SÁUDE, 
SANEAMENTO 
CCIIDDAADDAANNIIAA 
PROF. MARCUS VINICIUS 
POLIGNANO
Os determinantes da saúde não se 
encontram dentro das unidades de saúde
Indústria da doença
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FAC. DE MEDICINA DA UFMG EM 1997 A PARTIR DE A...
O INÍCIO
O TERRITÓRIO 
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-Apenas 47% dos domicílios estão 
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Córrego Carvalhos – Vila Acaba Mundo
ESGOTOS A CÉU ABERTO: DEPRECIAÇÃO 
LOCAL, FOCOS DE DOENÇAS 
Foto: UNICEF / Ninfa Bito. 
Foto: ONU / Habiotat
ESGOTOS A CÉU ABERTO: DEPRECIAÇÃO 
LOCAL, FOCOS DE DOENÇAS 
Foto: UNICEF / Le Moybe. 
Foto: PNUMA / Topham
DESTRUIÇÃO DA VIDA 
AQUÁTICA 
Foto: UNEP.
Doenças de veiculação hídrica - 
contaminação de esgotos 
Foto: Trata Brasil. 
Foto: UNICEF. 
Foto: UNICEF / Pirozzi.
Números mais importantes: 
 Atendimento em água potável: quando consideradas as áreas 
urbanas e rurais do País, a distrib...
Impacto na saúde: 
 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas 
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Impactos à sociedade: 
 Por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas 
atividades devido a problemas gastroin...
Ganhos ao cidadão e ao país: 
 Ao ter acesso à rede de esgoto, um trabalhador 
aumenta a sua produtividade em 13,3%, permi...
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acompanha a execução de 138 grandes de 
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Mais de 1/3 das mortes em países em desenvolvimento são causadas 
pelo consumo de água contaminada
Taxa de Mortalidade Infantil, 
Pós Neonatal e Neonatal
DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA 
transmitidas por meio de vetores 
relacionados às águas
GASTROENTERITE 
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grupo de distúrbios cujas causas são as infecções e ...
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poliomielite 
O poliovírus é um enterovírus, com 
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HEPATITES 
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Bacterianas
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mundialmente, que se associa aos baixos níveis 
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DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA 
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Amebíase 
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Giardíase 
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transmitidas por meio de vetores 
relacionados às águas
Malária 
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que possuam um numero elevado de vetores, o que favor...
Ciclo do Plasmodium 
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hospedeiros: o homem e o mosquito do g...
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vírus. O vírus é transmitido para uma pessoa através da 
picada da...
Doenças de veiculação hídrica 
relacionadas ás enchentes
Leptospirose 
Essa doença está diretamente ligada com as enchentes, à com a falta de 
saneamento e com a presença de roedo...
PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE 
DEZEMBRO DE 2011 
Ministério da saúde 
 Dispõe sobre os procedimentos 
de controle e de vigil...
Doenças de veiculação hídrica 
contaminação quimíca 
Água contaminada
Componentes Efeitos sobre a saúde 
inorgânico 
Arsênio 
Cádmio 
Chumbo 
cianetos 
Cromo 
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Componentes Efeitos sobre a saúde 
Orgânicos Aldrin e 
Diedrin 
Benzeno 
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doses altas...
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MILITAR 
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ETE ARRUDAS 
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Tratamento Primário - 10/2001 
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 CLASSE ESPECIAL : ABASTECIMENTO 
DOMÉSTICO, PROTEÇÃO NATURAL DAS COMUNIDADES 
AQUÁTICAS 
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GESTÃO DAS ÁGUAS E A 
META 2010
Resolução Conama nº 274/00 
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em 100 mL de água, par...
MUDANÇA DE 
MENTALIDADE 
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LEI 9433 – 8 DE JANEIRO DE 1997 
FUNDAMENTOS 
 A ÁGUA É UM BEM DE DOMÍNIO PÚBLICO 
 A ÁGUA É UM RECURSO NATURAL LIMITADO 
...
POLÍCIA 
MILITAR 
D E M I N A S G E R A I S 
Nossa profissão, sua vida. 
Caracterização geral da bacia do 
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Distribuição de água na Terra 
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Distribuição da água no planeta 
Reservatórios 
Volume aproximado de 
água, 
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Percentagem 
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A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA PARA O HOMEM 
 Uso Doméstico 
 Agropecuária 
 Indústria 
 Transporte 
 Esgotamento 
Sanitário e Resí...
... e habitat para várias espécies !!
Distribuição de água no Brasil
3- Potencial poluidor das indústrias 
-Indústria química – produtos são essenciais mas geram 
grande quantidade de resíduo...
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Impactos sobre os suprimentos de água: “A 
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Seminário Saneamento Básico, Saúde e Meio Ambiente - Marcus Vinicius Polignano - Projeto Manuelzão / CBH Rio das Velhas
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Palestrantes:
Marcus Vinícius Polignano - Presidente do CBH Rio das Velhas
Vítor Carvalho Queiroz – Agência Reguladora de Água e Esgoto (ARSAE – MG)

Debatedores:
Prefeituras de Prudente de Morais, Jequitibá, Funilândia e Sete Lagoas.
Serviço Autônomo de Água e Esgoto em Sete Lagoas (SAAE)
Coordenador:
Ênio Resende de Souza – Emater e Vice Presidência do CBH Rio das Velhas

21h20 às 21h30
Encerramento: Lairson Couto – Coordenador Geral do SCBH Ribeirão Jequitibá

Data: 26 de agosto (terça feira)
Local: Centro Universitário de Sete Lagoas – UNIFEMM
Endereço: Av. Marechal Castelo Branco, 2765 - Santo Antônio | Sete Lagoas.

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  1. 1. SÁUDE, SANEAMENTO CCIIDDAADDAANNIIAA PROF. MARCUS VINICIUS POLIGNANO
  2. 2. Os determinantes da saúde não se encontram dentro das unidades de saúde
  3. 3. Indústria da doença
  4. 4. PROJETO MANUELZÃO/UFMG FOI IDEALIZADO POR PROFESSORES DO INTERNATO RURAL/ FAC. DE MEDICINA DA UFMG EM 1997 A PARTIR DE ALGUMAS PREMISSAS RELACIONADAS AO CONCEITO DE SAÚDE: A SAÚDE NÃO É BASICAMENTE UM PROBLEMA MÉDICO MAS DECORRÊNCIA DA QUALIDADE DE VIDA E AMBIENTE DAS PESSOAS; A PORTA DE ENTRADA DE UM VERDADEIRO SISTEMA DE SAÚDE TEM QUE SER A PROMOÇÃO DDEE SSAAÚÚDDEE –– MMEELLHHOORRIIAA DDAA QUALIDADE DE VIDA E AMBIENTAL AS AÇÕES ANTROPOCÊNTRICAS VEM PROVOCANDO DESIQUILÍBRIO AMBIENTAL E COMPROMETENDO A BIODIVERSIDADE, INCLUINDO O PRÓPRIO SER HUMANO BUSCAR UMA NOVA INTEGRAÇÃO HOMEM/NATUREZA – BIOCENTRISMO- É CONDIÇÃO BÁSICA PARA DAR SUPORTE À VIDA E À SAÚDE COLETIVA A RELAÇÃO SAÚDE E AMBIENTE INCORPORA A VISÃO SISTÊMICA DENTRO DA GESTÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE – INTERSETORIALIDADE E INTERDISCIPLINARIDADE
  5. 5. O INÍCIO
  6. 6. O TERRITÓRIO O projeto Manuelzão buscou um novo território de ação onde ambiente se mostrasse mais visível e sistêmico, daí o foco na bacia do Rio das Velhas. A bacia é que formada pelo conjunto ddee aafflluueenntteess ddiissppeerrssooss em 51 municípios e que drenam as suas águas para a calha principal Nele habitam 4.800.000 pessoas e milhões de outros seres da biodiversidade.
  7. 7. BBAACCIIAA HHIIDDRROOGGRRÁÁFFIICCAA áárreeaa ddrreennaaddaa ppoorr ccuurrssoo dd’’áágguuaa ++ aafflluueenntteess lliimmiitteess ssããoo nnaattuurraaiiss,, ddeeffiinniiddooss eemm ffuunnççããoo ddoo rreelleevvoo EExx..:: BBaacciiaa ddoo SSããoo FFrraanncciissccoo,, BBaacciiaa ddoo RRiioo ddaass VVeellhhaass
  8. 8. Água Distribuição de água na Terra Absolutamente fundamental para a nossa sobrevivência e de todas as espécies Cobre 71% da superfície da Terra Mas apesar da aparente abundância ...
  9. 9. Distribuição de água no Brasil
  10. 10. 4- Esgotos domésticos – nosso maior poluidor -Apenas 47% dos domicílios estão ligados à rede de coleta de esgoto -Menos de 10% recebe tratamento Saneamento básico – obrigação do Estado A implantação destes serviços – redução de doenças e da taxa de mortalidade infantil
  11. 11. Cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde Acesso a serviços essenciais no Brasil, segundo residências atendidas - Pnad 2012 Iluminão elétrica (%) Coleta de esgoto (%) Rede de água (%) Coleta de lixo (%) Fossa rudimentar (%) 2011 99,3 54,9 84,6 88,8 16,6 2012 99,5 57,1 85,4 88,8 16,6 Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Síntese dos Indicadores de Pnad 2012
  12. 12. Córrego Carvalhos – Vila Acaba Mundo
  13. 13. ESGOTOS A CÉU ABERTO: DEPRECIAÇÃO LOCAL, FOCOS DE DOENÇAS Foto: UNICEF / Ninfa Bito. Foto: ONU / Habiotat
  14. 14. ESGOTOS A CÉU ABERTO: DEPRECIAÇÃO LOCAL, FOCOS DE DOENÇAS Foto: UNICEF / Le Moybe. Foto: PNUMA / Topham
  15. 15. DESTRUIÇÃO DA VIDA AQUÁTICA Foto: UNEP.
  16. 16. Doenças de veiculação hídrica - contaminação de esgotos Foto: Trata Brasil. Foto: UNICEF. Foto: UNICEF / Pirozzi.
  17. 17. Números mais importantes: Atendimento em água potável: quando consideradas as áreas urbanas e rurais do País, a distribuição de água atinge 82,4%da população. O atendimento em coleta de esgotos: chega a 48,1% da população brasileira. Do esgoto gerado, apenas 37,5% recebe algum tipo de tratamento. Crescimento das ligações: entre 2010 e 2011, houve um crescimento de 1,4 milhão de ramais de água e 1,3 milhão na rede de esgotos de esgotos no País, crescimentos relevantes quando se trata de ampliação de sistemas complexos nas cidades brasileiras. O Consumo de água por habitante no Brasil: foi de 162,6 litros por habitante ao dia, um pequeno incremento de 2,3% em 2011 com relação a 2010. A região com menor consumo é a Nordeste, com 120,6 litros por habitante por dia; já a região com maior consumo é a região Sudeste, com 189,7 litros por habitante por dia. Perda de água: a média de perdas de água na distribuição alcançaram 38,8%, mantendo-se no mesmo patamar de 2010. Fonte: SNIS 2011 (Ministério das Cidades)
  18. 18. Impacto na saúde: 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. (IBGE, 2012). Em 2011, no Brasil, 396.048 pessoas foram internadas por diarreia; destas, 138.447 foram crianças menores de 5 anos (35% do total) Nas100 maiores cidades do País, 54.339 pessoas foram internadas por diarreias; 28.594 delas ffoorraamm ccrriiaannççaass entre 0 e 5 anos de idade (53% do total). Em 45% dos 100 municípios analisados mais de 50% das internações foi de crianças de 0 a 5 anos. Em 2011, os gastos do SUS com internações por diarreia no país foi de R$ 140 milhões. Nas 100 maiores cidades este gasto foi de R$ 23 milhões, ou seja, 16,4% do total. Fonte: Estudo “Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População 2008-2011” - Instituto Trata Brasil
  19. 19. Impactos à sociedade: Por ano, 217 mil trabalhadores precisam se afastar de suas atividades devido a problemas gastrointestinais ligados a falta de saneamento. A cada afastamento perdem-se 17 horas de trabalho. A probabilidade de uma pessoa com acesso a rede de esgoto faltar as suas atividades normais por diarreia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso à rede. Considerando o valor médio da hora de trabalho nnoo PPaaííss ddee R$ 5,70 e apenas os afastamentos provocados apenas pela falta de saneamento básico, os custos chegam a R$ 238 milhões por ano em horas-pagas e não trabalhadas. A diferença de aproveitamento escolar entre crianças que têm e não têm acesso ao saneamento básico é de 18%; 11% das faltas do trabalhador estão relacionadas a problemas causados por esse mesmo problema; A diferença de aproveitamento escolar entre crianças que têm e não têm acesso ao saneamento básico é de 18%;
  20. 20. Ganhos ao cidadão e ao país: Ao ter acesso à rede de esgoto, um trabalhador aumenta a sua produtividade em 13,3%, permitindo assim o crescimento de sua renda na mesma proporção. Com a universalização do acesso a rede de esgoto, a estimativa é que a massa de salários, que hoje gira em torno de R$ 1,1 trilhão, se eleve em 33,,88%%,, pprroovvooccaannddoo um aumento na renda de R$ 41,5 bilhões por ano. A universalização do acesso a rede de esgoto pode ainda proporcionar uma valorização média de até 18% no valor dos imóveis. A valorização dos imóveis pode alcançar R$ 74 bilhões, valor 49% maior que o custo das obras de saneamento avaliado em R$ 49,8 bilhões (considerando apenas novas ligações). Fonte: Pesquisa Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro – Instituto Trata Brasil/FGV, 2010.
  21. 21. Estudo do Trata Brasil “De Olho no PAC”, que acompanha a execução de 138 grandes de saneamento em municípios acima de 500 mil habitantes (sendo 112 obras do PAC 1 e 26 obras do PAC 2), mostra que apenas 14% das obras foram concluídas até Dezembro de 2012..
  22. 22. Mais de 1/3 das mortes em países em desenvolvimento são causadas pelo consumo de água contaminada
  23. 23. Taxa de Mortalidade Infantil, Pós Neonatal e Neonatal
  24. 24. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA transmitidas por meio de vetores relacionados às águas
  25. 25. GASTROENTERITE A gastroenterite é um termo geral que se refere a um grupo de distúrbios cujas causas são as infecções e cujos sintomas incluem a perda de apetite, a náusea, vômito, a diarréia de leve a intensa, a dor tipo cólica e o desconforto abdominal. Juntamente com a água, ocorre a perda de eletrólitos (sobretudo de sódio e potássio) do organismo. Para o adulto saudável, o desequilíbrio eletrolítico é apenas inconveniente. No entanto, ele pode causar uma desidratação potencialmente letal em indivíduos muito doentes, muito jovens ou idosos. Além das bactérias, vários vírus causam gastroenterite. Os rotavírus causam a maioria dos casos de diarréia grave, exigindo a internação de lactentes e crianças maiores, sendo o maior causador de mortes em crianças menores de 5 anos com diarréia, no mundo. Essa é uma afirmação preocupante, tendo em vista que os registros não são completos, inclusive no Brasil.
  26. 26. A doença por rotavírus é de distribuição mundial, mas com características epidemiológicas distintas em áreas de clima temperado e nas áreas tropicais. Nas primeiras, manifesta-se com uma distribuição tipicamente sazonal, através de extensas epidemias nos meses frios. Já nas regiões tropicais, a sazonalidade não tem sido tão marcante, manifestando-se mais por um caráter endêmico, por casos esporádicos ou surtos, em qualquer estação do ano. Dados sobre surtos de diarréia notificados à Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - DDTHA, do Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostram que os surtos por rotavírus já representam cerca de 20% do total de surtos de diarréia notificados,ocorrendo principalmente em creches ou em hospitais.
  27. 27. 1) Estímulo ao aleitamento materno parece ter fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus; 2) Encaminhamento imediato ao serviço médico de crianças com diarréia, e principalmente, das que convivem em creches, para o diagnóstico da doença e tratamento, bem como seu afastamento da creche para prevenir novos casos e surtos; 3) O médico deve levantar dados hhiissttóórriiccooss ddaa ddooeennççaa,, antecedentes epidemiológicos, que ao lado do exame clínico, podem sugerir a infecção pelo rotavírus; contudo, como as manifestações clínicas não são específicas, deve solicitar o exame de fezes, para poder confirmar a sua etiologia e subsidiar a investigação a ser realizada pela vigilância epidemiológica. 4) Surtos de diarréia devem ser notificados imediatamente à Vigilância Epidemiológica (Município) ou à Regional de Saúde (DIR)
  28. 28. poliomielite O poliovírus é um enterovírus, com ggeennoommaa ddee RRNNAA ssiimmpplleess (unicatenar) de sentido positivo (serve diretamente como mRNA para a síntese protéica). Existem 3 sorotipos 1, 2 e 3 idênticos nas manifestações clínicas, exceto que 85 % dos casos de poliomielite paralítica (o mais grave tipo) são causados pelo sorotipo 1.
  29. 29. HEPATITES A hepatite A é agente é um picornavírus, do genêro Hepatovírus e o RNA viral possui fita simples. Existem sete genótipos. Nas infecções naturais, os anticorpos das classes IgM e IgA são os mais precoces, aparecendo junto com as primeiras manifestações clínicas, mas podem surgir apenas no final da primeira semana de doença. A infecção pelo vírus da hepatite A resulta em infecção assintomática, infecção sintomática aanniiccttéérriiccaa,, oouu em infecção sintomática ictérica. A forma fulminante da hepatite não é freqüente. O diagnóstico etiológico é feito pela pesquisa dos anticorpos anti-VHA. Nenhum medicamento, exceto os sintomáticos, devem ser prescritos. A imunoprofilaxia passiva é feita pela injeção intramuscular de gamaglobulina anti-A e a imunoprofilaxia ativa através da vacinação.
  30. 30. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Bacterianas
  31. 31. John Snow (1813-1858) John Snow foi um dos mais influentes sanitaristas do século XIX. Médico inglês conhecido por seu trabalho pioneiro sobre a cadeia de transmissão do vibrião colérico, John Snow é considerado um dos fundadores da moderna Epidemiologia. Também tem uma grande contribuição na área da Anestesiologia. No decênio de 1840 desenvolveu pioneiramente equipamentos empregados para aplicação do éter com segurança para pacientes. Seu livro On Ether (1847) permaneceu como rreeffeerrêênncciiaa ppaaddrrããoo aattéé meados do século XX (FERNANDES, 2002). Publicou artigos sobre o uso seguro da anestesia com éter (SNOW, 1852). Além da clareza de raciocínio, epidemiologica e clinicamente, dos escritos de John Snow, o seu exemplo bem adaptou-se bem à epidemiologia do iniício do século XX, uma vez que chegou muito perto do paradigma bacteriológico atual. A hipótese de Snow de que a cólera era transmitida por água contaminada foi testada na epidemia da Broad Street de 1854.
  32. 32. coléra É uma doença infecciosa intestinal aguda. Apresenta-se de forma grave e é ocasionada pela enterotoxina, produzida pelo Vibrio cholerae. Quando não tratada, a doença pode causar desidratação, o que pode levar à morte do indivíduo. A bactéria é facilmente excretada nas fezes ou pelo vômito de pessoas doentes. Agente causador: a doença é causada pelo Vibrio cholerae (vibrião colérico), que é uma bactéria Gram-negativa, em forma de vírgula. Esse é um bacilo móvel e pode ser classificado em dois biótipos diferentes: o clássico e El Tor. Transmissão: ocorre pela ingestão de água e de alimentos contaminados com fezes de portadores. As precárias condições de saneamento básico (abastecimento de água potável e sistemas de esgoto) são as principais causas de propagação da bactéria. Sintomas: diarreia aquosa e intensa; vômitos, chegando à desidratação; fortes dores abdominais, com ou sem vômitos; cãibras e, em alguns casos, insuficiência renal. Podendo causar a morte. Tratamento: a principal forma de tratamento consiste na reposição de líquido (hidratação do paciente), de acordo com o estado da pessoa, na gravidade em que se encontra o paciente.
  33. 33. Febre tifoide É uma doença de origem bacteriana aguda, distribuída mundialmente, que se associa aos baixos níveis socioeconômicos, notadamente em situações de precárias condições de saneamento, higiene pessoal e ambiental. É uma forma de salmonelose limitada aos seres humanos No Brasil, a febre tifoide, que ocorre de forma endêmica, está presente nas regiões Norte e Nordeste, onde podemos notar as precárias condições de vida. Segundo o Guia de Vigilância Epidemiológica, a febre tifoide é conhecida como a doença das mãos sujas. Quando conhecemos o tempo de sobrevida do agente causador, no meio em que se eennccoonnttrraa,, éé iimmppoorrttaannttee para o controle da doença: água – 3 a 4 semanas, varia com a temperatura; esgoto – 40 dias; água do mar – é necessária alta contaminação; ostras, mariscos e outros moluscos – 4 semanas; leite, creme e outros laticínios –perdura até por dois meses (manteiga, por exemplo); carnes e enlatados – quando preparamos esses alimentos, eliminamos a Salmonella.
  34. 34. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Protozoários
  35. 35. Amebíase A amebíase ou disenteria amebiana é uma doença endêmica, disseminada por água e alimentos contaminados por cistos do protozoário, em grande parte do território brasileiro, e disseminada por todo o mundo. Manifesta-se dentro e fora do intestino. Agente causador: é através do protozoário chamado Entamoeba histolytica , popularmente conhecido como ameba. Transmissão: os cistos são eliminados aattrraavvééss ddaass ffeezzeess pelas pessoas doentes; tais cistos contaminam a água dos rios e são levados, também, pela poeira e pelas moscas, baratas e outros animais, contaminando os alimentos (frutos, verduras, legumes etc.). Ciclo: as amebas desenvolvem-se no intestino grosso, mas podem ser encontradas também no intestino delgado Sintomas: disenteria grave (diarreia). Tratamento: a partir de medicamentos específicos. Profilaxia: atenção e cuidado pessoais de higiene, lavar as mãos e os alimentos e saneamento básico nas regiões que podem dispersar endemia.
  36. 36. Giardíase É uma parasitose causada pela Giardia lamblia ou Giardia intestinalis, um protozoário que possui flagelos. É responsável por causar complicações intestinais. A Giardia é frequentemente encontrada na população humana, sendo caracterizada por provocar diarreia aquosa. A doença apresenta distribuição mundial. Transmissão: normalmente, a Giárdia é veiculada diretamente por meio da água e também de alimentos contaminados. Está associada ao consumo da água não tratada, ingestão de alimentos crus, lavados ou preparados com águas contaminadas. Uma vez infectado, o protozoário vai para o intestino delgado, onde se aloja; este pode ir para a vesicular biliar, o qquuee aaccaabbaa ddiiffiiccuullttaaddoo oo tratamento. Essa doença acomete mais crianças do que adultos, isso possivelmente acontece visto que há uma menor preocupação com a higiene pessoal (lavar as mãos e os alimentos). Sintomas: na maioria a doença é assintomática. Mas podem ocorrer dores abdominais, diarreia intermitente, cólicas intestinais, eliminação de fezes esbranquiçadas gordurosas e fétidas, flacidez, anemia, perda peso e redução na absorção de nutrientes. Tratamento: normalmente, o tratamento é feito com a utilização de medicamentos (metronidazol) receitados pelo médico.
  37. 37. DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA transmitidas por meio de vetores relacionados às águas
  38. 38. Malária Doença grave e de alta capacidade de dispersão, em regiões que possuam um numero elevado de vetores, o que favorece a transmissão. A malária é uma doença infecciosa febril aguda, originada por protozoários, que são transmitidos por um vetor, que depende da água para se reproduzir. Toda a região amazônica possui altíssimos números de indivíduos infectados. Agente etiológico: – é causada pelo protozoário de gênero Plasmodium. No Brasil, pode ser transmitida ao ser humano por três espécies ddiiffeerreenntteess:: • Plasmodium vivax: causa a forma de gravidade intermediária da doença. Provoca estados febris de 48 em 48 horas (febre terçã benigna); • Plasmodium falciparum: causa a forma mais grave da doença. Provoca estados febris intermitentes de 36 a 48 horas (febre terçã maligna); • Plasmodium malariae: causa a forma mais branda da doença. Provoca estados febris de 72 em 72 horas (febre quartã).
  39. 39. Ciclo do Plasmodium O Plasmodium só consegue concluir o seu ciclo se existir dois hospedeiros: o homem e o mosquito do gênero Anopheles. O homem é o hospedeiro intermediário, pois é onde o parasita se reproduz assexuadamente. Já o mosquito é o hospedeiro definitivo, pois é onde ocorre a reprodução sexuada. Sintomas: todos os tipos de Plasmodium podem desencadear, na pessoa, alguns sintomas, como: sudorese e calafrios, febre alta, palidez, falta de apetite, cansaço e dores na cabeça (cefaleia). O Plasmodium ainda pode comprometer múltiplos órgãos e sistemas do corpo, como o SN (sistema nervoso) e o ssiisstteemmaa rreessppiirraattóórriioo.. Tratamento: é feito com o uso de drogas capazes de matar o plasmódio do sangue. Podem ser aplicados quinino e seus derivados. Profilaxia: • acabar com os criadouros do inseto, evitando água parada, pois é nesse ambiente que o mosquito põe seus ovos; • combater os insetos, utilizando inseticidas e larvicidas; • proteger as portas e as janelas contra a entrada de insetos em casas; • usar repelentes.
  40. 40. A Dengue é uma virose, ou seja, uma doença causada por vírus. O vírus é transmitido para uma pessoa através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes Aegypti. Tipos da doença e sintomas A doença pode se manifestar de duas formas: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. Dengue Clássica: os sintomas são mais brandos. A pessoa doente tem febre alta, dores de cabeça, nas costas e na região atrás dos olhos. A febre começa a ceder a partir do quinto dia e os sintomas, a partir do décimo dia. Neste caso, dificilmente acontecem ccoommpplliiccaaççõõeess,, ppoorréémm alguns doentes podem apresentar hemorragias leves na boca e nariz. Dengue hemorrágica (ocorre quando a pessoa pega a doença por uma segunda vez): neste caso a doença manifesta-se de forma mais grave. Nos primeiros cinco dias os sintomas são semelhantes ao do tipo clássico. Porém, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar hemorragias em vários órgãos e choque circulatório. Pode ocorrer também vômitos, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais intensas e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não ocorrendo acompanhamento médico e tratamento adequado, o paciente pode falecer. No verão essa doença faz uma quantidade maior de vítimas, pois o mosquito transmissor encontra ótimas condições de reprodução.
  41. 41. Doenças de veiculação hídrica relacionadas ás enchentes
  42. 42. Leptospirose Essa doença está diretamente ligada com as enchentes, à com a falta de saneamento e com a presença de roedores infectados. A leptospirose é uma doença infecciosa febril, que pode infectar o homem e outros animais. Apresenta grande relevância social e econômica, elevadas ocorrências em determinadas regiões, altos índices de mortalidade e grandes despesas hospitalares. No Brasil, essa doença é de notificação compulsória (obrigatória). Agente etiológico: a doença é causada por uma bactéria helicoidal aeróbica obrigatória. Esta pertence ao gênero Leptospira. HHoojjee eemm ddiiaa,, conhece-se cerca de 7 espécies patogênicas, no entanto, a mais importante é a Leptospira interrogans . Um dado muito importante relaciona-se á sobrevivência desse micro-organismo, pois ele pode viver nos mais variados ambientes, por até 180 dias, além de ser hospedado por vários animais. Transmissão: ocorre principalmente pelo contato direto ou indireto com urinas de animais infectados, em especial os ratos. A bactéria pode entrar com a mucosa (nariz, boca e olhos) ou através da pele lesionada. O contágio da leptospirose também pode acontecer com o contato prolongado com águas e/ou lama contaminada com o Leptospira interrogans, o que evidencia a forte ligação entre a transmissão da doença ao homem por veiculação hídrica.
  43. 43. PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011 Ministério da saúde Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano ee sseeuu ppaaddrrããoo de potabilidade.
  44. 44. Doenças de veiculação hídrica contaminação quimíca Água contaminada
  45. 45. Componentes Efeitos sobre a saúde inorgânico Arsênio Cádmio Chumbo cianetos Cromo Em doses baixas, causam debilidade muscular, perda de apetite e náusea. Em doses altas, causa comprometimento do sistema nervoso central. Provoca desordem gastrointestinal grave, bronquite, enfizema, anemia e cálculo renal. Provoca cansaço, ligeiros transtornos abdominais, irritabilidade e anemia. Pode ser fatal em doses altas. Em doses baixas causa irritação das mucosas gastrointestinais, úlcera e inflamação da ino Fluoretos Mercúrio Nitrato Prata pele. Em doses altas, causa doenças no fígado e nos rins, podendo levar à morte. Em doses baixas, melhoram o índice de fertilidade e crescimento e trazem proteção contra as cáries. Em doses altas, provocam doenças nos ossos e inflamação no estômago e no intestino, causando hemorragia. Causa transtornos neurológicos e renais, tem efeitos tóxicos nas glândulas sexuais, altera o metabolismo do colesterol e provoca mutações. Causam deficiência de hemoglobina no sangue em crianças, podendo levar à morte. Ë fatal para o homem, em doses extremamente altas. Provoca descoloração da pele, dos cabelos e das unhas.
  46. 46. Componentes Efeitos sobre a saúde Orgânicos Aldrin e Diedrin Benzeno Afetam o sistema nervoso central. Em doses altas é fatal ao homem. A exposição aguda ocasiona depressão no sistema nervoso central. Estudos sugerem que existe relação entre exposição ao benzeno e leucemia. orgânicos Organoclorado (DDT) Provoca vômitos e convulsões. Pode causar mutações. Causa problemas principalmente no sistema nervoso central.
  47. 47. INDICADOR BBIIOOLLÓÓGGIICCOO EE SSIISSTTÊÊMMIICCOO OO GGRRAANNDDEE OOBBJJEETTIIVVOO ÉÉ AA VVOOLLTTAA DDOO PPEEIIXXEE AAOO RRIIOO.. AA VVOOLLTTAA DDOO PPEEIIXXEE SSIIGGNNIIFFIICCAA QQUUEE:: • OOSS EESSGGOOTTOOSS EESSTTÃÃOO SSEENNDDOO TTRRAATTAADDOOSS; • O LLIIXXOO EESSTTÁÁ SSEENNDDOO RREEDDUUZZIIDDOO E TTRRAATTAADDOO; • AASS LLEEIISS DDEE UUSSOO E OOCCUUPPAAÇÇÃÃOO DDOO SSOOLLOO EESSTTÃÃOO SSEENNDDOO OOBBEEDDEECCIIDDAASS; • AASS CCIIDDAADDEESS EESSTTÃÃOO CCUUIIDDAANNDDOO MMEELLHHOORR DDOOSS SSEEUUSS CCUURRSSOOSS DD``ÁÁGGUUAA; • AASS PPEESSSSOOAASS EESSTTÃÃOO MMAAIISS SSAADDIIAASS VVIIVVEENNDDOO EEMM AAMMBBIIEENNTTEESS SSAAUUDDÁÁVVEEIISS; • A CCIIVVIILLIIZZAAÇÇÃÃOO TTEERRÁÁ SSEE EEDDUUCCAADDOO MMEELLHHOORR,, E AAPPRREENNDDIIDDOO A SSEERR MMAAIISS SSOOLLIIDDÁÁRRIIAA CCOOMM O OOUUTTRROO,, CCOOMM O PPLLAANNEETTAA,, E CCOOMM O FFUUTTUURROO DDAASS NNOOVVAASS GGEERRAAÇÇÕÕEESS.
  48. 48. POLÍCIA MILITAR D E M I N A S G E R A I S Nossa profissão, sua vida. Volume de Esgoto Tratado Anualmente pelas ETE´s Operadas pela COPASA Bacia do rio das Velhas Expedição P. Manuelzão Meta 2010 Início P. Manuelzão
  49. 49. ETE ARRUDAS • Início Operacional: Tratamento Primário - 10/2001 Tratamento secundário -12/2002 • Processo - Lodos ativados • Corpo Receptor: Ribeirão Arrudas • Bacia do Rio das Velhas
  50. 50. COPAM – DN 010/86 CLASSE ESPECIAL : ABASTECIMENTO DOMÉSTICO, PROTEÇÃO NATURAL DAS COMUNIDADES AQUÁTICAS CLASSE 1 : ABASTECIMENTO, PROTEÇÃO COMUNIDADE AQUÁTICA,RECREAÇÃO E DESSENTAÇÃO DE ANIMAIS CLASSE 2 :ABASTECIMENTO, PROTEÇÃO COMUNIDADE AQUATICA, RECREAÇÃO, IRRIGAÇÃO, DESSENTAÇÃO CLASSE 3: ABASTECIMENTO, DESSENTAÇÃO CLASSE 4: NAVEGAÇÃO, USOS MENOS EXIGENTES
  51. 51. GESTÃO DAS ÁGUAS E A META 2010
  52. 52. Resolução Conama nº 274/00 Tabela 1– Limites de coliformes termotolerantes, E. coli e enterococos em 100 mL de água, para cada categoria UFC (Unidade formadora de colônia) contagem de unidades formadoras de colônia em placas obtidas pela técnica de membrana filtrante.
  53. 53. MUDANÇA DE MENTALIDADE OO GGRRAANNDDEE OOBBJJEETTIIVVOO ÉÉ AA VVOOLLTTAA DDOO PPEEIIXXEE AAOO RRIIOO.. AA VVOOLLTTAA DDOO PPEEIIXXEE SSIIGGNNIIFFIICCAA QQUUEE:: OOSS EESSGGOOTTOOSS EESSTTÃÃOO SSEENNDDOO TTRRAATTAADDOOSS; O LLIIXXOO EESSTTÁÁ TTEENNDDOO UUMM DDEESSTTIINNOO AADDEEQQUUAADDOO; AASS LLEEIISS DDEE UUSSOO E OOCCUUPPAAÇÇÃÃOO DDOO SSOOLLOO EESSTTÃÃOO SSEENNDDOO OOBBEEDDEECCIIDDAASS; AASS CCIIDDAADDEESS EESSTTÃÃOO CCUUIIDDAANNDDOO MMEELLHHOORR DDOOSS SSEEUUSS RREECCUURRSSOOSS HHÍÍDDRRIICCOOSS; AASS PPEESSSSOOAASS EESSTTÃÃOO MMAAIISS SSAADDIIAASS; A CCIIVVIILLIIZZAAÇÇÃÃOO TTEERRÁÁ SSEE EEDDUUCCAADDOO MMEELLHHOORR,, E AAPPRREENNDDIIDDOO A SSEERR MMAAIISS SSOOLLIIDDÁÁRRIIAA CCOOMM O OOUUTTRROO,, CCOOMM O PPLLAANNEETTAA,, E CCOOMM O FFUUTTUURROO DDAASS NNOOVVAASS GGEERRAAÇÇÕÕEESS.
  54. 54. LEI 9433 – 8 DE JANEIRO DE 1997 FUNDAMENTOS A ÁGUA É UM BEM DE DOMÍNIO PÚBLICO A ÁGUA É UM RECURSO NATURAL LIMITADO O USO PRIORÍTÁRIO DEVE SER O CONSUMO HUMANO E A DESSENDENTAÇÃO DE ANIMAIS A GESTÃO DEVE COMTEMPLAR O USO MÚLTIPLO DAS ÁGUAS A BACIA HIDROGRÁFICA É A UNIDADE TERRITORIAL DE PLANEJAMENTO A GESTÃO DE BACIA DEVE SER DESCENTRALIZADA E CONTAR COM A PARTICIPAÇÃO DO PODER PÚBLICO, USUÁRIOS E DAS COMUNIDADES, INICIATIVA PRIVADA
  55. 55. POLÍCIA MILITAR D E M I N A S G E R A I S Nossa profissão, sua vida. Caracterização geral da bacia do rio das Velhas Área: 27.867,2 km2 Extensão: 880022 KKmm Representa 5% ddaa ssuuppeerrffíícciiee ddee MMGG Nascentes:: CC.. AAnnddoorriinnhhaass Foz: RRiioo SSããoo FFrraanncciissccoo eemm BBaarrrraa ddoo GGuuaaiiccuuyy Clima: QQuueennttee ddee iinnvveerrnnoo sseeccoo PPooppuullaaççããoo ttoottaall 44,,88 mmiillhhõõeess hhaabb. ((2255%% ppoopp.. TToottaall ddee MMiinnaass GGeerraaiiss)) ((AAllttoo)),, TTeemmppeerraaddoo ddee iinnvveerrnnoo sseeccoo ((MMééddiioo)) ee ttrrooppiiccaall ccoomm vveerrããoo úúmmiiddoo ((MMééddiioo//BBaaiixxoo)) Processo de Ocupação - Exxpplloorraaççããoo RReeccuurrssooss NNaattuurraaiiss
  56. 56. Água Distribuição de água na Terra Absolutamente fundamental para a nossa sobrevivência e de todas as espécies Cobre 71% da superfície da Terra Mas apesar da aparente abundância ...
  57. 57. Distribuição da água no planeta Reservatórios Volume aproximado de água, em Km3 de água Percentagem aproximada da água total Oceanos 1 320 000 000 96.1 Glaciares 29 000 000 2.13 Água subterrânea 8 300 000 0.61 Lagos 125 000 0.009 Mares interiores 105 000 0.008 Humidade do Solo 67 000 0.005 Atmosfera 13 000 0.001 Rios 1 250 0.0001 Volume de água total 1 360 000 000 100%
  58. 58. A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA PARA O HOMEM Uso Doméstico Agropecuária Indústria Transporte Esgotamento Sanitário e Resíduos Industriais Geração Energia Recreação e Lazer Regulação e manutenção do clima Irrigação
  59. 59. ... e habitat para várias espécies !!
  60. 60. Distribuição de água no Brasil
  61. 61. 3- Potencial poluidor das indústrias -Indústria química – produtos são essenciais mas geram grande quantidade de resíduos tóxicos difíceis de serem absorvidos pelo ambiente, podem afetar a flora e fauna (quantidade)e ocasionar graves problemas à saúde humana Composição da indústria química no Brasil (ano 2000) 54% 12% 13% 8% 13% Química industrial Outros Higiene, Perfumaria e Cosméticos Adubos Fertilizantes e Defensivos Fármacos Fonte: ANA, 2003
  62. 62. -Diferentes tipos de poluição: -Algumas substâncias são biodegradáveis (alguns tipos de detergentes, inseticidas e fertilizantes) - mas podem causar a eutrofização das águas -Algumas substâncias são persistentes e podem contaminar toda a cadeia alimentar – DDT, mercúrio, chumbo, zinco Eutrofização do Rio Pojuca – litoral Norte da Bahia
  63. 63. Impactos sobre os suprimentos de água: “A crise da água” Crescimento populacional + avanços tecnológicos = maior consumo e degradação dos recursos naturais
  64. 64. RESERVATÓRIO de agentes infecciosos (reservatório de bioagentes) é o ser humano ou animal, artrópode, planta, solo ou matéria inanimada em que um agente normalmente vive, se multiplica ou sobrevive e do qual tem o poder de ser transmitido a um hospedeiro susceptível. Classificam-se as doenças segundo seu reservatório como: Antroponoses são as doenças onde o homem é o único reservatório, úúnniiccoo hospedeiro e único susceptível (gripes, DST, febre tifóide). Zoonoses são infecções comuns aos homens e outros animais. Anfixenoses onde homens e animais são reservatórios (leiximaniose). Fitenoses - as plantas são os reservatórios e o homem susceptível (blastomicose). Obs:Os reservatórios humanos incluem os portadores e os doentes (casos clínicos).
  65. 65. AGENTES – A definição varia segundo o modelo de entendimento da epidemiologia adotado – veja Epidemiologia Descritiva: No modelo biomédico, Agentes Etiológicos ou Fatores Etiológicos são “Os que agem na origem das doenças”. Os agentes são os causadores das doenças (ou patógenos). No modelo processual, Agentes são “fatores que perturbam o ser diretamente em suas funçõesvitais produzindo a doença”. Ver em Epidemiologia No modelo sistêmico o conceito extrapola o de agente ou fator etiológico clássico, onde um agente pode ser não só um micro organismo, mas um poluente químico, um gene, e outros que possam levar a agravo à saúde. Ver em Epidemiologia Nos dois últimos modelos, quando nos referimos a Agentes ou Fatores estamos falando em fatores ou agentes físicos (temperatura, radiação, etc), químicos (mercúrio), biológicos ou biopatogênicos (ancilostomídeos, nematódeos, bactérias, vírus, etc.), nutricionais (excesso de gorduras, ausência de proteínas), genéticos, etc. Os atributos dos Agentes Etiológicos ou Biopatógenos, segundo ssuuaa rreellaaççããoo ccoomm oo hospedeiro, são fundamentais para o entendimento das doenças infecciosas:
  66. 66. Ciclo de transmissão O ser humano contrai o Schistosoma mansoni quando realiza alguma atividade (lavar roupa, lazer, pesca etc.) em locais onde as águas estão contaminadas (de lagoas, rios ou riachos) pelas larvas infectantes do Schistosoma, chamadas cercárias. Essas cercárias possuem uma cauda que as permitem nadar pelas águas e, quando encontram o homem, possuem a capacidade de penetrar ativamente através da pele ou da mucosa. Uma vez dentro do indivíduo, essas cercárias sofrem transformações e se alojam nos vasos sanguíneos do fígado. Ali, elas se alimentam e se desenvolvem; quando chega a sua maturidade sexual ((mmaacchhooss ee ffêêmmeeaass)),, vvããoo para os vasos do intestino grosso, onde se acasalam. Ainda no intestino, a fêmea do Schistosoma mansoni elimina seus ovos; estes atravessam a parede dos vasos sanguíneos e do intestino, onde são eliminados junto com as fezes. Se as fezes contaminadas tiverem um contato com a água, os ovos ali presentes eclodem e liberam o miracídio (larva ciliada). Este nada à procura de um caramujo (hospedeiro intermediário); entrando no seu corpo, o miracídio transforma-se em esporocisto. Os esporocistos saem do caramujo e, novamente, formam as cercarias, prontas para encontrar um novo indivíduo e dar início a um novo o ciclo. Veja o esquema do ciclo de vida do Schistosoma mansoni.

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