Literacia comunicação-cidadania, Cristina Vaz de Almeida

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Literacia comunicação-cidadania, Cristina Vaz de Almeida

  1. 1. “A importância da literacia para uma maior cidadania. Comunicar e capacitar a população” Cristina Vaz de Almeida | ISPA Mestre em Comunicação em e.learning Pós Graduada em Marketing II International Workshop: "Health and Citizenship: Equity in maternal-child healthcare in times of crisis", ISCTE, 28 Fev 2014
  2. 2. • O conceito de literacia é definido como: 2 International Adult Literacy Survey (IALS) Canadá - 1995
  3. 3. •A Organização Mundial da Saúde (OMS) define Literacia em Saúde como o conjunto de competências cognitivas e sociais e a capacidade dos indivíduos para acederem, compreenderem e usarem informação de forma a que promovam e mantenham boa saúde; 3
  4. 4. DADOS GERAIS – 2006 INSTITUTE OFMEDICINE (IOM) E DO COMITÉ PARA A LITERACIA EM SAÚDE - CONCLUSÕES •Mais de 90 milhões de adultos não têm competências em literacia para aceder aos sistemas de saúde. Harvard School of Public Health,Department of Society, Human Development, & Health Rima E. Rudd, Sc.D. Health Literacy Studies CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 4
  5. 5. IOM - 9 em 10 adultos poderão ter falta de competências para gerir a sua saúde e prevenir a doença» . CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 5
  6. 6. A literacia está relacionada com os níveis de competências funcionais. ∞ Competências em literacia não têm a ver com a inteligência. (Doak, Rooter) CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 6
  7. 7. «As pessoas com baixa literacia tendem a ler uma palavra de cada vez». ∞ «Geralmente saltam as palavras que não compreendem» (Anderson 1985) ∞ «Não dividem a informação em classes de informação ou categorias» (Doak, Rooter) 7
  8. 8. «Estudos mostram que, em média, os adultos lêem 3 a 5 níveis mais baixos comparativamente aos anos de escolaridade. O desuso e a falta de prática, atrofiam as competências dos adultos» (Doak, Rooter)«Teaching patients with low literacy skills» 2nd edition «A falta de uso e prática atrofia as pessoas» 8
  9. 9. SEMIME2014-CVA 9 Porque as pessoas … •Apesar de conseguirem DESCODIFICAR palavras, frases e até textos, muitas pessoas não conseguem usar a informação escrita contida em livros, jornais, folhetos, suportes digitais, etc. • Apesar de conhecerem os números, grande parte das pessoas não consegue fazer cálculos simples.
  10. 10. LEGIBILITYEREADABILITY-CONCEITOS SEMIME2014-CVA 10 2 aspectos centrais em literacia são os conceitos de: LEGIBILIDADE (ou legibility) e de LECTURABILIDADE (readability - uma tradução possível.
  11. 11. Legibilityereadability-relação SEMIME2014-CVA 11 Legibilidade relaciona-se com a percepção visual e Lecturabilidade com a compreensão intelectual do texto
  12. 12. Legebilidade 12 •A LEGIBILIDADE é a facilidade em realizar a descodificação. • É a capacidade de DISTINÇÃO DAS LETRAS, distinguindo umas das outras.
  13. 13. Readability - lecturabilidade SEMIME2014-CVA 13 • Quando se fala de 'lecturabilidade' (ou 'apreensibilidade') refere-se à capacidade e apetência de um texto para ser lido, de facilitar a compreensão do seu conteúdo.
  14. 14. 14 LINGUAGEM ORAL E OUTROS PRE -REQUISITOS DESCODIFICAÇÃO COMPREEENSÃO LITERAL RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS, RESPOSTA COGNITIVA-AFECTIVA INFERÊNCIA PENSAMENTO CRÍTICO EXPERIÊNCIA LÓGICA DE LINGUAGEM NÍVEIS NO PROCESSO DE LEITURA
  15. 15. Legibilidade percepção Visual Lecturabilidade compreensão Intelectual do texto CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 15 Legibilityereadability
  16. 16. Com a promoção da literacia em saúde pretende-se que a informação e educação em saúde conduzam a uma maior capacitação (empoderamento) dos cidadãos para a gestão e promoção da sua própria saúde. Anders Olauson - Presidente do Fórum Europeu dos Doentes 16
  17. 17. Empoderamento das pessoas, significa que elas também têm de participar no seu processo de saúde e contribuir para uma melhor saúde individual e social.
  18. 18. Os Factores de sucesso Anders Olauson, presidente da associação europeia de doentes: •a Educação; •a informação aos Media; •a melhoria da Mobilização Social; •o Activismo e Associativismo. 18
  19. 19. •Na sua vivência, a pessoa torna-se cidadão quando intervém na realidade em que vive.
  20. 20. 20 Dois dos pilares da Carta de Ottawa (1986) referiam-se à «Necessidade de reforçar Ações na comunidade» e de «Capacitar as pessoas» para poderem tomar decisões em saúde.
  21. 21. Plano Nacional de Saúde 2011-2016 «A evolução positiva da saúde materna e infantil em Portugal tem sido referida como exemplo. A OMS (WHO, 2008) considera Portugal um dos países mais bem sucedidos na redução consistente das mortalidades, em especial da perinatal, infantil, dos 1 aos 4 anos e materna.
  22. 22. «No entanto, a sustentabilidade destes resultados está dependente da evolução social. A idade materna, o tratamento da infertilidade e o tabagismo são causas de maior número de gestações de risco, mais prematuridade e mais recém-nascidos com baixo peso e atraso de crescimento intrauterino12, situações com possível impacto em saúde pública» (Plano Nacional Saude 2011-2016)
  23. 23. • PLANO NACIONAL DE SAUDE 2012 -2016 PORTUGAL
  24. 24. Auto apreciação do estado de Saúde • Na população portuguesa, tanto nos homens como nas mulheres, parece registar-se uma mudança positiva da auto-apreciação do estado de saúde. •Os r e s u l t a d o s evidenciam uma RELEVÂNCIA DE GÉNERO: a diferenciação homens/mulheres não é apenas BIOLÓGICA mas também é SOCIAL E CULTURAL. Fonte: Indicadores SNS – 30 anos
  25. 25. UNICEF – 2009 – RELATORIO: CRIANDOUMAMBIENTEDE APOIOPARAASAÚDEMATERNAENEONATAL «Sem que sejam empreendidas ações voltadas para as questões de género, que enfrentem a discriminação, as desigualdades e os abusos contra as mulheres e principalmente contra meninas, as ações de apoio aos cuidados primários de saúde poderão resultar muito menos eficazes, menos sustentáveis ou até mesmo menos possíveis. Fonte: CRIANDO UM AMBIENTE DE APOIO PARA A SAÚDE MATERNA E NEONATAL, «Unicef 2009
  26. 26. Lutar pela igualdade de género, maior CIDADANIA das mulheres «a discriminação de género transmitida de geração em geração por normas de tradição cultural, económicas, sociais e políticas – tem inúmeros efeitos perniciosos. Pode negar às meninas e às mulheres o acesso à educação que, segundo as pesquisas, poderia reduzir sua exposição aos riscos de morte materna e de bebês.» Fonte: CRIANDO UM AMBIENTE DE APOIO PARA A SAÚDE MATERNA E NEONATAL, Unicef 2009
  27. 27. Lutar pela igualdade de género, maior cidadania das mulheres «O aumento da participação das mulheres em processos fundamentais de tomada de decisão em relação a empregos e à vida política, é um fator crítico para a melhoria das condições de saúde materna e neonatal» • Fonte: CRIANDO UM AMBIENT E DE APOIO PARA A SAÚDE MATERNA E NEONATAL, Unicef 2009
  28. 28. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 28 Quantos preconceitos existem sobre a baixa literacia??? …
  29. 29. Preconceitos Factos Os baixos níveis de literacia existem nos países em desenvolvimento mas não na Europa. Um em cada cinco ADULTOS EUROPEUS não adquiriram a literacia necessária para participar plenamente na sociedade moderna. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 29 Preconceito sobre Literacia
  30. 30. Preconceitos Factos Os baixos níveis de literacia são um problema importado pelos migrantes, mas não afetam as pessoas que nasceram e cresceram nos países europeus. A grande maioria das crianças e dos adultos com fracos níveis de literacia nasceram, cresceram no país em que vivem e utilizam a língua de instrução como língua materna. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 30 Preconceito sobre Literacia
  31. 31. O REFORÇO DO PODER E DA RESPONSABILIDADE DO CIDADÃO EM CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DA SAÚDE INDIVIDUAL E COLETIVA, reforça-se através da PROMOÇÃO DE UMA DINÂMICA CONTÍNUA DE DESENVOLVIMENTO que integre: LITERACIA EM SAÚDE CAPACITAÇÃO, PARTICIPAÇÃO ATIVA, EMPOWERMENT (PNS 2012-2016) 31
  32. 32. (PNS 2012-2016) 32 Produção e partilha de informação e conhecimento (LITERACIA EM SAÚDE) Cultura de pro-atividade, compromisso e autocontrolo do cidadão (CAPACITAÇÃO/PARTICIPAÇÃO ATIVA) Máxima responsabilidade e autonomia individual e coletiva (EMPOWERMENT)
  33. 33. OPORTUNIDADESDECORRENTESDAPROMOÇÃODECIDADANIA EMSAÚDE: PARAOCIDADÃO •O cidadão é um agente social de mudança, de intervenção na realidade em que vive. 33
  34. 34. A importância da literacia para uma maior cidadania. Comunicar e capacitar a população. ?
  35. 35. 1º passo: A importância da segmentação dos públicos
  36. 36. O público-alvo tem de estar bem identificado. . Profissionais de saúde? Mulheres gravidas? Cuidadores informais, pessoas com deficit cognitivo?..... CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 36
  37. 37. Contribuir para a COMPREENSÃO das mensagens ESTÍMULOS COGNITIVOS SENSORIAIS VISUAIS
  38. 38. Estímulos diversos obrigatórios Videos Textos, word, pdf, ppt Audios Fotos, Imagens Links para webs
  39. 39. EVENTOS
  40. 40. ARTIGOS/ESTUDOS PUBLICADOS
  41. 41. RELATÓRIOS
  42. 42. FOLHETOS E CAMPANHAS
  43. 43. Eventos, POSTERS CALL FOR PAPERS
  44. 44. Noticias publicadas nos Media
  45. 45. BLOGS INFORMATIVOS Sugestões para melhorar a comunicação com mulheres grávidas
  46. 46. 2º passo - A importância da linguagem clara - acessível
  47. 47. Em todos os meios, uma regra: Linguagem Acessível
  48. 48. 48 O que é uma linguagem acessível? Linguagem acessível, é a comunicação que os utilizadores entendem à primeira.
  49. 49. A capacidade das pessoas de compreenderem informações está relacionada com a clarezada comunicação. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 49
  50. 50. •Guia da linguagem clara •ESCREVER CLARO _ COMISSÃO EUROPEIA 2013 http://ec.europa.eu/translation CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 50
  51. 51. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 51 PALAVRAS SIMPLES
  52. 52. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 52 USE VERBOS ELIMINE SUBSTANTIVOS
  53. 53. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 53 USE VERBOS
  54. 54. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2014 54 O GUIA pode ser consultado em http://ec.europa.eu /translation Publications Office Graphic Design Service — Layout made by DGT.02 USE PALAVRAS SIMPLES E OBJECTIVAS
  55. 55. Regras básicas para construir documentos
  56. 56. O que é um texto confuso? Por ex: •Sem espaços; •Letra pequena; •Sem paragens •Com muitas ideias num mesmo espaço reduzido;
  57. 57. O que é um texto confuso. Por ex:
  58. 58. O que consideramosum texto CONFUSOe pouco acessível? •MISTURAR FRASES COM LETRAS maiúsculas E MINÚSCULAS; •Com fontes e formatos diferentes; •Com demasiadas cores;
  59. 59. O que consideramos um texto confuso e pouco acessível? •Muitas frases em itálico…itálico…itálico..itálico •Muitos sublinhados…; •Muitos sublinhados…; •Muitos sublinhados…;
  60. 60. •Deixar bastante espaço em branco ao redor das margens e entre as sessões. Controle a quantidade de informação SIMPLICIDADE – site saúde NHS.uk
  61. 61. Use linguagem acessível = simples •Evite complexidade de discurso que esteja além do nível de compreensão do seu destinatário. Use frases simples com sujeito- verbo-objeto. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 61
  62. 62. Use linguagem acessível = simples •Quanto mais básica uma palavra for, melhor será a possibilidade de que ela seja entendida. •Por exemplo, "GRANDE" é uma escolha melhor do que "IMENSO"; •"LIVRO" é uma escolha melhor do que «LITERATURA»… • http://pt.wikihow.com/se-Comunicar-com-uma-Pessoa-com-Transtornos-Mentais • http://www.cedipod.org.br/quando.htm CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 62
  63. 63. •Use a palavra «deve» e •«é necessário» para dar indicação para as acções; SEMIME2014-CVA 63
  64. 64. Evite «jargões» técnicos quando comunica/lida com o público em geral: Ex: «os aportes teóricos da Sociolinguística Interelacional para a contextualização dos cenários e discussão do comportamento verbal das situações de trabalho»!!!!! SEMIME2014-CVA 64
  65. 65. Limite o número de mensagens (2 ou 3 mensagens principais SEMIME2014-CVA 65
  66. 66. SEMIME2014-CVA 66
  67. 67. SEMIME2014-CVA 67 Não corte palavras entre linhas;  Destaque as ideias principais;  Use «bullets» em vez de letras maiúsculas em todo o texto
  68. 68. SEMIME2014-CVA 68  Não use sombras ou padrões confusos debaixo do texto;  Faça um bom contraste entre a fonte e o fundo do suporte;
  69. 69. SEMIME2014-CVA 69 Nos documentos (folhetos, formulários e sites…): Não use sombras ou padrões confusos debaixo do texto; Faça um bom contraste entre a fonte e o fundo do suporte;
  70. 70. 70 •Use fonte «sans serif» na fonte do computador. Arial/Calibri Letra redonda, legível
  71. 71. , 71 •Se fizer um documento para computador (transformar em pdf e coloca-lo on line) não divida em colunas pequenas- dificulta leitura; •Evite fazer o scroll;
  72. 72. 72 •Limite o comprimento da linha entre 40 e 50 caracteres; •Garantir que o comprimento do texto na página se ajusta ao tamanho da janela
  73. 73. •Deixar bastante espaço em branco ao redor das margens e entre as sessões.
  74. 74. Tamanho das fontes •Utilize pelo menos fonte de 12 pontos/texto; •16 a 18 pontos nos subtitulos •20 a 24 pontos nos Titulos SEMIME2014-CVA 74
  75. 75. SEMIME2014-CVA 75 Nos documentos •Coloque o texto tipo «Pergunta – Resposta», pois ajuda a leitura e compreensão; Pergunta:……… Resposta:………
  76. 76. SEMIME2014-CVA 76 Focus nos comportamentos e ações, em vez de ser nas teorias, isto é: Qual é o comportamento que desejo que o meu «alvo» tenha?
  77. 77. A importância das imagens acessíveis
  78. 78. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 78 •Use desenhos simples e orientadores da informação em causa;
  79. 79. 79 •Certifique-se de colocar as imagens no contexto; •Ilustrar bem - Ao ilustrar partes do corpo interno, por exemplo, incluir a parte externa do corpo; •As legendas são informações - chave; O cérebro humano está localizado na cabeça
  80. 80. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 80 •Mostre a mensagem principal na parte da frente dos materiais;  Use imagens que ajudam a transmitir a sua mensagem e familiares ao público- alvo;
  81. 81. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 81 •imagens familiares
  82. 82. CVA/COMUNICAÇÃOELITERACIA EMSAÚDE/2013 82 •Uso de imagens familiares
  83. 83. 83 Nos pilares da CARTA DE OTTAWA (1986): NECESSIDADE DE REFORÇAR AÇÕES NA COMUNIDADE CAPACITAR AS PESSOAS para poderem tomar decisões em saúde CIDADANIA com maior LITERACIA.
  84. 84. Obrigada! Cristina Vaz de Almeida cvalmeida@iol.pt

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