O Dia do Terramoto

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Trabalho produzido no âmbito do Projeto "Livros com História... das palavras de papel ao digital", desenvolvido nas disciplinas de HGP, História, Português e com o apoio do Clube de Informática e da Biblioteca Escolar.
Alunos: Lara Romão
Agrupamento de Escolas de Montenegro, 2016-2017

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O Dia do Terramoto

  1. 1. Livros com História … das Palavras de Papel ao Digital… Professora: Elisa Cardoso Lara Romão nº15 6C Livro: “O Dia do Terramoto” Disciplina: H.G.P
  2. 2. O livro
  3. 3. As Autoras Ana Maria Gonçalves Isabel Alçada
  4. 4. A história Onde ? Na cidade de Lisboa O quê? Estudar os acontecimentos, os habitantes, a sociedade, o que aconteceu antes do terramoto de 1755 Por quem? Pelas personagens Orlando, Ana e João e uma máquina do tempo.
  5. 5. Os cientistas da AIVET encarregaram Orlando de ir ao passado estudar o terramoto que no dia 1 de novembro de 1755 sacudiu e quase destruiu por completo a cidade de Lisboa. Ana e João quiseram acompanhá-lo e partiram com um mês de antecedência. Por isso tiveram oportunidade de conhecer várias pessoas daquele tempo e acompanharam momentos importantes da vida de cada um. João ligou-se ao filho de um ladrão famoso, o Lobo. Ana apaixonou-se por um rapaz de origem francesa. Ambos se envolveram na vida de uma família riquíssima e muito antiquada que não deixa as filhas escolherem noivo e quer obrigá-las a casar à força com homens muito mais velhos. Ana e João, completamente deslumbrados com tantas experiências, quase se tinham esquecido da data fatídica. Mas o dia do terramoto aproximava-se, eles tinham que recolher à máquina do tempo para assistirem a tudo sem sofrerem nada. A aflição tornou-se ainda maior por já terem amigos e não poderem preveni-los da catástrofe, mas é absolutamente proibido aos viajantes no tempo alterarem o destino das pessoas e interferir na História. Resumo do livro
  6. 6. O terramoto de 1755 Aspetos históricos
  7. 7. O Terramoto de 1755 O terramoto de 1755 aconteceu a 1 de novembro, em Lisboa e destruiu a cidade. Era dia de festa, Dia de Todos os Santos e toda a população saira para a igreja. As 9.45h da manhã toda a cidade de Lisboa sentiu um tremor vindo das entranhas da terra e tudo começou a tremer. Em toda a cidade de Lisboa começaram a ruir casas e prédios e a cair pedras para a rua. Muitas pessoas ficaram soterradas nas igrejas onde estavam a assistir à missa. O cais da cidade afundou-se completamente e a água do rio Tejo começou a avançar para a cidade. Além do terramoto em terra, sentia-se o maremoto no mar e no rio. Os barcos que estavam no rio começaram a rodopiar e a afundar-se a pique.
  8. 8. Os Tremores de Terra em Portugal Portugal está situado numa zona sísmica e tem sofrido vários abalos ao longo da história. O primeiro foi em 1147 e desde aí Portugal tem sentido vários abalos. O séc.XVI foi terrível, grandes tremores de terra, muitas mortes, edifícios destruídos. Mas o mais terrível tremor de terra foi o de 1 de novembro de 1755 em Lisboa, pelas 9.45h da manhã. Lisboa foi totalmente destruída, ruas desapareceram, uma onda gigante varreu toda a parte baixa até ao Rossio, levando milhares de pessoas à morte. Com este tsunami Lisboa viu desaparecer muitos monumentos, palácios, capelas, igrejas. Também no resto do país foram sentido vários tremores, no Algarve em 1856. O Palácio da Ribeira, foi um dos monumentos que caiu no tremor. O teatro da Ópera do Tejo, que tinha ficado pronto nesse ano, foi um dos edifícios que ficou quase todo destruído.
  9. 9. Quem reinava em 1755? Portugal era governado pelo rei D.José I, cujo nome completo era José Francisco António Norberto Agostinho. Nasceu a 6 de junho de 1714, no Palácio da Ribeira em Lisboa. Casou com 14 anos com a princesa Mariana Vitória, esta tinha 10 anos. Quando o seu pai morreu, e não tendo experiência chamou para o ajudar três ministros, o mais importante foi o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo. Este ministro ficou conhecido durante o seu reinado como o Marquês de Pombal. A família real no dia do terramoto D. José e D.Mariana só tiveram filhas e todas se chamavam Marias. A família real no dia do terramoto estava na quinta de Belém a assistir à missa de Todos os Santos, sendo esse dia, feriado e dia de festa. Mas durante a manhã deu-se o tremor e todos ficaram em pânico. Com a destruição do Palácio da Ribeira, a residência principal dos reis, estes passaram a viver numa estrutura de madeira, fria, desconfortável, mas tendo todos os luxos adequados aos reis.
  10. 10. As paixões do rei O rei gostava muito da sua família, das suas filhas e da sua esposa. Tratava bem a sua esposa, mas tinha amantes. A rainha para evitar o contacto do rei com as suas amantes, levava o rei a fazer o que mais gostava. Levava-o a touradas, caça, ópera, festas, espetáculos de teatro. As touradas era um dos espetáculos preferidos do rei. Eram feitas em recintos grandes, com tábuas, bancadas e cobravam preços altos. Eram realizadas em dias de festas. Primeiro eram as danças, depois os cavaleiros. Havia também espetáculos cómicos, com palhaçadas entre os touros e os toureiros A ultima corrida de touros em Salvaterra de Magos Foi nesta corrida que o jovem conde dos Arcos ao enfrentar um enorme touro morreu, ao ser trespassado pelas hastes do touro. Foi devido a esta que o Marquês de Pombal ao ver o pai do conde, D.José a ajudar o filho, decidiu proibir as touradas. Os espetáculos musicais A música era muito importante na vida quotidiana da corte e dos reis. Havia todo o género de espetáculos, de ópera, teatro, bailes, concertos com grandes cantores que vinham a Lisboa. Uma famosa cantora foi aitaliana chamada Zamparini, bonita e com uma voz maravilhosa. Esta foi mais tarde expulsa pela rainha devido a escândalos, e devido a isso só os homens passaram a subir aos palcos.
  11. 11. O Marquês de Pombal Foi uma importante personalidade de Portugal no séc. XVIII. Era um homem muito inteligente, culto, firme, determinado. Foi ele que com várias decisões mudou o curso da história de Portugal. Homem sem medos, conseguia tudo o que queria e ninguém lhe desobedecia. O seu nome era Sebastião José de Carvalho e Melo, nasceu a 13 de maio de 1699 em Lisboa. O pai chamava-se Manuel de Carvalho e Ataíde, a mãe chamava-se Teresa Luísa de Mendonça e tinha 4 irmãos. Vinha de uma família nobre, mas sem grande fortuna. Aos 23 anos casou com a filha do conde dos Arcos, D.Teresa de Noronha com apenas 10 anos de idade. Em 1733 entrou na Academia de História e cinco anos mais tarde D.João V envia-o para Inglaterra como seu representante. Em 1744 regressa e no ano seguinte vai para o estrangeiro como embaixador em Viena de Áustria. Após a morte da mulher, casa-se com Leonor Daun, uma austríaca da alta nobreza e tiveram cinco filhos. Com a morte de D.João V regressa a Portugal e é nomeado ministro pelo D.José. Com a crise económica que Portugal estava a passar, o Marquês de Pombal teve a oportunidade de mostrar as suas ideias e ajudar.
  12. 12. O Marquês de Pombal e o Terramoto O marquês de Pombal teve um papel importante no reinado de D.José , porque foi ele que aconselhou o rei nas medidas a tomar no governo do reino. Quando aconteceu o terramoto foi ele que aconselhou e ajudou o rei a tomar medidas eficazes, alcançando um lugar importante junto do rei. D.José em 1759 deu-lhe o título de Conde de Oeiras e dez anos mais tarde o de Marquês de Pombal. No dia 1 de novembro, o Marquês de Pombal sentiu o tremor vindo da terra e perante a destruição à sua volta decidiu ir ter com o rei. Na presença do rei aconselhou-o primeiro a enterrar os mortos e a cuidar dos vivos. Com o apoio do rei, vai para Lisboa. Percorre a cidade, observando a destruição do terramoto. Havia muitos mortos, fome, peste, pilhagens. Para resolver esses problema toma uma série de medidas: para acabar com os mortos atira-os ao rio; para resolver a fome pede aos soldados do rei para trazerem comida de todas as aldeias, vilas, quintas para serem distribuídas à população; para resolver as pilhagens decidiu mandar enformar aqueles que fossem apanhados a roubar. Foram montados acampamentos para dar asilo aos que perderam a casa e as famílias nobres abriram as portas de suas casas para recolherem quem pedia asilo. Ao fim de oito anos de estar em Lisboa o Marquês de Pombal fizera 130 leis.
  13. 13. A reconstrução de Lisboa Lisboa ficou totalmente destruída pelo terramoto, ficando com escombros, entulho. Caíram igrejas, palácios, conventos, perderam-se valiosas tapeçarias da Flandres, serviços de loiça da China, livros valiosos como os cinquenta mil volumes da biblioteca de D.João V. Durante um ano inteiro um batalhão de pessoas, escravos e condenados estiveram a tirar entulho e a limpar a cidade. A catástrofe foi tão grande que países estrangeiros ajudaram Portugal, a ajuda chegou de Espanha, Inglaterra e Hamburgo. O Marquês e o rei aconselharam-se com o engenheiro Manuel da Maia, Carlos Mardel e Eugénio Dos Santos para começar a reconstrução da cidade de Lisboa. • Com o engenheiro Manuel da Maia decidiram que iriam destruir as ruínas e fazer um plano moderno para a zona central da cidade: a Baixa. • O Eugénio dos Santos apresentou uma planta inovadora para a cidade, em que haveria ruas largas e perpendiculares umas às outras. • Para os edifícios decidiram que iriam construir edifícios de 5 andares, sendo o rés do chão destinado a lojas e o último andar a águas-furtadas. Estes edifícios ftinham uma estrutura de m adeira chamada de gaiola, que mais tarde foi alterada para metal e depois para betão armado. • Para evitar incêndios, os edifícios seriam construídos sobre estacas de madeira mergulhados no fundo das águas do subsolo e entre os edifícios fizeram-se muros para evitar a propagação das chamas. Estes muros viriam a chamar-se de guarda-fogos. • Para os esgotos, que eram um grande problema da cidade, decidiram fazer uma rede de esgotos. A baixa foi depois construída, com ruas largas, direitas, e todos os edifícios iguais. Sobre o rio apareceu a Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, no centro foi colocada uma estátua do rei D.José I a cavalo.
  14. 14. Marquês de Pombal – um Déspota Iluminado Homem energético, sem medos e com o apoio do rei tornou- se num importante ministro. Na época todos os grandes reis comandavam os seus países com pulso de ferro, como Catarina II na Rússia, Luís XV em França, a imperatriz Maria Teresa na Áustria. Ninguém poderia ir contra o rei, as lei eram para ser obedecidas sob ameaças e prisão. A estes governantes chamaram de « déspotas esclarecidos» ou « déspotas iluminados». Em Portugal o déspota não era o rei, mas sim o Marquês de Pombal, que devido às suas fortes atitudes, não ter medos, e tomar decisões fortes assim o chamaram.
  15. 15. Os Inimigos do Marquês de Pombal O Marquês tinha muitos inimigos, e todos aqueles que não concordavam com as suas decisões eram perseguidos e presos. Como é o caso dos Távoras, de D.Gaspar, dos Jesuítas, e do padre Malagrida. Os Amigos do Marquês O marquês tinha muitas amigos, que eram todos os que eram a favor das suas ideias, que concordavam com ele. Eram de famílias pertencentes á burguesia, famílias que ficaram ricas com o crescimento da cidade. Esta amizade favoreciam os amigos porque eram privilegiados com cargos importantes na administração pública, no comércio de produtos ricos como o açúcar, tabaco, sabões, óleo de baleia. Alguns dos amigos privilegiados do marquês eram: a família Cruz Sobral, os estrangeiros que viviam em Portugal e Jácome Ratton. Jácome Ratton
  16. 16. As Reformas do Marquês Enquanto foi ministro, o Marquês criou uma série de reformas para desenvolver o comércio em Portugal. As principais foram as seguintes: - Criou várias companhias de comércio, como a Companhia da Ásia, a Companhia da Agricultura, das Vinhas e do Alto Douro, a Companhia das Pescarias do Algarve, a Companhia da Pesca da Baleia. - Desenvolveu várias fábricas, como a Real Fábrica das Sedas, fábricas de chapéus, fábricas de têxteis, fábricas de vidros. - Dinamizou a administração pública, as finanças. - Reformulou as escolas, criou 479 lugares para os professores nas vilas e 236 lugares nas universidades. - Reorganizou o exército português, e criou a Intendênçia-geral da polícia. - Aboliu a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos. A Inauguração da Estátua de D.José I A estátua de D.José I foi erguida no Terreiro do Paço. Foi o engenheiro Eugénio dos Santos que planeou e quem fez a estátua foi o escultor Machado de Castro. A estátua foi fundida em oito minutos e retocada por oitenta e três funcionários chefiados pelo escultor. Mas para completar a inauguração todas as casas junto ao Terreiro do Paço foram remodeladas por três mil e duzentos operários. No dia da inauguração da estátua foram realizadas festas com danças, concertos e fogo de artifício, e durou três dias.
  17. 17. Usos e Costumes do Século XVIII O namoro O namoro no séc.XVIII era muito complicado. Os noivos eram escolhidos pelos pais, eram mais velhos e não se conheciam. Tinha de ser do mesmo grupo social, rico, parente. As cartas As cartas eram entregues sempre por pessoas de confiança. Havia na altura uns folhetos em que ensinavam como escrever uma carta, se fosse de amor, de negócios, de saudade eram escritas de maneira diferente. As cartas de amor eram borrifadas com perfume, com corações e com flores secas. A linguagem secreta No séc.XVIII as pessoas utilizavam vários sinais, gestos, objetos para comunicar com os seus amados. Eram feitos em segredo pois tudo era muito controlado. Utilizavam chapéus, lenços, espadas. Por exemplo se o rapaz punha a espada em meia altura queria dizer que «és bela».O noivado Era realizado quando um pretendente fazia o pedido e era aceite pelos pais da noiva. Depois era feita uma grande festa, com parentes, amigos, baile, jogos e ceia. No fim era feita a cerimónia de noivado, em que o noivo recebia uma fita do vestido da noiva. Esta fita o noivo tinha de a usar para anunciar que estava noivo. Depois do casamento iam viver para a casa dos pais da noiva. Os criados Todas as famílias ricas tinham muitos criados, para todo o tipo de serviços. Os criados do sexo masculino eram: secretários, mordomos, cozinheiros, ajudantes de cozinha, lacaios, aguadeiros, escudeiros, cocheiros, palafreneiros, euguariços, moços de tábua. As criadas do sexo feminino eram: as amas, as criadas graves, as crianças moças. Havia também nas casas ricas um capelão, mestre de armas, mestre de dança, percetos, músicos.
  18. 18. O vestuário No séc.XVIII o vestuário era muito diferente, conforme a classe social a que pertenciam. Eram roupas muito complicadas, com acessórios, com cabeleiras postiças, chapéus, lenços. Pintavam a cara com um pó branco e desenhavam um sinal na cara. E todos usavam jóias, mesmo a classe mais pobre usava. Superstições e feitiçarias No séc. XVIII apesar da igreja perseguir os que se dedicavam aà feitiçaria, as pessoas continuavam a acreditar nas crenças populares dos poderes misteriosos de outras pessoas, de objetos, rituais. Feiticeiros e feiticeiras Havia muitos feitiços, crenças populares que as pessoas acreditavam, desde: -poderes mágicos que a última filha de uma família tinha e era procurada para curar doenças. - Nos negócios utilizavam palavras mágicas, rezas, ervas. - Quem comia uma fava ficava cego. - Uma mulher grávida nunca poderia pegar num bebé, pois corria o risco do bebé nascer com as costas peludas. - Num parto difícil, as mulheres da casa rezavam nove ave- marias pelos nove meses de gestação. Tudo era praticado em segredo. Bruxos e bruxas liam a sina na palma da mão, vendiam poções secretas em frasquinhos e potes. Ensinavam fórmulas e rezas para resolver casos de amor.
  19. 19. Sites consultados: PowerPoint http://www.uma-aventura.pt/index.php?s=livros&id=53 http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Portugal&ID=807 Wikipédia , para vários documentos Sites consultados: guião http://www.uma-aventura.pt/index.php?s=livros&id=53 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Magalh%C3%A3es_(escritora) https://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_Al%C3%A7ada https://ocantinhodaspalavras.wordpress.com/2013/02/06/biografia-de-ana-maria-magalhaes-e-isabel-alcada/

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