Características da sociedade contemporânea

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Características da sociedade contemporânea

  1. 1. Desde quando foi implantado o sistema capitalista a sociedade foi dividida em duas, os que são proprietários dos meios de produção e os que vendem sua força de trabalho para aqueles que detêm os meios de produção. Aqueles que detêm os meios de produção sempre farão de tudo para que a sociedade consuma cada vez mais seus produtos. Logicamente não são todos que terão condições para acompanhar as tendências impostas pelo capitalismo, uma vez que vendem sua força de trabalho em troca de um salário, que não é o suficiente para que eles tenham acesso a todos os bens que desejam. Portanto, estes indivíduos irão trabalhar demasiadamente e irão comprometer grande parte de sua renda para sempre estarem seguindo a tendência do consumismo. Em virtude do consumismo algumas pessoas estão vivendo de status, ou seja, sentem muita necessidade de impressionar as outras, acreditando que a única forma de conquistar á admiração é se ostentando. Este pensamento é preocupante, porque algumas pessoas estão se perdendo de valores essenciais e vivendo apenas para impressionar as outras. Para acompanhar sempre as tendências, algumas pessoas estão deixando o trabalho sugar suas vidas, e esquecendo que devem se preocupar também com qualidade de vida. A cada dia vê-se aumentar o número de pessoas que se dizem infelizes, isso porque estão sempre criando novas necessidades e perspectivas, muitas vezes projetando sua felicidade em algo muito distante dela, o que conseqüentemente acaba trazendo frustrações. Com a globalização o capitalismo á cada dia ganha mais espaço na sociedade, fazendo com que surjam a todo o momento novos produtos para consumo, aos quais nem todas as pessoas terão acesso, resultando em mais pessoas insatisfeitas e infelizes com o seu poder aquisitivo. Segundo Tomazi, (2000), os objetos de consumo foram modificados de forma á torná-los cada vez mais descartáveis, a vida útil deles diminui a cada dia, conseqüentemente a propaganda surge oportunamente para influenciá-los a trocarem seus produtos por outros mais novos e mais modernos e que irão durar cada vez menos. Com relação aos bens duráveis, os bancos e as financiadoras, estão cada vez mais oferecendo facilidades e taxas de juros teoricamente baixas, fazendo com que cada vez mais pessoas comprem esses bens, dando continuidade ao processo de criação de novas necessidades e fortalecimento do sistema capitalista. A dimensão social funda uma maneira de estratificação social baseada no status. O seu elemento definidor é a honra e/ ou prestígio que as pessoas e/ ou grupos desfrutam, ou não desfrutam, a posição que ocupam na profissão, o seu estilo de vida, etc. (MAX WEBER apud REZENDE, 2000, p. 105). E neste mesmo contexto: "A dimensão política funda um modo de estratificação baseado no poder. Quanto mais poder os indivíduos ostentar, melhor eles se posicionarão na escala de reconhecimento dessas relações de poder e de dominação. (Idem)".
  2. 2. Em meio aqueles que trabalham e se ostentam cada vez mais, existem outros que possuem uma condição financeira ainda menor ou que estão fora do processo de produção, vivendo o hoje sem saberem se terão o amanhã, sobrevivendo de trabalhos informais cujo ganho é incerto, situando-se abaixo da linha da pobreza e tornando-se invisíveis aos olhos da sociedade. [...] Os pobres são, então, mais ou menos compelidos a viver sua situação no isolamento. Procuram dissimular, no seu meio, a inferioridade de seu status e estabelecem relações distantes com aqueles que são próximos de sua condição. A humilhação os impede de desenvolver todo sentimento de pertencimento a uma classe social. A categoria social a que pertencem é heterogênea, o que aumenta, ainda mais, o risco de isolamento de seus membros. (PAUGAM, 1999, p. 41) Segundo Paugam, (1999), Todas essas condições a que algumas pessoas são submetidas, fazem com que elas vivam em uma sociedade marcada pela degradação do mercado de trabalho, nota-se também uma diversificação entre os pobres, pois eles são oriundos de diversos contextos sociais. Em comum, observa-se que todos estão desqualificados socialmente e consequentemente, ficam na inatividade e na dependência, unindo-se às vezes á outros pobres. O autor também afirma que, a desqualificação social caracteriza-se pela expulsão dessas pessoas do mercado de trabalho, sendo que á cada dia este número aumenta, ressaltando o caráter multidimensional da pobreza. Por outro lado, parte daqueles que estão participando do processo de produção, citado no início, acabam fechando os olhos para não verem os que são excluídos, mudando até de bairro, simplesmente para se distinguirem dos vizinhos. Para essas pessoas é mais fácil não se manifestarem, para então deixar as coisas o menos visível possível, para que elas continuem a melhorar de vida e consequentemente estarem a cada dia mais alheia a situação que aquelas pessoas estão. Algumas pessoas que não conseguem acompanhar o restante da população ficam com a idéia de que são fracassadas e que todas as pessoas irão excluí-las em virtude disso, criando a idéia de inferioridade e pensando que esta situação é uma deficiência social. Segundo Tomazi, (2000), a classe social a qual pertencemos, condicionará o nosso comportamento diante da sociedade em que vivemos, ou seja, enquanto as coisas estão em paz, todos são amigos, mas quando surge um conflito de interesses, pobres e ricos ficarão de lados opostos, sendo que cada um defenderá a classe a qual pertence. O autor também afirma que não basta descrever as classes sociais e mostrar as diferenças entre elas, é necessário mostrar como surgiram essas classes ao longo da história, e porque cada uma dessas ocupa lugares diferentes na sociedade. É preciso mostrar as origens desses conflitos e mostrar as possibilidades de transformar essas relações no futuro, visto que a ciência tem um papel importante, para a sociedade capitalista, podendo ser um instrumento não apenas de compreensão, mas também para transformação da realidade.
  3. 3. Nota - se que, cada classe social tem uma visão em relação ao trabalho, os indivíduos de classe baixa tem o trabalho como um meio de satisfazer suas necessidades humanas mais simples, como: alimentação e moradia. As pessoas que pertencem a classes sociais mais elevadas têm o trabalho como uma forma de suprir suas necessidades humanas, mas também visam o acúmulo de capital, ou seja, existem vários fatores que motivam as pessoas a trabalharem, sendo que a visão de cada indivíduo em relação ao trabalho terá uma variação de acordo com a sociedade em que ele vive e com os valores que ele traz em sua história de vida. Observa-se que a sociedade contemporânea é composta por diferenças, em todos os aspectos. Ao menor contato com a vida social, percebe-se de imediato, que os indivíduos são diferentes entre si. Essas diferenças se expressam no plano das coisas materiais, da religião, da personalidade, da inteligência, do físico da raça, do sexo, da cultura, entre outros. (REZENDE, 2000, p. 81). Neste mesmo contexto Rezende, (2000), afirma que as diferenças que existem na sociedade, são os aspectos que promovem as desigualdades, que variam podendo ser: físicas e sociais, ou seja, essa é a forma mais simples de perceber que os indivíduos não são iguais. Na sociedade contraditória em que vivemos é fácil perceber que existem muitos indivíduos morando em favelas e outros em casas grandiosas, pessoas que morrem de fome e de desnutrição, enquanto outras se alimentam demasiadamente. Tem indivíduos que não tiveram acesso à educação, já em contra partida, existem aqueles que tiveram uma ótima formação educacional. Segundo Rezende (2000), O trabalho que o indivíduo oferece no mercado de trabalho é o que diferencia ele dos demais, fazendo com que ele ocupe uma determinada posição social. O autor afirma que os indivíduos que tem uma profissão que exige mais qualificação são classificados em grupos diferentes daqueles que não possuem tanta qualificação, ou seja, os indivíduos são diferenciados de acordo com o serviço que ele oferece, por exemplo: engenheiros, médicos, dentistas, advogados, etc. Essas profissões oferecem certo prestígio e são símbolos de status. O indivíduo que pertence a um determinado clube mora em um bairro nobre, possui bens de consumo que são impossíveis de serem adquiridos por algumas pessoas, são exemplos do tipo de reconhecimento que as pessoas estão procurando. A sociedade contemporânea está enfatizando exageradamente o status, fazendo com que a cada dia haja uma clara divisão entre aqueles que possuem e os que não possuem determinados bens, ou seja, somos classificados de acordo com nossa capacidade de consumo. Em meio às diferenças gritantes é relevante citar o papel da mídia dissimulando as diferenças que existem entre os indivíduos, fazendo com que os mesmos fiquem pacíficos diante da luta de classes.
  4. 4. A propaganda tem influenciado muito os indivíduos, fazendo com que eles acreditam que um dia terão tudo aquilo que sonham ter, porque a mídia mostra de uma forma que parece estar ao alcance de todos. A propaganda é capaz de criar nos indivíduos, mesmo naqueles que nunca poderão comprar o carro em questão, uma fantasia, uma perspectiva que os remete a uma situação em que eles acreditam ser possível algum dia, obter aquele produto, nas propagandas, em geral aparecem homens que ‘‘venceram" na vida, ou que tiveram sucesso, o que faz com que os indivíduos construam uma visão de mundo pautada em elementos que encobrem as suas reais condições de existência. ( REZENDE, 2000, p. 109). Lakatos e Marconi, (2000), afirmam que essas diferenças de formas de busca de realização, acabam gerando um comportamento social que muitas vezes eles próprios não se dão conta que estão competindo entre si e dando assim continuidade a esta luta incessante por bens materiais, posição social, poder, etc. Esta competição que existe na sociedade em muitos casos, é apenas para conseguir a admiração de algum grupo ou individuo, é muito difícil encontrar pessoas que se empenham no trabalho ou nos estudos, apenas para garantir a ele e a família uma boa condição de vida, geralmente esta busca incessante por aquisições é apenas para ganhar status. Neste mesmo contexto as autoras apresentam os critérios de determinação do status. Parentesco: Em todas as sociedades a origem do indivíduo pode dar a ele uma classificação de superior ou inferior, levando em consideração a família a qual ele pertence, a reputação dela e as tradições. Riqueza: Quantidade de bens tangíveis, que podem ser contados e medidos, padrão de vida, conforto e bem estar. É importante destacar que a riqueza adquirida de forma socialmente aprovada o status é maior do que o status da riqueza mal adquirida. Ocupação: Função que o individuo exerce, importância da mesma na sociedade, nível de conhecimento necessário para exercê-la, escassez de pessoas em relação à procura. Educação: Diferença de tratamento entre o analfabeto e o intelectual e entre o culto e o inculto. Religião: Em uma sociedade com diversas religiões, elas são classificadas de acordo com o prestígio de cada uma, quando há apenas uma religião, o status é dado àqueles que pertencem a ela, bem como a posição que o indivíduo ocupa na hierarquia da religião. Características biológicas: Podem ser de acordo com a idade, importância de cada faixa etária, sexo do indivíduo e a cor da pele. Esses status as autoras classificam em: Atribuído: Nocaso de circunstâncias que não dependem da vontade do individuo. Adquirido: É aquele obtido pelas qualidades, capacidades e habilidades específicas dos indivíduos. Ao longo deste capítulo percebe-se que a sociedade contemporânea é marcada por características que tendem a dificultar o convívio das pessoas, uma vez que, elas vivem o momento do ter: ter prestigio, sofisticação, dinheiro, beleza, etc.
  5. 5. Neste mesmo contexto, Lakatos e Marconi (2000), afirmam que, todos os aspectos externos a essência humana, tem ganhando espaço de uma forma assustadora na vida das pessoas, fazendo com que elas necessitem cada vez mais ter, para então ser: ser respeitada, admirada, elogiada, etc. As autoras afirmam que, esses valores vêm se tornando tão naturais na vida das pessoas, que elas os adotam sem perceberem que estão a cada dia mais alienadas aos bens materiais, permitindo que esses aspectos ganhem cada vez mais espaço e importância, ficando em algumas vezes acima dos valores fundamentais para se viver em sociedade. A dualidade entre o ser e o ter que marcou esta sociedade faz com que os indivíduos em alguns momentos, não saibam exatamente como agir. Se o momento atual é marcado por uma projeção de valores em objetos, diante dessa situação muitos se perguntam: o que fazer? , Esta contradição traz uma indecisão, quanto à adesão ou não ao consumismo. Aquelas que pessoas que não estão aderindo à onda consumista, em alguns momentos são chamadas de ultrapassadas, simplesmente porque não foram seduzidas por esta nova era correndo o risco de não serem admiradas. Por não possuírem muitos bens, ela pode até ser acusada de não ter perspectiva de vida, uma vez que algumas pessoas medem a importância das outras pelo valor de seu patrimônio. Nota-se que algumas famílias de hoje sofrem com o fenômeno consumismo, por terem em sua composição filhos que são consumistas, apesar de não poderem dar a eles todos os objetos que sonham. Esse problema faz com que surjam alguns conflitos, que dificultam muito a convivência harmoniosa entre pais e filhos. Vê-se, então, uma sociedade que não busca somente suprir suas necessidades básicas, mas também suprir suas necessidades de consumo. Este equívoco entre necessidade e desejo, torna as pessoas dependentes, muitas vezes compulsivas do objeto almejado, que uma vez adquirido não irá preencher todas as lacunas existentes em suas vidas. A necessidade de buscar incessantemente esta satisfação através do consumo é a mola propulsora do capitalismo, ou seja, para ser alguém é preciso consumir. Robson Alves de Almeida Bacharel em Serviço Social pela Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul – AEMS http://www.artigonal.com
  6. 6. Características da sociedade tecnológica moderna. Na sociedade tecnológica, o ser humano não vive mais num meio natural e sim num meio técnico, que interpõe entre o homem e a natureza uma rede de máquinas e técnicas apuradas. O homem explora a natureza, domina-a e utiliza-a para seus fins. Em decorrência da expansão dos recursos técnicos, a estrutura da sociedade tecnológica resulta muito mais complexa do que a da sociedade tradicional. Quatro fatores contribuíram para essa mudança social tão profunda: a tecnologia, um avançado sistema monetário e creditício, a crescente divisão do trabalho e a migração em massa da mão-de-obra do setor primário de produção (agricultura, caça, pesca e mineração) para os setores secundário (indústria) e terciário (comércio, transportes, profissões liberais etc). Em conseqüência da ruptura entre as funções de produtor e consumidor, desempenhadas no passado pelos mesmos indivíduos, e da multiplicação artificial das necessidades de consumo (e por isso esse tipo de sociedade também é denominado "sociedade de consumo"), a organização social desdobrou os papéis sociais atribuídos a uma mesma pessoa. Um indivíduo é ao mesmo tempo pai de família, empregado de uma fábrica e membro de um clube, de um partido político, de um sindicato, de uma igreja etc. Por conseguinte, os riscos de conflito entre os papéis são muito maiores do que na sociedade tradicional. As sociedades modernas apresentam uma extrema divisão de trabalho. As profissões se especializam cada vez mais e uma forte competitividade atua como meio de seleção no mercado de trabalho. A necessidade de controle nas empresas, na administração pública e nas inumeráveis instituições (esportivas, políticas, profissionais, religiosas etc.) confere a essas sociedades um caráter eminentemente burocratizado. É também uma sociedade basicamente urbana, na qual a concentração demográfica, a diversidade das profissões e as desigualdades na distribuição de renda promovem uma profunda divisão de classes com interesses conflitantes. A fraqueza do indivíduo isolado levou à proliferação de grupos de interesse (sindicatos, associações profissionais, sociedades agrárias etc.). A multiplicidade de associações dá lugar à existência de diversas elites que representam, ou dizem representar, uma determinada comunidade (etnia, sindicato, partido político etc.). Essas elites lutam entre si, atuando como pontas de lança de seus respectivos grupos de interesse, o que leva o conflito a constituir-se em elemento permanente da organização social fragmentada e diversificada da sociedade tecnológica. A mentalidade dominante na sociedade tecnológica também difere sensivelmente da que predomina na sociedade tradicional. A força da tradição é substituída pela racionalidade e a valorização da instrução. A mentalidade tecnológica prefere a mudança, que associa ao progresso, à permanência de costumes e valores. Em conseqüência, a desmitificação do mundo pela racionalidade e a ciência supõe uma profunda transformação da ética e da moral tradicionais, minando profundamente as crenças religiosas, num processo denominado "secularização".
  7. 7. Autoria: André Tiago Cândido da Silva http://www.coladaweb.com/sociologia/sociedade

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