Perpetuação do Autoritarismo e a Luta contra o Regime<br />Trabalho realizado por:<br />Alexandre Mendes nº1 9ºB<br />Ana ...
A oposição à ditadura portuguesa começou logo após a implantação da ditadura portuguesa, em 1926 e foi-se fortificando e a...
O movimento de oposição ao regime salazarista pode-se dividir<br />em 3 fases:<br />1ª fase:1926 até 1943;<br />2º fase:19...
No princípio da ditadura, a oposição era desorganizada e era dominada por concepções anarquistas que privilegiavam a acção...
Os republicanos democráticos organizaram e comandaram várias revoltas como as de 1927, 1928 e 1931, mas todas elas fracass...
Em 1935, os nacionais-sindicalistas, vieram ainda a Portugal tentar uma revolta, mas acabou por fracassar.<br />Em 1938, u...
Oposição mais organizada e “pacífica” e a participação destes nas eleições presidenciais de 1949, 1951 e 1958. Naquela épo...
Um dos mais célebres actos que a oposição fez no estrangeiro foi a captura do paquete “Santa Maria” (1961) por Henrique Ga...
A partir da década de 60, os estudantes universitários começaram a opor-se ao regime e um dos principais conflitos foi a C...
Em 1943, nasceu o Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF). Era uma organização política clandestina e pretendi...
Em 1945, com a derrota das grandes ditaduras (alinhados no Eixo), Salazar foi forçado a fazer algumas mudanças "democrátic...
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Nem com o afastamento de Salazar do poder, em 1968, fez com que o panorama político se alterasse. As eleições legislativas...
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Crescia o descontentamento e a angústia nas Forças Armadas Portuguesas (a grande base de apoio do regime), especialmente a...
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O programa do MFA, concluído em Março de 1974 e divulgado nos quartéis (na metrópole e nas colónias), iria depois resumir-...
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Recusa inicial de Salazar em aceitar ajuda financeira através do plano Marshall. </li></ul>O tardio Desenvolvimento Económ...
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O grande surto de emigração<br /><ul><li>O meio rural continuava a viver em condições miseráveis</li></ul>Em 1960 deu-se o...
Causas<br />
 A partir  de 1960, sentiu-se uma redução do défice  da balança comercial<br />    Devido a<br />Devido a<br />Ao envio de...
Desvantagens da emigração:<br /><ul><li>  A saída de milhares de homens e mulheres que teriam contribuído para o</li></ul>...
A aceleração da mecanização da agricultura devido à falta de mão-de-obra;
O aumento dos salários;
O modernização gradual de aldeias e vilas.</li></ul>7.<br />
Emigração Portuguesa na década de 1960<br />8.<br />
Morte de Salazar a 1968 e tomada do poder pelo professor Marcelo Caetano.<br />Marcelo Caetano no inicio do seu mandato, d...
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Trabalho realizado pelos alunos Alexandre, Gaspar e Ana Patrícia, do 9ºB, do Agrupamento de Escolas de Montenegro

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Perpetuação do autoritarismo e luta contrra o regime

  1. 1. Perpetuação do Autoritarismo e a Luta contra o Regime<br />Trabalho realizado por:<br />Alexandre Mendes nº1 9ºB<br />Ana Patrícia nº3 9ºB<br />Gaspar Neves nº21 9ºB<br />
  2. 2. A oposição à ditadura portuguesa começou logo após a implantação da ditadura portuguesa, em 1926 e foi-se fortificando e alargando à medida que o regime autoritário (1926-1974) perdurava. Esta oposição, especialmente comunista e republicana, lutou, perturbou e opôs-se às ideias da ditadura militar (1926-1933) e do Estado Novo (1933-1974).<br />Oposição ao regime salazarista<br />
  3. 3. O movimento de oposição ao regime salazarista pode-se dividir<br />em 3 fases:<br />1ª fase:1926 até 1943;<br />2º fase:1943 até aos princípios da década de 60;<br />3º fase: finais da década de 60 até à queda do regime.<br />
  4. 4. No princípio da ditadura, a oposição era desorganizada e era dominada por concepções anarquistas que privilegiavam a acção violenta, radical e armada.<br />O Partido Comunista Português representou a principal estrutura organizada de oposição à ditadura.<br />Primeira Fase<br />
  5. 5. Os republicanos democráticos organizaram e comandaram várias revoltas como as de 1927, 1928 e 1931, mas todas elas fracassaram.<br />A revolta de 1934 que foi organizada pelos comunistas e operários que tentaram opor-se à corporativização dos sindicatos. Esta revolta, fracassou, como as outras.<br />Em 1932, o movimento monárquico católico do Integralismo Lusitano fez a sua demarcação em relação ao Estado Novo. <br />Revoltas da 1º Fase<br />
  6. 6. Em 1935, os nacionais-sindicalistas, vieram ainda a Portugal tentar uma revolta, mas acabou por fracassar.<br />Em 1938, um grupo anarco-sindicalista tentou assassinar Salazar, o "Chefe", quando ele se dirigia para a missa, mas ele conseguiu escapar ileso. <br />Em 1932, o movimento monárquico católico do Integralismo Lusitano fez a sua demarcação em relação ao Estado Novo.<br />
  7. 7. Oposição mais organizada e “pacífica” e a participação destes nas eleições presidenciais de 1949, 1951 e 1958. Naquela época, a oposição organizada ao regime continuava a ser pequena, incluindo sobretudo os intelectuais, os comunistas, os profissionais liberais e os democratas.<br />2º fase<br />
  8. 8. Um dos mais célebres actos que a oposição fez no estrangeiro foi a captura do paquete “Santa Maria” (1961) por Henrique Galvão, amigo e aliado de Delgado. Este acto despertou a atenção do Mundo. Este paquete pertencia à Companhia Colonial da Navegação, uma das jóias da marinha mercante portuguesa.<br />Em Março de 1959, várias figuras militares e civis planeiam um golpe de Estado em Lisboa, conhecido como "Golpe da Sé", que acabou em fracasso.<br />Revoltas<br />
  9. 9. A partir da década de 60, os estudantes universitários começaram a opor-se ao regime e um dos principais conflitos foi a Crise académica de 1962.<br />No dia 31 de Dezembro de 1961, dá-se uma revolta militar e civil no quartel de Beja, comandada pelo capitão Varela Gomes e Manuel Serra. O general Humberto Delgado regressou clandestinamente ao país para participar nesta revolta, no entanto, a guerra acabou fracassada.<br />No ano seguinte, um grupo de oficiais liberais, dirigido pelo General Botelho Moniz, lançou uma tentativa de golpe de Estado.<br />
  10. 10. Em 1943, nasceu o Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista (MUNAF). Era uma organização política clandestina e pretendia agrupar e reorganizar a oposição (desorganizada naquele tempo). Conseguiu agrupar muitos opositores democráticos, como Mário Soares.<br />MUNAF<br />
  11. 11. Em 1945, com a derrota das grandes ditaduras (alinhados no Eixo), Salazar foi forçado a fazer algumas mudanças "democráticas", nomeadamente a instituição de eleições, para dar uma boa imagem às democracias capitalistas ocidentais. <br />Para preparar a oposição para as eleições (tanto presidenciais como legislativas), o MUNAF foi substituído pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD), em 1945.<br />Importância das eleições presidenciais (1949 e 1958)<br />
  12. 12. Os opositores participaram nas eleições presidenciais de 1949 (Norton de Matos), de 1951 (Quintão Meireles) e de 1958 (Humberto Delgado) defendendo a democratização. As eleições de 1958 conseguiram abalar o poder do Estado Novo e deram força e esperança à oposição, mesmo que o candidato opositor (Humberto Delgado) perdesse. Após esta eleição, o Governo, para não haver mais surpresas, mudou o acto eleitoral. <br />
  13. 13. 3º fase<br />A oposição radicaliza-se e torna-se forte, favorecendo os actos terroristas, radicais e mais violentos. O regime, sofrendo muitas dificuldades económico-financeiras e pressão internacional, era também atacado fortemente pela oposição. O MFA surgiu na década de 70.<br />
  14. 14. Nem com o afastamento de Salazar do poder, em 1968, fez com que o panorama político se alterasse. As eleições legislativas de 1969 fizeram eleger um grupo de 30 jovens deputados liberais denominado “Ala Liberal” e que vieram dar uma lufada de ar fresco na luta pela liberdade. Estes deputados apresentaram vários projectos liberais que acabavam por ser sempre negados, o que fez com que esta “Ala” abandonasse a Assembleia da República. <br />Francisco Sá Carneiro<br />
  15. 15. Só nos finais da década de 60 é que se começou a verificar uma radicalização da atitude política, nomeadamente entre as camadas mais jovens, que mais se sentiam vitimizadas pela continuação da guerra. <br />As universidades desempenharam um papel fundamental na difusão deste posicionamento. <br />
  16. 16. É neste ambiente que a Acção Revolucionária Armada (ARA), apoiada e criada pelo PCP, e as Brigadas Revolucionárias (BR) se revelaram como uma importante forma de resistência <br />Na década de 70, os sectores das finanças e negócios, classes médias e movimentos operários alinharam-se à oposição devido às dificuldades económicas vividas no país causadas pela guerra e pela crise mundial de 1973. Foram muito importantes na contestação à política do regime. <br />
  17. 17. Crescia o descontentamento e a angústia nas Forças Armadas Portuguesas (a grande base de apoio do regime), especialmente a partir de década de 70, porque perceberam que a guerra colonial estava longe de acabar e que eles não iriam conseguir ganhá-la. <br />
  18. 18. Os oficiais intermédios do exército, principalmente os capitães, sabendo que tinham o apoio dos seus chefes superiores, organizaram-se num movimento clandestino, o Movimento das Forças Armadas (MFA) que tinha como principais objectivos democratizar o país e acabar a guerra colonial. <br />
  19. 19. O programa do MFA, concluído em Março de 1974 e divulgado nos quartéis (na metrópole e nas colónias), iria depois resumir-se em três palavras - lema: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver (os três “D”).<br />
  20. 20. <ul><li>Em 1945, a economia portuguesa estava atrasada em relação aos restantes países da Europa Ocidental.</li></ul>Factores que influenciaram o estado do país:<br /><ul><li>A agricultura continuava a ser o principal sector de actividade, mas a produtividade era baixa, devido á utilização de instrumentos artesanais;
  21. 21. A população portuguesa apresentava o maior índice de analfabetismo da Europa;
  22. 22. Recusa inicial de Salazar em aceitar ajuda financeira através do plano Marshall. </li></ul>O tardio Desenvolvimento Económico<br />3.<br />
  23. 23. Nos anos 1950 e 1960, registou-se um significativo desenvolvimento industrial, resultante das seguintes condições:<br />4.<br />
  24. 24. O grande surto de emigração<br /><ul><li>O meio rural continuava a viver em condições miseráveis</li></ul>Em 1960 deu-se o grande surto de emigração<br />Milhares de pessoas emigraram para as cidades.<br /> (Porto, Setúbal, Lisboa ou para o Ultramar português)<br />Até 1970, cerca de 1,5 milhões de portugueses emigraram, em busca de melhores condições de vida e elevados salários<br />5.<br />
  25. 25. Causas<br />
  26. 26. A partir de 1960, sentiu-se uma redução do défice da balança comercial<br /> Devido a<br />Devido a<br />Ao envio de divisas dos emigrantes para o país.<br />Ao aumento de receitas provenientes do turismo.<br />6.<br />
  27. 27. Desvantagens da emigração:<br /><ul><li> A saída de milhares de homens e mulheres que teriam contribuído para o</li></ul>desenvolvimento do país.<br />Vantagens da emigração:<br /><ul><li>O envio de somas avultadas de moeda estrangeira;
  28. 28. A aceleração da mecanização da agricultura devido à falta de mão-de-obra;
  29. 29. O aumento dos salários;
  30. 30. O modernização gradual de aldeias e vilas.</li></ul>7.<br />
  31. 31. Emigração Portuguesa na década de 1960<br />8.<br />
  32. 32. Morte de Salazar a 1968 e tomada do poder pelo professor Marcelo Caetano.<br />Marcelo Caetano no inicio do seu mandato, demonstrou-se mais liberal que Salazar mas não o suficiente para a democracia dando aos portugueses “a liberdade possível”.<br />Primavera Marcelista<br />
  33. 33. Faz regressar do exílio algumas personalidades, como o bispo do Porto e Mário Soares, modera a actuação da polícia política (que passara a chamar-se Direcção-Geral de Segurança - DGS), ordena o abrandamento da censura (mais tarde desig­nada Exame Prévio), abre a União Nacional (rebaptizada, em 1970, Acção Nacional Popular - ANP) a sensibilidades políticas mais liberais. <br />Sinais do Liberalismo Marcelista<br />
  34. 34. Foi neste clima de mudança, que ficou conhecido como «primavera marcelista», que se prepararam as eleições legislativas de 1969. Procurando legitimá-las aos olhos da opinião pública, o Governo alargou o sufrágio feminino (a todas as mulheres escolarizadas), permitiu maior liberdade de campanha à oposição, bem como a consulta dos cadernos eleitorais e a fiscalização das mesas de voto. <br />Mas estas legislações foram novamente manipuladas dando 100% dos votos aos deputados da União Nacional.<br />
  35. 35. Com o abandono dos seus apoiantes da oposição, Marcelo Caetano é obrigado a reprimir um poderoso surto de agitação estudantil, greves operárias e até acções bombistas, ligando-se cada vez mais à direita e inflectindo a sua política inicial de abertura. <br />As associações de estudantes mais activas são encerradas, a legislação sindical aperta-se, a polícia política desencadeia uma nova vaga de prisões, alguns opositores, como Mário Soares, são novamente remetidos ao exílio.<br />
  36. 36. No Vaticano o papa Paulo IV recebe o MPLA, o FRELIMO e o PAIGC, que também são ouvidos pela ONU. Este facto criou uma grande humilhação para Portugal.<br />Com toda a pressão financeira/económica, social, internacional e com a evidencia de derrota na guerra, Manuel Caetano apercebeu-se que o fim do Estado Novo estava próximo. <br />Impacto da Guerra Colonial<br />
  37. 37. Bibliografia / Webgrafia<br /><ul><li> MAIA, Cristina e BRANDÃO, Isabel Paulos, “Viver a História 9”, Porto, Porto Editora, 2008.
  38. 38. http://historianove.no.sapo.pt/K3.htm
  39. 39. http://nonoahistoria.blogs.sapo.pt/6002.html</li></ul>Entrevista alusiva:<br /><ul><li>http://www.youtube.com/watch?v=rb9VVQ9iuU4</li>

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