Logos Estéril

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Logos Estéril

  1. 1. O Mal do Logos Estéril
  2. 2. <ul><li>O Mal do Logos Estéril é uma doença intelectual e até psicossocial descrita por Cury (2006), causada pelo próprio processo educacional. Os alunos que são acometidos por esse mal se tornam espectadores passivos diante da transmissão do conhecimento, incorporando-o sem crítica, sem dúvidas, sem sabor, sem deleite, sem desafios, sem “rosto”, sem utilidade humanística e sem compromissos psicossociais. Há vários níveis dessa doença, e, quanto mais grave ela for, mais as pessoas acometidas por ela se tornam manipuláveis, influenciáveis, meras retransmissoras do conhecimento, estéreis de ideias. Essas pessoas incorporam o conhecimento como se fossem verdades absolutas, inquestionáveis; por isso, ao mesmo tempo que são manipuláveis, elas se tornam autoritárias. Os dramáticos erros cometidos na história pelo uso radical de ideologias políticas, econômicas, misticistas, raciais, foram produzidos por portadores desse mal. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O Mal do Logos Estéril aborta a formação de pensadores. Seus portadores podem até possuir grande cultura, escolaridade e eloquência dialética, mas não conseguem usar sua cultura para expandir o mundo das ideias, exercer a cidadania e o humanismo. Inclusive, são imaturos para lidar com perdas, estímulos estressantes e contrariedades. Podem ocupar lugares de destaque no campo profissional, mas são crianças na psique. São seguros quando o mundo os aplaude, mas fragilíssimos no tempo das vaias. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>As pessoas acometidas pelo Logos Estéril pouco param para questionar seus próprios caminhos, as suas escolhas. Desta forma, possuem um conceito superficial de sucesso e realização pessoal. </li></ul>
  5. 5. Essa doença reduz a aventura e o prazer do saber, a busca da sabedoria existencial e a conquista da consciência sociopolítica. O processo de aprendizado e incorporação do conhecimento deixa de ser uma fonte de inspiração e engajamento para torna-se apenas uma mercadoria profissionalizante. Há uma distância enorme entre ser um profissional que usa o conhecimento apenas como ferramenta profissionalizante e ser um pensador, que trabalha visando os diversos campos da sociedade, é humanista e influencia pessoas. CURY, Jorge Augusto. Inteligência Multifocal: Análise da construção dos pensamentos e da formação de pensadores. 8. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.

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