Treinamento básico de segurança

6.178 visualizações

Publicada em

Publicada em: Design
1 comentário
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Conheça os produtos da Zanel Luvas - Equipamentos de Proteção Individual

    http://www.zanel.com.br
    https://www.facebook.com/Zanelluvas
    https://plus.google.com/+ZanelLuvas/posts
    https://twitter.com/zanel_epis

    Bocaina SP - CEP 17.240-000 - Rua Heraclito lacerda 663 - Fone 14 3666 2046
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
6.178
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
12
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
283
Comentários
1
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Treinamento básico de segurança

  1. 1. BÁSICO DE SEGURANÇA
  2. 2. DefiniçãoA higiene e a segurança são duas atividades que estão intimamenterelacionadas com o objetivo de garantir condições de trabalhocapazes de manter um nível de saúde dos colaboradores etrabalhadores de uma Empresa .A higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista nãomédico, as doenças profissionais, identificando os fatores quepodem afetar o ambiente do trabalho e o trabalhador, visandoeliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras detrabalho que podem afetar a saúde, segurança e bem estar dotrabalhador).
  3. 3. DefiniçãoA segurança do trabalho propõe-se combater, também dum pontode vista não médico, os acidentes de trabalho, quer eliminando ascondições inseguras do ambiente, quer educando os trabalhadoresa utilizarem medidas preventivas. Para além disso, as condiçõesde segurança, higiene e saúde no trabalho constituem ofundamento material de qualquer programa de prevenção de riscosprofissionais e contribuem, na empresa, para o aumento dacompetitividade com diminuição da sinistralidade.
  4. 4. Acidentes do TrabalhoOs acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação defatores, entre os quais se destacam as falhas humanas e falhasmateriais.Vale a pena lembrar que os acidentes não escolhem hora nem lugar.Podem acontecer em casa, no ambiente de trabalho e nas inúmeraslocomoções que fazemos de um lado para o outro, para cumprirnossas obrigações diárias.Quanto aos acidentes do trabalho o que se pode dizer é que grandeparte deles ocorre porque os trabalhadores se encontram malpreparados para enfrentar certos riscos.
  5. 5. O que diz a leiAcidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho aserviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbaçãofuncional que cause a morte, a perda ou redução da capacidadepara o trabalho, permanente ou temporária...” Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpohumano, seja ele leve, como, por exemplo, um corte no dedo, ougrave, como a perda de um membro. Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquerórgão ou sentido. Por exemplo, a perda da visão, provocada poruma pancada na cabeça, caracteriza uma perturbação funcional.
  6. 6. Doenças ProfissionaisDoenças profissionais são aquelas que são adquiridas na seqüênciado exercício do trabalho em si.Doenças do trabalho são aquelas decorrentes das condiçõesespeciais em que o trabalho é realizado. Ambas são consideradascomo acidentes do trabalho, quando delas decorrer a incapacidadepara o trabalho.Um funcionário pode apanhar uma gripe, por contagio com colegasde trabalho . Essa doença, embora possa ter sido adquirida noambiente de trabalho, não é considerada doença profissional nem dotrabalho, porque não é ocasionada pelos meios de produção.
  7. 7. Doenças ProfissionaisContudo, se o trabalhador contrair uma doença ou lesão porcontaminação acidental, no exercício de sua atividade, temos aí umcaso equiparado a um acidente de trabalho. Por exemplo, seoperador de um banho de decapagem se queima com ácido aoencher a tina do banho ácido isso é um acidente do trabalho.Noutro caso, se um trabalhador perder a audição por ficar longotempo sem proteção auditiva adequada, submetido ao excesso deruído, gerado pelo trabalho executado junto a uma grande prensa,isso caracteriza igualmente uma doença de trabalho.
  8. 8. Doenças ProfissionaisUm acidente de trabalho pode levar o trabalhador a se ausentar daempresa apenas por algumas horas, o que é chamado de acidentesem afastamento. É que ocorre, por exemplo, quando o acidenteresulta num pequeno corte no dedo, e o trabalhador retorna aotrabalho em seguida. Outras vezes, um acidente pode deixar otrabalhador impedido de realizar suas atividades por dias seguidos,ou meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador acidentado nãoretornar ao trabalho imediatamente ou até no dia seguinte, temos ochamado acidente com afastamento, que pode resultar naincapacidade temporária, ou na incapacidade parcial e permanente,ou, ainda, na incapacidade total e permanente para o trabalho.
  9. 9. Doenças Profissionais A incapacidade temporária é a perda da capacidade para otrabalho por um período limitado de tempo, após o qual otrabalhador retorna às suas atividades normais. A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por todavida, da capacidade física total para o trabalho. É o que acontece,por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma vistaincapacidade total e permanente é a invalidez incurável para otrabalho.
  10. 10. Doenças ProfissionaisNeste ultimo caso, o trabalhador não reúne condições paratrabalhar o que acontece, por exemplo, se um trabalhador perde asduas vistas num acidente do trabalho. Nos casos extremos, oacidente resulta na morte do trabalhador.
  11. 11. Fatores que afetam a Higienee SegurançaEm geral a atividade produtiva encerra um conjunto de riscos e decondições de trabalho desfavoráveis em resultado daespecificidades próprias de alguns processos ou operações, peloque o seu tratamento quanto a Higiene e Segurança costuma sercuidado com atenção.Contudo, na maior parte dos casos, é possível identificar umconjunto de fatores relacionados com a negligência ou desatençãopor regras elementares e que potenciam a possibilidade deacidentes ou problemas .
  12. 12. Acidentes devido a condiçõesperigosas Máquinas e ferramentas; Condições de organização (Lay-Out mal feito, armazenamentoperigoso, falta de Equipamento de Proteção Individual - E.P.I.); Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras,ruído).
  13. 13. Acidentes devido a açõesperigosas Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.) Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem) Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrarempilhadores à Fangio, distrações, brincadeiras)
  14. 14. As perdas de produtividade equalidadeFoi necessário muito tempo para que se reconhecesse até queponto as condições de trabalho e a produtividade se encontramligadas. Numa primeira fase, houve a percepção da incidênciaeconômica dos acidentes de trabalho onde só eram consideradosinicialmente os custos diretos (assistência médica e indenizações)e só mais tarde se consideraram as doenças profissionais.Na atividade corrente de uma empresa, compreendeu-se que oscustos indiretos dos acidentes de trabalho são bem maisimportantes que os custos diretos, através de fatores de perdacomo os seguintes:
  15. 15. As perdas de produtividade equalidade Perda de horas de trabalho pela vítima; Perda de horas de trabalho pelas testemunhas e Responsáveis; Perda de horas de trabalho pelas pessoas encarregadas doinquéritos; Interrupções da produção; Danos materiais; Atraso na execução do trabalho; Custos inerentes às peritagens e ações legais eventuais; Diminuição do rendimento durante a substituição; A retoma de trabalho pela vítima.
  16. 16. As perdas de produtividade equalidadeEstas perdas podem ser muito elevadas, podendo mesmorepresentar quatro vezes os custos diretos do acidente de trabalho.A diminuição de produtividade e o aumento do número de peçasdefeituosas e dos desperdícios de material imputáveis à fadigaprovocada por horários de trabalho excessivos e por más condiçõesde trabalho, nomeadamente no que se refere à iluminação e àventilação, demonstraram que o corpo humano, apesar da suaimensa capacidade de adaptação, tem um rendimento muito maiorquando o trabalho decorre em condições ótimas.
  17. 17. As perdas de produtividade equalidadeCom efeito, existem muitos casos em que é possível aumentar aprodutividade simplesmente com a melhoria das condições detrabalho. De uma forma geral, a gestão das empresas não explorasuficientemente a melhoria das condições de higiene e a segurançado trabalho nem mesmo a ergonomia dos postos de trabalho comoforma de aumentar a produtividade e a qualidade. A relação entre otrabalho executado pelo operador e as condições de trabalho dolocal de trabalho, passou a ser melhor estudada desde que asrestrições impostas pela tecnologia industrial moderna constituem afonte das formas de insatisfação que se manifestam sobretudo entreos trabalhadores afetos às tarefas mais elementares, desprovidas dequalquer interesse e com caráter repetitivo e monótono.
  18. 18. As perdas de produtividade equalidadeDesta forma pode-se afirmar que na maior parte dos casos aProdutividade é afetada, pela conjugação de dois aspectosimportantes : Um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores ariscos profissionais graves (causa direta de acidentes detrabalho e de doenças profissionais); A insatisfação dos trabalhadores face a condições de trabalhoque não estejam em harmonia com as suas característicasfísicas e psicológicas.
  19. 19. As perdas de produtividade equalidadeEm geral as conseqüências revelam-se numa baixa quantitativa equalitativa da produção, numa rotação excessiva do pessoal e a numelevado absentismo. Claro que as conseqüências de uma talsituação variarão segundo os meios socioeconômicos.Fica assim explicado que as condições de trabalho e as regras desegurança e Higiene correspondentes, constituem um fator da maiorimportância para a melhoria de desempenho das Empresas, atravésdo aumento da sua produtividade obtida em condições de menorabsentismo e sinistralidade.
  20. 20. As perdas de produtividade equalidadePor parte dos trabalhadores de uma empresa, o emprego não deverepresentar somente o trabalho que se realiza num dado local paraauferir um ordenado, mas também uma oportunidade para a suavalorização pessoal e profissional, para o que contribuem em mito asboas condições do seu posto de trabalho.Querendo evitar a curto prazo um desperdício de recursos humanose monetários e a longo prazo garantir a competitividade da Empresa,deverá prestar-se maior atenção às condições de trabalho e ao graude satisfação dos seus colaboradores, reconhecendo-se que, umaEmpresa desempenha não só uma função técnica e econômica mastambém um importante papel social.
  21. 21. Importância da PrevençãoA Prevenção é certamente o melhor processo de reduzir oueliminar as possibilidades de ocorrerem problemas de segurançacom o Trabalhador .A prevenção consiste na adoção de um conjunto de medidas deproteção, na previsão de que a segurança física do operador possaser colocada em risco durante a realização do seu trabalho. Nestestermos, pode-se acrescentar que as medidas a tomar no domínioda higiene industrial não diferem das usadas na prevenção dosacidentes de trabalho.
  22. 22. Princípios de prevençãoComo princípios de prevenção na área da Higiene e Segurançaindustrial, poderemos apresentar os seguintes:1. Tal como se verifica no domínio da segurança, a prevençãomais eficaz em matéria de higiene industrial exerce-se, também,no momento da concepção do edifício, das instalações e dosprocessos de trabalho, pois todo o melhoramento ou alteraçãoposterior já não terá a eficácia desejada para proteger a saúdedos trabalhadores e será certamente muito mais dispendiosa.2. As operações perigosas (as que originam a poluição do meioambiente ou causam ruído ou vibrações) e as substânciasnocivas, susceptíveis de contaminar a atmosfera do local detrabalho, devem ser substituídas por operações e substânciasinofensivas ou menos nocivas.
  23. 23. Princípios de prevenção3. Quando se torna impossível instalar um equipamento desegurança coletivo, é necessário recorrer a medidascomplementares de organização do trabalho, que, em certoscasos, podem comportar a redução dos tempos de exposição aorisco.4. Quando as medidas técnicas coletivas e as medidasadministrativas não são suficientes para reduzir a exposição aum nível aceitável, deverá fornecer-se aos trabalhadores umequipamento de proteção individual (EPI) apropriado.5. Salvo casos excepcionais ou específicos de trabalho, não deveconsiderar-se o equipamento de proteção individual como ométodo de segurança fundamental, não só por razõesfisiológicas mas também por princípio, porque o trabalhadorpode, por diversas razões, deixar de utilizar o seu equipamento.
  24. 24. Princípios de prevençãoUm qualquer posto de trabalho representa o ponto onde se juntamos diversos meios de produção (homem, máquina, energia, matéria-prima, etc.) que irão dar origem a uma operação detransformação, daí resultando um produto ou um serviço.Para a devida avaliação das condições de segurança de um Postode Trabalho é necessário considerar um conjunto de fatores deprodução e ambientais em que se insere esse mesmo posto detrabalho. Para que a atividade de um operador decorra com omínimo de risco, têm que se criar diferentes condições passivas ouativas de prevenção da sua segurança.
  25. 25. Princípios de prevençãoCom a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemasque afetam o homem e a produção.Para que isso aconteça, é necessário que tanto os empresários (quetêm por obrigação fornecer um local de trabalho com boas condiçõesde segurança e higiene, maquinaria segura e equipamentosadequados) como os trabalhadores (aos quais cabe aresponsabilidade de desempenhar o seu dever com menor perigopossível para si e para os companheiros) estejam comprometidoscom uma mentalidade de Prevenção de Acidentes.
  26. 26. Efeito dominó e os acidentesde trabalhoHá muito tempo, que especialistas se vêm a dedicar ao estudo dosacidentes e de suas causas e um dos fatos já comprovados é que,quando um acidente acontece, vários fatores entraram em açãoanteriormente por forma a permitir o acidente.Um acidente laboral, pode muitas vezes ser comparado com o queacontece quando enfileiramos pedras de um dominó e depoisdamos um empurrãozinho numa uma delas. Em resultado , aspedras acabam por se derrubarem umas ás outras, até que a ultimapedra caia por terra.
  27. 27. Efeito dominó e os acidentesde trabalhoPodemos imaginar que algo semelhante acontece quando umacidente ocorre, considerando que se podem conjugar cinco fatoresque se complementam da seguinte forma : Ambiente social Causa pessoal Causa mecânica Acidente Lesão
  28. 28. Efeito dominó e os acidentesde trabalhoO Ambiente Social do trabalhador relaciona-se com dois fatoresprincipais a saber: hereditariedade e influencia social. Ascaracterísticas físicas e psicológicas do individuo são determinadaspela hereditariedade transmitida pelos pais.Por outro lado o comportamento de cada um é muitas vezesinfluenciado pelo ambiente social em que cada um vive (A modatanto é usar cabelos longos, como usar a cabeça raspada). A causapessoal está relacionada com o conjunto de conhecimentos ehabilidades que cada um possui para desempenhar uma tarefa numdado momento.
  29. 29. Efeito dominó e os acidentesde trabalhoA probabilidade de envolvimento em acidentes aumenta quando ascondições psicológicas não são as melhores (depressão), ouquando não existe preparação e treino suficiente.A causa mecânica diz respeito às falhas materiais existentes noambiente de trabalho. Quando o equipamento não apresentaproteção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente detrabalho é deficiente ou quando não há boa manutenção doequipamento, os riscos de acidente aumentam consideravelmente.Quando um ou mais dos fatores anteriores se manifestam, ocorre oacidente que pode provocar ou não lesão no trabalhador.
  30. 30. Segurança de MáquinasSegurança de Máquinas: Muitos processos produtivos dependem dautilização de máquinas , pelo que é importante a existência e ocumprimento dos requisitos de segurança em máquinas industriaisou a sua implementação no terreno de modo a garantir a maiorsegurança aos operadores.Máquina: Todo o equipamento, (inclusive acessórios e equipamentosde segurança), com movimento, (engrenagens), e com fonte deenergia que não a humana.Os requisitos de segurança de uma máquina podem seridentificados, nomeadamente o que diz respeito ao seu acionamentoa partir de Comandos.
  31. 31. Redução dos riscos de acidenteMáquina: Todo o equipamento, inclusive acessórios e equipamentosde segurança, com movimento, engrenagens, e com fonte deenergia que não a humana. Eliminação do risco: significa torná-lo definitivamente inexistente.Ex: uma escada com piso escorregadio apresenta um sério riscode acidente. Esse risco poderá ser eliminado com um pisoantiderrapante; Neutralização do risco: o risco existe, mas está controlado. Estaopção é utilizada na impossibilidade temporária ou definitiva daeliminação de um risco. Ex: as partes móveis de uma máquinacomo polias, engrenagens, correias etc. devem ser neutralizadascom anteparos de proteção, uma vez que essas peças dasmáquinas não podem ser simplesmente eliminadas.
  32. 32. Redução dos riscos de acidente Sinalização do risco: é a medida que deve ser tomada quandonão for possível eliminar ou isolar o risco. Ex: máquinas emmanutenção devem ser sinalizadas com placas de advertência;locais onde é proibido fumar devem ser devidamente sinalizados.
  33. 33. Proteção coletiva e individualAs medidas de proteção coletiva, através dos equipamentos deproteção coletiva (EPC), devem ter prioridade, conforme determinaa legislação. Uma vez que beneficiam todos os trabalhadores,indistintamente os EPCs devem ser mantidos nas condições que osespecialistas em segurança estabelecerem, devendo ser reparadossempre que apresentarem qualquer deficiência.Tipos de EPCs: Sistema de exaustão que elimina gases, vapores ou poeirascontaminantes do local de trabalho; Enclausuramento de máquina ruidosa para livrar o ambiente doruído excessivo;
  34. 34. Proteção coletiva e individual Comando bi-manual, que mantém as mãos ocupadas, fora dazona de perigo, durante o ciclo de uma máquina; Cabo de segurança para conter equipamentos suspensossujeitos a esforços, caso venham a se desprender.Quando não for possível adotar medidas de segurança de ordemgeral, para garantir a proteção contra os riscos de acidentes edoenças profissionais, devem-se utilizar os equipamentos deproteção individual, conhecidos pela sigla EPI. Os EPIs não evitamos acidentes, como acontece de forma eficaz com a proteçãocoletiva. Apenas diminuem ou evitam lesões que podem decorrerde acidentes.
  35. 35. Proteção coletiva e individualExistem EPIs para proteção de praticamente todas as partes docorpo. Veja alguns exemplos: Cabeça e crânio: capacete de segurança contra impactos,perfurações, ação dos agentes meteorológicos etc. Olhos: óculos contra impactos, que evita a cegueira total ouparcial e a conjuntivite. É utilizado em trabalhos onde existe orisco de impacto de estilhaços e limalhas. Vias respiratórias: protetor respiratório, que previne problemaspulmonares e das vias respiratórias, e deve ser utilizado emambientes com poeiras, gases, vapores ou fumos nocivos.
  36. 36. Proteção coletiva e individual Face: máscara de solda, que protege contra impactos departículas, respingos de produtos químicos, radiação(infravermelha e ultravioleta) e ofuscamento. Ouvidos: Auriculares, que previne a surdez, o cansaço, airritação e outros problemas psicológicos. Deve ser usadasempre que o ambiente apresentar níveis de ruído superioresaos aceitáveis, de acordo com a norma regulamentadora. Mãos e braços: luvas, que evitam problemas de pele, choqueelétrico, queimaduras, cortes e raspões e devem ser usadasem trabalhos com solda elétrica, produtos químicos, materiaiscortantes, ásperos, pesados e quentes.
  37. 37. Proteção coletiva e individual Pernas e pés: botas de borracha, que proporcionam isolamentocontra eletricidade e umidade. Devem ser utilizadas em ambientesúmidos e em trabalhos que exigem contacto com produtosquímicos. Tronco: aventais de couro, que protegem de impactos, gotas deprodutos químicos, choque elétrico, queimaduras e cortes. Devemser usados em trabalhos de soldagemelétrica, oxiacetilénica, corte a quente.A lei determina que os EPIs sejam aprovados pelo Ministério doTrabalho, mediante certificados de aprovação (CA).
  38. 38. Proteção coletiva e individualAs empresas devem fornecer os EPIs gratuitamente aostrabalhadores que deles necessitarem. A lei estabelece também queé obrigação dos empregados usar os equipamentos de proteçãoindividual onde houver risco, assim como os demais meiosdestinados a sua segurança.
  39. 39. Sinalização de SegurançaNo interior e exterior das instalações da Empresa, devem existirformas de aviso e informação rápida, que possam auxiliar oselementos da Empresa a atuar em conformidade com osprocedimentos de segurança .Com este objetivo, existem conjunto de símbolos e sinaisespecificamente criados para garantir a fácil compreensão dos riscosou dos procedimentos a cumprir nas diversas situações laborais quepodem ocorrer no interior de uma Empresa ou em lugares públicos.Em seguida dão-se alguns exemplos do tipo de sinalização existentee a ser aplicada nas Empresas.
  40. 40. Sinais de PerigoIndicam situações de risco potencial de acordo com o pictogramainserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos, aparelhos,instruções e procedimentos, etc. Têm forma triangular, o contorno epictograma a preto e o fundo amarelo.
  41. 41. Sinais de ProibiçãoIndicam comportamentos proibidos de acordo com o pictogramainserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos, aparelhos,instruções e procedimentos, etc. Têm forma circular, o contornovermelho, pictograma a preto e o fundo branco.
  42. 42. Sinais de ObrigaçãoIndicam comportamentos obrigatórios de acordo com o pictogramainserido no sinal. São utilizados eminstalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc.Têm forma circular, fundo azul e pictograma a branco.
  43. 43. Sinais de EmergênciaIndicam comportamentos obrigatórios de acordo com o pictogramainserido no sinal. São utilizados em instalação, acessos, aparelhos,instruções e procedimentos, etc. Têm forma circular, fundo azul epictograma a branco.
  44. 44. Riscos dos Postos de TrabalhoAlguns destes riscos atingem grupos específicos de profissionais, como é o caso, dos mergulhadores, que trabalham submetidos aaltas pressões e a baixas temperaturas. Por esse fato, sãoobrigados a usar roupas especiais, para conservar a temperatura docorpo, e passam por cabines de compressão edescompressão, cada vez que mergulham ou sobem à superfície.Outros fatores de risco não escolhem profissão: agridemtrabalhadores de diferentes áreas e níveis ocupacionais, de maneirasubtil, praticamente imperceptível. Esses últimos são os maisperigosos, porque são os mais ignorados.
  45. 45. Riscos dos Postos de TrabalhoOs principais tipos de risco ambiental que afetam os trabalhadoresde um modo geral, estão separados em: Riscos físicos Riscos químicos Riscos Biológicos Riscos Ergonômicos
  46. 46. Riscos FísicosTodos nós, ao desenvolvermos o nosso trabalho, gastamos umacerta quantidade de energia para produzir um determinado resultado.Em geral, quando dispomos de boas as condições físicas doambiente, como, por exemplo, o nível de ruído e a temperatura sãoaceitáveis, produzimos mais com menor esforço.
  47. 47. RuídoQuando um de nós se encontra num ambiente de trabalho e nãoconsegue ouvir perfeitamente a fala das pessoas no mesmo recinto,isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso.Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som quecausa sensação desagradável ao homem. As perdas de audição sãoderivadas da freqüência e intensidade do ruído. A fadiga evidencia-se por uma menor acuidade auditiva.As ondas sonoras transmitem-se tanto pelo ar como por materiaissólidos. Quanto maior for a densidade do meio condutor, menor seráa velocidade de propagação do ruído.
  48. 48. RuídoO ruído é pois um agente físico que pode afetar de modosignificativo a qualidade de vida. Mede-se o ruído utilizando uminstrumento denominado medidor de pressão sonora, e a unidadeusada como medida é o decibel ou abreviadamente dB. Semmedidas de controlo ou proteção, o excesso de intensidade doruído, acaba por afetar o cérebro e o sistema nervoso.Em condições de exposição prolongada ao ruído por parte doaparelho auditivo, os efeitos podem resultar na surdez profissionalcuja cura é impossível, deixando o trabalhador com dificuldadespara se relacionar com os colegas e família, assim comodificuldades acrescidas em se aperceber da movimentação deveículos ou máquinas, agravando as suas condições de risco poracidente físico.
  49. 49. VibraçõesAs vibrações caracterizam-se pela suaamplitude e freqüência.Apresentam geralmente baixas freqüências econduzem-se por materiais sólidos (Exprimem-se em m/s 2 ou em dB. Consoante a posiçãodo corpo humano, (de pé, sentado oudeitado), a sua resposta às vibrações serádiferente sendo igualmente Importante o pontode aplicação da força vibratória.Os efeitos no homem das forças vibratóriaspodem ser resumidos nos seguintes casos:
  50. 50. VibraçõesFreqüência entre 8 e 1000 Hz; O uso prolongado de martelospneumáticos ou motosserras, conduz a complicações nos vasossanguíneos e articulações e á diminuição na circulaçãosanguínea, Estas lesões podem ser permanentes.Freqüência acima de 1000 Hz; O efeito restringe-se a nível daepiderme (danos em células e efeitos térmicos). Com o passar dotempo, afecções a nível das articulações e da coluna.
  51. 51. Amplitudes térmicasFrio ou calor em excesso, ou a brusca mudança de um ambientequente para um ambiente frio ou vice-versa, também sãoprejudiciais à saúde. Nos ambientes onde há a necessidade do usode fornos, maçaricos etc., ou pelo tipo de material utilizado ecaracterísticas das construções (insuficiência de janelas, portas ououtras aberturas necessárias a uma boa ventilação), toda essacombinação pode gerar alta temperatura prejudicial à saúde dotrabalhador.A sensação de calor que sentimos é proveniente da temperaturaresultante existente no local e do esforço físico que fazemos paraexecutar um trabalho.
  52. 52. Amplitudes térmicasA temperatura resultante é função dos seguintes fatores: Umidade relativa do ar Velocidade e temperatura do ar Calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente,como fornos e maçaricos).A unidade de medida da temperatura adotada é o grau Celsius,abreviadamente ºC. De um modo geral, a temperatura ideal situa-se entre 21ºC e 26 ºC enquanto a umidade relativa do ar deve estarentre 55% a 65%, e a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s.
  53. 53. Stress TérmicoEm geral está relacionado com o desconforto do trabalhador emcondições de trabalho em que a temperatura ambiente é muitoelevada , podendo-se conjugar uma umidade baixa e uma circulaçãode ar deficiente .
  54. 54. Riscos QuímicosCertas substâncias químicas, utilizadas nos processos de produçãoindustrial, são lançadas no ambiente de trabalho através deprocessos de pulverização, fragmentação ou emanações gasosas.Essas substâncias podem apresentar-se nos estados sólido, líquidoe gasoso. No estado sólido, temos poeiras de origem animal,mineral e vegetal, como a poeira mineral de sílica encontrada nasareias para moldes de fundição.No estado gasoso, como exemplo, temos o GLP (gás liquefeito depetróleo), usado como combustível, ou gases libertados nasqueimas ou nos processos de transformação das matérias primas.
  55. 55. Riscos QuímicosQuanto aos agentes líquidos , eles apresentam-se sob a forma desolventes, tintas, vernizes ou esmaltes. Esses agentes químicosficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo dotrabalhador por: Via respiratória: essa é a principal porta de entrada dos agentesquímicos, porque respiramos continuadamente, e tudo o que estáno ar acaba por passar nos pulmões. Via digestiva: se o trabalhador comer ou beber algo com as mãossujas, ou que ficaram muito tempo expostas a produtosquímicos, parte das substâncias químicas serão ingeridas com oalimento, atingindo o estômago e podendo provocar sérios riscos àsaúde.
  56. 56. Riscos Químicos Epiderme: essa via de penetração é a mais difícil, mas se otrabalhador estiver desprotegido e tiver contacto com substânciasquímicas, havendo deposição no corpo, serão absorvidas pelapele. Via ocular: alguns produtos químicos que permanecem no arcausam irritação nos olhos e conjuntivite, o que mostra que apenetração dos agentes químicos pode ocorrer também pelavista.As medidas ou avaliações dos agentes químicos em suspensão noar são obtidas por meio de aparelhos especiais que medem aconcentração, ou seja, percentagem existente em relação ao aratmosférico. Os limites máximos de concentração de cada um dosprodutos diferem de acordo com o seu grau de perigo para a saúde.
  57. 57. Valores limite de exposiçãoOs Valores Limite de Exposição não são mais do que concentraçõesno ar dos locais de trabalho de diferentes substâncias. Abaixodestes valores a exposição contínua do trabalhador não representarisco para este.Pode ser determinada uma “concentração média” no tempo inerentea um turno de trabalho de 8 horas. Concentração limite é um valorque nunca deve ser ultrapassado mesmo que a “concentraçãomédia” esteja abaixo do valor limite.As substâncias químicas quando absorvidas pelo organismo emquantidades suficientes, podem provocar lesões no mesmo. Assimsurge a definição de dose: Quantidade de substância absorvida peloorganismo.
  58. 58. Valores limite de exposiçãoOs efeitos no organismo, vão pois depender da dose absorvida eda quantidade de tempo de exposição a essa dose. Assim, osgraus de Intoxicação com produtos Químicos podem serclassificadas em: Intoxicação Aguda, corresponde a uma absorção rápida numcurto período de tempo (geralmente ocorrem em situações deacidente). Intoxicação Crónica, absorção de pequenas doses em certosperíodos de tempo (ocorrem no local de trabalho, num turno ouem parte dele).
  59. 59. Efeitos dos poluentes químicos Sensibilizantes: produtos que levam a reações alérgicas.Manifestam-se por afecções da pele ou respiratórias. (Isocianatosusados por exemplo no fabrico de espumas.) Irritantes: produtos que levam a inflamações no tecido ondeatuam. Também nesta situação os produtos inaláveis são os quelevantam mais preocupação. (ácido clorídrico, óxidos de azoto). Anestésicos ou narcóticos: produtos que atuam sobre o sistemanervoso central, tais como os solventes usados na indústria dascolas ou tintas, (toluol, acetato butilo, hexano, etc.) Asfixiantes: produtos que dificultam o transporte de oxigênio anível sanguíneo. (Monóxido de Carbono)
  60. 60. Efeitos dos poluentes químicos Cancerígenos: substâncias que podem provocar o cancro; Corrosivas: substâncias que atuam quimicamente sobre ostecidos quando em contacto com estes; Pneumoconióticas: apresentam-se sob a forma de poeiras oufumo. São exemplo destas substâncias a sílica livre cristalinacomum em minas ( provoca a silicose a nível pulmonar).
  61. 61. Poluentes sólidos Poeiras - Partículas esferoidais depequeno tamanho que se encontram emsuspensão no ar. As mais perigosas sãoas de quartzo, (originam a silicose); Fibras - Partículas não esféricas,geralmente o seu comprimento excedeem 3 vezes o seu diâmetro; Fumos - partículas esféricas emsuspensão, geralmente têm origem emcombustões; Aerossol - suspensão em meio gasoso departículas esféricas e líquidas, emconjunto ou não. A sua velocidade dequeda é desprezável (< 0.25 m/s ).
  62. 62. Riscos BiológicosEstes tipo de riscos relaciona-se com a presença no ambiente detrabalho de microrganismos comobactérias, vírus, fungos, bacilos, etc, normalmente presentes emalguns ambientes de trabalho, como: Hospitais; Laboratórios de análises clínicas; Recolha de lixo; Indústria do couro; Tratamento de Efluentes líquidos.
  63. 63. Riscos BiológicosPenetrando no organismo do homem por viadigestiva, respiratória, olhos e pele, sãoresponsáveis por algumas doençasprofissionais, podendo dar origem a doençasmenos graves como infecções intestinais ou asimples gripe, ou mais graves como ahepatite, meningite ou Sida.A verificação da presença de agentesbiológicos em ambientes de trabalho é feitapor meio de recolha de amostras de ar e deágua, que serão analisadas em laboratóriosespecializados.
  64. 64. Riscos ErgonômicosVerifica-se que algumas vezes que os postos de trabalho não estãobem adaptados ás características do operador, quer quanto àposição da máquina com que trabalha, quer no espaço disponívelou na posição das ferramentas e materiais que utiliza nas suasfunções.Para estudar as implicações destes problemas existe uma ciênciaque avalia as condições de trabalho do operador, quanto ao esforçoque o mesmo realiza para executar as suas tarefas.Ergonomia é a ciência que procura alcançar o ajustamento mútuoideal entre o homem e o seu ambiente de trabalho.
  65. 65. Riscos ErgonômicosSegundo um conceito Ergonômico a execução de tarefas deve serfeita com o mínimo de consumo energético de modo a sobrar"atenção" para o controlo das tarefas e dos produtos, assim comopara a proteção do próprio trabalhador .Entretanto, se não existir esse ajuste, teremos a presença deagentes ergonômicos que causam doenças e lesões no trabalhador.
  66. 66. Algumas Medidas deErgonomia Corpo em Movimento – Tornar os movimentos compatíveis com aação. Reduzir o esforço de músculos e Tendões. Precisão de movimentos – Ter em atenção a sua amplitude,posição e quais os membros a utilizar. Rapidez dos movimentos – Salientar sinais visuais ou auditivos. Esforço estático – Uma cadeira deve fornecer vários pontos deapoio no corpo humano. Altura do assento regulável. A cadeiradeve ter 5 apoios no chão. Deve ter apoio para os pés sempreque necessário, etc.
  67. 67. Algumas Medidas deErgonomia Rampas e Escadas – Para rampas a inclinação deve ser entre 0 e20 º. Para escadas a inclinação deve ser entre 20 e 50º. Alturamínima do degrau entre 13 e 20 cm. Largura mínima do degrau éde 51 Cm. Etc. Portas e Tetos – Altura mínima de uma porta é de 200 cm. Alturamínima de um teto é de 200 cm. Corredor com passagem para 3pessoas deve ter largura mínima de 152 cm.
  68. 68. Rua Nestor Pestana, 30 - 8º andar – 01303-010 – São Paulo – SP – BrasilTels.: (55-11) 3138-1111/ 3138-1114 / 3138-1119www.conbet.com.br/ conbet@conbet.com.brCONBET CONSULTORIA EHSLTDA.Agradece a sua participação.

×