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Portanto, soaria estranho classificá-las como drogas "leves". Assim, hoje, aceita-se que uma pessoaseja DEPENDENTE, sem qu...
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Uso de drogas dependências

  1. 1. USO DE DROGAS – DEPENDÊN CIAHistóricoAs provas mais antigas do conhecimento do ópio remontam às plaquinhas de escrever dosSumerianos, que viveram na baixa Mesopotâmia (hoje o Iraque/Irã) há cerca de 7000 anos.O conhecimento de suas propriedades medicinais chega depois à Pérsia e ao Egito por intermédiodos Babilônios. Os gregos e os árabes também empregavam o ópio para fins médicos.O primeiro caso conhecido de cultivo da papoula, na Índia, data do século XI, no tempo do impérioMongol (século XVI), a produção e o consumo de ópio nesse pais já eram fatos normais.O relato mais antigo que se tem sobre o álcool consta da passagem da Bíblia , onde Noé ficou nuperante seus filhos depois de tomar certa quantidade de BEBIDA INEBRIANTE (GÊNESIS9-20,21).Na Antigüidade, o álcool ou mais comumente o vinho, era conhecido como a dádiva de todos osdeuses, sendo BACO o deus do Vinho.500 anos a.C., o povo Cita (habitante do Rio Danúbio/Volga - Europa Oriental), queimava amaconha (cânhamo) em pedras aquecidas e inalava os vapores dentro de suas barracas ou tendas.Aproximadamente no ano de 1.500, o CACTUS PEYOTE era utilizado em cerimônias religiosas(no descobrimento da América).Na mesma época, os espanhóis utilizavam as drogas alucinógenas como uma forma de auto-castigo,pois para este povo DROGA significa "DEMÔNIOS". O ópio (morfina/anestésico) incentivado naguerra civil americana (1776) era utilizado para fornecer alívio à dolorosa vida dos soldados.Em 1890, iníciou-se a livre comercialização de vinho, elaborado com extratos de coca e xaropes,com as mesmas composições. Em 1914, deu-se a proibição da livre negociação, com isto iníciou-seo Mercado Negro-ilícito (O EUA faturou cerca de 100 a 200 bilhões de dólares).Por volta de 1920, os EUA instauraram a "LEI SECA" - Proibição do comércio de álcool - lei estaque prorrogou-se por 13 anos.Durante a 2ª Grande Guerra, receitas de anfetaminas (estimulantes) eram utilizadas para combater afadiga.Barbitúricos/Hipnóticos (Ex: Gardenal) teve seu auge em 1950:"VIVA MELHOR COM AQUÍMICA" (Lema utilizado pelos laboratórios).1960, foi o auge do LSD (a era dos ácidos), muitos psiquiatras receitavam impiedosamente oconsumo deste tipo de droga.Em 1970, a proliferação da cocaína e seus derivados, entre eles o "crack", e mais recentementeaparecendo o ecstasy, mais popular entre as classes média e alta.DependênciaAs dependências fazem parte da natureza do homem, uma vez que toda a existência humana estácompreendida entre estados de dependência.Durante a vida, o ser humano cria relações de dependência com objetos, pessoas e situações.Algumas dessas relações são importantes para o bem-estar, outras causam prejuízo, perda deautonomia etc.
  2. 2. A dependência cria um vínculo extremo onde a droga é priorizada em detrimento de outras relações.Na falta da droga, as pessoas, que se acostumaram a consumi-la, são invadidas por sintomaspenosos, é a conseqüência de um desejo sem medida."DEPENDÊNCIA" foi o termo recomendado em 1964, pela OMS, para substituir outros com maiorconotação moral como "vício".A dependência constitui-se a partir de três elementos:a) a substância psicoativa com características farmacológicas peculiares;b) o indivíduo com suas características de personalidade e sua singularidade biológica;c) o contexto sócio-cultural dinâmico e polimorfo, onde se realiza o encontro entre o indivíduo e oproduto.ALGUNS CONCEITOS:1- DEPENDENTE2- DEPENDENCIA FÍSICA3- DEPENDÊNCIA PSÍQUICA.4- SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA5- TOLERÂNCIA6- OUTROS CONCEITOS / TERMINOLOGIAS1- DEPENDENTEUma pessoa só deve ser considerada dependente se o seu nível de consumo incorrer em pelo menostrês dos seguintes sintomas ou sinais, ao longo dos últimos doze meses antecedentes ao diagnóstico:forte desejo ou compulsão de consumir drogas;consciência subjetiva de dificuldades na capacidade de controlar a ingestão de drogas, em termos deinício, término ou nível de consumo;uso de substâncias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência, com plena consciência daefetividade de tal estratégia;estado fisiológico de abstinência;evidência de tolerância, necessitando doses crescentes da substância requerida para alcançar osefeitos originalmente produzidos;estreitamento do repertório pessoal de consumo, quando o indivíduo passa, por exemplo, aconsumir droga em locais não propícios, a qualquer hora, sem nenhum motivo especial etc.;negligência progressiva de prazeres e interesses outros em favor do uso de drogas;persistência no uso de drogas, a despeito de apresentar clara evidência de manifestações danosas;evidência de que o retorno ao uso da substância, após um período de abstinência, leva a umareinstalação rápida do quadro anterior.Por ocasião da 9ª Revisão da Classificação Internacional das Doenças, os aspectos psicológicos efísicos foram unificados sob a definição de DEPENDÊNCIA de drogas. Esta mudança ocorreu,pois, no passado, julgou-se erradamente que as drogas que induziam à DEPENDÊNCIA FÍSICA - econseqüentemente à SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA - seriam aquelas perigosas (foram por issochamadas de drogas pesadas ("hard drugs") ao contrário das que induziam apenas DEPENDÊNCIAPSÍQUICA - as drogas leves ("soft drugs"). +Sabe-se hoje que várias drogas, sem a capacidade deproduzir dependência física, geram intensa compulsão para o uso e sérios problemas orgânicos.
  3. 3. Portanto, soaria estranho classificá-las como drogas "leves". Assim, hoje, aceita-se que uma pessoaseja DEPENDENTE, sem qualificativo, enfatizando-se que a condição de DEPENDÊNCIA sejaencarada como um quadro clínico, existindo dois tipos de dependência: FÍSICA/PSÍQUICA.2- DEPENDÊNCIA FÍSICAQuando a droga é utilizada em quantidade e freqüências elevadas e o organismo se defendeestabelecendo um novo equilíbrio em seu funcionamento, adaptando-se à droga de tal forma que, nasua falta, funciona mal.Estado de adaptação do corpo, manifestado por distúrbios físicos quando o uso de uma droga éinterrompido.Na dependência física, a droga é necessária para que o corpo funcione normalmente.3- DEPENDÊNCIA PSQUICA.É a dependência fundamental.A dependência psíquica se instala quando a pessoa é dominada por um impulso forte, quaseincontrolável de se administrar a droga à qual se habituou, experimentando um mal-estar intenso("fissura"), na ausência da mesma.Condição na qual uma droga produz um sentimento de satisfação e um impulso psicológico,exigindo uso periódico ou contínuo da droga para produzir prazer ou evitar desconforto.Apego ao estado onde as dificuldades do usuário são momentaneamente apagadas pelos efeitos dadroga, que acaba por preencher a necessidade de "soluções" imediatas.Os psicotrópicos causam uma mudança no psiquismo, da qual as pessoas passam a depender. Emgeral, estes efeitos são prazerosos.4- SÍNDROME DE ABSTINÊNCIAConjunto de sinais e sintomas decorrentes da falta de drogas em usuários dependentes.Caracteriza-se por sensações de mal-estar e diferentes graus de sofrimento mental e físico,particulares para cada tipo de droga.Manifestação de um desajuste metabólico no organismo provocado pela suspensão do uso dealgumas substâncias.Quadro clínico que revela a falta que determinada substância está fazendo ao metabolismoorgânico.Algumas síndromes de abstinência podem ser tão graves ao ponto de colocar em risco a vida dapessoa, como é o caso da abstinência ao álcool e à heroína.5- TOLERÂNCIAQuando o organismo reage à presença de um produto químico, através de um processo de adaptaçãobiológica.
  4. 4. No caso da presença contínua de uma determinada substância, o organismo se acostuma a ela e aincorpora em seu funcionamento. Assim, ele responde cada vez com menor intensidade aos efeitosda droga consumida, necessitando aumentar a dosagem para obter os mesmos efeitos.O aumento de doses muito mais elevadas do que as iniciais eleva o risco de uma morte súbita poroverdose. Isto ocorre, por exemplo, quando se administra um produto mais "puro", isto é, menosadulterado que habitualmente.6- OUTROS CONCEITOS / TERMINOLOGIASA- MANEIRAS DE USOB- TIPOS DE USUÁRIOSC- ABUSOD- ADICTOE- ESCALADAF- OVERDOSEG- INTOXICAÇÃOH- SINERGISMO I- ENTORPECENTEJ- NARCÓTICOK- MEDICAMENTOA- MANEIRAS DE USO USOVínculo frágil com a substância que permite a manutenção de outras relações. É possível usarmoderadamente certas substâncias sem abusar delas. Assim, no caso dos MEDICAMENTOS, o usocorreto tem a ver com a dosagem adequada, além da indicação de um remédio apropriado.De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Órgão das Nações Unidas com sede emGenebra, o uso de drogas deve ser classificado em:USO NA VIDA: quando a pessoa fez uso de qualquer droga pelo menos uma vez na vida,USO NO ANO: quando a pessoa utilizou drogas pelo menos uma vez nos últimos doze meses,USO NO MÊS OU RECENTE: quando a pessoa utilizou drogas pelo menos uma vez nos últimostrinta dias, USO FREQÜENTE: quando a pessoa utilizou drogas seis ou mais vezes nos últimostrinta dias.Quanto ao padrão de uso de drogas, a OMS define os seguintes tipos:USO DE RISCO: padrão de uso ocasional, repetido e persistente, que implica em alto risco dedanos futuros à saúde física ou mental do usuário, mas que ainda não resultou em significantesefeitos mórbidos orgânicos ou psicológicos,USO PREJUDICIAL: padrão de uso que já cause dano à saúde, físico e/ou mental.USO INVOLUNTÁRIORelacionado à poluição química ou ambiental, onde certos produtos tóxicos podem ser absorvidospela respiração, pela pele, por irradiação ou ingestão. Ex.: sapateiro que aspira cola acidentalmente,fumante passivo. Estas situações não são consideradas como uso de drogas - embora prejudiciais àsaúde.USO RITUAL
  5. 5. O uso ritual de substâncias psicotrópicas é aquele onde o consumo, geralmente de alucinógenos, érealizado dentro de um controle coletivo codificado em normas simbólicas, semelhante ao atocerimonial. Esse controle coletivo pode se dar tanto dentro de culturas indígenas e camponesas,quanto no contexto mais próximo das grandes metrópoles.No primeiro caso, indígena e camponês, o uso ritual geralmente está associado a uma experiênciamístico-religiosa em que os indivíduos desenvolvem regras de contato com as entidades divinas nasquais acreditam. Temos o exemplo do xamanismo, muito comum em povos nativos da AméricaLatina, onde um membro da tribo, tido como portador de capacidades especiais, ingere altas dosesde tabaco mascado e através disso atua como interlocutor humano diante da autoridadetranscendental ou divina. Aqui o controle é feito basicamente pelos enquadramentos simbólicos quesão dados aos efeitos de alucinação provocados pela substância; todas as imagens evocadas peloxama são interpretadas em função dos mitos, da realidade e dos anseios daquela tribo.De modo semelhante, o culto do Santo Daime também é uma prática ritual - onde o chá deayahuasca é empregado por um grupo, orientado por um "mestre", para ter acesso a umaexperiência mística.Assim, nesses dois momentos, o USO RITUAL utiliza o psicotrópico (especificamente oalucinógeno) como um meio de alcançar uma suposta transcendência na qual a coletividade estáinclusa como beneficiária.No segundo caso, do contexto urbano, o uso ritual já assume algumas diferenciações. Nele, asubstância (alucinógena, mas também estimulante e depressora) na maioria das vezes não é vistacomo um veículo para transcendência mística. O consumo não deixa de ocorrer dentro de umaprática grupal, organizada e controlada por um sistema simbólico, mas os objetivos são definidospor questões mais circunscritas aos indivíduos isoladamente. Assim, o que se tem é um RITUALDO USO, no qual podem ser inseridos o compartilhar de seringas e a alternância de um mesmocigarro de maconha no interior dos grupos.A forma de se fumar, aspirar ou aplicar a substância, os gestos e olhares são elementos quecompõem o ritual do uso controlado. Numa perspectiva formal, ambos os rituais têm em comum ocontrole coletivo e codificado, diferenciado-se no que tange às aspirações definidas pelas realidadesespecificas. De qualquer maneira, existe nuances que não permitem uma visão fixa e fechada dasdiversas modalidades rituais. O que se procurou fazer aqui foi um breve mosaico desse tema tãoamplo e complexo.USO VOLUNTÁRIOTodo o uso que ocorre pela própria vontade do usuário. Ex.: cheirar cola de sapateiro, fumarcigarros.Voltar ao item 6B- TIPOS DE USUÁRIOSUSUÁRIOA OMS recomenda a seguinte classificação para as pessoas que utilizam substâncias psicoativas:NÃO USUÁRIO: nunca utilizou,
  6. 6. USUÁRIO LEVE: utilizou drogas, mas no ultimo mês o consumo não foi diário ou semanal,USUÁRIO MODERADO: utilizou drogas semanalmente, mas não diariamente no ultimo mês,USUÁRIO PESADO: utilizou drogas diariamente no ultimo mês. Segundo considerações de saúdepública, sociais e educacionais, uma publicação da UNESCO distingue entre quatro tipos deusuários:USUÁRIO EXPERIMENTAL ou EXPERIMENTADOR: limita-se a experimentar uma ou váriasdrogas, por diversos motivos, como curiosidade, desejo de novas experiências, pressão de grupo etc.Na grande maioria dos casos, o contato com drogas não passa das primeiras experiências.USUÁRIO OCASIONAL: utiliza um ou vários produtos, de vez em quando, se o ambiente forfavorável e a droga disponível. Não há dependência, nem ruptura das relações afetivas e sociais.USUÁRIO HABITUAL ou "FUNCIONAL": faz uso freqüente de drogas. Em suas relações já seobservam sinais de rupturas. Mesmo assim, ainda "funciona" socialmente, embora de formaprecária e correndo riscos de dependência.USUÁRIO DEPENDENTE ou "DISFUNCIONAL" (toxicômano, drogadito, farmacodependente):vive pela droga e para a droga, quase exclusivamente. Como conseqüência, rompe os seus vínculossociais, o que provoca isolamento e marginalização, acompanhados eventualmente de decadênciafísica e moral.COMPORTAMENTOS E SINTOMAS FÍSICOS DE USUÁRIOS DE DROGAS:Estaremos descrevendo abaixo algumas características que podem apontar a possibilidade do jovemestar usando drogas: encontro de objetos estranhos ao ambiente (papel de seda, seringas, colírios,cachimbos, lâminas de barbear, cola, esmaltes, resíduos de pó branco e erva). Comportamentossuspeitos como esconder objetos pessoais, troca do dia pela noite, rejeição dos antigos amigos,mudanças na forma de se vestir, adquire o hábito da mentira, inventa desculpas para não realizartarefas, usa colírios e/ou óculos escuros em ambientes fechados, rouba dinheiro ou objetos da casa.Existem também alguns sintomas físicos que podem indicar o uso de drogas, ou seja, calafrios noverão, suores no inverno, falta de coordenação motora, pupilas dilatadas ou contraídas, reaçõesretardadas, palidez, perda ou aumento de peso, coriza constante, tonturas, taquicardia, vertigens,secura na boca, entre outros.É importante destacar que a observação de alguns destes sintomas não deve causar pânico nosfamiliares, mas sim a iniciativa de procurar ajuda profissional, nos grupos de ajuda mútua, ou senecessário, com internações em Comunidades Terapêuticas.Nas últimas páginas desta apostila, você encontrará alguns endereços úteis onde poderá obter ajudaprofissional.C- ABUSOVínculo forte com a substância que interfere nas outras relações. Inclui a idéia de uso em excesso, anoção de descomedimento.Todo abuso é um USO INDEVIDO. Nem sempre o USO INDEVIDO é um abuso. Por exemplo:um MEDICAMENTO tomado erroneamente, a automédicação, mesmo sem excesso, e uma dose
  7. 7. moderada e até esporádica de álcool, mas durante um tratamento com o qual não seja compatível,constituem USO INDEVIDO.Todo o uso de drogas ilícitas ou ilegais, de acordo com a lei, corresponde a um abuso passível desanção legal, uma vez que tais usos são proibidos.Alguns autores denominam de categoria especial de abuso às substâncias desviadas do seu usohabitual, em particular inalantes ou solventes, além da automédicação.D- ADICTODefine-se como uma pessoa francamente propensa a uma determinada prática - uma crença, umaatividade, um trabalho - ou partidária de determinados princípios.A OMS não classifica o usuário dependente como adicto uma vez que considera-se que o abuso dedrogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e freqüência de uso.E- ESCALADAEnvolvimento progressivo com drogas.ESCALADA QUALITATIVA: passagem de um consumo de drogas "leves" para o uso de drogas"pesadas".ESCALADA QUANTITATIVA: passagem de um consumo ocasional a um consumo intenso,contínuo ou crônico.É mais comum o usuário entrar em uma escalada quantitativa - única droga de forma maisfreqüente.Pode passar a misturar várias drogas, à procura de efeitos permanentes ou mais fortes.A grande maioria dos usuários não entra em escalada.A escalada não é um processo inevitável.F- OVERDOSE (SUPER DOSE OU DOSE EXCESSIVA)É um termo de língua inglesa utilizado cientificamente para denominar a exposição do organismo aaltas doses de uma substância química, seja ela um MEDICAMENTO, uma droga de abuso ououtra substância química qualquer.Vulgarmente esse termo é utilizado para denominar a exposição aguda a doses excessivas de umadroga de abuso, ocorrendo ou não a INTOXICAÇÃO, isto é, havendo ou não sinais e sintomasclínicos, que debilitam o organismo, provocando a falência de órgãos vitais, como coração epulmões.G- INTOXICAÇÃOManifestação clínica do efeito nocivo produzido em um organismo vivo como resultado dainteração de uma substância química com esse organismo.
  8. 8. INTOXICAÇÃO AGUDAManifestação clínica, através de sinais e sintomas, do efeito nocivo resultante da interação de umasubstância química com um organismo vivo, e que se apresenta de forma súbita, alguns minutos oualgumas horas após a exposição ao agente químico, a qual é geralmente única e dentro de 24 horas.INTOXICAÇÃO CRÔNICAManifestação clínica, através de sinais e sintomas, do efeito nocivo resultante da interação de umasubstância química com um organismo vivo e que se apresenta após exposições repetidas, por umtempo prolongado (superior a três meses).H- SINERGISMOÉ a soma ou potencialização dos efeitos de certas drogas semelhantes ou diferentes, como porexemplo a ingestão de barbitúricos e/ou álcool.I- ENTORPECENTEEm farmacologia, designa os psicotrópicos que têm por principal função embotar ou insensibilizar.Trata-se principalmente dos OPIÁCEOS, designados também deNARCÓTICOS.Aquilo que traz torpor, sono.Segundo Giuseppe Di Gennaro, o termo entorpecente ou ESTUPEFACIENTE acentuaria o aspectodo efeito provocado pela substância.Termo muito utilizado pelas convenções internacionais que tratam da questão das drogas comconotação generalizada, designando todos os psicotrópicos cuja distribuição e consumo devem serregulamentados, levando-se em conta sua presumida toxicidade.Na opinião popular, refere-se à droga em geral.J- NARCÓTICODa raiz grega "narco", de "narkosis" (entorpecimento), significa sonho, estupor, torpor.É uma categoria de drogas que provoca sono ou estupor e inclui os opiáceos naturais, semi-sintéticos ou sintéticos.K- MEDICAMENTOToda substância ou associação de substâncias contida em um produto farmacêutico empregado paramodificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa a que seadministra.Todo MEDICAMENTO é uma droga. CICLO DAS DROGAS
  9. 9. "TUDO O QUE EXISTE, SERVE PARA CUMPRIR UMA DETERMINADA FINALIDADE",quer dizer: o perfume somente existe porque existem pessoas que gostam e sentem-se bem quandoestão perfumadas...Assim também acontece com as drogas, que possuem várias finalidades, quer sejam para curardoenças, para fins industriais, ou ainda aquelas que causam entorpecimento (os psicotrópicos).Seja qual for a finalidade, as drogas obedecem um ciclo tipicamente econômico, que é:PRODUÇÃO - DISTRIBUIÇÃO - CONSUMOA produção e a comercialização das drogas existe para servir a uma necessidade de mercado, ouseja, para os laboratórios farmacêuticos (MEDICAMENTOS), para a fabricação de produtos para aindústria (solventes), para a indústria de calçados (cola de sapateiro), existindo ainda as váriasindústrias de cigarros e bebidas alcóolicas, para consumo da população.Da mesma forma, existe também a produção das drogas comumente chamadas ilícitas como acocaína, a maconha, o "crack", a heroína, o LSD, etc., que infelizmente possuem consumidoresespecíficos (chamados dependentes químicos), além de um mercado que não pára de crescer, apesarda preocupação e esforço das autoridades ligadas à questão.PALAVRA DROGASTodo mundo já tem uma idéia do significado da palavra droga. Em linguagem comum, de todo dia("Ah que droga" ou " logo agora droga" ou ainda, "esta droga não vale nada!") droga tem umsignificado de coisa ruim, sem qualidade. Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo demedicamento. O termo droga teve origem na palavra droog (holandês antigo) que significa folhaseca , isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais.Atualmente, a medicina define droga como sendo: qualquer substância que é capaz de modificar afunção dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.A palavra psicotrópico é composta de duas outras: psico e trópico. Psico é fácil de se entender, poisé uma palavra grega que significa nosso psiquismo (o que sentimos, fazemos e pensamos, enfim oque cada um é). Mas trópico não é como alguns podem pensar, referente a trópicos, clima tropical...A palavra trópico aqui relaciona-se com o termo tropismo que significa ter atração por. Entãopsicotrópico significa atração pelo psiquismo e drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre onosso cérebro, alterando nossa maneira de sentir, de pensar e, muitas vezes, de agir. Mas estasalterações do nosso psiquismo não são sempre no mesmo sentido e direção. Obviamente elasdependerão do tipo de droga psicotrópica que foi ingerida.O Sistema Nervoso Central (SNC), contido na caixa craniana, tem como principal órgão o cérebro.Dependendo da ação no cérebro, as drogas psicotrópicas são divididas em três grandesgrupos.Um primeiro grupo é aquele de drogas que diminuem a atividade do nosso cérebro, ou seja,deprimem o funcionamento do mesmo, o que significa dizer que a pessoa que faz uso desse tipo dedroga fica "desligada", "devagar", desinteressada pelas coisas. Por isso estas drogas são chamadasdeDepressoras da Atividade do Sistema Nervoso CentralNum segundo grupo de drogas psicotrópicas estão aquelas que atuam por aumentar a atividade donosso cérebro, ou seja, estimulam o funcionamento fazendo com a pessoa que se utiliza dessas
  10. 10. drogas fique "ligada", "elétrica", sem sono. Por isso essas drogas recebem a denominaçãoEstimulantes da Atividade do Sistema Nervoso CentralFinalmente, há um terceiro grupo, constituído por aquelas drogas que agem modificandoqualitativamente a atividade do nosso cérebro; não se trata portanto, de mudanças quantitativascomo de aumentar ou diminuir a atividade cerebral. Aqui a mudança é de qualidade. O cérebropassa a funcionar fora do seu normal e a atividade cerebral fica perturbada. Por essa razão esteterceiro grupo de drogas recebe o nome dePerturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central.As principais drogas psicotrópicas que são usadas de maneira abusiva, estão relacionadas a seguirde acordo com a classificação mencionada acima:Depressores da Atividade do SNC-Calmantes e Sedativos ( sonferos ou hipnóticos) - drogas que causam sono: barbitúricos, alguns benzodiazepínicosTranqüilizantes ou Ansiolíticos- acalmam; inibem a ansiedade: benzodiazepínicos. Ex.: diazepam, lorazepam, etcSolventes ou Inalantes: colas, tintas, removedores, etcOpiáceos ou Narcóticos- aliviam a dor e dão sonolência. Ex.: morfina, heroína, codeína, meperidina, etc.Xaropes - com codeína ou ziprepolEstimulantes da Atividade do SNC-TabacoCocaína, crack e merlaAnfetaminasPerturbadores da Atividade do SNCDe origem vegetal:Maconha (THC)Cogumelos ( psilocibina) e Plantas Alucinógenas ( mescalina)Anti-colinérgicos ( lírio, trombeteira, zabumba ou saia branca)De origem sintética:
  11. 11. LSD-25 ( "ácido")xtase ( ecstasy)- Anti-colinérgicos - Medicamentos ( Artane, Bentyl)Outras Drogas de Abuso O QUE SÃO DROGASPodemos definir uso como qualquer consumo de substâncias (experimental, esporádico ouepisódico), abuso ou uso nocivo como sendo um consumo de substâncias que já está associado aalgum prejuízo (quer em termos biológicos, psicológicos ou sociais) e, por fim, dependência comoo consumo sem controle, geralmente associado a problemas sérios para o usuário. Isso nos dá umaidéia de continuum, com uma evolução progressiva entre esses níveis de consumo: os indivíduospassariam inicialmente por uma fase de uso, alguns deles evoluiriam posteriormente para o estágiode abuso e, finalmente, alguns destes últimos tornar-se-iam dependentes. As classificações atuais dedistúrbios provocados por drogas psicotrópicas fornecem critérios para diagnóstico que são gerais,ou seja, independem da substância consumida para se caracterizar abuso/uso nocivo oudependência. Nem todo uso de drogas é devido à dependência e a maior parte das pessoas queapresentam uso disfuncional de alguma droga não é dependente. Estudos recentes têm mostrado quea condição de uso nocivo de uma droga nem sempre progride para a dependência.A síndrome de dependência, segundo a Classificação Internacional de Doenças, CID-10(Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10), é descrita por um conjuntode fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou umaclasse de substâncias alcança uma prioridade muito maior para um determinado indivíduo queoutros comportamentos que antes tinham valor. Um diagnóstico de dependência deve usualmenteser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tenham sido experienciados ou exibidosem algum momento durante o ano anterior:Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de início, términoou níveis de consumo;Um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido,evidenciado por: síndrome de abstinência característica para a substância ou o uso da mesmasubstância (ou uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas deabstinência;Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridaspara alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substânciapsicoativa, aumento da quantidade de tempo necessário para obter ou tomar a substância ou para serecuperar de seus efeitos;Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestamentenocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humordepressivos conseqüentes a períodos de consumo excessivo da substância ou comprometimento dofuncionamento cognitivo relacionado à droga.O dependente, portanto, é alguém que desenvolve um comportamento que em grande parte nãoconsegue controlar. Mas não há uma fórmula para se saber quem, entre os usuários de drogas, vai setornar dependente. O terreno é de possibilidades, de riscos, de situações relativas...

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