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Aquisição de imobilizados (720,00)
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Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa

  1. 1. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa A base em que se assenta o sistema de informação contábil gerencial é a Contabilidade Financeira. Podemos afirmar com segurança que sem uma Contabilidade Financeira bem estruturada é impossível de se obter uma Contabilidade Gerencial adequada. Nesse sentido, impõe-se uma estruturação do sistema de informação contábil que preencha, ao mesmo tempo, os requisitos da Contabilidade Financeira (para atendimento das legislações societárias e fiscais) e as ne- cessidades gerenciais de informações para planejamento, controle e tomada de decisão. Os fundamentos para estruturação do sistema de informação contábil que contemple todas as necessidades gerenciais são: identificar todas as necessidades de informações gerenciais, partindo das necessidades da alta administração, passando pelas necessidades da média administração e do último nível gerencial; identificar as necessidades de informações regulatórias, societárias e fiscais; identificar as necessidades operacionais do setor de contabilidade geral; estruturar a conta contábil de modo a absorver todas as necessida- des gerenciais, primeiramente, e em seguida, as necessidades legais e operacionais; estruturar o plano de contas que atenda as necessidades gerenciais e as necessidades regulatórias. A estruturação adequada do plano de contas contábil tem como referên- cia as duas demonstrações contábeis básicas: o balanço patrimonial; a demonstração do resultado. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  2. 2. 38 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Essas demonstrações contábeis básicas são complementadas pela ter- ceira demonstração que fecha o ciclo das demonstrações contábeis básicas imprescindíveis para o gerenciamento das empresas: a demonstração dos fluxos de caixa. Portanto, o modelo gerencial de controle empresarial está assentado nessas demonstrações contábeis básicas, que devem ser complementadas com outras demonstrações contábeis, algumas das quais são obrigatórias para fins legais e fiscais. Demonstrações contábeis básicas As demonstrações contábeis básicas tradicionais para fins de Contabili- dade Financeira são: balanço patrimonial; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração das mutações do patrimônio líquido; notas explicativas. Balanço patrimonial O balanço patrimonial é a demonstração contábil mais importante. Ela reflete os efeitos patrimoniais retidos na empresa numa determinada data decorrente de todas as transações efetuadas pela empresa até aquele momento. Em tese, o balanço patrimonial reflete toda a riqueza da empresa, o capi- tal investido e todos os lucros da vida da empresa até aquele momento que ainda não foram distribuídos. A figura central do balanço patrimonial é o patrimônio líquido. Contabil- mente é composto do capital social, mais reservas e prejuízos acumulados. Em termos gerenciais, as reservas significam ganhos que a empresa teve, Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  3. 3. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 39 que foram reportados ou não nas demonstrações de resultados de períodos anteriores, e que não foram ainda nem capitalizados nem distribuídos. Em termos gerenciais, o balanço patrimonial reflete nas contas de ativo, passivo e patrimônio líquido: todos os efeitos das despesas e receitas que são demonstradas na demonstração dos resultados de todos os períodos até a data do balanço; todos os efeitos das transações financeiras de recebimentos ou paga- mentos, ou seja, os fluxos de caixa realizados até a data do balanço. Dessa maneira, o balanço patrimonial caracteriza-se por conter todas as informações resultantes de todas as transações da empresa até a data em que o balanço for levantado. A característica marcante do balanço patrimonial (e a sua eventual de- ficiência se não for corretamente interpretado) é que ele mostra a situação da empresa num determinado momento, razão pela qual é definido como “a representação estática do patrimônio”. Essa eventual “deficiência” é su- prida pela demonstração do resultado do período e pela demonstração dos fluxos de caixa, para que não se faça um balanço patrimonial após cada fato ou diariamente. A utilização gerencial do balanço patrimonial é muito vasta. Começa pelo próprio entendimento de sua estrutura e dos critérios de avaliação dos ativos e passivos e conclui-se pela metodologia de análise financeira ou análise de balanço, de onde se extrai vários indicadores e referências para entender a empresa e o andamento das operações. Em termos práticos, além da análise de balanço, a eficácia de informa- ções gerenciais a partir do balanço é o seu acompanhamento sistemático. Assim, para fins gerenciais, não é possível trabalhar com balanços anuais ou trimestrais. É imperioso a elaboração de balanços patrimoniais mensais e o acompanhamento periódico de suas variações. Essas variações, em tese, são variações de lucro, de caixa, de investimentos e financiamentos. Portanto, a utilização gerencial do balanço patrimonial é primeiro elemento de Conta- bilidade Gerencial. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  4. 4. 40 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Estrutura de apresentação Quadro 1 – Estrutura do balanço patrimonial ATIVO PASSIVO CIRCULANTE Caixa e bancos Aplicações financeiras Títulos a receber de clientes (–) Títulos descontados (–) Créditos de liquidação duvidosa Estoques (Mercadorias, materiais, produtos em elaboração, produtos acabados) Adiantamentos a fornecedores Outros créditos (impostos a recuperar, outros valores a receber ou realizar) Despesas do exercício seguinte NÃO CIRCULANTE Realizável a longo prazo Títulos a receber Créditos com empresas ligadas Títulos mobiliários Investimentos temporários Investimentos Em empresas ligadas Em outras empresas Imobilizado (–) Depreciação e exaustão acumulada Intangível Gastos com geração de marcas, patentes, licenças, softwares etc. passíveis de revenda Goodwill decorrente de aquisições CIRCULANTE Títulos a pagar a fornecedores Impostos a recolher sobre mercadorias Impostos a recolher sobre lucros Salários e encargos a pagar Contas a pagar Adiantamentos de clientes Empréstimos e financiamentos Participações a pagar Dividendos e lucros a distribuir NÃO CIRCULANTE Exigível a longo prazo Empréstimos e financiamentos Impostos refinanciados Mútuos de coligadas e controladas Receitas diferidas Receitas (–) despesas Patrimônio líquido Capital social (–) Ações em tesouraria Reservas de capital Ajustes de avaliação patrimonial Reservas de lucros Prejuízos acumulados TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO Exemplo numérico Apresentamos a seguir um exemplo numérico que servirá para todas as demonstrações contábeis apresentadas neste capítulo. Parte de um balanço patrimonial e um conjunto dos principais eventos de uma empresa comer- cial, com objetivo de evidenciar a estruturação e integração de todas as de- monstrações contábeis. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  5. 5. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 41 Tabela 1 – Balanço patrimonial (inicial e final) ATIVO Inicial (R$) Final (R$) PASSIVO Inicial (R$) Final (R$) CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa/bancos/apl. financeiras 800,00 1.440,00 Dupls. a pagar – fornecedores 570,00 1.070,00 Dupls. a receber – clientes 1.620,00 3.510,00 Salários e encargos a pagar 180,00 190,00 Estoque de mercadorias 3.100,00 2.100,00 Contas a pagar 120,00 80,00 Soma 5.520,00 7.050,00 Imp. a recolher s/ mercadorias 350,00 590,00 Não circulante Empréstimos 1.200,00 0,00 Soma 2.420,00 1.930,00 Realizável a longo prazo 100,00 100,00 Não circulante Investimentos Exigível a longo prazo Em controladas 2.200,00 2.500,00 Financiamentos 4.800,00 5.600,00 Imobilizado Patrimônio líquido Valor histórico 8.280,00 9.000,00 Capital social 6.000,00 7.000,00 (–) Depreciações acumuladas (2.500,00) (3.400,00) Reservas 380,00 720,00 Soma 5.780,00 5.600,00 Lucros/prejuízos acumulados 0,00 0,00 Intangível 0,00 0,00 Soma 6.380,00 7.720,00 Soma não circulante 8.080,00 8.200,00 Soma não circulante 11.180,00 13.320,00 ATIVO TOTAL 13.600,00 15.250,00 ATIVO TOTAL 13.600,00 15.250,00 Tabela 2 – Principais eventos econômicos de um período R$ 1. Vendas a prazo, com impostos de 10%. Custo R$14.500,00 23.800,00 2. Recebimento das vendas 21.910,00 3. Compra de mercadorias a prazo, com impostos de 10% 15.000,00 4. Pagamento das compras 14.500,00 5. Salários e encargos sociais do período 2.800,00 6. Pagamento de salários e encargos sociais 2.790,00 7. Despesas gerais do período 1.400,00 8. Pagamento das despesas gerais 1.440,00 9. Aumento de capital social em dinheiro 1.000,00 10. Contratação de novo financiamento, a longo prazo 500,00 11. Pagamento de parcelas do empréstimo de curto prazo 1.200,00 12. Aquisição de novos imobilizados à vista 720,00 13. Juros dos empréstimos e financiamentos, no período 300,00 14. Receita de aplicações financeiras no período 20,00 15. Depreciações do período 900,00 16. Equivalência patrimonial do período 300,00 17. Recolhimento de impostos sobre mercadorias 640,00 18. Impostos sobre o lucro pagos no período 700,00 19. Dividendos distribuídos no período 800,00 20. Lucros acumulados transferidos para reservas 340,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  6. 6. 42 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Os dados do balanço patrimonial final da tabela 1 foram obtidos pela contabilização de todos os eventos constantes da tabela 2. Alguns dos even- tos passaram pela demonstração do resultado e outros afetaram apenas o balanço patrimonial final. Demonstração do resultado do período O objetivo dessa demonstração é evidenciar o lucro ou prejuízo nas ope- rações da empresa de um determinado período. Portanto, a demonstração do resultado insere-se entre dois balanços patrimoniais, o do início e o do fim do período. Balanço patrimonial Início do período Balanço patrimonial Fim do período Demonstração do resultado do período Os elementos da demonstração de resultados são as receitas e despesas. O impacto das receitas e despesas é refletido no balanço patrimonial. Por- tanto, as duas demonstrações são afetadas concomitantemente. Em termos gerenciais, a demonstração do resultado do período é muito rica, ficando atrás apenas do balanço patrimonial. Sendo seu foco receitas e despesas é natural que a utilização gerencial concentre-se nesses dois gran- des grupos de elementos patrimoniais. O principal aspecto gerencial da demonstração do resultado é que ela mostraacapacidadedegeraçãooucriaçãodevalorempresarial, e, consequen- temente, de fluxo de caixa. Além disso, é por meio da avaliação da lucrativi- dade evidenciada na demonstração de resultados que se avalia o retorno do investimento, quando se confronta o lucro obtido com o investimento realizado evidenciado no balanço patrimonial. O retorno do investimento pode ser analisado tanto da ótica do ativo total quanto da ótica do patrimônio líquido. A ótica do ativo total mostra a rentabilidade da empresa sem levar em consideração quem investiu nela. A ótica do patrimônio líquido mostra a rentabilidade apenas dos acionistas ou sócios (seus proprietários). A estrutura da demonstração de resultados é o modelo para o planeja- mento orçamentário. Com os dados da demonstração de resultados é que Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  7. 7. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 43 se modela o sistema de custos e formação de preços de venda da empresa, ficando clara a sua importância gerencial. Estrutura de apresentação – período anual Quadro 2 – Estrutura da demonstração do resultado do exercício Demonstração do resultado do exercício – período de 01/01 a 31/12 Receita operacional bruta (–) Tributos incidentes sobre vendas (–) Devoluções e abatimentos = Receita operacional líquida (–) Custo das mercadorias vendidas (se comércio) Custo dos produtos vendidos (se indústria) Custo dos serviços vendidos (se prestação de serviços) = Lucro bruto (+) Outras receitas operacionais (–) Despesas operacionais Administrativas Com vendas Tributárias Financeiras líquidas (Despesas financeiras (–) receitas financeiras) Outras despesas operacionais Equivalência patrimonial = Lucro (prejuízo) operacional (+) Outras receitas (–) Outras despesas = Resultado do exercício antes do imposto de renda (–) Provisão para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro (–) Participação dos administradores (–) Participação dos empregados = Lucro (prejuízo) do exercício Exemplo numérico A demonstração do resultado do período da tabela 3 foi elaborada a partir dos eventos econômicos da tabela 2. A demonstração do resultado recebe apenas os eventos que alteram o patrimônio líquido da empresa, que são os elementos de despesas e receitas do período. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  8. 8. 44 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Tabela 3 – Demonstração do resultado do período R$ Receita operacional bruta 23.800,00 (–) Impostos sobre vendas (2.380,00) Receita operacional líquida 21.420,00 (–) Custo das mercadorias vendidas (14.500,00) = Estoque inicial 3.100,00 (+) Compras brutas 15.000,00 (–) Impostos sobre compras (1.500,00) (–) Estoque final (2.100,00) Lucro bruto 6.920,00 Despesas operacionais (Administrativas e comerciais) Salários e encargos sociais (2.800,00) Despesas gerais (1.400,00) Depreciações (900,00) Lucro operacional 1.820,00 Receitas financeiras 20,00 Despesas financeiras (300,00) Equivalência patrimonial 300,00 Lucro antes dos impostos 1.840,00 Impostos sobre o lucro (700,00) Lucro líquido após impostos 1.140,00 Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados O objetivo dessa demonstração é evidenciar a movimentação dos lucros dos vários períodos constantes do balanço patrimonial, identificação das diversas distribuições ocorridas e o valor ainda retido na empresa, se for o caso. Considerando os eventos econômicos da tabela 1 e mais a apuração do resultado do período, esta demonstração teria a seguinte apresentação: Tabela 4 – Demonstração de lucros ou prejuízos acumulados Saldo inicial de lucros acumulados 0,00 (+) Lucro do período 1.140,00 (–) Transferência para reservas (340,00) (–) Distribuição de dividendos (800,00) Saldo final de lucros acumulados 0,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  9. 9. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 45 A utilização gerencial da demonstração dos lucros acumulados centra-se claramente nas importâncias de lucros distribuídos ou retidos. Em termos financeiros, é a demonstração que evidencia a política de dividendos. É uma das decisões financeiras mais importantes, com relevância especial para as companhias abertas (sociedades anônimas com ações cotadas nas bolsas de valores), pois caracteriza-se como uma informação fundamental para avalia- ção do valor da empresa para o investidor. Demonstração das mutações do patrimônio líquido O objetivo dessa demonstração é apresentar a movimentação de todas as contas do patrimônio líquido, que são: capital social, reservas de capi- tal, reservas de lucros, ajustes de avaliação patrimonial, lucros e prejuízos acumulados. Essa demonstração é um prolongamento da demonstração da conta de lucros acumulados. Na realidade, ela engloba a demonstração de lucros acu- mulados, adicionando a movimentação das demais contas do patrimônio líquido. O tabela 5 apresenta a movimentação do patrimônio líquido, com os dados do nosso exemplo. Tabela 5 – Demonstração das mutações do patrimônio líquido Movimentação Capital social Reservas Lucros acumulados Total Saldo inicial 6.000,00 380,00 0,00 6.380,00 Aumento de capital em dinheiro 1.000,00 - - 1.000,00 Lucro líquido do período - - 1.140,00 1.140,00 Distribuição de dividendos - - (800,00) (800,00) Transferência para reservas - 340,00 (340,00) 0,00 Saldo final 7.000,00 720,00 0,00 7.720,00 A utilização gerencial é uma sequência da utilização da demonstração dos lucros acumulados. Deixa claro se houve ou não aumento de capital social, se houve redução do capital social e recompra de ações ou cotas para tesouraria, se a empresa está optando por reter lucros ou não em re- servas etc. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  10. 10. 46 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Notas explicativas Como os números apresentados nas demonstrações contábeis são sinté- ticos, mensurados dentro de determinados critérios, as notas explicativas re- presentam o conjunto de evidenciação complementar para o entendimento adequado de todos os números e rubricas das demonstrações contábeis. Todas as necessidades de informações complementares às demonstra- ções contábeis devem ser ilustradas através de notas explicativas. Basica- mente elas são necessárias para: apresentar os principais critérios de avaliação utilizados na ela- boração das demonstrações básicas e as legislações e normas obedecidas; detalhar os principais números do balanço patrimonial e da demons- tração de resultados, quando necessários, tais como as principais con- tas dos estoques, contas a receber, imobilizado, investimentos, finan- ciamentos etc.; evidenciar critérios e procedimentos alternativos ou não usuais utiliza- dos para o período em questão; complementar com explicações sobre eventos econômicos não rotineiros e significativos acontecidos no período e seus impactos patrimoniais. Não há padrão para sua apresentação. Para cada item relevante do ativo e passivo que necessite um detalhamento abre-se um espaço para apresenta- ção. Normalmente faz-se uma referência numérica ligando a nota explicativa ao item que está sendo detalhado ou analisado. As principais notas devem abordar os seguintes itens e aspectos, se- gundo o Artigo 176, parágrafo 5.º, da Lei 6.404/76, com as alterações da Lei 11.941/2009: apresentar os principais critérios de avaliação dos elementos patrimo- niais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortiza- ção e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elemen- tos do ativo; os investimentos em outras sociedades, quando relevantes; Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  11. 11. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 47 o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações; os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias presta- das a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo; o número, espécies e classes das ações do capital social; os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que te- nham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia. A importância gerencial das notas explicativas é que ela permite capturar mais informações e detalhes no processo de análise de balanço, clarificando alguns itens que não ficam claros, eventualmente, nos números do balanço patrimonial e da demonstração do resultado. Demonstração dos fluxos de caixa O fluxo de caixa tem duas apresentações básicas: método indireto, que evidencia a movimentação do saldo de caixa no período, partindo da geração de caixa através da demonstração de re- sultados e das variações dos elementos patrimoniais do balanço que geram ou necessitam de caixa; método direto , que evidencia a movimentação do saldo de caixa do período, coletando as informações específicas das entradas e saídas de numerário constante das contas de disponibilidades (caixa, bancos e aplicações financeiras). O método indireto é estruturado no enfoque de movimentação de ori- gens e aplicações dos recursos e o método direto tem o formato tradicional utilizado pela área de tesouraria das empresas. Nos dois métodos, o fluxo de caixa deve ser apresentado segregado por grupos de movimentações financeiras de natureza similar, para permitir uma análise mais adequa- da da geração de lucro e caixa, e da movimentação financeira do período. Dessa maneira, o fluxo de caixa é apresentado em três grandes segmentos de informações: Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  12. 12. 48 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa fluxo de caixa das atividades operacionais; fluxo de caixa das atividades de investimentos; fluxo de caixa das atividades de financiamentos. Fluxo de caixa das atividades operacionais É o fluxo de caixa mais importante, no sentido que, em linhas gerais, deve ser sempre positivo. Representa fundamentalmente a transformação do lucro, que é apurado pelo regime de competência, em caixa. Portanto, representa o coração do empreendimento, que é o resultado das operações normais. O lucro é apurado no momento da ocorrência dos eventos de receitas e despesas (regime de competência) independentemente de seu recebimen- to ou pagamento. Os recebimentos ou pagamentos das receitas e despesas contidas na demonstração do lucro ocorrem, normalmente, posteriormente. Nesses momentos é que se caracteriza o fluxo de caixa. Ou seja, é o momen- to da transformação do lucro em caixa. Fluxo de caixa das atividades de investimento Representa os valores a serem aplicados nos ativos imobilizados, intangí- veis, e investimentos de caráter de permanência. Basicamente essas aplica- ções têm como foco o futuro do empreendimento, ou seja, preparam a em- presa para as operações futuras. Contempla também os desinvestimentos. Fluxo de caixa das atividades de financiamento Compreende a movimentação dos supridores de capital para o empreen- dimento. Contempla a entrada de novos financiamentos e de novos aumen- tos de capital social, bem como as amortizações dos financiamentos existen- tes, as reduções de capital social e o pagamento de lucros ou dividendos aos sócios ou acionistas. Método indireto O método indireto é assim denominado porque não se preocupa dire- tamente com a movimentação ocorrida no caixa. Seu objetivo é dar uma Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  13. 13. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 49 visão da movimentação geral dos recursos. Para o fluxo de caixa das ativi- dades operacionais, parte da premissa de que o lucro será transformado em caixa em algum momento, mas que temporariamente parte das recei- tas não será recebida, ficando retida nas contas do ativo circulante e parte das despesas temporariamente não será paga, ficando como obrigações no passivo circulante. Como as receitas e despesas estão contidas no lucro do período, a de- monstração pelo método indireto parte do lucro, com os ajustes por receitas não recebidas e despesas não pagas, apresentadas no grupo ajustes por mu- dança no capital de giro. Os demais segmentos do fluxo de caixa, de investi- mentos e financiamentos, são similares ao método direto. Estrutura de apresentação Tabela 6 – Fluxo de caixa do período – método indireto R$ I – DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do exercício 1.140,00 (+/–) Receitas e despesas não efetivadas financeiramente Depreciações 900,00 Equivalência patrimonial (300,00) Baixa de elementos do imobilizado e intangível 0,00 = Lucro gerado pelas operações 1.740,00 (+/–) Ajustes por mudança no capital de giro (–) Aumento de duplicatas a receber (1.890,00) (+) Diminuição dos estoques 1.000,00 (+) Aumento de fornecedores 500,00 (+) Aumento de salários e encargos a pagar 10,00 (–) Redução de contas a pagar (40,00) (+) Aumento de impostos a recolher 240,00 Subtotal (180,00) Total 1.560,00 II – DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Aumento dos financiamentos de longo prazo 800,00 (–) Redução dos empréstimos de curto prazo (1.200,00) Aumento de capital em dinheiro 1.000,00 Distribuição de dividendos (800,00) Total (200,00) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  14. 14. 50 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa III – DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Aquisição de imobilizados (720,00) Aumento do realizável a longo prazo 0,00 Aumento de investimentos e intangíveis 0,00 Total (720,00) AUMENTO DE CAIXA DO PERÍODO (I + II + III) 640,00 Saldo inicial de caixa/bancos/aplicações financeiras 800,00 Saldo final de caixa/bancos/aplicações financeiras 1.440,00 Integração com as demonstrações contábeis básicas A característica básica desse método é que ele é totalmente integrado com a demonstração do resultado do período e com o balanço patrimonial, integração essa evidenciada pela própria estrutura de apresentação. Todos os dados do método indireto são obtidos dessas duas demonstrações, seja de forma direta ou de forma indireta. Os dados iniciais do fluxo das atividades operacionais são obtidos dire- tamente da demonstração dos resultados. Os dados do grupo “ajustes por mudança no capital de giro”são obtidos pela diferença entre os saldos finais e iniciais do balanço patrimonial de cada conta. Os dados dos fluxos dos financiamentos e investimentos também podem ser obtidos pela diferença dos saldos finais e iniciais das contas do balanço patrimonial. Dados de aumento de capital em dinheiro e distribuição de di- videndos podem ser obtidos também pela demonstração das mutações do patrimônio líquido. Análise e entendimento O ponto de análise mais importante é a necessidade do saldo positivo do fluxo de caixa operacional, uma vez que seu principal formador é o lucro operacional. Esse fluxo representa a razão de ser da organização, porque o lucro operacional reflete a eficácia empresarial. Confrontando com o valor do ativo operacional (o valor do investimento da empresa), obtém-se a medida do retorno do investimento. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  15. 15. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 51 Os ajustes por mudança no capital de giro são excluídos (ou aumentados) do lucro das operações porque o capital de giro está intrinsecamente ligado às operações e o valor de seus elementos tende a acompanhar o ritmo das operações. Assim, se a empresa aumenta o volume das operações, com o aumento das receitas, deve aumentar o lucro. Consequentemente, deverá ter aumento nos itens do balanço patrimonial relacionados com o capital de giro, porque se as receitas aumentam, provavelmente haverá aumento no valor dos estoques, das duplicatas a receber, dos fornecedores etc. Não há dúvida de que pode haver saldo negativo do fluxo operacional em algum período. O que não pode acontecer é saldo negativo constante. De um modo geral, saldos negativos constantes do fluxo de caixa operacio- nal indicam prejuízo ou excesso de retenção no capital de giro (por excesso de estoques, aumento de inadimplência etc.). O fluxo de caixa das atividades de investimentos normalmente é negati- vo, no sentido de que a empresa tende a estar sempre investindo e raramen- te está desinvestindo. O fluxo de caixa das atividades de investimentos deve ser analisado em relação ao futuro da empresa, uma vez que os investimen- tos são feitos no pressuposto de retorno futuro, em horizontes temporais normalmente acima de cinco anos. Caso haja constante fluxo negativo das atividades de investimentos e fluxos de caixa das atividades operacionais de períodos futuros negativos, significa que o lucro esperado dos investimentos não aconteceu, resultando em problemas para a empresa. O saldo positivo de fluxo de caixa de financiamentos tende a ser con- frontado com o saldo negativo do fluxo de caixa das atividades de investi- mentos. O mais comum é que as empresas financiem seus investimentos ou com recursos de emissão de ações ou com captação de recursos de tercei- ros, cujo pagamento será no futuro à medida que os lucros do investimento acontecerem. Quando a empresa está em momentos de maturação do investimento, há a tendência de o fluxo de caixa das atividades operacionais ser positivo, fluxo de caixa das atividades de investimento ser nulo ou poucamente negativo, e o fluxo de caixa das atividades de financiamento ser negativo em razão da amortização dos financiamentos feitos anteriormente e do pagamento dos dividendos aos acionistas. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  16. 16. 52 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Método direto Para o gerenciamento da tesouraria e bem como para avaliação da mo- vimentação financeira pela controladoria, o fluxo de caixa considerando a acumulação dos dados da movimentação financeira é fundamental para acompanhar o ciclo financeiro das transações dos eventos econômicos. O método direto para elaboração do fluxo de caixa consiste na acumu- lação das informações que movimentaram as contas do grupo disponível. Consideramos como disponibilidades as contas representativas de caixa, bancos e aplicações financeiras. O responsável pela área financeira, ao ela- borar o fluxo de caixa pelo método direto, vale-se das informações extraídas das movimentações bancárias e dos caixas, uma vez que todas as transações de pagamentos e recebimentos transitam por essas contas. A tabela 2 apresenta uma série de eventos econômicos. Desses eventos econômicos alguns se caracterizam por evidenciar a efetivação financei- ra dos eventos. Todos esses eventos caracteristicamente financeiros é que devem ser acumulados em contas para elaboração do fluxo de caixa pelo método direto. No nosso exemplo, são movimentação de caixa os eventos números 2, 4, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 17, 18, 19 e 20. Estrutura de apresentação Tabela 7 – Fluxo de caixa do período – método direto R$ I – OPERACIONAL Recebimentos 21.910,00 Clientes Pagamentos Fornecedores (14.500,00) Salários e encargos sociais (2.790,00) Despesas gerais (1.440,00) Impostos sobre mercadorias (640,00) Impostos sobre o lucro (700,00) Soma (20.070,00) Total 1.840,00 II – FINANCIAMENTOS Novos empréstimos e financiamentos 500,00 Amortizações de empréstimos e financiamentos (1.200,00) Aumento de capital em dinheiro 1.000,00 Distribuição de dividendos (800,00) Total (500,00) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  17. 17. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 53 III – INVESTIMENTOS Aquisição de imobilizados (720,00) Aumento do realizável a longo prazo 0,00 Aumento de investimentos e intangíveis 0,00 Total (720,00) AUMENTO DE CAIXA DO PERÍODO (I + II + III) 620,00 (+) Receitas financeiras 20,00 Saldo inicial de caixa/bancos/aplicações financeiras 800,00 Saldo final de caixa/bancos/aplicações financeiras 1.440,00 Integração com as demonstrações contábeis básicas A elaboração do fluxo de caixa pelo método direto também pode ser feita por extração de dados das demonstrações contábeis básicas, de maneira que deixa bem evidente a integração entre todas as demonstrações contábeis. Entendemos como fundamental o conhecimento dessa integração, pois fica claro que as movimentações do caixa são decorrentes das movimentações da demonstração do resultado e do balanço patrimonial. A seguir apresentamos as fórmulas para obter as movimentações do fluxo de caixa pelo método direto a partir dos dados das demonstrações contá- beis básicas. Fórmulas para cálculo das movimentações do fluxo de caixa pelo método direto a partir das demonstrações contábeis básicas Valor Demonstração contábil Recebimentos de clientes Receita operacional bruta 23.800,00 Demonstração do resultado (+) Saldo inicial de dupls. receber – clientes 1.620,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final de dupls. receber – clientes (3.510,00) Balanço patrimonial 21.910,00 Pagamentos a fornecedores Custo das mercadorias vendidas 14.500,00 Demonstração do resultado (+) Saldo final de estoques de mercadorias 2.100,00 Balanço patrimonial (–) Saldo inicial de estoques de mercadorias (3.100,00) Balanço patrimonial = Compras líquidas de tributos 13.500,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  18. 18. 54 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Valor Demonstração contábil (+) Impostos sobre compras 1.500,00 Demonstração do resultado = Compras brutas – com impostos 15.000,00 (+) Saldo inicial dupls. pagar – fornecedores 570,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final dupls. pagar – fornecedores (1.070,00) Balanço patrimonial 14.500,00 Pagamentos de salários e encargos sociais Salários e encargos sociais 2.800,00 Demonstração do resultado (+) Saldo inicial salários e encargos a pagar 180,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final salários e encargos a pagar (190,00) Balanço patrimonial 2.790,00 Pagamentos de despesas gerais 1.400,00 Demonstração do resultado (+) Saldo inicial contas a pagar 120,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final contas a pagar (80,00) Balanço patrimonial 1.440,00 Pagamentos de impostos sobre mercadorias Impostos sobre vendas 2.380,00 Demonstração do resultado (–) Impostos sobre compras (1.500,00) Demonstração do resultado (+) Saldo inicial imp. a recolher s/ merc. 350,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final imp. a recolher s/ merc. (590,00) Balanço patrimonial 640,00 Pagamentos de impostos sobre o lucro Impostos sobre o lucro 700,00 Demonstração do resultado (+) Saldo inicial imp. a recolher s/ lucro 0,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final imp. a recolher s/ lucro 0,00 Balanço patrimonial 700,00 Novos empréstimos e financiamentos Informação obtida gerencialmente 500,00 Evento econômico número 10 Amortizações de empréstimos e financiamentos Saldo inicial de empréstimos 1.200,00 Balanço patrimonial Saldo inicial de financiamentos 4.800,00 Balanço patrimonial (+) Despesas financeiras de juros 300,00 Demonstração do resultado (+) Novos empréstimos e financiamentos 500,00 Evento econômico número 10 (–) Saldo final de empréstimos 0,00 Balanço patrimonial (–) Saldo final de financiamentos (5.600,00) Balanço patrimonial 1.200,00 Aumento de capital em dinheiro Saldo final de capital social 7.000,00 Balanço patrimonial (–) Saldo inicial de capital social (6.000,00) Balanço patrimonial 1.000,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  19. 19. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 55 Valor Demonstração contábil Distribuição de dividendos Distribuição de dividendos 800,00 Demonstração das mutações do patrimônio líquido Aquisição de imobilizados Saldo final de imobilizados – vr. histórico 9.000,00 Balanço patrimonial (+) Valor das baixas de imobilizados – vr. histórico 0,00 Demonstração do resultado (–) Saldo inicial de imobilizados – vr. histórico (8.280,00) Balanço patrimonial 720,00 Receitas financeiras Receitas financeiras 20,00 Demonstração do resultado Fluxo de caixa pelo método indireto versus método direto Podem existir algumas diferenças entre os fluxos de caixa constantes dentrodosdoismétodos,masquedevemsercompensadosentreeles.Assim, algumas diferenças entre os fluxos de caixa das atividades operacionais e das demais atividades, entre os dois métodos, podem acontecer, desde que essas diferenças sejam complementadas em um ou em outro fluxo. Nos dois demonstrativos de nosso exemplo, a diferença mais significativa entre os saldos apurados pelos dois métodos está evidenciada no fluxo de caixa das atividades operacionais. Vejamos: Saldo de caixa das atividades operacionais R$ Método indireto 1.560,00 Método direto 1.840,00 Diferença 280,00 Essa diferença refere-se os resultados financeiros. Vejamos: Despesas financeiras 300,00 (–) Receitas financeiras 20,00 Resultados financeiros 280,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  20. 20. 56 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa No método indireto, esse resultado está dentro do lucro líquido do exer- cício, valor por onde começa a apuração do lucro gerado pelas operações, razão pela qual o saldo das atividades operacionais desse método é inferior ao do método direto em nosso exemplo. Nométododiretoasreceitasfinanceirasestãoapresentadasaofinal,antes da evidenciação dos saldos iniciais e finais de caixa. No método indireto, as despesas financeiras são consideradas fontes das atividades de financia- mento e estão somadas com as entradas de novos empréstimos, na rubrica aumento dos financiamentos de longo prazo (R$800,00). No método direto, as despesas financeiras não são consideradas, apresentando-se tão somente o valor dos novos empréstimos obtidos (R$500,00). Integração entre o balanço patrimonial, a demonstração de resultados e a demonstração dos fluxos de caixa No processo de controle patrimonial da entidade, o executivo ou analista financeiro deve trabalhar sempre com as três demonstrações contábeis: a) a demonstração de resultados, para avaliar e controlar o andamen- to das operações; b) o balanço patrimonial, para verificar, avaliar e controlar todos os elementos patrimoniais à disposição ou em uso nas operações; c) o fluxo de caixa, para apurar e controlar a liquidez e a capacidade de pagamento. Nesse sentido, é fundamental o entendimento do relacionamento existente entre as três demonstrações. Em linhas gerais, o balanço patri- monial compreende os dados da demonstração de resultados e do fluxo de caixa. Dessa maneira, partindo da movimentação de cada elemento patrimonial, é possível identificar os aspectos econômicos e financeiros dos eventos econômicos. Vejamos com o evento econômico de vendas a prazo, normalmente o evento econômico operacional mais importante das empresas. O valor das vendas a prazo não recebidas é controlado no balanço patrimonial na conta duplicatas a receber de clientes. Com os dados no exemplo numérico deste capítulo e considerando o modelo financeiro de controle das contas contábeis podemos elaborar a movimentação ocor- rida nessa conta: Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  21. 21. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 57 Conta contábil: duplicatas a receber de clientes Valor – R$ Saldo – R$ Evento Saldo inicial 1.620,00 1 Vendas a prazo 23.800,00 25.420,00 2 Recebimento das vendas – 21.910,00 3.510,00 O balanço patrimonial evidencia os saldos iniciais e finais, R$1.620,00 e R$3.510,00, respectivamente. As movimentações da conta são apresentadas nas outras demonstrações. O valor das vendas a prazo, R$23.800,00, são evidenciadas na demonstra- ção de resultados na rubrica receita operacional bruta. O valor dos recebimentos das vendas, R$21.910,00, é evidenciado na demonstração do fluxo de caixa, método direto, na rubrica recebimentos de clientes. Conta contábil: duplicatas a receber de clientes Valor – R$ Saldo – R$ Evento Saldo inicial 1.620,00 1 Vendas a prazo 23.800 25.420,00 2 Recebimento das vendas –21.910 3.510,00 Demonstração de resultados Demonstração do fluxo de caixa Balanço patrimonial Balanço patrimonial Análise e entendimento A análise que deve ser feita do fluxo de caixa pelo método direto é simi- lar ao do método indireto sobre o entendimento dos três tipos de fluxos de caixa. O fluxo de caixa operacional deve ser positivo, o fluxo de caixa dos investimentos deve ser analisado em relação aos seus reflexos no futuro e o fluxo de caixa dos financiamentos deve ser analisado em relação ao fluxo de caixa de investimento. O maior cuidado deve ser com a interpretação do fluxo de caixa operacio- nal. Como nesse método não há indicação da geração do lucro, uma vez que os fluxos são específicos de pagamentos e recebimentos, o fluxo de caixa operacional pode oscilar ao longo dos meses, podendo apresentar períodos de fluxos bastante positivos e períodos com fluxos negativos. Por exemplo, Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  22. 22. 58 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa os pagamentos de décimo terceiro salário ocorrem só ao final do ano; assim, é razoável supor que os primeiros dez meses do ano são positivos, em valor maior do que o lucro operacional, mas que nos dois últimos meses do ano os fluxos podem até ser negativos. Aspectos dessa natureza estão presentes em todo o fluxo de caixa ope- racional pelo método direto. Nesse sentido, trabalhar com o fluxo de caixa operacional pelo método direto para fins de projeção requer bastante cui- dado. Já o método indireto, por partir do lucro, permite maior consistência em termos de previsão, porque ele obriga também a projeção do balanço patrimonial, o que não ocorre, necessariamente, pelo método direto. Apresentação segundo o pronunciamento CPC 03 A elaboração da demonstração dos fluxos de caixa é obrigatória para as sociedades anônimas de capital aberto e para as demais empresas com pa- trimônio líquido superior a R$2.000.000,00. Essa obrigatoriedade consta da Lei 11.638/2007, que alterou vários aspectos das demonstrações financeiras constantes da Lei 6.404/76, a lei das sociedades por ações. A elaboração das normas contábeis em nosso país é hoje de responsabi- lidade do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), órgão criado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e composto por membros indica- dos pelas principais instituições que necessitam de regras para balanços pu- blicados, como a Comissão deValores Mobiliários (CVM) e o Instituto Brasilei- ro de Contadores (Ibracom), além do próprio CFC e outras entidades. A demonstração dos fluxos de caixa tem um pronunciamento específico emitido pelo CPC que é o Pronunciamento Técnico CPC 03 – demonstração dos fluxos de caixa – que apresenta os objetivos, conceitos, critérios e mode- los de apresentação. Estrutura de apresentação O Pronunciamento Técnico CPC 03 não obriga a adoção de nenhum método específico, deixando a cargo da empresa a escolha do método para elaboração da demonstração dos fluxos de caixa; em outras palavras, a em- presa pode optar pelo método direto ou método indireto. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  23. 23. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 59 A estrutura de apresentação do CPC 03 de ambos os métodos é a mesma que apresentamos nos tópicos do método indireto e do método direto. Principais aspectos Apresentamos a seguir os principais aspectos do CPC 03 que comple- mentam nosso trabalho. Caixa e equivalentes de caixa Considera-se como caixa o conjunto de caixa propriamente dito, os saldos bancários positivos e as aplicações financeiras de liquidez imediata. Dessa maneira, aplicações e instrumentos financeiros com o objetivo de renda ou para venda não devem constar como equivalentes de caixa, devendo ser classificadas nos fluxos de caixa de investimento e financiamento. Transações de equivalentes de caixa As transações entre as contas classificadas como equivalentes de caixa não devem fazer parte dos fluxos de caixa. Por exemplo, a emissão de um cheque para fazer uma aplicação financeira de liquidez imediata não deve constar do fluxo de caixa das atividades de investimento ou financiamento, pois ambas as contas envolvidas fazem parte do saldo considerado de caixa. Transações que não envolvem caixa ou equivalentes de caixa As normas que regem a apresentação da DFC para usuários externos de- terminam que transações que não envolvam caixa diretamente não sejam incluídas na DFC e sim apresentadas em notas explicativas. Um exemplo comum é a aquisição de imobilizado com um financiamento específico que não transite pelas contas representativas de caixa. Nesse caso não será apre- sentada nenhuma informação nos fluxos de caixa das atividades de financia- mento e de investimento. Todas as transações que não envolvem caixa ou equivalentes de caixa, mas que alterem os saldos das demais contas do balanço patrimonial e que representem movimentação de recursos, deverão ser evidenciadas em notas explicativas à demonstração dos fluxos de caixa. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  24. 24. 60 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Avaliação crítica e abordagem gerencial A não incorporação aos fluxos de caixa das transações de investimentos e financiamentos que não transitam diretamente pelo caixa ou equivalentes de caixa é o aspecto que mais chama a atenção. Seguindo esse procedimen- to determinado pelo CPC 03, uma aquisição de imobilizado (que é uma ativi- dade de investimento) financiada por um empréstimo bancário (que é uma atividade de financiamento), mas que não transite pelo caixa ou equivalen- tes de caixa, não aparece na demonstração dos fluxos de caixas. Tendo em vista que a demonstração dos fluxos de caixa veio para substi- tuir a Doar – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (em que esse tipo de movimentação aparecia) –, isso torna a demonstração dos fluxos de caixa publicada de acordo com o CPC 03 carente de informações funda- mentais para o entendimento da movimentação dos recursos, suas origens e suas aplicações. Dessa maneira, dentro de uma abordagem gerencial, temos que fazer a adaptação necessária, incorporando esse tipo de movimentação, de tal forma que possamos manter o conceito de integração completa entre a demonstração do resultado, o balanço patrimonial e a demonstração dos fluxos de caixa. Ampliando seus conhecimentos Apresentamos a seguir o Apêndice A do Pronunciamento Técnico CPC 03 que apresenta um exemplo numérico autoexplicativo, da demonstração dos fluxos de caixa pelos métodos direto e indireto, partindo de uma demonstração de resultados e de dois balanços patrimoniais, inicial e final Apêndice A Demonstração dos fluxos de caixa de uma entidade que não é uma instituição financeira Este apêndice é apenas ilustrativo e não é parte integrante do Pronuncia- mento. A finalidade deste apêndice é ilustrar a aplicação do Pronunciamento, para ajudar em seu entendimento. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  25. 25. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 61 Os exemplos mostram somente os valores do período corrente. Os va-1. lores correspondentes do período anterior devem ser apresentados de acordo com o futuro pronunciamento CPC que dará tratamento ao IAS 1“Presentation of Financial Statements”. As informações foram extraídas da demonstração do resultado e do ba-2. lanço patrimonial e são apresentadas para mostrar quais as origens dos valores que compõem a demonstração dos fluxos de caixa, conforme o método direto e o método indireto. Nem a demonstração do resultado nem o balanço patrimonial estão apresentados em conformidade com os requisitos de divulgação e apresentação das demonstrações contábeis. As seguintes informações adicionais são também importantes para a3. preparação da demonstração dos fluxos de caixa: todas as ações da controlada foram adquiridas por 590. O valor dos ati- vos adquiridos e passivos assumidos são apresentados como segue: Estoque 100 Contas a receber 100 Caixa 40 Ativo imobilizado (terrenos, fábricas, equipamentos etc.) 650 Contas a pagar 100 Dívida a longo prazo 200 250 foram obtidos mediante emissão de ações e outros 250, por meio de empréstimo a longo prazo; a despesa de juros foi de 400, dos quais 170 foram pagos durante o período; 100, relativos à despesa de juros do período anterior, também foram pagos durante o período; foram recebidos juros de 200 e dividendos – líquidos de imposto na fonte de 100 – de 200; foram pagos durante o período 90 de arrendamento mercantil; foram pagos dividendos de 1.200; o imposto de renda e a contribuição social a pagar, no início e no fim do período, era de 1.000 e 400, respectivamente; durante o período, fez-se uma provisão de mais 200; o imposto na fonte sobre dividendos rece- bidos foi de 100; Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  26. 26. 62 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa durante o período, o grupo adquiriu ativos imobilizados ao custo total de 1.250, dos quais 900 por meio de arrendamento financeiro; paga- mentos em dinheiro de 350 foram feitos para compra de imobilizado; equipamento do imobilizado ao custo de 80 e depreciação acumulada de 60, foi vendido por 20; contas a receber no final de 20X2 incluíam juros a receber de 100. Demonstração consolidada do resultado referente ao período findo em 20X2 Vendas 30.650 Custo de vendas (26.000) Lucro bruto 4.650 Depreciação (450) Despesas de venda e administrativas (910) Despesa de juros (400) Renda de investimentos 500 Prejuízo de câmbio (40) Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social 3.350 Imposto de renda e contribuição social (300) Lucro líquido 3.050 Balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 20X2 20X2 20X1 Ativos Caixa e equivalentes de caixa 230 160 Contas a receber 1.900 1.200 Estoques 1.000 1.950 Carteira de investimentos 2.500 2.500 Ativo imobilizado ao custo 3.730 1.910 Depreciação acumulada (1.450) (1.060) Ativo imobilizado líquido 2.280 850 Total do ativo 7.910 6.660 Passivos Contas a pagar 250 1.890 Juros a pagar 230 100 IR e contribuição social a pagar 400 1.000 Dívida a longo prazo 2.300 1.040 Total do passivo 3.180 4.030 Patrimônio líquido Capital social 1.500 1.250 Lucros acumulados 3.230 1.380 Total do patrimônio líquido 4.730 2.630 Total do passivo e patrimônio líquido 7.910 6.660 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  27. 27. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 63 Demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto 20X2 Fluxos de caixa das atividades operacionais Recebimentos de clientes 30.150 Pagamentos a fornecedores e empregados (27.600) Caixa gerado pelas operações 2.550 Juros pagos (270) Imposto de renda e contribuição social pagos (800) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos (100) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 1.380 Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisição da controlada X líquido do caixa incluído na aquisição (nota A) (550) Compra de ativo imobilizado (nota B) (350) Recebido pela venda de equipamento 20 Juros recebidos 200 Dividendos recebidos 200 Caixa líquido usado nas atividades de investimento (480) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Recebido pela emissão de ações 250 Recebido por empréstimo a longo prazo 250 Pagamento de passivo por arrendamento (90) Dividendos pagos* (1.200) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (790) Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa 110 Caixa e equivalentes de caixa no início do período (nota C) 120 Caixa e equivalentes de caixa ao fim do período (nota C) 230 * Esse valor também pode ser apresentado no fluxo de caixa das atividades operacionais. Demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto 20X2 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido antes do imposto de renda e contribuição social 3.350 Ajustes por: Depreciação 450 Perda cambial 40 Renda de investimentos (500) Despesas de juros 400 3.740 Aumento nas contas a receber de clientes e outros (500) Diminuição nos estoques 1.050 Diminuição nas contas a pagar – fornecedores (1.740) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  28. 28. 64 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Caixa proveniente das operações 2.550 Juros pagos (270) Imposto de renda e contribuição social pagos (800) Imposto de renda na fonte sobre dividendos recebidos (100) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 1.380 Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisição da controlada X menos caixa líquido incluído na aquisição (nota A) (550) Compra de ativo imobilizado (nota B) (350) Recebimento pela venda de equipamento 20 Juros recebidos 200 Dividendos recebidos 200 Caixa líquido usado nas atividades de investimento (480) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Recebimento pela emissão de ações 250 Recebimento por empréstimos a longo prazo 250 Pagamento de obrigação por arrendamento (90) Dividendos pagos* (1.200) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (790) Aumento líquido de caixa e equivalente de caixa 110 Caixa e equivalente de caixa no início do período 120 Caixa e equivalente de caixa no fim do período 230 * Esse valor também pode ser apresentado no fluxo de caixa das atividades operacionais. Notas explicativas sobre a demonstração dos fluxos de caixa (métodos direto e indireto) A. Aquisição de subsidiária Durante o período, o grupo adquiriu a controlada X. O valor dos ativos ad- quiridos e dos passivos assumidos é apresentado a seguir: Caixa 40 Estoques 100 Contas a receber 100 Ativo imobilizado 650 Contas a pagar – fornecedores (100) Dívida a longo prazo (200) Preço total de compra 590 Caixa da subsidiária (40) Fluxo de caixa da aquisição menos caixa da controlada X 550 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  29. 29. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 65 B. Ativo imobilizado Durante o período, o grupo adquiriu ativo imobilizado com um custo total de 1.250, dos quais 900 por meio de arrendamento financeiro. Pagamentos em dinheiro de 350 foram feitos para aquisição de imobilizado. C. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível na en- tidade, saldos em poder de bancos e aplicações financeiras de curto prazo. Caixa e equivalentes de caixa incluídos na demonstração dos fluxos de caixa compreendem: 20X2 20X1 Caixa e saldos em bancos 40 25 Aplicações financeiras de curto prazo 190 135 Caixa e equivalentes de caixa 230 160 Efeito de oscilações nas taxas cambiais - (40) Caixa e equivalentes de caixa ajustados 230 120 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período incluem depósitos em banco de 100, mantidos por uma controlada, os quais não são livremente re- missíveis à matriz por motivos de restrições cambiais. O grupo tem linhas de crédito disponíveis para utilização no valor de 2.000, dos quais 700 poderão ser utilizados somente para expansão futura. D. Informação por segmentos Segmento A Segmento B Total Fluxos de caixa de: Atividades operacionais 1.520 (140) 1.380 Atividades de investimento 640 160 (480) Atividades de financiamento (570) (220) (790) 310 (200) 110 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  30. 30. 66 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Apresentação alternativa (método indireto) Como alternativa, numa demonstração dos fluxos de caixa pelo método in- direto, o lucro operacional, antes das mudanças no capital de giro, é, às vezes, demonstrado como segue: Receitas, excluída a renda de investimentos 30.650 Despesas operacionais, excluída a depreciação (26.910) Lucro operacional antes das mudanças no capital de giro 3.740 Atividades de aplicação 1. Com os dados abaixo, montar o balanço patrimonial da empresa ABC em 31/12/2000 classificando as contas nos grupos e subgrupos do ati- vo e passivo.  R$ Duplicatas a receber 240.000,00 Caixa 6.000,00 Bancos conta movimento 45.000,00 Estoque de mercadorias 281.000,00 Participações em empresas controladas 160.000,00 Imóveis 390.000,00 Veículos 90.000,00 Móveis e utensílios 120.000,00 Depreciação acumulada 126.000,00 Fornecedores 215.000,00 Impostos a recolher 96.000,00 Capital social 400.000,00 Dividendos a pagar 120.000,00 Reservas de lucros 105.000,00 Financiamentos bancários (LP) 250.000,00 Contas a pagar 90.000,00 Depósitos judiciais 50.000,00 Patentes adquiridas 80.000,00 Salários e encargos a pagar 60.000,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  31. 31. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 67 2. Em 31.12.X1 uma empresa contava com os seguintes elementos patri- moniais apresentados na tabela a seguir. Elabore o balanço patrimonial em 31.12.X1, classificando os elemen- tos patrimoniais segundo a estrutura da Lei 6.404/76 e 11.638/2007. O valor da conta lucros acumulados, ainda sem destinação, será obtido por diferença. Elementos patrimoniais Valor (R$) Vencimento / utilização / intenção Utilitário 3.000,00 Entrega de mercadorias Duplicatas a receber 1.000,00 18.02.X2 Ações de outras empresas 500,00 Revenda Promissórias a receber 2.000,00 31.03.X3 Impostos a recolher 200,00 15.01.X2 Empréstimo 700,00 31.10.X2 Mercadorias 4.000,00 Revenda Ações de outras empresas 700,00 Permanência Imóveis 3.500,00 Operacional Financiamento 4.000,00 20 parcelas mensais a partir de 31.01.X2 Duplicatas a pagar 250,00 20.01.X2 Aplicações financeiras 840,00 30.06.X2 Saldo bancário 200,00 - Capital social 5.000,00 - Lucros acumulados ? - 3. Com os demonstrativos contábeis apresentados a seguir, fazer a de- monstração dos fluxos de caixa pelos métodos direto e indireto. Balanço patrimonial Inicial (R$) Final (R$) Ativo circulante Caixa/bancos/aplicações financeiras 1.000,00 1.700,00 Clientes 6.500,00 7.000,00 Estoques de mercadorias 5.000,00 6.000,00 Outros realizáveis 500,00 600,00 Não circulante Investimentos em controladas 1.000,00 1.400,00 Imobilizado bruto 11.000,00 12.500,00 (–) Depreciação acumulada (2.000,00) (3.000,00) Total 23.000,00 26.200,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  32. 32. 68 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Balanço patrimonial Inicial (R$) Final (R$) Passivo circulante Fornecedores 2.700,00 3.080,00 Contas a pagar 200,00 300,00 Impostos a recolher sobre mercadorias 100,00 120,00 Passivo não circulante Exigível a longo prazo Financiamentos 8.000,00 8.500,00 Patrimônio líquido Capital social 10.000,00 11.000,00 Lucros acumulados 2.000,00 3.200,00 Total 23.000,00 26.200,00 Demonstração do resultado Receita operacional bruta 19.600,00 (–) Impostos sobre vendas (2.600,00) Receita operacional líquida 17.000,00 (–) Custo das mercadorias vendidas (14.000,00) Lucro bruto 3.000,00 (–) Despesas operacionais (700,00) (–) Despesas financeiras com financiamentos (200,00) (–) Depreciação (1.000,00) (+) Equivalência patrimonial 400,00 Lucro líquido 1.500,00 Informações adicionais Impostos sobre compras 2.200,00 Novos financiamentos 800,00 Referência COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa (Apêndice A). Disponível em: www. cpc.org.br/pdf/CPC_03.pdf. Acesso em: 22 jan. 2010. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  33. 33. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 69 Gabarito 1. Ativo circulante R$ Passivo circulante R$ Caixa e bancos 51.000,00 Fornecedores 215.000,00 Duplicatas a receber 240.000,00 Impostos a recolher 96.000,00 Estoque de mercadorias 281.000,00 Salários e encargos a pagar 60.000,00 Soma 572.000,00 Contas a pagar 90.000,00 Ativo não circulante Dividendos a pagar 120.000,00 Realizável a longo prazo Soma 581.000,00 Depósitos judiciais 50.000,00 Passivo não circulante Investimentos Exigível a longo prazo Participações em controladas 160.000,00 Financiamentos bancários 250.000,00 Imobilizado Imóveis 390.000,00 Patrimôno líquido Veículos 90.000,00 Capital social 400.000,00 Móveis e utensílios 120.000,00 Reservas de lucros 105.000,00 (–) Depreciação acumulada (126.000,00) Soma 505.000,00 Soma 474.000,00 Intangível Patentes adquiridas 80.000,00 Soma não circulante 764.000,00 Soma não circulante 755.000,00 Ativo total 1.336.000,00 Passivo total 1.336.000,00 2. Balanço patrimonial em 31.12.X1 Ativo circulante R$ Passivo circulante R$ Saldo bancário 200,00 Duplicatas a pagar 250,00 Aplicações financeiras 840,00 Impostos a recolher 200,00 Duplicatas a receber 1.000,00 Empréstimo 700,00 Mercadorias 4.000,00 Financiamento 2.400,00 Mercadorias 6.040,00 3.500,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  34. 34. 70 Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa Balanço patrimonial em 31.12.X1 Ativo não circulante Passivo não circulante Realizável a longo prazo Exigível a longo prazo Promissórias a receber 2.000,00 Financiamento 1.600,00 Ações de outras empresas 500,00 Ativo não circulante Passivo não circulante Investimentos Ações de outras empresas 700,00 Patrimônio líquido Imobilizado Capital social 5.000,00 Imóveis 3.500,00 Lucros acumulados 5.590,00 Utilitário 3.000,00 10.590,00 Soma 9.700,00 12.190,00 Ativo total 15.740,00 Passivo total 15.740,00 3. Demonstração dos fluxos de caixa – método indireto I – DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS R$ Lucro líquido 1.500,00 (+) Depreciações 1.000,00 (–) Equivalência patrimonial (400,00) = Lucro gerado pelas operações 2.100,00 (+/–) Ajustes por mudanças no capital de giro (–) Aumento de clientes (500,00) (–) Aumento de estoques (1.000,00) (–) Aumento de outros realizáveis (100,00) (+) Aumento de fornecedores 380,00 (+) Aumento de contas a pagar 100,00 (+) Aumento de impostos a recolher 20,00 (1.100,00) Total 1.000,00 II – DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO R$ Aquisição de imobilizados (1.500,00) Total (1.500,00) Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  35. 35. Demonstrações contábeis básicas e fluxo de caixa 71 III – DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO R$ Variação de financiamentos 500,00 Aumento de capital social 1.000,00 Distribuição de dividendos (300,00) Total 1.200,00 Aumento do saldo de caixa do período 700,00 (+) Saldo inicial de caixa 1.000,00 = Saldo final de caixa 1.700,00 Demonstração dos fluxos de caixa – método direto I – DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS R$ Recebimentos Clientes 19.100,00 Pagamentos Fornecedores 16.820,00 Despesas gerais 600,00 Impostos 380,00 Outros 100,00 17.900,00 Total 1.200,00 II – DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO R$ Aquisição de imobilizados (1.500,00) Total (1.500,00) III – DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO R$ Novos financiamentos 800,00 Amortizações de financiamentos (500,00) Aumento de capital social 1.000,00 Distribuição de dividendos (300,00) Total 1.000,00 Aumento do saldo de caixa do período 700,00 (+) Saldo inicial de caixa 1.000,00 = Saldo final de caixa 1.700,00 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br
  36. 36. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br

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