Apresentação ma 1

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Esta apresentação de slides foi desenvolvida para o Curso Introdutório em Práticas Integrativas e Complementares: Antroposofia Aplicada à Saúde. Acesse: https://cursos.atencaobasica.org.br/courses/16682
Material produzido pelo Ministério da Saúde (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares) e Instituto Communitas.

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  • Em cada tempo e civilização, o ser humano desenvolveu uma forma de compreender a doença e cuidar da saúde de acordo com a sua cultura, modelo de sociedade e conhecimento.
  • Apresentação ma 1

    1. 1.   Antroposofia aplicada à saúde: contexto histórico e panorama geral do modelo de cuidados Iracema de Almeida Benevides   CURSO INTRODUTÓRIO EM PRÁTICAS  INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES:  ANTROPOSOFIA APLICADA À SAÚDE
    2. 2. A humanidade enfrenta problemas de saúde desde os  primórdios da nossa civilização. As práticas que procuram promover, manter ou recuperar a  saúde têm estreita relação com a cultura, os significados  atribuídos ao corpo humano e o conhecimento disponível  em cada época.  Medicina e História I  Fotos: wikimedia  
    3. 3. Medicina e saúde:  Em cada época existiu uma forma de compreender saúde e doença  Civilização  chinesa: 1600 ac Civilização  mesopotâmica  3500 ac Civilização  indiana: 2500 ac Civilização  greco -romana: 1200 ac Civilização  egípcia: 3000 ac Civilização  americana: 600 ac  PORTER, 2002; MORAES, 2007 Foto: PORTER, 2002  
    4. 4. Modelos terapêuticos: A visão de corpo no modelo biomédico • No final do século XVIII os conhecimentos e  descobertas tecnológicas influenciam o saber médico • A ciência passa a ocupar-se e a valorizar a “matéria”  concreta que pode ser medida, pesada e estudada em  partes e detalhes • O conceito de corpo é influenciado. A doença localiza- se no corpo; para existir doença é preciso haver uma  base no corpo (lesão). Basta remover a causa para  que haja a cura da doença                                    (GUEDES, CR; NOGUEIRA, MI;  CAMARGO Jr, KR., 2008) 
    5. 5. • A Medicina atual (chamamos também de “modelo  biomédico”) baseia-se em máquinas, instrumentos e  em substâncias que atuam quimicamente  • Está embasada no empirismo, na observação  sensorial e foi fortemente influenciada pelo  materialismo do século XIX • Tem o corpo como seu local de trabalho e entende  as enfermidades como o resultado de forças físicas e  a interação química entre substâncias Medicina e Corpo I: O materialismo do século XIX  
    6. 6. • O modelo biomédico dedica-se centralmente à  dimensão material, corporal, do ser humano • Valoriza a especialização e os métodos diagnósticos  complementares (exames) • Tende a desconsiderar e não ser capaz de relacionar  a complexidade humana com os processos de  adoecimento e cura NÃO SE TRATA DE DESCONSIDERAR O CORPO MAS  DE NÃO CONSIDERÁ-LO COMO PARTE DE UM  TODO. Medicina e corpo II:  A visão das partes separadas 
    7. 7. Medicina e História II: Uma referência histórica da visão do “todo" Paracelso, (Philippus Aureolus  Theophrastus Bombastus von  Hohenheim, 1493 - 1541)  Médico, químico, alquimista, físico  e astrólogo.  Relacionava a  natureza com o universo, falando  sobre a signatura das plantas. Seu  pensamento e seus estudos vão  influenciar o modelo vitalista Foto: wikimedia  
    8. 8. Homeopatia e a dimensão vital: Empirismo como base para o intangível  Christian Friedrich Samuel  Hahnemann (1755 – 1843)  Médico fundador da Homeopatia (do  grego "homoion", similar, e "pathos“,  doença). Baseou-se em Hipócrates e  Paracelsus sobre o princípio Similia similibus curentur (cura pelo semelhante). Surge o medicamento  diluído e dinamizado e o conceito de  corpo vital Foto: wikimedia  
    9. 9. Outros modelos terapêuticos: A visão de corpo no modelo vitalista “Na condição de saúde do homem, a força vital espiritual, (autocrata), a dinâmica que anima o corpo material (organismo), governa com poder ilimitado, e mantém todas as partes do organismo em funcionamento harmonioso e admirável, com respeito tanto a sensações como a funções, de modo a que o espírito dotado de razão que vive dentro de nós, pode empregar livremente este instrumento vivo e são nos mais elevados propósitos da nossa existência.” (Parágrafo 9 do Organon ou Arte de Curar)
    10. 10. Uma ciência sobre o “todo”: O surgimento da Antroposofia Rudolf Steiner Joseph Lorenz (1861 - 1925) Professor e filósofo austríaco. Ele fundou a Antroposofia – do grego Anthropos, homem e Sophia, sabedoria: sabedoria sobre o Homem. Propôs iniciativas para vários campos de atuação: educação, medicina, arquitetura, agricultura e outros. Foto: Arquivos ABMA
    11. 11. Antroposofia e o ser humano I: Microcosmo e macroscomo interligados • Steiner valoriza o pensamento objetivo que permitiu o desenvolvimento da ciência e o conhecimento profundo dos processos corporais • Aplica sua forma de pensar na direção não das partes, mas de uma visão integrada do ser humano em si e do ser humano com o mundo • Uma visão que, internamente, relaciona e mostra a interdependência entre os diversos órgãos do corpo.
    12. 12. Antroposofia e o ser humano II: Microcosmo e macroscomo interligados • Com relação ao mundo exterior mostra como a organização humana engloba e unifica fenômenos que ocorrem nos reinos animal, vegetal e mineral e também as influências que partem do cosmos, as estações do ano, e influências dos astros TUDO ESTÁ INTERLIGADO, INCLUSIVE AS DIVERSAS DISCIPLINAS OU ESPECIALIDADES MÉDICAS.
    13. 13. Antroposofia e Saúde I: Nossa educação e nossa forma de compreender e de atuar • A dificuldade de entender que o homem não é, em sua totalidade, o resultado de forças físicas e químicas é fortalecida pelo fato de que desde crianças, muito antes de nos depararmos com a necessidade de cuidar de pessoas doentes, nosso pensamento é treinado a medir e a contar • Há uma tendência da educação contemporânea de formar pessoas que possam ser inseridas na indústria, na produção de tecnologia, daquilo que é novo
    14. 14. Antroposofia e Saúde II: Nossa educação e nossa forma de compreender e de atuar • Nas áreas biomédicas nos dedicamos mais ao estudo e desenvolvimento de máquinas e aparelhos, do que ao conhecimento da vida e da natureza humana • A dimensão espiritual do ser humano não é considerada como importante SOMOS EDUCADOS A NÃO PENSAR E CONHECER O SER HUMANO EM SUA COMPLEXIDADE
    15. 15. Um poeta cientista I: A fenomenologia de Goethe Johann Wolfgang von Goethe (1749 - 1832) Poeta, escritor e cientista. Importante referência na literatura romântica da Europa, suas obras são mundialmente conhecidas. No campo das ciências, desenvolveu estudos na área da física, especialmente da ótica (Teoria das Cores) e das ciências naturais Foto: wikimedia
    16. 16. Uma poeta cientista II: A fenomenologia de Goethe Como cientista natural, seu lado menos conhecido, Goethe desenvolveu um método de investigação compreensivo: a fenomenologia goetheana ou Goetheanismo Fotos: wikimedia
    17. 17. Steiner pensa Goethe: A descoberta de um modelo de investigação da natureza do ser humano Em sua juventude Steiner trabalhou, durante um tempo, organizando o arquivo de Goethe e maravilhou-se ao descobrir como ele pensava: um pensar “vivo”, orgânico. Goethe desenvolveu um caminho de conhecimento para além dos sentidos....e assim percebeu que Acontece uma transformação das Formas na natureza! Como será isso nos seres humanos? Foto: Arquvos ABMA
    18. 18. Ciência e Filosofia I: O pensamento além do que é sentido • A Antroposofia busca conhecer o ser humano observando o corpo e pensando as leis que atuam sobre o corpo e não podem ser observadas sensorialmente • O ser humano não é apenas constituído de corpo, mas também de vida, emoções e espirito • Não é o corpo que produz a psique, assim como não é a vela que produz o fogo. Ao contrário, é o fogo que desgasta a vela. Um depende do outro, mas a vela não é capaz de produzir fogo
    19. 19. Ciência e Filosofia II: O pensamento além do que é sentido • O corpo não é capaz de produzir pensamentos e emoções. Eles não são de natureza material. A antroposofia aplicada à saúde correlaciona as emoções e os pensamentos com o funcionamento e com a estrutura corporal, na saúde e na doença O HOMEM É UM SER FÍSICO, ANIMICO E ESPIRITUAL
    20. 20. Uma ampliação da Medicina: O surgimento da Medicina Antroposófica Ita Wegman (1876-1943), médica e responsável pelo desenvolvimento das bases da antroposofia aplicada à saúde em conjunto com Steiner. Escreveram juntos o livro “Elementos fundamentais para uma ampliação da arte de curar”. Propôs aplicações para enfermagem, massagem e diversas terapias antroposóficas Foto: Arquvos ABMA
    21. 21. Antroposofia aplicada à saúde: Integração e ampliação • A antroposofia aplicada à saúde reconhece, estuda e se baseia nos conhecimentos da Biomedicina • O corpo humano está submetido a leis e forças que interagem e respondem às leis da biologia, da física e da química. Mas também possui suas forças internas de auto-regulação e recuperação da saúde • De acordo com a doença, será necessário usar sempre as abordagens da alopatia com medicamentos, cirurgia, radiação, etc
    22. 22. Antroposofia aplicada à saúde: Forças de auto-regulação, vida de sentimentos e individualidade • A antroposofia aplicada à saúde procura identificar e apoiar as diversas dimensões geradoras de saúde no ser humano • Reconhece que os aspectos relacionados à esfera dos sentimentos e da vida emocional estão implicados em qualquer processo de adoecimento • Enfatiza que cada ser humano é único e singular. Sua essência mais profunda atua sobre o todo de sua vida
    23. 23. Antroposofia aplicada à saúde: A busca pelo diagnóstico ampliado • Diante de uma doença, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente como qualquer outro médico: sintomas, dados de anamnese, de exame físico, exames laboratoriais ou de imagem • Mas buscará também diagnosticar como está a vitalidade desse paciente, o seu desenvolvimento emocional e como ele tem conduzido sua vida através dos anos, sua história de vida ou biografia. Busca-se um diagnóstico mais profundo e individualizado
    24. 24. Antroposofia aplicada à saúde: A busca pela terapêutica ampliada • Diante de um diagnóstico o médico antroposófico poderá prescrever ou indicar uma gama de recursos medicamentosos ou não-medicamentosos • Entre os recursos medicamentosos ele poderá prescrever medicamentos alopáticos, se considerar necessários ou homeopáticos, fitoterápicos e antroposóficos • Entre os recursos não medicamentosos poderá recomendar uma ou mais das Terapias Antroposóficas ou outras terapias não antroposóficas
    25. 25. Áreas da Saúde e Terapias: Cuidado multidisciplinar ampliado pela Antroposofia Enfermagem Antroposófica Odontologia Integral Antroposófica Psicologia Ampliada pela Antroposofia Massagem Rítmica Banhos e Aplicações Externas Terapia Artística Aconselhamento Biográfico Euritmia Quirofonética Cantoterapia e Musicoterapia ... Fotos: Arquvos ABMA
    26. 26. Medicamento Antroposófico: Uma farmácia dinâmica • Fórmula de medicamentos com substâncias da natureza e inspirada em seus processos: minerais, plantas e até de alguns animais (abelha, corais, etc) • Os processos farmacêuticos ampliados pela Antroposofia possuem técnicas semelhantes ao método homeopático (diluição e dinamização), porém possui princípios e métodos específicos como é o caso dos metais vegetabilizados e metais praeparatum Fotos: Arquivos ABMA
    27. 27. Antroposofia aplicada O conhecimento aplicado a algumas áreas • Agricultura biodinâmica: compreende que a terra, as plantas, os animais e os seres humanos estão interligados. Observa os ciclos da natureza, estações do ano e as características próprias de cada alimento • Pedagogia Waldorf: Considera que a aprendizagem dá-se de maneira integrada a todas as atividades infantis: cognitivas, artísticas e corporais. Apoia o desenvolvimento global das crianças e com base no respeito à individualidade e incentiva a criatividade • Pedagogia Social: apoia o desenvolvimento humano e a organização social com base na compreensão do potencial de cada indivíduo, de cada grupo de trabalho ou campo de atuação de colaborar pelo bem comum
    28. 28. Em resumo... Um olhar para a integralidade e a complexidade Vimos nessa apresentação que a Medicina e as Terapias Antroposóficas surgiram na Europa no início do século XX, baseadas na imagem do homem trazida pela Antroposofia. O trabalho conjunto do filósofo Rudolf Steiner e da médica Ita Wegman gerou um modelo de cuidados em saúde contemporâneo e essencialmente integrativo. Atualmente a antroposofia aplicada à saúde está presente em mais de sessenta países, nos cinco continentes
    29. 29. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Brasília, Ministério da Saúde, 2006 IBÁÑEZ, N. MARSIGLIA, R. Medicina e Saúde: um enfoque histórico. Em CANESQUI, A.M (org.): Ciências sociais e Saúde para o Ensino Médico, São Paulo, FAPESP, 2000, p.49-73. Porter, R. Medicina: história da cura. Livros e Livros. Lisboa, 2002 GUEDES, CR; NOGUEIRA, MI; CAMARGO Jr, KR. "Os sintomas vagos e difusos em biomedicina: uma revisão da literatura." Cienc Saude Coletiva 13.1 (2008): 135-44. MORAES, WA. Medicina Antroposófica: um paradigma para o século XII. Associação Brasileira de Medicina Antroposófica. São Paulo, 2007
    30. 30. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

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