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Sistema Nacional de Informações

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Sistema Nacional de Informações (SISNI)
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O Sistema Nacional de Informações (SISNI) é o conjunto de órgãos
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DSI – Divisão de Segurança e Informação
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(Eventual)

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Origens do SNI (Serviço Nacional de Informações)

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A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
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SISNI - Sistema Nacional de Informações

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Apresentação da Comissão da Verdade do Estado de SP sobre o Sistema Nacional de Informações (SISNI)

Todas as informações apresentadas aqui foram compiladas a partir de documentos de órgãos de repressão política da ditadura, principalmente, as da CSIMM –Comunidade Setorial de Informações do Ministério da Marinha

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SISNI - Sistema Nacional de Informações

  1. 1. Assembleia Legislativa de São Paulo Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” Presidente: Adriano Diogo (PT) Relator: André Soares (DEM) Membros Titulares: Ed Thomas (PSB), Marco Zerbini (PSDB) e Ulysses Tassinari (PV) Suplentes: Estevam Galvão (DEM), João Paulo Rillo (PT), Mauro Bragato (PSDB), Orlando Bolçone (PSB) e Regina Gonçalves (PV) Assessoria Técnica da Comissão da Verdade: Ivan Seixas (Coordenador), Amelinha Teles, Tatiana Merlino, Thais Barreto, Vivian Mendes, Renan Quinalha e Ricardo Kobayaski
  2. 2. SISNI Sistema Nacional de Informações O terrorismo de Estado implantado no país a partir do golpe de Estado de 1964
  3. 3. Todas as informações apresentadas aqui foram compiladas a partir de documentos de órgãos de repressão política da ditadura, principalmente, as da CSIMM – Comunidade Setorial de Informações do Ministério da Marinha
  4. 4. Sistema Nacional de Informações (SISNI) Definição O Sistema Nacional de Informações (SISNI) é o conjunto de órgãos destinados à produção de informações em proveito da política de segurança e da política de desenvolvimento do país. Funcionamento Os órgãos de informações não são órgãos de decisão e não têm por missão apresentar solução para problemas que são objeto de suas atividades de informações. O SNI (Serviço Nacional de Informações) é o órgão de cúpula do SISNI
  5. 5. Sistema Nacional de Informações (SISNI) CIE – Centro de Informações do Exército Órgão central de informações e execução de repressão do Ministério do Exército, ligado diretamente ao gabinete do Ministro do Exército. Esse órgão centralizou a repressão clandestina aos movimentos de oposição à ditadura. Foi o responsável pela criação e manutenção dos centros clandestinos em Petrópolis (RJ) (conhecido como Casa da Morte), em Itapevi (SP) (conhecido como Boate) e no bairro de Parelheiros, zona sul de São Paulo (conhecido como Fazenda 31 de março de 1964), onde muitos militantes foram torturados e assassinados. Na chamada Casa da Morte de Petrópolis foram torturados e assassinadas dezenas de pessoas. Seus corpos nunca mais foram encontrados e relatos de antigos repressores dão conta de que teriam sido esquartejados ou cremados em fornos de uma usina de açúcar.
  6. 6. Sistema Nacional de Informações (SISNI) CISA – Centro de Informação da Aeronáutica Órgão central de informações e execução de repressão do Ministério da Aeronáutica, ligado diretamente ao gabinete do Ministro da Aeronáutica. A mais conhecida unidade desse órgão foi instalada na Base Aérea do Galeão, Rio de Janeiro. De atuação mais discreta, não foi menos cruel no uso de torturas e assassinatos do que suas congêneres CENIMAR – Centro Nacional de Informações da Marinha Órgão central de informações e execução de repressão do Ministério da Marinha, ligado diretamente ao gabinete do Ministro da Marinha. A unidade mais conhecida do CENIMAR foi na Ilha das Flores (RJ) CIEx – Centro de Informações do Exterior Órgão não oficial de informações e controle da atuação dos exilados e banidos brasileiros, era coordenado pelos membros da DSI do Ministério das Relações Exteriores e articulava com os outros centros militares de informação a operação da chamada Operação Condor
  7. 7. Sistema Nacional de Informações (SISNI) CODI – Centro de Operações de Defesa Interna Órgão de planejamento e comando da estrutura militar de repressão militar no país. O CODI central era ligado e respondia diretamente ao EMFA – Estado Maior das Forças Armadas, que reunia os responsáveis pela repressão das três armas (Exército, Marinha e Aeronáutica. Abaixo dele havia os CODIs de cada arma e os CODI regionais das regiões militares. O CODI regional era comandado pelo Chefe do Estado Maior da arma. DOI – Destacamento de Operações e Informação Braço operacional do CODI da arma correspondente, o DOI realizava a repressão direta e era o responsável pelas torturas, assassinatos e desaparecimentos como determinado pelo CODI, que fazia o planejamento das operações de repressão
  8. 8. Sistema Nacional de Informações (SISNI) DSI – Divisão de Segurança e Informação Cada ministério tinha uma DSI - Divisão de Segurança e Informação, que era um serviço secreto específico para sua área de atuação. Tinha como tarefa vigiar funcionários públicos, cidadãos e detectar possíveis inimigos do regime, para fornecer essas informações ao SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão central da rede repressiva ASI – Assessoria de Segurança e Informação As ASI – Assessoria de Segurança e Informação eram o braço operacional das Divisões de Segurança e Informação do Ministérios. Atuavam dentro de empresas estatais, autarquias e Universidades. Eram também conhecidas como AESI – Assessoria Especial de Segurança e Informação, como no caso da USP – Universidade de São Paulo
  9. 9. ORGANOGRAMA DO SISNI (Sistema Nacional de Informações) Presidência da República C. S. N. Poder Judiciário (Eventual) Poder Legislativo Ministérios Militares Ministros de Estado SNI EMFA Exército (CIE) Marinha (CENIMAR) Relações Exteriores (CIEx) Aeronáutica (CISA) Ministérios Civis (DSIs) Comunidades Complementares Agricultura Comunicações Distrito Federal Educação e Cultura Território Amapá Fazenda Indústria e Comércio Interior Território Rondônia Território Roraima Justiça Minas e Energia Demais informações e informes Planejamento Saúde Trabalho Transportes Informações e informes estratégicos
  10. 10. Origens do SNI (Serviço Nacional de Informações) IBAD IPES Instituto Brasileiro de Ação Democrática Instituto de Pesquisas Econômico Social Fundadores ostensivos: -Ivan Hasslocher - Gilbert Huber Jr -Glycon de Paiva -Paulo Ayres Filho. Fundadores ostensivos: - Augusto Trajano de Azevedo Antunes (Grupo Caemi) - Antônio Gallotti (multinacional Light) Fundador de fato: - General Golbery do Couto e Silva (ESG) -Financiadores ostensivos: - Embaixada dos EUA (embaixador Lincoln Gordon) - Cruzeiro do Sul (grupo Varig) - ICOMI (Mineradora - Serra do Navio) - Light (multinacional de energia) - Refinaria União (petrolífera) - Listas Telefônicas Brasileiras -Banco Nacional (Magalhães Pinto) Linha de atuação: -Financiamento de campanhas contra o governo João Goulart, com recursos de empresas dos EUA -Promoção de manifestações anticomunistas contra o governo democrático do presidente João Goulart Financiadores ostensivos: - Embaixada dos EUA (embaixador Lincoln Gordon) - Cruzeiro do Sul (grupo Varig) - ICOMI (Mineradora - Serra do Navio) - Light (multinacional de energia) - Refinaria União (petrolífera) - Listas Telefônicas Brasileiras -Banco Nacional (Magalhães Pinto) Linha de atuação: -Produção de material contra o governo democrático, com recursos de empresas dos EUA -Serviço secreto com informações sobre as pessoas leais ao Estado Democrático -Treinamento e manutenção dos agentes do MAC - Movimento Anti-Comunista e do CCC - Comando de Caça aos Comunistas
  11. 11. Origens do SNI (Serviço Nacional de Informações) IPES SNI Instituto de Pesquisas Econômico Social Serviço Nacional de Informações Data de criação: 29 de novembro de 1961 Data de criação: 13 de junho de 1964 Absorveu as bases do Serviço Federal de Informações e ContraInformações (SFICI) e a Junta Coordenadora de Informações (JCI) Fundador de fato: Fundador: General Golbery do Couto e Silva (ESG) General Golbery do Couto e Silva (ESG) Linha de atuação: Linha de atuação: -Serviço secreto clandestino com informações sobre as pessoas leais ao Estado Democrático -Serviço secreto oficial da ditadura, que centraliza toda a ação de controle, perseguição e repressão aos opositores Membros efetivos / Agentes Agentes: MAC - Movimento Anti-Comunista e do Membros do SFICI e da JCI CCC - Comando de Caça aos Comunistas MAC - Movimento Anti-Comunista CCC - Comando de Caça aos Comunistas
  12. 12. Estrutura dos DOI-CODIs Ditador (presidente) Serviço Nacional de Informações Estado Maior das Forças Armadas CODI - Centro de Operações de Defesa Interna Força Armada CODI regional DOI (Destacamento de Operação e Informação)
  13. 13. Estrutura dos DOI-CODIs Ditador (presidente) Serviço Nacional de Informações Estado Maior das Forças Armadas CODI - Centro de Operações de Defesa Interna Chefe do Estado Maior do II Exército CODI - II Exército DOIOBAN (Operação Bandeirantes) (Destacamento de Operação e Informação)
  14. 14. Estrutura dos DOI-CODIs Ditador (presidente) SNI Estado Maior das Forças Armadas CODI - Centro de Operações de Defesa Interna (Central) CODI - Exército CODI Marinha CODI Aeronáutica CODI - I Exército CENIMAR CISA DOI (Barão de Mesquita) DOI (Ilha das Flores) DOI (Base Aérea do Galeão)
  15. 15. FLUXOGRAMA DE INFORMES E DE INFORMAÇÕES Comunidades Comunidades Comunidades Complementares Complementares Complementares As Comunidades Complementares de Informações são responsáveis pelas atividades de informações em suas respectivas áreas, e compreendem as referentes a: Estados da Federação – DOPS Serviço Reservado da Polícia Militar (P2) Municípios – Entidades privadas selecionadas. As Comunidades Complementares de Informações pertencentes às entidades privadas que forem selecionadas, poderão, a critério exclusivo do Chefe do SNI, colaborar no que lhes for solicitado.
  16. 16. Comunidades Comunidades Comunidades Complementares Complementares Complementares Geraldo Resende de Matos  Os livros de entrada no DOPS/SP registram, entre os anos de 1971 e 1979, inúmeras vezes a presença de Geraldo Resende de Matos naquele prédio de repressão e torturas, registrando-se como representante da Fiesp;
  17. 17. Comunidades Complementares
  18. 18. Comunidades Complementares
  19. 19. Comunidades Complementares
  20. 20. Comunidades Complementares
  21. 21. Comunidades Complementares
  22. 22. Comunidades Complementares
  23. 23. Comunidades Complementares
  24. 24. Comunidades Complementares
  25. 25. Comunidades Complementares
  26. 26. Ministério das Relações Exteriores (CIEx) Operação Condor
  27. 27. Ministério das Relações Exteriores (CIEx) O CIEx – Centro de Informações do Exterior, apesar de não haver informações sobre sua existência legal, foi o órgão que deu início ao que se convencionou chamar de Operação Condor e dirigiu a repressão aos exilados e banidos brasileiros residentes no exterior. Também forneceu instrutores de torturas para a formação de assassinos à serviço das ditaduras do chamado Cone Sul, onde havia a articulação da repressão latino americana denominada Operação Condor
  28. 28. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  29. 29. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  30. 30. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  31. 31. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  32. 32. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  33. 33. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  34. 34. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  35. 35. A ação da AESI da USP - Universidade de São Paulo
  36. 36. ASI da CNP – Conselho Nacional do Petróleo

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