões desta nova comissão também foram acolhidas, nascendo assim, em 1.786, o Rito Francês ou Moderno de sete graus: • 1º Grau – Aprendiz • 2º Grau – Companheiro • 3º Grau - Mestre • 4º Grau – Eleito ou Eleito Secreto • 5º Grau – Eleito Escocês • 6º Grau – Cavaleiro do Oriente ou da Espada • 7º Grau – Cavaleiro Rosa Cruz • 8º Grau – Cavaleiro da Águia Branca e Preta • 9º Grau – Cavaleiro da Sapiência
  29. 29. O Rito Francês ou Moderno • Ainda assim os “Escoceses”, descendentes da maçonaria trazida pelos Jacobitas, reagiram ao que chamaram de “redução” dos altos graus, • pois queriam ir justamente em sentido contrário, aumentando o número de graus, e criaram o que hoje conhecemos como Rito Escocês Antigo e Aceito que, de fato, não é escocês quanto a sua origem, mas também francês e que, posteriormente, sofreria forte influência norte-americana.
  30. 30. O Rito Francês ou Moderno • O Rito Francês ou Moderno, embora tivesse sido criado sob moldes racionais teve como principal característica manter-se fiel às primitivas Constituições de Anderson, de 1.723, e ter retirado de seus ensinamentos valores que não eram originais da Maçonaria. • seguindo a orientação dos demais ritos tanto em termos doutrinários quanto em termos filosóficos. Embora as Constituições de Anderson, de 1.723, possuíssem tinturas deístas, eram extremamente tolerantes no que diz respeito à religião, como se pode ver na primeira de suas Antigas Leis Fundamentais:
  31. 31. O Rito Francês ou Moderno • Em 1.785, foram então editados os rituais oficiais para os três graus simbólicos, resultado da uniformização e da codificação das práticas das Lojas Francesas nos anos anteriores. Com o “Régulateur Du Maçon” de 1.801 publicado pelo Grande Oriente da França • todos os graus do Rito Moderno passaram a ter o seu próprio ritual
  32. 32. A Evolução do Rito Francês ou Moderno • A Reforma Institucional de 1.877, • O Rito Moderno conforme praticado na França, permaneceu sem alterações até 1.877, quando então ocorreu a grande reforma do Rito, • o mais importante acontecimento de que se tem notícia na história da Maçonaria Universal após sua fundação em 1.717.
  33. 33. A Reforma Institucional de 1.877, • Em 1.872, depois de estudos iniciados em 1.867, o Grande Oriente da Bélgica suprimia, de seus rituais, a invocação do G A D U, sem que houvesse qualquer reação por parte da Grande Loja Unida da Inglaterra. • Diante disso, a campanha pela revisão na França aumentaria de intensidade e, a cada ano, a Convenção era tomada por solicitações de revisão, repelidas pelo Conselho da Ordem,
  34. 34. A Reforma Institucional de 1.877 • até que em 1.876, um voto da Loja La Fraternité Progressive, de Villefrance, solicitando a supressão das cláusulas dogmáticas, foi levado em consideração. • Foi então enviado às Lojas para estudo, e retornando à Convenção, em 1.877. Nessa ocasião duzentas e dez Lojas enviaram representantes e dois terços delas manifestaram- se a favor da adoção do voto.
  35. 35. A Reforma Institucional de 1.877 • O relator geral, que depois viria a tornar-se Grão- Mestre, foi o pastor protestante Frédéric Desmons, • que apresentou um estudo memorável que, aprovado, resultou na supressão do segundo parágrafo do artigo 1º da Constituição de 1.865. • Essa resolução aboliu a invocação, mas não a fórmula do GADU.
  36. 36. A Reforma Institucional de 1.877 • Era a tolerância que motivava o Grande Oriente de França a rejeitar qualquer afirmação dogmática na concretização do respeito à liberdade de consciência e ao livre arbítrio de todos os maçons. • A síntese dos debates da Assembléia, em 1.876, que conduziram à resolução de 1.877
  37. 37. Resolução de 1.877, • “(...) A Francomaçonaria não é deísta, nem ateísta, nem sequer positivista. Instituição que afirma e pratica a solidariedade humana, é estranha a todo dogma e a todo credo religioso. • Tem por princípio único o respeito absoluto da liberdade de pensamento e consciência. Nenhum homem inteligente e honesto poderá dizer, seriamente, que o Grande Oriente de França quis banir de suas Lojas a crença em Deus e na imortalidade da alma, quando, ao contrário, em nome da liberdade absoluta de consciência, declara, solenemente, respeitar as convicções, as doutrinas e as crenças de seus membros.
  38. 38. Resolução de 1.877, • O Rito Moderno mantém-se tolerantemente imparcial, ou melhor, respeitosamente neutro, quanto à exigência, para seus adeptos, da crença específica em um Deus revelado, ou Ente Supremo, bem como da categórica aceitação existencial de uma vida futura (...). • Procura ensinar que a idéia de Deus resulta da consciência e que as exteriorizações do seu culto não passam de um sentimento íntimo, que se pode traduzir das mais diversas maneiras.
  39. 39. Resolução de 1.877 • Assim, o Grande Oriente da França passou a respeitar as concepções pessoais cada Irm ao não confirmar ou negar a existência de Deus e da imortalidade da alma. ¨, • A partir de 1.877, juntou-se ao Grande Oriente da Bélgica e da Itália, à Grande Loja de Buenos Aires e à Grande Loja da Hungria, que tinham adotado a mesma resolução alguns anos antes.
  40. 40. 1815 • Fundação da Loja Comércio e Artes , • Sob a égide do Grande Oriente Lusitano. • Começou atuando no RITO MODERNO • Conforme Estabelecia A Constituição De 1806, Daquela Obediência.
  41. 41. 1818 • Em 30 de março um decreto. • DO REI D. JOÃO VI , • De Portugal, Brasil e Algarves • põe fim às atividades . • da maçonaria NO BRASIL. . D. JOÃO VI
  42. 42. 1821 • Dom João VI . • Retorna A Portugal, • deixando em seu lugar • O Príncipe Regente. • D. Pedro I. D. JOÃO VI
  43. 43. 17 DE JUNHO DE 1822 RIO DE JANEIRO • A Loja “Comércio E Artes”, • Em Sessão Memorável cria mais 2 lojas, • Pelo desdobramento de seu quadro de obreiros: • “UNIÃO E TRANQUILIDADE”, • “ESPERANÇA DE NITERÓI”, • ATUANDO NO RITO MODERNO.
  44. 44. 17 DE JUNHO DE 1822 RIO DE JANEIRO • as 3 lojas metropolitanas, • Fundaram O Grande Oriente Brasiliano, • Depois Chamado Grande Oriente Do Brasil. • “GOB” Rito oficial “RITO MODERNO”, • Recebeu A Carta Constitutiva • Do Grande Oriente Lusitano.
  45. 45. CARACTERISTICAS DO RITO MODERNO • País de origem e ano de criação -França 1761/1773; • Data de implantação (no Brasil) -Agosto/ 1822 • Quantidade de graus -9 Graus • Oficina-Chefe -SCRM; • Título do Dirigente (Oficina Chefe) -Sob G Insp • Princípio filosófico -Agnóstico • N° de Oficiais e Dignids (em Loja) -7 • Bateria do 1° grau -00-0 • Rompimento da Marcha -Pé direito • Posição das Colunas no Templo -J- Norte B- Sul • Aclamação -LIF
  46. 46. Painel do Grau Simbólico 1º Grau Aprendiz
  47. 47. O USO DA BÍBLIA NO RITO MODERNO
  48. 48. Considerações Sobre o Rito Moderno ou Francês Ir.·. Antonio Onias Neto - M .´. I .´. Sob.·. Gr.·. Insp.·. Geral do Supr.·. Cons.·. do R.·. M.·. Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativasgratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ATEU. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é apesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve serabsoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom. Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que oateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocamfrontalmente. Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar oAbsoluto, reconhecendo a impossibilidade de definí-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas efilosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos,ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la. Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que osdicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é oprefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o "a favor" e o"contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é umaseita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas. E, é baseado na eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo deCompromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da leirevelada". Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçonsaceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral.Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança, e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos, que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos? Vemos constantemente Irmãos Judeus e Muçulmanos, quando Iniciados e em suas exaltações, compelidos a jurarem sobre a Bíblia Cristã, em tradução Católica ou Protestante, numa autêntica violação desuas consciências e dos princípios maçônicos, ou numa prova de que tais juramentos são falsos. Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em umirreligioso libertino. Apesar de nos tempos antigos os Maçons estarem obrigados a praticar a religião que se
  49. 49. observava nospaíses em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não impor-lhes outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Estareligião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e probos, seja qual for a diferença de denominações ou de convicções. Deste modo, a Maçonaria seconverterá em um centro de União e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriampermanecido separadas". Após a leitura deste texto, muito pouco se poderá acrescentar a respeito, além de que há religiões que não permitem ao homem se ajoelhar perante seu semelhante, como exigem alguns Ritos, o que não é permitido no Rito Moderno. Mais uma vez o Rito prova, com sua atitude, ser eqüidistante e respeitar a religião de todos os Irmãos. Bom seria que os Irmãos, que se intitulam religiosos, estudassem um pouco a história e o conteúdo de outras religiões além das nossas, saindo de uma posição sectária, proibida pela Ordem. Outra "terrível" acusação que se faz ao Rito é não invocar e tampouco adorar o "GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO", tendo inclusiveevitado o uso de seu nome nos Rituais. Ora, meus Irmãos, por mais boa vontade de que possamos estar imbuídos, jamais deixaremos de invocar as entidades religiosas a que estamos ligados dentro de termos e Rituais próprios de nossa religião, e, estaremos destaforma sempre ferindo e violando as crenças e as formas de adoração de outros Irmãos. Deixemos as adorações e as invocações para fazê-las em nossas Igrejas, nossas Sinagogas, nossos Templos religiosos, nossos Centros, nossos Terreiros, nossas Casas e evitemos fazê-las em Loja, onde temos a obrigação de não forçar qualquer Irmão a repetir fórmulas com as quais sua consciência não possa concordar. Quanto ao não uso do nome do Grande Arquiteto do Universo nos Rituais: este uso só começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons. Este foi o grande motivo para que a Grande Loja Unida da Inglaterra rompesse relações com o Grande Oriente de França No entanto, o Grande Oriente da Bélgica, desde 1872, vedara a invocação e a inclusão do Grande Arquiteto do Universo nos seus Rituais, e nem por isso a Potência inglesa rompera relações com os belgas. O principal fundamento para a exclusão do nome do Grande Arquiteto do Universo dos Rituais é terem os Irmãos, como se podeobservar, utilizado dia a dia o símbolo do Princípio Criador da Energia inteligente, do Ente Supremo, do mesmo modo que se vulgarizou o termo Deus, particularizando o seu emprego, invocando-o e adorando-o, conforme sua religião e não como símbolo de todas as concepções que se tenha do que é a Origem do Universo. Antes de encerrar essas breves considerações gerais sobre o Rito Moderno ou Francês, não poderíamos esquecer o problema dos"Landmarks". O que são "Landmarks"? O próprio nome diz: são marcas de terra, limites, lindeiros, e como tal devemos considerá-los, jamais como dogmas. Lembremo-nos: NA MAÇONARIA NÃO EXISTEM DOGMAS, EXISTEM PRINCÍPIOS. No Brasil, existe uma verdadeira psicose pelos "Landmarks" de Mackey, e, no entanto, quando a Maçonaria veio para nossa Pátria,eles sequer existiam, tendo aparecido apenas em 1858. Meus Irmãos, fica a pergunta: quem deu poderes, que entidade inspirou ao nosso Irmão Mackey para firmar dogmas dentro da Sublime Ordem?Particularmente um deles: o 25º, que não permite qualquer alteração, ferindo o princípio da investigação constante da verdade, da evolução, da pesquisa, de se afirmar progressista: nada pode mudar a partir dele, é o dogma da imutabilidade, da não evolução. É evidente que o Rito Moderno, dentro desses termos, não poderia aceitar os "Landmarks" de nosso querido Irmão, que pretendeu impedir um dos fundamentos da Maçonaria: A LIBERDADE. Meus Irmãos, diversos são os "Landmarks" mais conhecidos, tais como os de Findel, de Lecerff, de Pound, de Mackey, de Grant, que chegam a 54, e muitos outros. Qual deles é o profeta da Maçonariaque recebeu inspiração divina pra que se afirme ser sua catalogação a correta? Que Congresso Maçônico mundial concluiu serem estesou aqueles os "Landmarks" aceitos universalmente? Deverão os "Landmarks", mesmo que universais, estacionarem no tempo e no espaço? Apenas como lembrança, devemos citar que muitos dos nossos Irmãos de outros Ritos e de outras Potências concordam plenamente conosco na tese que abraçamos sobre os "Landmarks".
  50. 50. Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar aosegundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quando dá origem à instituição de um "Grande Oriente": admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiroUniversalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.
  51. 51. CONCLUSÕES • Conclui-se, portanto, que o Rito Moderno e seus adeptos não podem ser classificados como ateus, como comenta-se informalmente. • O Rito tem prática adogmática e, se analisarmos em profundidade, o dogma tem uma ponta de paixão. Assim como a paixão, o dogma é capaz de escravizar as mentes menos esclarecidas, que tomam por verdade aquilo que se lhes é imposto. • “O Rito Moderno, afinal, é um desafio, que vale a pena arrostar” (GO  B , 1999, p. 8).

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