TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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22ª VARA CRIMINAL
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  1. 1. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 1 SENTENÇA Processo Físico nº: 0077587-31.2012.8.26.0050 Classe - Assunto Ação Penal - Procedimento Ordinário - Calúnia Querelante: DANIEL VALENTE DANTAS Querelado: PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM Juiz(a) de Direito: Dr(a). Márcio Lucio Falavigna Sauandag Vistos. Cuida-se de Ação Penal Privada que DANIEL VALENTE DANTAS afora em desfavor de PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM sob a acusação da prática dos delitos descritos nos art. 138 (por cinco vezes), art. 139 (por cinco vezes) e art. 140 (por sete vezes), c/c art. 141, inciso III, todas as acusações na forma do art. 69, caput, do Código Penal, porque, nas datas de 13.06.2012, 15.06.2012, 19.06.2012, 22.06.2012, 25.06.2012, 03.07.2012 e 04.07.2012, por meio de matérias publicadas no blog Conversa Afiada, externou vil propósito de ofender sua honra (objetiva e subjetiva) mediante as práticas de injúria, calúnia e difamação, muito se afastando do mero direito (dever) de informar, certo que as práticas se deram em meio de grande divulgação (internet), as condutas sendo derivadas de desígnios autônomos (fls. 02/26). A inicial acusatória veio instruída com documentos (fls. 28/197). Designada audiência a que alude art. 520, do Código de Processo Penal (fls. 199), as partes não hauriram bom termo (fls. 230). Recebida a queixa-crime (fls. 231), o querelado foi citado (fls. 1.138), sendo apresentada resposta escrita à acusação (fls. 235/261), à qual foram acostados documentos (fls. 262/1.135). Às fls. 1.141/1.157 manifestou-se o querelante, com a juntada aos autos de documentos novos (fls. 1.159/1.205). Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 1
  2. 2. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 2 Decisão saneadora a fls. 1.206. Em audiência foi produzida a prova oral (fls. 1.241/1.242; 1.257/1.351; 1.453/1.454; 1.498/1.499; 1.526/1.568 e 1.579/1.582). Na fase do art. 402, do Código de Processo Penal o querelado acostou novos documentos (fls. 1.583/1.852). Convertidos os debates na apresentação de memoriais, o querelante postulou a procedência integral do pedido (fls. 1.856/1.897), o Ministério Público apresentando parecer pela procedência parcial da acusação (fls. 1.899/1.911), enquanto o querelando bradou pela absolvição, nos termos do art. 386, incisos II e III, do CPP. É o relato do quanto necessário. FUNDAMENTO e DECIDO. De proêmio, à preliminar suscitada pelo querelado, o que se acolhe, porém, não na extensão pretendida. Realmente, consoante se pode extrair da assentada de fls. 1.241/1.242, ausentes os advogados do querelado, a audiência prosseguiu sem que houvesse a nomeação de advogado ad hoc para cura dos interesses da parte passiva. Malgrado se afirme, e com razão, que a distribuição da referida Deprecata não constasse o nome do querelante (Daniel Valente Dantas), e, sim, do Ministério Público do Estado de São Paulo (fls. 1.235), o que, consoante afirmado a fls. 1.921 (item 46), impossibilitou a localização da distribuição da Carta Precatória, e seu acompanhamento, não menos certo é que (i) a Defesa foi intimada da expedição da Carta Precatória, (ii) sendo evidente que a distribuição da Deprecata, como parte passiva, consignava o nome correto do querelado, o que, verdadeiramente, não traria qualquer empeço na sua localização, (iii) ainda, não sendo contrariada, a contento, a afirmação constante da própria assentada de fls. 1.241/1.242, de que houve intimação dos advogados para o ato. Portanto, cumpriu-se o entendimento encerrado na súmula nº 273, do Superior Tribunal de Justiça (Intimada a defesa da expedição da carta precatória torna-se desnecessária a intimação da data da audiência no juízo deprecado), por tal motivo não havendo mácula alguma. Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 2
  3. 3. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 3 Mormente porque aludida Carta Precatória, devidamente cumprida, já se encontrava nos autos de há muito, antes mesmo da realização da primeira audiência de instrução neste Juízo, para oitiva das testemunhas de Acusação residentes nesta Comarca, cuja ciência a ciosa Defesa não poderia, nunca, vir a ignorar, mantendo-se silente até o encerramento da instrução, para na peça final, então, alegar nulidade, com a pretensão de reabertura de toda a instrução. De toda a forma, por descuido, ou mesmo descaso, na condução daquele ato não se nomeou advogado substituto (ad hoc), o que seria reclamado na esteira do que dispõe o art. 265, § 2º, do CPP. Evidenciou-se, então, somente naquele ato, não só deficiência, mas sim, manifesta ausência de Defesa, o que importa em nulidade absoluta daquele ato, na esteira do entendimento encerrado na súmula nº 523, do Supremo Tribunal Federal: No processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. Porém, tal fato ocorrido no processo, verdadeiramente, não traz a oportunidade de serem anulados os atos subsequentes, com a reabertura da instrução, de todo não acoimada de vício, tampouco por aquele ato, tido como nulo, sendo contaminado o restante do acervo probatório. Basta, então, que se anule o ato, reputado como prova impassível de avaliação neste momento, preservando, assim, a instrumentalidade das formas, e o respeito ao restante do acervo probatório digno e escorreito, malgrado penitencie-se a acusação, com merecimento, já que presente àquele ato, não alertando ou fazendo rogo ao condutor da audiência para a preservação/restabelecimento da regularidade procedimental. Assim sendo, acolho a preliminar, porém, unicamente a afastar a possibilidade de avaliação daquele testemunho, tomado em Carta Precatória, e, então, tido como nulo. Ao mérito, o que verdadeiramente interessa. No que toca às acusações de prática do delito de injúria, a avaliação de seu conteúdo resta impossibilitada, dada a ocorrência da prescrição, o que se declara. Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 3
  4. 4. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 4 Com efeito, o preceito secundário da norma em questão prescreve pena corporal máxima de seis meses de detenção, além de pena de multa. Não obstante na acusação ainda coloque a possibilidade de aplicação da causa de aumento de penas do art. 141, inciso III, do Código Penal, é certo que o aumento em tese promovido para cada uma das práticas, no percentual de 1/3, encerraria, quando muito, pena corporal inferior a um ano. No caso, o lapso de prescrição, tendo em conta a pena máxima disposta ao delito em análise rege-se pelo contido no art. 109, inciso VI, do Código Penal (três anos), que deve ser reduzido em metade, nos termos do art. 115, do Código Penal, na medida em que o querelado é pessoa maior de setenta anos, questão que tomo como incontroversa, afirmada pelo querelante por mais de uma vez nos autos (fls. 1.476/1.478; 1.400/1.401; 1.432/1.433), e, não desmentida pelo querelado nas oportunidades que teve a se manifestar. A queixa-crime foi recebida aos 02.10.2013 (fls. 231), de forma que a prescrição consumiu a pretensão punitiva por tal delito, o que reclama pronta declaração, nos termos do art. 61, do Código de Processo Penal (Em qualquer fase do processo, o juiz, se reconhecer extinta a punibilidade, deverá declará-lo de ofício), certo que de aplicação, ainda, o disposto no art. 119, do Código Penal (No caso de concurso de crimes, a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um, isoladamente). Portanto, pela acusação de prática do delito descrito no art. 140, c/c art. 141, inciso III, na forma do art. 69, caput (por sete vezes), do Código Penal, DECLARO EXTINTA A PUNIBILIDADE do querelado PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM, o que faço com fundamento nos art. 107, inciso IV, c/c art. 109, inciso VI, art. 115 e art. 119, todos do Código Penal. Avalio, então, e na sequência, as acusações de prática do delito de calúnia. Pois bem! Consoante a proemial acusatória (fls. 13/16), o querelado teria praticado os delitos de calúnia em matérias jornalísticas disponibilizadas em seu Blog denominado Conversa Afiada, acessível pela rede mundial de computadores Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 4
  5. 5. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 5 (www.paulohenriqueamorim.com.br; www.conversaafiada.com.br), nas datas de 15.06.2012 (em três tópicos), 22.06.2012 (em dois tópicos), 25.06.2012 (em um tópico) e 04.07.2012 (em um tópico). Materialidade do fato demonstrada com suficiência, de forma absolutamente séria com a inicial (fls. 137/138; 142/156; 158/162; 180/182), a tempo e modo, e complementada posteriormente, a guisa de manifestação após a resposta escrita à acusação (fls. 1.159/1.168), mormente porque o acionado não nega os escritos, tampouco a fidelidade da documentação, seja em sua resposta escrita, seja na manifestação final da Defesa, até mesmo confirmando o seu teor, quando por mim confrontado acerca das acusações, do conteúdo da denúncia, no interrogatório. Ou seja, a documentação encartada na inicial, que revela o conteúdo das matérias jornalísticas em discussão, posteriormente complementada por ata notarial, se mostra como documentação hábil a demonstrar o fato ocorrido no mundo fenomênico. Autoria, de outra parte, de todo certa, posto que confirmado, como acima dito, mesmo pelo querelado, a autoria das matérias. Constitui calúnia, na esteira do que dispõe o art. 138, do Código Penal, a imputação falsa de fato definido como crime. Nas matérias referenciadas, dadas em 15.06.2012, 22.06.2012, 25.06.2012 e 04.07.2012, consoante a inicial acusatória, e mesmo do acervo probatório coligido ao longo da instrução, especialmente material (documentos), o querelado teria imputado ao querelante a prática do crime de corrupção ativa, notadamente ao momento em que, nos textos, refere-se ao querelante como passador de bola a agente da polícia federal, passador de bola apanhado no ato de passar a bola, e colocações correlatas, fazendo alusão a fato pretérito, amplamente divulgado na mídia, decorrente de sua exposição (querelante) a processo criminal (autos nº 2008.61.81.010136-1 6ª Vara Federal Criminal/SP), onde em primeiro grau de jurisdição se viu condenado por prática de crime (fls. 772/929v), e que posteriormente objeto de anulação pela Superior Corte de Justiça (fls. 935/1.005), questão ainda sujeita a avaliação da Suprema Corte (fls. 1.006/1.015). Nesta referência, a meu modesto sentir, o querelado não fez falsa imputação de fato definido como crime. Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 5
  6. 6. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 6 A uma, porque de forma ácida por certo, no curso de seu direito / dever de informar, já que jornalista reconhecido neste País, com amplo histórico de labor no ramo, simplesmente alardeou notícia que, malgrado requentada (já que os fatos se reportam a anos passados, com amplíssima divulgação), não pode ser, sem decisão final (posto que submetida à análise do Judiciário), tomada como decisivamente falsa, donde, ao fazer alusão a tal fato, não imputou ao querelado fato definido como crime, ciente da falsidade da acusação, e sim, tão somente, no seu exercício de jornalista, fez matéria a colocar a questão em debate, com seu estilo irreverente. A duas, porque do texto, verdade seja dita, não verifico pormenorização mínima de imputação do alegado fato definido como crime, não bastando a mera referência (jocosa) da figura do querelante como passador de bola (Aníbal Bruno, Crimes contra a pessoa, 4ª edição, Rio de Janeiro, Editora Rio, p. 289). Sobre o tema: Para a configuração de calúnia, é mister imputação de fato determinado. Não a tipifica o mero epíteto de ladrão, receptador, estelionatário, amigo do alheio, indébito apropriador ou outro labéu, sem mais circunlóquio (TACRIM/SP HC rel. Vieira Manso JUTACRIM 56/88). No mesmo sentido: Recurso Em Sentido Estrito nº 0045197-42.2013.8.26.0577, j. em 2 de outubro de 2014, rel. Desembargador Fernando Torres Garcia. A três, porque estando a questão (referente aos fatos com contorno de crime que o querelante se viu envolvido) ainda sob a avaliação do Judiciário, a referência ao fato não revela o dolo da conduta, elemento imprescindível para a configuração do delito (JUTACRIM 96/116). Neste sentido: A imputação de fatos sujeitos a prova não podem constituir calúnia porque esta consiste na imputação falsa de crime e dato sujeito a prova não se pode dizer falsamente imputado (TACRIM-SP AC rel. Fortes Barbosa JUTACRIM 94/188). Poder-se-ia aventar, quando muito, a ocorrência do crime de injúria, de todo, como acima dito, consumido pela prescrição. Dos mesmos escritos, em especial aqueles de 15.06.2012 e 25.05.2012, consoante a inicial, e a prova documental, ainda, o querelado teria praticado o delito de calúnia, notadamente ao afirmar que Dantas, comprovadamente, grampeou a Globo, sendo ele pessoa dependente de escutas ilegais. Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 6
  7. 7. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 7 Novamente, no aludido texto não se verifica uma descrição pormenorizada e mínima do fato que, em tese, poderia configurar o delito descrito no art. 10, da Lei Federal nº 9.296/96 (Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei). A alusão se mostra genérica, sem determinação do contexto onde, em tese, teriam sido feito os grampos (linguajar corriqueiro e simplista para o ato de interceptação de comunicações) a mando do querelante, não tipificando o delito de calúnia. Prosseguindo, da inicial ainda se afirma, com apoio na prova material, que o querelado praticou o delito de calúnia ao afirmar, no texto de 22.06.2012, que o querelante seria grileiro de terras, notadamente ao fazer alusão a fato ocorrido à época, envolvendo embate entre manifestante do MST e funcionários da Fazenda Cedro, pertencente à Agropecuária Santa Bárbara, empresa ligada ao Grupo Opportunity, cujo acionista é o querelante. Assim, o querelado teria imputado ao querelante o fato definido no art. 20, da Lei Federal nº 4.947/66 (Art. 20 - Invadir, com intenção de ocupá-las, terras da União, dos Estados e dos Municípios). Contudo, e sempre respeitado entendimento contrário, assim o querelado não procedeu. Nota-se da matéria jornalística que o querelado reproduziu matéria da Folha de São Paulo, onde o fato do embate entre os manifestantes e funcionários da Fazenda Cedro foi noticiado, seguindo ao exercício de sua atividade (jornalística), por texto próprio, comentando e fazendo alusão ao ocorrido, colocando a questão em debate, seguindo a colar matérias sobre a questão ainda publicadas no jornal Estado de São Paulo. Por certo, veiculou como de seu texto, que Dantas defende terra grilada a bala, mais à frente ainda pontuando O Conversa Afiada reproduz o vídeo feito pelo MST da tentativa de criar uma área de assentamento na terra grilada do passador de bola apanhado no ato de passar bola. A meu modesto Juízo, em tal texto o querelado, novamente, não fez imputação falsa de crime ao querelante, com a descrição firme de fato Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 7
  8. 8. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 8 definido como crime, atribuída a ação ao querelante. Ora, o querelado não disse que o querelante invadiu, com intenção de ocupar, terras da União, dos Estados e dos Municípios. Por certo fez referência tênue a que as terras onde se deu o confronto pertenciam à empresa do Grupo do qual o querelante é acionista / controlador. Ainda, também, o querelado referenciou que aludidas terras onde se deu o confronto eram terras griladas. Mas daí a intuir, como próprio do exercício dedutivo, e mesmo afirmar que o querelado, verdadeiramente, imputou ao querelante a atitude material, ou mesmo intelectual, do ato de invadir terras pertencentes aos entes federados, vai uma distância tão longa quanto a que permeia o Sol da Lua. Logo, não se verifica calúnia no fato, ausente precisa indicação da autoria de invasão (direta ou indireta), com mínima descrição do fato dito criminoso. Por fim, mas ainda neste tópico acerca da calúnia, volto minha atenção ao texto de 25.06.2012 onde, sob a ótica da acusação, o querelado teria imputado ao querelante a prática do delito de falsidade documental. Respeitado entendimento contrário, nada mais falso, penitenciando-me desde já pelo trocadilho. Do referido texto, acostado nos autos a fls. 158/162 (ata notarial de fls. 1.164v/1.166), tem-se matéria do querelado, em verdadeiro tom crítico, próprio da atividade jornalística, revelador de fatos nos quais se encontra inserido (demandas judiciais em que digladia com o querelante e outros), até mesmo de investigações onde é espiado. E nele não verifico que querelado tenha imputado ao querelante a prática de crime de falsidade, naquele tópico onde afirma que seu advogado (do querelado) recolheu provas de rudimentar fraude, com rasuras a mão, para transferir uma ação de uma Vara para outra, na Justiça Fluminense. Tal afirmação (de falsificação de documentos) não é Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 8
  9. 9. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 9 imputada claramente ao querelante, onde sequer se pormenoriza quem fez tal fraude (rasura), quando ela se deu ou foi utilizada, no que consistia, e qual o propósito específico, com a indicação da demanda que se pretendia modificar de uma Vara a outra. Sequer os figurantes do processo são expostos claramente. Na mesma linha de pensamento, ao afirmar que o querelante forjava a abertura e a movimentação de contas, do texto, novamente, não se extrai particularização do fato, o qual se apresenta genérico e impreciso. Para a configuração do delito de calúnia, repito, reclama- se imputação clara, precisa e detalhada do fato definido como crime, com algum pormenor que possibilite a individualização. No caso, no texto e seu contexto, ressente-se de pormenorização e especificação, não configurando a afirmada calúnia. Logo, acerca das acusações da prática de calúnia proclama-se a absolvição decorrente da atipicidade, nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Por fim, atenho-me às acusações da prática dos crimes de difamação. Consoante a inicial acusatória (fls. 16/19), os delitos de difamação teriam sido praticados por meio das matérias publicadas no Blog do querelado nas datas de 15.06.2.012 (em dois tópicos), 19.06.2.012 (um tópico), 22.06.2012 (contexto) e 25.06.2012 (contexto). Prova material de todo suficiente, reveladora dos escritos (fls. 137/138; 140; 142/156; 158/162), complementada a fls. 1.159/1.168, repetindo o acima dito, mormente porque o acionado não nega a autoria, tampouco a fidelidade dos escritos copiados na inicial, mormente porque, falsos fossem os documentos, seguramente a Defesa teria lançado mão do instrumental processual próprio à impugnação (incidente). Dá-se a difamação com a imputação de fato ofensivo à reputação da pessoa, consistente em divulgar fatos infamantes à sua honra objetiva, sejam eles verdadeiros ou falsos (Código Penal Comentado, Guilherme Nucci, p. 720). Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 9
  10. 10. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 10 Portanto, reclama-se, novamente, a alusão pormenorizada, descritiva, não bastando um mero insulto. Bem por isso, então, as referências feitas pelo querelado à pessoa do querelante (matérias de 15.06.2012 e 22.06.2012), de que ele teria como seu dependente Franklin Martins, renomado jornalista, não me soa como fato infamante, não transcendendo a mera crítica, também feita no bojo dos autos pelo próprio querelante, ao pretender pontuar, mesmo pela prova oral, colhida na primeira audiência realizada neste Juízo, inclusive pelas perguntas que fez ao querelado, em interrogatório (as quais não foram respondidas em exercício ao direito de silêncio), que o querelado seria dependente de adversários comerciais do Grupo liderado pelo querelante, ou mesmo de empresas ligadas ao Governo Federal, notando-se que malgrado tenha arrolado testemunhas de Acusação, as quais vieram verberar tal imputação, no confronto das perguntas da Ministério Público deixaram bem claro que tudo não passa de mera cogitação, de uma opinião sem prova firme que lhe renda espaço. Já na matéria de 25.06.2012, o que se extrai, verdadeiramente, e de forma absolutamente clara, é o simples exercício da informação e da crítica, com a exposição de ponto de vista profissional do querelado, já que a matéria reporta como visto acima, fatos ocorridos no mundo fenomênico (exposição do querelante a processo crime e investigação), sede em que teria se sagrado vencedor. O querelado exerceu unicamente, o direito de informar e de expressar seu pensamento. Nada mais. Não diversa, a meu modesto entender, a referência feita pelo querelado, na matéria de 15.06.2012, decorrente da inclusão do querelante em rol restrito do Banco Mundial, referente a casos de corrupção. Verdadeiramente, tal fato ocorreu, infelizmente, o que mesmo noticiado em outros veículos de comunicação (fls. 1.055/1.057). Por certo, consoante se extrai dos autos, da prova produzida, aludida informação teria sido corrigida. Contudo, foi veiculada, e a crítica, própria da atividade jornalística, no bojo do exercício do direito (dever) de informar, não pode ser assacada como atitude de vilipêndio à honra do querelante, pessoa que, inclusive, por seus negócios, se tornou Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 10
  11. 11. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 11 pública, e, por consequência, exposta a críticas. Por fim, e ao cabo, nas matérias veiculadas aos 22.06.2012, e 25.06.2012, onde o texto atrela o querelante a conflito de terras, novamente, tem- se a narrativa de um fato realmente ocorrido, em área de terras pertencente a uma empresa integrante do Grupo capitaneado pelo querelante, seguindo-se crítica jornalista, em especial ao equiparar a questão à possibilidade de ocorrência de fato idêntico a outro gravemente ocorrido em época passada, amplamente divulgado na mídia, no município de Eldorado do Carajás/PA. Em resumo, neste ponto acerca das assacadilhas ditas difamatórias, tenho unicamente o pleno exercício de duas liberdades garantidas pela Carta da República, a de expressão (art. 5º, inciso IV), e a de informação jornalística (art. 5º, inciso IX, e art. 220, §§ 1º e 2º), referendadas, inclusive, pela Carta de Princípios de Chapultepec, subscrita e ratificada por nossos representantes. Outro não foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal, a brevíssimo tempo, no julgamento da Reclamação nº 15.243/RJ, j. em 02.06.2015, rel. Ministro Celso de Mello, in verbis: A questão em exame como tive o ensejo de salientar assume indiscutível magnitude de ordem político-jurídica , notadamente em face de seus claros lineamentos constitucionais que foram analisados, de modo efetivo, no julgamento da referida ADPF 130/DF, em cujo âmbito o Supremo Tribunal Federal pôs em destaque , de maneira muito expressiva, uma das mais relevantes franquias constitucionais: a liberdade de manifestação do pensamento , que representa um dos fundamentos em que se apoia a própria noção de Estado Democrático de Direito. Cabe rememorar , por oportuno, a adoção , em 11/03/1994, pela Conferência Hemisférica sobre liberdade de expressão, da Declaração de Chapultepec , que consolidou valiosíssima Carta de Princípios, fundada em postulados que, por essenciais ao regime democrático, devem constituir objeto de permanente observância e respeito por parte do Estado e de suas autoridades e agentes, inclusive por magistrados e Tribunais judiciários. A Declaração de Chapultepec ao enfatizar que uma imprensa livre é condição fundamental para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam sua liberdade, não devendo existir, por isso mesmo, nenhuma lei ou ato de poder que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa, seja qual for o meio de comunicação proclamou, entre outros postulados básicos, os que se seguem: “I Não há pessoas nem sociedades livres sem liberdade de expressão e de imprensa. O exercício dessa não é uma concessão das autoridades, é um direito inalienável do povo. II Toda pessoa tem o direito de buscar e receber informação, expressar opiniões e divulgá-las livremente. Ninguém pode restringir ou negar esses direitos. VI Os meios de comunicação e os jornalistas não devem ser objeto de discriminações ou favores em função do que escrevam ou digam. X Nenhum meio de comunicação ou jornalista deve ser sancionado por difundir a verdade, criticar ou fazer denúncias contra o poder público.” (grifei) Tenho sempre Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 11
  12. 12. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 12 destacado , como o fiz por ocasião do julgamento da ADPF 130/DF, e , também, na linha de outras decisões por mim proferidas no Supremo Tribunal Federal (AI 505.595/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO Pet 3.486/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), que o conteúdo da Declaração de Chapultepec revela-nos que nada mais nocivo, nada mais perigoso do que a pretensão do Estado de regular a liberdade de expressão (ou de ilegitimamente interferir em seu exercício), pois o pensamento há de ser livre , permanentemente livre , essencialmente livre ... Todos sabemos que o exercício concreto, pelos profissionais da imprensa, da liberdade de expressão, cujo fundamento reside no próprio texto da Constituição da República, assegura, ao jornalista, o direito de expender crítica, ainda que desfavorável e em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades (Pet 3.486/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Ninguém ignora que, no contexto de uma sociedade fundada em bases democráticas, mostra- se intolerável a repressão estatal ao pensamento, ainda mais quando a crítica por mais dura que seja revele-se inspirada pelo interesse coletivo e decorra da prática legítima de uma liberdade pública de extração eminentemente constitucional (CF, art. 5º, IV, c/c o art. 220). Não se pode desconhecer que a liberdade de imprensa, enquanto projeção da liberdade de manifestação de pensamento e de comunicação, reveste-se de conteúdo abrangente, por compreender, entre outras prerrogativas relevantes que lhe são inerentes, (a) o direito de informar, (b) o direito de buscar a informação, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar. A crítica jornalística, desse modo, traduz direito impregnado de qualificação constitucional, plenamente oponível aos que exercem qualquer atividade de interesse da coletividade em geral, pois o interesse social, que legitima o direito de criticar, sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar as figuras públicas, independentemente de ostentarem qualquer grau de autoridade. Daí a orientação jurisprudencial que tem prevalecido nesta Corte Suprema a propósito do tema em análise, como se vê, p. ex., de decisão emanada da colenda Segunda Turma, em julgamento que restou assim ementado: “LIBERDADE DE INFORMAÇÃO DIREITO DE CRÍTICA PRERROGATIVA POLÍTICO-JURÍDICA DE ÍNDOLE CONSTITUCIONAL MATÉRIA JORNALÍSTICA QUE EXPÕE FATOS E VEICULA OPINIÃO EM TOM DE CRÍTICA CIRCUNSTÂNCIA QUE EXCLUI O INTUITO DE OFENDER AS EXCLUDENTES ANÍMICAS COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO DO 'ANIMUS INJURIANDI VEL DIFFAMANDI' AUSÊNCIA DE ILICITUDE NO COMPORTAMENTO DO PROFISSIONAL DE IMPRENSA INOCORRÊNCIA DE ABUSO DA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO CARACTERIZAÇÃO, NA ESPÉCIE, DO REGULAR EXERCÍCIO DO DIREITO DE INFORMAÇÃO O DIREITO DE CRÍTICA, QUANDO MOTIVADO POR RAZÕES DE INTERESSE COLETIVO, NÃO SE REDUZ, EM SUA EXPRESSÃO CONCRETA, À DIMENSÃO DO ABUSO DA LIBERDADE DE IMPRENSA A QUESTÃO DA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO (E DO DIREITO DE CRÍTICA NELA FUNDADO) EM FACE DAS FIGURAS PÚBLICAS OU NOTÓRIAS JURISPRUDÊNCIA DOUTRINA JORNALISTA QUE FOI CONDENADO AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO CIVIL POR DANOS MORAIS INSUBSISTÊNCIA, NO CASO, DESSA CONDENAÇÃO CIVIL IMPROCEDÊNCIA DA 'AÇÃO INDENIZATÓRIA' VERBA HONORÁRIA FIXADA EM 10% (DEZ POR CENTO) SOBRE O VALOR ATUALIZADO DA CAUSA RECURSO DE AGRAVO PROVIDO, EM PARTE, UNICAMENTE NO QUE SE REFERE AOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. A liberdade de imprensa, enquanto projeção das liberdades de comunicação e de manifestação do pensamento, reveste-se de conteúdo abrangente, por compreender, dentre outras prerrogativas relevantes que lhe são inerentes, (a) o direito de informar, (b) o direito de buscar a informação, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar. A crítica jornalística, desse modo, traduz direito impregnado de qualificação constitucional, plenamente oponível aos que exercem qualquer atividade de interesse da coletividade em geral, pois o interesse social, que legitima Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 12
  13. 13. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 13 o direito de criticar, sobrepõe-se a eventuais suscetibilidades que possam revelar as pessoas públicas ou as figuras notórias, exercentes, ou não, de cargos oficiais. A crítica que os meios de comunicação social dirigem às pessoas públicas, por mais dura e veemente que possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente resultam dos direitos de personalidade. Não induz responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística cujo conteúdo divulgue observações em caráter mordaz ou irônico ou, então, veicule opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública, investida, ou não, de autoridade governamental, pois, em tal contexto, a liberdade de crítica qualifica-se como verdadeira excludente anímica, apta a afastar o intuito doloso de ofender. Jurisprudência. Doutrina. O Supremo Tribunal Federal tem destacado, de modo singular, em seu magistério jurisprudencial, a necessidade de preservar-se a prática da liberdade de informação, resguardando-se, inclusive, o exercício do direito de crítica que dela emana, por tratar-se de prerrogativa essencial que se qualifica como um dos suportes axiológicos que conferem legitimação material à própria concepção do regime democrático. Mostra-se incompatível com o pluralismo de idéias, que legitima a divergência de opiniões, a visão daqueles que pretendem negar, aos meios de comunicação social (e aos seus profissionais), o direito de buscar e de interpretar as informações, bem assim a prerrogativa de expender as críticas pertinentes. Arbitrária, desse modo, e inconciliável com a proteção constitucional da informação, a repressão à crítica jornalística, pois o Estado inclusive seus Juízes e Tribunais não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as idéias e sobre as convicções manifestadas pelos profissionais da Imprensa. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Jurisprudência comparada (Corte Européia de Direitos Humanos e Tribunal Constitucional Espanhol).” (AI 705.630-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por tal razão que a crítica que os meios de comunicação social, inclusive em ambiente digital, dirigem às pessoas públicas, por mais acerba, dura e veemente que possa ser, deixa de sofrer, quanto ao seu concreto exercício, as limitações externas que ordinariamente resultam dos direitos da personalidade. É importante acentuar, bem por isso, que não caracterizará hipótese de responsabilidade civil a publicação de matéria jornalística cujo conteúdo divulgar observações em caráter mordaz ou irônico ou, então, veicular opiniões em tom de crítica severa, dura ou, até, impiedosa, ainda mais se a pessoa a quem tais observações forem dirigidas ostentar a condição de figura pública, investida, ou não, de autoridade governamental, pois, em tal contexto, a liberdade de crítica qualifica-se como verdadeira excludente anímica, apta a afastar o intuito doloso de ofender. Com efeito, a exposição de fatos e a veiculação de conceitos, utilizadas como elementos materializadores da prática concreta do direito de crítica, descaracterizam o “animus injuriandi vel diffamandi”, legitimando, assim, em plenitude, o exercício dessa particular expressão da liberdade de imprensa. Entendo relevante destacar, no ponto, que essa matéria foi efetivamente debatida no julgamento da ADPF 130/DF, em que também se analisou a questão sob a perspectiva do direito de crítica cuja prática se mostra apta a descaracterizar o “animus injuriandi vel diffamandi” (CLÁUDIO LUIZ BUENO DE GODOY, “A Liberdade de Imprensa e os Direitos da Personalidade”, p. 100/101, item n. 4.2.4, 2001, Atlas; VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR, “A Proteção Constitucional da Informação e o Direito à Crítica Jornalística”, p. 88/89, 1997, Editora FTD; RENÉ ARIEL DOTTI, “Proteção da Vida Privada e Liberdade de Informação”, p. 207/210, item n. 33, 1980, RT, v.g.) , em ordem a reconhecer que essa prerrogativa dos profissionais de imprensa revela - se particularmente expressiva, quando a crítica, exercida pelos “mass media” e pelos “social media” e justificada pela prevalência do interesse geral da coletividade, dirige-se a figuras notórias ou a Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 13
  14. 14. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 14 pessoas públicas, independentemente de sua condição oficial. Daí a existência de diversos julgamentos que, proferidos por Tribunais judiciários, referem-se à legitimidade da atuação jornalística, considerando, para tanto, a necessidade do permanente escrutínio social a que se acham sujeitos aqueles que, exercentes, ou não, de cargos oficiais, qualificam-se como figuras públicas ou notórias. É por tal razão, como assinala VIDAL SERRANO NUNES JÚNIOR (“A Proteção Constitucional da Informação e o Direito à Crítica Jornalística”, p. 87/88, 1997, Editora FTD), que o reconhecimento da legitimidade do direito de crítica que constitui “pressuposto do sistema democrático” qualifica-se, por efeito de sua natureza mesma, como verdadeira “garantia institucional da opinião pública”. É relevante observar que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), em mais de uma ocasião, advertiu que a limitação do direito à informação (e, também, do poder-dever de informar), quando caracterizada mediante (inadmissível) redução de sua prática “ao relato puro, objetivo e asséptico de fatos, não se mostra constitucionalmente aceitável nem compatível com o pluralismo, a tolerância (...), sem os quais não há sociedade democrática (…)” (Caso Handyside, Sentença do TEDH, de 07/12/1976). Essa mesma Corte Europeia de Direitos Humanos, no julgamento do Caso Lingens (Sentença de 08/07/1986), após assinalar que “a divergência subjetiva de opiniões compõe a estrutura mesma do aspecto institucional do direito à informação”, acentua que “a imprensa tem a incumbência, por ser essa a sua missão, de publicar informações e idéias sobre as questões que se discutem no terreno político e em outros setores de interesse público (...)”, vindo a concluir, em tal decisão, não ser aceitável a visão daqueles que pretendem negar, à imprensa, o direito de interpretar as informações e de expender as críticas pertinentes. Não foi por outro motivo e aqui rememoro anterior decisão por mim proferida nesta Suprema Corte (Pet 3.486/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) que o Tribunal Constitucional espanhol, ao prolatar as Sentenças nº 6/1981 (Rel. Juiz FRANCISCO RUBIO LLORENTE), nº 12/1982 (Rel. Juiz LUIS DÍEZ- PICAZO), nº 104/1986 (Rel. Juiz FRANCISCO TOMÁS Y VALIENTE) e nº 171/1990 (Rel. Juiz BRAVO- -FERRER), pôs em destaque a necessidade essencial de preservar-se a prática da liberdade de informação, inclusive o direito de crítica que dela emana, como um dos suportes axiológicos que informam e que conferem legitimação material à própria concepção do regime democrático. É preciso advertir, bem por isso, notadamente quando se busca promover a repressão à crítica jornalística, mediante condenação judicial ao pagamento de indenização civil, que o Estado inclusive o Judiciário não dispõe de poder algum sobre a palavra, sobre as ideias e sobre as convicções anifestadas pelos profissionais dos meios de comunicação social (“mass media” e “social media”). Essa garantia básica da liberdade de expressão do pensamento, como precedentemente assinalado, representa, em seu próprio e essencial significado, um dos fundamentos em que repousa a ordem democrática. Nenhuma autoridade, nem mesmo a autoridade judiciária, pode prescrever o que será ortodoxo em política, ou em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional, nem estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento. Isso, porque “o direito de pensar, falar e escrever livremente, sem censura, sem restrições ou sem interferência governamental” representa, conforme adverte HUGO LAFAYETTE BLACK, que integrou a Suprema Corte dos Estados Unidos da América, “o mais precioso privilégio dos cidadãos (…)” (“Crença na Constituição”, p. 63, 1970, Forense). Vale registrar, por sumamente relevante, o fato de que, em situações idênticas à que ora se examina, eminentes Ministros do Supremo Tribunal Federal, fazendo prevalecer a eficácia vinculante derivada do julgamento da ADPF 130/DF, sustaram decisões judiciais que haviam ordenado a interdição, claramente censória, em matérias jornalísticas divulgadas em órgãos de imprensa ou, como sucede na Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 14
  15. 15. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 15 espécie, que haviam condenado jornalistas ao pagamento de indenização civil (Rcl 11.292-MC/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA Rcl 16.074-MC/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, decisão proferida pelo Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, no exercício da Presidência Rcl 16.434/ES, Rel. Min. ROSA WEBER Rcl 18.186-MC/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, decisão proferida pelo Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, no exercício da Presidência Rcl 18.290-MC/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX Rcl 18.566-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO Rcl 18.638-MC/CE, Rel. Min. ROBERTO BARROSO Rcl 18.735- MC/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES Rcl 18.746-MC/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). Em suma : a questão em exame , segundo entendo, assume indiscutível magnitude de ordem político-jurídica, notadamente em face de seus claros lineamentos constitucionais que foram analisados , de modo efetivo, no julgamento da referida ADPF 130/DF, em cujo âmbito o Supremo Tribunal Federal pôs em destaque , de maneira muito expressiva, uma das mais relevantes franquias constitucionais: a liberdade de manifestação do pensamento , que representa um dos fundamentos em que se apoia a própria noção de Estado Democrático de Direito e que não pode ser restringida, por isso mesmo, pelo exercício ilegítimo da censura estatal, ainda que praticada em sede jurisdicional. Sendo assim , pelas razões expostas, com apoio em delegação regimental (RISTF , art. 161, parágrafo único, na redação dada pela Emenda Regimental nº 13, de 25/03/2004), julgo procedente a presente reclamação, para invalidar o v. acórdão proferido pela colenda Primeira Câmara Cível do E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nos autos da Apelação Cível nº 0389985-84.2009.8.19.0001, restaurando, em consequência, a sentença proferida pela MM. Juíza de Direito da 23ª Vara Cível da comarca do Rio de Janeiro/RJ (Processo nº 0389985-84.2009.8.19.0001). Logo, sob o aspecto da difamação, a absolvição é proclamada nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Acredito que mais, seja desnecessário aduzir, posto que nada mais pertine à análise, como forma de dirimir a controvérsia posta em julgamento. Diante do exposto, e de tudo o mais que dos autos consta, pela acusação de prática do delito descrito no art. 140, c/c art. 141, inciso III, na forma do art. 69, caput (por sete vezes), do Código Penal, DECLARO EXTINTA A PUNIBILIDADE do querelado PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM, o que faço com fundamento nos art. 107, inciso IV, c/c art. 109, inciso VI, art. 115 e art. 119, todos do Código Penal, e, pela acusação da prática dos delitos descritos nos art. 138 (por cinco vezes), art. 139 (por cinco vezes), c/c art. 141, inciso III, as acusações na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal, JULGO IMPROCEDENTE o pedido, e assim o faço para ABSOLVER o querelado PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM, nos termos do art. 386, inciso III, do Código de Processo Penal. Por conta da sucumbência, decorrência do princípio da causalidade (AgEg no REsp nº 1.206.311/SP, rel. Ministro Jorge Mussi; AgRg no REsp nº 1.218.726/RJ, rel. Ministro Sebastião Reis Júnior; AgRg no REsp nº 1.041.644/SE, rel. Ministro Nilson Naves), arcará o Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 15
  16. 16. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CRIMINAL BARRA FUNDA 22ª VARA CRIMINAL AVENIDA DOUTOR ABRAAO RIBEIRO, Nº 313, São Paulo - SP - CEP 01133-020 Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às19h00min 0077587-31.2012.8.26.0050 - lauda 16 querelante com as despesas eventualmente em aberto, bem como com honorários dos advogados do querelado, que, nos termos do art. 20, § 4º, do Código de Processo Civil, c/c com art. 3º, do Código de Processo Penal, fixo em R$ 15.000,00, dada a excelência do trabalho desenvolvido (não desmerecendo, também, e em momento algum, a combatividade, excelência e erudição do ofício por parte dos advogados do querelante). P.R.I.C. São Paulo, 15 de junho de 2015. DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006, CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA Seimpresso,paraconferênciaacesseositehttps://esaj.tjsp.jus.br/esaj,informeoprocesso0077587-31.2012.8.26.0050eocódigo1E00000072O1A. EstedocumentofoiassinadodigitalmenteporMARCIOLUCIOFALAVIGNASAUANDAG. fls. 16

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