Leitura ObrigatóriaACAFE 2012                      Maria Cristina A. Biagio
Obras literárias Vestibular de    Verão 2012 Inocência, de Visconde de Taunay;O Pagador de Promessas, de Dias Gomes;A C...
Inocência – Período: Romantismo– Romance RegionalistaPersonagem Central: Inocência – Protagonista.Foco Narrativo: 3ª Pes...
Personagens:Inocência:                               Moça jovem, simples, bonita, humilde. Perdeu a mãe quando criança e ...
Cirino – Prático de farmácia – considerava- se médico, embora não tivesse licença para medicar. Nasceu em São Paulo.É um...
Tico – é o anão, apesar de mudo é ele quem se transforma no grande fofoqueiro da história. Tem a função de vigiar Inocênc...
Maria Conga – Escrava de Pereira – era responsável pelos cuidados com a casa.Antônio Cesário: Padrinho de Inocência. Com...
 Jorge, um brasileiro, de Oswaldo França Júnior. Literatura contemporânea – Gênero narrativo – romance  rodoviário. Pub...
Personagens:Jorge: protagonista – é um caminhoneiro humilde de homem de confiança do patrão. Responsável, trabalhador e ...
Altair: Ex-caminhoneiro e amigo de Jorge.Rui: contador do Sr. Mário de quem Jorge tem horror.Destino da Carga: Bahia – ...
Jorge, em tom coloquial, conta suas aventuras pelas estradas brasileiras.Jorge não é apenas Jorge, mas um brasileiro, qu...
O Jorge, do final do romance, não é o                             Maria Cristina A. Biagio mesmo Jorge do início. Ele não...
Considerações Importantes:“Jorge não é apenas Jorge, mas também um brasileiro. Brasileiros são os espaços, as estradas, ...
AMRIK, de Ana Miranda             No final do século XIX, muitos cristãos             libaneses pobres emigraram para a   ...
Amrik, de Ana MirandaEscola Literária: Literatura contemporâneaAno de Publicação: 1997Gênero narrativo – Romance.Tema: Imi...
 Enredo: Não-linear ( circular) A narrativa inicia e termina no  Jardim da Luz, em São Paulo, com o tio Naim Cristina A. ...
Personagens: Amina Salum: é a protagonista desta história. Ela vive em busca                                             ...
Naim Salun: Tio de Amina. É obrigado a fugir de seupaís, caso contrário, seria um homem morto.Cristina A. Biagio e        ...
 Considerações: Ao contrário do que ocorre nos relatos de viagem  tradicionais, o tempo não é registrado, mas se sentir ...
Ana Miranda, para compor a personagemAmina, inspirou-se em RaquelNaveira, Leila Mohamed Y. Kuczynsky etambém em Samia Zadi...
Queridos alunos... 301 e 302Creio que o Pagador de Promessas todos vão se lembrar –afinal, vocês já leram e foi a Peça que...
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  1. 1. Leitura ObrigatóriaACAFE 2012 Maria Cristina A. Biagio
  2. 2. Obras literárias Vestibular de Verão 2012 Inocência, de Visconde de Taunay;O Pagador de Promessas, de Dias Gomes;A Cidade Ilhada, de Milton Hatoum; Jorge, um brasileiro, de Oswaldo França Júnior; AMRIK, de Ana Miranda. Maria Cristina A. Biagio
  3. 3. Inocência – Período: Romantismo– Romance RegionalistaPersonagem Central: Inocência – Protagonista.Foco Narrativo: 3ª Pessoa. Embora haja partes em 1ª pessoa – relato das falas das personagens.Local: Sertão de Santana do Parnaíba (Mato Grosso).Autor: Visconde de Taunay. Maria Cristina A. Biagio
  4. 4. Personagens:Inocência: Moça jovem, simples, bonita, humilde. Perdeu a mãe quando criança e vivia em companhia do pai – quase não saía de casa, pois assim era o costume da época.É a verdadeira “filha dos sertões”.Educada para ser dona de casa e mãe – não sabia nem ler nem escrever (Sociedade patriarcal)É apresentada de várias maneiras:burra, ingênua, escrava, submissa. Maria Cristina A. Biagio
  5. 5. Cirino – Prático de farmácia – considerava- se médico, embora não tivesse licença para medicar. Nasceu em São Paulo.É um homem jovem – 25 anos – anda pelo sertão distribuindo suas ervas. Apaixona-se por Inocência e morre em nome do amor.Manecão – é o anti-herói, o vilão da história. É o homem rude, macho, grosseiro, que em nome da honra – mata Cirino de forma covarde e cruel. Maria Cristina A. Biagio
  6. 6. Tico – é o anão, apesar de mudo é ele quem se transforma no grande fofoqueiro da história. Tem a função de vigiar Inocência.Meyer – é o elemento estrangeiro – viajante alemão que está no Brasil à procura de insetos raros. É admirado por Pereira que lhe tem confiança, devido à carta de apresentação que trouxe do irmão de Pereira. Encanta-se com a beleza de Inocência e lhe faz uma grande homenagem, batizando com o seu nome uma borboleta rara que encontrou. Maria Cristina A. Biagio
  7. 7. Maria Conga – Escrava de Pereira – era responsável pelos cuidados com a casa.Antônio Cesário: Padrinho de Inocência. Como prestou favores ao Pai de Inocência, poderia interceder por ela, mas não houve tempo.Pereira: pai de Inocência – um homem autoritário, preferia ver a filha morta a ter de desmanchar o compromisso assumido com Manecão. Representa o sertanejo bruto do Sertão Brasileiro. Maria Cristina A. Biagio
  8. 8.  Jorge, um brasileiro, de Oswaldo França Júnior. Literatura contemporânea – Gênero narrativo – romance rodoviário. Publicado em 1967. Personagem central: Jorge (Narrador) Foco narrativo: 1ª pessoa. Espaço: várias cidades do Brasil (Belo Horizonte, Governador Valadares, Caratinga, Ipatinga, Timóteo, Ponte Alta, entre outras. Cita outros lugares: Brasília, Ilha do Bananal, Cuiabá, Jequié-Ba.... Enredo: Circular – Termina no mesmo ponto que começou. Linguagem: Coloquial – uso abundante de conjunções aditivas, pronomes relativos e conjunções subordinativas. Locutor: O próprio leitor, ou um interlocutor a quem ele conta a sua história. Temas abordados: as estradas brasileiras, a construção de Brasília, a relação entre patrões e funcionários, o capitalismo – a sociedade vê, no lucro, seu principal fim. Maria Cristina A. Biagio
  9. 9. Personagens:Jorge: protagonista – é um caminhoneiro humilde de homem de confiança do patrão. Responsável, trabalhador e muito determinado. Durante a narrativa, passa por um processo de transformação – que chamamos de metamorfose.Senhor Mário: Patrão de Jorge – marido de dona Helena a quem trai descaradamente.Sandra: namorada de Jorge.Caminhoneiros: Fábio, Murta, Toledo, Téo, Luís, Antônio, Oliv eira, Lauro. Maria Cristina A. Biagio
  10. 10. Altair: Ex-caminhoneiro e amigo de Jorge.Rui: contador do Sr. Mário de quem Jorge tem horror.Destino da Carga: Bahia – Belo Horizonte.Os Caminhões ficam presos em Caratinga.Problema: Chuva – Estradas interditadas – pontes derrubadas. Maria Cristina A. Biagio
  11. 11. Jorge, em tom coloquial, conta suas aventuras pelas estradas brasileiras.Jorge não é apenas Jorge, mas um brasileiro, que ao andar pelas estradas do país descobre a miséria, a prostituição, o abandono de crianças, a ambição, o desprezo.Dedicou grande parte de sua vida ao patrão – o patrão enriqueceu e ele não tinha sequer um lar, uma família. Sua vida era a estrada e os caminhões do patrão. Maria Cristina A. Biagio
  12. 12. O Jorge, do final do romance, não é o Maria Cristina A. Biagio mesmo Jorge do início. Ele não volta ao ponto de partida, na realidade, o Jorge que volta é outro – transformado. Embora não tenha cumprido sua missão no prazo determinado, não por incapacidade sua, mas por barreiras da natureza, ele se sente livre da opressão e num gesto de extrema liberdade, beija a mulher do patrão ( o que é uma forma de vingança pelo desprezo com que foi tratado pelo Sr. Mário).
  13. 13. Considerações Importantes:“Jorge não é apenas Jorge, mas também um brasileiro. Brasileiros são os espaços, as estradas, as árvores, as cidades, os restaurantes, as comidas, as palavras! Como fluem as palavras. E como são brasileiras as palavras.” ( Antônio Olinto) Maria Cristina A. Biagio
  14. 14. AMRIK, de Ana Miranda No final do século XIX, muitos cristãos libaneses pobres emigraram para a América - Amrik, em libanês. Mas nada era simples. "Os libaneses saíam do Líbano, pensavam que estavam indo para a América do Norte [...] e desembarcavam na América do Sul. Quando iam reclamar que estavam na América errada, o estafeta dizia: Tudo é América! " A São Paulo do final do século passado retratada pelos olhos de uma dessas imigrantes - a bela Amina, dançarina "dona de um narizinho de serpent of the Nile" -, na prosa de uma de nossas mais talentosas escritoras. Maria Cristina A. Biagio
  15. 15. Amrik, de Ana MirandaEscola Literária: Literatura contemporâneaAno de Publicação: 1997Gênero narrativo – Romance.Tema: Imigração árabe no Brasil.Palavras-chave: Imigração - Displaced Person (sem lugar) – Preconceito.Espaço: Uma parte na Líbia (memória) , outra na América do Norte (Amina) e outra no Brasil – São PauloFoco Narrativo: 1ª pessoa ( Amina conta sua história)Final: Aberto (Qual seria a resposta de Amina ao tio Naim?) Maria Cristina A. Biagio
  16. 16.  Enredo: Não-linear ( circular) A narrativa inicia e termina no Jardim da Luz, em São Paulo, com o tio Naim Cristina A. Biagio Maria perguntando à sobrinha se ela aceita se casar com o mascate Abraão. Linguagem: A linguagem é extremamente contemporânea – não respeita a pontuação tradicional – o que para alguns dificulta o entendimento. Um ponto positivo é que o livro é divido em partes – não em capítulos, mas cada parte recebe um título. Há palavras de origem árabe em várias partes do livro, assim como o registro da cultura libanesa. Uso de figuras de linguagem, principalmente de onomatopeias.
  17. 17. Personagens: Amina Salum: é a protagonista desta história. Ela vive em busca Maria Cristina A. Biagio da liberdade. Desconhece o que aconteceu com sua mãe – a família se recusa a lhe contar. O passado é uma ferida aberta em seu coração. Foi a escolhida entre vários irmãos a acompanhar o tio Naim – provavelmente, por sua condição de mulher. Nos Estados Unidos vive só – recebe as cartas de tio Naim – pois foram separados – ela ficou na América do Norte e ele foi enviado para a América do Sul. Amina, ao ler as cartas do tio, sente que o Brasil é um lugar melhor do que os Estados Unidos – decide partir para São Paulo. Apaixona-se por Chafic, envolve-se em muitas confusões, como o caso do mascate, que abandona a noiva por ter se apaixonado por Amina. É acusada de ter sido a causa do suicídio da noiva.
  18. 18. Naim Salun: Tio de Amina. É obrigado a fugir de seupaís, caso contrário, seria um homem morto.Cristina A. Biagio e Maria Escritorpoeta, perdeu a visão na guerra contra os turcos e osmuçulmanos.Tem verdadeira admiração por Amina. “Tio Naim me viasem ver meu rosto sem ver meu corpo me via verdadeirame via através de minha alma ou meu perfume me ouviafalar e via mais fundo minha cara parecia de ferroninguém podia entrar, meu pai disse que fui feita de fogopara incendiar e destruir os homens como todas asmulheres menos a mãe dele. Como me vê tio Naim?(Miranda, 2011, p. 55).Tio Naim, embora cego, era o único capaz de enxergarAmina exatamente como ela era. Era seu anjo daguarda, seu amigo e protetor.
  19. 19.  Considerações: Ao contrário do que ocorre nos relatos de viagem tradicionais, o tempo não é registrado, mas se sentir nas transformações que a personagem sofre, de menina a mulher, ao longo do romance. O dado histórico é incorporado à ficção, principalmente, no relato da passagem por Beirute, na imagem da multidão amontoada no porto. Quando Amina deixa para trás sua casa, a avó lhe dá seus tesouros: um tamborzinho de mão, os címbalos e o pandeiro, herança que selaria o seu destino. A avó de Amina, Farida, representa o símbolo da transgressão, uma vez que lhe ensina a dançar às escondidas, ensina-lhe também as tradições ancestrais: as danças, a culinária, as lendas, o repertório da memória coletiva de seu povo passado de geração a geração. Maria Cristina A. Biagio
  20. 20. Ana Miranda, para compor a personagemAmina, inspirou-se em RaquelNaveira, Leila Mohamed Y. Kuczynsky etambém em Samia Zadi, além de cartas daviajante inglesa Elisabeth M. Anderson queesteve no Líbano em 1886. Maria Cristina A. Biagio
  21. 21. Queridos alunos... 301 e 302Creio que o Pagador de Promessas todos vão se lembrar –afinal, vocês já leram e foi a Peça que apresentamos.A Cidade Ilhada também – foi o último livro lido.Caso tenham alguma dúvida, é só me enviar por e-mail. Beijo no coração. Boa Prova!!!! Maria Cristina A. Biagio

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