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Clarice lispector 3 A

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Clarice Lispector - CVP 2010

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Clarice lispector 3 A

  1. 1. <ul><li>Amanda Silles Borin </li></ul><ul><li>Ana Carolina Leal </li></ul><ul><li>Caroline Sternberg 3°A - EM </li></ul><ul><li>Milene Marcuci </li></ul><ul><li>Paula Gerstenmayer </li></ul>Clarice Lispector : vida e obra
  2. 2. Biografia <ul><li>10/12/1920, Tchechelnik, Ucrânia </li></ul><ul><li>9/12/1977, Rio de Janeiro (RJ) </li></ul><ul><li>Quando seus pais viajavam para o Brasil, como imigrantes vindos da </li></ul><ul><li>Ucrânia, Clarice Lispector nasceu, num navio. Chegou a Maceió com dois </li></ul><ul><li>meses de idade, com seus pais e duas irmãs. Em 1924, a família mudou-se para o Recife, e Clarice passou a frequentar o grupo escolar João </li></ul><ul><li>Barbalho. Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se </li></ul><ul><li>com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro. </li></ul><ul><li>Em 1939, Clarice Lispector ingressou na faculdade de direito, formando-se </li></ul><ul><li>em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como </li></ul><ul><li>jornalista no jornal &quot;A Noite&quot;. Casou-se em 1943 com o diplomata Maury </li></ul><ul><li>Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil. O casal teve </li></ul><ul><li>dois filhos, Pedro e Paulo, este último afilhado do escritor Érico Veríssimo. </li></ul><ul><li>Seu primeiro romance foi publicado em 1944, &quot;Perto do Coração </li></ul><ul><li>Selvagem&quot;. </li></ul><ul><li>No ano seguinte, a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia </li></ul><ul><li>Brasileira de Letras. Dois anos depois publicou &quot;O Lustre&quot;. </li></ul><ul><li>Em 1954, saiu a primeira edição francesa de &quot;Perto do Coração </li></ul><ul><li>Selvagem&quot;.Em 1956, Clarice Lispector escreveu o romance &quot;A Maçã no </li></ul><ul><li>Escuro&quot; e começou a colaborar com a Revista Senhor, publicando contos. </li></ul><ul><li>Separada de seu marido, radicou-se no Rio de Janeiro. Em 1960, publicou </li></ul><ul><li>seu primeiro livro de contos, &quot;Laços de Família&quot;, seguido de &quot;A Legião </li></ul><ul><li>Estrangeira“ e de &quot;A Paixão Segundo G. H.&quot;, considerado um marco na </li></ul><ul><li>literatura brasileira. </li></ul><ul><li>Sua carreira literária prosseguiu com os contos infantis de &quot;A Mulher que </li></ul><ul><li>matou os Peixes&quot;, &quot;Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres&quot; e </li></ul><ul><li>&quot;Felicidade Clandestina&quot;. </li></ul><ul><li>Nos anos 1970, Clarice Lispector ainda publicou &quot;Água Viva&quot;, &quot;A Imitação </li></ul><ul><li>da Rosa&quot;, &quot;Via Crucis do Corpo&quot; e &quot;Onde Estivestes de Noite?&quot;. </li></ul><ul><li>Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976 recebeu o prêmio da </li></ul><ul><li>Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. </li></ul><ul><li>No ano seguinte publicou &quot;A Hora da Estrela&quot;, seu último romance, que foi </li></ul><ul><li>adaptado para o cinema em 1985. </li></ul><ul><li>Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 </li></ul><ul><li>anos. </li></ul>
  3. 3. Principais obras <ul><li>Perto do coração selvagem (1943) </li></ul><ul><li>Laços de Família (1960) </li></ul><ul><li>A Legião Estrangeira (1964) </li></ul><ul><li>A Paixão Segundo G.H. (1964) </li></ul><ul><li>A Hora da Estrela (1977) </li></ul><ul><li>Nessas obras, ela explora a </li></ul><ul><li>subjetividade e o fluxo da </li></ul><ul><li>consciência, rompendo com o enredo </li></ul><ul><li>factual. </li></ul>
  4. 4. Principal obra <ul><li>Laços de família (1960) </li></ul><ul><li>Num conjunto de treze contos, Clarice Lispector nos apresenta o retrato de uma época: a </li></ul><ul><li>nossa. Por meio de uma linguagem cuidadosamente empregada, ela vai levando-nos pelos </li></ul><ul><li>caminhos de sua sensibilidade a identificar as mazelas e a deterioração de nossas estruturas e </li></ul><ul><li>valores. O livro enfoca e fotografa o desmoronamento de todo um complexo de instituições, </li></ul><ul><li>fórmulas e convenções sociais; a coisificação do homem, mero espectador de sua própria </li></ul><ul><li>tragédia animal, “fechado entre as quatro paredes de seu sábado”, preso nos apartamentos </li></ul><ul><li>frios e impessoais, onde tudo vai bem, enquadrado no esquema da maioria inócua e ridícula.  </li></ul>
  5. 5. <ul><li>“ Laços de Família” se inclui entre os </li></ul><ul><li>melhores livros de contos de nossa </li></ul><ul><li>Literatura. São 13 contos centrados, </li></ul><ul><li>tematicamente, no processo de </li></ul><ul><li>aprisionamento dos indivíduos por meio dos </li></ul><ul><li>&quot;laços de família&quot;, de sua prisão </li></ul><ul><li>doméstica, de seu cotidiano. As formas de </li></ul><ul><li>vida convencionais e estereotipadas vão </li></ul><ul><li>se repetindo a cada geração, submetendo as </li></ul><ul><li>consciências e as vontades. A dissecação </li></ul><ul><li>da classe média carioca resulta numa </li></ul><ul><li>visão, desencantada e descrente dos </li></ul><ul><li>liames familiares, dos &quot;laços&quot; de </li></ul><ul><li>conveniência e interesse que minam a </li></ul><ul><li>precária união familiar. </li></ul><ul><li>Há um aspecto a ser levantado nas </li></ul><ul><li>personagens criadas por ela. Usualmente, </li></ul><ul><li>são moças, velhas, casadas, solteiras, </li></ul><ul><li>enfim, mulheres e sua realidade social e </li></ul><ul><li>pessoal deflagradas sob o olhar </li></ul><ul><li>hipnotizante e martirizador de Clarice. </li></ul>

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