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Antropologia Cognitiva: conceitos estruturantes

Antropologia Cognitiva: conceitos estruturantes

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Antropologia Cognitiva: conceitos estruturantes

  1. 1. Antropologia 3.0: nova forma de pensar a Macro-História humana.
  2. 2. English slides below
  3. 3. Antropologia 3.0: Compra do livro: antrocogclube.nepo.com.br Artigos: bit.ly/antro30articles English articles: antro30artigos.nepo.com.br
  4. 4. “A primeira etapa de uma Revolução Civilizacional permite que se possa mais adiante assumir a responsabilidade pela tomada de decisões mais distribuída.”
  5. 5. “O Sapiens resolve problemas de complexidade, no tempo, aumentando a participação de cada cidadão.”
  6. 6. “De tempos em tempos, Tecnoespécies precisam promover upgrades civilizacionais, pois aumentamos a complexidade e precisamos novas ferramentas para lidar com ela.”
  7. 7. “Tecnoespécies crescem demograficamente, pois conseguem alterar o seu ambiente, criando novas tecnologias que permitem lidar, ao longo do tempo, com o fenômeno da Complexidade Demográfica Progressiva.”
  8. 8. “Somos a única Tecnoespécie da Terra, mas não quer dizer que a única no Universo.”
  9. 9. “Nesta primeira etapa de uma Revolução Civilizacional, o cachorro acorda e começa a perceber que está sendo balançado pelo rabo.”
  10. 10. “O Sapiens faz algo que não sabíamos. De tempos em tempos dá uma guinada civilizacional e cria um novo modelo administrativo.”
  11. 11. “O objetivo é um só: permitir que a espécie lide melhor com a Complexidade Demográfica Progressiva.”
  12. 12. “Uma Revolução Civilizacional tem duas fases: a descentralização das trocas e depois a distribuição das decisões.”
  13. 13. “Uma Revolução Civilizacional tem duas etapas: a inconsciente, da forma, quando a mídia se massifica (a que vivemos hoje). E a consciente, quando as novas possibilidades viram regras e hábitos (a que virá).”
  14. 14. “A Antropologia (estudo do Sapiens) nestes momentos de crise passa a ser o campo de reflexão principal, pois temos que voltar a Macro-História e procurar sinais para saber o que passou desapercebido.”
  15. 15. “A Revolução Civilizacional da Escrita Impressa permitiu novas formas de trocas e de decisão, como da república e do livre mercado.”
  16. 16. “Depois da Revolução Civilizacional da Escrita Impressa, tivemos todo o aparato legal para que esse novo modelo se consolidasse e transformasse latências em hábitos.”
  17. 17. “O que vivemos hoje com a primeira fase da Revolução Civilizacional Digital é a etapa da forma.”
  18. 18. “A Revolução Civilizacional Digital, introduz a Curadoria, novo modelo de administração, que permite novas formas de decisão.”
  19. 19. “Nossa característica de de demografia progressiva nos faz ser escravos da inovação e nos cria a latência de promover, de tempos em tempos, Revoluções Civilizacionais para ajustar a sociedade ao novo patamar de complexidade.”
  20. 20. “Revoluções Civilizacionais não deveriam nos assustar, pois são frequentes na Macro-História.”
  21. 21. “Uma Revolução Civilizacional tem duas etapas: primeiro mudamos o modelos das trocas e depois da forma como tomamos decisões.”
  22. 22. “Eras Civilizacionais também são duas: primeiro mudamos a forma e depois recheamos de normas e hábitos o conteúdo.”
  23. 23. “Os historiados de plantão estão longe de entender que a Macro-História humana é profundamente marcada pelas mudanças de mídias.”
  24. 24. “Quando temos fenômeno como uma Revolução Cognitiva que modifica bastante a sociedade, é evidente que havia algo da essência humana que não estava no nosso radar.”
  25. 25. “Quando temos novas Tecnologias Cognitivas o ser humano abre nova etapa civilizacional, quebrando velhos e falsos muros Tecnoculturais.”
  26. 26. “A base da Antropologia 3.0 parte do princípio de que as tecnologias são extensões dos nossos corpos, almas e mentes. E quando mudam, levam junto o Sapiens.”
  27. 27. “Chegou a hora de não dar mais mole para os antropólogos: precisam assumir que sem McLuhan não vão entender o Sapiens 3.0.”
  28. 28. “Não faz mais sentido, aqui do meu laboratório, pensar a Macro-História humana, papel dos antropólogos, sem incorporar nas análises as mudanças de mídia.”
  29. 29. “Somos uma Tecnoespécie Cognitiva, que muda completamente quando criamos novos Ambientes de Mídia. Se a Antropologia não incorpora isso, não é mais Antropologia.”
  30. 30. “Se encontrarmos marcianos que desenvolvem tecnologias e se alimentam todos os dias, veremos que viverão também sob as regras da Inovação Civilizacional Progressiva.”
  31. 31. “Tentativas de centralização esbarram e fatores objetivos, tais como abastecimento. E subjetivos, sensação de falta de liberdade, que acabarão por implodir os projetos centralizadores no tempo.”
  32. 32. “Existe um movimento contínuo Macro-Histórico da humanidade, conforme vamos aumentando a Complexidade Demográfica em direção à descentralização da informação e à distribuição das decisões.”
  33. 33. “Há um novo continente a ser desbravado com a chegada de uma Revolução Cognitiva. O principal problema deixa de ser tecnológico e passa a ser psicológico: a incapacidade que temos de ver que os limites antigos não existem mais.”
  34. 34. “Quando mudamos o Ambiente Cognitivo passamos a poder fazer algo que não podíamos e pensar de forma diferente do que pensávamos.”
  35. 35. “Vivemos, assim, em falsas paredes tecnológicas. Acreditamos em limites para a sociedade que são falsos limites.”
  36. 36. “Uma Revolução Cognitiva é igual a descoberta de um novo continente.”
  37. 37. “McLuhan é o Darwin do século XX. Sem ele, o novo milênio fica muito mais nebuloso para ser compreendido.”
  38. 38. “Principalmente, as organizações que querem lideram o mercado precisam de McLuhan para criar cenários mais realistas.”
  39. 39. “Muito do combate à McLuhan se deve ao questionamento central que essa proposição "o meio é a mensagem" tem e teve sobre o conceito marxista da luta de classes.”
  40. 40. “Não conseguiremos entender o novo milênio sem McLuhan e sua escola.”
  41. 41. “McLuhan disse algo relevante na década de 60 que só agora se mostra muito mais útil para a compreensão das mudanças humanas, tal como a chegada da Revolução Digital.”
  42. 42. “McLuhan é uma pessoa chave do novo milênio e tem, de certa forma, a importância de Darwin. Temos o mundo antes e depois dele.”
  43. 43. “As tecnologias expandem nossos limites e nesse vácuo que se abre avançam aqueles que percebem que as falsas paredes do antigo planeta já não existem mais.”
  44. 44. “O Sapiens altera a sua vida se novas tecnologias surgirem, pois a relação possível com a natureza, com outros seres vivos e outros Sapiens se modifica.”
  45. 45. “Tecnologias e Sapiens formam uma moeda de duas faces. Quando mudam determinadas tecnologias, o Sapiens muda com elas.”
  46. 46. “Tal campo não é melhor do que os outros, mas conjunturalmente é chave, pois consegue entender melhor a natureza do fenômeno que acaba por impactar todos os outros.”
  47. 47. “É como se tivéssemos uma epidemia de zumbis no mundo, no qual os especialistas em epidemia de zumbis terão mais facilidade de prever o futuro.”
  48. 48. “Hoje, é preciso repensar o ser humano e depois começar a repensar suas diferentes atividades. Se começamos a repensar as diferentes atividades sem repensar o ser humano, o caminho se torna nebuloso.”
  49. 49. “A Antropologia 3.0 se dedica justamente a entender estas mudanças de mídia na história e, por causa disso, consegue ter mais facilidade e consistência nas projeções.”
  50. 50. “Vivemos hoje a chegada de uma nova Revolução Cognitiva, que provoca uma mutação no Sapiens e, por sua vez, em toda a sociedade futura.”
  51. 51. “Tenho dito que a Antropologia 3.0 é o único campo de estudos que pode fazer prognósticos mais consistentes sobre o futuro.”
  52. 52. “A única Revolução que pode superar a Cognitiva é uma Revolução Genética, se isso for possível, em larga escala de forma descentralizada.”
  53. 53. “Revoluções Cognitivas não têm um líder, alteram individualmente a plástica cerebral das pessoas, alterando a própria tecno- natureza humana.”
  54. 54. “As verdadeiras revoluções do Sapiens, entretanto, são as Tecnológicas Cognitivas, pois permitem a expansão radical da Tecnocultura, de forma silenciosa, descentralizada e massificada.”
  55. 55. “Revoluções Cognitivas são os fenômenos mais disruptivos do Sapiens. Nestes momentos há uma expansão da Tecnocultura que não ocorre em nenhum outro momento da macro- história humana.”
  56. 56. “As pessoas, quando pensam sobre a desumanização humana, imaginam logo nossos antepassados com menos tecnologias, pois sempre tivemos tecnologias, que hoje pelo uso ficaram invisíveis.”
  57. 57. “Tecnologias não inventam demandas, mas vêm atender as demandas humanas seculares. Aquelas que procuram criar demandas são justamente as que são deixadas de lado e esquecidas.”
  58. 58. “Diria que a diferença entre o reativo crítico e o melancólico está na maneira que se encara o papel da tecnologia na sociedade.”
  59. 59. “Podemos dizer, assim, que toda tecnologia não vem por que se quer, mas por que vêm resolver problemas, que antes não existiam. Ou que não tínhamos legado para inventá-las.”
  60. 60. “O reativo melancólico é aquele que olha para a tecnologia como se fosse algo opcional para o Sapiens e não obrigatório.”
  61. 61. “Um fator que todo reativo melancólico ignora é o crescimento populacional. Um mundo de 7 bilhões tem problemas que um de um bilhão não tem.”
  62. 62. “Reativos Melancólicos são pessoas que colaboram negativamente para pensar o futuro, pois querem que as soluções tecnológicas não venham, como se os problemas que estão sendo resolvidos por elas não existissem.”
  63. 63. “Tem perfis de pessoas que têm a tendência de olhar as perdas e esquecer os ganhos com as tecnologias. E há aqueles que só veem os ganhos e não as perdas. Seria o reativo melancólico versus o empolgado desenfreado.”
  64. 64. “O aumento demográfico tornou a decisão baseada em ruídos obsoleta, pois um gestor tem capacidade específica de poder atender uma determinada quantidade de sons.”
  65. 65. “A palavra foi a ferramenta principal durante os últimos 70 mil anos, desde a oral, escrita manuscrita e depois a impressa. Estruturou a gestão e seus respectivos gestores, que interpretavam sons e ruídos, processavam e despachavam novos sons e ruídos.”
  66. 66. “O que contribui para a obsolescência das linguagens é a Complexidade Demográfica Progressiva. Uma linguagem que era funcional, pode deixar de ser no futuro.”
  67. 67. “Linguagens ficam obsoletas. Isso é uma nova descoberta dos estudos da Antropologia 3.0.”
  68. 68. “Há um jogo, conforme avançamos na Complexidade Demográfica Progressiva de passar linguagens principais em secundárias. A palavra fez isso com o gesto e os cliques está fazendo o mesmo com as palavras.”
  69. 69. “Os cliques, assim, tornam a palavra obsoleta, colocando-a da linguagem principal para a secundária.”
  70. 70. “Os cliques permitem o uso intenso de Inteligência Artificial, pois são mais simples de serem interpretados.”
  71. 71. “Toda a civilização 2.0 foi baseada na palavra e chegou ao seu limitem na casa dos 7 bilhões de habitantes.”
  72. 72. “Continuaremos falando, gesticulando e lendo, mas tais linguagens estão entrando num aspecto secundário, não mais preferencial para a tomada de decisões.”
  73. 73. “Quando chegaram as mídias eletrônicas houve intensificação da linguagem oral sobre a escrita, de forma vertical. O que acabou influenciando o século passado, mais centralizado, mais emocional, menos lógico.”
  74. 74. “As linguagens mudam no tempo. Quando novas tecnologias de informação e comunicação surgem há um rearranjo nas linguagens.”
  75. 75. “A teoria da obsolescência das linguagens consegue, com certa lógica, explicar as crises do século passado e as mudanças que ocorrem já no novo século. E conseguem apontar um norte das mudanças necessárias para que superemos tais problemas.”
  76. 76. “Talvez, essa percepção da obsolescência da linguagem e da cultura diante do aumento da Complexidade Demográfica Progressiva seja a principal descoberta das ciências sociais no novo milênio.”
  77. 77. “Toda a cultura é baseada nas linguagens disponíveis. Quando aumentamos a população, podemos dizer também que as linguagens e a própria cultura ficam obsoletas.”
  78. 78. “As linguagens, diante do aumento da Complexidade Demográfica Progressiva vão ficando obsoletas no tempo.”
  79. 79. “Muitos tentam fazer o diagnóstico das crises do novo milênio. Vou arriscar meu palpite: as linguagens humanas ficaram obsoletas!.”
  80. 80. “Nossa demanda, diante desse mundo dos 7 bilhões interdependentes, é criar sociedades que permitam resolver o problema da liberdade-sobrevivência da melhor maneira possível. E isso nos OBRIGA a apostar tudo na inovação.”
  81. 81. “Hoje é possível personalizar muito mais a oferta das demandas, pois se conhece melhor, via cliques, o que se quer, quando se quer e onde se quer.”
  82. 82. “As linguagens dos gestos e das palavras (oral e escrita) tinham limitações. Muito do que as pessoas faziam ou pensavam não podia ser registrado e utilizado para se tomar decisões.”
  83. 83. “Estamos vivendo a passagem do líder sólido para o líder líquido. Você será líder ou estará líder, dependendo da capacidade de manter a influência sobre seus liderados, via cliques.”
  84. 84. “E a Macro-Inovação Civilizacional, que, de tempos em tempos, nos faz criar novas Tecnologias de Trocas, a sofisticação das linguagens existentes e, algumas vezes, raramente, o surgimento de nova linguagem - como agora.”
  85. 85. “Hoje, além da quantidade dos sete bilhões de habitantes, podemos somar a interdependência das regiões, o que faz com que o Sapiens seja cada vez mais uma espécie planetária.”
  86. 86. “Os cliques são uma nova linguagem, pois permitem que tomemos decisões a partir deles, pois são mais participativas e próximas do que realmente as pessoas fazem e pensam, algo que não era possível com as linguagens anteriores.”
  87. 87. “Estamos aprendendo que o Sapiens criará a sociedade de plantão, a partir das possibilidades das linguagens disponíveis.”
  88. 88. “Quando o Google principalmente lançou seu motor de busca e passou a decidir o que ficava em cima ou embaixo das pesquisas, a partir dos cliques, iniciamos o uso de uma nova linguagem para decisões coletivas.”
  89. 89. “É em torno das linguagens disponíveis que criamos a cultura. E é em torno da cultura que criamos as organizações. Quando temos novas linguagens, teremos nova cultura e novas organizações.”
  90. 90. “Até a chegada do aparato digital, todas as decisões humanas eram feitas, a partir das linguagens disponíveis: gestos e palavra.”
  91. 91. “A escrita nada mais fez do que imprimir a palavra oral em artefatos diversos.”
  92. 92. “Se revoluções Cognitivas marcam mudanças de etapas civilizacionais, Revoluções Cognitivas Descentralizadoras marcam rupturas civilizacionais.”
  93. 93. “Somos a primeira geração ainda engatinhando na nova Civilização 3.0, por isso tudo parece tão novo, interessante, assustador, confuso.”
  94. 94. “O Sapiens terá que fazer o que sempre fez na Macro- História: se reinventar, através da criação de novas tecnologias, que nos permitem sofisticar a cultura e poder resolver estes problemas, via inovação.”
  95. 95. “A Civilização 3.0 tem como difícil missão viver num mundo superpovoado, interdependente, hiper transparente e conectado, com grande disparidade entre regiões.”
  96. 96. “A Civilização 3.0 tem como difícil missão viver num planeta que cada vez mais sente a presença do Sapiens, que se expandiu de forma muito rápida, sem planejamento e sem o cuidado devido com as outras espécies vivas.”
  97. 97. “A grande novidade do século XXI é a chegada de uma nova linguagem humana.”
  98. 98. “Toda a cultura é produzida a partir dos limites das linguagens que temos disponíveis.”
  99. 99. “Quando surgem novas linguagem há readequação das anteriores e o espaço para a recriação cultural, a partir da nova.”
  100. 100. “A linguagem humana é uma ferramenta que permite que possamos nos comunicar, aprender, trocar, imaginar. Linguagens formam a base da cultura do Sapiens.”
  101. 101. “A quarta linguagem é a linguagem dos cliques. Cliques em links, em ícones, em estrelas, em produtos, em serviços. Cliques são linguagem, pois permitem que haja trocas, decisões sejam tomadas.”
  102. 102. “Toda a cultura de uma sociedade é feita nos limites das linguagens disponíveis. Somos aquilo que as linguagens nos deixam ser. Quando mudamos a linguagem, começamos a alterar a estrutura básica da humanidade.”
  103. 103. “Não existe nada mais impactante para a vida do Sapiens do que a chegada de novas linguagens, pois tudo que existe na sociedade será readequado a esta.”
  104. 104. “Chegada de nova linguagem é prenúncio de mudanças radiciais na sociedade, pois o epicentro da cultura entra em mutação.”
  105. 105. “Sem essa visão geral e macro da Antropologia 3.0, que estuda a chegada de novas linguagens no mundo, fica mais difícil compreender as mudanças que temos pela frente no novo século.”
  106. 106. “Os limites culturais passados são limites criados pelos limites das linguagens passadas.”
  107. 107. “Toda linguagem que chega precisa de um conjunto de novas tecnologias que a viabilizem. É um aparato completo que podemos chamar de ambiente cognitivo.”
  108. 108. “As duas primeiras linguagens do Sapiens foram a gestual e oral. Eram linguagens biológicas, que demandaram mudanças no nosso corpo para que pudessem ser criadas e difundidas.”
  109. 109. “Novas linguagens incorporam as anteriores, se mesclam, as alteram, para que tenhamos uma cultura mais sofisticada para que possamos enfrentar desafios mais complexos.”
  110. 110. “Novas linguagens surgem, pois o ser humano é a única espécie social e viva que vivi sob a égide da Complexidade Demográfica Progressiva.”
  111. 111. “Linguagens e, por sua vez, a cultura que praticamos ficam obsoletas, pois se tornam incapazes de lidar com patamar de complexidade demográfica mais elevado.”
  112. 112. “Quando atingimos determinado patamar de complexidade demográfica a cultura e as linguagens disponíveis vão chegando ao seu limite.”
  113. 113. “Toda vez que uma civilização em particular ou o Sapiens de maneira geral aumentar em muito a sua população haverá demanda para a chegada de novas linguagens.”
  114. 114. “Quando aumentamos a população e não conseguimos criar novas linguagens, a civilização entra em colapso, ou em crises profundas.”
  115. 115. “Podemos dizer que estamos iniciando jornada em direção a um planeta cada vez mais superpovoado, hiperconectado e interdependente. E para que possamos sobreviver com mais qualidade foi preciso criar linguagem humana mais sofisticada.”
  116. 116. “A principal mudança do século XXI é a chegada da Linguagem dos Ícones, a quarta do ser humano (Gestos, Oralidade, Escrita).”
  117. 117. “A Linguagem dos Ícones permite que possamos tomar decisões mais rápidas, baseada na experiência de muito mais gente.”
  118. 118. “Não é a cultura que define a linguagem, mas a linguagem que define a cultura.”
  119. 119. “Não foi assim a cultura que criou a sociedade moderna, mas a linguagem da escrita que se massificou e fez com que passássemos todos a viver à sua imagem e semelhança.”
  120. 120. “Quando temos a chegada de nova linguagem, já podemos prever que viveremos guinada civilizacional, pois toda a sociedade terá a "cara" da nova "forma linguística".”
  121. 121. “Se me perguntarem ou te perguntarem como será o futuro, pode responder: será filho da influência da Linguagem dos Ícones.”
  122. 122. “A linguagem humana, diferente dos outros animais, é tecno-evolutiva. Avança e muda no tempo.”
  123. 123. “A sociedade terá a cara da linguagem de plantão.”
  124. 124. “Desde a escrita manuscrita, passando pela escrita impressa, rádio e televisão e depois a Internet, baseamos toda a cultura em plataformas Tecnolinguísticas.”
  125. 125. “Assim, quando chegam novas tecnologias, que permitem a criação de nova linguagem, toda a cultura da sociedade migra lentamente para que se adapte ao novo ambiente linguístico.”
  126. 126. “Não existe teoria sobre um determinado problema, que não seja baseada em comparativo histórico com outros fenômenos similares.”
  127. 127. “Impressões são sentimentos, observações, intuições sobre determinado fenômeno de forma não científica, mas não teorias.”
  128. 128. “Não existe ciência sem base comparativa com fenômenos similares no passado.”
  129. 129. “A Antropologia 3.0 é a tentativa de análise científica baseada no passado. É abordagem bem superior a qualquer tentativa impressionista não científica.”
  130. 130. “Organizações que querem pensar e agir de forma mais eficaz diante da Revolução Digital devem contar com a Antropologia 3.0 como ferramenta.”
  131. 131. “É preciso reler Malthus para entender a atual Revolução Digital.”
  132. 132. “Temos a Inovação, também progressiva, que nos permite superar as crises prescritas por Malthus.”
  133. 133. “O que move as rodas da história, antes de qualquer coisa, a é a demografia, que gera demandas objetivas e subjetivas, que pressiona todo o resto para atendê-las.”
  134. 134. “Sem essa revisão de como vemos os mecanismos da história, temos a tempestade, mas não a bússola.”
  135. 135. “Somos os únicos mamíferos sociais do planeta, principalmente entre os mamíferos, que crescem demograficamente sem pedir licença.”
  136. 136. “Precisamos rever, de forma disruptiva, como a história realmente avança no tempo.”
  137. 137. “O Século XXI marca a chegada da Quarta Linguagem Humana - a dos cliques e ícones.”
  138. 138. “Novas linguagens são raras na Macro-História, tivemos os gestos, a oralidade e a escrita e suas variantes.”
  139. 139. “Novas Linguagens nos permitem resolver problemas objetivos e subjetivos, através da sofisticação da cultura.”
  140. 140. “O aumento demográfico pressiona o Aparato de Trocas a se sofisticar. Em alguns momentos, como o atual, há o surgimento de nova linguagem, que nos permite recapacitar a cultura a solucionar de forma nova velhos problemas.”
  141. 141. “Há uma espécie de rompimento dos limites das linguagens que tínhamos, que impediam a cultura de se expandir.”
  142. 142. “Temos um descontrole da sociedade sobre as organizações, gerando crise civilizacional de grandes proporções.”
  143. 143. “O problema não é da vontade de se resolver problemas, mas da impossibilidade de solucioná-los com o atual aparato de trocas, das linguagens existentes e do modelo cultural que temos hoje.”
  144. 144. “Batemos numa espécie de parede cultural, na qual a forma como resolvemos problemas se tornou obsoleta.”
  145. 145. “Tais crises civilizacionais só são resolvidas com a chegada de nova linguagem que permite Macro-descentralização, pulverizando a tomada de decisões para muito mais gente.”
  146. 146. “O que assistiremos de inovação no Século XXI é a expansão cada vez mais acelerada da implantação da Quarta Linguagem, que nos permitirá recriar toda a cultura do Sapiens.”
  147. 147. “Tecnologias só se massificam quando ajudam a resolver determinados problemas humanos latentes.”
  148. 148. “Se olharmos para problemas humanos e não para tecnologias conseguiremos ver muito mais longe.”
  149. 149. “O principal problema do século XXI é profunda dicotomia entre nova complexidade demográfica progressiva e uma cada vez maior incapacidade das organizações de plantão decidir adequadamente.”
  150. 150. “O que realmente fará diferença no futuro são tecnologias que nos permitam decidir melhor.”
  151. 151. “O que o ser humano quer é sair do impasse civilizacional que nos metemos quando crescemos demais demograficamente e perdemos a capacidade de decidir de forma mais participativa.”
  152. 152. “Muitos falam em big data, gestão de conhecimento, internet das coisas. São apenas metodologias que giram em torno dos falsos problemas.”
  153. 153. “Estamos tomando decisões de forma muito centralizada, baseada nos interesses e incapacidade dos poderes centrais, que não conseguem atender às latências da sociedade.”
  154. 154. “O problema principal é: usar todo o novo aparato para decidir melhor. E decidir melhor, historicamente falando, é aumentar a capacidade das pessoas em participar das decisões.”
  155. 155. “De maneira geral, todo o aparato tecnológico que estamos construindo vai nessa direção. Essa é a macro-tendência e o resto é penduricalho.”
  156. 156. “A Administração 3.0, a Curadoria, vem substituir a gestão e é nova forma de tomada de decisões mais participativa.”
  157. 157. “Na Curadoria, vamos gradualmente abandonando gestores e passando aos curadores, adotamos para isso a quarta linguagem e contamos, pela primeira vez, com a Inteligência Artificial para nos ajudar a decidir.”
  158. 158. “O Sapiens 3.0 sabe mais, decide melhor, é mais próximo dos demais, tem mais informação, conta com robôs de todos os tipos para lhe ajudar cada vez mais. E inicia o processo de mutação genética.”
  159. 159. “Há muito achismo sobre a Revolução Digital e pouca teoria.”
  160. 160. “Vivemos hoje como os medievais, que viviam crises econômicas, mas não havia economia para poder auxiliá-los.”
  161. 161. “Mudanças de mídia na história demoram, mas são recorrentes. E tudo que é recorrente necessita de uma teoria para analisar causas, consequências e comparações entre fenômenos distintos.”
  162. 162. “A chegada da Quarta Linguagem humana, dos cliques e ícones, é a grande novidade que temos pela frente.”
  163. 163. “O modelo de qualquer administração de qualquer espécie viva e social é baseada no gerenciamento e controle de processos. Tal modelo tem como objetivo principal manter espécies vivas.”
  164. 164. “Todo modelo de administração é baseado em uma determinada linguagem de comunicação e informação que permite que as trocas sejam feitas entre os membros de qualquer espécie.”
  165. 165. “Todos os animais, bem ou mal, tem modus operandi que estabelece um triângulo entre tamanho do bando, administração do mesmo e modelos de comunicação existentes.”
  166. 166. “Nossas linguagens, diferente dos outros animais, não são genéticas, mas Tecnoculturais.”
  167. 167. “No caso do Sapiens, as linguagens de trocas avançam no tempo, se modificam e permitem que alteremos o Modelo de Administração.”
  168. 168. “Até a chegada da Quarta Linguagem, todo o modelo administrativo necessitava de gestor que tinha o objetivo de processar as linguagens existentes: gestos, oralidade e escrita e, a partir disso, decidir.”
  169. 169. “Podemos dizer que o aumento demográfico tornou as atuais linguagens humanas obsoletas. E por isso tivemos a necessidade de criar uma nova.”
  170. 170. “Na Quarta Linguagem muito mais gente pode apontar as suas necessidades, avaliações, desejos e se atendido, sem que isso gere um caos econômico.”
  171. 171. “Quando falamos da segunda fase da Revolução Digital não falamos mais de digitalização, que foi a primeira, mas de Uberização, quando vamos iniciar o processo, para valer, de alteração do modelo administrativo.”
  172. 172. “Na uberização, uma quantidade muito maior de pessoas pode interferir nos processos, pois não temos mais um administrador de carne e osso para controlar e gerenciar, mas uma inteligência artificial.”
  173. 173. “O novo administrador não é mais alguém que controla processos diretamente. Ele transfere o poder para o cidadão e o consumidor, através da programação de Agentes Artificiais.”
  174. 174. “Na uberização, uma quantidade muito maior de pessoas pode interferir nos processos, pois não temos mais um administrador de carne e osso para controlar e gerenciar, mas uma inteligência artificial.”
  175. 175. “Os Agentes Artificiais recebem os “inputs” dos cliques e consegue, de forma dinâmica, compreender, como nunca, o real desejo e interesse do cidadão/consumidor.”
  176. 176. “A Quarta Linguagem viabiliza, assim o surgimento do Terceiro Modelo de Administração do Sapiens: o pré-oral, o oral e agora o pós-oral.”
  177. 177. “Pela primeira vez, desde que nos tornamos Sapiens, começamos a sair do modelo dominante das espécies mamíferas, que necessita de líderes-alfas para tomar decisões.”
  178. 178. “Com a Quarta Linguagem, adentramos no mundo dos insetos, em redes muito mais complexas, com demanda- oferta feita de forma muito mais distribuída e descentralizada.”
  179. 179. “Nosso grande problema é que tal mudança Macro-Histórica disruptiva tem ocorrido de forma muito veloz e ainda não é compreendida por 99% dos estudiosos dos fenômenos sociais.”
  180. 180. “As organizações não têm ferramentas para entender e agir, o que está criando um verdadeiro fosso entre o Mundo 2.0 e o 3.0.”
  181. 181. “O resultado da falta de compreensão da Revolução Digital é medo, inação, resistência, que muitas vezes pode descambar para a violência política, na tentativa de preservar o antigo modelo, mesmo que seja obsoleto.”
  182. 182. “O resultado da falta de compreensão da Revolução Digital é medo, inação, resistência, que muitas vezes pode descambar para a violência política, na tentativa de preservar o antigo modelo, mesmo que seja obsoleto.”
  183. 183. “O exemplo mais gritante disso na política é o movimento radical dos taxistas, o estado islâmico e mesmo o bolivarianismo na América Latina. As pessoas querem destruir algo que não entendem.”
  184. 184. “O exemplo mais gritante da falta de compreensão da Revolução Digital na política é o movimento radical dos taxistas, o estado islâmico e mesmo o bolivarianismo na América Latina. As pessoas querem destruir o que não entendem.”
  185. 185. “Na área de negócios, vemos empresas tomando atitude completamente infantis e irracionais diante da Revolução Digital, mesmo com perdas graduais e acentuada de valor de mercado. Querem fingir que se ficarem debaixo da cama, a bruxa 3.0 vai sumir num passe de mágica.”
  186. 186. “A Bruxa 3.0, com a sua vassoura da quarta linguagem, veio para ficar!.”
  187. 187. “Organizações vêm à sociedade para atender as demandas objetivas e subjetivas da espécie.”
  188. 188. “Quanto mais complexa demograficamente é uma sociedade, mais sofisticadas terão que ser as organizações.”
  189. 189. “As relações do Organização-Sociedade são reguladas por Tecnologias de Trocas. Quando mudam as Tecnologias das Trocas, muda-se a relação Organização-Sociedade.”
  190. 190. “A relação Organização- Sociedade também é fortemente influenciada pelo fator demográfico. Quanto mais houver rápido crescimento, mais as organizações terão que centralizar a produção para poder atender à galopante demanda.”
  191. 191. “O que gera centralização das organizações é o crescimento demográfico. O que gera descentralização das organizações é a chegada de novas Tecnologias das Trocas descentralizadoras.”
  192. 192. “Quando temos aumentos demográficos significativos as organizações tendem a aumentar a taxa de controle sobre a sociedade. E vice-versa. Quando temos a chegada de Tecnologias Descentralizadoras a taxa de controle da sociedade sobre as organizações aumenta.”
  193. 193. “Após a massificação de Tecnologias de Trocas Descentralizadoras, gradualmente a sociedade viverá forte movimento de recontrole das organizações por parte da sociedade.”
  194. 194. “O controle das organizações sobre a sociedade e da sociedade sobre as organizações dependerá, portanto, fortemente do aparato das Tecnologias das Trocas.”
  195. 195. “Quando vivemos Revoluções Cognitivas Descentralizadoras, a sociedade entra em profundo processo de recontrole das organizações. Novos modelos de controle serão criados que permitam que se possa fiscalizar melhor as organizações.”
  196. 196. “Organizações que passam muito tempo sem controle desenvolvem espécie de Corporativismo Tóxico, que se caracteriza por alta taxa de pensamento e ação de interesses internos em detrimento dos externos.”
  197. 197. “Quando temos aumentos demográficos e não temos novas Tecnologias de Trocas Descentralizadoras haverá crise na relação Organização-Sociedade.”
  198. 198. “A crise Organização-Sociedade só é superada quando há o surgimento de novos modelos organizacionais, que incorporam as novas Tecnologias de Trocas Descentralizadoras, fazendo-as mais compatíveis com o novo estágio de Complexidade Demográfica.”
  199. 199. “A legitimidade ao final de ciclos cognitivos não é mais conquistada por narrativas, argumentos, mas apenas pelo controle das ideias.”
  200. 200. “O primeiro ciclo pós- Revolução Cognitiva, quando há um boom de transparência, tende a ser fortemente emocional de revolta de não mais aceitação do modus operandi.”
  201. 201. “A crise que está colocada é macro-civilizacional. Aumentamos demais a população e precisamos recriar as organizações para que passem a ser compatíveis com o novo patamar de complexidade.”
  202. 202. “Filósofos, teóricos, metodólogos, tecnólogos e empreendedores têm como missão recriar, já baseado na lógica, na reflexão, as novas organizações a partir das novas possibilidades das Tecnologias de Trocas Descentralizadoras.”
  203. 203. “Não é simples, pois passa superar um modelo cultural construído ao longo de décadas, ou séculos, ou mesmo milênios e colocar outro no lugar. Preservar valores, mais alterar os métodos de fiscalização e controle.”
  204. 204. “Isso é uma missão para muita gente, para cabeças fora da curva, para inovadores disruptivos, que precisam apontar saídas filosóficas, teóricas e práticas. Leva tempo, mas vai.”
  205. 205. “Organizações têm que ter medo do cidadão/consumidor, por isso passam a respeitá-lo. Quando perdem o medo, as organizações vão virar de costas para ele.”
  206. 206. “O final de Eras Cognitivas se caracteriza pelo esgotamento de um determinado ambiente cultural na sociedade. Há um aumento de complexidade demográfica e a obsolescência dos modelos civilizacionais disponíveis.”
  207. 207. “Nesses períodos da Macro-História, no final de Eras Cognitivas, há aumento radical da taxa de Corporativismo Tóxico de TODAS AS ORGANIZAÇÕES da sociedade.”
  208. 208. “As organizações precisaram, de certa forma, se tornar monopolistas, pois precisaram atender as demandas rapidamente, o que as fez centralizar a produção. O corporativismo tóxico é o lado negativo desse processo necessário.”
  209. 209. “A Revolução Cognitiva é o primeiro passo da uma grande Revolução Cultural Civilizacional, vindo de baixo para cima, na qual se combaterá o Corporativismo Tóxico, através de novos modelos organizacionais e formas inovadoras de fiscalização.”
  210. 210. “Há hoje resistência às tecnologias, como se fossem responsáveis pelas crises que temos, mas são a única saída para superá-las sem violência.”
  211. 211. Imagens do livro
  212. 212. LINGUAGEM CULTURA ORGANIZAÇÕES
  213. 213. Limites culturais diante do aumento da Complexidade Demográfica Progressiva Capacidade Cultural (Linguagens disponíveis) Incapacidade Cultural AUMENTODEMOGRÁFICO Superação de limites culturais a partir da chegada de nova linguagem. Capacidade Cultural (Nova linguagem) Re-capacidade Cultural AUMENTODEMOGRÁFICO
  214. 214. McLuhan Sapiens Tecnosapiens Quem somos?
  215. 215. McLuhan Economia? Luta de classe? Política? Mudanças de mídia Como a história do Sapiens se modifica de forma mais radical?
  216. 216. Antropologia 3.0: Compra do livro: antrocogclube.nepo.com.br
  217. 217. 55-21- 9960806422 21- 22461323 cnepomuceno carlos.nepomuceno nepo.com.br cnepomuceno @cnepomuceno carlos@nepo.com.br cnepomuceno1
  218. 218. Dedico este livro ao meu querido amigo Jack London, que me deu o insight de abordar o tema a partir das linguagens.
  219. 219. English slides
  220. 220. “The historians are far from understanding that human Macro-History is profoundly marked by media changes.”
  221. 221. “The Digital Civilizational Revolution introduces the Curatorship, a new management model, which allows for new forms of decision making."
  222. 222. "In this first stage of a Civilizational Revolution, the dog wakes up and begins to realize that it is being swayed by the tail."

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