Barroco aula

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Barroco aula

  1. 1. Barroco Professora: Maria do Carmo
  2. 2. BARROCO ou SEISCENTISMO (séc.XVII- sec.XVIII) <ul><li>= Pérola Irregular </li></ul><ul><li>O marco inicial do Barroco brasileiro é o poema épico, Prosopopéia de Bento Teixeira (1601) </li></ul>
  3. 3. <ul><li>História que originou o Barroco </li></ul><ul><li>Antes que o Barroco acontecesse na história, dois momentos históricos explodem na Europa: </li></ul><ul><li>1º momento- partiu das ordens do Papa com o objetivo de angariar fundos para a Igreja. Toda a criança recém-nascida deveria ser batizada, caso contrário não alcançaria o céu, mas a família teria que doar bens para a Igreja. </li></ul><ul><li>Nesse momento surgem dois líderes católicos Calvino e Lutero que começam a protestar, a liderar uma reforma( reforma protestante) onde protestavam contra a venda das santas indulgências (como as famílias pobres doariam os bens?) Eles conseguem arrebanhar milhares de católicos que deixam o catolicismo e passam a seguir suas lideranças. </li></ul><ul><li>A Igreja em contra partida lança a contra reforma . Leis severíssimas com pena de morte aos seguidores de Calvino e Lutero. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>2º momento – acontece entre a Igreja Católica e a ciência. </li></ul><ul><li>A Igreja prega que o centro do universo é Deus </li></ul><ul><li>( Teocentrismo )e </li></ul><ul><li>a ciência diz que o centro do Universo é o homem ( Antropocentrismo ) </li></ul><ul><li>Desses dois momentos históricos que sacudiram a Europa no séc. XV; </li></ul><ul><li>Reforma Protestante X Contra Reforma; </li></ul><ul><li>Teocentrismo X Antropocentrismo , </li></ul><ul><li>surge o momento histórico chamado Barroco , que foi realmente um momento de fragilidade nas artes, de imposição pela igreja católica. O homem , o artista pressionado por um lado pela Igreja Católica e de outro pela ciência. </li></ul><ul><li>Dessas duas brigas surge o Barroco. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Todas as escolas literárias apresentam 3 características básicas (que surgem do momento histórico): </li></ul><ul><li>Onde há briga, há conflito ; </li></ul><ul><li>Onde há conflito, há desequilíbrio ; </li></ul><ul><li>Onde há desequilibro, há insegurança . </li></ul><ul><li>Portanto, são essas três características marcantes que aparecem em qualquer texto Barroco. </li></ul>
  6. 6. BARROCO BRASILEIRO <ul><li>Surge com o conflito entre a Reforma Protestante e a Contra Reforma. </li></ul><ul><li>Seu objetivo era propagar a religião através de uma arte de impacto, sinuosa, enfeitada ao extremo.Arte altamente contraditória. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Literatura Barroca desenvolveu-se na Bahia; </li></ul><ul><li>As artes plásticas (esculturas) em Minas Gerais com as obras do Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa), e a pintura do Mestre Ataíde . </li></ul>
  8. 9. CARACTERÍSTICAS DA LITERATURA BARROCA <ul><li>CONTEÚDO </li></ul><ul><li>O homem dividido entre o desejo de aproveitar a vida e o de garantir um lugar no céu. </li></ul><ul><li>Conflito existencial entre o prazer pagão e a fé religiosa. </li></ul><ul><li>Antropocentrismo x Teocentrismo (homem X Deus, carne X espírito). </li></ul>
  9. 11. <ul><li>&quot;Nasce o sol, e não dura mais que um dia, </li></ul><ul><li>Depois da Luz se segue a noite escura, </li></ul><ul><li>Em tristes sombras morre a formosura, </li></ul><ul><li>Em contínuas tristezas a alegria. </li></ul><ul><li>Porém, se acaba o Sol, por que nascia? </li></ul><ul><li>Se é tão formosa a Luz, porque não dura? </li></ul><ul><li>Como a beleza assim se transfigura? </li></ul><ul><li>Como o gosto da pena assim se fia? </li></ul><ul><li>...................................................................... </li></ul><ul><li>Começa o Mundo enfim pela ignorância, </li></ul><ul><li>E tem qualquer dos bens por natureza </li></ul><ul><li>A firmeza somente na inconstância.&quot; </li></ul><ul><li>(Gregório  de Matos) </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Contradição - é a arte do contraditório, onde é comum a idéia de opostos: bem X mal, pecado X perdão, homem X Deus; </li></ul><ul><li>Consciência da efemeridade do tempo- carpe diem; O tempo voa, destruindo os prazeres, a beleza e a felicidade profana. Nada é estável ou permanente, tudo se desmancha, tudo muda. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>&quot;...Gozai, gozai da flor da formosura, </li></ul><ul><li>Antes que o frio da madura idade </li></ul><ul><li>Tronco deixe despido, o que é verdura...&quot; </li></ul><ul><li>&quot;Lembra-te Deus, que és pós para humilha-te, </li></ul><ul><li>E como o teu baixel sempre fraqueja, </li></ul><ul><li>Nos mares da vaidade, onde peleja, </li></ul><ul><li>Te põe a vista a terra, onde salvar-te...&quot; </li></ul>
  12. 14. <ul><li>Literatura de contrastes ; </li></ul><ul><li>Morbidez, sofrimento, tristeza; </li></ul><ul><li>Nativismo pitoresco. (característica brasileira) </li></ul>
  13. 15. Forma <ul><li>CULTISMO - vocabulário culto; linguagem figurada (metáforas, antíteses); </li></ul><ul><li>Detalhismo e rebuscamento- o exagero nos detalhes, ( hipérboles ); </li></ul><ul><li>Gosto pela inversão ( hipérbatos ); </li></ul><ul><li>Utilização contínua de neologismos; </li></ul>
  14. 16. <ul><li>CONCEPTISMO - jogo de ideias,de conceitos </li></ul><ul><li>Tentativa de dizer o máximo com o mínimo de palavras. </li></ul><ul><li>Emprego de elipses , duplos sentidos, paradoxos e alegorias . </li></ul><ul><li>Requinte expressivo e sutileza das idéias. </li></ul>
  15. 17. A Temática do Desengano <ul><li>Principal motivo da estética barroca, o desengano (desencanto, desilusão) tem </li></ul><ul><li>um forte substrato religioso porque está centrado na desvalorização da vida humana frente à morte e à eternidade. </li></ul><ul><li>Manifesta-se através de certas idéias repetidas exaustivamente: </li></ul>
  16. 18. Característica na pintura <ul><li>Uso do contraste – claro e escuro (expressão dos sentimentos) </li></ul><ul><li>Estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. </li></ul><ul><li>Realista, abrangendo todas as camadas sociais. </li></ul><ul><li> Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática . </li></ul>
  17. 19. PRINCIPAIS REPRESENTANTES DO BARROCO BRASILEIRO <ul><li>Gregório de Matos ( Boca do Inferno) </li></ul><ul><li>Sua obra divide-se em: </li></ul><ul><li>Lírica- amorosa – mulher vista como um anjo ora como um demônio; </li></ul><ul><li>Amor como fonte de sofrimento; </li></ul>
  18. 20. <ul><li>A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR  Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado,  da vossa alta clemência me despido;  porque, quanto mais tenho delinqüido,  vos tenho a perdoar mais empenhado.  Se basta a vos irar tanto pecado,  a abrandar-vos sobeja um só gemido:  que a mesma culpa, que vos há ofendido  vos tem para o perdão lisonjeado.  Se uma ovelha perdida, e já cobrada  glória tal e prazer tão repentino  vos deu, como afirmais na sacra história,  eu sou Senhor, a ovelha desgarrada,  cobrai-a; e não queirais, pastor divino,  perder na vossa ovelha, a vossa glória.  (Gregório de Matos)  </li></ul>
  19. 21. Lírica- religiosa -arrependimentos, sentimento de culpa... <ul><li>A CRISTO N. S. CRUCIFICADO , estando o </li></ul><ul><li>poeta na última hora de sua vida  </li></ul><ul><li>1  Meu Deus, que estais pendente de um madeiro, </li></ul><ul><li>2  Em cuja lei protesto de viver, </li></ul><ul><li>3  Em cuja santa lei hei de morrer, </li></ul><ul><li>4  Animoso, constante, firme e inteiro: </li></ul><ul><li>5  Neste lance, por ser o derradeiro, </li></ul><ul><li>6  Pois vejo a minha vida anoitecer; </li></ul><ul><li>7  É, meu Jesus, a hora de se ver </li></ul><ul><li>8  A brandura de um Pai, manso Cordeiro. </li></ul><ul><li>9  Mui grande é o vosso amor e o meu delito; </li></ul><ul><li>10  Porém pode ter fim todo o pecar, </li></ul><ul><li>11  E não o vosso amor que é infinito. </li></ul><ul><li>12  Esta razão me obriga a confiar, </li></ul><ul><li>13  Que, por mais que pequei, neste conflito </li></ul><ul><li>14  Espero em vosso amor de me salvar. </li></ul><ul><li>Nas duas primeiras estrofes, </li></ul><ul><li>o poeta expressa a contrição </li></ul><ul><li>religiosa e a crença no amor </li></ul><ul><li>infinito de Cristo, para </li></ul><ul><li>manifestar, no final, a </li></ul><ul><li>certeza do perdão. O soneto </li></ul><ul><li>encobre uma formulação </li></ul><ul><li>silogística, que se pode </li></ul><ul><li>expressar dessa maneira: o </li></ul><ul><li>amor de Cristo é infinito </li></ul><ul><li>(verso 11); o meu pecado, </li></ul><ul><li>por maior que seja, é finito, e </li></ul><ul><li>menor que o amor de Jesus </li></ul><ul><li>(versos 9 e 10). Logo, por </li></ul><ul><li>maior que seja o meu </li></ul><ul><li>pecado, eu espero salvar-me </li></ul><ul><li>(versos 13 e 14). </li></ul>
  20. 22. <ul><li>Lírica- filosófica - Reflexões acerca da vida ...efêmero x eterno </li></ul><ul><li>Lírica- satírica : Críticas ferrenhas à igreja, à sociedade, aos governantes... </li></ul>
  21. 23. <ul><li>Soneto  A cada canto um grande conselheiro,  Que nos quer governar cabana, e vinha,  Não sabem governar sua cozinha,  E podem governar o mundo inteiro.  Em cada porta um freqüentado olheiro,  Que a vida do vizinho, e da vizinha  Pesquisa. Escuta, espreita, e esquadrinha,  Para levar à Praça, e ao Terreiro.  Muitos mulatos desavergonhados,  Trazidos pelos pés os homens nobres,  Posta nas palmas toda picardia.  Estupendas usuras nos mercados,  Todos, os que não furtam, muito pobres,  E eis aqui a cidade da Bahia.  Nesse texto o poeta expõe os personagens que circulavam pela cidade de Salvador - conhecida como Bahia- desde as mais altas autoridades até os mais pobres escravos. </li></ul>
  22. 24. Padre Antonio Vieira <ul><li>Sermões; </li></ul><ul><li>Os sermões e cartas, além de temas especificamente religiosos também manifestam questões polêmicas da época como: </li></ul><ul><li>- a luta pela independência portuguesa, </li></ul><ul><li>- o confronto com holandeses no nordeste, </li></ul><ul><li>- a escravidão índia e negra, </li></ul><ul><li>- a defesa dos judeus e cristãos-novos contra a intolerância da Inquisição. </li></ul><ul><li>Críticas; </li></ul><ul><li>Um dos mais consagrados oradores de seu tempo; </li></ul>

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