A verdadeira religião de Deus - Islã*

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A verdadeira religião de Deus - Islã*

  1. 1. ΢ϴΤμϟ΍ϦϳΪϟ΍ ΔϴϟΎϐΗ͌ϟ΍ΔϐϠϟΎΑ
  2. 2. A Verdadeira Religião de Deus Dr. Abu Ameenah Bilal Philips Traduҫão: Abu Ayoub Revisão: Lic. Muhammad Isa García
  3. 3. Copyright © 1428 H., 2007 DC – Este livro é propriedadeliterária. Pode ser usado no todo ou em parte, desde quea informação citada não seja usada fora de contexto.Gostaríamos de expressar os nossos verdadeiros agrade-cimentos para com aqueles que, de algum modo, contri-buíram para a sua publicação. Que Allah os recompensepelos seus esforços. Caso possuirdes correcções, comen-tários ou questões relativas à presente publicação, nãohesiteis em contactar-nos para:en@islamhouse.comPublicado por:The Islamic Propagation Office in RabwahTel. +4454900 - 4916065 Ext. 26 - 27Email: en@islamhouse.comwww.islamhouse.com
  4. 4. ConteúdoQual é a Verdadeira Religião de Deus?O Nome da ReligiãoDeus e a CriaçãoA Mensagem das Falsas ReligiõesA Universalidade das Religiões de DeusReconhecer a DeusOs Sinais de DeusConclusão
  5. 5. Qual é a Verdadeira Religião de Deus?Cada ser nasce em circunstâncias que, de modo al-gum, são de sua escolha. A religião professada pelafamília, ou respectiva ideologia, são-lhe impostasdesde o minuto primeiro da sua existência. Ao atin-gir a adolescência, é normal a pessoa acreditar ple-namente que, as crenças da sociedade em que seencontra inserida, são os verdadeiros credos em quetodos deveriam acreditar. Contudo, algumas, ao a-tingirem a vida adulta e quando expostas a outrossistemas de crenças, começam a questionar a vali-dade daquilo em que acreditam e que lhes foitransmitido. Frequentemente, é imensa a confusãodaqueles que buscam a verdade, quando compre-endem que todas as religiões, seitas, ideologias e fi-losofias reivindicam ser o único e verdadeirocaminho a seguir pelo ser humano. De facto, todaselas encorajam o ser humano a praticar o Bem. As-sim sendo, qual a que está certa? De forma alguma opodem estar todas, visto cada uma delas afirmar aincorrecção das outras. Deste modo, como podemosnós escolher a verdadeira, aquela que realmentebusca a verdade?Deus concedeu a todos cérebro e intelecto, de modoa permitir-nos tomar esta decisão crucial, a qual é a
  6. 6. mais importante da vida do ser humano, visto deladepende o seu futuro. Por conseguinte, há que exa-minar a frio aquilo que nos é apresentado, e esco-lher aquilo que nos parece ser o certo, até prova emcontrário.Tal como todas as outras religiões e filosofias, tam-bém o Islão reivindica ser o único e verdadeiro ca-minho em direcção a Deus. Relativamente a isto, emnada difere dos restantes sistemas. A intenção dopresente folheto consiste em apresentar provas quesustentem esta reivindicação. Contudo, há que tersempre presente que a pessoa apenas pode procederà escolha do verdadeiro caminho, se se alhear deemoções e preconceitos, os quais muitas vezes noscegam e afastam da realidade. Depois, e apenas de-pois, é que estamos aptos a usar a inteligência quenos foi cedida por Deus, e a tomar uma decisão cor-recta e racional.São vários os argumentos existentes que podem a-poiar a reivindicação Islâmica de ser a verdadeirareligião de Deus. Os que a seguir se apresentam sãoapenas três dos mais óbvios. O primeiro, baseia-sena origem divina do nome da religião e na compre-ensão do seu significado. O segundo, tem a ver comos ensinamentos simples e únicos no que respeita ao
  7. 7. relacionamento entre Deus, o Ser Humano e a Cria-ção. O terceiro, deriva do facto do Islão ser univer-salmente alcançável por todos os seres humanos,independentemente da época em que vivam ou te-nham vivido. Estes são os três componentes basedaquilo que é tido como necessariamente lógico erazoável a uma religião possuir, de modo a quepossa ser considerada a verdadeira religião deDeus. Nas páginas seguintes proceder-se-á a um de-senvolvimento mais pormenorizado destes concei-tos.
  8. 8. O Nome da ReligiãoRelativamente ao Islão, a primeira coisa a ter emconta e entender, é o significado da própria palavra.A palavra Árabe “Islão” significa “submissão ou re-núncia da vontade própria ao Deus Único e Verda-deiro”, em Árabe conhecido pelo nome de “Allah”.Aquele que, segundo a terminologia Árabe, subme-te a sua vontade própria aos desígnios de Deus édesignado por “Muçulmano”. A religião Islâmicanão deve o nome a uma pessoa ou a povo, e nem es-te foi decidido por uma geração posterior, como écaso do Cristianismo, cujo nome é devido a JesusCristo, do Budismo a Gautama Buddha, do Confu-cionismo a Confúcio, do Marxismo a Karl Marx, doJudaísmo à Tribo de Judá e do Hinduísmo aos Hin-dus. O Islão (submissão à vontade de Deus) é a reli-gião confiada a Adão, o primeiro homem à face daTerra e o primeiro Profeta de Deus, e é a religião detodos os Profetas enviados por Deus. Além disso, onome foi escolhido pelo próprio Deus, e especifica-mente mencionado na Escritura Final por Ele reve-lada ao ser humano. Em Árabe, esta Escritura éconhecida pelo nome de Alcorão, e nela Deus esta-belece o seguinte:
  9. 9. «Hoje, completei a vossa religião para vós; e aproveicomo religião, para vós, Al Içlam (o Islão, i.e. “asubmissão” a Allah)». (Alcorão, 5:3).«E quem quer que deseje outra religião que não sejao Islão (submissão a Deus), nunca lhe será aceita».(Alcorão, 3:85).Por conseguinte, o Islão não reivindica ser uma no-va religião introduzida pelo Profeta Muhammad na Arábia no século sétimo, mas antes uma reex-pressão na sua forma final da verdadeira religião doTodo-Poderoso Allah, conforme originalmente reve-lada a Adão e subsequentes Profetas.Chegados aqui, podemos comentar de forma breveoutras duas religiões que afirmam ser o verdadeirocaminho. Em parte alguma da Bíblia é possível en-contrar referência do facto de que Judaísmo é o no-me da religião revelada por Deus ao Profeta Moisése aos seus descendentes, ou que Cristianismo é onome daquela que é professada pelos seguidores deCristo. Por outras palavras, os nomes “Judaísmo”ou “Cristianismo” não possuem origem ou aprova-ção divina. Apenas muito tempo após a sua partida,é que o nome Cristianismo foi dado à religião dosseguidores de Jesus.
  10. 10. Assim sendo, em quê difere de facto a religião deJesus daquela que adoptou o seu nome?1 A religiãode Jesus reflecte-se nos seus ensinamentos, os quaiseste incitou os seus seguidores a aceitarem enquan-to princípios orientadores do seu relacionamentocom Deus. Para o Islão, Jesus é um Profeta enviadopor Allah, sendo que o seu nome em Árabe é ‘Issá.Tal como os Profetas que o precederam, Jesus con-vocou os povos a que submetessem a sua vontade àVontade de Deus (que é aquilo que o Islão defende).Por exemplo, no Novo Testamento é dito que Jesusensinou os seus seguidores a orar a Deus da seguin-te forma:“Pai-nosso que estais no Céu, santificado seja o Vos-so nome, venha a nós o Vosso Reino, seja a Vossavontade, assim na Terra como Céu”. (Lucas 1 1:2 /Mateus 6:9–10)Tal conceito foi várias vezes enfatizado por Jesus emdeclarações registradas nos Evangelhos. Ele disse,por exemplo, que o Paraíso seria apenas daquelesque se submetessem.“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, en-trará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz avontade de meu Pai que está nos Céus”. (Mateus7:21)
  11. 11. Jesus realçou também o facto dele próprio subme-ter-se à vontade de Deus.“Por mim mesmo não posso fazer coisa alguma.Julgo como ouço; e o meu julgamento é justo, por-que não busco a minha vontade, mas a vontaded’Aquele que me enviou”. (João 5:30)São várias as referências contidas nos Evangelhosonde Jesus afirma não ser ele o Único e VerdadeiroDeus. Por exemplo, ao falar do Último Dia, Jesus dizo seguinte:“A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora,ninguém o sabe, nem mesmo os Anjos do Céu, nemo Filho, mas somente o Pai”. (Marcos, 13:32)Assim sendo, Jesus, tal como os Profetas que o pre-cederam e o único que se lhe seguiu, ensinou a reli-gião do Islão: submissão à vontade do Deus Único eVerdadeiro.
  12. 12. Deus e a CriaçãoVisto a submissão total a Deus da vontade pessoalrepresentar a essência da veneração, a mensagemfundamental da religião divina, o Islão, consiste emadorar a Deus somente, exigindo também que se e-vite prestar culto a uma pessoa, lugar ou coisa. Umavez que tudo aquilo que existe, com excepção deDeus, o Criador de todas as coisas, é Criação Sua,pode dizer-se que o Islão apela ao Homem que seafaste do culto ao que foi criado, convidando-o aadorar ao Criador somente. Apenas Ele é digno deser adorado, pois apenas por vontade Sua as precessão ouvidas.Assim sendo, se um homem reza a uma árvore e assuas preces são ouvidas, não é a árvore que as reali-za, mas sim Deus. Podemos dizer que isso é óbvio;contudo, para aqueles que adoram a árvore, não o é.Do mesmo modo, aqueles que rezam a Jesus, Buda,Krishna, São Cristóvão, São Judas ou até mesmoMuhammad  e são atendidos, não o são por eles,mas sim por Deus. Jesus não pediu aos seus segui-dores que o adorassem, mas sim que adorassem aDeus, tal como é referido pelo Alcorão:
  13. 13. «E quando Allah disse: “Ó Jesus, filho de Maria!Disseste tu aos homens: ‘Tomai-me a mim e a mi-nha mãe por duas divindades, além de Deus?’” Eledisse: “Glorificado sejas! Como poderia eu ter dito oque para mim não é verdade?» (Alcorão 5:116).Do mesmo modo, não era a si mesmo que Jesus a-dorava quando prestava culto, mas sim a Deus,sendo citado nos Evangelhos por ter dito o seguinte:“Está escrito: «Adorarás o Senhor teu Deus, e só aEle servirás»”. (Lucas 4:8)É possível encontrar este princípio fundamental nocapítulo de abertura do Alcorão, conhecido pelonome de Surah al-Faatihah, versículo 4:«A Ti, somente, adoramos, e a Ti, somente, pedimosajuda». (Alcorão 1:4)Numa outra parte do Alcorão, o último Livro reve-lado, Deus também disse:«E o vosso Senhor disse: Invocai-Me, que Eu vos a-tenderei». (Alcorão 40:60)É fortemente enfatizado o facto da mensagem basedo Islão (nomeadamente, adorar a Deus somente)proclamar também que Deus e a Criação são duasentidades distintas. Deus não é igual à Sua Criação
  14. 14. e nem é parte dela. Do mesmo modo, também aCriação não é igual a Ele ou parte d’Ele.Isto pode parecer óbvio; contudo, aqueles que ado-ram a Criação, e não a Deus, ignoram ou negligen-ciam de forma grosseira este conceito. É a crença deque a essência de Deus encontra-se em toda a SuaCriação, ou que é possível encontrar a Sua divinapresença em determinadas partes dessa Criação,que proporciona justificativa a este culto ao que foicriado, dizendo tratar-se do culto a Deus. Todavia, amensagem do Islão, conforme transmitida pelosProfetas de Deus, é a de que devemos adorar a Deussomente e evitar prestar culto, directa ou indirecta-mente, à Sua Criação.No Alcorão, Deus refere o seguinte:«E, na verdade, enviamos para cada povo um Men-sageiro (com a ordem): Adorai a Deus e afastai-vosdos falsos deuses (Tagute)». (Alcorão 16:36).Quando questionados acerca do motivo pelo qual seprostram perante criações humanas, os adoradoresde ídolos respondem, invariavelmente, que o queestão realmente a adorar não é a imagem em pedra,mas sim Deus aí representado. Afirmam eles que, oídolo em pedra, representa apenas um ponto fulcral
  15. 15. da essência divina, não sendo, pois, o próprio Deus!Aquele que aceitou o facto de que a essência deDeus encontra-se presente em toda a Sua Criação, éobrigado a aceitar este argumento defensor da ido-latria. Contudo, quem quer que compreenda a men-sagem fundamental do Islão e as suas implicações,não aceitará jamais a idolatria, por mais racionali-zada que esta esteja.Aqueles que, ao longo dos tempos, afirmaram serDeus ou deuses, basearam esta sua reivindicação nacrença errónea de que Deus encontra-se presente noHomem. Tendo por base este raciocínio, defende-ram que neles a presença de Deus era mais forte doque nos restantes seres humanos, pretendendo,pois, que as pessoas se submetessem a eles e lhesprestassem culto. Do mesmo modo, também aque-les que, após a morte de outros, insistiram na suadivinização, encontraram terreno fértil entre os queaceitam tal crença.Chegados a este ponto, deve já ser claro que, aque-les que compreendem a mensagem base do Islão eas suas implicações, não aceitarão jamais o cultoprestado a um outro ser humano, seja em que cir-cunstâncias for. Em essência, a religião de Deus éum apelo claro ao culto prestado ao Criador e a re-
  16. 16. jeição da adoração à Criação, seja em que forma for.É este o significado do lema do Islão:“Laa Ilaaha illaa Allah”. (Não existe outra divinda-de para além de Allah)A declaração sincera desta frase e a aceitação daprofecia torna, automaticamente, a pessoa Muçul-mana, sendo a fé verdadeira no que é dito garantiado Paraíso. De facto, o último Profeta do Islão 2,disse o seguinte: “Aquele que disse: «Não existe ou-tra divindade para além de Allah», e morreu acredi-tando nisso, entrará no Paraíso”.Acreditar nesta declaração de fé exige que a pessoasubmeta a sua vontade à de Deus, conforme ensi-nado pelos Profetas. Exige também que o crente a-bandone o culto prestado a falsos deuses.
  17. 17. A Mensagem das Falsas ReligiõesSão tantas as seitas, os cultos, as religiões, as filoso-fias e os movimentos existentes à face da Terra, pro-clamando cada um deles ser o único e verdadeirocaminho em direcção a Deus. Como podemos nósdecidir qual o que está correcto ou, se de facto, o es-tão todos? Um dos métodos que permite respondera tal questão, consiste em clarificar as diferenças su-perficiais existentes nos ensinamentos dos várioschamamentos para a verdade última, e que, directaou indirectamente, identifica o objecto central deculto ao nome pelo qual são conhecidos. Todas asfalsas religiões partilham de um mesmo conceitobase, isto no que respeita a Deus: ou afirmam quetodos os Homens são deuses, ou que determinadoshomens foram Deus, ou que a natureza é Deus, ouentão, que Deus não passa de um produto da ima-ginação humana.Assim sendo, podemos afirmar que, a mensagembase das falsas religiões é a de que Deus pode seradorado na forma da Sua Criação. Ao concederem àCriação ou a alguns dos seus aspectos o nome deDeus, as falsas religiões convidam o ser humano aadorá-la. Por exemplo, o Profeta Jesus incitou osseus seguidores a que adorassem a Deus; contudo,
  18. 18. os que hoje afirmam ser os seguidores de Jesus, ins-tigam as pessoas a adorarem-no, afirmando que eleé Deus.Buda foi um reformador, a quem se deveu a intro-dução de vários princípios humanistas na religiãopraticada na Índia. Contudo, ele não afirmou serDeus e nem sugeriu aos seus seguidores que fizes-sem dele um objecto de culto. Tal facto não impe-diu, todavia, que a grande maioria dos actuaisBudistas existentes fora da Índia o tomassem comoDeus, e construíssem ídolos de acordo com a suapercepção, perante os quais se prostram.Ao utilizamos o princípio da identificação do objec-to de culto, podemos facilmente detectar as falsasreligiões, assim como a natureza fabricada da suaorigem. Conforme Deus diz no Alcorão:«Não adorais a Ele, mas a nomes que inventastes,vós e os vossos pais, para o que Deus não vos inves-tiu de autoridade alguma. O juízo somente pertencea Deus, que vos ordenou para que não adorásseissenão a Ele. Tal é a verdadeira religião; porém, amaioria dos seres humanos o ignora». (Alcorão,12:40).
  19. 19. Podemos argumentar que, se todas as religiões en-sinam coisas boas, porque motivo devemos nóspreocuparmo-nos com a que seguimos? A respostaconsiste no facto de todas as falsas religiões ensina-rem o maior dos pecados, que é o da adoração pres-tada à Criação. Este é o maior dos pecados que o serhumano pode cometer, visto contradizer o próprioobjectivo pelo qual foi criado. A Criação do ser hu-mano verificou-se para que este adorasse a Deussomente, conforme Allah claramente explica no Al-corão:«E não criei os gênios e os humanos, senão para Meadorarem». (Alcorão 51:56).Consequentemente, o culto prestado à Criação, eque é a base da idolatria, constitui o único pecadoverdadeiramente imperdoável. Aquele que morreem tal estado de idolatria, determinou já o seu des-tino na próxima vida. Isto não é uma opinião, massim algo revelado por Deus na Sua última revelaçãoao Homem:«Na verdade, Deus não perdoa que se Lhe associecompanheiro; Mas Ele pedoa tudo, salvo isso, aquem Ele quer». (Alcorão 4:48,116)
  20. 20. A Universalidade das Religiões de DeusVisto as consequências de se seguir uma falsa religi-ão serem tão graves, a verdadeira religião de Deusfoi universalmente compreensível e alcançável nopassado, e assim deverá permanecer eternamente,de modo a ser compreendida e alcançada por todosaqueles que existem à face da Terra. Dito por outraspalavras, a verdadeira religião de Deus não podeencontrar-se confinada a um único povo, local ouperíodo histórico. Do mesmo modo, é também iló-gico que uma religião imponha condições que nadatêm a ver com o relacionamento existente entreDeus e o ser humano, como é o caso do baptismo, acrença no homem como salvador, ou a necessidadede haver intermediários. No princípio base do Islãoe na sua definição (a sujeição da vontade pessoal aDeus) encontram-se as raízes da universalidade doIslão. Sempre que o ser humano compreende queDeus é Uno e diferente da Sua Criação, a Ele subme-tendo-se, torna-se Muçulmano de corpo e alma, po-dendo a sua entrada no Paraíso vir a acontecer.Consequentemente, qualquer pessoa, mesmo que seencontre no mais remoto dos locais à face da Terra,pode tornar-se Muçulmano, um dos seguidores dareligião de Deus, o Islão, bastando para isso rejeitar
  21. 21. o culto prestado à Criação e aceitar unicamente aDeus. No entanto, há que ter em conta que, paraque a sujeição da vontade pessoal a Deus se verifi-que realmente, é necessário escolher constantemen-te entre o Bem e o Mal. De facto, Deus concedeu aoser humano não apenas a capacidade de diferenciaro Bem do Mal, mas também o poder de escolher en-tre ambos. Esta concessão divina acarreta uma e-norme e importante responsabilidade,nomeadamente o facto do ser humano ser respon-sável pelos seus actos perante Deus. Assim sendo, oser humano deve esforçar-se ao máximo, de modo apraticar o Bem e evitar o Mal. Estes conceitos encon-tram-se assim expressos na última revelação:«Na verdade, aqueles que crêem (no Alcorão), e a-queles que são Judeus, Cristãos e Sabeus — enfimtodos aqueles que crêem em Deus, e no Último Dia,e praticam o bem, terão a sua recompensa do seuSenhor; nenhum temor existirá neles, nem se afligi-rão». (Alcorão, 2:62).Se, por alguma razão, o ser humano rejeitar a últimamensagem, depois desta lhe ter sido claramente ex-plicada, encontra-se em grande perigo. O últimodos Profetas disse o seguinte:
  22. 22. “Aquele que, de entre os Cristãos ou Judeus, ouvirfalar em mim, mas recuse afirmar acreditar naquiloque eu transmito, ao perecer nesta situação, encon-trar-se-á entre os habitantes do Inferno”. (SahihMuslim [Tradução Inglesa], volume I, pág. 91, nº.284).
  23. 23. Reconhecer a DeusA questão que aqui se coloca é a seguinte: podemosesperar que todos os povos acreditem no Deus Úni-co e Verdadeiro, tendo em conta os vários meios,culturas e sociedades existentes? Para que as pesso-as sejam responsabilizadas pelo culto a prestar aoDeus Único e Verdadeiro, é necessário que todas Oconheçam e tenham acesso a esse conhecimento. Aúltima revelação ensina que todos os seres humanostêm impresso nas suas almas o reconhecimento doverdadeiro e único Deus, como parte da própria na-tureza pela qual foram criados.No sétimo capítulo do Alcorão (al-A’raaf, versículos172-173), Deus explica que, quando criou a Adão,criou toda a sua descendência, à qual exigiu um ju-ramento, dizendo:«“Não sou o vosso Senhor?” Disseram: “Sim, nóstestemuhamo-lo”». (Alcorão, 7:172).Seguidamente, Deus explicou porque motivo haviaexigido a toda a Humanidade que testemunhasseser Ele o seu Criador e o Único e Verdadeiro Deusdigno de ser adorado. Neste sentido, Deus disse oseguinte:
  24. 24. «Isso, para não dizerdes, no Dia da Ressurreição:“Na verdade, nós não estávamos cientes disso”».(Alcorão, 7:172).Isto significa que nos é impossível afirmar que, na-quele dia, não tínhamos ideia de que Allah é o nos-so Senhor e que ninguém nos disse que Odeveríamos adorar a Ele somente. Allah explicita-oainda de forma mais concreta:«Ou, para não dizerdes: “Na verdade, foram os nos-sos pais que idolotravam e nós somos só a sua des-cendência, após eles; destruir-nos-ás, acaso, peloque fizeram aqueles defensores da falsidade?”» (Al-corão, 7:173).Assim sendo, toda a criança nasce portadora deuma crença natural em Deus e com uma inclinaçãoinata a adorá-Lo a Ele somente. Em Árabe, estacrença e inclinação inatas têm o nome de “Fitrah” .O Profeta Muhammad  refere que Deus disse o se-guinte: “Criei os meus servos dentro da verdadeirareligião; contudo, o demónio faz com que eles se a-fastem”. Do mesmo modo, o Profeta disse também:“Toda a criança nasce em estado de Fitrah. Segui-damente, os pais fazem dela um Judeu, um Cristãoou um Zoroastriano”. Se a criança for deixada só,
  25. 25. ela adorará a Deus à sua própria maneira: contudo,todas as crianças são afectadas pelo meio que as cir-cunda. Assim sendo, do mesmo modo que a criançase submete às leis físicas, impostas à natureza porAllah, também a sua alma se submeterá natural-mente ao facto de que Deus é o seu Senhor e Cria-dor. Todavia, se os pais tentam obrigá-la a seguirum caminho diferente, verifica-se que, nos primei-ros estágios da sua vida, a criança não é suficiente-mente forte para resistir ou opor-se à vontade dosprogenitores. Em tais casos, a religião seguida pelacriança é aquela em que nasceu e segundo a qual éeducada e, até uma determinada etapa da sua vida,Deus não a castigará pela religião professada.
  26. 26. Os Sinais de DeusAo longo da vida de uma pessoa, desde que estanasce até que falece, são-lhe revelados os sinais doúnico e verdadeiro Deus (ár. Allah). Deus diz o se-guinte no Alcorão:«Nós mostrar-lhes-emos os Nossos sinais em todasas regiões (da terra) e neles mesmos, até que lhes se-ja esclarecido que ele (o Alcorão) é a verdade». (Al-corão, 41:53).O que a seguir se apresenta, constitui um exemplode como Deus se revelou a um homem através deum sinal, mostrando-lhe o quão errado ele estava,ao adorar a um ídolo. Na região a sudoeste da selvaAmazónia, Brasil, América do Sul, uma tribo ergueuuma cabana para hospedar o seu ídolo, Skwatch, aquem consideravam ser o Deus supremo de toda acriação. No dia seguinte à construção, um jovem en-trou na cabana para homenagear o Deus. Enquantoestava prostrado perante aquilo que lhe haviam en-sinado tratar-se do Criador e Sustentáculo do Mun-do, um cão velho, pulguento e asqueroso, entrou nacabana, tendo o jovem erguido a cabeça mesmo atempo de o ver urinar sobre o ídolo.
  27. 27. Escandalizado, o jovem correu-o para fora do tem-plo; contudo, finda a fúria, percebeu que o ídolo nãopodia ser o Senhor do Universo. Deus tem que estarem outro lugar, concluiu ele. Por mais estranho quepossa parecer, o facto do cão ter urinado sobre o í-dolo foi, para o jovem, um sinal de Deus. O sinalcontinha a mensagem divina de que, aquilo que eleadorava, era falso.Consequentemente, a este jovem foi dada a possibi-lidade de escolher: ou procurava o VerdadeiroDeus, ou continuava emaranhado no erro.Allah menciona a busca de Deus empreendida peloProfeta Abraão, como exemplo da boa orientaçãocedida àqueles que seguem os Seus sinais:«E assim fizemos ver a Abraão o reino dos céus e daterra, para que ele se contasse entre os convictos.Quando a noite o envolveu, viu uma estrela e disse:“Eis aqui o meu Senhor”. Porém, quando esta desa-pareceu, disse: “Não adoro os que desaparecem”.Quando viu despontar a lua, disse: “Eis aqui o meuSenhor”. Porém, quando esta desapareceu, disse:“Se o meu Senhor não me guiar, contar-me-ei entreos extraviados”. E quando viu despontar o sol, dis-se: “Eis aqui o meu Senhor; este é o maior”. Porém,quando este se pôs, disse: “Ó povo meu! Na verda-
  28. 28. de, não faço parte da vossa idolatria. Na verdade,eu dirijo a minha face para Quem criou os céus e aterra; sou monoteísta (hanif) e não me conto entre osidólatras”». (Alcorão, 6:75-79).Tal como antes referimos, foram vários os Profetasenviados as todas as nações e tribos, de modo a a-poiarem a crença natural do ser humano em Deus ea sua inclinação inata para O adorar, e reforçarem aVerdade Divina contida nos sinais por Ele diaria-mente revelados. Embora muitos dos ensinamentosdestes Profetas tenham sido distorcidos ao longo dotempo, partes destas mensagens de inspiração Divi-na mantiveram-se incorruptíveis e serviram para o-rientar a Humanidade na escolha entre o Bem e oMal. A influência que estas mensagens desempe-nharam ao longo de várias épocas pode ser obser-vada nos Dez Mandamentos da Torah Judaica, maistarde adoptados pelos ensinamentos Cristão, assimcomo na existência de leis contra o assassinato, oroubo e o adultério, presentes em várias sociedadesdo Mundo antigo e moderno.Como resultado dos sinais de Deus enviados à Hu-manidade, juntamente com as revelações confiadasaos vários Profetas, a todo o ser humano foi cedida
  29. 29. a oportunidade para reconhecer o Único e Verda-deiro Deus.Consequentemente, a todas as almas é exigido querespondam pela sua fé em Deus e a aceitação da suaverdadeira religião, ou seja, o Islão, que significa atotal submissão à vontade de Deus.ConclusãoA apresentação precedente demonstrou como onome da religião Islâmica encerra em si o seu prin-cípio central, ou seja, a submissão a Deus. Revelatambém que, o nome Islão, e segundo as suas Escri-turas Sagradas, não foi escolhido pelo Homem, massim por Deus. Do mesmo modo, demonstrou-se queapenas o Islão ensina a unicidade de Deus e dosSeus atributos, impondo o culto prestado a Deussomente, sem a existência de intermediários. Por úl-timo, e devido aos sinais revelados por Deus e à in-clinação divinamente infundida no ser humanopara O adorar, o Islão pode ser alcançado por toda aHumanidade, seja em que época for.Resumidamente, o significado do nome Islão (sub-missão a Deus), o seu reconhecimento fundamentalda unicidade de Deus, assim como o facto de ser a-cessível a todos, independentemente da época em
  30. 30. que vivem, apoiam convincentemente a reivindica-ção Islâmica de que, desde os princípios dos tem-pos, e não obstante o idioma falado, esta era, econtinuará a ser, a verdadeira religião de Deus.Concluindo, rogamos a Allah, o Enaltecido, que nosmantenha no caminho certo para o qual nos orien-tou, e que nos conceda as Suas Bênções e Misericór-dia, visto ser Ele o mais Misericordioso. Que Allah,Senhor dos Mundos, seja louvado, e que a Paz e asBênções estejam com o Profeta Muhammad  e comtodos os Profetas de Deus e os seus seguidores.1 Tanto o nome “Jesus” como o nome “Cristo” derivam do Hebrai-co, do Grego e do Latim. Jesus é a forma Portuguesa e Latina da pa-lavra Grega “Iesous”, que em Hebraico diz-se “Yeshua” ou“Yehoshua” (Joshua). A palavra Grega “Christos” é a tradução doHebraico “Messiah”, que significa “O Anunciado”.2 “Que a paz esteja com ele”: frase que é dita, em sinal de respeito,após mencionar-se o nome de qualquer um dos Profetas.

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