A 1ª RepúBlica

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A 1ª RepúBlica

  1. 1. A Primeira República Trabalho realizado por: João Pedro G. Alves nº13 9ºB
  2. 2. O Regicídio Nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, uma série de circunstâncias provocaram o descrédito da Monarquia: o ultimato inglês, a crise económica e financeira de 1891-1892, a questão dos adiantamentos à Casa Real e também a ditadura de João Franco. A 1 de Fevereiro de 1908, aconteceu o Regicídio: o Regicídio foi um atentado da qual resultou a morte do Rei D. Carlos e do seu filho e herdeiro ao trono, o Príncipe Real D. Luís Filipe. Simultaneamente, propagavam-se as ideias socialistas e republicanas. Estas ideias ganharam, por sua vez, muitos adeptos entre a classe média. Nos finais do séc. XIX o republicanismo cresceu, graças a uma forte militância e boa propaganda. Após o regicídio, e com D. Manuel II no trono, uma das suas primeiras decisões foi demitir João Franco. D. Manuel II reinaria até 1910. Fig.1 – Queda da Monarquia
  3. 3. A Implantação da República Na madrugada de 4 de Outubro, os soldados republicanos, que eram dirigidos por Machado Santos, reuniram-se na rotunda de Lisboa. A Guarda Municipal e outras tropas reuniram-se no Rossio. As tropas monárquicas tentaram resistir, mas as tropas republicanas saíram vitoriosas. Depois, os combatentes da marinha bombardearam o Rossio e o Palácio das Necessidades e, com isto, a família real conseguiu fugir secretamente para a Ericeira, onde embarcou para Inglaterra, para um exílio que poderia ser definitivo. Com isto, na manhã de 5 de Outubro, José Relvas proclamou a República, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Fig. 2 – A República Portuguesa
  4. 4. Governo Provisório Depois de implantada a república foi criado um governo provisório, presidido por Teófilo Braga . O governo provisório elaborou um conjunto de leis cujos objectivos eram: separação da igreja do estado e protecção à família. Em 28 de Maio de 1911 foi eleita a Assembleia Nacional Constituinte que aprovou as leis elaboradas pelo governo provisório. O primeiro presidente da República foi o Dr. Manuel de Arriaga. Regulamentação do direito à greve Protecção à infância e velhice Igualdade dos direitos da mulher Nacionalização dos bens da Igreja Protecção aos filhos ilegítimos Expulsão das ordens religiosas Instituição do divórcio e casamento civil Proibição do ensino religioso nas escolas Protecção à família Separação da Igreja do Estado
  5. 5. A Nova Constituição Em 1911 foi elaborada a Constituição republicana que consagrava a divisão tripartida dos poderes. A constituição tinha apenas 87 artigos e esses artigos estavam agrupados em sete temas: - Forma do Governo e do território da nação portuguesa; -Direitos e garantias individuais; -Soberania e dos poderes do estado; -Instituições locais e administrativas;  -Administração das Politicas Ultramarinas; -Disposições Gerais; -Revisão Constitucional. Fig. 3 – Divisão tripartida dos poderes
  6. 6. "A Portuguesa" Em 1890, após o Governo e o rei terem aceite o Ultimato Inglês, a população portuguesa sentia-se humilhada e revoltada. Foi nesse ano em que se compôs “A Portuguesa”, por Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça, homenageando a Pátria e a sua nobre História. Contudo, a primeira versão do Hino não é a mesma que conhecemos hoje. Fig. 4 – O Hino Nacional
  7. 7. A Bandeira Nacional A última Bandeira da monarquia entrou em Outubro de 1830 e foi emitida pelo concelho de regência pela rainha Maria II de Portugal. A bandeira nacional é bipartida verticalmente em duas cores mais importantes que são: o verde-escuro e escarlate (vermelho). Ao centro existe o escudo das armas nacionais (chagas de Cristo e os sete castelos), de branco e assentado sobre a esfera armilar com cor amarela. A divisão das cores deve ser feita de modo a que fiquem 2/5 do comprimento total ocupados verde e os 3/5 restantes ocupados pelo vermelho. A cor vermelha era uma cor combativa, quente. O verde significa a esperança do povo português. A esfera armilar foi adoptada por D. Manuel I e desde aí esteve sempre presente. Fig. 5 – A Bandeira Nacional
  8. 8. O Escudo Com a adopção do escudo todo o sistema monetário foi alterado, sob o ponto de vista técnico: a denominação de todas as moedas, o material, o peso e as dimensões das moedas de bronze. O escudo foi dividido em 100 partes iguais, denominadas centavos. Como múltiplos, criaram-se moedas de ouro, que nunca se cunharam, de 2, 5 e 10 escudos e, como submúltiplos, moedas do valor legal de 10, 20 e 50 centavos, e também moedas subsidiárias de bronze-níquel de valor legal de 4, 2, 1 e 0,5 centavos, as quais, com excepção da moeda de 0,5 centavos, vieram todas a ser cunhadas. O Escudo português, cujo símbolo é o cifrão ($) foi a última moeda de Portugal antes do Euro. A designação "escudo" provém da própria figuração nelas representada: um escudo. O escudo português foi substituído pelo euro no início de 2002, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos. Fig. 6 – Moeda de 1 Escudo
  9. 9. A mulher e o voto na República A lei eleitoral de 1911 apenas dava o direito ao voto aos cidadãos com mais de 21 anos que não fossem analfabetos. O que nunca passou pela cabeça do Governo foi que uma mulher ousasse votar. Quando Carolina Beatriz Ângelo se apresentou nas urnas pronta a votar impediram-na de o fazer. Mas ela afirmou que preenchia todos os campos necessários para ter o direito ao voto: era chefe de família, visto que se encontrava viúva, era maior de 21 anos e tinha um curso de medicina, pelo que não era analfabeta. Mesmo assim não a deixaram votar e foi para tribunal, ganhando o caso. Quando foi colocar o seu voto na urna, deu-se uma grande salva de palmas da plateia que tinha assistido aquele momento histórico: o primeiro voto feminino em Portugal. Em 1913, esta lei foi modificada, deixando claro que o direito ao voto pertencia exclusivamente aos cidadãos do sexo masculino. Só mais tarde, durante o Estado Novo, esse direito seria concedido às mulheres, embora de forma limitada. Fig. 7 – Manifestação pelos direitos das mulheres.
  10. 10. Medidas Económicas dos Governos Republicanos Aumentou-se o transporte interurbano por camioneta. Isto levou ao aumento do número de operários. Aumentaram o número de navios (empréstimo de navios alemães). Tentou-se importar menos, sendo ainda assim as importações imensas. Foram criadas algumas fábricas, mas todas elas juntas a Lisboa ou ao Porto. Divulgou-se a utilização do automóvel. Este sector apoiou-se bastante na agricultura exportando frutas, vinho, têxteis, conservas, cortiça, etc... Portugal incidiu bastante neste sector, pois encontrava-se extremamente atrasado em relação às grandes potências industriais europeias. Devido ao atraso nesta área, realizaram-se imensos projectos para se conseguir remodelar este sector. Transportes Comércio Indústria Agricultura
  11. 11. Medidas Sociais dos Governos Republicanos A base da população Portuguesa, era composta por camponeses, pescadores, artesãos, empregados públicos e comerciantes. A grande burguesia não era muito numerosa, embora fosse detentora de capital, da maior parte das propriedades e do controlo de grande volume do comércio. A classe média era bastante numerosa nas cidades do Porto e Lisboa. As principais medidas sociais impostas foram: -Direito à greve; -Criação do Fundo Nacional de Assistência; -Instituição da semana de seis dias de trabalho; -Regulamentação do número de horas de trabalho diário; -Proibição do trabalho infantil; -Construção de bairros operários; -Criação do Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Fig. 8 – Aumento das Greves em Portugal
  12. 12. A Educação nos Governos Republicanos Fig. 9 – Medidas tomadas no Ensino Infantil e Primário Fig. 11 – Evolução do Analfabetismo Fig. 10 – Medidas tomadas no Ensino Secundário e Universitário Fig. 12 – Evolução das Escolas e Professores
  13. 13. Portugal e a 1ª Grande Guerra As razões defendidas para a sua participação na guerra eram: a sua aliança com a Inglaterra, pois muitos achavam que se Portugal entrasse na guerra a favor dos Aliados, estes ajudariam a defender Angola e Moçambique, e ficaríamos mais fortalecidos internacionalmente. Em 1916, devido a um pedido de Inglaterra, Portugal confiscou os barcos Alemães, que desde o principio da guerra estavam ancorados nos portos portugueses e, deste modo, a Alemanha declarou guerra a Portugal. Com a participação de Portugal na guerra e o elevado número de mortes, deu-se uma diminuição da mão-de-obra e um aumento dos inválidos, vitimas de armas de fogo e da utilização de gás tóxico. O fim da guerra em 1918 provocou alterações principalmente a nível social e económico: dificuldades económicas internas devido ao aumento do custo de vida, fome, aumento dos impostos e desemprego e, consequentemente, provocou alterações sociais, grande agitação social, greves, assaltos, etc. Mas, apesar da grande crise em que Portugal mergulhou, conseguiu manter a posse das colónias e garantir internacionalmente os seus direitos sobre as mesmas. Fig. 13 – Tropas Portuguesas a despedirem-se dos familiares
  14. 14. A Queda da República De 1926 a 1928 deu-se a queda da República Portuguesa, muito por causa da grande instabilidade política em Portugal, que foi aproveitada pela oposição. Esta instabilidade agravou-se devido à participação de Portugal na 1ª Grande Guerra. Manuel Gomes da Costa liderou o golpe de estado ocorrido a 28 de Maio de 1926, alcançando o poder, após um golpe ocorrido em Junho de 1926, instaurando assim uma ditadura militar opressiva. No entanto, a 9 de Julho do mesmo ano, ocorreu uma nova contra-revolução, chefiada pelo general Óscar Carmona, que derrubou Gomes da Costa. Manuel Gomes da Costa foi exilado para os Açores, a mando do actual presidente do conselho dos ministros, Óscar Carmona. Em Abril de 1928, Óscar Carmona candidatou-se a presidente da república e, sendo o único candidato, foi nomeado presidente da República. A crise económica em Portugal era bastante grave e, para solucionar o problema, foi convidado para ministro das finanças o Dr. António de Oliveira Salazar. Fig. 14 – António de Oliveira Salazar
  15. 15. http://historianove.no.sapo.pt/trabalhostemaI2.htm http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://i.scribd.com/profiles/images/dn1j0wyiadcwi-thumb.jpg&imgrefurl=http://www.scribd.com/people/view/1301477-anon-225384&usg=__nqTpzmyB4SFk-yNCTBNBqlFMDcE=&h=75&w=100&sz=9&hl=pt-PT&start=15&tbnid=HllNNOMg_H1NMM:&tbnh=61&tbnw=82&prev=/images%3Fq%3Dcrise%2Be%2Bqueda%2Bda%2Bmonarquia%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-PT http://dandelife.com/story/28158 Bibliografia

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