Samuel_Programa_atividade_fisica

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Samuel_Programa_atividade_fisica

  1. 1. Implantando Programa de Atividade Física Pautados na Realidade, nos Recursos locais e nas Característica da População
  2. 2. O modelo Transteórico nas Ciências do Esporte/Atividade Física • Como já estudamos, o modelo dos estágios de mudança de comportamento, conhecido também como modelo transteórico, vem sendo empregado na investigação de comportamentos saudáveis e desde os anos 80. • Sua origem está atrelada a estratégias de combate ao tabagismo. • Do ano 2000 em este teve seu rol de aplicações ampliados e passou a ser utilizado também na área do esporte/atividade física.
  3. 3. O modelo Transteórico nas Ciências do Esporte/Atividade Física A diferentes formas de mensuração dos estágios do Modelo Transteórico: • Inicialmente, os indivíduos eram classificados em uma escala do tipo Likert; - Nessa escala afirmações são apresentados e o sujeito sinaliza se está de acordo ou não com cada uma delas em um escala que varia de 1 a 5, dependendo do grau de sua concordância. • Após, em meados da década de 90, foi elaborado um instrumento em que os indivíduos eram orientados a escolher sentenças – uma para cada estágio; - Cada uma delas correspondia a estágio do modelo e o sujeito tentava reportar-se ao seu comportamento atual ao escolher uma delas. • Visando facilitar a coleta da informação e torná-la mais apurada, foi elaborado, um outro instrumento que classificava os indivíduos, nos diferente estágios, a partir de um algoritmo com respostas do tipo sim/não. - esta última forma de classificação possui maior aceitabilidade e aplicabilidade em inquéritos populacionais, por não ser auto administrada, e permitir a coleta dos dados via telefone.
  4. 4. Mensuração dos estágios do Modelo Transteórico através de algoritmo Figura 1: Algoritmo empregado para definir os estágios de mudança de comportamento para a prática de atividade física regular. Adaptado de DUMITH et al (2008) p.304. Estágio ou Fase Perguntas Norteadoras Classificação:
  5. 5. Classificação das Fases do Sujeito segundo o Modelo Transteórico tendo como sinalizador a prática de Esportes/AF Pré- Contemplação Contemplação Preparação Ação Manutenção Não considera uma nova possibilidade de comportamento a ser adotada. O indivíduo tem contato ou é sensibilizado por uma nova possibilidade de comportamento. São feitos esforços pela/para mudanças que conduzam ao novo comportamento. Este estágio se concretiza por uma mudança inicial no comportamento. O novo comportamento foi adquirido e é mantido ao longo do tempo. O indivíduo não está consciente ou não se sensibiliza com sua condição. Este comportamento é contemplado, mas ainda não é colocado em prática. O indivíduo pretende começar a agir em um futuro muito próximo. Este estágio requer comprometimento e determinação. O indivíduo trabalha para evitar relapsos/recaídas e consolidar os ganhos obtidos durante o processo de ação. O indivíduo, constata os benefícios dos novos hábitos, sabe “aonde quer ir”, porém ainda não está pronto Visualiza-se uma aproximação com os hábitos que quer incorporar. Os ganhos/benefícios servem como motivadores, mas eles podem demorar a aparecer e isto deve estar claro. É uma continuação da mudança do comportamento, etapa que a consolida.
  6. 6. Classificação das Fases do Sujeito segundo o Modelo Transteórico (Re)planejando programas de Esportes/AF Pré-Contemplação Contemplação Preparação Ação Manutenção O indivíduo é sedentário. Rejeita ou desconsidera os benefícios da AF. Não se preocupa com ganho de peso e alterações fisiopatológicas. O indivíduo é sedentário mas se interessa pelos benefícios da AF. Já se preocupa com ganho de peso e alterações fisiopatológicas . O indivíduo, ainda, sedentário que se interessa pelos benefícios da atrelados à prática de AF, O indivíduo já se inseriu em programas de AF. Almeja pelos benefícios a ele atrelados. O indivíduo se mantém no programa de AF. Trabalha para evitar relapsos/recaídas e consolidar seus ganhos . Estratégias: Campanhas de sensibilização. Ofertar atividades prazerosas em locais próximos ou de fácil acesso. Envolver líderes comunitários e pessoas próxima. Estratégias: Campanhas educativas com distribuição de material informativo Ofertar atividades diversas em locais próximos ou de fácil acesso. Envolver líderes comunitários e pessoas próxima. Estratégias: Campanhas educativas. Ofertar atividades diversas em locais próximos ou de fácil acesso. Envolver líderes comunitários e pessoas próxima. Investir no convite e incentivo à prática de AF. Estratégias: Ofertar atividades variadas em locais próximos /fácil acesso. Considerar as expectativas e intenções do aluno e propiciar atividades prazerosas, sanar dúvidas e reforçar seus ganhos. Esclarecer sobre adaptações orgânicas e AF (material educativo). Estratégias: Investir em campanhas de incentivo (ex: encontro de grupos de caminhada). Considerar as expectativas e intenções do aluno e propiciar atividades prazerosas, sanar dúvidas e reforçar ganhos. Esclarecer sobre adaptações orgânicas e AF (material educativo).
  7. 7. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147) As PCQAF devem ser compreendidas na perspectiva da reflexão sobre as práticas de saúde em geral e também do fortalecimento do controle social, corresponsabilidade social, construção de redes de cuidado integral, integralidade e transversalidade das políticas de saúde e acesso aos serviços e tecnologias em saúde e direito ao lazer (P.142) PROPOSIÇÕES PARA A NOSSA ATUAÇÃO AO PROPOR PROGRAMAS DE PC/AF 1. Pautar propostas em dados epidemiológicos + Dados do Modelo Transteórico 2. Atuar com a comunidade 3. Promover Ação Intersetorial 4. Aproximar a população dos recursos do território e pontuar a necessidade destes (ou de sua recuperação) para os gestores, se necessário
  8. 8. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147) (...) a PCAF deve ser construída a partir de componentes culturais, históricos, políticos, econômicos e sociais de determinada localidade, de forma articulada ao espaço–território onde se materializam as ações de saúde, cabendo ao profissional de saúde a leitura abrangente do contexto onde irá atuar profissionalmente e como ator social. (P.142 - 3) PROPOSIÇÕES PARA A NOSSA ATUAÇÃO AO PROPOR PROGRAMAS DE PC/AF 1. Atuar com a comunidade a partir de seus costumes 2. Reforçar as ações locais, respaldando-as em situações oportunas 3. Ofertar experiências condizentes ás expectativas da população local e coerentes aos indicadores de saúde
  9. 9. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147) (...)ampliação do olhar sobre a existência ou não de espaços públicos de lazer ou da quantidade de grupos presentes, para abranger também as ações organizadas dentro das próprias unidades de Saúde da Família ! (...) O trabalho com grupos deve proporcionar a compreensão processual do significado do lazer para as comunidades e de como as pessoas identificam e se relacionam com os espaços de lazer existentes – UTILIZAR RECURSOS DO TERRITÓRIO! (...) identidade com o espaço de lazer é um fato social, cuja compreensão permitirá identificar as relações determinantes que os sujeitos estabelecem com as PCAF que já realizam e que venham a realizar. - REFORÇAR AS AÇÕES LOCAIS (RESPALDAR SE NECESSÁRIO). (...) o conhecimento sobre o território e a valorização da construção local relativa às PC/AF constituem princípios da atuação dos profissionais do Nasf, conjuntamente com os demais profissionais da equipe de Saúde da Família.
  10. 10. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Caderno de Atenção Básica nº 27 – Diretrizes do NASF (MS, 2009, p.142 – 147) (...) Recomenda-se a construção de atividades e possibilidades a partir das necessidades e contribuição coletivas referentes aos que serão beneficiados, em detrimento da imposição de modelos. (p. 145)
  11. 11. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Recomendações da portaria 2488 (2011) para as PAC/AF: Abranger ações que propiciem a melhoria da qualidade de vida , redução dos agravos e danos decorrentes das DCNT, favoreçam a redução do uso de medicamentos e a formação de redes de suporte social, e, que possibilitem a participação ativa dos usuários na elaboração de diferentes projetos terapêuticos.
  12. 12. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB Recomendações da portaria 2488 (2011) para as PAC/AF: Pontos chaves a serem destacados:  desenvolver atividades físicas e práticas corporais junto à comunidade;  veicular informações que visam à prevenção, minimização riscos e estimule autocuidado;  incentivar a criação de espaços de inclusão social, com ações que ampliem o sentimento de pertinência social;  proporcionar Educação Permanente juntamente com as ESF;  contribuir para a ampliação e a valorização da utilização dos espaços públicos de convivência;  identificar profissionais e/ou membros da comunidade com potencial para o desenvolvimento do trabalho em práticas corporais, em conjunto com as ESF e capacitar os profissionais, inclusive os Agentes Comunitários de Saúde – ACS;  supervisionar, de forma compartilhada e participativa, as atividades desenvolvidas pelas ESF na comunidade;  promover eventos que estimulem ações que valorizem Atividade Física/Praticas Corporais e sua importância para a saúde.
  13. 13. Implantando programas de Práticas Corporais/Atividade Física na AB 1. AVALIAR: Dados Epidemiológicos; características do território e do indivíduo. (necessidades + demandas) 2. PLANEJAMENTO - Identificar ações necessárias; - Averigar se essas ações existem no território ou na Unidade de SF ou nos equipamentos do território: Sim – AS AÇÕES NECESSÁRIAS JÁ EXISTEM : Apoiar/Respaldar/Propor Parceria – Ação Intersetorial. Não – AS AÇÕES NECESSÁRIAS NÃO EXISTEM: Implementar e capacitar equipe e/ou líder comunitário.
  14. 14. Referências Bibliografias - ANJOS, T C; DUARTE, A C G O. A Educação Física e a Estratégia de Saúde da Família: formação e atuação profissional PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 19 (4): 1127-1144, 2009. - BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Cadernos de Atenção Básica n. 27. Diretrizes do NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 160 p. - BRASIL. Portaria nº 2488 de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). - DUMITH, SC. ET AL. Estágios de mudança de Comportamento para a prática de atividade física: uma revisão da literatura. Rev. Bras.Cineantropom. Desempenho Hum. 2008;10(3):301-307. - FREITAS, F.F. A Educação Física no serviço público de saúde. São Paulo: Hucitec, 2007. - MADUREIRA, Alberto Saturno et al . Associação entre estágios de mudança de comportamento relacionados à atividade física e estado nutricional em universitários. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 10, Oct. 2009

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